3 'j' 5 O O *.27*
.  - . j_. '.. .l . Â L. " 1;. ;

. .
ll
. 

L

›*L›Çf°
Introdução

Em razão da educação machista e da pressão social,  muita atenção ainda
é dada à aparência fisica das mulheres...
Conhecendo o Próprio Corpo

 

Conhecer nosso próprio corpo é um
passo a mais no caminho da
autonomia,  principalmente em ...
Conhecendo o Próprio Corpo

9

E agora vamos conhecer melhor nossos órgãos genitais externos.  Na figura abaixo, 
observe ...
Regido pelo hipotálamo e pela hipófise, 
glândulas situadas na base do cérebro,  e
pelos hormônios que elas produzem,  o
e...
9

Saúde Ginecológica

Cuidados Básicos: 

Consultar a ginecologista todo ano,  ou pelo menos a cada 2 anos,  é uma das
fo...
Doenças S xualmenice Transmissíveis (DST)

 

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são enfermidades que passam de
p...
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

CLAMÍDIA
Agente causador:  bactéria

HERPES GENITAL
Agente causador:  vírus
Herp...
DST nas relações entre mulheres

 

9

.  'fev As DST mais freqüentemente transmitidas nas relações entre mulheres são: 

...
Sexo Seguro

9
í, 

l

l, 

 

 

 

L. ___-. _._____. _,:  .. _.. -.1__. ~,. _    .    . . . ~_

Muito se discute sobre c...
v- - A _. ._. ~.-a. s.. ... .--A. <_r -4

Práticas sexuais e sexo seguro

Vamos agora aos outros acessórios,  não
sem ante...
9 Acessórios para sexo Seguro

Dental Dam:  a

barreira mais

r e c o m e n d a d a

para sexo oral em

mulheres é este

q...
, O Guia Rápido de Proteçgo para Lésbicas 9

Í Algumas palavras definem bem o sexo seguro:  evitar troca de fluidos corpor...
9

Saúde Integral

 

Estudos internacionais indicam alguns problemas de saúde física e psicológica, 
prevalentes na popul...
Breve Histórico do Movimento de Saúde Lésbica no Brasil 9

 

As primeiras iniciativas de abordar a questão da saúde lésbi...
e ER SElvi iviE 
rço de 19954.37?”

"  , io de 2008

iragjem:  Soóiiíçíjlàjxempla res

_ção Um Outro Oi
j_ artinho

Ciça C...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Prazer sem medo (sobre saúde e sexualidade para mulheres lésbicas)

4.552 visualizações

Publicada em

Cartilha sobre saúde da mulher lésbica e prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DST)

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.552
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.541
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
30
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Prazer sem medo (sobre saúde e sexualidade para mulheres lésbicas)

  1. 1. 3 'j' 5 O O *.27* . - . j_. '.. .l .  L. " 1;. ; . . ll . L ›*L›Çf°
  2. 2. Introdução Em razão da educação machista e da pressão social, muita atenção ainda é dada à aparência fisica das mulheres, mas pouca à sua saúde. Assim, desde pequenas, aprendemos a fazer do espelho um aliado nos constantes exames que realizamos de nosso i visual, mas não recebemos V* i estímulo para conhecer os órgãos internos e suas funções, embora este conhecimento seja essencial para a manutenção da saúde e, conseqüentemente, da própria boa aparência com a qual tanto sonhamos. j. .. r r w . .er d. Para as mulheres que transam com mulheres, * a história não é diferente. Há inclusive, em muitos casos, um agravante: muitas lésbicas não tomam cuidados ginecológicos básicos por considerá-Ios desnecessários delas, . i , já que - dizem - não transam com homens. Em oficinas sobre t_ sexualidade, nota-se também um l j grande desconhecimento, de parte de várias, sobre como são os órgãos genitais internos, uma ignorância perigosa diante das doenças sexualmente transmissíveis (DST), o câncer de mama e o cervical. Talvez, por isso, inclusive, a literatura médica internacional venha constatando uma grande incidência de câncer tanto de seio quanto de útero entre mulheres que transam com mulheres. Nesta cartilha, portanto, nos propomos a iniciar um processo de informação, da população lésbica e bissexual, sobre a importância dos cuidados com a saúde, em geral, e com a ginecológica, em particular, bem como com a prevenção às DST e à AIDS. Vamos dar uma espiada em nossos órgãos internos e externos, aprender a fazer o auto-exame dos seios, conhecer as DST mais comuns, inclusive a temida AIDS, aprender a fazer sexo seguro, enfim, vamos conhecer dicas básicas de saúde que nos capacitem a ser participantes ativas do nosso próprio bem-esta r. Miriam Martinho Rede de Informação Um Outro Olhar Sê edição: maio de 2008 *independentemente de como se autodenominam: lésbicas, homossexuais, entendidas, gays, sapatões, ladies, fanchas, etc. .. 2 - Prazer sem Medo
  3. 3. Conhecendo o Próprio Corpo Conhecer nosso próprio corpo é um passo a mais no caminho da autonomia, principalmente em uma sociedade em que a Medicina ainda é conformada, em grande parte, pelo olhar masculino. Para esse olhar, por exemplo, os órgãos sexuais femininos são apenas um aparelho reprodutivo que se torna inútil se não serve ao suposto objetivo natural de gerar crianças. Daí tantas remoções de útero (histerectomias) sem sentido, prescritas por médicos, sob o pretexto de evitar um mal maior para as pacientes. Nossos órgãos genitais, internos e externos, contudo, têm uma função bem mais ampla do que a de reproduzir a espécie. Em primeiro lugar, são parte integral de nossos corpos e tão necessários à saúde quanto quaisquer outros. Em segundo lugar, têm um papel relevante em nossa capacidade de sentir prazer. Não apenas o clitóris - esse velho e querido conhecido das lésbicas - entra em ação para nos dar grandes momentos de alegria. Toda a região pélvica responde à excitação Ti, sexual e, para várias mulheres, atingir o orgasmo é um trabalho coletivo do cervix e do útero pressionados por uma penetração manual ou com dildo (consolo). Conhecer e cuidar bem deste patrimônio, é, portanto, uma medida essencial não só para manutenção da saúde como também do prazer. Como muitas lésbicas demonstram grande familiaridade com os genitais trabalho coletivo do cérvix e do útero pressionados por penetração manual ou por dildo externos mas pouca com os internos, vamos começar apresentado primeiro estes últimos. Na figura abaixo, à esquerda, você pode ver um desenho mais esquematizado, situando o aparelho genital interno no quadro maior do corpo feminino. Na outra figura abaixo, à direita, um desenho dos órgãos internos mais realista e detalhado. Assim fica mais fácil para você conhecer seus órgãos. Trompas de faióplo '“ l ovário corpo do útero ligamento colo do útero ou cérvix orifício cervical vagina glândulas de Bartholin Prazer sem Medo - 3
  4. 4. Conhecendo o Próprio Corpo 9 E agora vamos conhecer melhor nossos órgãos genitais externos. Na figura abaixo, observe o clitóris, o capuz do clitóris, os pequenos e grandes lábios (lábios internos e externos), a abertura urinária (uretra), a abertura vaginal, o períneo e o ânus. r capuz do clitóris i » -w-»m- clitóris “ i uretra 1 . r -a-t- --- pequenos r ç lábios v! ,i ~ grandes lábios abertura vaginal Peg-ineo . anus . .._. _._. ... ... ... ... ,r. .,. ,.i_ _ç Para que serve o clitóris? Para dar prazer. O clitóris é o único órgão do corpo humano feito só para dar prazer. Por isso, no passado, alguns homens invejosos inventaram que apenas o orgasmo vaginal era verdadeiro. Mulher que dependia do clitóris para gozar era considerada infantil. Bem, mas isso faz muito tempo. Hoje se sabe que o clitóris compreende não só a parte visível, o capuz e a glande, mas também uma parte interna que se estende da glande até a abertura da vagina e se conecta com um sistema ramiñcado de tecido esponjoso presente por quase toda a área genital. Durante a excitação sexual, esse tecido se enche de sangue e aumenta bastante, fazendo o clitóris crescer e ficar duro. De fato, durante o tesão, os vasos sangüíneos de toda a área pélvica se dilatam, intumescendo (inchando) não só o clitóris como também os pequenos e grandes lábios e os órgãos internos numa preparação para a alegria do orgasmo. 4 - Prazer sem Medo
  5. 5. Regido pelo hipotálamo e pela hipófise, glândulas situadas na base do cérebro, e pelos hormônios que elas produzem, o estrógeno e a progesterona, o ciclo menstrual se inicia na adolescência e termina na menopausa por volta dos 50 anos. Sua duração é, em média, de 28 dias, embora ela varie muito de mulher para mulher. A menstruação é uma das fases do ciclo menstrual. Todo mês, um óvulo maduro é liberado de um dos ovários, seguindo pelo trato reprodutivo (trompas de Falópio), por 3 a Ciclo Menstrual 9 espermatozóide. Quando o encontro não acontece, o revestimento do útero, chamado endométrio, desenvolvido com a perspectiva de acolher um bebê, rompe-se, em sua maior parte, sendo eliminado como fluxo menstrual. O óvulo não-fertilizado se desintegra nas secreções vaginais. De fato, o fluxo menstrual, além do endométrio, compõe-se de muco cervical, secreções vaginais e células mortas. Abaixo, apresentamos um esquema de como este processo ocorre. 4 dias, rumo a um possível trompas de / Falópio " . / / , j óV“'° ovário endométrio vagina PARA UMA MENSTRUAÇÃO TRANQÚILA Algumas mulheres só percebem que estão no período menstrual por causa do fluxo. Outras, em compensação, sofrem da temida tensão pré-menstrual (TPM) ou de cólicas bem doIorosas. .Em geral, a maioria apresenta alguns sintomas incômodos antes e durante a menstruação. No caso das que padecem com a TPM, os sintomas físicos vão da retenção de líquidos, com aumento de peso, inchaço abdominal, intestino preso, até dor de cabeça, enjôo, vertigem e seios doloridos. Os sintomas psicológicos variam da extrema irritabilidade até a mais profunda depressão, passando por algum abatimento, falta de concentração, insônia e apatia. Então, para você não sair por aí tentando esganar a _companheira ou pensando em se atirar pela janela a cada mês, vale a pena observar algumas dicas. Primeiro, como regra geral, faça exercícios físicos regularmente ou, pelo menos antes da menstruação (durante também se possível), caminhe uma meia-hora ou mais. Depois, capriche na alimentação light, com cereais integrais, legumes, verduras e frutas. Esqueça coisas gordurosas e condimentadas. Coma pouco e evite bebidas estimulantes como café, chocolate, álcool. Abuse dos chás de artemísia e camomila e experimente ingerir vitamina B6 e compostos de cálcio e magnésio, estes últimos - claro - com indicação de sua médica. E seja mais feliz! k Prazer sem Medo - 5 X J
  6. 6. 9 Saúde Ginecológica Cuidados Básicos: Consultar a ginecologista todo ano, ou pelo menos a cada 2 anos, é uma das formas básicas de se garantir a saúde ginecológica. Há outras formas de cuidado, todavia, que você mesma pode adotar para preservar seu bem-estar. Higiene, por exemplo, é fundamental, mas não vá confundi-la com o uso indiscriminado de duchas vaginais ou desodorantes íntimos. Estes costumam transtornar a flora vaginal, deixando-nos sujeitas a infecções. Use de preferência sabonete não-alcalino para se lavar. Aposente as calcinhas de lycra e demais materiais sintéticos. Eles atrapalham a circulação do ar, criando um ambiente úmido e quente muito propício à proliferação de bactérias que podem afetara vagina. Adote calcinhas de algodão. Limpe-se sempre da frente para trás de modo a impedir a passagem das bactérias do reto para a vagina. Modere ou evite o uso de tampões pois podem gerar a proliferação de bactérias incluindo a causadora do chamado choque súbito, doença que tem como sintomas febre alta, náuseas e diarréia. Também procure não vestir calças muito apertadas ou ficar com roupas de banho (maiô, biquíni, etc. ) secando no corpo. Evite ainda compartilhar roupas íntimas. Cada uma na sua. Por fim, estas medidas também ajudam a prevenir algumas doenças sexualmente transmissíveis como você verá nas páginas seguintes. Auto-exame dos seios: Primeiro, olhe-se no espelho para ver se há mudanças no tamanho e na forma de seus seios. Depois levante os braços e volte a observar-se. 'f' ; p I l x” k'”"”y Em seguida, levante um braço e use a outra mão para se apalpar. Utilize a ponta dos dedos. No sentido horário, trace círculos, em todo o seio, da base até o mamilo. Pressione com firmeza para mover o tecido» sob a pele. Em seguida, mude de mão e examine o outro seio. Deite-se de costas, com uma das mãos atrás da cabeça. Com a outra, circule o lado interno dos seios. Baixe o braço e continue a fazer círculos em volta deles. Ainda deitada, agora de lado, coloque o pulso sobre a testa. Examine cuidadosamente a parte externa dos seios. Faça desta prática um hábito mensal. Leva apenas alguns minutos e pode, se você detectar algum nódulo, evitar que um possível câncer de mama se alastre. Faça o auto-exame dos seios ou consulte sua ginecologista sempre após o final da menstruação. Na consulta, não esqueça de solicitar a realização do Papanicolau, exame de análise das células do colo do útero, mesmo que tudo pareça ok. Como diz o ditado, seguro morreu de velho. ? Ef _b_ 6 - Prazer sem Medo
  7. 7. Doenças S xualmenice Transmissíveis (DST) As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são enfermidades que passam de pessoa para pessoa através das relações sexuais, obviamente, embora também, em alguns casos, por outras vias. Conhecê-Ias é a melhor forma de combatê-Ias. Por isso, abaixo, apresentamos as mais comuns entre a população em geral, e as que mais acometem as l AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) Agente causador: vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) siglas em inglês ésbicas em particular. Característica: doenças oportunistas devido ao comprometimento do sistema imunológico: pneumonia, tuberculose, alguns tipos de câncer, candidíase, meningites, toxoplasmose, entre outras. Sintomas: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou inguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha. *Aparecimento dos primeiros sintomas após exposição ao vírus (5 a 30 dias, com uma duração média na faixa de 7 a 14 dias). Importante lembrar que só através de teste especiñco é possível definir um diagnóstico de infecção pelo HIV, já que os sintomas acima podem também se referir a outras doenças. CANCRO MOLE Agente causador: bactéria Haemophí/ us ducrey¡ Característica: lesão genital Sintomas: de 2 a 3 dias após a contaminação, surgem pequenas feridas, em forma de botão, na vulva, vagina ou colo do útero. Também aparece uma íngua avermelhada e dolorida nas virilhas uma semana após o surgimento das feridas. l l l Tratamento: anti-retrovirais l Nota: Após os i primeiros sintomas de exposição ao vírus HIV, muitos individuos só vêm a desenvolver a aids propriamente dita, após 10 ou 15 anos da infecção, ou seja, o sistema imunológico fica debilitado pela ação do micro-organismo e vulnerável às doenças oportunistas citadas ao lado. Tratamento: com antibióticos. As lesões costumam desaparecer em 4 dias. cÂNbtoIÃrMoNíLIA) Agente causador: fungo Característica: infecção vaginal Sintomas: coceira e vermelhidão nos Tratamento: com antimicóticos. (verrugas genitais) Agente causador: vírus HPV (papiloma vírus) Sintomas: semanas ou meses após a contaminação, surgem pequenas verrugas na vulva, vagina ou ao redor do ânus. Facilita o aparecimento do câncer de colo de útero. Nota: Prevista vacina contra o HPV ainda para este ano (2006). Candida Albicans genitais. Corrimento tipo nata de leite Dura de 5 a 15 dias. ou coalhada. CONDILOMA Característica: infecção Tratamento: ACUMINADO vaginal/ cervical eliminação das verrugas com aplicações locais de substâncias ou cauterização por meio de bisturi elétrico. O vírus, porém, permanece no organismo. Prazer sem Medo - 7 9
  8. 8. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) CLAMÍDIA Agente causador: bactéria HERPES GENITAL Agente causador: vírus Herpes Simples tipo 2 Característica: infecção cervical Sintomas: micção dolorosa e corrimento vaginal marrom-claro, aquoso, com mau cheiro e dores abdominais. Pode, contudo, ser assintomática nas mulheres. Tratamento: com antibióticos. Se não for tratada pode originar doença inflamatória pélvica. Característica: lesão genital Sintomas: aparecimento de pequenas bolhas que se rompem e se transformam em feridas doloridas. Estas desaparecem espontaneamente em até 10 dias, mas com reincidência. Tratamento: o herpes não tem cura, fica para sempre no corpo. Para amenizar os sintomas e diminuir a duração dos surtos da doença, utilizam-se remédios à base da substância Aciclovir sírxus Agente causador: bactéria Treponema pallidum TRICOMONÍASE Agente causador: protozoário trichomonas vagina/ is Característica: lesão genital Sintomas: aparecimento de ferida (cancro duro) na vagina que desaparece sem tratamento. Meses depois surgem manchas vermelhas e inguas no corpo. Característica: infecção vaginal Sintomas: corrimento amarelo- ; esverdeado com mau-cheiro, coceira, ardência ao urinar e dor durante a penetração. l . ,_ _ . . _ . , . _.I__. ._ Tratamento: com penicilina. No caso da sífilis primária, em 5 dias, desaparecem os sintomas e, em õmeses, todas as bactérias do corpo. ~ Se não tratada, a sífilis pode levar à morte. Tratamento: de 5 a 10 dias, com antibióticos. Se não tratada, pode levar à esterilidade. Se não forem tratadas, as DST descritas acima podem passar para o trato ginecológico superior (útero, trompas, ovários) bem como para a bexiga e o reto, trazendo sérias complicações, inclusive por facilitarem a infecção pelo vírus da AIDS. A clamídia, a gonorréia e a sífilis podem causar doença inflamatória pélvica, inflamação do reto, infecção da uretra, das glândulas de Bartholin, problemas de coração, cegueira e até a morte. Apesar destas graves conseqüências, a maioria das DST pode ser tratada rapidamente com antibióticos ou terapias naturais, exceção feita ao herpes (embora não tenha cura, pode ser mantido "adormecido") e à AIDS. 8 - Prazer sem Medo
  9. 9. DST nas relações entre mulheres 9 . 'fev As DST mais freqüentemente transmitidas nas relações entre mulheres são: 1) a candidíase (monília), a tricomoníase e a vaginite causada pela bactéria Gardnere/ /a vagina/ is via contato genital-genital (chanacomchana) e digital-genital (dedo-vagina); ; fi 2) o herpes genital e a hepatite A, B e C* através de contato oral-genital " (chupada), oral-anal e genital-genital (chanacomchana); ¡ * Embora o risco de transmissão do virus da hepatite C pela via sexual seja incomum, ha' casos de transmissão l registrados. A via principal de transmissão desse vírus, porem, é através de sangue contaminado. Deve-se evi- *y tar contato com sangue menstrual, uso comum de escovas de dente, lâminas para depilar e troca de agulhas i para uso de drogas. Na aplicação de piercings e tatuagens, essencial observar os cuidados de esterilização dos equipamentos utilizados (autor/ ave). associadas ao câncer cervical, por meio do contato vuIva-vulva, dedo-vagina. Vale a pena lembrar que muitas dessas DST são transmitidas também via assento de banheiro, toalhas úmidas, lençóis e roupas íntimas. E bom saber ainda que vaginites, causadas, por exemplo, por cândida e gardnerel/ a vagina/ is, são frutos de desequilíbrios de nossos próprios organismos. A cândida é um fungo e a gardnerella uma bactéria que vivem normalmente na flora vaginal e no reto, contribuindo inclusive para manter a acidez r natural da vagina. Por razões que vão de estresse a desequilíbrios hormonais e depressão l até a consumo exagerado de açúcar e álcool, passando pela menstruação, o pH da vagina y fica mais alcalino dando chance à cândida e à gardnerella, entre outros microrganismos, ' de se proliferarem. Não vá, portanto, pedir o divórcio à companheira se ela tiver alguns desses probleminhas e repassá-Ios para você. Basta tratar. f 3) as causadas pelo papiloma vírus humano, como as verrugas genitais e as lesões no cérvix Uma palavrinha sobre a AIDS Assim como acontece em relação a outras DST, as lésbicas não são imunes à aids. Embora sejam poucos felizmente - os registros de casos de transmissão do HIV na relação sexual entre mulheres, eles existem e não podem ser desconsiderados. Pondera-se que o baixo índice de casos públicos de AIDS, entre lésbicas, pode se dever, por um lado, ao fato das lésbicas serem incluídas estatisticamente na categoria geral "mulher", permanecendo, portanto invisíveis, e, por outro, às próprias vias de transmissão do vírus, mais limitadas nas relações entre mulheres (haveria menor quantidade de HIV nas secreções vaginais, por exemplo). i Seja como for, é essencial saber-que risca pequeno não significa nenhum risco. Como l você sabe, o Hlvé transmitido através de sêmen, sangue (inclusive o menstrual), secreção W vaginal e leite materno contaminado por meio de alguma "porta aberta" no corpo das i, pessoas. _ Í Essa "porta aberta ou de "entrada" pode ser uma microfissura na região genital, produzida l durante uma transa ou por um problema ginecológico, como um arranhão ou eczema nas mãos, alguma feridinha na boca ou irritação na gengiva, ou seja, por qualquer via que l permita ao vírus entrar na corrente sangüínea. ' Assim, na relação genital-genital (chanacomchana) ou oral-genital (chupar a chana ou o ânus) ou mesmo na penetração manual ou com instrumentos sexuais, havendo contato de secreção vaginal ou sangue menstrual contaminados, com alguma porta de entrada, uma mulher pode sim passar o HlV para a outra. l Prazer sem medo - 9
  10. 10. Sexo Seguro 9 í, l l, L. ___-. _._____. _,: .. _.. -.1__. ~,. _ . . . . ~_ Muito se discute sobre como incentivar a prática de sexo seguro entre mulheres, considerando que as barreiras de proteção são pouco práticas ou pouco românticas (na concepção da maioria pelo menos). No entanto, a literatura internacional, produzida por ativistas lésbicas ou especialistas na área de prevenção a DST, continua recomendando o uso dos acessórios da página 12 desta cartilha para o sexo seguro entre mulheres, até porque é o que temos à mão no momento. Então, Comecemos pelos dois pontos mais importantes para o estabelecimento das práticas de sexo seguro: a conversa, entre as parceiras, e o debate, entre a população lésbica, sobre a nossa sexualidade. 10 - Prazer sem medo _. ... .-. ... ... .,. .. .e . _. __. ... ... ... . . ¡ l Sexo seguro começa com uma conversa sobre sexualidade Por falta de um bom papo sobre o assunto e dos conflitos relacionados à própria orientação sexual, muitas lésbicas não falam sobre sexualidade, alimentando elas mesmas vários mitos sobre a questão que podem sim ser prejudícais à nossa saúde, como comentamos na introdução da cartilha. Outros mitos limitam nosso prazer sexual e inclusive nossa criatividade para fazer sexo seguro ou zelar por ele. Por exemplo, o de que nos entendemos automática e romanticamente na cama porque somos "iguais". Ou o mito de que - penetração - por dedos, mão ou objetos - é coisa de quem quer "homem". E por aívai. .. A sexualidade humana é o terreno do lúdico, da brincadeira, do jogo, da fantasia. W É lugar para soltar a franga como se diz popularmente e eroüzar tudo que for possivel (roupas, objetos, situações) em busca do prazer mútuo. Em sexo vale tudo desde que seja feito de forma consensual e segura. Melhor erotizar as barreiras existentes para a prevenção do que pegar uma das DST, já que todas elas costumam ser tremendas estraga-prazeres. Fazem coçar, arder, deixam feridas, um cheiro esquisito na chana. Você vai ter que tomar remédio e, sobretudo, por um tempo pelo menos, parar de transar. Se bobear, elas podem criar sérios problemas de saúde, como vimos nas páginas anteriores. Então, o primeiro acessório para sexo seguro de que dispomos é a nossa própria cabeça, ou nossos corações e mentes, uma vez que não há nada mais romântico do que uma boa conversa, para estabelecer laços de confiança, e compartilhar um grande prazer. l
  11. 11. v- - A _. ._. ~.-a. s.. ... .--A. <_r -4 Práticas sexuais e sexo seguro Vamos agora aos outros acessórios, não sem antes algumas considerações gerais. Se você e sua parceira estão num relaciona- mento (realmente) monogâmico de média ou longa duração, podem abster-se do uso de barreiras, a não ser no caso de infecções por cândida ou gardnerella vaginalis que se originam de disfunções do próprio organismo (veja página 9). No caso de relações recentes, a adoção das-barreiras ou de outras formas de impedir a troca de fluidos é o ideal. Outra maneira de se sentir mais confiante para a prática de sexo sem proteção é solici- tar da parceira periodicamente exames de sangue e de secreção vaginal. Como algu- mas DST são assintomáticas em mulheres, a pessoa pode estar infectada sem saber. Sexo oral: o uso de luvas cirúrgicas corta- das, encontradas em farmácias, é o meio mais prático de que dispomos por causa do tamanho do produto. Uma camisinha masculina cortada não Iubrificada também pode ser utilizada para esse fim. Quadrados de látex (dental dam) usados por dentistas não são fáceis de encontrar, mas você pode tentar achá-los em sex shops ou em casas de materiais cirúrgicos. Mantenha sua higiene bucal em dia, evi- tando gengivites (inflamação da gengiva), periodontites, etc. . Consulte um dentista regularmente. Chanaoomchana (tribadismo): o tribadismo clássico, ou seja, esfregar a vulva na vulva da parceira é uma prática de risco, pois infelizmente não há como manter fixa qualquer barreira que se ponha entre as vulvas; o uso de calcinhas de látex (encontra- se em algumas sex shops) costuma diminuir a sensibilidade genital, embora seja uma possibilidade a ser considerada. Esfregar a Sexo Se uro Q vulva em outras partes do corpo da parceira não é arriscado. Penetração com dedos e mãos: Você pode usar luvas cirúrgicas, camisinhas feminina ou masculina. Se não consegue usar nen- hum desses acessórios, mantenha suas mãos e dedos livres de cortes, as unhas bem aparadas e limpas. Antes de fazer pen- etração, limpe as mãos com lenços anti- sépticos. Não esqueça de também utilizar somente lubrificantes à base de água (KY ou congêneres). Penetraçâocom objetossexuais(dildos/ con- solos, plugs): lave-os com sabonete neutro ou bactericida antes e depois da penetração ou use uma camisinha neles. A conservação desses objetos exige periódicas lavagens, se guardados por muito tempo sem arejar, a fim de eliminar fungos e mofo. Para quem usa Cintas de couro como suporte para os dildos, lembrar que esse material deve ser sempre arejado, limpo com pano úmido e depois deixado ao ar livre para secar. Em ambos os casos, nunca se deve usar na penetração vaginal a mesma mão ou o mesmo objeto sexual com o qual se fez penetração anal. Troque de mão, troque de camisinha ou troque de objeto para evitar que as bactérias da região do reto passem para a vagina causando uma infecção. Prazer sem medo - 11
  12. 12. 9 Acessórios para sexo Seguro Dental Dam: a barreira mais r e c o m e n d a d a para sexo oral em mulheres é este quadrado de látex (ou silicone) nas imagens à es- querda e à direita. Usado em cirurgias dentárias, passou a ser indi- cado também para sexo oral (vaginal ou anal) na prevenção a DST. Atualmente, no exterior, ele já vem sendo produzido inclusive com fitas adesivas que o mantém no lugar (imagem acima à direita) e deixa as mãos das parceiras livres. Em nosso pais, permanece de dificil localização, mas não custa tentar encontrá-lo em casas de produtos odontológicos, cirúrgicos e em sex shops. Luvas cirúrgicas: enquanto o dental dam não vem, pode-se cortar os dedos de uma luva cirúrgica, menos o polegar, e cortá-Ia também do lado oposto ao do polegar. Lave a parte interna da luva para tirar o talco. Ponha lubrificante (à base de água) no lado que ficará em contato com a vulva de sua parceira. Segure ou peça para sua parceira segurar a luva sobre a vulva. Insira sua lingua no polegar da luva ou em outras partes dela para realizar o sexo oral. Camisinhas não lubriñcadas também podem ser adaptadas para sexo oral. Corte a ponta da camisinha masculina e um de seus lados e crie um quadrado para colocar sobre a vulva da parceira e fazer sexo oral. Luvas cirúrgicas: Para penetração vaginal ou anal, use luvas cirúrgicas de látex ou outro material (para quem é alérgica). São vendidas nor- malmente em farmácias. Troque de luva quando for fazer penetração vaginal após ter feito penetração anal. Utilize lubrificante apenas de base aquosa. Objetos sexuais: Para uma penetração segura e higiênica, ao usar Vibradores, consolos (dildos), plugs anais, coloque uma camisinha masculina neles, neste caso lubrificada. Troque de camisinha quando for fazer penetração vaginal após ter feito penetração anal. Utilize lubrificante apenas de base aquosa. 12 - Prazer sem medo
  13. 13. , O Guia Rápido de Proteçgo para Lésbicas 9 Í Algumas palavras definem bem o sexo seguro: evitar troca de fluidos corporais entre parceiras l através de barreiras de proteção ou de outras formas (use a imaginação) e não compartilhar à acessórios, objetos sexuais e agulhas para qualquer finalidade. Materiais perfurocortantes l em práticas sadomasoquistas, mesmo não compartilhados, devem ser esterilizados. l TOTALMENTE SEGURO D Beijo social D Caricias, abraços D Masturbação (tocando você mesma) , D Tribadismo sem troca de fluidos corporais (esfregar seu corpo no corpo da parceira) ' _ D Penetração com os dedos ou mão usando luvas cirúrgicas de látex ou camisinha masculina D Uso de Vibradores ou dildos (consolos) individuais D Uso não compartilhado de agulhas, seringas e utensílios para mistura de drogas injetáveis ou realização de tatuagens e piercings _ D Uso não compartilhado de outros materiais perfurocortantes (facas, giletes, etc. .) para práticas sadomasoquistas i g PROVAVELMENTE SEGURO ; E¡ Beijo francês (com saliva) [j Sexo oral protegido com barreira j [j Fistíng(penetração com a mão) usando luva ou camisinha masculina. j i [j Sexo penetrativo com homens usando sempre camisinha com o espermicida nonoxynol-9*. - NÂO SEGURO / ARRISCADO D Sexo oral desprotegido, especialmente durante a menstruação ou quando se está com problemas bucais ou dentários. D Sexo oral anal . sem barreira de proteção i , a D Contato desprotegido das mãos com a vagina ou o ânus, em especial se › houver cortes/ lesões nos dedos ou cutículas. , ç “ D Uso de objetos sexuais compartilhados com outras parceira(s) D Uso compartilhado de agulhas, seringas e utensílios para mistura de drogas injetáveisou realização de tatuagens e piercings. 1 D Uso compartilhado de outros materiais perfurocortantes (facas, giletes, etc. .) para práticas sadomasoquistas. Prazer sem medo - 13
  14. 14. 9 Saúde Integral Estudos internacionais indicam alguns problemas de saúde física e psicológica, prevalentes na população de mulheres que se relacionam com mulheres, que costumam também pautar as reivindicações de ativistas lésbicas, junto à classe médica e a órgãos públicos, em todo o mundo. São problemas para os quais você precisa estar alerta a fim de se prevenir contra eles e manter sua saúde. Obesidade: excesso de peso é um dos grandes problemas de saúde lésbica do qual derivam vários outros, como doenças do coração, diabetes, derrames, etc. . Mudanças alimentares, com dietas equilibradas, menos calóricas, e, sobretudo, exercícios (simples caminhadas já resolvem) são fundamentais para combater a obesidade e suas terríveis conseqüências. Não esqueça também de realizar exames anuais para checar seu colesterol, seu coração e sua densidade óssea (esta última no combate à osteoporose). Câncer de mama e de colo de útero: lésbicas estão entre os grupos femininos mais sujeitos ao câncer de mama e ao câncer de colo de útero, sobretudo por razões comportamentais. Supondo-se imunes às doenças sexualmente transmissíveis (lembrar que o câncer cervical é causado pelo vírus HPV) e temendo o preconceito, as lésbicas fogem dos consultórios ginecológicos, onde deveriam bater ponto pelo menos a cada 2 anos. Auto- exame de mamas (ver página 6), consultas periódicas a(o) ginecologista e todas as dicas de prevenção que demos nesta cartilha são fundamentais para garantir sua saúde ginecológica esua vida. Depressão e ansiedade: embora sejam males do nosso tempo que atingem muitas pessoas indiscriminadamente, a depressão e a ansiedade contam com o preconceito e a discriminação heterossexistas como poderosos aliados em seus ataques à população lésbica. Problemas de auto-estima, medo de perder a aceitação da família, dos amigos e colegas de trabalho (quando não o próprio trabalho) alimentam o círculo vicioso da depressão e da ansiedade. Assumir-se continua sendo um dos primeiros passos para melhorar a auto-estima de qualquer uma. Buscar apoio com profissionais não- preconceituosos e amizades no próprio meio lésbico (hoje há um número expressivo de sites na Internet para consultar) vão tirar você desse barco furado. Violência doméstica: tema dos mais indigestos, já que derruba o mito de que as mulheres seriam mais sensíveis do que os homens, a violência doméstica atinge 11°/ o dos casais Iésbicos, segundo pesquisas internacionais. Discuti-la dentro da comunidade lésbica e exigir tratamento igualitário para as lésbicas vítimas de violência junto às delegacias de mulheres é um dos primeiros passos para tratar do problema. Discutir as próprias relações entre mulheres é outro. Uso de drogas: pesquisas indicam que lésbicas abusam mais de drogas lícitas (cigarro, álcool) e ilícitas do que mulheres heterossexuais seja por causa da baixa auto-estima, derivada do preconceito e da discriminação, seja porque seus espaços de socialização ainda permanecem majoritariamente os bares e boates (onde se incentiva o consumo de álcool, tabaco, sem falar das drogas ilícitas). Buscar e/ ou criar espaços alternativos aos atuais, onde se possa desenvolver hábitos mais saudáveis, e o apoio de profissionais não- preconceituosos é fundamental para o combate a essa tremenda roubada que são as drogas. Fonte: baseado em Women's -Hea/ th: Common Concerns, Local Issues, March 2006 www. ilga. org ' 14 - Prazer sem Medo
  15. 15. Breve Histórico do Movimento de Saúde Lésbica no Brasil 9 As primeiras iniciativas de abordar a questão da saúde lésbica em nosso país, em particular a questão da prevenção às DST/ AIDS, datam de 1991 através fundamentalmente de oficinas. Mais tarde, a Rede de Informação Um Outro Olhar veio a realizar, em 1995, o primeiro projeto de prevenção a DST/ AIDS do Brasil, dentro de um contexto de saúde integral da mulher, financiado pelo Ministério da Saúde, no que foi seguida por outros grupos lésbicos durante toda a década de 1990 até hoje. A partir do novo milênio (2002 em diante), os grupos lésbicos passaram a reivindicar, junto aos órgãos públicos da área de saúde, o estabelecimento de politicas públicas para a população de mulheres que fazem sexo com mulheres, visando sobretudo informar os agentes de saúde sobre as características dessa população de modo a evitar um tratamento preconceituosa. Tal iniciativa se revestiu e se reveste da maior importância, mas necessita ser aliada a uma A discussão sistemática sobre sexualidade, com a própria população lésbica e bissexual, para ser melhor sucedida. Ao longo de quase duas décadas de projetos dirigidos à população de mulheres que fazem sexo com mulheres, observamos pouca aderência às práticas de sexo seguro propostas ( pelas organizações, em parte devido à precariedade do material existente para tal fim, em parte também consideravelmente devido aos mitos e tabus sobre saúde e sexo prevalentes entre as próprias lésbicas. Por isso, nesta Sê edição de nossa cartilha, demos continuidade ao enfoque sobre sexualidade lésbica, iniciada na versão de 2006, de modo a incentivar às leitoras a conquistar seu Prazer sem Medo. A Julho de 1991 - oficina sobre sexo seguro para lésbicas com a terapeuta sexual mexicana Alma Aldana Garcia, organizada, em SP/ SP, pelos grupos Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde Núcleo de Investigação em Saúde da Mulher. _ Julho de 1993 - oficina sobre sexo seguro para lésbicas com a médica Sanitarista Telma Cavalheiro, na sede do GAPA-SP, como parte do projeto SOS Mulher e AlDS. Março de 1994 - oficina sobre saúde ginecológica e formas de prevenção a DST e câncer de mama organizada pelos grupos Rede de Informação Um Outro Olhar, Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e SOS Mulher e AlDS. Março de 1995 - inicio do projeto Mulheres & Mulheres: Prazer sem Medo, da Rede de Informação Um Outro Olhar, financiado pelo PN-DST/ AIDS do Ministério da Saúde e composto de cartilha, cartaz, l boletim (Ousar Viver) e folheto. O projeto teve continuidade através do financiamento de algumas de suas publicações como a cartilha Prazer sem Medo e o boletim Ousar Viver. 1995-2002 - A Rede de informação Um Outro Olhar continua a publicar vários artigos sobre saúde ginecológica, fisica e psicológica das mulheres lésbicas através de suas publicações. Outros grupos Iésbicos, como Grupo Lésbico da Bahia, ALÉM, Felipa de Souza, entre outros, também publicam folhetos com informações sobre prevenção a DST/ AIDS para lésbicas. 2002 - O PN-DST/ AIDS do Ministério da Saúde atende demanda de grupos lésbicos brasileiros e forma o grupo matricial Mulheres que fazem Sexo com Mulheres, a fim de discutir, com as ativistas, i politicas públicas na área de saúde para a população lésbica e bissexual. O grupo, contudo, não ; subsistiu. 2002 em diante - mais grupos e ativistas lésbicas e bissexuais passam a reivindicar a elaboração de politicas públicas na área de saúde junto aos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, como, por exemplo, a reedição desta cartilha e a publicação de outras deautoria da Área Técnica da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde. Prazer sem medo - 15
  16. 16. e ER SElvi iviE rço de 19954.37?” " , io de 2008 iragjem: Soóiiíçíjlàjxempla res _ção Um Outro Oi j_ artinho Ciça Caropreso ~ j 96, Jardim Bonfigli Realização: RedQJjde Inf texto: Míria revisão e prepara( Rua João Diomedes Leôifi São Paulo, SP; 05594-090 (11) 34 680 uoo@umoutií›: ;olhar. com. br www. umoutiíé: iolhar. com. br Endereços eletrônicos onde você obter mais informações sobre DST/ AIDS e localizar endereços-. pijara atendimento gratuito no SUS Centro de Referência e Tçíéinamento em DST/ AIDS (SP) É. http: //www. ciit. saude. sp. gov. br/ DISQUE DST/ âDS - 0800-16 25 so Programa Nêlcional de DST/ Í V httpz/ /vif-Wwaidsgomfbjç¡ _ oisque-sáiidezpsoo-s: : 19 DE AGOSTO , piixicoor-QRGULHQ Primeira Manifestação Lésbicajíííl : :tra o : Pretty Conheça sua história COFTÍÊ rájçõesidb Cl http: //www. umoutroolhajiícomlbr

×