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3 portugal global maio2012_opera - design matters

  1. 1. DESTAQUE OPERA DESIGN MATTERS PARCERIAS POTENCIAM OPORTUNIDADES E EXPANSÃO GLOBAL DA ARQUITECTURA A OPERA Design Matters possui escritórios em Lisboa, Luanda e Maputo e delegações em S. Paulo e Madrid. Está neste momento a estruturar a sua presença em Singapura e em Houston. Este é um entre muitos exemplos de ateliers que se internacionalizam. Mas tudo isto só é possível graças à excelência da arquitectura portuguesa, mundialmente reconhecida. Um texto do arquitecto José Soalheiro.18 // Maio 12 // Portugalglobal
  2. 2. DESTAQUE ainda bem antes da actual crise, urgiu Nos dias que correm, 98 por cento da alargar o âmbito de intervenção territo- encomenda da Opera é externa. Estão- rial e reformular a organização do escri- se a desenvolver projectos de bairros tório que tinha entretanto crescido para residenciais, institutos públicos, hotéis, responder a desafios marcantes como, universidades, torres de escritórios e entre muitos outros, a Escola de Ciên- planos territoriais. Estamos a ajudar a cias da Saúde e o Hospital de Braga, a edificar novos países e a desenvolver Faculdade de Engenharia de Guimarães regiões. A sublinhar uma vez mais que ou o Complexo Residencial e de serviços a diáspora portuguesa é bem maior, de Campolide Parque em Lisboa. como sempre foi, que o país de ori- gem. Maior, mais dinâmica, mais com- Não é estranho a este processo a influ- petente e mais eficiente. ência das várias parcerias com grandes empresas europeias e americanas que al- O essencial a reter, contudo, é que para guns desses projectos obrigaram, dada a além dos postos de trabalho abertos sua especificidade, como a SOM, a HOK, nestas novas localizações, para técni- a WHR ou a Mossessian and Partners. cos portugueses e locais, a Opera man- tém todos os contratados em Portugal Tornou-se, pois, imperioso transformar o e está até a admitir mais pessoas, indi- “atelier” artesanal de conotações tardo- víduos a quem o trabalho e esta nova românticas, focado em uma ou duas realidade da globalização não assusta pessoas, numa Organização. Mais con- e se entrega de corpo e alma à ideia temporânea. Mais eficiente. Mais abran- de construir uma marca e um nome, de gente. Mais criativa. Mais democrática. cujo destino também fazem parte. Para além dos sócios iniciais, foi aberta Uma parte significativa do trabalho de a participação a colaboradores nos vá- “produção” continua a ser feito em rios escritórios. Alguns elementos ade- Portugal. Estamos a exportar conheci- rentes não portugueses provêm dessas mento, experiência, qualidade e capa- empresas internacionais que se reviram cidade tecnológica. neste projecto. Falando em termos meramente mercanti- O primeiro passo foi a abertura de um listas, a arquitectura portuguesa é um va- escritório em Barcelona, dado o “boom” lor seguro, dos que mais reconhecimento de construção que então se vivia em Es- obtém, não só dos seus pares, como dos panha. Seguiram-se Luanda, onde se investidores e promotores internacionais. mantém um corpo muito ágil de técni- Para além da sempre citada cortiça, do cos residentes, e, mais recentemente, futebol e, mais recentemente, do calça- estabeleceu-se uma empresa em Mapu- do, a arquitectura atinge este nível super- to. O mercado brasileiro, pelos contactos lativo de qualidade e visibilidade, a que o já efectuados, já faz mais de dois anos, país no seu todo não corresponde. mostra-se bastante promissor.A marca engloba várias empresas, com É forçoso um olhar atento para esta reali-parte do corpo societário comum a to- As parcerias potenciam oportunidades dade. Até porque, a reboque da arquitec-das, e surge como a continuidade ló- e novas expansões: é o caso da relação tura vem toda uma indústria portuguesagica da experiência e reconhecimento com a Surbana, um gigante das empre- que beneficia deste patamar de proemi-nacional, com mais de vinte anos em sas asiáticas, com quem a Opera está nência. Estamos a falar de construtoras,projectos de obras públicas – nome- a desenvolver o Plano do Cazenga e cerâmicas, mobiliário, têxteis, metalome-adamente, universidades, hospitais, Sambizanga em Luanda, que permea- cânicas, cimenteiras, produtos pétreos,hotelaria, edifícios residenciais ou de biliza a entrada em Singapura. processamento de madeira e tecnologiasescritórios, centros culturais e de ex- de informação. Também a aposta naposições – do gabinete de arquitectura Poderemos também citar o relaciona- investigação que o país realizou nestes“José Soalheiro e Teresa Castro”. mento com a Snohetta (biblioteca de últimos anos, pode ver frutos desta in- Alexandria, Ground Zero em Nova Ior- ternacionalização. Poderemos exemplifi-Quando o mercado português, nomea- que, Ópera de Oslo, entre outros). Os car com a colaboração da Opera com adamente a nível de concursos públicos, vários projectos em curso são desen- Universidade do Minho e com o PIEP-Polomas também no sector imobiliário, co- volvidos em paridade e beneficiam da de Inovação em Engenharia de Polímerosmeçou a mostrar sinais de contenção, complementaridade das experiências. (entidade que faz o interface entre a Uni- Portugalglobal // Maio 12 // 19
  3. 3. DESTAQUE versidade e a Indústria), para o desenvol- mais: não apenas na organização de ex- vimento de polímeros para a construção, posições, colóquios e conferências que um processo em curso nalguns projectos. difundam a arquitectura portuguesa (ou feita por portugueses), mas também na Esta visibilidade, produto do talento e acção directa junto dos agentes institu- esforço isolado dos arquitectos portu- cionais e empresariais dos vários países. gueses, carece de apoio institucional Nas missões comerciais que diferentes para ser explorada em toda a sua di- governos têm organizado a distintos paí- mensão. Há que fazer um esforço de ses ou zonas económicas, quantos arqui- marketing externo das mais prestigiadas tectos têm sido incluídos? universidades portuguesas (à semelhan- ça do que fazem as americanas) e colo- car delegações em todo o espaço lusó- OPERA fono. A matriz académica portuguesa, Design Matters que ainda é o referencial das várias elites Urbanização da Matinha, Rua Projectada à políticas e económicas, está a ser substi- Rua 3, Edifício A, 3ºA tuída pela anglo-saxónica para as gera- 1900-796 Lisboa, Portugal ções seguintes. É um processo em que Tel.: +351 218 621 110 Fax. +351 218 621 119 houve desatenção dos vários governos em Portugal e que urge inverter. jose.soalheiro@opera-projects.com lisboa@opera-projects.com Das embaixadas, consulados, delegações www.opera-projects.com comerciais e culturais também se exige 20 // Maio 12 // Portugalglobal

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