Lição 3 angústia

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Lição 3 angústia

  1. 1. Lição 3 - Como vencer a angústia Baixar/Slide LIÇÃO 3 – 20 de abril de 2014 – Editora BETEL Como vencer a angústia TEXTO AUREO “Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia, porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia”. SI 59.16 Comentarista: Pr. Israel Maia VERDADE APLICADA Em momentos de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e na sua resposta. OBJETIVOS DA LIÇÃO
  2. 2. ►Definir o que é angústia; ►Mostrar as diversas faces da angústia; ►Apresentar a cura para a angústia. TEXTOS DE REFERÊNCIA ISm 13.5 - E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está a borda do mar; e subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven. ISm 13.6 - Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava apertado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas, ISm 13.7 - e os hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em Gilgal, todo o povo veio atrás dele, tremendo. ISm 13.22 - E sucedeu que, no dia da peleja, se não achou nem espada, nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul é com Jônatas, seu filho. ISm 14.6 - Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. ISm 14.7 - Então, o seu pajem de armas lhe disse: Faze tudo o que tens no coração; volta, eis-me aqui contigo, conforme o teu coração. A Guerra contra os Filisteus, 13.1—14.52 1. O Início do Conflito (13.1-23) O texto hebraico do versículo 1 literalmente é: “Um ano tinha estado Saul em seu reinado e o segundo ano reinou sobre Israel”. Várias conjeturas foram feitas quanto aos números adequados que deveriam ser inseridos nesse texto. Uma vez que Jônatas nessa época já era um guerreiro de valor (3), provavelmente o número 40, como a idade de Saul, não estaria muito errado, a menos que suponhamos um lapso de tempo de alguns anos entre os capítulos 11-12 e 13, o que parece pouco provável. Talvez “trinta” pudesse ser a segunda opção. Esse número, somado aos sete anos e meio do reinado de Isbosete, resultaria em cerca de quarenta anos como a duração da dinastia de Saul (At 13.21). Micmás e na montanha de Betel (2), uma cidade e uma elevação ao norte de Gibeá. Gibeá de Benjamim pode indicar Geba (cf. 3), uma cidade não distante de Micmás. O ataque de Jônatas aos exércitos dos filisteus deu início às hostilidades. Ao saber que, como resultado desta ação, Israel se fez abominável (4) - em hebraico, “foi ofensiva, odiosa ou detestável” - aos filisteus, Saul reuniu o seu povo em Gilgal, onde ele fora proclamado rei (11.15). Os filisteus reuniram um exército impressionante, e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-
  3. 3. Aven(5) - a última, uma versão alternativa para Betel. Amoral israelita estava em um nível muito baixo. - Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava apertado) (6), talvez como na versão Berkeley, “viram que eram cercados (pois os exércitos estavam ameaçados)”. Pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas - ou “pelas cavernas, e pelos buracos, e pelos penhascos, e pelos túmulos, e pelas cisternas”. Alguns inclusive passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade. Em meio a esta situação difícil, Saul decidiu tomar as rédeas em suas próprias mãos. Por alguma razão não clara para nós, o rei tinha recebido ordens expressas de esperar até que Samuel viesse e oferecesse o habitual sacrifício antes da batalha, e lhe desse instruções (8,13; 10.8). Com a demora do profeta, o próprio Saul ofereceu o holocausto. Ele procurou justificar este erro perante Samuel com base no fato de que o povo se espalhava (11), como também na demora de Samuel e na ameaça dos filisteus. Este foi o primeiro dos vários passos que o rei deu, ao afastar-se de Deus, cada um deles explicado da mesma maneira: “o povo!” Forçado pelas circunstâncias (12) - isto é, fiz isso com relutância; mas apesar disso, o fiz. Samuel então teve que declarar a Saul as trágicas consequências de sua desobediência. Em seu primeiro teste, e diante de uma ordem direta - e não importava a urgência das circunstâncias extenuantes - Saul havia fracassado. Uma desobediência direta nunca pode ser justificada com base na “necessidade”. Agiste nesciamente (13) - de acordo com Moffatt: “Você fez uma coisa tola”. Já lhe tem ordenado o Senhor - que não conhecemos, mas do qual Saul havia sido definitivamente informado. Já tem buscado o Senhor (14), um exemplo do “presente profético”, quando os eventos futuros são mencionados como já em pleno acontecimento, por causa da sua certeza. Ao despedir-se de Saul, Samuel foi para Gibeá de Benjamim (15). “Fracassando no teste da fé” é o tema dos versículos 5-14. (1) O teste da fé chega: (a) quando o perigo aumenta, 5,6; (6) quando o medo se instala, 7; (c) quando o apoio humano falha, 8; (2) Fracassar no teste da fé resulta em: (a) desobediência, 9-10; (b) desculpas, 11,12; (c) a perda das bênçãos de Deus, 13,14. O exército, agora reduzido a seiscentos varões (15), liderados por Saul e Jônatas, acampou em Gibeá, (16) - onde provavelmente deveríamos ler: Geba, o lugar de onde Jônatas havia anteriormente expulsado os filisteus, que, agora, das suas trincheiras em Micmás, que estava localizada nas proximidades, realizavam sistemáticos ataques contra Israel. Os destruidores (17) - eram literalmente “invasores” que promoviam ataques repentinos. Os lugares citados ficam ao norte, a oeste e ao sul de Micmás. Um parêntesis aparece em 19-23, com a intenção de explicar o estado em que se encontravam os israelitas sob a opressão dos
  4. 4. filisteus, que, aliada à presença dos exércitos em Geba (13.3), indicava uma situação que já existia há algum tempo. A sua relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho (20) - típicas ferramentas de fazendas que incluíam o que chamaríamos de foice (segundo a Septuaginta). O versículo 21 é muito difícil no hebraico. Moffatt não tenta traduzi-lo, mas indica a sua omissão por marcas de elipse. A ideia a traduzir é provavelmente a de que a necessidade de ter as ferramentas afiadas por ferreiros filisteus resultou em uma situação de tamanha falta de equipamentos preparados que, quando a guerra começou, até mesmo as ferramentas rudes de trabalho eram de pouca serventia. E saiu... ao caminho de Micmás (23), ou de acordo com Berkeley, “ocuparam o desfiladeiro de Micmás”. A Grande Vitória de Jônatas(14.1-15) Como as coisas já estavam assim há algum tempo, Jônatas tomou o seu pajem de armas e cruzou o vale para o lado dos filisteus, a cerca de cinco quilômetros do acampamento de Saul em Migrom, no distrito de Geba (2), sem deixar que alguém soubesse de seus planos. Uma vez mais nos é dito que o exército de Saul contava apenas com seiscentos homens, e também está dito que com eles estava Aias (3), bisneto de Eli, que usava o éfode sacerdotal (cf. 2.18, comentário). Aias é provavelmente o próprio Aimeleque, mais tarde assassinado por Saul (22.9). A passagem onde Jônatas abordou a guarnição dos filisteus está bem marcada com um rochedo agudo de cada lado; aquele que está mais ao norte é conhecido como Bozez (provavelmente o nome deriva de uma raiz que quer dizer “brilhante”), e o que está mais ao sul é conhecido como Sené (“espinheiro, ou arbusto espinhoso”). Diz-se que o General Allenby, durante a Primeira Guerra Mundial, enviou um esquadrão entre esses mesmos penhascos para surpreender e capturar um exército turco. Estes incircuncisos (6), um epíteto usado em particular com referência aos filisteus, que, após virem do oeste, não praticavam a circuncisão como o faziam os povos semitas. Nenhum impedimento - isto é, “nenhuma limitação, nenhum obstáculo”. Deus pode agir para e com o seu povo sem levar em conta o seu número, quer sejam muitas pessoas, quer poucas. A fé atreve-se a coisas impossíveis quando tem em vista “o invisível” (Hb 11.27). Tais palavras bem poderiam ser o lema da igreja em tempos como estes. A natureza da condição de ação de Jônatas era algo como “um velo de lã” (cf. Jz 6.36-40). Sob circunstâncias normais, seria altamente improvável que uma guarnição militar, quando desafiada, convidasse os desafiadores: Subi a nós (10). Nos descobriremos. (8), isto é, “nos mostraremos”. Os filisteus supuseram que eles lidavam com dois desertores que tinham saído das cavernas em que se tinham escondido (11). Com a confiança de que Deus havia verificado a sua liderança pelas palavras que lhes foram ditas pelos inimigos, Jônatas e o seu pajem rapidamente subiram até onde os
  5. 5. desavisados soldados filisteus esperavam para ensinar-lhes (12) uma lição. Com a vantagem da surpresa, Jônatas e o seu companheiro rapidamente dominaram a guarnição e mataram uns vinte homens (14). Quase no meio de uma jeira de terra que uma junta de bois podia lavrar - o texto em hebraico aqui é muito difícil, mas a versão em português provavelmente traduz o significado, ou seja, que a ação teve lugar em uma área tão grande quanto uma junta de bois poderia arar em um dia. Na ocasião deste ousado ataque, aconteceu um terremoto tão severo que houve tremor no arraial, no campo e em todo o povo (15). Era tremor de Deus. O texto hebraico deixa claro que o Senhor, e nâo apenas um terremoto comum, era a causa do terror do inimigo, embora a versão em português não traduza claramente este fato. O pânico não se limitou ao povo, mas afetou também a guarnição e os destruidores, supostamente soldados cuidadosamente escolhidos e amadurecidos. “Deus é sempre maior do que as circunstâncias”; este é o ensinamento nas palavras de fé de Jônatas: Pois com o Senhor não existe impedimento para salvar com muitos ou com poucos (6). Nos versículos 4-14 vemos: (1) circunstâncias desencorajadoras, 4,5; (2) uma fé crescente, 6; (3) um companheiro corajoso, 7; (4) um claro sinal, 8-12; (5) uma vitória poderosa, 13,14. Fonte: Comentário Beacon Introdução Nesta lição, abordaremos a angústia: uma enfermidade da alma, caracterizada por uma busca desenfreada do homem por preencher algo que lhe corrói o interior. Um sentimento insaciável rasga o peito, gritando para ser alimentado e pôr fim à sua angústia, à sua dor interior e exterior, podendo causar doenças psicossomáticas. OBJETIVO ►Definir o que é angústia; 1. O que é a angústia? A angústia se caracteriza por um sentimento de sufocamento e sensação de aperto no peito, acompanhados da falta de humor, de ressentimento e até dor física; isso pode evoluir a outras enfermidades. Biblicamente ela ocorre pela primeira vez no episódio da queda do homem (Gn 3.7a). Quando Adão e Eva percebem que estão nus e nada mais podem fazer para retornar ao estado original, então são tomados por um estado de angústia seguido de medo (Gn 3.8-10). Assim, quando o ser humano enfrenta situações de confrontos, problemas ou cobranças, sem saber o que fazer a angústia pode se apoderar do seu coração. Nota
  6. 6. Angústia vem do verbo “tsar”, que na hebraico bíblico significa aflição, apertado,estreito...Strong: Lexico Hebraico, Aramaico e Grego.ADCamargo Exemplifique para os alunos com a seguinte situação, imagine-se diante de uma pessoa afogando-se incapaz de salvá-la. Você sabe que o precisa fazer mas também sabe que não tem como fazer, neste momento o sentimento natural é de uma agonia mental, atrelada a um sufixo semelhante ao da asma, e uma dor ou compressão no peito”, isto é angústia. Quando este sentimento perdura por muito tempo, caracteriza uma enfermidade da alma. 1.1. Visão filosófica da angústia Para o filósofo Arthur Schopenhauer, viver significa necessariamente sofrer. Quanto mais o homem busca a vitória, mais ele se desencanta por não conseguir conferir sentido algum à vida. Os pequenos momentos de prazer, por mais proveitosos que sejam, são insuficientes para produzir a verdadeira felicidade o que acaba por gerar a angústia. Dessa forma, para a Filosofia existencialista, o ser humano está condenado a passar pela vida como um sobrevivente, pois a angústia de viver com sofrimento, faz desse mal um problema eterno, uma doença incurável. Entretanto, para o Cristianismo, ao contrário da filosofia, nenhum ser humano está condenado a existir como sobrevivente, pois, ao encontrar-se com Cristo, uma fonte de alegria brota no seu interior (Jo 7.38). 1.2. Angústia, uma enfermidade perceptível Embora a angústia seja uma enfermidade da alma, tal como uma doença do corpo, é possível percebê-la, como foi visto no primeiro tópico, seus sintomas são visíveis. Encontramos texto de prova em Gênesis 42.21 que nos relata, como exemplo, o caso dos irmãos de José quando chegaram ao Egito para comprar cereal e, diante da dramática exigência de trazer o irmão caçula (Gn 42.20), não sabendo que estavam diante de José, confessaram uns aos outros: “Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos...”. Assim a angústia e o sofrimento dos irmãos de José puderam ser externado e se tornaram visíveis. A angústia, segundo a Bíblia é um sentimento repressor, mas também pode ser verbalizada (Jó 7.11). Por isso, mesmo sendo cristãos, muitas vezes somos afetados por desabafos de angústias e imagens angustiantes. Para evitar ser contaminado por esta enfermidade, é preciso se refugiar na Palavra de Deus (S1119.143). 1.3. A angústia na realidade social A angústia é uma das enfermidades da alma que mais oprime a humanidade (SI 31.10). É um sentimento desagradável que pode atingir qualquer pessoa, e infelizmente o homem não pode se desviar
  7. 7. nem escapar dela. Lamentavelmente, como visto anteriormente, a angústia é uma consequência direta do pecado inoculado no Homem. Quando ocorre momentaneamente é apenas um reflexo natural das emoções, porém, quando se torna permanente, é sintomático de uma enfermidade da alma. Sendo assim, pessoas que apresentem o quadro de angústias podem desenvolver outros distúrbios emocionais tais como: cansaço físico e mentais, desânimo, baixa estima e depressão. Exemplifique para os alunos como na realidade social, deparamo-nos com situações enervantes, que produzem ou reforçam o sentimento de angústia: os fenômenos naturais trágicos (tempestades, terremotos, inundações, etc.) e os fenômenos sociais (violência urbana, guerras, terrorismo). Destaque que, apesar de tudo, nós temos o antídoto, a cura, que é o socorro de Deus bem presente na hora da angústia (Sl 46). OBJETIVO ►Mostrar as diversas faces da angústia; 2. As diversas faces da angústia Reconhecer um quadro de angústia é uma função que cabe a especialistas. Infelizmente, a maioria dos angustiados só procura ajuda especializada quando a sensação ruim beira o insuportável. As pessoas chegam ao pronto socorro, com dor e opressão no tórax, peso e desconforto no peito, de acordo com o cardiologista César Jardim, supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo. Os sintomas se assemelham aos de problemas cardiológicos, como infarto. Mas aqueles com problemas realmente cardiovasculares somam 30% dos casos. Incentivar o diagnóstico e um tratamento por especialistas devem ser o nosso conselho para aqueles que se encontram nessa situação. A angústia é um problema de saúde e necessita de acompanhamento. Se alguém está se sentindo sufocado, é preciso buscar auxílio. 2.1. O que a Bíblia diz sobre a angústia? É muito esclarecedor e elucidativo observar que Jesus nunca afirmou que, neste mundo, não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, prega-se que, ao se tornar cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: “No mundo passais por aflições...” (Jo 16.33). E, então, Ele acrescenta uma pequena palavra que faz toda diferença: “mas”. Em outras palavras, Jesus nos assegura que a Sua vitória sobre o mundo é a nossa vitória também, “mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, isto é, por meio dEle, temos a possibilidade de vencer e superar a angústia. 2.2. Angústia é sinal de que há conflito
  8. 8. A pessoa angustiada precisa pensar e tentar discernir o que a perturba, identificar o problema. Quando existem vários problemas, é importante definir qual o pior. Definindo qual o pior problema, o passo seguinte é agir para resolvê-lo. Quando não há solução ou a solução depende de outros, a saída é aceitar a perda. Aceitar não é concordar com o fato. É olhar a realidade e concluir: “Isto ocorreu em minha vida e não posso fazer nada para mudar.” É preciso seguir em frente, pois submeter-se à vontade de Deus é libertador (Rm 12.2). Algumas pessoas parecem ter muita dificuldade em conciliar a iniciativa humana com a dependência de Deus. Elas pensam que ou se tem uma coisa ou outra. Na realidade. Ambas são inseparáveis. O senso de dependência do Senhor nos leva a uma ação corajosa, equilibrada e vitoriosa (Êx 14.15). 2.3. Angústia um sentimento comum na pós-modernidade A angústia sem dúvida é inerente ao ser humano, mas certamente é fomentada e potencializada nas situações trágicas (Mc 13.7). O que se percebe no nosso cotidiano é uma grande angústia. Mas por que tanta angústia? Por que esse sentimento de vazio, de incompletude? Vivemos num mundo que nos diz, incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser evitada e/ou suprimida e que a felicidade é a melhor escolha. O medo de não fazer boas escolhas leva os indivíduos a experimentarem um sentimento de angústia que passa pela ideia de que algumas dessas escolhas podem ser definitivas e não possuem retorno. Os males pós-modernos nascem da liberdade, em vez da opressão. Ao proporcionar ao indivíduo liberdade de escolha, sem a presença de referências duradouras e com opções inesgotáveis, após- modernidade o induz a um nível de ansiedade sem precedentes. OBJETIVO ►Apresentar a cura para a angústia. 3. Como lidar com a angústia A situação na qual o povo de Israel se encontrava era extremamente difícil, quase desesperadora. Estava prestes a entrar em uma guerra com pouquíssimas chances de vencer. O adversário, o poderoso exército filisteu, somavam trinta mil carros, e seis mil cavaleiros (ISm 13.5), enquanto o exército israelita somava seiscentos homens (ISm 13.15). Enquanto os filisteus dirigiam-se à batalha armados até os dentes, entre o povo que estava com Saul e com Jônatas não se achou nem espada, nem lança. E como nenhum soldado tinha sequer uma arma, os olhares e atenções se dirigiram para Saul e Jônatas, que eram o rei e o príncipe herdeiro de Israel e os únicos a possuírem armas (ISm 13.22). Só que os líderes também não pareciam saber o que fazer.
  9. 9. É em momentos como esse que a angústia se apodera do nosso coração. Para o dicionário, angústia é estreiteza, brevidade, grande aflição, ansiedade acompanhada de opressão e tristeza. 3.1. Evitar se concentrar na dor Diante das adversidades, temos, assim como os hebreus, a reação natural de fugir (ISm 13.6), pois elas se esconderam em todos os lugares possíveis, tentando evitar uma batalha da qual eles sabiam que não sairiam vencedores. Jônatas se encontrava em uma situação extremamente difícil. Ele estava em grande aperto, encurralado, colocado contra a parede. Humanamente, não havia saldo para aquela situação. Todavia ele foi capaz de reverter o quadro adverso de uma maneira tão inesperada e tão completa, que transformou aquela batalha em uma das maiores vitórias da história do povo de Deus. A angústia pode ser tornar uma aliada para nos alertar para as mudanças que devemos realizar em nossa vida. 3.2. Identificar como mudar a situação Qual foi o segredo de Jônatas para superar sua própria angústia e conquistar uma vitória tão extraordinária? O fator determinante para o sucesso de Jônatas foi à convicção que ele tinha consciência a respeito de Deus, a compreensão do seu caráter, dos seus atributos e da sua vontade (SI 46.1). Através dele, o Senhor livrou Israel e infligiu uma pesada derrota aos seus inimigos. Os desertores saíram de seus esconderijos (ISm 14.22), os traidores voltaram a defender seu povo (ISm 14.21), e os adversários, desorientados, mataram-se uns aos outros, sofrendo uma grande derrota (ISm 14.20). O povo estava paralisado, mas Jônatas decidiu agir. Enquanto todos olhavam uns para os outros, na expectativa de que alguém tivesse uma ideia mirabolante, ele chamou para si a responsabilidade. Jônatas foi dominado pela profunda certeza de que o Senhor o chamava para a batalha. “Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem e passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (ISm 14.6). 3.3. Confiar em Deus é o segredo da vitória Enquanto o rei Saul ficou dentro da tenda andando de um lado para o outro, imaginando quem o Senhor poderia enviar para deter os filisteus, Jônatas acreditou que esse enviado poderia ser ele próprio. Deus chamou para a batalha. Ele atendeu. Em momentos de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e em sua providência. Precisamos crer no Deus que age em favor dos seus servos, que intervém na história dos homens, que é fiel às suas promessas, que socorre seus filhos que estão em grande aperto. Mas
  10. 10. Ele também nos chama à ação, pois quer dividir conosco as experiências da batalha e os louros da vitória. Conclusão A consciência de que o Senhor nos chama à batalha nos deve levar ação, mas não a qualquer ação. Atirar-se afoitamente contra os obstáculos e conduzir-se de maneira impensada não é o que vai nos tirar da situação de angústia e levar-nos ao sucesso. A ação inconsequente pode ser tão ruim quanto à passividade. QUESTIONÁRIO 1. Qual a visão filosófica da angústia? R: Viver significa necessariamente sofrer. 2. Cite uma maneira de se lidar com a angústia. R: Evitar se concentrar na dor/ Identificar como mudar a situação/Confiar em Deus. 3. Por que a angústia é comum na pós-modernidade? R: Vivemos num mundo que diz que a felicidade é a melhor escolha. 4. O que a Bíblia diz sobre a angústia? R: “No mundo, passais por aflições..” (Jo 16:33). 5. O que é a angústia? R: Quando o indivíduo enfrenta situações de confrontos, pressão, impotência diante dos problemas ou cobranças sem saber o que fazer. REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas

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