Ficha de trabalho introdução lógica convertido

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ficha de trabalho sobre lógica

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Ficha de trabalho introdução lógica convertido

  1. 1. Filosofia 11ºano Ano letivo 2013/14 FICHA DE TRABALHO Unidade III: Racionalidade Argumentativa e Filosofia Subunidade 1: Argumentação e Lógica Formal 1. Completa os espaços em branco. a) As razões que apresentamos para defender ou justificar uma conclusão têm o nome de _____________. b) A conclusão e as razões que visam defendê-la constituem _________. c) A lógica estuda a validade dos argumentos preocupando-se em distinguir argumentos _________ de argumentos ____________. 2. Assinala as afirmações verdadeiras. a) Um argumento é um conjunto de proposições. b) Um argumento é um conjunto de frases. c) Um argumento é um conjunto de frases declarativas em que umas justificam racionalmente a verdade de outra. d) Um argumento pode ter várias conclusões. 3. Analisa as seguintes proposições e verifica se obtemos um argumento ao juntarmos as três frases. a) Muitos estudantes são bem-educados. b) Muitos professores são pessoas bem sucedidas. c) O dinheiro é o sentido da vida. 4. Considera as frases seguintes. Quais podem ser consideradas verdadeiras ou falsas? a) Uma vírgula impediu que um texto seguisse o seu caminho. b) Boa sorte! c) Mariana prometeu que ia deixar de fumar. d) Fecha a porta! 5. Imagina que te pedem para negar a proposição «Todos os seres humanos sabem que a águia é o símbolo do Benfica», ou seja, que te pedem para mostrar que a referida proposição é falsa. Tens de lhe opor uma proposição que seja verdadeira. 1 A professora: Isabel Ribeiro
  2. 2. Supõe que a tua resposta é «Nenhum ser humano sabe que a águia é o símbolo do Benfica». A resposta é correta? Porquê? 6. Se alguém te dissesse «É preciso que chova para que o caudal de um rio aumente», estarias de acordo? 7. Considera estes dois argumentos. «Logo» é um indicador de conclusão. Que diferença há entre as conclusões destes dois argumentos? a) Todos os ursos são mamíferos. Todos os ursos são animais peludos. Logo, alguns animais peludos são mamíferos. b) Até agora, nenhuma mulher foi treinadora de uma equipa de futebol em Portugal. Logo, nenhuma mulher vai ser treinadora de uma equipa de futebol portuguesa. 8. Das frases a seguir apresentadas indica, se for o caso, as que são proposições. Justifica a tua resposta. a) Ó Madonna, não cantas nada! b) Portugal já foi alguma vez campeão do mundo de futebol? Não. Nunca. c) Basta ir ao Brasil uma semana para saber que é um país tropical. d) Deus me livre! e) Ser rico é ser poderoso. f) Os insetos voam e por isso são aves. g) Ser artístico implica ser belo. h) Podes crer que esta noite vou contigo ao cinema. i) Impostos não! São um roubo! j) Eu digo: Abaixo a escolaridade obrigatória! l) Quem dera que nevasse. m) A fachada deste prédio é colorida por ser azul e branca. n) Os triângulos são figuras geométricas por serem polígonos. 9. a) «A Alemanha é uma nação europeia» e «Os alemães são europeus» são duas frases diferentes. Será que correspondem a duas proposições diferentes? b) A frase anterior é verdadeira e só assim pode ser considerada uma proposição. Estás de acordo? Justifica. c) Frases que nada declaram – que nada afirmam ou negam – não podem ser consideradas proposições. É correto dizer isto? 10. Lê o diálogo que se segue e responde às questões. João – A equipa do Manchester United tem um treinador muito competente. Luís – Quem? O Carlos Queirós? João – Não. Estou a falar do treinador principal, Alex Ferguson, e não do adjunto, que também é bom. Luís – O que te faz pensar que Alex Ferguson é muito competente? João – A equipa joga de forma organizada e é muito eficaz. 2 A professora: Isabel Ribeiro
  3. 3. a) Que tese é defendida neste diálogo? b) Como é justificada ou defendida a tese? Apresenta o argumento. 11. Preenche os espaços em branco. a) Se uma coisa precisa de ser flor para ser uma rosa, então ser flor é uma condição____________ para ser uma rosa. Mas ser rosa não é uma condição ______________ para ser flor porque há outras formas de ser flor (margarida, tulipa, cravo). Se basta ser rosa para ser flor, para pertencer à classe das flores, então ser rosa é condição ____________para ser flor, não é preciso mais para ser flor. b) Se preciso de viver em Inglaterra para viver em Londres, então viver em Inglaterra é condição ___________ para viver em Londres. Mas viver em Londres não é uma condição _____________ para viver em Inglaterra porque não é a única forma de viver em Inglaterra. Se basta viver em Londres para viver em Inglaterra, então viver em Londres é condição _______________ para viver em Inglaterra, não é preciso viver noutra cidade para viver naquele país. c) Pode-se ser português sem se ser lisboeta. Isso significa que viver em Lisboa não é condição ______________ para ser português. d) Não é preciso ser mamífero para ser animal de sangue quente. Isso significa que nem todos os animais de sangue quente são ____________. Por isso, ser mamífero não é uma condição necessária para ser animal de sangue quente. e) Uma condição _____________ é uma característica (ou um conjunto de características) que por si mesma é adequada para que uma coisa pertença à extensão de um certo conceito. Assim, ser pessoa nascida no Algarve é condição _____________ para que um ser – a Maria – pertença à extensão do conceito português, ou seja, faça parte do conjunto das pessoas que são portuguesas. Não precisamos de saber a sua idade, a sua profissão, o seu sexo para sabermos que é portuguesa. Contudo, não é uma condição ______________ porque nem todos os portugueses são algarvios, ser algarvio é uma entre outras formas de ser português. f) Uma condição ______________ é uma característica (ou conjunto de características) exigida para que um ser faça parte da extensão de um conceito. Se definirmos triângulo como polígono de três lados, verificamos que nesta definição polígono e três lados indicam características sem as quais uma coisa não é triângulo. Por outras palavras, exige-se que uma coisa seja polígono e tenha três lados. Se uma coisa não for polígono, não poderá ser triângulo e, se não tiver três lados, também não. Se descobrir que uma coisa não tem 3 lados não precisa de saber mais nada para saber que _______ triângulo. E, se verificar que uma coisa não tem três lados, sabe também que não cumpre as condições exigidas ou _____________ para pertencer ao conjunto dos triângulos. g) Quando afirmamos que B é a condição _____________ de A, estamos a dizer que todo o A é B (não se pode ser A sem ser B), ou seja, quando afirmamos que ladrar é condição necessária para ser cão, estamos a dizer «Todos os cães ladram» ou «Se é cão, então ladra». Em suma, dizer que ser animal que ladra é condição necessária para ser cão é dizer que não se pode ser ____ sem ser animal que ladra, que só os animais que ladram são ______. Quando afirmamos que B é condição _____________ de A, estamos a dizer que todo o B é A (não se pode ser B sem ser A), ou seja, quando afirmamos que ser cão é condição _____________ para ser animal que ladra, estamos a dizer «Tudo o que ladra é cão» ou que «Se ladra, então é cão». Em suma, dizer que ser animal que ladra é condição suficiente para ser cão é dizer que só os ______são animais que ladram. 3 A professora: Isabel Ribeiro
  4. 4. 12. Clarifica os argumentos seguintes colocando-os na sua forma-padrão. a) Porque todos os crimes são violações da lei, o roubo é uma violação da lei. b) “Já repararam decerto. Uma das coisas mais incómodas é viajar com alguém num elevador. Não falo dos ascensores multitudinários como os dos hospitais ou coisas assim: falo dos das nossas casas que utilizamos com um vizinho conhecido”. [Vergílio Ferreira, Conta-Corrente, 4] c) As mulheres grávidas não deviam fumar, dado que o tabaco pode prejudicar o desenvolvimento do feto. d) “Qualquer pessoa sabe que na América aumentou o número de assassínios nas últimas duas décadas, sobretudo nos estados que adotaram a pena de morte. Por ser assim, penso que tal facto é a negação mais evidente da eficácia dissuasora da pena de morte. Se a pena de morte tivesse como efeito reduzir os assassínios, há muito tempo que estes crimes violentos aconteceriam com muito menos frequência”. 13. Identifica os conjuntos de frases que são argumentos. a) Mariana é mortal porque é humana e todos os seres humanos são mortais. b) Proibir a publicidade ao tabaco fará aumentar o seu consumo. Com efeito, se a publicidade ao tabaco for proibida, os produtores pouparão o dinheiro que nela gastariam e, para competirem uns com os outros, reduzirão o preço do tabaco. c) Deus criou-te. Por isso, cumpre os teus deveres para com Deus. 14. Descobre as premissas que nestes argumentos não foram explicitamente apresentadas. a) Os seres humanos reconhecem os direitos dos animais. Na verdade, castigamos as pessoas que maltratam os animais. b) O carapau respira por guelras. Logo, o carapau é um peixe. c) As pessoas honestas são dignas de estima. Logo, o João é digno de estima. d) Não é nada provável que haja vida em Vénus. Lá, a atmosfera é imprópria e as temperaturas excessivas. e) O consumo de droga devia ser proibido porque provoca a morte. f) Como estudei, vou ter uma boa nota no teste. g) Vou estudar para o estrangeiro porque ganhei uma bolsa de estudo. 15. Identifica a conclusão dos argumentos seguintes. a) Não és a minha mãe biológica. Os documentos da conservatória são conclusivos. Fui adotado. b) Devemos casar tarde. Só as pessoas que casam cedo correm risco de divórcio. c) Os peixes não respiram porque não têm pulmões e sem pulmões não há respiração. d) Os problemas médicos não são somente bioquímicos. Com efeito, têm a ver com estados psicológicos e com o nosso estilo de vida. Pensar que podem ser resolvidos só com medicamentos é portanto um erro. e) Um computador não pode fazer batota num jogo de xadrez. Com efeito, fazer batota implica que haja vontade deliberada de violar as regras do jogo. Um computador não possui esta capacidade. 4 A professora: Isabel Ribeiro
  5. 5. 16. Esclarece quais são as premissas e a conclusão dos seguintes raciocínios: a) Nenhum comunista é nazi e, assim sendo, nenhum comunista é racista, dado que todos os racistas são nazis. b) Alguns países árabes não merecem ajuda militar porque só os países defensores dos direitos humanos a merecem. c) Nenhuma pessoa que respeite a vida humana é terrorista e, sendo os piratas aéreos terroristas, nenhum pirata aéreo respeita a vida humana. 17. Reconstitui os argumentos seguintes identificando premissas e conclusão (há uma premissa omitida e subentendida). a) Poderá a teoria da evolução alguma vez explicar a profundidade da inteligência de Einstein? Nem em milhões de anos. b) Todos os seres humanos possuem uma dignidade inviolável. Logo, o aborto é moralmente errado. c) Toda a gente sabe que o Paulo é ateu porque todos os marxistas são ateus. d) Este governo não vai ser reeleito. Tudo o que tem feito é fazer com que os ricos paguem menos impostos, ao mesmo tempo que reduziu os benefícios que os pobres tinham. 18. Preenche os espaços em branco. a) Num argumento dedutivo, se as premissas são consideradas verdadeiras (embora de facto possam não o ser), então a conclusão tem de ser ____________. Num argumento indutivo, se as premissas forem verdadeiras, então a conclusão é __________________ verdadeira. b) Num argumento dedutivo, basta a análise da ___________________do argumento para determinar se é válido ou inválido. Num argumento dedutivo, a validade exige que se considere também o _____________. c) Um argumento dedutivo válido é aquele que é sempre válido, mesmo que se introduzam novas premissas. Por isso, se diz monotónico. Com efeito, mantendo-se a forma ou estrutura, a inserção de novo conteúdo não altera a sua validade. Um argumento indutivo válido, ou seja, forte, pode tornar-se ________ devido à alteração do seu conteúdo, isto é, à descoberta de novos factos ou evidências. d) Num argumento dedutivo válido, a verdade das premissas ___________ a verdade da conclusão. Num argumento indutivo válido, a verdade das premissas torna _____________ a verdade da conclusão. e) Num argumento dedutivo válido, é logicamente inconsistente afirmar as premissas e negar a conclusão, ou seja, se aceitamos as premissas, temos de aceitar a __________. Num argumento indutivo válido, a conclusão é _____________________________ se as premissas forem verdadeiras, mas é logicamente _________________ afirmar as premissas e negar a conclusão. 19. Verifica se os argumentos apresentados são indutivos ou dedutivos e de seguida avalia a sua validade. a) As estatísticas revelam que 86% das pessoas que se vacinam contra a gripe não a con- traem. João vacinou-se contra a gripe há dois meses. Logo, João ficará imune à gripe que agora atinge tanta gente. b) Todas as pessoas que se vacinam contra a gripe não a contraem. João vacinou-se contra a gripe há dois meses. Logo, João ficará imune à gripe que agora atinge tanta gente. 20. Mostra se os raciocínios que se seguem são indutivamente válidos. 5 A professora: Isabel Ribeiro
  6. 6. a) O sangue do tipo AB é raro. Logo, o próximo paciente não terá este tipo de sangue. b) Em todos os aniversários que fiz até hoje, fiz menos de vinte e cinco anos. Tenho vinte e quatro anos. Consequentemente, no meu próximo aniversário, farei menos de vinte e cinco anos. 21. Preenche os espaços em branco. a) Um argumento dedutivamente ______________ é aquele em que temos de aceitar a conclusão se aceitarmos as premissas, havendo uma ligação apropriada entre estas proposições. b) Os argumentos não são verdadeiros ou falsos, mas sim _________ ou ___________. c) Um argumento dedutivo em que as premissas implicam a conclusão ou cuja conclusão se segue das premissas é considerado um argumento _________. 22. Mostra o que diferencia e o que há de comum entre os seguintes argumentos: Todos os cães ladram. O Bobby é cão. Logo, o Bobby ladra. Todos os cientistas gostam de surf. Madonna é cientista. Logo, Madonna gosta de surf. 23. Usando a forma argumentativa a seguir apresentada, constrói dois argumentos com conteúdo diferente e forma idêntica. Se A, então B. A. Logo, B. 24. Mostra quais dos argumentos seguintes são válidos. a) Todos os mamíferos têm pulmões. Todas as baleias são mamíferos. Logo, todas as baleias têm pulmões. b) Todas as criaturas com dez pernas têm asas. Todas as aranhas têm dez pernas. Logo, todas as aranhas têm asas. c) Se eu possuísse todo o ouro do Banco de Portugal, seria rico. Não sou possuidor de nenhum ouro do Banco de Portugal. Logo, não sou rico. d) Todos os peixes são mamíferos. Todas as baleias são peixes. Logo, todas as baleias são mamíferos. e) Algumas pessoas em idade de namorar são sofredoras. Todos os estudantes estão em idade de namorar. Logo, todos os estudantes sofrem. 6 A professora: Isabel Ribeiro
  7. 7. Filosofia 11ºano Ano letivo 2013/14 Correção da Ficha de Trabalho 1. a) As razões que apresentamos para defender ou justificar uma conclusão têm o nome de premissas. b) A conclusão e as razões que visam defendê-la constituem um argumento. c) A lógica estuda a validade dos argumentos preocupando-se em distinguir argumentos válidos de argumentos inválidos. 2. a) Um argumento é um conjunto de proposições. b) Um argumento é um conjunto de frases. c) Um argumento é um conjunto de frases declarativas em que umas justificam racionalmente a verdade de outra. d) Um argumento pode ter várias conclusões. 3. R: Não, porque as três frases não têm a ver umas com as outras. 4. R: Só a frase c) pode ser verdadeira ou falsa. Desejos – caso de b) – e ordens – caso de d). A frase declarativa “Uma vírgula impediu que um texto seguisse o seu caminho.” não é uma proposição, porque não tem a propriedade de ser considerada verdadeira ou falsa, não faz sentido dizer acerca de algo como uma vírgula que impediu fosse o que fosse. Todo o outro tipo de frases não tem valor de verdade e, por isso, estas não podem ser consideradas proposições. Frases exclamativas e interrogativas, por exemplo, não são proposições, porque não podem ser consideradas verdadeiras ou falsas. 5. R: Negar uma proposição significa declarar que é falsa e opor-lhe uma proposição verdadeira. Assim, se queremos negar a proposição «Todos os seres humanos sabem que a águia é o símbolo do Benfica», temos de encontrar uma proposição verdadeira. Ora, a proposição «Nenhum ser humano sabe que a águia é o símbolo do Benfica» é claramente falsa. Com efeito, alguns seres humanos – benfiquistas e não só – sabem que a águia é o símbolo do Benfica. Por isso, a negação de «Todos os seres humanos sabem que a águia é o símbolo do Benfica» tem de ser «Alguns seres humanos não sabem que a águia é o símbolo do Benfica», e neste conjunto podemos incluir, sem ofender o fervor intercontinental dos benfiquistas vários japoneses, hindus, árabes, turcos, etc. 6.R: Chover não é condição necessária para que o caudal de um rio aumente. O mesmo pode acontecer por descarga de uma barragem. Chover é simplesmente condição suficiente para que o caudal de um rio aumente. 7 A professora: Isabel Ribeiro
  8. 8. 7. R: No caso do argumento a), a conclusão é implicada pelas premissas, ou seja, se assumirmos que as premissas são verdadeiras, só podemos concluir que a conclusão é verdadeira. No caso de b), apesar de a premissa ser verdadeira, ela não garante a verdade da conclusão. 8. a) R: Proposição. Declara-se que Madonna é má cantora. b) R: Proposição. Responde-se à pergunta dizendo que Portugal nunca foi campeão do mundo de futebol. c) R: Proposição. Afirma-se que o Brasil é um país tropical, o que é uma frase declarativa, neste caso, verdadeira. d) R: Não se trata de uma proposição, mas de uma frase exclamativa. e) R: Proposição. Declara-se que os ricos são poderosos. f) R: Trata-se de um argumento cuja premissa implícita é: Tudo o que voa é ave. P1 – Tudo o que voa é ave. P2 – Os insetos voam. C – Logo, os insetos são aves. g) R: Proposição. Apesar da partícula «implica» não ser um argumento, diz-se simplesmente que as coisas artísticas são belas. h) R: Trata-se de uma promessa e não de uma frase que declare algo que pode ser verdadeiro ou falso. i) R: Apesar das exclamações, o que se quer dizer é isto: Os impostos são um roubo. É portanto uma proposição. j) R: Apesar de mais uma vez surgir um tom exclamativo, as aparências iludem. Trata-se de uma proposição porque se declara implicitamente que a escolaridade obrigatória é errada. l) R: Trata-se de um desejo e não de frase que possa ser considerada verdadeira ou falsa. m) R: Trata-se de um argumento. P1 – Tudo o que tem cor é colorido. P2 – A fachada deste prédio é colorida. P3 – Azul e branco são cores. C – Logo, a fachada deste prédio é colorida. n) R: Mais uma vez, estamos perante um argumento. P1 – Todos os polígonos são figuras geométricas. P2 – Os triângulos são polígonos. C – Logo, os triângulos são figuras geométricas. 9. a) R: Não. Exprimem a mesma ideia: Ser alemão é ser europeu. b) R: Não. Uma proposição é uma frase declarativa – que afirma ou nega algo – que pode ser verdadeira ou falsa. Uma frase declarativa é uma proposição, seja verdadeira ou falsa. c) R: Sim. Quando não afirmamos ou negamos coisa alguma, o que dizemos não pode ser considerado verdadeiro ou falso e, por conseguinte, não é uma proposição. 10. a) R: Defende-se que o treinador do Manchester é muito competente porque se nota que é essa proposição que se pretende justificar. b) R: P1 – Uma equipa organizada ou eficaz tem um treinador muito competente. P2 – A equipa do Manchester é organizada e eficaz. C – Logo, a equipa do Manchester tem um treinador muito competente. Também se pode organizar o argumento deste modo: 8 A professora: Isabel Ribeiro
  9. 9. P1 – Uma equipa que joga de uma forma organizada e eficaz tem um treinador muito competente. P2 – O treinador do Manchester é Alex Ferguson. P3 – O Manchester joga de uma forma organizada e eficaz. C – Logo, Alex Ferguson é um treinador muito competente. 11. a) Se uma coisa precisa de ser flor para ser uma rosa, então ser flor é uma condição necessária para ser uma rosa. Mas ser rosa não é uma condição necessária para ser flor porque há outras formas de ser flor (margarida, tulipa, cravo). Se basta ser rosa para ser flor, para pertencer à classe das flores, então ser rosa é condição suficiente para ser flor, não é preciso mais para ser flor. b) Se preciso de viver em Inglaterra para viver em Londres, então viver em Inglaterra é condição necessária para viver em Londres. Mas viver em Londres não é uma condição necessária para viver em Inglaterra porque não é a única forma de viver em Inglaterra. Se basta viver em Londres para viver em Inglaterra, então viver em Londres é condição suficiente para viver em Inglaterra, não é preciso viver noutra cidade para viver naquele país. c) Pode-se ser português sem se ser lisboeta. Isso significa que viver em Lisboa não é condição necessária para se ser português. d) Não é preciso ser mamífero para ser animal de sangue quente. Isso significa que nem todos os animais de sangue quente são mamíferos. Por isso, ser mamífero não é uma condição necessária para ser animal de sangue quente. e) Uma condição suficiente é uma característica (ou um conjunto de características) que por si mesma é adequada para que uma coisa pertença à extensão de um certo conceito. Assim, ser pessoa nascida no Algarve é condição suficiente para que um ser – a Maria – pertença à extensão do conceito português, ou seja, faça parte do conjunto das pessoas que são portuguesas. Não precisamos de saber a sua idade, a sua profissão, o seu sexo para sabermos que é portuguesa. Contudo, não é uma condição necessária porque nem todos os portugueses são algarvios, ser algarvio é uma entre outras formas de ser português. f) Uma condição necessária é uma característica (ou conjunto de características) exigida para que um ser faça parte da extensão de um conceito. Se definirmos triângulo como polígono de três lados, verificamos que nesta definição polígono e três lados indicam características sem as quais uma coisa não é triângulo. Por outras palavras, exige-se que uma coisa seja polígono e tenha três lados. Se uma coisa não for polígono, não poderá ser triângulo e, se não tiver três lados, também não. Se descobrir que uma coisa não tem 3 lados não precisa de saber mais nada para saber que não é triângulo. E se verificar que uma coisa não tem três lados, sabe também que não cumpre as condições exigidas ou necessárias para pertencer ao conjunto dos triângulos. g) Quando afirmamos que B é a condição necessária de A, estamos a dizer que todo o A é B (não se pode ser A sem ser B), ou seja, quando afirmamos que ladrar é condição necessária para ser cão, estamos a dizer «Todos os cães ladram» ou «Se é cão então ladra». Em suma, dizer que ser animal que ladra é condição necessária para ser cão é dizer que não se pode ser cão sem ser animal que ladra, que só os animais que ladram são cães. Quando afirmamos que B é condição suficiente de A, estamos a dizer que todo o B é A (não se pode ser B sem ser A), ou seja, quando afirmamos que ser cão é condição suficiente para ser animal que ladra, estamos a dizer «Tudo o que ladra é cão» ou que «Se ladra, então é cão». Em suma, dizer que ser animal que ladra é condição suficiente para ser cão é dizer que só os cães são animais que ladram. 9 A professora: Isabel Ribeiro
  10. 10. 12. a) R: Neste argumento não temos indicador de conclusão, mas temos um indicador de premissa (Porque”). A partir desta indicação, podemos reconstituir o argumento na forma clássica ou padrão: Premissa: Todos os crimes são violações da lei. Premissa: O roubo é um crime. Conclusão: Logo, o roubo é uma violação da lei. b) R: Não se trata de um argumento, mas de uma opinião. Nenhuma razão é apresentada que justifique ou diga por que razão viajar com alguém num elevador é incómodo. c) R: Não temos neste argumento indicador de conclusão, mas temos indicador de premissa (“dado que…”). O que está depois deste indicador é a premissa e o que está antes é a conclusão. Esquematizando: Premissa: O tabaco pode prejudicar o desenvolvimento do feto. Conclusão: Logo, as mulheres grávidas não deviam fumar. d) R: Trata-se de um argumento contra a pena de morte. Esta não é eficaz na dissuasão de crimes como assassínio. Porquê? Porque este, em vez de diminuir, aumentou. Podemos reconstituí-lo na forma-padrão: P1 Na América, sobretudo nos estados que adotaram a pena de morte, aumentou, nas últimas duas décadas, o número de assassínios. P2 Se a pena de morte tivesse efeitos realmente dissuasores, estes crimes violentos passariam a acontecer com muito menos frequência. C: Logo, o aumento do número de assassínios é a maior prova da ineficácia dissuasora da pena de morte. 13. a) R: Argumento. Todos os seres humanos são mortais. Mariana é humana. Logo, Mariana é mortal. b) R: Argumento. O dinheiro gasto em publicidade ao tabaco será poupado se aquela for proibida. Como a competição se baseará em preços mais baixos, então conclui-se que o consumo de tabaco vai aumentar. Os preços baixam, logo, o consumo aumenta. c) R: Argumento. Tudo o que é criado por Deus tem de cumprir o que este manda. Deus criou-te. Logo, cumpre os teus deveres para com Deus. 14. a) R: Se reconhecemos os direitos dos animais, então castigamos as pessoas que maltratam os animais. Os seres humanos castigam quem maltrata os animais. Logo, os seres humanos reconhecem os direitos dos animais. b) R: Tudo o que respira por guelras é peixe. O carapau respira por guelras. Logo, o carapau é um peixe. c) R: As pessoas honestas são dignas de estima. O João é honesto. Logo, o João é digno de estima. d) R: Este argumento não apresenta indicador nem de conclusão nem de premissa. Mas não é difícil entendê-lo. Diz-se que é muito pouco provável que haja vida em Vénus porque nesse planeta a atmosfera é imprópria e as temperaturas elevadíssimas. Encontrado o indicador de premissa, podemos ao mesmo tempo saber qual é a conclusão. 10 A professora: Isabel Ribeiro
  11. 11. A atmosfera em Vénus é imprópria e as temperaturas elevadíssimas. Premissa implícita – A vida, tanto quanto sabemos, só é possível numa atmosfera própria e com temperaturas suportáveis. Logo, é muito improvável que haja vida em Vénus. e) R: Tudo o que causa a morte deve ser proibido. O consumo de droga provoca a morte. Logo, o consumo de droga devia ser proibido. f) R: Se estudar para o teste então vou ter boa nota. Estudei. Logo, vou ter boa nota. g) R: Se ganhar uma bolsa de estudo então vou estudar para o estrangeiro. Ganhei uma bolsa de estudo. Logo, vou estudar para o estrangeiro. 15. a) R: Não és a minha mãe biológica. Como os documentos provam que alguém foi adotado, então conclui-se que certa pessoa não é a sua mãe biológica. b) R: Devemos casar tarde. É conveniente casar tarde. Como se justifica esta conclusão? Dizendo que há risco de divórcio para quem casa cedo. c) R: Os peixes não respiram. Apesar de falsa, esta é a conclusão. Como se diz que só o que tem pulmões respira e se diz também que os peixes não têm pulmões, conclui-se que os peixes não respiram. d) R: É um erro julgar que os problemas médicos das pessoas podem ser resolvidos exclusivamente por meio de medicamentos. Como se justifica a conclusão? Dizendo que os problemas médicos não são somente bioquímicos. Têm também a ver com fatores psíquicos e estilos de vida (sociais). Daí ser errado pensar em tratá-los somente por meio de fármacos. e) R: Um computador não pode fazer batota num jogo de xadrez. Não tem vontade própria e isso é condição necessária do ato de fazer batota. 16. a) R: Todos os racistas são nazis. Nenhum comunista é nazi. Logo, nenhum comunista é racista. b) R: Nenhum país que desrespeita os direitos humanos merece ajuda militar. Alguns países árabes não respeitam os direitos humanos. Logo, alguns países árabes não merecem ajuda militar. c) R: Nenhuma pessoa que respeite a vida humana é terrorista. Os piratas aéreos são terroristas. Logo, nenhum pirata aéreo respeita a vida humana. 17. a) R: Podemos considerar que se trata de um argumento com uma premissa omitida. Argumento: P1 – Uma teoria que não consegue explicar a profundidade da inteligência de um génio não pode ser considerada uma boa teoria. P2 – A teoria da evolução nunca poderá explicar a profundidade da inteligência de Einstein. C – Logo, a teoria da evolução não é uma boa teoria. O facto, segundo o argumentador, de a teoria de Einstein não conseguir explicar a profundidade da inteligência de um génio é sinal de que a teoria é inadequada. b) R: O aborto consiste em matar um feto. Um feto é um ser humano. 11 A professora: Isabel Ribeiro
  12. 12. Todos os seres humanos possuem uma dignidade inviolável. Matar viola essa dignidade. Matar é moralmente errado. Logo, o aborto é moralmente errado. c) R: Todos os marxistas são ateus. Paulo é marxista. Logo, Paulo é ateu. Ou Se Paulo é marxista, então Paulo é ateu. Paulo é marxista. Logo, Paulo é ateu. d) R: Argumento: P1 – O povo não reelege governos que não apoiam os pobres. P2 – Este governo não apoia os pobres. C – Logo, este governo não vai ser reeleito. 18. a) Num argumento dedutivo, se as premissas são consideradas verdadeiras (embora de facto possam não o ser), então a conclusão tem de ser verdadeira. Num argumento indutivo, se as premissas forem verdadeiras, então a conclusão é provavelmente verdadeira. b) Num argumento dedutivo, basta a análise da forma lógica do argumento para determinar se é válido ou inválido. Num argumento dedutivo, a validade exige que se considere também o conteúdo. c) Um argumento dedutivo válido é aquele que é sempre válido, mesmo que se introduzam novas premissas. Por isso, se diz monotónico. Com efeito, mantendo-se a forma ou estrutura, a inserção de novo conteúdo não altera a sua validade. Um argumento indutivo válido, ou seja, forte, pode tornar-se fraco devido à alteração do seu conteúdo, isto é, à descoberta de novos factos ou evidências. d) Num argumento dedutivo válido, a verdade das premissas garante a verdade da conclusão. Num a argumento indutivo válido, a verdade das premissas torna provável a verdade da conclusão. e) Num argumento dedutivo válido, é logicamente inconsistente afirmar as premissas e negar a conclusão, ou seja, se aceitamos as premissas temos de aceitar a conclusão. Num argumento indutivo válido, a conclusão é provavelmente verdadeira se as premissas forem verdadeiras, mas é logicamente consistente afirmar as premissas e negar a conclusão. 19. a) R: O argumento é indutivo. Seria dedutivo se bastasse inspecionar a ligação lógica entre as premissas e a conclusão. Não é o caso quanto a este argumento. Temos de esperar para ver se João irá contrair gripe ou não. Por outras palavras, admitida a verdade das premissas, é provável que João fique, em virtude da vacinação, imune à gripe, mas não é impossível que a contraia. Este argumento é indutivamente válido porque as estatísticas e o facto de João se ter vacinado nos dão boas razões para acreditar na verdade da conclusão. Trata-se de um argumento forte. b) R: Trata-se de um argumento dedutivo válido. Neste caso, basta considerar a ligação lógica entre as premissas e a conclusão para inferir que esta é verdadeira, supondo que as premissas são verdadeiras. Se é verdade, se tomamos como verdadeiro que toda a gente que se vacina contra a gripe não fica engripada, então, se João se vacinou, concluímos sem necessidade de inspecionar empiricamente o conteúdo do argumento que João não ficará engripado. 12 A professora: Isabel Ribeiro
  13. 13. 20. a) R: Se alguém raciocinar deste modo, podemos dizer que o seu raciocínio é indutivamente válido, ou seja, a premissa, apesar de não garantir a verdade da conclusão, torna-a muito provável. Como o sangue daquele tipo é raro, é muito provável que seja verdade que o próximo paciente tenha um sangue de outro tipo. Trata-se de um argumento indutivo muito forte. b) R: Trata-se de um argumento indutivo inválido, muito fraco. É mais uma paródia sobre as limitações da indução do que um argumento indutivo sério. 21. a) Um argumento dedutivamente válido é aquele em que temos de aceitar a conclusão se aceitarmos as premissas, havendo uma ligação apropriada entre estas proposições. b) Os argumentos não são verdadeiros ou falsos, mas sim válidos ou inválidos. c) Um argumento dedutivo em que as premissas implicam a conclusão ou cuja conclusão se segue das premissas é considerado um argumento válido. 22. R: Os argumentos têm conteúdos diferentes, dado que as proposições que os constituem falam de coisas diferentes. Têm, contudo, a mesma forma: Todos os S são P. M é S. Logo, M é P. Neste caso, a forma é válida. As premissas implicam a conclusão. Repare-se que a validade destes argumentos não depende do conteúdo das proposições porque são ambos válidos, apesar de a) ter premissas verdadeiras (falo do meu cão e garanto que não estou a mentir) e b) ter premissas falsas. 23. R: 1.º Argumento: A B Se estiver a chover, então o chão está molhado. A Está a chover. B Logo, o chão está molhado. 2.º Argumento A B Se João é biólogo, então é cientista. A João é biólogo. B Logo, João é cientista. 24. a) R: Argumento válido. Como as baleias fazem parte do conjunto dos mamíferos e todos estes têm pulmões, as baleias necessariamente têm pulmões. Neste argumento válido, todas as proposições são verdadeiras. b) R: Neste argumento válido, todas as proposições, isto é, as premissas e a conclusão, são falsas. Se assumirmos como verdadeiro (de facto não é) que as aranhas têm dez pernas e que tudo o que tem dez pernas tem asas, só podemos concluir que as aranhas têm asas. c) R: Argumento inválido. As premissas são obviamente verdadeiras e a conclusão também (o autor deste argumento garante que não é rico). Contudo, das premissas dadas não se infere necessariamente aquela conclusão. Com efeito, Belmiro de Azevedo não possui o ouro 13 A professora: Isabel Ribeiro
  14. 14. do Banco de Portugal e, contudo, é rico. Há muitas formas de ser rico, mas ser proprietário do ouro do Banco de Portugal é apenas uma. d) R: O argumento é válido. Se assumirmos que todos os peixes são mamíferos (o que é falso, nenhum o é) e que as baleias fazem parte do conjunto dos peixes (o que também é falso), temos de ser coerentes e inferir que as baleias são mamíferos (o que é verdadeiro). e) R: Inválido. Se afirmássemos que todas as pessoas em idade de namorar sofrem, o argumento seria válido. Mas só falamos de algumas e nada nos indica que sejam os estudantes. Se só algumas pessoas em idade de namorar sofrem, então nem todos os que estão nessa idade sofrem. Os estudantes podem ser dos que namoram, mas não sofrem. Não há assim ligação necessária entre as premissas e a conclusão. 14 A professora: Isabel Ribeiro

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