Psicologia escolar e Educacional

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Áreas de aplicação da Psicologia, objeto de estudo da Psicologia, profissões

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Psicologia escolar e Educacional

  1. 1. PsicologiaEscolar/EducacionalTrabalho da autoria de: Catarina Faneco nº7Daniela Pacheco nº12Disciplina: Psicologia BAno letivo: 2012/13Escola Secundária Abel Salazar
  2. 2. Índice Introdução Psicologia escolar: como e para quê? Psicologia escolar/educacional/de orientação vocacional Aprendizagem e memória como bases da psicologia escolar O insucesso escolar Necessidades educativas especiais O que faz um psicólogo escolar? Metodologias utilizadas As abordagens: o Behaviorismo, a Neuropsicologia a Teoria Sistémica, aPsicanálise, e a Teoria de Erikson. Os focos de intervenção: a escola, os professores, os funcionários, a comunidade eos alunos O quotidiano da psicologia escolar
  3. 3. Introdução: Ao longo dos tempos verificamos inúmeras teorias criadas pelo homempara tentar explicar o comportamento humano, como Watson com obehaviorismo, Freud com a psicanálise ou mesmo Jean Piaget com a teoriado desenvolvimento humano. Porém, há que consegui-las aplicar, ou seja, passar da teoria á pratica, coma finalidade de ajudar o homem. Assim houve a necessidade de ‘nascer’ apsicologia aplicada, como é o caso da psicologia escolar, a psicologiasocial, a psicologia do desporto, entre outras..
  4. 4. Psicologia escolar: como e paraquê?O espaço escolar é muito rico em processos e toda a suacomplexidade pode ser justificada da existência da Psicologiaescolar, da Psicologia educacional e da Psicologia deorientação vocacional.Tratando-se de três áreas com as suas especificidades,mantêm um interesse comumo sujeito em processo de aprendizagem e integração escolar esocial.
  5. 5. …Psicologos escolares desempenham uma ação direta e individual comas crianças (administração de testes de inteligência, personalidade eaptidão) e pela integração dos pais e professores no processo educativo(reunião com agentes educativos para determinação das estratégias maisadequadas).Psicologos educacionaisespecialistas nos processos de ensino eaprendizagem que trabalham com os psicólogos escolares e com osprofessores em busca dos melhores métodos de ensino e deaprendizagem.Psicólogos de aconselhamento e orientação vocacional osprofissionais com conhecimentos e competências ao nível da intervençãopara a facilitação do ajustamento social e vocacional.
  6. 6. Psicologia educacional/escolar/deorientação vocacional Psicologia educacionalparte teórica Psicologia escolar  parte prática Psicologia de orientação vocacionalárea quevisa apoiar as pessoas (principalmente adolescentes) aconhecerem as suas capacidades e competências, osseus interesses, necessidades e expectativas, parapoderem construir o seu projeto de vida.
  7. 7. Aprendizagem e Memória como bases da psicologia escolar Aprendizagem uma mudança relativamente estável eduradoura do comportamento e do conhecimento. Fatores da aprendizagem: A Dinâmica do Ambiente; Motivação; Conhecimentos Anteriores; Experiências Passadas; Fatores Sociais; Expetativas dos pais, dos professores e dos alunos; Quantidade de Informação; Diversificação das atividades; Planificação e Organização; Cooperação; Idade; Inteligência.
  8. 8. Memória  é um processo cognitivo que consiste na retenção eevocação das informações, conhecimentos, acontecimentos eexperiências. A memória envolve um conjunto de processos: Codificação Armazenamento RecuperaçãoTipos de memória: Memória sensorial Memória a curto prazo Memória a longo prazo
  9. 9. O Insucesso EscolarEntre as causas que levam ao fracasso educativo,destacam-se as seguintes: Dislexia Disortografia Disgrafia Discalculia Problemas auditivos ou de visão Hiperatividade Problemas de memória Sobredotação Bullying
  10. 10. Vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=sORmM0UdzaQhttp://www.tvi.iol.pt/videos/13229492
  11. 11. Necessidades EducativasEspeciais A Educação Especial é o ramo da Educação que se ocupa doatendimento e da educação de crianças excecionais, desde asdeficientes mentais, surdos e cegos até às talentosas, como assobredotadas. Inclui também crianças pertencentes a minoriasétnicas ou culturais e crianças desfavorecidas ou marginais, bemcomo as que apresentam problemas de conduta ou de ordememocional.
  12. 12. O que faz um psicólogo escolar?avaliação e diagnóstico de dificuldades de aprendizagem/necessidadeseducativas especiaiscomo?desenvolvendo e aplicando estratégias de reeducação e intervençãopsicopedagógicas adaptadas às problemáticas individuais Pode estar presente em instituições como creches, jardins-de-infância,instituições de reeducação, internatos, universidades, etc.
  13. 13.  Desenvolvimento de um trabalho cooperado comos pais,educadores,professores eoutros agenteseducativos; Acompanhamento psicopedagógico; Despisteepossívelsinalizaçãodeproblemas de desenvolvimento; Promoção de estratégiasquepotenciem odesenvolvimento cognitivo(atenção,concentração, memória, perceção,raciocínio),afetivo-social(autonomia/ personalidade/regras),emocional,psicomotor, comportamentale dalinguagem; Desenvolvimento de estratégiasmotivacionais;
  14. 14. Metodologiasutilizadas:Avaliaçãocoletivaou individual;Entrevistas;Observaçãoemdiferentes contextos (exemplos:saladeaula,recreio);Dinâmicasdegrupo;Sessõesdegrupo com educadores eprofessores;Participaçãoativa,promoção da tomada dedecisão,responsabilização;Incentivo deiniciativasdecarizdesportivo-cultural;Conversas/colóquios/conferências sobretemáticaspropostas por alunos,educadores,professores epais.
  15. 15. As abordagens: o Behaviorismo, a Neuropsicologia aTeoria Sistémica, a Psicanálise, e a Teoria de EriksonBehaviorismo ou Teoria ComportamentalA abordagem comportamental apregoa que a aprendizagem é regulada por fatoreschamados “contingenciais” (situacionais)O efeito da interação dessas contingências sobre o aluno depende de suascaracterísticas internas somadas a sua história de vida e ao momento específicoemque a aprendizagem está ocorrendo.
  16. 16. SistémicaA abordagem Sistémica leva em conta as relações e interações no ambiente escolar:professor-aluno, aluno-aluno, funcionário-aluno, pai-filho, pais-professores,comunidade-escola; sendo que cada um desses elementos ou partes é um“sub-sistema”.Quando se pensa sistemicamente a realidade é compreendida de forma diferente. Épercebido o “para que” de uma determinada situação, considerando-se que quando semuda uma das partes o todo também é alterado.PsicanáliseO trabalho educativo orientado pela Psicanálisereconhecea individualidade de cadaaluno e que não existemodelo único, nem um sistema fixo de representações. Utiliza-seuma ética baseada no respeito às diferenças individuais como único meio de seatingir a igualdadesocial.
  17. 17. Teoria de EriksonPara Erikson, tal como para Piaget, o papel do meio social e cultural é fundamentalna formação da personalidade do indivíduo. Assim, a teoria de Erikson, alia-se à teoriade Piaget, teoria do desenvolvimento humano, constituindo uma grande ajuda naavaliação do individuo, na medida em que diferentes pessoas, em diferentes estádiosde desenvolvimento, necessitam de diferentes soluções para os seus problemas.Assim, destacam-se os oito estádios de desenvolvimento propostos por Erik Erikson:1º idade (0-18 meses): Confiança versus DesconfiançaEste estádio é marcado pela relação que o bebé estabelece com a mãe. Se arelação é compensadora, a criança sente-se segura. A crise deste estádio ocorre entreo bebé e a mãe.2ª idade(18 meses-3 anos):Autonomia versus Dúvida e VergonhaA criança está apta a explorar ativamente o meio que o rodeia. Se forencorajada, desenvolve autonomia e auto-suficiência. Se for muito protegida econtrolada, desenvolve um sentimento de dependência, de vergonha em se expor edúvida das suas capacidades de desenvolver atividades sozinha. Depende daaprovação das outras pessoas.
  18. 18. 3ª idade(3-6 anos)Iniciativa versus CulpaAs crianças tomam iniciativas e desenvolvem as suas atividades, sentindogrande prazer quando obtêm sucesso. Se não conseguem o desenvolvimento das suasiniciativas pela repressão ou punição, a criança sente-se culpada por desejarcomportar-se segundo os seus desejos.4ª idade (6-12 anos)Indústria versus InferioridadeNa nossa cultura predominam as atividades escolares neste estádio. Se acriança corresponde ao que lhe é exigido então desenvolve nela sentimentos deautoestima, de competência (indústria). Se a criança se sente incapaz de atingir comsucesso as atividades escolares, quando os seus companheiros o atingem, podedesenvolver um sentimento de inferioridade desinvestindo nas tarefas.5ª idade(12-18 anos)Identidade versus Difusão ou Confusão A construção da identidade é a tarefa fundamental deste estádio. Aidentidade constrói-se através da experimentação de vários papéis possíveis, o que vaipermitir ao adolescente reconhecer-se como pessoa única e distinta de todos osoutros. Se não consegue definir os papéis que pode ou quer desempenhar,experimenta uma confusão de identidade e de papéis.
  19. 19. 6ª idade(18-30 anos)Intimidade versus IsolamentoO jovem adulto vive o conflito de intimidade/ isolamento. Com umaidentidade já construída, o adulto desenvolve relações de amizade, de afeto comoutros. Geralmente procura uma relação de intimidade com outra pessoa que podeenvolver um relacionamento sexual. Se não o consegue, pode isolar-se distanciando-sedos outros.7ª idade(30-60 anos)Generatividade versus Estagnação Nesta idade o adulto vive o conflito que se pode traduzir nas questões: Seráque faço alguma coisa que tenha realmente valor? Será que sou um bom profissional?Serei um bom pai/mãe? Há uma grande vontade de tornar o mundo melhor, detransmitir aos mais jovens valores e propostas num processo de um compromissosocial.8ª idade(após os 65 anos)Integridade versus DesesperoO indivíduo avalia a sua vida podendo experimentar sentimentos desatisfação ou de fracasso. O sentimento de integridade ocorre de uma avaliaçãopositiva da sua vida e da impossibilidade de começar tudo de novo.
  20. 20. Os focos de intervenção: a escola, osprofessores,os funcionários, a comunidade e osalunosNívelAdministrativo(AEscolacomoAdministração)Elaboraçãodeprojetosemconjuntocomtodaaequipaescolar;Proposiçãodemedidasquevisemamelhoriadaqualidadeacadémica;Proposiçãodeaçõesdedesenvolvimentoprofissionalparaprofessoreseadministração;Apoioainiciativasdequalidadedevidanotrabalho(professoresefuncionários);
  21. 21. Corpo Docente (Professores)Apoio na definição de objetivos educacionais, conteúdos, métodos e materialdidático;Apoio à articulação entre teorias de aprendizagem e práticas pedagógicas;Promoção e/ou coordenação de atividades de desenvolvimento profissional:treinamentos especializados, pesquisas, grupos vivenciais, grupos de troca deexperiência e valorização profissional;AlunosIdentificaçãoeencaminhamentodealunosaatendimentosespecializadosaosedetetarnecessidadesespecíficas;Elaboração,desenvolvimentoeacompanhamentodeprojetosdeeducaçãosexual;Elaboração,desenvolvimentoeacompanhamentodeprojetosdeprevençãoaousodedrogas;Elaboração,desenvolvimentoeacompanhamentodeprojetosdeprevençãoàviolência;
  22. 22. Comunidade(PaiseVizinhosdaEscola)Orientaçõesapaisefamiliares;Desenvolvimentodepropostas/programasquepromovamodesenvolvimentodehabilidadessociaissignificativas(convivênciacomooutro-ser,saber,convivererelacionar);Apoioepromoçãodeatividadesqueestimulemacriatividadeeodesenvolvimentodospotenciaisindividuaisecoletivos;Esclarecimentoparaacomunidadequantoaopapeldaescola,suaspossibilidadeselimites.
  23. 23. O quotidiano da psicologiaescolar
  24. 24. FIMEsperemos que tenham gostado :D

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