Os lusíadas apresntaçao ricardo madureira

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  • Bom dia, eu vou-vos apresentar as estrofes, 51, 52 e 53 do canto nono dos Lusiadas.
  • As estrofes que eu analisei relatam a partida da armada de Calecut e o regresso para a pátria. Basicamente esta passagem insere-se no plano mitológico já que nos fala da deusa Vénus que guiou as naus de modo a interceptarem uma ilha mística como recompensa pelos seus trabalhos.
  • A viagem de regresso começa partir de Calecut. Nesta estrofe podemos constatar a necessidade das naus em abastecerem-se de água e mantimentos para a longa viagem de regresso a pátria. Pátria essa muito amada. Nos dois últimos versos é referida a alegria das naus ao avistarem a ilha namorada. Figuras de estilo: Metáfora: “a larga via” Perífrase: “mãi fermosa de Menónio” – dizer por muitas palavras que se poderia dizer por uma só.
  • Esta estrofe descreve-nos o momento do avistar da ilha e a forma como a deusa Vénus guiou as naus para que ali aportassem como recompensa dos seus feitos. Figuras de estilo: Sinestesia: Visão e tacto – “fresca e bela”. Comparação: “(Bem como o vento leva branca vela)
  • Nesta ultima estrofe é feita uma descrição da ilha de areia branca e conchas ruivas. Conta-se também uma historia sobre Latona, mãe de Apolo e Diana que ali tinha dado à luz. Figuras de estilo: Dupla adjectivação: “Curva e quieta, (…)”. Comparação: “Qual ficou Delos, (…).” Qual = como
  • Como já referi este episodio insere-se no plano mitológico, dada a intervenção da deusa Vénus no destino das nas portuguesas. Como é obvio o episodio e fruto da imaginação do poeta, sendo também influenciado pelas suas viagens e míticas ilhas da literatura grega. O seu objectivo e aliás como em toda a obra imortalizar os feitos do povo português.
  • Os lusíadas apresntaçao ricardo madureira

    1. 1. Considerações do Poeta Canto: IX Estâncias: 51, 52, 53 Prof. Cláudia Venâncio 12ºE, nº 25, Ricardo Madureira
    2. 2. <ul><li>Estas três estrofes relatam o regresso dos portugueses, para a amada pátria depois de partirem de Calecut. </li></ul><ul><li>No entanto, a armada procura abastecer-se de mantimentos para a longa viagem e por isso, a deusa Vénus, que gostava dos Lusitanos, decidiu dar-lhes uma recompensa pelos árduos trabalhos… </li></ul>
    3. 3. <ul><li>Cortando vão as naus a larga via Do mar ingente para a pátria amada, Desejando prover-se de água fria, Pera a grande viagem prolongada, Quando juntas, com súbita alegria, Houveram vista da ilha namorada, Rompendo pelo céu a mãi fermosa De Menónio , suave e deleitosa. </li></ul><ul><li>Palavras desconhecidas: </li></ul><ul><li>“ ingente”: enorme </li></ul><ul><li>“ mãi”: mãe </li></ul><ul><li>“ mãi fermosa </li></ul><ul><li>De Menónio”: Aurora </li></ul><ul><li>Breve resumo: As naus iam navegando para Portugal e procuravam abastecer-se de água para a longa viagem, quando, todas juntas, ao romper da aurora, avistaram a ilha. </li></ul><ul><li>Figuras de estilo: </li></ul><ul><li>Metáfora: “a larga via” </li></ul><ul><li>Perífrase: “mãi fermosa de Menónio” </li></ul>
    4. 4. <ul><li>De longe a Ilha viram, fresca e bela , Que Vénus pelas ondas lha levava (Bem como o vento leva branca vela) Pera onde a forte armada se enxergava; Que, por que não passassem, sem que nela Tomassem porto, como desejava, Pera onde as naus navegam a movia A Acidália, que tudo, em fim podia. </li></ul><ul><li>Palavras desconhecidas: </li></ul><ul><li>“ Acidália”: Vénus </li></ul><ul><li>Breve resumo: Viram a ilha que Vénus lhe levava sobre as águas, como se fosse um barco impelido pelo vento. Vénus, a quem nada é impossível, movia-a para que os navegantes não passassem sem ali aportar. </li></ul><ul><li>Figuras de estilo: </li></ul><ul><li>Sinestesia: Visão e tacto – “fresca e bela”. </li></ul><ul><li>Comparação: “(Bem como o vento leva branca vela)”. </li></ul>
    5. 5. <ul><li>Mas firme a fez e imóbil, como viu Que era dos Nautas vista e demandada, Qual ficou Delos, tanto que pariu Latona Febo e a Deusa à caça usada. Pera lá logo a proa o mar abriu, Onde a costa fazia uma enseada Curva e quieta , cuja branca area, Pintou de ruivas conchas Cyterea. </li></ul><ul><li>Breve resumo: Mas logo que os Nautas demandavam, imobilizou-a, como aconteceu à ilha de Delos quando Latona ali deu à luz Febo e Diana. Os barcos dirigiram-se para uma praia de areia e conchas. </li></ul><ul><li>Figuras de estilo: </li></ul><ul><li>Dupla adjectivação: “Curva e quieta, (…)”. </li></ul><ul><li>Comparação: “Qual ficou Delos, (…).” Qual = como </li></ul>
    6. 6. <ul><li>Este episódio descreve-nos o carinho da deusa Vénus pelo povo Lusitano, oferecendo uma recompensa na Ilha dos Amores. </li></ul><ul><li>Estas estâncias de Os Lusíadas , sobre a Ilha dos Amores , são fruto da imaginação de Camões, quer povoada dos lugares maravilhosos onde as suas viagens o levaram, quer influenciada pelas míticas ilhas da literatura grega ou de outras lendas árabes e indianas. </li></ul><ul><li>Camões tenta imortalizar os heróis lusitanos que tão grandes façanhas fizeram em nome de Portugal. </li></ul>

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