Exerc felicidade clandestina

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Exerc felicidade clandestina

  1. 1. COLÉGIO ESTADUAL MILTON CARNEIRO – ENSINO FUDAMENTAL E MÉDIONome do(a)aluno(a):________________________________________________Nº________Série/Turma:__________ Turno:_________Professor(a):____Miriam____________Disciplina: _______LínguaPortuguesa_____________________Data:_____/_____/2012 Valor:_______ Nota: ____________3ºTrimestre: ___________ Leia o texto felicidade clandestina de Clarice Lispector e responda as questões abaixo. 01) Pode-se sintetizar o tema do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector, como: a) Uma aprendizagem amorosa. b) Um debate entre a vida e a morte. c) O elogio da amizade. d) Uma reflexão sobre a morte da consciência. e) Crítica a estrutura social que sufoca a liberdade humana 02) O conto “Felicidade Clandestina”, que dá título ao livro da Clarice Lispector, apresenta características da obra da autora. Assinale a alternativa que as contém. a) A prosa intimista, a mulher em conflito com a vida, as relações pessoais de amor e ódio, a religiosidade, a representação da vida cultural urbana e a sedução da palavra escrita. b) A prosa intimista, as personagens femininas, a narração em primeira pessoa, as reflexões metaficcionais, a representação da vida cultural urbana e a sedução da palavra escrita. c) A linguagem rebuscada, os finais imprevisíveis, a maldade humana, a narração em primeira pessoa e a prosa intimista. d) O regionalismo carioca, os conflitos familiares, a consciência da efemeridade da vida, a metaficção e a intertextualidade. e) As mulheres em conflito, a religiosidade, a representação da vida urbana, a sedução da palavra escrita, as reflexões metaficcionais e a narração em terceira pessoa 03) Observe o seguinte fragmento do conto Felicidade Clandestina, do livro com o mesmo nome, escrito por Clarice Lispector: “Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. E como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com ①
  2. 2. calma ferocidade seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela mesubmetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começara exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, deMonteiro Lobato. Era um livro grande, meu Deus, era um livro pra se ficar vivendo com ele,comendo-o, dormindo-o. Ecompletamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria”. -Na relação entre as personagens se verificam as seguintes temáticas presentes no todo da obra deClarice Lispector:a) A desigualdade social, presente no fato de não se dividir um bem material, o livro, e acompetitividade entre as mulheres.b) A importância da leitura como fator de inclusão social, já que, entre as personagens, a mais ricaimpede o acesso da mais pobre ao livro desejado.c) A complexidade e as contradições dos relacionamentos humanos, que envolvem, no caso danarradora, a servidão voluntária em nome de um benefício eventual e, no caso da antagonista, acompensação dos traumas de sua “inferioridade” pelo exercício do poder.d) A agressividade natural das crianças e a intertextualidade com a obra de Monteiro Lobato, principalinfluência literária sofrida por Clarice Lispector.e) A religiosidade – presente na expressão “era um livro grosso, meu Deus” - e a crença nos valorescristãos como o perdão, que, ao final, a narradora dirigirá à sua antagonista.Retire do texto e reescreva, especificando-as com um traço, frases que tenham:4) Uma intertextualidade.............................................................................................................................................................................................................................................................................................5) Uma locução adverbial de negação......................................................................................................................................................................................................................................................................6) Uma locução adjetiva............................................................................................................................................................................................................................................................................................ ②
  3. 3. RESUMOContos representativos“Felicidade clandestina”Nesta crônica a narradora em primeira pessoa conta sua primeira experiência com um livro. Porém,este livro é de uma menina má que o oferece emprestado para a narradora, mas sempre inventa umadesculpa para não entregar o livro a ela. Até que a mãe da menina má descobre isso e entrega o livropara a narradora, que passa a saborear o livro como se fosse um amante. Esta crônica tem um cunhoautobiográfico, como comprovou a própria irmã da escritora dizendo que se lembra da “menina má”.O ponto central desse texto é o conceito de “felicidade”. Nele, a escritora parece se questionar “afinal,o que é felicidade?”. A menina presente na crônica parece conhecer bem o dito popular “felicidade ébom, mas dura pouco”, uma vez que ela se utiliza de todas as formas para prolongar seu sentimento defelicidade. Uma vez que ela ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse, ela odeixa no quarto e finge esquecer que o possui, só para se redescobrir possuidora dele. Dessa forma,sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”, já que nem ela mesma pode seconscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. Concluísse, portanto, que afelicidade deve ser descoberta a todos os momentos e nas coisas mais simples. ③

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