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Campinas: primórdios daformação territorial
A população original do bairro rural do Mato Grosso compunha-sede paulistas (mestiços de índios e europeus) e sertanejos d...
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Na Vila de São Carlos, cresce                                                                                  progressiva...
Na origem da malha urbana, as áreasconhecidas como “campinas velhas” e“bairro de santa cruz” , localizadas nasproximidades...
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Marcos de transformação:implantação e desenvolvimento daeconomia cafeeira (1830/1930)
Evolução da População Escrava                                     Campinas, 1836-1886                14.000               ...
Da porção rural da Vila (1797) e da cidade (1842) origina-se a acumulação de riquezas do município, gerada com base nem re...
Na porção urbana, crescem as atividades e as modalidades de trabalho que também se fundamentam, em largas proporções, emre...
Com a chegada da ferrovia, em 1872, as dinâmicas de produção, comércio e serviços se intensificam, assumindo Campinas o pa...
Na aceleração do desenvolvimento rural e urbano da Província, o mundo paulista promove a imigração em massa: 70 grupos étn...
No início do século XX, com uma malha urbana cada mais mais complexa e diversa, trabalhadores das mais variadas etnias epr...
Uma sociedade de origens étnicas diversas compõe o cenário da cidade, e em meio a ela, um grande contingente de origem neg...
Cleber Maciel da Silva (1987): a partir dosregistros de imprensa, a população negraentre as décadas de 1880 e 1920, adepen...
Flor da Mocidade: entre as décadas de 1880 e1920 Filhas de Averno: 1888 a 1895 Sociedade Beneficente Luiz Gama: fundada em...
“Salta aos olhos no noticiário a representatividade numérica das festas dançantes –classificadas ali nas categorias festas...
“Campinas é objeto de inúmeros relatos de casos concretos de atitudes racistas, perpetradas em seus estabelecimentoscomerc...
Marcos de transformaçãourbana: nova dinâmica dedesenvolvimento industrial ede serviços
Reconfigurações sociais no espaço urbano a partir das décadas de 1950 e 1960
Irene Barbosa (1983): presença nas décadas de 1960/1970 de uma elite (assim classificada pelos integrantes) queconta com p...
Exposição “CampinasVertical”. EmbrapaMonitoramentoSatélite/CMU Unicamp,2011
Em meio às novas frentes de acumulação : a região centralvive mudanças, deslocamentos e ocultamentos
Ocultamentos,resigificações...
Ocultamentos,resigificações...
Lugar!
A presença negra e o patrimônio cultural negro na cidade de campinas   mirza pellicciotta
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Apresentação para o evento Sou África. Casa de Cultura Roseira/ Campinas, 15/11/2011

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  1. 1. III SOU ÁFRICA EM TODOS OS SENTIDOS SOU EU ...ORGULHO DE ZUMBI Palestras, Oficinas, Rodas de Conversa - Exposição, Pratos típicos, Fomento e Difusão da Cultura NegraA presença negra e o patrimônio cultural negro na cidade de Campinas Mirza Pellicciotta Historiadora, Coordenadora de Turismo da Secretaria de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo Campinas, 15/11/2011
  2. 2. Campinas: primórdios daformação territorial
  3. 3. A população original do bairro rural do Mato Grosso compunha-sede paulistas (mestiços de índios e europeus) e sertanejos deregiões diversas da capitania, que no curso do século XVIII sefixaram nas proximidades da Estrada dos Goiases paradesempenhar atividades de abastecimento.
  4. 4. Marcos de transformação: implantação e desenvolvimento da economia açucareira (1770/1830)As populações africanas começam a chegar aoterritório campineiro com as lavoras de cana deaçúcar nas últimas décadas do século XVIII,período em que o bairro rural transforma-se emFreguesia e em seguida, numa Vila.
  5. 5. Na Vila de São Carlos, cresce progressivamente o número de escravos: 1775: 18,3% (cerca de 50 escravos entre 247 pessoas) 1797: por volta de 29% (700 escravos entre 2107 pessoas) 1814: 33,8% 1829: 56,2%Procedentes de diferentes regiões africanas, a região registra uma importante heterogeneidade cultural, apesarde prevalescer os povos bantu (Robert Slanes). Por outro lado, os escravos não se mantém concentrados numamesma propriedade: um quarto das fazendas contava com menos de 20 cativos, metade delas menos de 50 e87% menos de 100 (Slenes, 1999, p57).
  6. 6. Na origem da malha urbana, as áreasconhecidas como “campinas velhas” e“bairro de santa cruz” , localizadas nasproximidades dos pousos, reúnem o maiorcontingente de trabalhadores livres eescravos)
  7. 7. Nos desenhos de Miguel Dutra, de meados do século XIX, identificamos as marcas de uma malha urbana que cresce em meio àslavouras extensivas. Uma população mestiça, ocupada em atividades de comércio e serviços, faz crescer lentamente a Vila de SãoCarlos (1797) e a cidade de Campinas (1842)
  8. 8. Marcos de transformação:implantação e desenvolvimento daeconomia cafeeira (1830/1930)
  9. 9. Evolução da População Escrava Campinas, 1836-1886 14.000 12.000 10.000 População 8.000 6.000 4.000 2.000 0 1836 1854 1874 1886 AnosGráfico 1: Evolução da população escrava. Município de Campinas 1836-1886Fonte: Elaborado a partir de Camargo, 1981: 68 A economia cafeeira sacramenta o trabalho escravo e promove a fixação de uma população negra nas áreas rural e urbana do município. Em meados do século XIX, etnias africanas compõem a maior parte da população de Campinas.
  10. 10. Da porção rural da Vila (1797) e da cidade (1842) origina-se a acumulação de riquezas do município, gerada com base nem relações deescravidão.
  11. 11. Na porção urbana, crescem as atividades e as modalidades de trabalho que também se fundamentam, em largas proporções, emrelações de escravidão
  12. 12. Com a chegada da ferrovia, em 1872, as dinâmicas de produção, comércio e serviços se intensificam, assumindo Campinas o papel deentroncamento ferroviário dos sertões paulistas.
  13. 13. Na aceleração do desenvolvimento rural e urbano da Província, o mundo paulista promove a imigração em massa: 70 grupos étnicospassam por Campinas rumo às lavouras e novas cidades entre as décadas de 1870 e 1930 . Mas neste mesmo período – em que apopulação de Campinas aumenta quase 4 vezes - a população de cor não apresenta crescimento proporcional respondendoem boa medida à política oficial de reduzir o contingente de população negra no interior do Brasil.
  14. 14. No início do século XX, com uma malha urbana cada mais mais complexa e diversa, trabalhadores das mais variadas etnias eprocedências disputam espaço em busca de sobrevivência.
  15. 15. Uma sociedade de origens étnicas diversas compõe o cenário da cidade, e em meio a ela, um grande contingente de origem negracumpre papel estrutural, destacando-se nas mais variadas modalidades de trabalho, cultura, educação, especialização.
  16. 16. Cleber Maciel da Silva (1987): a partir dosregistros de imprensa, a população negraentre as décadas de 1880 e 1920, adepender dos recursos econômicos, achava-se representada como "homens de cor","brasileiros negros", "mulatos", "pardos“,"mestiços”, "pretos" e "pretas".
  17. 17. Flor da Mocidade: entre as décadas de 1880 e1920 Filhas de Averno: 1888 a 1895 Sociedade Beneficente Luiz Gama: fundada em 1888, resiste pela décade de 1890 Sociedade 13 de Maio: fundada em 1888, resiste pela décade de 1890 Violeta: 1895 Estrela do Oeste: 1895 Sociedade Beneficente Isabel a Redentora: a partir de 1899 Sociedade Dançante Familiar União da Juventude: a partir de 1901 “Club União”: 1920 Federação Paulista dos Homens de Cor: 1902 Centro Recreativo Dramático Familiar 13 de Maio: 1909/1919 Liga Humanitária dos Homens de Cor: 1915 Sociedade Cívica Homens de Cor: 1915 Grêmio Recreativo Dançante Estrela Celeste: 1916 e 1917 Estrela do Norte. Existiu em 1916 e 1917. Clube Recreativo 28 de setembro: 1916 e 1917. Grêmio Recreativo Dançante Familiar José do Patrocínio: 1917 Liga Protetora dos Homens de Cor: 1917 a 1923. Associação Protetora dos Brasileiros Pretos: 1918 a 1928 Grêmio Dramático Luiz Gama. 1919 a 1923. Excêntricos: 1919. Sofreu violenta perseguição e violência da polícia. Centro Cívico dos Homens de Cor. 1922. Sociedade Campineira dos Homens de Cor: 1922. Associação Campineira dos Homens de Cor: 1923 Centro Cívico Palmares: 1926Jornais: O Bandeirante (1910), O Menelick (1916), jornal Hífen (1915),Getulino
  18. 18. “Salta aos olhos no noticiário a representatividade numérica das festas dançantes –classificadas ali nas categorias festas, saraus e bailes –, as quais, segundo asnotícias, realizavam-se semanalmente (saraus dançantes), ou mensalmente, ou emdatas e quadras comemorativas (Carnaval, Dia do Trabalhador, Dia da Abolição, Dia"da Mãe", Quadra Junina, Natal, Ano Novo, Aniversário do Clube etc.). Essasreuniões festivas tinham lugar nos salões e eram patrocinadas por dois grandesclubes negros campineiros: o Clube Nove de Julho e o Elo Clube, e reuniam a"melhor sociedade campineira". Elas contavam ainda, muitas vezes, com aparticipação (sempre noticiada) de "caravanas" vindas de outras cidades do "interiorpaulista" – organizadas por representantes de entidades, clubes e jornais da gentenegra de cada uma delas – e também da gente da capital que desfrutava, naocasião, de uma temporada na "Princesa do Oeste", designativo elogioso usadopara a cidade de Campinas. A longa lista desses encontros dançantes incluía osseguintes: Baile dos Veteranos; Baile das Rainhas; Baile do Mambo; Baile dosPenteados; Sarau do Sweter [sic]; Tarde Dançante "Agulha de Ouro" (com desfile demodas, de "25 senhoritas de nossa sociedade"); Festa Americana (ao som de hi-fi7,em vez de orquestra ou conjunto); Baile da Elegância (com escolha "dos 10 e das 10mais elegantes freqüentadores do clube"); Baile da Aleluia; Baile do Rockn Roll(organizado, em Campinas, por um clube da capital); Festa da Mãe do Ano (no "Diada Mãe" [sic], com eleição da "Mãe do Ano"); Baile do Perfume; Baile "Uma Noitede Maio"; Festa dos Brotos; Baile "Noite de Natal"; Baile da Pérola Negra; Baile deCoroação da Jóia dÉbano [sic]; Festa do "Desfile Bossa Nova"; Baile Esporte (comtraje esporte obrigatório). São, portanto, vinte tipos de bailes, dos quais, pelomenos alguns deles, de acordo com a forma de comentá-los, realizaram-se comcerta continuidade. Estão neste caso os bailes: das Rainhas, dos Veteranos, daPérola Negra, da Jóia dÉbano, e as festas da Mãe do Ano e Americana (...) Baile dasRainhas, realizado no "Ginasium do Club Campineiro de Regatas e Natação" – cujasede, até os anos setenta pelo menos, era alugada para festas promovidas porentidades negras” (Maria Angelica Motta-Maués, Negros em bailes de negros*:sociabilidade e ideologia racial no "meio negro" em Campinas (1950/1960)
  19. 19. “Campinas é objeto de inúmeros relatos de casos concretos de atitudes racistas, perpetradas em seus estabelecimentoscomerciais (bares, restaurantes, barbearias etc.), os quais, ou não atendiam negros, simplesmente, ou só o faziam em espaçosdeterminados para eles (no fundo das lojas ou fora do salão principal), ou em horários não freqüentados pelos freguesesbrancos. Como era o caso de barbearias, que atendiam os negros antes de abrir ao público para não "ofender" osclientes.5 Essa presença visível do racismo contra o negroqua negro, não mais o escravo ou o liberto – que já se via nas duasprimeiras décadas do século XX (cf. particularmente Maciel, 1987), tal como será em São Paulo, especialmente a partir docomeço dos anos 30, com o processo de industrialização (cf. Fernandes, 1978; Hasenbalg, 1979; Andrews, 1991), implica, porseu turno, em que Campinas seja também uma espécie de berço da luta negra na segunda metade do recém-passado século”.(Maria Angelica Motta-Maués, Negros em bailes de negros*: sociabilidade e ideologia racial no "meio negro"em Campinas (1950/1960)
  20. 20. Marcos de transformaçãourbana: nova dinâmica dedesenvolvimento industrial ede serviços
  21. 21. Reconfigurações sociais no espaço urbano a partir das décadas de 1950 e 1960
  22. 22. Irene Barbosa (1983): presença nas décadas de 1960/1970 de uma elite (assim classificada pelos integrantes) queconta com padrões semelhantes aos "das famílias brancas de classe média e (...) cuja característica maisimportante é o cultivo da respeitabilidade" Evolução da População de Campinas, 1900-2000 1.200.000 1.000.000 800.000 População 600.000 400.000 200.000 0 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 Anos
  23. 23. Exposição “CampinasVertical”. EmbrapaMonitoramentoSatélite/CMU Unicamp,2011
  24. 24. Em meio às novas frentes de acumulação : a região centralvive mudanças, deslocamentos e ocultamentos
  25. 25. Ocultamentos,resigificações...
  26. 26. Ocultamentos,resigificações...
  27. 27. Lugar!

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