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6       2.3.1.        Definição     da    tipologia    dos     processos     associados      a                   escorrega...
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12Tabela 4 – Resultados obtidos para a Classificação do Perigo.                               Análise do Perigo a Escorreg...
13        4.3.   Comparação dos setores de risco e perigo resultantes dos mapeamentos.Das 06 áreas mapeadas representando ...
14Figura 7 – Zoneamento de risco realizado pelo IG-SMA na área de Toque-toque pequeno.Os dados levantados em campo mostram...
15   (a)                                               (b)   (c)                                               (d)Figura 8...
16De acordo com a Tabela 6, no mapeamento do IG-SMA os três setores foram classificadoscom o mesmo grau de risco, ou seja,...
17BARBAROSOGLU, G.and PINHAS, D. Capital rationing in the public sector using the analytic     hierarchy       process.   ...
18MACEDO, E. S. Elaboração de cadastro de risco iminente relacionado a escorregamentos:    avaliação considerando experiên...
19      Disponível em: http://bw-www.ie.u-ryukyu.ac.jp/~j94033/study/finalpaper2.html. Acesso      em: 20 nov.2008.UNDRO –...
20Tabela 3 – Planilha geral dos pesos dos indicadores de perigo e suas respectivas classes de atributos, obtidos por meio ...
21     Continuação da Tabela 3ENCOSTA      PROCESSO                                                                       ...
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  1. 1. 1MAPEAMENTO DE PERIGO ASSOCIADO A ESCORREGAMENTOS EMÁREAS URBANAS UTILIZANDO MÉTODO MULTICRITÉRIO DEANÁLISE DE DECISÃO.Msc. DANIELA GIRIO MARCHIORI-FARIADiscente do Programa de Pós-graduação em Geotecnia, Escola de Engenharia de São Carlos– EESC-USP.Pesquisador Científico do Instituto Geológico (IG- SMA).Av. Miguel Stéfano, 3900 – Água Funda, São Paulo/SP, CEP: 04301-903.e-mail: dgmfaria@uol.com.brDr. OSWALDO AUGUSTO FILHODocente do Departamento de Geotecnia, Escola de Engenharia de São Carlos – EESC-USP.Av. São-Carlense, 400, São Carlos/SP, CEP: 13.566-590.e-mail: oafilho@sc.usp.brRESUMOA metodologia de mapeamento adotada neste trabalho baseia-se em investigações geológico-geotécnicas de superfície por meio de levantamento de campo onde são identificados osindicadores de perigo e as feições de instabilidade associados aos processos deescorregamentos em encostas urbanas. Apesar do método ser bastante conhecido e aplicadono Brasil, sua base é qualitativa e envolve certo grau de subjetividade.No presente estudo a subjetividade é minimizada através da comparação e hierarquização dosindicadores de perigo nos processos de escorregamentos adotando-se um Método Multicritériode Análise de Decisão.O novo método proposto baseia-se na atribuição de pesos numéricos obtidos por meio dacomparação par a par no Processo de Análise Hierárquica (AHP), atribuídos aos indicadores esuas respectivas classes de atributos e posteriormente combinados por meio de ponderaçãosimples. Como resultado obteve-se um valor numérico do índice de perigo ao qual foi atribuídoum grau de perigo (baixo, médio, alto e muito alto).Finalmente, os graus de perigo foram comparados com os do mapeamento de risco realizadopelo Instituto Geológico (IG-SMA) no município de São Sebastião, SP.Palavras-chave: risco, perigo, escorregamentosABSTRACTThe mapping methodology adopted in this study is based on geological and geotechnicalsurface through field survey which identifies the indicators of hazard and the features ofinstability to landslides processes on urban hillslopes. Although the method is well known andapplied in Brazil, its base is qualitative and involves a degree of subjectivity.In the present study the subjectivity is minimized through the comparison and ranking ofindicators of hazard in the landslides process adopting a Multicriteria Method Analysis.Decision.This new method is based on assigning numerical weights obtained by pairwise comparison inthe Analytic Hierarchy Process (AHP), assigned to the indicators and their class attributes and
  2. 2. 2then combined by simple weighting. As a result we obtained a numerical value of the hazardindex, which was awarded a degree of risk (low, medium, high and very high).Finally, the hazard degree were compared with the risk mapping done by the GeologicalInstitute (IG-SMA) in São Sebastião, SPKeywords: risk, hazards, landslides 1. INTRODUÇÃONo Brasil, os processos de instabilização em taludes estão entre os principais fenômenosrelacionados a desastres naturais em áreas urbanas. Os escorregamentos em encostas estãoassociados a eventos pluviométricos intensos e prolongados, repetindo-se a cada períodochuvoso. Nesta passagem de ano (2009-2010), os eventos chuvosos excederam a médiahistórica, deflagrando vários movimentos de encostas e ceifando a vida de aproximadamente44 pessoas, conforme dados da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC-SP),publicado em relatório de 28/02/2010.A remoção da vegetação, a execução de cortes e aterros instáveis para a construção demoradias e vias de acesso; a deposição de lixo nas encostas; a ausência de sistemas dedrenagem de águas pluviais e servidas; a elevada densidade populacional e a fragilidade dasmoradias aumentam tanto a frequência das ocorrências como a magnitude dos acidentes.A identificação e análise de riscos consistem na primeira etapa para se estabelecer umprograma de gerenciamento de riscos (UNDRO, 1991). Sem o conhecimento da dimensão doproblema, não há como planejar e agir adequadamente para resolvê-lo. O diagnóstico de riscodeve informar quais são os indicadores ou evidências dos processos ambientais que,potencialmente, podem causar danos à população, às edificações ou à infra-estrutura edescrevê-los; estabelecer alguma gradação ou hierarquização das situações identificadas; eestimar o número de edificações potencialmente afetadas (Nogueira, 2006).O presente trabalho propõe o aprimoramento da metodologia adotada pelo Ministério dasCidades na realização dos Planos Municipais de Redução de Riscos (PMRRs), descrita emCanil et al. 2004; Cerri et al. 2004 Macedo et al. 2004; Cerri (2006) e Cerri et. al. (2007).Essa metodologia de mapeamento baseia-se em investigações geológico-geotécnicas desuperfície por meio de levantamento de campo onde são identificados os indicadores de perigonaturais e induzidos e as feições de instabilidade nos processos de escorregamentos emencostas urbanas. O risco é classificado, de forma qualitativa, em baixo, médio, alto e muitoalto.O mapeamento de risco vem auxiliando a elaboração de políticas públicas de prevenção eredução dos impactos dos escorregamentos em encostas urbanas, visando a proteção dapopulação e seus bens materiais.O objetivo deste trabalho é apresentar uma nova proposta de mapeamento de forma aminimizar a subjetividade comumente utilizada na classificação do grau de risco aescorregamentos nos mapeamentos.O presente trabalho visa contribuir no aperfeiçoamento das análises qualitativas de risco nosmapeamentos de perigo associados a escorregamentos, diminuindo a subjetividade da análise,promovendo maior consistência nos resultados, o que permitirá uma melhor atuação naprevenção e gerenciamento do risco a escorregamentos.A análise do risco utilizando a probabilidade subjetiva, de acordo com Carvalho (1996), é maissimples e ágil; é adequada para situações em que se objetiva elaborar uma hierarquia
  3. 3. 3preliminar dos setores de risco como subsídio para a implementação de ações que nãodependem de maior precisão no estabelecimento da magnitude do risco de cada setor e queadmitem, portanto, a agregação dos níveis de risco em poucas classes mais abrangentes(muito alto, alto, médio, e baixo).Neste trabalho adotou-se o conceito de Varnes (1984) utilizando o termo “perigo” nozoneamento das áreas de risco. Entende-se que, a possibilidade de ocorrência de umfenômeno potencialmente perigoso é indicada por meio da identificação e caracterização doscondicionantes e indícios de instabilidade do processo de escorregamento. A severidade comque o processo se manifestará é dada pela análise do perigo (grau de perigo). A área compossibilidade de ser atingida (onde) é delimitada por meio da setorização (zoneamento) doperigo. O período de tempo considerado (quando) corresponde ao ciclo hidrológico anual,conforme sugerido por Carvalho (1996) e Macedo (2001).A escolha e aplicação do Método Multicritério de Análise de Decisão foram realizadas comoforma de explicitar e quantificar aspectos subjetivos envolvidos na análise do perigo deescorregamentos. Essa escolha deve-se principalmente a possibilidade da qualidade econsistência dos resultados obtidos serem testados por meio da análise de sensibilidade.2. MÉTODOS E ETAPAS DE TRABALHOAs principais etapas de trabalho desenvolvidas neste estudo estão resumidas em:  Levantamento dos dados do mapeamento de risco do IG-SMA e seleção do município e setores de risco para aplicação do estudo;  Estruturação da planilha de indicadores de perigo e escolha do Método Multicritério de Análise de Decisão;  Ensaios de aplicação, onde foram definidos os processos e os indicadores de perigo associados a escorregamentos e os seus respectivos pesos para posterior hierarquização do risco. Também foram realizados trabalhos de campo, cujos dados obtidos foram aplicados na planilha, classificando os graus de perigo para cada setor;  Análise dos dados, por meio da comparação entre os resultados obtidos com a aplicação do AHP e os resultados do mapeamento de risco desenvolvido pelo IG-SMA. 2.1. Definição do Método Multicritério de Análise de Decisão.O Método Multicritério de Análise à Decisão utilizado neste trabalho é o Processo de AnáliseHierárquica (Método AHP – Analytic Hierarchy Process) desenvolvido por Thomas L. Saaty emmeados da década de 1970 (Abreu et al., 2000). Segundo Barbarosoglu & Pinhas (1995), éaplicado para sistematizar uma ampla gama de problemas de decisão nos contextoseconômico, político, social e ambiental, devido a sua simplicidade, sólida base matemática ecapacidade de avaliar fatores qualitativos e quantitativos, sejam eles tangívies ou intangíveis(Shiau et al., 2002). É um dos métodos mais conhecidos e utilizados mundialmente (Jansen et.al., 2004).A metodologia do AHP tem como princípio que para a tomada de decisão, a experiência e oconhecimento das pessoas são pelo menos tão valiosos, quanto os dados utilizados (Schimidt,1995).O AHP baseia-se na capacidade humana de usar a informação e a experiência para estimarmagnitudes relativas através de comparações par a par (Toma & Asharif, 2003). Seu uso é
  4. 4. 4indicado para problemas que envolvem a priorização de soluções potenciais através daavaliação de um conjunto de critérios (Asahi et. al., 1994; Finnie & Wittig, 1999; Kim, 1999).Apesar de existir software do Método AHP com disponibilidade gratuita, optou-se por estruturartodo o processo do método em planilhas utilizando o programa Microsoft Excel. Dessa forma,consultou-se um tutorial do AHP (Teknomo, 2006) que auxiliou na compreensão, aplicação eestruturação do método.O processo de comparação par a par, proposto pelo Método AHP, é uma ferramenta útil nasanálises expeditas de risco/perigo, onde não se tem condições de validar resultados, por meiode ensaios ou medições com instrumentos. 2.2. Estruturação da planilha de indicadores de perigo.Esta fase foi realizada concomitantemente com os Ensaios de Aplicação, descritoposteriormente.As planilhas dos indicadores de perigo foram estruturadas utilizando o programa MicrosoftExcel, escolhido por ser de fácil obtenção, simplicidade na sua utilização como planilha, alémdisso, o arquivo gerado pode ser transportado para um palmtop para ser preenchido emcampo.A estruturação da planilha de indicadores foi realizada, conforme as seguintes etapas: 2.2.1. Dados de entradaEssa planilha abordou os dados do levantamento de campo que no mapeamento de risco doIG-SMA foram identificados em fichas de campo. É composta dos dados de localização, áreade estudo, data, equipe de campo, processos identificados, indicadores de perigo,conseqüências (correspondendo ao número de moradias ameaçadas), números das fotosaérea e de chão, além dos dados de GPS (Global Positioning System). Além destes dados foiinserida uma coluna onde foram transportados os resultados obtidos na análise de perigo(índice e grau).Cada planilha representa uma área mapeada e cada linha representa um tipo de processoidentificado para determinado setor.As planilhas dos dados de entrada apresentam a tabela da legenda dos indicadores de perigocom suas respectivas classes de atributos para facilitar sua identificação e o preenchimentodos dados durante os trabalhos de campo. 2.2.2. Chave de ponderaçãoA planilha da chave de ponderação consiste dos dados dos indicadores de perigo e de suasrespectivas classes com os valores dos pesos obtidos por meio do Método AHP. A forma deobtenção destes pesos está descrita no item 2.3.4. As classes de perigo foram denominadaspor meio de letras para facilitar o preenchimento e a leitura dos pesos na planilha “análise doperigo”, descrita a seguir. 2.2.3. Análise do perigoNovamente foi estruturada uma planilha para cada área mapeada. Esta planilha contém osdados de entrada, na forma de letras, definidas na chave de ponderação. Foi criada outra áreadentro desta planilha onde os pesos correspondentes às letras são transportados da chave deponderação.
  5. 5. 5Em seguida é efetuado o cálculo do índice de perigo (IP) com os valores numéricos dos pesos,conforme a seguinte fórmula de ponderação:Onde:p = peso do condicionante do processo (indicador de perigo);x = peso da classe do respectivo indicador de perigo.Cada processo de perigo identificado no setor receberá um valor do índice de perigo.O grau de perigo foi calculado na planilha da classificação geral, descrita a seguir. 2.2.4. Classificação geral do perigo.A planilha de classificação geral foi estruturada com os dados obtidos na planilha de análise doperigo, abordando todos os setores das áreas mapeadas. O objetivo desta planilha é classificaro grau de perigo para cada processo identificado nos diversos setores das áreas mapeadas.Essa classificação foi realizada através da média aritmética dos índices de perigo calculadosna planilha de análise do perigo.O critério numérico adotado para a classificação do perigo foi a média aritmética ( ) dosvalores numéricos do índice de perigo, somada ou diminuída da metade do desvio padrão (Δ),conforme apresentado na Tabela 1, abaixo:Tabela 1 – Critérios adotados para a Classificação do Perigo. Critério do Índice de Perigo (IP) Grau de Perigo IP < -½Δ BAIXO - ½ Δ ≤ IP ≤ +½Δ MÉDIO IP > +½Δ ALTO Presença de feições de instabilidade MUITO ALTO significativasNa metodologia de mapeamento de risco adotada neste trabalho, a classificação do risco“muito alto” é realizada com base na presença de feições de instabilidade (Macedo, 2001).As feições de instabilidade principais se referem às juntas e fraturas de alívio; fendas de tração;trincas; degraus de abatimento; inclinação de estruturas rígidas como árvores, postes e murose o “embarrigamento” de muros e paredes.Na classificação do perigo “muito alto” foi adotado o seguinte critério: independente do grau deperigo encontrado para o setor, a presença de feições de instabilidade significativas reclassificao grau de perigo para “muito alto”.Na classificação final do perigo, adotou-se postura a favor da segurança, ou seja, para ummesmo setor, foi atribuído o maior grau de perigo encontrado para determinado tipo deprocesso. 2.3. Ensaios de AplicaçãoForam consideradas as seguintes etapas: (i) definição dos tipos de processos deescorregamentos; (ii) seleção dos fatores condicionantes de escorregamentos (indicadores deperigo); (iii) seleção das classes dos indicadores de perigo; (iv) estruturação da planilha AHP;(v) trabalhos de campo e (vi) classificação dos indicadores, por meio do grau de perigo.
  6. 6. 6 2.3.1. Definição da tipologia dos processos associados a escorregamentos.Este trabalho trata dos riscos geológicos associados aos movimentos de massa, ouescorregamentos, no seu sentido amplo, assim como foi definido por Cruden (1990). Segundoeste autor, o escorregamento é um movimento de rocha, terra ou detritos encosta abaixo.Visando simplificar e otimizar a análise do risco, os processos adotados tiveram como base aclassificação de Augusto Filho (1992) e experiências em campo, sendo definidos como:  escorregamentos em solos rasos localizados em encostas naturais;  escorregamentos em solo e rocha localizados em taludes de cortes;  rolamento/desplacamento de matacões e;  escorregamentos em aterros localizados em depósitos artificiais em solo, lixo e/ou entulho.Os processos de escorregamentos relacionados às corridas de detritos/lama não foramanalisados neste trabalho. 2.3.2. Seleção dos fatores condicionantes de escorregamentos.Os fatores condicionantes dos processos de escorregamentos adotados e denominados de“indicadores de perigo” foram selecionados com base nos trabalhos desenvolvidos por: Cerri(1993); Macedo (2001); Fundunesp (2003), Cerri et al. (2004, 2007), Marchiori-Faria et al.(2005) e Santoro et al. (2005). Nesses estudos, os indicadores foram sistematizados em fichasde campo (“check-list”), simplificados, agrupados e avaliados de forma qualitativa a partir deobservações diretas em campo, compondo assim a avaliação e análise de risco. 2.3.3. Seleção das classes de indicadores de perigo.Os indicadores de perigo foram subdivididos em classes de atributos. A seleção e o número deatributos foram elaborados de tal forma que o resultado da aplicação apresentasse rapidez efacilidade na interpretação, sem prejudicar a qualidade da análise.A obtenção das classes de indicadores foi realizada por meio de consultas bibliográficas,consultas a banco de dados de atendimentos emergenciais em ocorrências deescorregamentos e em observações de campo. 2.3.4. Estruturação da planilha do AHP.A planilha da aplicação do Método Multicritério de Análise de Decisão foi elaborada com baseno tutorial do método do Processo de Análise Hierárquica (Teknomo, 2006). A matriz decomparação par a par foi estruturada no programa Microsoft Excel, de acordo com as seguintesetapas:  Primeira EtapaA matriz de decisão AHP foi estruturada para cada tipo de processo associado aescorregamentos e consistiu na comparação par a par entre os indicadores de perigo (nívelhierárquico 1); e num segundo momento, a comparação par a par ocorreu entre os atributos decada classe de indicadores de perigo (nível hierárquico 2). A Figura 2 indica os níveishierárquicos com suas respectivas classes de atributos no caso de ocorrência deescorregamentos de solos em encostas naturais.
  7. 7. 7Figura 2 – Estruturação dos níveis hierárquicos para a aplicação do Método AHP. Exemplo doprocesso de escorregamento em solo raso nas encostas naturais.Para cada tipo processo associado a escorregamentos foi estruturada uma planilha Excel ondeforam realizadas comparações par a par em cada nível hierárquico com base na EscalaFundamental Saaty apresentada na Tabela 1.Tabela 1 – Escala de julgamento de importância do Método AHP (modificada de Saaty, 1990). Valores numéricos Termos verbais Explicação Duas alternativas contribuem 1 Igual importância igualmente para o objetivo. Experiência e julgamento Moderadamente mais 3 favorecem levemente uma importante alternativa em relação a outra. Experiência e julgamento 5 Fortemente mais importante favorecem fortemente uma altenativa em relação a outra. Alternativa fortemente favorecida Muito fortemente mais em relação a outra e sua 7 importante dominância é demonstrada na prática. A evidência favorece uma Extremamente mais 9 alternativa em relação a outra, com importante grau de certeza mais elevado. Valores importantes Quando é necessária uma condição 2, 4, 6 e 8 intermediários de compromisso. Se a alternativa i tem uma das intensidades de importância ou de Recíprocos dos preferência de 1 a 9, quando comparada com a alternativa j, então j valores acima tem o valor recíproco quando comparado com i.A Figura 3 mostra o exemplo da comparação par a par entre os indicadores de perigodeclividade e uso/cobertura para o processo de escorregamento em encosta natural.
  8. 8. 8Figura 3 – Exemplo da Escala Fundamental de Saaty na comparação par a par da declividadee do uso/cobertura do solo para o processo de escorregamento em encosta natural.  Segunda EtapaNesta etapa foi elaborada a matriz de decisão com os dados obtidos na comparação par a par(Figura 4). Em seguida foram realizadas duas normalizações, conforme a metodologia AHP: a) Normalização dos pesos relativos das colunas da matriz: onde cada elemento da coluna é dividido pela soma total da mesma. Portanto, a soma de cada coluna é 1, conforme indicado na Figura 4; b) Normalização principal (Vetor de Prioridades): obtida por meio da média aritmética dos elementos de cada linha da matriz normalizada. O vetor de prioridades (vetor prioritário ou autovetor), por conseguinte, fornece a hierarquia ou ordem de prioridade das características analisadas. Como exemplo, na Figura 4 é apresentado o vetor prioritário dos indicadores de perigo para o escorregamento em encosta natural, onde observa-se que a declividade é o indicador de perigo de maior importância para este processo de escorregamento.  Terceira EtapaA qualidade ou consistência da solução obtida na comparação pareada deve ser testada pormeio da análise de sensibilidade. Esta medida indica se os dados estão logicamenterelacionados (Pamplona, 1999).O parâmetro utilizado para determinar se a análise realizada é aceitável, é a Razão deConsistência (CR) que deve ser menor do que 10% para valores consistentes de preferências(julgamentos). Caso o resultado seja um valor maior ou igual a 10%, os valores dosjulgamentos na matriz de decisão devem ser revistos (Saaty, 1990).A Razão de Consistência (CR) é calculada conforme equação abaixo, onde CA é o índice deconsistência aleatória, apresentado na Tabela 2, proveniente de uma amostra de 500 matrizesrecíprocas positivas, de ordem de até 11 por 11, geradas aleatoriamente (Pamplona, 1999).CR = IC/CA
  9. 9. 9Tabela 2 – Valores de consistência aleatória (CA) em função da ordem da matriz (modificadode PAMPLONA, 1999). n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 CA 0 0 0,58 0,9 1,12 1,24 1,32 1,41 1,45 1,49 1,51Figura 4 – Exemplo da estruturação da matriz de decisão AHP para o processo deescorregamentos em encostas naturais.Os valores obtidos no vetor prioritário correspondem aos pesos atribuídos aos indicadores deperigo e suas classes de atributos. O Índice de Perigo (IP) foi obtido por meio da ponderaçãodos valores dos indicadores de perigo e suas respectivas classes, conforme equação indicadano item 2.2.3.Ressalta-se que a obtenção classificação geral do perigo, não utilizou o Método AHP e sim amédia aritmética e o desvio padrão dos resultados obtidos.  Quarta Etapa: Trabalhos de campoOs trabalhos de campo se desenvolveram da mesma forma que nos mapeamentos de riscorealizados pelo IG-SMA, identificando a tipologia dos processos associados aescorregamentos, os indicadores de perigo e as feições de instabilidade. A planilha dos dadosde entrada, que corresponde a ficha de campo, foi preenchida conforme as observações emcampo. Os setores de perigo foram traçados nas imagens em papel e posteriormente passadospara o formato digital.No zoneamento do perigo, a delimitação dos setores em campo foi realizada com base nosseguintes critérios:
  10. 10. 10  pré-setorização a uma distância que possibilitasse a visão geral do cenário de risco, observando o relevo e a forma de ocupação da área a ser mapeada. Nesta etapa foram considerados: a posição da ocupação em relação a encosta (topo, meia-encosta e base, com possibilidades de queda; queda ou atingimento e atingimento, respectivamente), forma do perfil da encosta (retilínea, convexo, côncavo, côncavo- convexo), identificação da tipologia dos processos esperados e a delimitação da área possível de ser afetada pelo processo;  setorização em escala de detalhe, verificando as observações realizadas à distância, identificando os indicadores de perigo e as feições de instabilidade no setor.Ressalta-se que no zoneamento são delimitados setores com moradias numa situação deperigo semelhante, ocorrendo dessa forma, a homogeneização dessas condições de perigopara aquele setor. Portanto, não é aconselhável delimitar setores extensos, evitandogeneralizações.Os dados utilizados no preenchimento da ficha de campo representam a situação mais críticade perigo a escorregamentos observados no setor.A forma de preenchimento da ficha de campo pode se realizada diretamente na planilha Excel(por meio de um palmtop) ou na planilha impressa em papel.Concluído o levantamento de campo, os dados obtidos foram aplicados na planilha deindicadores de perigo.3. ÁREA DE ESTUDOA área definida para a aplicação da metodologia de mapeamento (zoneamento) de perigo coma utilização do Método AHP foi o município de São Sebastião (SP).O Litoral Norte do Estado é uma das regiões onde o Instituto Geológico-SMA tem considerávelatuação. Desenvolveu trabalhos, tais como: atendimentos aos Planos Preventivos de DefesaCivil (PPDC); “Carta de Risco a Movimentos de Massa e Inundação” (SMA, 1996); diversoslaudos para o Ministério Público; projeto em áreas de mineração de saibro (caixas deempréstimo), onde foi realizado o mapeamento de risco no entorno das áreas de mineração(projeto FAPESP); “Mapeamento de Áreas de Risco a Escorregamentos e Inundações” (SMA,2005), entre outros.Os escorregamentos ocorridos nas encostas urbanas do município de São Sebastião, assimcomo na região do Litoral Norte, estão relacionados a taludes de cortes e aterros lançados,configurando-se em escorregamentos que mobilizam pouco volume de material. No entanto,são volumes suficientes para causar danos às pessoas e bens.No universo de 19 áreas mapeadas pelo IG-SMA neste município, foram selecionadas 6 áreaspara realizar o mapeamento com a aplicação do Método AHP. Essas áreas são representativasdos processos de escorregamentos descritos na classificação adotada (Augusto Filho, 1992) ecorrespondem a 21 setores de perigo identificados e mapeados. A definição destas áreastambém foi norteada pelas recomendações da “Carta de Risco a Movimentos de Massa eInundação” (SMA, 1996).
  11. 11. 11Figura 5: Localização e distribuição das 6 áreas de risco no município de São Sebastião, SP.Em destaque a área de Toque-toque pequeno.4. RESULTADOS 4.1. Matriz AHPA Tabela 3 apresenta os pesos dos indicadores do perigo e suas respectivas classes deatributos. Os pesos representam os resultados, em ordem decrescente de importância, obtidosna comparação par a par utilizando o Método AHP. 4.2. Análise do PerigoO Índice de Perigo (IP) para cada processo de escorregamento analisado dentro de umdeterminado setor de perigo, foi calculado conforme a equação do IP indicada anteriormente,por meio dos pesos dos indicadores de perigo e das suas respectivas classes de atributos.Esses pesos foram obtidos no vetor prioritário, na matriz de decisão AHP, conformeestruturação mostrada na Figura 4.Em seguida foi calculado o grau de perigo utilizando como critério a média aritmética acrescidaou diminuída da metade do desvio padrão ( ± ½ Δ), obtendo-se dessa forma, os resultadosapresentados na Tabela 4 apresentada abaixo. Esses intervalos foram definidos por meio dos40 valores dos Índices de Perigo, os quais resultaram dos tipos de processos identificados nos21 setores de perigo.
  12. 12. 12Tabela 4 – Resultados obtidos para a Classificação do Perigo. Análise do Perigo a Escorregamentos Índice de Perigo (IP) Grau de Perigo IP < 25,68 BAIXO 25,68 ≤ IP ≤ 37,41 MÉDIO IP > 37,41 ALTO Presença de feições de instabilidade MUITO ALTO significativasA Tabela 5 a seguir, correspondente a classificação geral do perigo com a aplicação do AHP,adaptada aos critérios definidos na metodologia de mapeamento adotada pelo Ministério dasCidades.Tabela 5– Critérios para a classificação do perigo com a aplicação do AHP.PERIGO IP DESCRIÇÃO Os condicionantes geológicos- geotécnicos predisponentes (declividade, tipo de terreno, etc) e o nível de intervalo no setor são de baixa potencialidade para o desenvolvimento de processos de escorregamentos. Não há indícios de P1 IP < 25,68 desenvolvimento de processos de instabilização de encostas. Os registros de eventos se ocorreram são raros. É a condição menos crítica. Mantidas as Baixo condições existentes, são muitos reduzidas as possibilidades de ocorrência de eventos destrutivos no período de 1 ano. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são média potencialidade para o desenvolvimento de processos de escorregamentos. Observa-se a presença de algumas evidências de instabilidade, porém incipientes. Processo de P2 25,68 ≤ IP ≤ 37,41 instabilização em estágio inicial de desenvolvimento. Os registros de eventosMédio nos últimos anos são mais comuns. Mantidas as condições existentes, são médias as possibilidades de ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período de 1 ano. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são de alta potencialidade para o desenvolvimento de processos de escorregamentos. Observa-se a presença de significativas evidências de instabilidade (trincas no solo, degraus de abatimento P3 IP > 37,41 em taludes, marcas de água em paredes e muros, etc.) Processo de instabilização em pleno desenvolvimento, ainda sendo possível monitorar a Alto evolução do processo. Mantidas as condições existentes, é perfeitamente possível a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período de 1 ano. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são de muito alta potencialidade para o desenvolvimento de processos de escorregamentos. As evidências de Presença de instabilidade (trincas no solo, degraus de abatimento em taludes, trincas em P4 moradias ou em muros de contenção, árvores ou postes inclinados, cicatrizes feições de Muito de escorregamento, etc) são expressivas e estão presentes em grande número instabilidade ou magnitude. Processo de instabilização em avançado estágio de Alto significativas desenvolvimento. É a condição mais crítica, necessitando de intervenção imediata devido ao seu elevado estágio de desenvolvimento. Mantidas as condições existentes, é muito provável a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período de 1 ano.
  13. 13. 13 4.3. Comparação dos setores de risco e perigo resultantes dos mapeamentos.Das 06 áreas mapeadas representando 21 setores de perigo, será apresentada, nestetrabalho, apenas uma área como exemplo de aplicação do Método AHP.Ressalta-se que cada setor pode ser avaliado em mais de um processo de escorregamento e ograu de perigo final adotado foi o de maior relevância.Os dados de perigo caracterizados nas fichas de campo do mapeamento de risco do IG-SMAnão diferem dos dados de entrada do mapeamento aplicando o AHP. Entretanto, de modogeral, a forma de setorização das áreas difere nos dois mapeamentos. Esta diferenciaçãoocorre devido a necessidade da definição de critérios para a delimitação dos setores, conformeapontado no item “trabalhos de campo”.A seguir será apresentada a análise de perigo obtida por meio do Método AHP e domapeamento de risco do IG-SMA, descrita para a área de Toque-toque Pequeno.  Área de Toque-toque PequenoA área de Toque-toque pequeno é composta por três setores de perigo, os quais foramdelimitados de forma semelhante, no mapeamento do IG-SMA e na aplicação do Método AHP.As Figuras 6 e 7 indicam os resultados do mapeamento com a aplicação do AHP e do IG-SMA,respectivamente.Figura 6 – Zoneamento de perigo na área de Toque-toque pequeno.
  14. 14. 14Figura 7 – Zoneamento de risco realizado pelo IG-SMA na área de Toque-toque pequeno.Os dados levantados em campo mostram que os três setores diferem principalmente naamplitude da encosta. Os setores 1 e 2 situam-se em amplitudes acima de 35 metros e o setor3 em amplitude de aproximadamente 15 metros.Nos setores 1 e 2 foram caracterizados dois processos de escorregamentos: em encostanatural e em taludes de cortes. No setor 3, além dos processos citados anteriormente, foicaracterizado processo de escorregamento em talude de aterro.Outro fator condicionante que contribuiu para a diferenciação do grau de risco foi o tipo dematerial que compõe a encosta. No setor 1 ocorre principalmente solo residual e nos setores 2e 3 ocorrem depósitos naturais, denominados colúvios. Nestes depósitos foi observada apresença de matacões dispersos no solo, mas numa posição de equilíbrio, geralmentelocalizados em áreas de declividade pouco acentuada (Figura 8b), portanto não foi identificadapossibilidade de rolamento de blocos.Observa-se, na Tabela 3 para o indicador “tipo de material”, que o peso (importância) é maiorpara a classe dos depósitos naturais, nos processos de escorregamentos em encostas naturaise em taludes de corte; rolamento/desplacamento de blocos.A Figura 8 mostra a seqüência de fotos referentes aos setores mapeados.
  15. 15. 15 (a) (b) (c) (d)Figura 8 – (a) Setor 1: moradia situada em encosta com declividade alta; (b) Setor 2: matacõesdispersos em encosta com declividade pouco acentuada; (c) Setor 3:com amplitude menor que osdemais setores, com execução de cortes e aterros; (d) a área tracejada em laranja indica ossetores 1 e 2, com amplitude alta, situados na meia encosta (Fotos: acervo IG-SMA).A Tabela 6 indica os setores mapeados na área de Toque- toque pequeno com seus graus deperigo e risco.Tabela 6 – Resultados dos setores dos mapeamentos de risco e perigo para a área de Toque-toque pequeno. ÁREA 2 – TOQUE-TOQUE PEQUENO Mapeamento de risco IG-SMA Setor Processo adverso Grau de risco nº de moradias ameaçadas S1 Escorregamento em solo R2 - Médio 12 Escorregamento em solo e rolamento S2 R2 - Médio 20 de blocos rochosos S3 Escorregamento em solo R2 - Médio 11 Mapeamento de perigo aplicando o Método AHP Análise de Perigo Feições de Setor Encosta Processo n° moradias Instab.. IP Grau A2_S1 Natural Esc.solo raso não 38,75 Alto 12 A2_S1 Corte Esc. solo.rocha não 30,99 Médio A2_S2 Natural Esc .solo.raso não 38,75 Alto 20 A2_S2 Corte Esc solo/rocha não 31,66 Médio A2_S3 Natural Esc. solo raso não 11,90 Baixo A2_S3 Corte Esc. solo/rocha não 20,03 Baixo 11 A2_S3 Aterro Escorregamento não 15,87 Baixo  A marcação hachurada representa o grau de perigo final.
  16. 16. 16De acordo com a Tabela 6, no mapeamento do IG-SMA os três setores foram classificadoscom o mesmo grau de risco, ou seja, risco médio. Entretanto, no mapeamento com a aplicaçãodo AHP, dois setores foram diferenciados e classificados com grau de perigo alto paraprocessos de escorregamentos em encosta natural e outro com grau de perigo baixo para trêsprocessos de escorregamentos: encosta natural, taludes de corte e de aterro.5. CONCLUSÕESEste trabalho contribuiu para uma melhor definição do grau de perigo nos mapeamentosassociados a escorregamentos em encostas urbanas. O grau de perigo foi definido com baseem análises qualitativas, minimizando a subjetividade, tornando a classificação do perigo maisobjetiva e consistente.O método multicritério do Processo de Análise Hierárquica (AHP), aplicado no aprimoramentoda metodologia de mapeamento de risco adotada pelo Ministério das Cidades, proporcionou aconstatação de duas importantes características: a flexibilidade e a possibilidade de verificaçãoda consistência dos julgamentos adotados na análise. Esta verificação da consistência dosdados, ou seja, a análise de sensibilidade promove aos técnicos envolvidos uma maiorpercepção do julgamento qualitativo dos processos de perigo, aumentando o nível de confiançana tomada de decisão, minimizando dessa forma, a subjetividade.A flexibilidade está associada a facilidade com que se pode adaptar novas estruturações damatriz de decisão, dependendo dos processos e critérios de risco e perigo a serem analisados.Dessa forma, este método pode ser aplicado, de forma homogênea, em diferentes cenários deperigo.A estruturação da análise do perigo em planilhas utilizando o programa Microsoft Excel tornouo método mais prático, de fácil compreensão, promovendo uma visualização mais clara dacontribuição dos processos associados a escorregamentos na análise do perigo.Com base nos resultados, será possível definir de forma otimizada as ações necessárias paraa gestão dos riscos/perigos identificados nos mapeamentos. Esses resultados irão contribuir,de forma mais precisa, para a realização de medidas de prevenção ao perigo nas áreasprioritárias, classificadas com grau de perigo alto e muito alto.Verificou-se, também, a importância em se aplicar critérios previamente definidos de modo aobter uniformização na delimitação dos setores de perigo.6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABREU, L. M. de; GRANEMANN, S. R.; GARTNER, I.; BERNARDES, R. S. Escolha de um programa de controle da qualidade da água para consumo humano: aplicação do método AHP. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 4, n. 2, pp. 257 - 262. 2000.ASAHI, T.; TURO, D.; SHNEIDERMAN, B. Visual decision-making: Using tree maps for the Analytic Hierarchy Process. University of Maryland, Maryland. 1994. Disponível em: <http://sigchi.org/chi95/Electronic/documnts/videos/ta_bdy.htm>. Acesso em: 21 nov. 2008.AUGUSTO FILHO, O. Caracterização geológico-geotécnica voltada à estabilização de encostas: uma proposta metodológica. In: CONFERÊNCIA BRASILEIRA SOBRE ESTABILIDADE DE ENCOSTAS, 1, 1992, Rio de Janeiro. Anais.. Rio de Janeiro: ABMS/ABGE. p. 721-733. 1992.
  17. 17. 17BARBAROSOGLU, G.and PINHAS, D. Capital rationing in the public sector using the analytic hierarchy process. 1995. Disponível em: <http://bw- www.ie.uryukyu.ac.jp/~j94033/study/finalpeper2.html>. Acesso em: 07 abr.2008.CANIL, K.; MACEDO, E.S.; GRAMANI, M.F.; ALMEIDA FILHO, G.S.; YOSHIKAWA, N.K.; MIRANDOLA, F.A; VIEIRA, B.C.; BAIDA, L.M.A.; AUGUSTO FILHO, O; SHINOHARA, E.J. Mapeamento de risco em assentamentos precários nas zonas sul e parte da oeste no município de São Paulo (SP). In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA GEOTÉCNICA E GEOAMBIENTAL, 5, São Carlos. Anais... São Paulo: ABGE, 2004, p.193-204. 2004.CARVALHO, C. S. Gerenciamento de Riscos Geotécnicos em encostas urbanas: uma proposta baseada na análise de decisão. Tese de Doutorado em Engenharia. Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, 192 p. 1996.CERRI, L.E.S. Riscos geológicos associados a escorregamentos: uma proposta para a prevenção de acidentes. Tese (Doutorado em Geociências) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. 197 p. 1993.CERRI, L. E. S. Mapeamento de Riscos nos Municípios. In: BRASIL. CARVALHO, C. S. e GALVÃO, T. (orgs.). Prevenção de Riscos de Deslizamentos em Encostas: Guia para Elaboração de Políticas Municipais. Brasília: Ministério das Cidades; Cities Alliance, p. 46-55. 2006.CERRI, L. E. S.;NOGUEIRA, F. R.; CARVALHO, C. S.; MACEDO E. S.; AUGUSTO FILHO, O. Mapeamento de Risco em assentamentos precários no município de São Paulo (SP). São Paulo, UNESP, Geociências, v. 26, n. 2, p. 143-150. 2007.CERRI, L.E.S.; ZAINE, J.E.; SILVA, V.C.R.; SILVA, L.C.R.; NÉRI, A.C.; BARBOSA, T.T.A.; PAULA, J.P.L. de, SCARANCE, M.R.A.P.; SILVA, D.M.B. Mapeamento de risco em áreas de ocupação precária nas zonas norte, leste e oeste do município de São Paulo (SP). In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA GEOTÉCNICA E GEOAMBIENTAL, 5, 2004, São Carlos. Anais... São Carlos: ABGE, 2004, p.115-122. 2004.CRUDEN, D.M. Suggested nomenclature for landslides. Bulletin of the International Association of Engineering Geology, n° 41, p.13-16. 1990.FINNIE, G.R.; WITTIG, G.E. An Intelligent Web Tool for Collection of Comparative Survey Data. School of Information Technology Bond University, Austrália. 1999. Disponível em: http://www.it.bond.edu.au/publications/99TR/99-10.PDF. Acesso em: 21 nov. 2008.FUNDUNESP_ Fundação para o Desenvolvimento da UNESP. Mapeamento de risco associado a áreas de encosta e margens de córregos nas favelas do município de São Paulo. Relatório Final. UNESP/IGCE/DGA, Rio Claro. 78p. 2003.JANSEN, L. K. C.; SHIMIZO, T.; JANSEN, J. U. Uma análise de investimentos considerando fatores intangíveis. XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Florianópolis (SC). 2004. Disponível em: http://www.producaoonline.inf.br/artigos/PDF/Enegep0304_0389.pdf. Acesso em: 20 nov. 2008.KIM, S. C. Statistical Issues in Combining Expert Opinions for Analytic Hierarchy Process. Soongsil University, Coréia. 1999. Disponível em: http://www.stat.fi/isi99/proceedings/arkisto/varasto/kim_0217.pdf. Acesso em: 07 abr. 2008.
  18. 18. 18MACEDO, E. S. Elaboração de cadastro de risco iminente relacionado a escorregamentos: avaliação considerando experiência profissional, formação acadêmica e subjetividade. Tese de Doutorado em Geociências e Meio Ambiente. Universidade Estadual Paulista, UNESP, Rio Claro. 276 p. 2001.MACEDO, E.S.; CANIL, K.; GRAMANI, M.F.; ALMEIDA FILHO, G.S.; YOSHIKAWA, N.K.; MIRANDOLA, F.A; VIEIRA, B.C.; BAIDA, L.M.A.; AUGUSTO FILHO, O; SHINOHARA, E.J. 2004. Mapeamento de áreas de risco de escorregamentos e solapamento de margens no município de São Paulo - SP: o exemplo da Favela Serra Pelada, Subprefeitura Butantã. In: Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais, 1, Florianópolis. Anais...Florianópolis: GEDN/UFSC, 2004a, p. 59-72, CD-ROM. 2004.MARCHIORI-FARIA, D.G.; FERREIRA, C.J.; ROSSINI-PENTEADO, D.; FERNANDES DA- SILVA, P.C.; CRIPPS J.C. Mapeamento de áreas de risco a escorregamentos e inundações em áreas habitacionais de Diadema (SP). In: CONGR. BRAS. GEOLOGIA DE ENGENHARIA E AMBIENTAL, 11, Florianópolis (SC), 2005. Anais (ISBN 85-7270- 017-X)... ABGE, CD-ROM: p. 892-907.2005.NOGUEIRA, F. R. Gestão dos Riscos nos Municípios. In: BRASIL. CARVALHO, C. S. e GALVÃO, T. (orgs.). Prevenção de Riscos de Deslizamentos em Encostas: Guia para Elaboração de Políticas Municipais. Brasília: Ministério das Cidades; Cities Alliance, p. 26-45. 2006.PAMPLONA, E. de O. Avaliação qualitativa de cost drivers pelo método AHP. Escola Federal de Engenharia de Itajubá, Itajubá. 1999. Disponível em: http://www.iem.efei.br/edson/download/Artavalahp.pdf .Acesso em: 20 nov. 2009.SAATY, T.L. How to make a decision: The analytic hierarchy process. European Journal of Operational Research, Amsterdam, v.48, p.9-26, 1990.SANTORO, J.; ROSSINI-PENTEADO, D.; VEDOVELLO. Hierarquização das situações de riscos associados a escorregamentos e inundações no município de Rio Grande da Serra, SP: subsídios para o planejamento de ações preventivas e emergenciais. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, 11, Florianópolis – SC, 2005. Anais (ISBN 85-7270-017-X). ABGE, CD-ROM: p. 866-878. 2005.SCHMIDT, A. M. A. Processo de apoio à tomada de decisão - Abordagens: AHP e MACBETH. Dissertação (Mestrado). UFSC, Florianópolis. 1995. Disponível em: http:// www.eps.ufsc.br/disserta/engait95.html Acesso em: 20 nov. 2008.SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE (SMA) – Instituto Geológico (IG) - Carta de Risco a Movimentos de Massa e Inundação do Município de São Sebastião, SP. São Paulo. Relatório e Anexos (15 mapas), 77 p. 1996.SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE (SMA) – Instituto Geológico (IG) - Mapeamento de Risco a escorregamentos e inundação do município de São Sebastião, SP. São Paulo. Relatório e Anexos, 302 p. 2005.SHIAU, Y.; TSAI, T.; WANG, W.; HUANG, M. Use questionnaire and AHP techniques to develop subcontractor selection system. Chung Hua University. 2002. Disponível em: http://fire.nist.gov/bfrlpubs/build02/P DF/b02143.pdf. Acesso em: 20 nov. 2008.TEKNOMO, K. Analytic Hierarchy Process (AHP) Tutorial. 2006. Disponível em: http://people.revoledu.com/kardi/tutorial/ahp/. Acesso em: 20/08/2009.TOMA, T.; ASHARIF, M. R. 2003.AHP coefficients optimization technique based on GA. Department of Information Engineering of University of Ryukyus, Japão. 2003.
  19. 19. 19 Disponível em: http://bw-www.ie.u-ryukyu.ac.jp/~j94033/study/finalpaper2.html. Acesso em: 20 nov.2008.UNDRO – UNITED NATIONS DISASTER RELIEF OFFICE - UNDRO’s approach to disaster mitigation. UNDRO News, jan.-febr. 1991. Geneva: Office of the United Nations Disasters Relief Coordinator. 20 p. 1991.VARNES, D. J. Landslide hazard zonation: a review of principles and practice. UNESCO. Paris. 63 p. 1984.
  20. 20. 20Tabela 3 – Planilha geral dos pesos dos indicadores de perigo e suas respectivas classes de atributos, obtidos por meio da Matriz de Decisão AHP. PESOSENCOSTA PROCESSO CLASSES ATRIBUTOS (%) Amplitude 9,93 AMPLITUDE PESOS DECLIVIDADE PESOS USO/COBERT. PESOS N.A. PESOS ÁGUA SUPERF. PESOS MATERIAL PESOS Declividade 33,52 (A1) ≤10 m 6,69% (D1) ≤17˚ 6,69% (U1) Arbórea 3,72% (NA1) N.O. 10,00% (AS1) Conc. baixa 4,48% (M1) S.Res. 12,50% Uso/cobertura 20,01 (A2) 10<A≤20 22,00% (D2) 17°<D≤30˚ 22,00% (U2) Arbustiva 6,70% (NA2) Surg. 90,00% (AS2) Conc. média 9,85% (M2) Dep. Nat. 87,50% Esc. SoloNATURAL N.A. 17,90 (A3) >20 m 71,32% (D3) >30° 71,32% (U3) Campo 14,22% (AS3) Conc. alta 24,09% Raso Água Superf. 10,77 (U4) Urbana 21,16% (AS4) L. Drenagem 61,57% Material 5,21 (U5) Solo exp. 54,20% Estrutura Geol. 2,66 Amplitude 10,37 (A1) ≤2 m 5,69% (D1) ≤17˚ 4,35% (U1) Arbórea 3,72% (NA1) N.O. 10,00% (AS1) Conc. baixa 4,48% (M1) S. Re. 5,55% Declividade 23,53 (A2) 2<A≤5 12,19% (D2) 17˚<D≤30˚ 12,37% (U2) Arbustiva 6,70% (NA2) Surg. 90,00% (AS2) Conc. média 9,85% (M2) Dep. Nat. 54,46% Uso/cobertura 10,86 (A3) 5<A≤10 26,33% (D3) 30<D≤45˚ 27,09% (U3) Campo 14,22% (AS3) Conc. alta 24,09% (M3) Rocha Alt. 22,92% CORTE Esc. Solo N.A. 20,57 (A4) >10 m 55,79% (D4) D>45˚ 56,19% (U4)Urbana 21,16% (AS4) L. Drenagem 61,57% (M4) Rocha Sã 17,08% Água Superf. 12,00 (U5) Solo exp. 54,20% Material 13,59 Estrutura Geol. 9,07 Amplitude 2,97 (A1) ≤10 m 6,69% (D1) ≤17˚ 4,35% (U1) Arbórea 3,72% (NA1) N.O. 10,00% (AS1) Conc. baixa 4,48% (M1) S. Res. 5,55% Declividade 10,18 (A2) 10<A≤20 22,00% (D2) 17˚<D≤30˚ 12,37% (U2) Arbustiva 6,70% (NA2) Surg. 90,00% (AS2) Conc. média 9,85% (M2) Dep. Nat. 54,46% Uso/cobertura 3,02 (A3) >20 m 71,32% (D3) 30<D≤45˚ 27,09% (U3) Campo 14,22% (AS3) Conc. alta 24,09% (M3) Rocha Alt. 22,92% N.A. 4,81 (D4) D>45˚ 56,19% (U4) Urbana 21,16% (AS4) L. Drenagem 61,57% (M4) Rocha Sã 17,08% Rolamento Água Superf. 12,68 (U5) Solo exp. 54,20% BLOCO Desplaca- Material 5,10ROCHOSO mento Estrutura Geol. 24,01 Contato 10,03 Plano Basal 7,02 Forma Geom. 11,53 Área Contato 8,63 Amplitude 9,51 (A1) ≤2 m 5,69% (D1) ≤17˚ 6,69% (U1) Arbórea 3,72% (NA1) N.O. 10,00% (AS1) Conc. baixa 4,48% (M1) Solo 5,98% Declividade 12,07 (A2) 2<A≤5 m 12,19% (D2) 17˚<D≤30˚ 22,00% (U2) Arbustiva 6,70% (NA2) Surg. 90,00% (AS2) Conc. média 9,85% (M2) Lixo/ent. 65,83% Escorrega- Uso/cobertura 9,29 (A3) 5<A≤10 26,33% (D3) D>30˚ 71,32% (U3) Campo 14,22% (AS3) Conc. alta 24,09% (M3) Misto 28,19% ATERRO mento N.A. 22,32 (A4) >10 m 55,79% (U4) Urbana 21,16% (AS4) L. Drenagem 61,57% Água Superf. 18,69 (U5) Solo exp. 54,20% Material 28,12 No (uso/cobertura) – campo = campo, vegetação rasteira, cultura; solo exp. = solo exposto. (N.A.) – N. O. = não observado; Surg. = Surgência. (água superficial) – Conc. = concentração; L. Drenagem = linha de drenagem. (Material) - S. Res. = solo residual; Dep. Nat. = depósitos naturais (colúvio/tálus); Lixo/ent. = lixo/entulho.
  21. 21. 21 Continuação da Tabela 3ENCOSTA PROCESSO ATRIBUTOS ÂNG. DO FORMA ÁREA DE ESTR. GEOLÓGICA PESOS CONTATO PESOS PLANO BASAL PESOS GEOMÉTRICA PESOS CONTATO PESOS FEIÇÕES DE INSTAB. ESC.SOLO (NC) Não Obs. 7,14% (FI1) Sulcos erosivosNATURAL RASO (E1) Favor. à estab. 18,04% (FI2)Trincas/degraus (E2) Desfav.à estab. 74,82% (FI3) Cicatrizes (NC) Não Obs. 7,14% (E1) Favor. à estab. 18,04% CORTE ESC.SOLO (E2) Desfav.à estab. 74,82% (C1) Rocha/rocha (AC1) Área (NC) Não Obs. (B1) 0<P≤15° (F1) Lasca 10,00% 6,69% liso 6,41% 6,69% 6,69% Maior (C2) Rocha/rocha (AC2) Área ROLAMENTO (E1) 1 família de fraturas (B2) 15°<P≤35° (F2) Laje 90,00% BLOCO 22,00% preenchido 28,95% 22,00% 22,00% menor DESPLACA- (F3) Arred. ouROCHOSO (E2) 2 famílias de fraturas (C3) Rocha/solo (B3) >35° MENTO 71,32% 64,63% 71,32% cúbico 71,32% ESCORREGAATERRO -MENTO  (Estrutura Geológica) – Favor. à estab. = favorável à estabilidade; Desfav. à estab. = desfavorável à estabilidade.

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