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Matéria da Folha de São Paulo sobre participação de Rosely Roth no programa de Hebe Camargo

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Matéria sobre a participação de Rosely Roth no programa de Hebe Camargo de 25/05/1985

Publicada em: Notícias e política
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Matéria da Folha de São Paulo sobre participação de Rosely Roth no programa de Hebe Camargo

  1. 1. ch ted Abxonca-“'. }1eheCamargol ouda Censura Ffial pelo ping: -an‘: que ap1'esattou‘; ;la‘TV‘Bandeirantes sexta- * feira da passada, em que debatJeu"o homossexualismo feminino, esta dando muito pano para a manga. ‘ Cartas, telefonemas e pessoas que encou- § tram $21! uer lim dos envolvidos na rua. Qllel‘. .8P°°8‘i30|1l|50,0Pl'08l‘3m3 den resultado. 0 assunto esta na boca do povo e nas bocas da funcionéria pliblica Maria Amelia Rocha de Souza e da poo-graduanda de Antropologia Rosely Roth, que por princfpio defendem a apresentadora. Marla Amelia, que foi ao programa prestar o depoixnento de uma mée xsotredora (ela propria), que tem uma xfilha 'que optou pelo lesbianismo, faz queslaotde ressaltar: “A Hebe nfio tem culpa. nao sabia o que ia se passar no pmograma. Nunoa a tinha visto antes, mas fol a dnica pessoa que me defendeu, pox-que o resto_ dos convidados estava quereodo a mmha cabeca. Nao tive _ ‘H ninguem a men favor. Se nfio 'tivesse firmeza do me, como iria discutir com um: caheca igual A do Inacio de Loyola Brandao, com meu 2° gran? ” Roth eoncorda com Maria . Bosely Amelia on defesa de Hebe e diz mais: “Multan pessoas ficaram sabendo do tuna que iria set debatido no progmma somimltoaantaesdeeleiraoananaoser :1 Maria Amelia, an e o psiquiatra Bonaldo Pamplona. ” Mas para Rosely, este e a ‘um detalhe. Ela quer_ saber oque aNova Repdblica. - GOL CONTRA “Qte raio do democracia é essa, em que a gente nfio pode falar o que pensa? — oomeca perguntando, para ela propna dar a xesposta: — No programa ‘Hebe’ moo houve apologia e, a oportunida- : de de vérlas pmsoas se 'manifestarem , sobreumassunto. ” I “A Marla Amelia colooou todo mundo ‘contra ela, pela forma como se portou — prossegue Rosel . - Ela disse qtm prefenaqueaf fosseinfelizoresto da Vida a vé-la relncionar-se com outra mulher. Como o censor fala em apologia no homoswrualismo, se Maria Amélja, era a dnica contra, falou pelo menus te 60% do programs? ” E Rosely acreseenta: “Ela chegou a apelar, dizendo que eu nao poderia senhr-me feminine usando sapato de homem. N50 respondi em respeito ao a. Mas isso para mim foi , aliés, adnicadoprograrna. ” Mas essa passagem, Maria Amelia oonta ate com uma ponta de orgulh ha rriyitp‘EVmqi. s:geA1f1te' . , 1,, ‘ Lulz Carlo: Murouzkau Fate do Strain Tomisakl , ~ ». Rosely mostrar o nome da revista “Chana com Chana” no video e ter dado por duas vezes o nfimero da caixa postal da Acao Lésbica Feminina. Dransio Dornellas, chefe do Servico de Comm-a em sao Paulo também nao gostou do nllmero, mnsphouve telespec- lndores que gostaram; 0 {am é que a caixa postal 62.6185? foi encontrada cheia de cartas na filtima -feira, segumlo Rosely: “Eram cartas o Brasil inteiro, de gente a favor das posit, -oes colocadas por mim. ” De qualquer forma, nio foi a primeira vezgllinenoselydeuacaixa postaldesua anti de. 0 term ja foi debatido por ela trésvezesviatelevisio. Se! -équeaDoua Solange estava dormindo? Ela era a oeosora do época. E o mais interessante é que um deles entrou nos lares brasilei- ros em horarldvespertino, no programa 0. Pmllle entende que baixo, nlvel foi a : 'v“Mulheres em’Desfile”. I.é, ’além de dar :5," 55i'*; ’3‘<72 1 / :5 / S» 5, aria Arnélia Rcho polémica e Souza - contra a caixa postal, falou de seu entidade e moot: -ouoboletim. Sera tfio importante a caixa postal? Par-aosoen_so_resfoieparaRose1yé male: “Dei 0 mimero, porque acho que é um dlreito democrético dos mulheres léshicas de terem acesso a um boletim de uma entidade exiatencla. Aeho que a televisao deve aervir a homossexuais, negros, a todos, para que divulguem seus trabalhos. Quer dizer que, quando se discute racismo, um. entidnde do movimento negro nfio pode dar sua eaixa postal para contato? Vira inducio? ” ERBOS DE INTERPRETACAO O que aconteceu foi erro de interpreta- cioporpartedacensurzgemvarios pontos, naopiniaode Rosely: “Primeiro, . horrorosa e so no vai debater a quetemseisanosde‘ L aumenta A eu nio disse que o prazer que‘uma lésbica sentia uma heterossexual seria lncapaz de sentir. A concluséo foi do oelbor. Falei sobre o prazer que poderia pentir com uma companheira, afirmando quecomo lésbica me via como mulher e no uma pessoa do 3° sexo. Para mim, oer mulher pode ser também ser lésbica, enquanto para muitas pessoas ser, ,.mu- ; lheréserheterossexual. ” ‘ 3 Na sua opiniao, também, as pessoas ‘néo se colocaram totalmente a favor do tlesbianismo durante o programa. No geral, de acordo com ela, foi dito que, se havia amor, o lesbianismo era uma posslhilidade e que era importance que coda. pessoa tivesse a oportunidade de escolher seu caminho, sem influéncias externas “A postura hostil e agressiva de Maria Amélla é que fez com que ela se sentisse acuada. Se houve apologia, foi por parte dela. E, pior para ela, a nosso favor, porque naquele momento ser contra era se identiflcar com sua posture autorité- rla. Ela era a personificaqfio do precon- pei ”, afirma Rosely. Agora, uma pergunta que Maria Amé lia nio teve tempo de fazer durante o programa para Rosely: “Eu deixei de perguntar para a menina como a mac delasesentevendoafilhanatevése amnnindo como lésbica? ” MARIA HORROROSA Aqui vai sua resposta: “A minha mag figreu. Mas wtou indg: agora mesmxo car com meu pai. ele, por sina , achou a posicao de Maria Amelia ciguelsdtao em lico ueémuitotlmio. eu ‘pai gt‘: mmgfg a falta de apoio que a gentetem. Eclaroqueissofoium trabalhoqueeuflzcomeleeomeu prlmeiro passo foi lrabalhar a minha auto-imagem. ” ‘ta aw » Rosely aprove: para man um recado para Drausio Dornellas, afinal ele aceita a dlscussfio do tema, desde que de forum cienflfica: “Eu sou estudante de Antropologia, leio muito e quero defender uma tese de mesh-ado sohre lesbianismo. Eutaooreioquesouumadaspessoas mais lndicadas para falar sobre o tema, porque benho também a vivéncia. Nio Item sentido tirar do cariola a palavra cientlfioo. E, mesmo querehdo usé-la, havla o psiquiatra Ronaldo Pamplona no debate, que levou um documento do Conselho Federal de Medlcina colocando que a no Brasil 0 homossexualismo no set considerado como doenca e, aim, oomo objeto do discrlminacao soci- al. Nat verdade, ele quer que as pessoas tratem os homossexuais como doentes. Alfica tudo liberado. " Mas, para terminarmos a matéria sexn censure, no linha do final feliz da novela “Um Souho a Mais”, o que justiflca o uso do tema homossexualismo as 19 horas todos os dias, uma frose de Maria Amelia: “A televisio é o maior velculo do oomunicacao da abualidade, qualquer pobre tem tevé, por isso deveriam fazer uma , contra, é claro. gocura um caminho no rograma ‘ ebe e Mo encontrei nada? Para mint, lssoéocaos”.

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