REDAÇÃO E EDIÇÃO EM REVISTAFábio R. da Silva
TIPOS DE ABERTURA PARA TEXTOS - REVISTA A abertura da matéria precisa atrair o leitor, asinformações principais, assim co...
ESTRUTURA Estrutura clássica: a) abertura: começa com uma história,um exemplo, a descrição de uma cena e, em alguns casos...
 Pirâmide invertida: a) abertura (o quê, quem,quando); b) fundamentos da abertura (como, porquê); c) informação em ordem ...
 Estrutura cronológica: a) abertura sintética; b) transiçãopara o relato cronológico; c) relato cronológico; d) finalsint...
ESTRUTURA Pergunta e resposta: Facilita a compreensão deassuntos complexos. Como no caso de explicaruma nova legislação.C...
Batemos um papo com Diego Badaró, 30, um dos sócio-fundadores daAmma Chocolate, empresa que se apresenta como a primeira m...
 Flashback: Essa estrutura é como um filme:apresenta um prólogo com uma situação que sequebra em várias cenas distintas....
TÍTULO Seu objetivo é parecido com o título de um anúncio: chamar aatenção, despertar o interesse e encaminhar o leitor p...
OLHO A razão de ser do olho é ampliar o significado ou ainformação do título e estabelecer um elo entre esse aabertura. O...
ABERTURA Introduz o tema, ilumina o ponto central do texto, estabelece oclima e o tom da matéria, prende atenção, e estim...
TEXTO Simplicidade: O ideal é que o texto seja compreendido aomesmo tempo que é lido, sem obrigar o leitor a voltar atrás...
TEXTO O que é óbvio para o jornalista pode não se para oleitor Uma coisa de cada vez: Não empacotar váriasinformações nu...
CIRCUNLÓQUIOSEm vez de UseUm grande número MuitosUm pequeno número PoucosNo presente momento AgoraChamou atenção para o fa...
TEXTO Falar com um leitor, não com os leitores para que oleitor pense que a revista é feita para ele (umapessoa única e e...
REFERÊNCIA ALI, Fátima. A arte de editar revistas. São Paulo:Companhia Editora Nacional, 2009
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  1. 1. REDAÇÃO E EDIÇÃO EM REVISTAFábio R. da Silva
  2. 2. TIPOS DE ABERTURA PARA TEXTOS - REVISTA A abertura da matéria precisa atrair o leitor, asinformações principais, assim como o fato queoriginou a matéria, não têm, necessariamente, devir nas primeiras linhas. Realçar a visão (abertura fotográfica,cinematográfica ou descritiva) Realçar a audição (abertura-citação–declaraçãoreal ou imaginada) Realçar a imaginação (Abertura comparativa ouimaginativa) Realçar a pessoa (Contar a história pessoalcolocando-se em causa ou pondo o leitor em cena)
  3. 3. ESTRUTURA Estrutura clássica: a) abertura: começa com uma história,um exemplo, a descrição de uma cena e, em alguns casos,um diálogo; b) ponte: texto de transição ou passagem, umparágrafo que amplia a proposta do título e da abertura e, deforma resumida, diz ao leitor qual a razão da matéria; c)desenvolvimento: uma série lógica de parágrafosrelacionados que forma o corpo da matéria; d) final: algoespecial guardado para o último parágrafo. As mulheres e a tecnologiaUma pessoa comum, cheia de sonhos e idealismo. Assim seapresenta a secretária executiva Bruna Pazinato, 28 anos, deSão Paulo, no Twitter. Poderia acrescentar a palavra“hipertecnológica” a esse autorretrato. Ela é um bom exemploda nova relação de prazer que as mulheres estão construindocom a tecnologia e todas as imensas possibilidades que elatraz para nossa vida. Bruna também tem perfil em outrasredes sociais da internet, como Facebook, Flickr e LinkedIn.Administra tudo isso pelo (...)
  4. 4.  Pirâmide invertida: a) abertura (o quê, quem,quando); b) fundamentos da abertura (como, porquê); c) informação em ordem descendente deimportânciaJuca Ferreira e Gilberto Gil lançam livro em SPMinistros da Cultura durante o governo Lula, entre 2003 e 2010, Gilberto Gil e JucaFerreira lideraram discussões de temas como economia criativa e cultura digital eenfrentaram temas polêmicos, como o modelo de renúncia fiscal (Lei Rouanet) e aregulamentação do setor audiovisual.Esses embates estão narrados no livro Cultura pela Palavra, coletânea de 19artigos, 19 entrevistas e 61 discursos dos ex-ministros ao longo de oito anosreunida pela Versal Editores.O lançamento acontece nesta quarta-feira 8 em São Paulo, na Livraria Cultura doConjunto Nacional, a partir das 18horas, com a presença dos ex-ministros. No Rio,o lançamento acontece no dia 9 de maio, a partir das 19horas, na Livraria daTravessa Ipanema.
  5. 5.  Estrutura cronológica: a) abertura sintética; b) transiçãopara o relato cronológico; c) relato cronológico; d) finalsintético12 receitas que acabam com a barrigaEmagreça com Saúde!Você pediu, nós atendemos. Depois de conhecer as técnicasfantásticas que dão a maior força ao seu projeto de ficar em formaneste verão, ponha a mão na massa, ops, nos sucos e outrasdelícias fáceis de fazer. Os ingredientes desintoxicam, desincham,facilitam a digestão, ajudam no funcionamento do intestino eespantam a gordura. As receitas são de três feras em nutrição.SALADA FRESCAIngredientes½ beterraba cozida e fatiada½ pepino pequeno fatiado1 cenoura pequena ralada2 ramos de agrião¼ de abacate fatiadoFlocos de alho desidratado (opcional)PreparoMisture todos os ingredientes numa vasilha e coloque o molho por cima. Se quiser,acrescente flocos de alho desidratado.
  6. 6. ESTRUTURA Pergunta e resposta: Facilita a compreensão deassuntos complexos. Como no caso de explicaruma nova legislação.Chocolate orgânicoNa semana da Páscoa descobrimos um tipo diferente de chocolate.Você já provou?A cinco dias do domingo de Páscoa, não passa outra coisa pelasnossas cabeças. Claro que estamos animadas com o feriadoprolongado, mas os chocolates são a grande sensação da data.Podemos dizer que até os exageros gastrônomicos mais loucos são"compreendidos" porque a variedade cresce a cada ano. Nossacabeça vai a mil com o mar de ovos que os supermercadospreparam, sem contar os caseiros que também nos deixam emdúvida. Para completar nossa indecisão, acaba de chegar no país ochocolate orgânico. Já ouviu falar? Nós conversamos com umaempresa especialista na produção deste tipo de chocolate e tambémprovamos. Nossa opinião você lê no final da entrevista abaixo.
  7. 7. Batemos um papo com Diego Badaró, 30, um dos sócio-fundadores daAmma Chocolate, empresa que se apresenta como a primeira marca dechocolate orgânico e sustentável do Brasil. Ele jura que o orgânico émais saboroso que qualquer outro tipo. Será mesmo? Tpm: O que é chocolate orgânico?Diego Badaró: Todo o cultivo do cacau é feito de forma orgânica. Issoquer dizer que as árvores cacaueiras não são tratadas com pesticidasou defensores agrícolas. Pragas como a vassoura de bruxa, porexemplo, são tratadas e prevenidas com um "adubo-defensor" naturalque contém mais de 90% dos elementos da tabela periódica e écomposto por pó de rochas do sertão, água do mar da região, entreoutras coisas, que é pulverizado nas árvores. Qual a principal diferença para um chocolate comum?As diferenças entre o chocolate orgânico e o chocolate comum sãomuitas. Primeiro, a qualidade do ingrediente do cacau orgânico ésuperior. A formação da notas do cacau estão relacionadas ao processode produção, ao respeito de todas as etapas de produção do chocolate:da fermentação do cacau, passando pela secagem e beneficiamento docacau já na fábrica. O chocolate orgânico pode levar até 30 dias paraser produzido, enquanto com um chocolate comum este processodemora aproximadamente 7 dias. A fermentação nos barris, porexemplo, é quando se formam as notas mais suaves de cacau. Se vocêdiminuir esse processo, que pode durar aproximadamente 7 dias, osabor do grão vai ser comprometido. Depois de ser fermentado, operíodo de secagem pode levar até três semanas.
  8. 8.  Flashback: Essa estrutura é como um filme:apresenta um prólogo com uma situação que sequebra em várias cenas distintas. Os politicamente corretosConheça alguns dos artistas do mundo da música que investem emcausas sociais e ecológicasTemas que antes pertenciam a discursos dos rotulados "bichos grilos", comopreocupação com o meio ambiente, questões sobre pobreza e educação,hoje estão cada vez mais presentes na fala dos artistas. Muitos músicospassaram a dividir a sua agenda entre shows e iniciativas sociais. Conheçaalgumas bandas que abraçaram esta causa.Scorpions Em agosto de 2007, o grupo alemão de hard rock Scorpions se apresentoupara cerca de 40 mil fãs no sambódromo de Manaus, no Amazonas. Emparceria com o Greenpeace, organização global e independente que atua emdefesa ao meio ambiente, a apresentação visava chamar a atenção dopúblico para os perigos do desmatamento da Floresta Amazônica - no palco,os músicos exibiram uma faixa com os dizeres: "Chega de desmatamento!Sem Amazônia não há futuro". No ano seguinte, a banda voltou ao Brasil em uma turnê mundial dedicada acausa, Humanity World Tour - Acoustica. Resultado dos shows, o DVD"Amazônia - Live in the Jungle", que conta com as apresentações de Recife eManaus, teve sua venda, no Brasil e México, destinada a projetos
  9. 9. TÍTULO Seu objetivo é parecido com o título de um anúncio: chamar aatenção, despertar o interesse e encaminhar o leitor para otexto Compreensão instantânea Mensagem clara O que o leitor ganha? Tempo presente Ler a matéria
  10. 10. OLHO A razão de ser do olho é ampliar o significado ou ainformação do título e estabelecer um elo entre esse aabertura. O título chama atenção e o olho desperta acuriosidade. Só existe três razões para alguém ler uma matéria:informação relevante, prazer e utilidade. Se o olho nãoprometer pelo menos duas delas, possivelmente ele não vailer a matéria. Numa reportagem que informe sobre detalhes da vida decelebridades, um olho de canto de página, ou de rodapé,poderia dizer o seguinte:A CANTORA DANIELA MERCURY DIZ NÃO AOPRECONCEITO E SIM A UMA MULHER
  11. 11. ABERTURA Introduz o tema, ilumina o ponto central do texto, estabelece oclima e o tom da matéria, prende atenção, e estimula o leitora querer mais.FINAL É do final que o leitor se lembra mais. É onde a informação sefixa e deixa uma impressão prolongada. Tipos de final: Volta a abertura Resumo FuturoLEGENDAUma boa foto vale por mil palavras. Apesar disso, quase todafoto precisa, no mínimo, de algumas palavras para identificá-las.
  12. 12. TEXTO Simplicidade: O ideal é que o texto seja compreendido aomesmo tempo que é lido, sem obrigar o leitor a voltar atrásnas frases ou quebrar a cabeça.Em vez de UseVolume, tomo, obra LivroPermanecer FicarFace, fisionomia, semblante RostoMatrimônio CasamentoFaleceu MorreuUnicamente só
  13. 13. TEXTO O que é óbvio para o jornalista pode não se para oleitor Uma coisa de cada vez: Não empacotar váriasinformações num só parágrafo. Quanto maiscomplicado o assunto, mais será necessárioquebrá-lo em pedaços digeríveis com parágrafos efrases curtas. Não dizer em duas páginas o que pode dizer emuma; em dois parágrafos o que pode ser dito emum; em duas frases o que pode ser dito em uma;em duas palavras o que pode ser dito em uma.
  14. 14. CIRCUNLÓQUIOSEm vez de UseUm grande número MuitosUm pequeno número PoucosNo presente momento AgoraChamou atenção para o fato LembrouApesar do fato de Apesar deChegou ao final de TerminouNa ausência de semNum futuro próximo LogoEm duas diferentes oportunidades Duas vezesNa eventualidade de Se, quandoMesmo considerando o fato de ApesarTravar uma discussão DiscutirCom o objetivo de ParaBaseado no fato de que PorqueDevido ao fato Porque
  15. 15. TEXTO Falar com um leitor, não com os leitores para que oleitor pense que a revista é feita para ele (umapessoa única e especial). Assim, dirigir-se a ele nosingular e não no plural. Aspas e citações: Citações demais reduzem eenfraquecem o ritmo do texto. Não use muita gentepara confirmar o óbvio.
  16. 16. REFERÊNCIA ALI, Fátima. A arte de editar revistas. São Paulo:Companhia Editora Nacional, 2009

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