Unidade 8 lu e vivi

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Unidade 8 lu e vivi

  1. 1. Unidade 8 PROGRESSÃO ESCOLAR E AVALIAÇÃO: O REGISTRO E A GARANTIA DE CONTINUIDADE DAS APRENDIZAGENS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO 3º ano
  2. 2. 1 - Leitura de deleite O caderno Pe. Fábio de Melo Sou eu que vou seguir você Do primeiro rabisco Até o be-a-bá. Em todos os desenhos Coloridos vou estar A casa, a montanha Duas nuvens no céu E um sol a sorrir no papel... Sou eu que vou ser seu amigo Vou lhe dar abrigo Se você quiser Quando surgirem Seus primeiros raios de mulher A vida se abrirá Num feroz carrossel E você vai rasgar meu papel... Sou eu que vou ser seu colega Seus problemas ajudar a resolver Te acompanhar nas provas Bimestrais, você vai ver Serei, de você, confidente fiel Se seu pranto molhar meu papel... O que está escrito em mim Comigo ficará guardado Se lhe dá prazer A vida segue sempre em frente O que se há de fazer... Só peço, à você Um favor, se puder Não me esqueça Num canto qualquer
  3. 3.  MENSAGEM DO PADRE FÁBIO DE MELO Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno, eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que a experiência dos erros Ela é tão importante quanto às experiências dos acertos Porque vistos de um jeito certo, os erros, Eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros O caderno é uma metáfora da vida, Quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo, Que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página. Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços.
  4. 4. Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles, A gente seguia um pouco mais crescido O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos. Erros podem ser fontes de virtudes! Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado; Ele não tem que ser fonte de culpas e vergonhas. Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida
  5. 5. Uma coisa é a gente se arrepender do que fez! Outra coisa é a gente se sentir culpado. Culpas nos paralisam. Arrependimentos não! Eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos. Deus é semelhante ao caderno. Ele nos permite os erros pra que a gente aprenda a fazer do jeito certo. Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje! Recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Quando os erros são demais, vire a página! O que está escrito em mim comigo Ficará guardado, se lhe dá prazer A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer Só peço a você um favor, se puder Não me esqueça num canto qualquer
  6. 6. Pnaic – 2013 Formação do Professor Alfabetizador 1-Currículo 2-Planejamento e Rotina 3-Sistema de Escrita Alfabética 4-Ludicidade 5-Gêneros 6-Projetos e Sequências 7-Heterogeneidade 8-Avaliação e Registro Educação Especial
  7. 7. 1-Currículo entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento; aprofundar a compreensão sobre o currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental e a definição de direitos de aprendizagem e de desenvolvimento nas áreas da leitura e da escrita; compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem
  8. 8. 2-Planejamento e Rotina  aprofundar os conhecimentos sobre a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento;  conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (livros didáticos e obras complementares aprovados no PNLD; livros do PNBE e PNBE Especial; jogos distribuídos pelo MEC) e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados;  planejar o ensino na alfabetização, analisando e criando propostas de organização de rotinas da alfabetização na perspectiva do letramento;  criar um ambiente alfabetizador, que favoreça a aprendizagem das crianças;  compreender a importância da literatura nos anos iniciais do Ensino Fundamental e planejar situações de uso de obras literárias em sala de aula.
  9. 9. 3-Sistema de Escrita Alfabética  entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, compreendendo que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um processo de compreensão de um sistema de notação e não a aquisição de um código;  analisar as contribuições da teoria da psicogênese da escrita para compreensão do processo de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética;  entender as relações entre consciência fonológica e alfabetização, analisando e planejando atividades de reflexão fonológica e gráfica de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC;  analisar diferentes alternativas didáticas para o ensino do Sistema de Escrita Alfabética com uso de diferentes materiais distribuídos pelo MEC, identificando os objetivos a elas associados.
  10. 10. 4-Ludicidade  conhecer a importância do uso de jogos e brincadeiras no processo de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA), analisando jogos e planejando aulas em que os jogos sejam incluídos como recursos didáticos;  compreender a importância de organizar diferentes agrupamentos em sala de aula, adequando os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos;  compreender e desenvolver estratégias de inclusão de crianças com deficiência visual, auditiva, motora e intelectual, bem como crianças com distúrbios de aprendizagem no cotidiano da sala de aula;  conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados.
  11. 11. 5-Gêneros  entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, com aprofundamento de estudos utilizando, sobretudo, as obras pedagógicas do PNBE do Professor e outros textos publicados pelo MEC;  analisar e planejar projetos didáticos para turmas de alfabetização, integrando diferentes componentes curriculares, e atividades voltadas para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita;  conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados.
  12. 12. 6-Projetos e Sequências      compreender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, a partir do aprofundamento de estudos baseados nas obras pedagógicas do PNBE do Professor e outros textos publicados pelo MEC; aprofundar a compreensão sobre o currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental e sobre os direitos de aprendizagem e desenvolvimento nas diferentes áreas de conhecimento; analisar e planejar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de alfabetização, assim como prever atividades permanentes integrando diferentes componentes curriculares e atividades voltadas para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita; conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e planejar projetos e sequências didáticas em que tais materiais sejam usados; compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização.
  13. 13. 7-Heterogeneidade  entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, considerando o fenômeno da heterogeneidade como intrínseco aos processos educativos;  criar um ambiente alfabetizador, que favoreça a aprendizagem, considerando a heterogeneidade de conhecimentos dos aprendizes no processo de alfabetização;  compreender a importância de organizar diferentes agrupamentos em sala de aula, considerando a heterogeneidade de aprendizagens, e adequando os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos;  planejar o ensino na alfabetização, analisando e criando propostas de organização de rotinas da alfabetização na perspectiva do letramento, adequando-as às diferentes necessidades de aprendizagem dos alunos;  analisar e planejar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de alfabetização, contemplando crianças que tenham diferentes conhecimentos sobre a escrita;  compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, refletindo sobre a função do diagnóstico no acompanhamento das aprendizagens realizadas pelos alunos e na (re)organização do ensino a eles proposto;  conhecer e explorar os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação; planejar situações didáticas em que o uso dos materiais didáticos sejam recursos.
  14. 14. 2 - Recados: - 30 / 11 / 2013 – Educação Especial – A Alfabetização de crianças com deficiência: uma proposta inclusiva. - Entrega do Portfólio. - 07/12- Seminário Municipal - Avaliação: Link para Professoras -  https://pt.surveymonkey.com/s/pna
  15. 15. Unidade 8-Avaliação e Registro 3- Iniciando a conversa Nesta unidade, iremos retomar os temas que já foram tratados ao longo das demais unidades do curso, tendo como foco a reflexão sobre a progressão escolar e a avaliação, destacando a importância do registro do trabalho docente e da garantia de continuidade das aprendizagens no ciclo de alfabetização. Para desenvolver essa temática, retomaremos alguns princípios já elencados ao longo deste curso, tais como: a importância do acesso ao processo de alfabetização por todas as crianças dos anos iniciais do ensino fundamental como um direito; a concepção de que esse ensino se deve dar em um ambiente que privilegie a reflexão, a problematização e a ludicidade; o pressuposto de que as crianças devem ter seus direitos de aprendizagens garantidos em todas as áreas do conhecimento de forma interdisciplinar e significativa, vivenciando diversas propostas pedagógicas.
  16. 16. Objetivos planejar o ensino na alfabetização; compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem; construir, coletivamente, o que se espera em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no ciclo de alfabetização.
  17. 17. Conceito de ensino: O ensino deve se dar em um ambiente que privilegie a reflexão, a problematização e a ludicidade e os direitos das crianças de aprendizagem, garantindo todas as áreas do conhecimento de forma interdisciplinar e significativa, vivenciando diversas propostas pedagógicas.
  18. 18. 4 - Texto 1 “Progressão escolar no ciclo de alfabetização: avaliação e continuidade das aprendizagens na escolarização” Pág 6
  19. 19. a) Pensar nas questões: 1- Proposta do ciclo de alfabetização. 2- Objetivo das unidades anteriores nesse sentido.(Como as unidades anteriores trataram do assunto Progressão e Avaliação) 3- Objetivos desse texto. 4- A história do processo de formação de ciclos. 5- A diferença entre progressão automática e progressão continuada.
  20. 20. O ciclo de alfabetização configura-se como uma proposta de encaminhamento do processo de ensino e de aprendizagem das crianças entre 6 e 8 anos em uma perspectiva de continuidade e aprofundamento, visando à construção de um sistema educacional democrático, não seletivo e não excludente. Pág 06
  21. 21. Para tanto é preciso Garantir a continuidade das aprendizagens ao longo da escolaridade.
  22. 22. Pequena retrospectiva histórica • A seriação instalou-se por volta dos anos finais da década de 1890 e o acesso a escola pública foi ampliada às camadas populares a partir dos anos 1970. Nesse período: • Apenas 1º ano era destinado à alfabetização e esse processo pautava-se em uma concepção de leitura e escrita como decodificação e codificação. • O fracasso escolar registrado principalmente na 1ª série do E.F. era vinculado a questões de natureza individual ou social, sendo os alunos responsabilizados por tal fenômeno. Pág 7
  23. 23. Na tentativa de solucionar o Fracasso Escolar na Alfabetização surgiu o CICLO BÁSICO, ampliando para 2 anos a alfabetização pág. 7
  24. 24. Diferente da progressão automática que tem como objetivo racionalizar o fluxo de alunos e reduzir as taxas de reprovação, Ferreira e Leal (2006) dão 4 argumentos para o regime citado Favorece a interdisciplinaridade, participação, respeitando os ritmos. Nega a lógica excludente e competitiva das séries e adota a lógica inclusiva e solidária. Trabalha com a perspectiva multicultural com respeito à diversidade de saberes, práticas e valores do grupo. Rejeita a homogeneidade e valoriza a heterogeneidade. Pág 9
  25. 25. Essa proposta de ciclos necessita , segundo Mainardes (2007): • Adesão dos professores. • Intenso e contínuo processo de formação docente. • O ciclo de alfabetização propõe ampliação do tempo de aprendizagem, considerando uma nova postura avaliativa por parte dos professores com critérios adequados a cada ano, enfatizando a aprendizagem, revisitando o processo ensinoaprendizagem e atendendo as diferentes aprendizagens. Pág. 09
  26. 26. Nesse processo as crianças assumem um papel mais ativo No ciclo de alfabetização, os direitos de aprendizagem devem estar claros, do contrário a avaliação pode assumir uma dimensão informal, sem indicação dos avanços das crianças Pág. 09
  27. 27. Escola seriada se apoia na aprovação e reprovação. Escola Ciclada pensa a escola dentro de uma nova lógica. O Ato de avaliar deve ser: momento capaz de revelar os conhecimentos construídos pelas crianças e o que elas ainda precisam elaborar. Pág 10
  28. 28. Cabe à escola ao final do Ciclo de alfabetização Organizar atividades e projetos de apoio. • Metas constantes no PPP , em consonância com os documentos norteadores para atingir os direitos de aprendizagem. •
  29. 29. “a seriação e a reprovação não podem, sozinhas, serem tomadas como a causa do fracasso escolar e, em contrapartida, o ciclo e a promoção serem tomados como a grande solução para esse problema como muitas políticas educacionais sustentam. A escola deve, em seu conjunto, ser analisada e, talvez assim, diante de mudanças estruturais possamos tratar o que entendemos por fracasso escolar: não só altas taxas de evasão e repetência, mas a falta de cumprimento dessa instituição com a sua função social.” Pág 18
  30. 30. b) Vídeo: “Progressão Continuada não é aprovação automática.” (Mário Sérgio Cortella) www.youtube.com/watch?v=ZFpoZZQCpxs
  31. 31. “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire
  32. 32. Avaliação no Ciclo de Alfabetização Reflexão e Sugestões
  33. 33. Concepções sobre Ensino e Aprendizagem... TRADICIONAL – compreende avaliação como “fim do processo”. PROGRESSISTA a – compreende como processos, desenvolvimentos, percursos de formação e que se efetiva do início ao fim da escolarização. Pág. 07
  34. 34. Ação Didática consistente... DIAGNÓSTICO PLANEJAMENTO AVALIAÇÃO CONTÍNUA Pág. 10
  35. 35. Reflexões sobre a Avaliação e os sujeitos envolvidos na Alfabetização As pesquisas evidenciam que “Avaliar não é uma tarefa fácil”... E que muitas vezes, crianças com conhecimentos semelhantes em relação a um determinado conteúdo recebem pontuações diferentes na Avaliação do Professor. É importante ter clareza acerca dos motivos que temos para avaliar as crianças. Pág. 10
  36. 36. Direitos de Aprendizagem... Delimitando o que as crianças precisam aprender, torna-se mais clara a ação avaliativa. É preciso pensar em quais são as estratégias de avaliação a serem adotadas e quais instrumentos favorecem mais a identificação do que os estudantes aprenderam em relação a determinado conteúdo. Pág. 13
  37. 37. Avaliação de Leitura É necessário que a criança adquira autonomia – ter condições de ler e compreender textos de diferentes gêneros para atender a diferentes finalidades. Estabelecer objetivos de leitura.A avaliação realizada pelo Professor além de avaliar a fluência na oralização de textos precisa estar direcionada para perceber a capacidade da criança de compreender textos. Págs. 15 e 16
  38. 38. Algumas habilidades importantes para o desenvolvimento da Compreensão leitora Localizar informação explícita no texto; Inferir –utilizar conhecimentos prévios ou resgatar parte de um texto para inferir alguma informação; Compreender a finalidade do texto; Apreender assuntos; Estabelecer relação de intertextualidade; Pág. 17
  39. 39. Avaliação da Produção Textual O que considerar na elaboração de um instrumento de avaliação de Produção de Textos? Alguns aspectos precisam ser levados em consideração: 1-Os quadros de Direitos de Aprendizagem podem nos ajudar nessa questão. 2-O Professor têm o desafio de pensar no que ele quer avaliar em cada ano escolar.
  40. 40. 3-Escolha do gênero textual a ser escrito. 4-Proposta de produção propriamente dita: contexto de produção (qual gênero, objetivo, onde circulará). 5-Uma das formas de avaliar é através da escrita individual (coletar informações de modo particular), poderá traçar comparativos com meses anteriores. Págs. 35
  41. 41. A oralidade nas aulas de língua portuguesa Como avaliar as competências discursivas dos alunos? O trabalho com a modalidade oral não se reduz à fala cotidiana, informal, mas consiste em realizar um trabalho sistemático e planejado. Pág. 35
  42. 42. É necessário definir objetivos didáticos explícitos a pelo menos quatro dimensões Valorização de textos escritos de tradição oral; Oralização do texto escrito; Variação linguística e relações entre fala e escrita; Produção e compreensão de gêneros orais. Pág.35
  43. 43. Sugestões Contação de histórias Entrevista Debate Seminário Escolar
  44. 44. Considerações Importância da Avaliação focar diferentes eixos do ensino da língua. Oportunizar que diferentes aspectos da língua sejam avaliados. Nem sempre é possível avaliar todas as habilidades, é importante que o Professor planeje e garanta momentos para diagnosticar e redimensione sua prática buscando a progressão das aprendizagens. Pág. 67
  45. 45. Leitura de Deleite: “Encontros e Despedidas” Mande notícias do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço venha me apertar Tô chegando Coisa que gosto é poder partir sem ter planos Melhor ainda é poder voltar quando quero Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai e quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim chegar e partir São só dois lados da mesma viagem O trem que chega É o mesmo trem da partida A hora do encontro é também despedida A plataforma dessa estação É a vida desse meu lugar Milton Nascimento
  46. 46.  Qual a forma de registro que vocês estão acostumados a utilizar em sala de aula?
  47. 47. 6 - Texto 2 “O registro das situações de ensino e de aprendizagem: significados construídos com a análise da prática no ciclo de alfabetização.” Pág 10
  48. 48. Registrar é uma marca da humanidade É do próprio ser humano registrar o que vivem, o que pensam e a realidade onde se encontram. Escritos ou não todos os registros falam das experiência humanas e por meio delas é possível reconstruir a própria história da humanidade.
  49. 49. Os primeiros registros Pintura rupestre Escrita cuneiforme
  50. 50. Os registros Expressam como seus autores observam, sentem e pensam na participação no mundo O registro escrito guarda partes do nosso tempo que consideramos dignas de permanecerem vivas
  51. 51. Para o professor o registro É um instrumento de aperfeiçoamento do seu trabalho  Representa suas experiências através de um objeto concreto, feito de palavras que podem ser lidas, revisadas e analisadas...e compartilhadas
  52. 52. Para isso é preciso registrar nossa prática para: • • • • • • Refletir sobre suas ações. Para que tenha cada vez mais autonomia dando novos significados às ações de ensinar e aprender. Para aprimorar nossos afazeres. Desenvolver o pensamento. Fazer perguntas sobre as ações desenvolvidas. O registro ajuda no processo de autoavaliação e essa avaliação nos leva a uma atitude investigativa: Observa, registra e reflete.
  53. 53. Mesmo sabendo da importância do registro, poucas vezes realizamos. Isso tem seus motivos: a cultura brasileira é oral, falamos muito mais que escrevemos e confiamos a nossa memória, na capacidade da de armazenar o que aprendemos e vivemos...
  54. 54. O Registro • • • • • • • • • Antigamente quando falávamos em aprovação ou reprovação, falávamos da criança ter ou não atingido as metas durante um ano. Hoje isso mudou, levamos em conta outras variáveis como: Condições de trabalho docente Formação docente Conteúdos ensinados Formas de avaliação Materiais e todos os recursos. A história de vida do protagonista. As relações da escola e a prática social.
  55. 55. Hoje faz-se necessário revisitar nossas ações e refletir sobre em que medida estamos contribuindo com o processo de apropriação do conhecimento.
  56. 56. A necessidade da documentação É preciso pensar a documentação como estratégia estruturante de experiência educativa  Documentar significa reconhecer e ser reconhecido. Ser reconhecido em um contexto, pelas experiências que se realiza naquele contexto. Não é legal que os instrumentos que foram construídos em outros contextos, sejam instrumentos de agora.  A documentação serve para contar, tornar visível à comunidade, aos alunos e professores
  57. 57. Vários tipos de recursos podem ser utilizados como forma de registro: • • • • • • • • Planejamentos. Portfólios. Diários de bordo. Registro de pesquisa das crianças. Registros de ações a serem desenvolvidos para resolver problemas detectados. Organização de arquivos e materiais didáticos (inventário ). Registrar o acompanhamento permanente das crianças em relação à sua aprendizagem, fazendo levantamento das suas conquistas e dificuldades. Registros de projetos com: desenhos, frases orais e escritas espontâneas das crianças, fotos.
  58. 58. Lembretes ao registrar O registro não é uma ata...escreva o que quiser comentar Não deixe de anotar data e o porquê do registro Escreva imaginando que seu texto será lido por alguém Enriqueça seu registro: o que descobriu? O que aprendeu? O que faria novamente? O que não fez e sentiu que deveria ter feito?
  59. 59. 8) Retomada dos registros: a) Escrever um relato de experiência de alguma atividade, sequência didática ou projeto didático que tenha sido desenvolvido neste ano, seguindo o quadro da página 24. b) Socialização e sistematização
  60. 60. 1- Como organizo a sala de aula para o momento de ensino? 2. Como os materiais pedagógicos são elaborados/ aplicados/ socializados? 3. Como relaciono a multiplicidade de atividades com a sua sequenciação e duração? Como aplico essas atividades? 4. Quais intervenções realizo durante a realização das atividades? 5. Como os conhecimentos das crianças são socializados? 6. Em quais momentos as crianças realizam trocas de experiências?
  61. 61. 7. Como foi desenvolvido o meu trabalho com leitura, linguagem oral, produção textual e apropriação? 8. Qual a regularidade das atividades? 9. Em relação ao processo de aprendizagem da leitura e da escrita, como recebi as crianças no começo do ano? 10. Quais os critérios/instrumentos utilizo para avaliar se a criança atingiu os objetivos durante o ano quanto à aprendizagem da leitura e da escrita? 11. Utilizo o livro didático do componente curricular Língua Portuguesa? Como? 12. Como trabalho em meio à diversidade das crianças da turma em relação à apropriação do Sistema de Escrita Alfabética?
  62. 62. U8 ANO 1 P. 17 Por meio do registro, garantimos que as crianças sejam avaliadas continuamente de modo mais seguro. Podemos ver seus avanços de modo muito mais claro do que por meios assistemáticos e desorganizados, que podem, muitas vezes, turvar a visão e deixar que imagens sedimentadas sobre as crianças levem a construções negativas acerca de suas potencialidades.
  63. 63. U8 ANO 2 P. 13 Para garantir que os alunos progridam em suas aprendizagens, a avaliação ao longo de cada ano escolar deve ter um caráter processual, participativo, formativo, diagnóstico e redimensionador da ação pedagógica. É importante a elaboração de instrumentos e procedimentos de observação, acompanhamento contínuo, registro e reflexão permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem.
  64. 64. Em relação às crianças, U8 ANO 3 P. 28 é importante registrar o acompanhamento permanente das suas aprendizagens, visando fazer o levantamento das suas conquistas e dificuldades e dos encaminhamentos necessários. Esse tipo de registro é uma maneira de criar condições para que o professor possa realizar a avaliação das crianças de forma mais qualitativa, mas também realizar a avaliação de sua própria prática de ensino.
  65. 65. Barreto (1996): • • • Para que sejamos capazes de analisar os avanços das crianças, precisamos criar boas situações de avaliação e boas estratégias de registro. Os quadros de acompanhamento da aprendizagem favorecem tais análises. Outras formas de registro também podem ser utilizadas, como o portfólio, o diário de classe ampliado, o caderno de registros dos alunos ( com uma página para cada estudante, onde são registradas informações sobre as aprendizagens realizadas, dentre outras )..
  66. 66. • Destacamos também que os registros de final de ano devem ser retomados pelos professores no início do ano seguinte, para que sejam planejadas ações.
  67. 67. 9- LEITURA E ANÁLISE DOS RELATOS
  68. 68. 10 – Tarefa: a) Leitura do artigo “ A organização do Ensino Fundamental em ciclo: algumas questões.” - Ocimar Munhoz Alavarse. b)Terminar a organização do Portfólio.
  69. 69. PARA RELEMBRAR... • APRESENTAÇÃO DE PAINÉIS • IMAGENS REPRESENTATIVAS DA FORMAÇÃO • ATIVIDADES DESENVOLVIDAS • FOTOS E REGISTROS • DEPOIMENTO DE PROFESSORES, ALUNOS... APRESENTAÇÃO DE ALGUMA ATIVIDADE PELO PROFESSOR (EXPLICAÇÃO, DEMONSTRAÇÃO...) • • VÍDEOS
  70. 70. LINK PARA ACESSO E AVALIAÇÃO Formação de professores alfabetizadores: https://pt.surveymonkey.com/s/pnaicprofs
  71. 71. AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO 1. Avalie cada um dos aspectos a seguir referentes ao curso ministrado: • conteúdos abordados; • nível de aprofundamento dos estudos; • recursos utilizados nos encontros; • outros. 2. Avalie o orientador de estudos que atuou na sua turma, considerando os critérios abaixo: • pontualidade; • clareza na exposição dos temas em discussão; • domínio do conteúdo abordado; • condução das atividades propostas; • relação com o grupo. 3. Avalie sua participação como aluno(a) do curso considerando os critérios abaixo: • pontualidade; • assiduidade; • participação nas discussões; • leitura prévia dos textos indicados. 4. Este curso contribuiu para a sua formação? Por quê? 5. Este curso causou algum impacto na sua prática? Qual? 6. Quais foram as principais mudanças observadas na prática? 7. Quais temáticas você gostaria que fossem tratadas em um curso de continuidade a este curso? 8. Se julgar necessário, faça outros comentários.

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