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Introdução       O presente trabalho tem como objectivo aprofundar o nossoconhecimento sobre o filósofo e matemático René ...
Vida      René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês que nasceua 31 de Março de 1596 e morreu a 11 de Fev...
A Metafísica      No Discurso sobre o Método, Descartes pensa sobretudo na ciência.Para bem compreender sua metafísica, é ...
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Obras importantes   Regras para a direcção do espírito (1628) - obra da juventude inacabada    na qual o método aparece e...
Conclusão      Com este trabalho ficamos a perceber melhor quem era RenéDescartes, o que é que tinha feito, bem como tinha...
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Descartes Trab. grupo I

  1. 1. RENE DESCARTESTrabalho realizado por: João Costa; Pedro Cardoso; Rui Pereira.Professora: Luísa Valente Porto, 19 de Março de 2012 1
  2. 2. Introdução O presente trabalho tem como objectivo aprofundar o nossoconhecimento sobre o filósofo e matemático René Descartes; com base na suavida e obra.No âmbito da disciplina de Filosofia. 2
  3. 3. Vida René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês que nasceua 31 de Março de 1596 e morreu a 11 de Fevereiro de 1650. Durante a IdadeModerna também era conhecido por seu nome latino Renatus Carteios. Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e naciência, mas também reconhecimento matemático por sugerir a fusão daálgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema decoordenadas que hoje leva o seu nome. Foi uma das figuras chave naRevolução Científica. Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o"pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores maisimportantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspiroucontemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte dafilosofia escrita a partir de então foi uma reacção às suas obras ou a autoressupostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partirde Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. Décadas maistarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma,seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume. 3
  4. 4. A Metafísica No Discurso sobre o Método, Descartes pensa sobretudo na ciência.Para bem compreender sua metafísica, é necessário ler as Meditações. 1. - Todos sabem que Descartes inicia seu itinerário espiritual com adúvida. Mas é necessário compreender que essa dúvida tem um outro alcanceque a dúvida metódica do cientista. Descartes dúvida voluntária esistematicamente de tudo, desde que possa encontrar um argumento, por maisfrágil que seja. Por conseguinte, os instrumentos da dúvida nada mais são doque os auxiliares psicológicos, de uma ascese, os instrumentos de umverdadeiro "exército espiritual". Duvidemos dos sentidos, uma vez que elesfrequentemente nos enganam, pois, diz Descartes, nunca tenho certeza deestar sonhando ou de estar desperto! (Quantas vezes acreditei-me vestido como "robe de chambre", ocupado em escrever algo junto à lareira; na verdade,"estava despido em meu leito"). Duvidemos também das próprias evidências científicas e das verdadesmatemáticas! Mas quê? Não é verdade - quer eu sonhe ou esteja desperto -que 2 + 2 = 4? Mas se um génio maligno me enganasse, se Deus fosse mau eme iludisse quanto às minhas evidências matemáticas e físicas? Tanto quantoduvido do Ser, sempre posso duvidar do objecto (permitam-me retomar ostermos do mais lúcido intérprete de Descartes, Ferdinand Alquié). 2. - Existe, porém, uma coisa de que não posso duvidar, mesmo que odemónio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso,resta a certeza de que eu penso. Nenhum objecto de pensamento resiste àdúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável. "Penso, cogito, logo existo,ergo sum". Não é um raciocínio (apesar do logo, do ergo), mas uma intuição, emais sólida que a do matemático, pois é uma intuição metafísica emetamatemática. Ela não se trata de um objecto, mas sim de um ser. Eupenso, Ego cogita (e o ego, sem aborrecer Brunschvicg, é muito mais que umsimples acidente gramatical do verbo cogitare). O cogito de Descartes,portanto, não é, como já se disse, o acto de nascimento do que, em filosofia,chamamos de idealismo (o sujeito pensante e suas ideias como o fundamentode todo conhecimento), mas a descoberta do domínio ontológico (estes 4
  5. 5. objectos que são as evidências matemáticas remetem a este ser que é meupensamento). 3. - Nesse nível, entretanto, nesse momento de seu itinerário espiritual,Descartes é solipsista. Ele só tem certeza de seu ser, isto é, de seu serpensante (pois, sempre duvido desse objecto que é meu corpo; a alma, dizDescartes nesse sentido, "é mais fácil de ser conhecida que o corpo"). É pelo aprofundamento de sua solidão que Descartes escapará dessasolidão. Dentre as ideias do meu cogito existe uma inteiramente extraordinária.É a Ideia de perfeição, de infinito. Não posso tê-la tirado de mim mesmo, vistoque sou finito e imperfeito. Eu, tão imperfeito, que tenho a ideia de Perfeição,só posso tê-la recebido de um Ser perfeito que me ultrapassa e que é o autordo meu ser. Por conseguinte, eis demonstrada a existência de Deus. E nota-seque se trata de um Deus perfeito, que, por conseguinte, é toda bondade. Eis ofantasma do génio maligno exorcizado. Se Deus é perfeito, representa toda abondade, não pode ter querido enganar-me e todas as minhas ideias claras edistintas são garantidas pela veracidade divina. Uma vez que Deus existe, euentão posso crer na existência do mundo. O caminho é exactamente o inversodo seguido por São Tomás. Compreenda-se que, para tanto, não tenho odireito de guiar-me pelos sentidos (cujas mensagens permanecem confusas eque só têm um valor de sinal para os instintos do ser vivo). Só posso crer noque me é claro e distinto (por exemplo: na matéria, o que existeverdadeiramente é o que é claramente pensável, isto é, a extensão e omovimento). Alguns acham que Descartes fazia um círculo vicioso: a evidênciame conduz a Deus e Deus me garante a evidência! Mas não se trata da mesmaevidência. A evidência ontológica que, pelo cogito, me conduz a Deusfundamenta a evidência dos objectos matemáticos. Por conseguinte, ametafísica tem, para Descartes, uma evidência mais profunda que a ciência. Éela que fundamenta a ciência (um ateu, dirá Descartes, não pode sergeómetra!). 4. - A Quinta meditação apresenta uma outra maneira de provar aexistência de Deus. Não mais se trata de partir de mim, que tenho a ideia deDeus, mas antes da ideia de Deus que há em mim. Apreender a ideia deperfeição e afirmar a existência do ser perfeito é a mesma coisa. Pois uma 5
  6. 6. perfeição não-existente não seria uma perfeição. É o argumento ontológico, oargumento de Santo Anselmo que Descartes (que não leu Santo Anselmo)reencontra: trata-se, ainda aqui, mais de uma intuição, de uma experiênciaespiritual (a de um infinito que me ultrapassa) do que de um raciocínio. O Método Descartes quer estabelecer um método universal, inspirado no rigormatemático e em suas "longas cadeias de razão". 1. A primeira regra é a evidência: não admitir "nenhuma coisa comoverdadeira se não a reconheço evidentemente como tal". Em outras palavras,evitar toda "precipitação" e toda "prevenção" (preconceitos) e só ter porverdadeiro o que for claro e distinto, isto é, o que "eu não tenho a menoroportunidade de duvidar". Por conseguinte, a evidência é o que salta aos olhos,é aquilo de que não posso duvidar, apesar de todos os meus esforços, é o queresiste a todos os assaltos da dúvida, apesar de todos os resíduos, o produtodo espírito crítico. Não, como diz bem Jankélévitch, "uma evidência juvenil,mas quadragenária". 2. A segunda, é a regra da análise: "dividir cada uma das dificuldadesem tantas parcelas,quanto forem possíveis". 3. A terceira, é a regra da síntese: "concluir por ordem meuspensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis deconhecer para, aos poucos, ascender, como que por meio de degraus, aosmais complexos". 4. A última á dos "desmembramentos tão complexos... a ponto de estarcerto de nada ter omitido". 6
  7. 7. Obras importantes Regras para a direcção do espírito (1628) - obra da juventude inacabada na qual o método aparece em forma de numerosas regras; O Mundo ou Tratado da Luz (1632-1633) - obra contém algumas das conquistas definitivas da física clássica: a lei da inércia, a da refracção da luz e, principalmente, as bases epistemológicas contrárias ao que seria denominado de princípio da ciência escolástica, radicada no aristotelismo; Discurso sobre o método (1637); Geometria (1637); Meditações Metafísicas (1641). 7
  8. 8. Conclusão Com este trabalho ficamos a perceber melhor quem era RenéDescartes, o que é que tinha feito, bem como tinha sido a sua vida, ficamos aentender melhor as ideias que defendia e como as defendia. Ou seja, este trabalho serviu para aprofundar-mos os nossosconhecimentos a cerca de Descartes, o que é que ele tinha “feito” deimportante para a nossa vidas de hoje em dia. 8

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