Seminário-O Atendimento Fraterno Na Casa Espírita-Marcelo do N.Rodrigues-cem

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Seminário realizado no dia 29/01/11 no Grupo Espirita de Caridade Meimei em Curitiba sobre o atendimento fraterno na casa espírita.

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Seminário-O Atendimento Fraterno Na Casa Espírita-Marcelo do N.Rodrigues-cem

  1. 1. Centro Espírita Meimei<br />Seminário:O Atendimento Fraterno na Casa Espírita<br />Expositor: Marcelo Rodrigues.<br />
  2. 2. Roteiro do seminário<br />14h00 – Leitura inicial e prece de abertura;<br />14h15 – Início da primeira parte:<br /> 1 – Apresentação do roteiro;<br /> 2 – Apresentação do grupo;<br /> 4 – A Casa Espírita;<br />15h45 – Intervalo;<br />16h00 – Início da segunda parte:<br /> 1 – O atendimento fraterno;<br /> 2 – O Exemplo-CVV;<br />17h15 – Perguntas e debate;<br />17h45– Considerações finais<br />18h00 – Encerramento.<br />
  3. 3. Mensagem I<br />“Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são bem amados meus. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana.” <br />O Espírito De Verdade - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”<br />
  4. 4. Obras Básicas Espíritas<br /><ul><li> Primeira Parte – Das Causas Primárias;
  5. 5. Segunda Parte – Mundo Espírita ou dos Espíritos;
  6. 6. Terceira Parte – Leis Morais;
  7. 7. Quarta Parte – Esperanças e Consolações.</li></li></ul><li>A Casa Espírita<br />Qual é o papel que o Centro Espírita tem na sociedade?<br />O que é um Centro Espírita?<br />
  8. 8. A Casa Espírita<br />(...) A Casa Espírita é a célula mater da nova sociedade, (...). Uma Escola, ..., que não apenas instrui, mas também educa. (...) será escola e santuário, hospital e lar, onde as almas encarnadas e desencarnadas encontrarão diretrizes para uma vida feliz e ao mesmo tempo, o alimento para sobreviver aos choques do mundo exterior. (*)<br />* Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas, Ed. USE.<br />
  9. 9. A Casa Espírita<br />“É uma escola onde podemos aprender e ensinar, semear o bem e colher as graças, burilarmo-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna”- Emmanuel-”O Centro Espírita”, Reformador, janeiro 1951.<br />
  10. 10. A Casa Espírita<br />“Estudo, Prática e Divulgação<br />da Doutrina Espírita”<br />
  11. 11. A Casa Espírita<br />ESCOLA<br />HOSPITAL<br />OFICINA<br />TEMPLO<br />DE ORAÇÕES<br />LAR<br />
  12. 12. A Casa Espírita<br />O essencial para o equilíbrio do Centro Espírita<br /><ul><li> Perfeita comunhão de pontos de vista e de sentimentos;
  13. 13. Cordialidade recíproca entre todos os membros;
  14. 14. Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã;
  15. 15. Um único desejo: o de instruir-se e melhorar por meio dos ensinos dos Espíritos e do aproveitamento de seus conselhos. (...) </li></ul>(*) In O Livro dos Médiuns, p. 69 ed. Feb.<br />
  16. 16. A Casa Espírita<br />
  17. 17. A Casa Espírita- Quem Frequenta?<br />Espírito<br />Desencarnado<br />Encarnado<br />Não espírita<br />Espírita<br />Não espírita<br />Espírita<br />Criança Jovem Adulto<br />
  18. 18. A Casa Espírita- O que fazer com quem chega?<br />Pessoas Espíritos<br />Oportunidade<br />Centro Espírita<br />Divulgação<br />Prática<br />Estudo<br />Atendimento<br />Desejos<br />Necessidades<br />Expectativas<br />
  19. 19. O Atendimento Fraterno<br />O Que é Atendimento Fraterno? <br />
  20. 20. O Atendimento Fraterno<br />“O Atendimento Fraterno é uma psicoterapia que modifica a estrutura do problema no individuo que se acerca da Casa Espírita com ideias que não correspondem à realidade.” <br />“O Atendimento Fraterno não é um confessionário. Como o próprio nome diz, é um encontro, no qual se atende fraternalmente àquele que tem qualquer tipo de carência”.<br />“O Atendimento Fraterno é uma tarefa social, que busca receber bem, orientar com segurança, esclarecendo o individuo à luz do Espiritismo. Igualmente, visa recepcionar as pessoas que entram pela primeira vez na casa espírita.” <br />“Atendimento Fraterno”, Projeto Manoel Philomeno de Miranda.<br />
  21. 21. O Atendimento Fraterno<br />Quais são os objetivos do atendimento fraterno? <br />
  22. 22. O Atendimento Fraterno<br />PROPOSTAS DE ALLAN KARDEC<br /> Consolo aos que sofrem<br /> Encorajamento dos caídos<br /> Libertação das Paixões, do desespero, do suicídio; deter o individuo no limiar do crime<br />PROPOSTAS DE JOANNA DE ÂNGELIS<br /> Receber bem (Urbanidade Amizade) <br /> Orientar quanto às disponibilidades da Casa<br /> Propor perspectivas novas para os problemas huma- nos, à luz do Espiritismo (Libertação)<br />
  23. 23. O Atendimento Fraterno<br />Quais são as características de quem busca o atendimento fraterno? <br />
  24. 24. O Atendimento Fraterno<br />Âmbito de Ação I – Sofrimentos Provacionais<br /> Perdas de entes queridos<br /> Dificuldades afetivas<br /> Doenças do relacionamento<br /> Depressão<br /> Distúrbio de pânico<br /> Obsessões<br /> Vê-se diante da morte (doenças graves)<br /> Incapacidade para ajudar<br /> Dificuldades materiais<br />
  25. 25. O Atendimento Fraterno<br />Âmbito de ação II – Problemas de Personalidade<br /> Conflitos (Timidez, medo, etc.)<br /> Viciações<br /> Desvio de comportamento<br /> Desajuste emocionais<br /> Fobias, neuroses, TOC<br />
  26. 26. O Atendimento Fraterno<br />Âmbito de ação III – Onde e Quando?<br /> No lar<br /> No trabalho<br /> No Centro Espírita<br /> Em público<br />Todos somos modelos, em qualquer lugar, na ocasião própria<br />
  27. 27. O Atendimento Fraterno<br />Quais são as características de quem se presta a atender no atendimento fraterno? <br />
  28. 28. O Atendimento Fraterno<br />Perfil do Atendente I – Qualidades Humanas<br /> Moral sadia<br /> Auto-estima<br /> Saber ajudar-se<br /> Gostar de gente (Interesse fraternal pelos semelhantes)<br /> Bom repertório de conhecimento<br /> Equilíbrio emocional/Saúde<br /> Hábito de estudo e oração<br />
  29. 29. O Atendimento Fraterno<br />Perfil do Atendente II – Requisitos Doutrinários<br /> Conhecimento da Doutrina Espírita<br /> Familiaridade com o Evangelho<br /> Integração no Centro Espírita<br /> Saber aplicar passes<br /> Conhecimento prático de mediunidade<br /> Conhecimento de Psicologia<br />
  30. 30. O Atendimento Fraterno<br />Perfil do Atendente III – Habilidades Psicológicas<br /> Saber ouvir<br />Ouvir é renunciar<br /> Fatores mentais que dificultam a audição<br />Indiferença<br />Preocupação<br />Impaciência<br />Ansiedade<br />Preconceito<br /> Empatia<br />Sentir-se no lugar do outro<br /> Compaixão<br />Fraternidade<br />Esquemas da Compaixão<br />Bondade<br />Esclarecimento<br />
  31. 31. O Atendimento Fraterno<br />Existe uma técnica? <br />
  32. 32. O Atendimento Fraterno<br />Recomendações da Federação Espírita do Paraná<br />
  33. 33. O Atendimento Fraterno<br />Técnica do Atendimento I – Atender<br />O ATENDENTE DISPONIBILIZA-SE<br /> Ambiente aconchegante<br /> Postura correta<br /> Observando as reações do atendido<br /> O ATENDIDO ENVOLVE-SE<br />
  34. 34. O Atendimento Fraterno<br />Técnica do Atendimento II – Responder<br />O ATENDENTE FRATERNO COMPREENDE<br /> Identificando o problema principal<br /> Identificando o sentimento do outro<br /> Esclarecendo as razões do sofrimento<br /> Mostrando a Justiça Divina<br />O ATENDIDO ANALISA-SE, EXPLORA-SE<br />
  35. 35. O Atendimento Fraterno<br />Técnica do Atendimento III - Personalizar<br /> O ATENDENTE CONSCIENTIZA<br /> Estimulando o processo da compreensão<br /> Respeitando os limites<br /> Encorajando mudanças de atitudes<br /> O ATENDIDO, COMPREENDE-SE<br />
  36. 36. O Atendimento Fraterno<br />Técnica do Atendimento IV – Orientar<br /> ENCONTRAR, COM O AJUDADO, CAMINHOS, SOLUÇÕES, DIRETRIZES<br /> Informando os recursos que o Centro Espírita oferece<br /> Valorando atitudes e projetos de vida à luz da Doutrina Espírita e do Evangelho<br /> O ATENDIDO DECIDE-SE, AGE<br />
  37. 37. O Atendimento Fraterno<br />RECEPÇÃO<br />Registros Estatísticos<br />ATENDIMENTO EM GRUPO<br /> Palestra Doutrinária<br />ATENDIMENTO RESERVADO<br /> Passes individuais no mesmo ambiente<br /> Registro pelos atenden- tes sem identificação das pessoas<br />ENTREVISTAS INDIVIDUAIS<br /> Reservada e privativa<br />AFERIÇÃO DE RESULTADOS: INTEGRAÇÃO NA CASA<br />
  38. 38. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Estudo de Casos 01<br />1) Um senhor de 30 anos procura o atendimento fraterno e relata o seguinte quadro: muito nervosismo, incompatibilidade com os colegas de trabalho, angústia, depressão, instabilidade no emprego, sono agitado, sonhos confusos, crises de choro. Qual orientação seria a mais adequada? <br />
  39. 39. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Comentário: <br /> O ideal é falar-lhe de forma gentil e calma, sobre o estresse, a ansiedade, a importância da calma, nos dias tumultuados de hoje. Vivemos em um momento de grande correria e competição. Facilmente entramos em uma faixa mental de irritação, tensão, agressividade. Por acréscimo, fica muito mais fácil sintonizar com Espíritos perversos e vingativos. Os Espíritos que a todos nos cercam, influenciam em nossos pensamentos quase que incessantemente. Explicar sobre a interferência dos Espíritos. <br /> Muito importante também é recomendar a prática da oração, da reflexão, da leitura sadia, e especialmente sugerir a pratica do Evangelho no Lar. Abrir-se a Deus é sempre o melhor meio de buscar tranqüilidade, e orientação para um problema que não sabemos solucionar. Igualmente, seria bom que ele freqüentasse as Reuniões Doutrinarias, e buscasse o passe. Por fim, falar da Reforma Moral, como condição essencial de libertação. Se for o caso, falar-lhe da importância de um psicólogo.<br />
  40. 40. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Estudo de Casos 02<br />2) Uma jovem de 25 anos procurou o atendimento fraterno com o seguinte problema: ela narra como se alguém estivesse apertando a sua garganta e com isto nem saliva ela consegue engolir, imagine alimentos. Já foi ao médico, fez todos os exames e nada foi detectado, tendo o médico concluído ser o problema psicológico e lhe passou remédio controlado. Não houve melhora com a medicação e por isto buscou o Espiritismo, pois teme cometer uma loucura. Sente-se tomada por uma força estranha tentando sufocá-la. Qual a orientação mais adequada a essa jovem?<br />
  41. 41. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Comentário: <br /> Antes de tudo é necessário falar a pessoa que ela continue tentando, através da Medicina. O Atendimento Fraterno, como já sabemos, não dispensa a contribuição médica. Seria de bom alvitre, explicar-la que, se não for algo de fundo psicológico, pode ser uma interferência espiritual. Recomendações tradicionais: Oração, Evangelho no Lar, leitura nobre, ação na caridade, estudos espíritas, passe, freqüência à casa espírita. <br />
  42. 42. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Estudo de Casos 03<br />3) Uma senhora procurou o Centro Espírita para receber ajuda. Ela tem 50 anos, é aposentada e vive sozinha cuidando de sua mãe, doente, com mais de 80 anos, que se encontra deitada numa cama, de onde se levanta somente com a ajuda de mais de uma pessoa, pois é muito gorda e não tem mobilidade no seu corpo. Essa irmã falou que não consegue empregados e que todos que arranja não ficam nem uma semana. Uma equipe do Centro Espírita se deslocou até a sua residência, para lhe prestar uma assistência imediata, aplicando passes e dando orientação, verificando ser ela muito irritada e ignorante, sendo esta a razão pela qual ninguém consegue permanecer lá como empregado, além do que a sua mãe dá muito trabalho. Essa senhora ameaçou que a qualquer hora mata a mãe e comete o suicídio. A equipe constatou que o caso é realmente muito grave! Qual seria o Atendimento correto? <br />
  43. 43. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Comentário: <br /> O Atendente deve esclarecer à senhora que se ela quiser suicidar-se, ninguém poderá impedi-lo. No entanto, o suicídio não vai resolver o problema. Pelo contrário. Esclarece-la quanto às conseqüências negativas do suicídio, é a postura ideal. A melhor postura daquele que quer advertir, é esclarecer. Quando se esclarece, se ilumina. Então, é importante explicar a lei de Causa e Efeito, dizer-lhe que ninguém foge da própria Consciência. Se ela se matar, irá acarretar sérios danos para si mesma, tanto no mundo espiritual, depois da morte, como para outras reencarnações. <br /> No entanto, embora o assunto mereça seriedade, esses esclarecimentos devem ser ministrados em tom de amizade, de carinho, a fim de não passar uma idéia de que estamos tentando colocar medo na pessoa. A Filosofia que tenta arrebanhar fiéis através do Deus – Terror, tende a fracassar. <br />
  44. 44. O Atendimento Fraterno - Casos<br />Continuação do Comentário: <br /> O atendente deve adicionar também o esclarecimento da visão espírita sobre a família, os relacionamentos humanos, bem como as orientações tradicionais: Oração, Reforma Moral, importância do pensamento saudável, vigilância nos atos, Evangelho no Lar, Leitura edificante, freqüência a casa espírita nas reuniões doutrinarias, no passe, e se possível nos estudos. <br /> A senhora citada não se encontra por acaso vinculada à mãezinha doente. De bom alvitre estimulá-la no cumprimento dessa missão. Falar-lhe da importância da resignação. De nada adiante se revoltar, irritar-se... Esse tipo de comportamento irá abalar-lhe a saúde, dificultando ainda mais.<br />
  45. 45. O Exemplo-CVV<br />Portal do Voluntário  - O CVV foi fundado em 1962, em São Paulo. Qual o motivo da sua criação?<br />Mayse Gama - Em 1962, um grupo de universitários observou que o mundo estava repleto de pessoas cada vez mais sozinhas. Enquanto a comunicação avançava, o ser humano se isolava. Esses jovens resolveram fazer algo e começaram com o Centro de Valorização da Vida. Nem eles imaginavam como esse projeto, que começou em São Paulo, iria crescer. Vários grupos aderiram ao projeto ao longo dos anos e atualmente são 2500 voluntários distribuídos em 55 postos.<br />Portal do Voluntário – Como ele funciona?<br />Mayse Gama - O CVV funciona em postos, como se fosse uma franquia. O primeiro posto inaugurado foi o da Abolição, em São Paulo. Todos seguimos as regras do manual do CVV, com cada posto se guiando da sua maneira. Funcionamos 24hrs por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.<br />
  46. 46. O Exemplo-CVV<br />Portal do Voluntário – Qual o principal objetivo do Centro de Valorização da Vida?<br />Mayse Gama – O principal objetivo é a valorização da vida. Nós procuramos oferecer apoio emocional para as pessoas que estão confusas e abaladas. Ouvimos, procuramos facilitar para que elas ordenem seus pensamentos e acabem com seus problemas. <br />Ao ligar para o Centro de Valorização da Vida, a pessoa vai ter a oportunidade de conversar com alguém que não tem pressa, não precisa dizer nome, sexo, endereço, profissão. Ela fica à vontade para abrir o seu coração. No CVV, não aconselhamos, pois acreditamos que a pessoa tem de encontrar as respostas dentro dela, sendo capaz de descobrir como resolver seus problemas e se organizar emocionalmente. Ao ser valorizada e acolhida, a pessoa se fortalece.<br />
  47. 47. O Exemplo-CVV<br />Portal do Voluntário – Quais os principais assuntos tratados nas ligações? <br />Mayse Gama - Os principais assuntos são a perda e a solidão. No caso da solidão, não significa que a  pessoa esteja necessariamente sozinha, mas não se sente aceita, compreendida. A perda é porque não somos treinados para perder, seja a juventude, a beleza, ou uma mudança brusca no modo de vida. <br />Qualquer pessoa pode ligar, acordar e sentir necessidade de falar com alguém. Não são apenas tristezas. Às vezes pessoas ligam para dividir alegrias e felicidade com a gente, querem compartilhar a alegria com alguém.<br />
  48. 48. O Exemplo-CVV<br />Portal do Voluntário – Para trabalhar no CVV, o voluntário precisa ser formado em psicologia?<br />Mayse Gama - Pelo contrário. Acreditamos que os psicólogos têm mais dificuldade pois no CVV não fazemos terapia, não incentivamos ninguém para que ligue sempre no mesmo horário, não marcamos consulta. Queremos que a pessoa encontre um coração que a ouça sem preconceito.<br />Portal do Voluntário – Como funciona o processo de seleção para voluntários?<br />Mayse Gama - Os processos de seleção acontecem três vezes por ano, em cada posto. Durante um determinado final de semana, os interessados em trabalhar no CVV passam 10hrs tendo aulas teóricas sobre a instituição e o seu trabalho. Neste momento, já observamos os voluntários e identificamos os que não têm capacidade de ouvir o outro.<br />
  49. 49. O Exemplo-CVV<br />Portal do Voluntário – Qual a importância do compromisso no trabalho voluntário? E como garantí-lo?<br />Mayse Gama - O trabalho, acima de tudo, tem que ser feito com amor. É um trabalho de vontade. Tem que ser feito com amor e dedicação. Nossas regras são rígidas e precisam ser respeitadas. Voluntário que falta reunião, pode ser excluído. No CVV, lidamos com o emocional das pessoas e a doação é 100% Além disso, somos todos voluntários aqui dentro, inclusive a diretoria. Então, é preciso obedecer essas normas e se comprometer com esse trabalho.<br />Entrevista para o site: www.amaivos.com.br - Mayse Gama, Coordenadora Regional Rio-Vitória do CVV<br />
  50. 50. O Atendimento Fraterno<br />Mensagem Final.<br />
  51. 51. O Atendimento Fraterno<br />Ouvir com o Coração <br /> Alem da faculdade de escutar-se com os ouvidos, pode-se fazê-lo também com a mente, com a emoção, com interesse, com malícia, com descaso, com ressentimento, com alegria, com o coração... <br /> A arte de ouvir é muito complexa. <br /> Normalmente se ouvem as informações pensando-se em outras questões que predominam, desviando a atenção e impedindo que se fixem as impressões daquilo que se informa. <br /> Algumas vezes, ouvem-se as narrativas que são apresentadas com estados de espírito crítico e perdem-se os melhores conteúdos, porque não estão de acordo com o pensamento e a conduta de quem escuta. <br />Em diversas oportunidades, ouvem-se as pessoas com indiferença, pensando-se nos próprios problemas e inquietações, distantes do sofrimento alheio, por considerar-se muito grande o próprio. <br />
  52. 52. O Atendimento Fraterno<br /> É comum ouvir-se por obrigação social ou circunstancial, estando-se noutro lugar e situação mental, embora fisicamente ao lado. <br /> As criaturas humanas convivem umas com as outras, mantendo-se sempre estranhas, não conseguindo sair do próprio cárcere em que restringem os passos, embora preservando a aparência de livres. <br /> Por conseqüência, a solidão e a depressão aumentam na razão direta em que se avolumam os grupos sociais sempre ávidos de novidades e posses transitórias, quase coisas nenhumas. <br /> A saturação que decorre do mesmismo, das atividades repetitivas, embora de alta gravidade, que terminam por se transformar em corriqueiras para quem as escuta, responde pelo aturdimento e desinteresse daqueles que se colocam na condição de ouvintes. <br />
  53. 53. O Atendimento Fraterno<br /> Especialmente as pessoas que escutam as narrações dos sofrimentos humanos, de tal forma se acostumam com os dramas e tragédias que, por mecanismo defensivo, distanciam-se dos fatos e oferecem palavras destituídas de emoção e de significado, que momentaneamente atendem aos aflitos, sem os confortar com segurança. <br /> É compreensível essa atitude, porque também são indivíduos que sofrem pressões, angustias, ansiedades e organizam programas de felicidade que não se completam conforme gostariam. <br /> Tornam-se, desse modo, ouvintes insensíveis. <br /> Despertando para a circunstancia aflitiva, de que eles também necessitariam de ser ouvidos e orientados, na solidão em que se encontram, nas necessidades a que estão expostos, são induzidos a fazer uma avaliação de conduta, mudando de atitude em relação àqueles que os buscam. <br />
  54. 54. O Atendimento Fraterno<br /> Passam então a ouvi-los com o coração. <br /> Isto é, participam da narrativa do outro com espírito solidário, saindo da própria solidão. <br /> Ouvir com o coração! <br /> Quem narra um drama é gente que, como tal, deve ser considerada. <br /> Não é um caso a mais, um cliente, um necessitado, um pesadelo do qual se deve descartar. <br /> Está sobrecarregada e não sabe como prosseguir. Necessita de ajuda. Requer atenção. <br /> Pode ser molesto para quem ouve. No entanto, uma palavra dita com o coração consegue o milagre de modificar-lhe a visão em torno do que lhe ocorre, encorajando-a para prosseguir no cometimento. <br /> Um sorriso de compreensão dá-lhe um sinal de que está sendo entendida e encontrou alguém que com ela simpatiza e dispõe-se a ser-lhe amigo. <br />
  55. 55. O Atendimento Fraterno<br /> Esscasseiam os amigos, os afetos verdadeiros. <br /> Multiplicam-se aqueles que fazem parte dos mortos-vivos da sociedade consumista, quando ela necessita de seres que pensam e que sentem, vibrando em espírito de solidariedade. <br /> Cada pessoa é um país a conquistar-se e a ser conquistado. <br /> Particularmente, quando está fragilizada, isolada na ilha da sua aflição, perdida na fixação do sofrimento, anseia por outrem que lhe possa arrancar a âncora infeliz que lhe retem a embarcação existencial nesse penhasco sombrio. <br /> Somente quando se pode ouvir com o coração, é que a mensagem encontra ressonância e pode repercutir na alma que chora. <br /> Não poucas vezes, o cansaço que a todos acomete, a irritação que se deriva dos problemas quotidianos, o mal estar decorrente dos problemas existenciais armam o individuo de indiferença pelo seu próximo, tapando-lhe os ouvidos do coração. <br />
  56. 56. O Atendimento Fraterno<br /> Jesus o disse com muita propriedade: ...Eles têm ouvidos, mas não ouvem. <br /> Os seus são ouvidos bloqueados para o mundo exterior, em razão dos conflitos internos e dos estrídulos sons morais que os estremecem e agoniam. <br /> Há, no entanto, uma forma para a mudança de conduta, beneficiando-se e auxiliando aos demais. <br /> Procurar ouvir em cada ser uma historia, como se fosse um escritor, um jornalista, alguém interessado na outra vida. <br /> Descobrir o novo, o inusitado no seu próximo, com olhos mais percucientes, penetrando no âmago da ocorrência. <br /> Deixar-se inspirar pelo outro, pela sua necessidade, pela sua aflição, pela sua alegria e mensagem, quando isso ocorrer. <br /> Alem de ouvir, oferecer algo em troca: uma palavra alentadora, um gesto fraternal em forma de abraço, um sorriso compassivo, qualquer coisa que responda ao suplicante de maneira encorajadora. <br />
  57. 57. O Atendimento Fraterno<br /> Ampliar o coração no rumo de quem fala ou de quem apenas, em silencio, demonstra a sua terrível aflição. <br /> Ouvir com o coração é também uma forma feliz de falar com o coração, mediante ou não o uso de palavras. <br /> É vibração de amor que se expande e que retorna em música de solidariedade. <br /> Os médicos, invariavelmente, utilizando-se do estetoscópio, auscultam o coração dos seus pacientes, mas raramente escutam a mensagem discreta que ele transmite, pedindo socorro fraternal, ajuda emocional, bondade estimuladora... <br /> Aprende, tu, a ouvir com o coração, tudo quanto outros corações estejam procurando dizer-te. <br /> Descobrirás um mundo totalmente novo, enriquecedor, no qual te encontras e ainda não havias percebido, alegrando-te com a honra imensa de estar nele e ajuda-lo a ser cada vez mais feliz. <br />Joanna de Ângelis-Diretrizes para o Êxito <br />
  58. 58. O Atendimento Fraterno<br />
  59. 59. Referências<br />1 - Obras Básicas de Allan Kardec; <br />2 - O Atendimento Fraterno – Grupo Manoel Philomeno de Miranda;<br />3 - Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas, Ed. USE;<br />4 - ”O Centro Espírita”, Reformador, janeiro 1951;<br />5 - Como Fazer 1 e 2 – Federação Espírita do Paraná;<br />6 - Diretrizes para o Êxito, Joanna de Ângelis, Médium: Divaldo P. Franco;<br />7 – Site: www.amaivos.com.br<br />

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