Adolescência

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Adolescência

  1. 1. A adolescência é o período próprio dodesenvolvimento físico e psicológico, que se iniciaaproximadamente aos catorze anos para os rapazes eaos doze anos para as moças, prolongando-se, até aosvinte e dezoito anos, respectivamente. Inadaptado ao novo meio social no qual semovimentará, sofre o conflito de não ser maiscriança, encontrando-se, no entanto, sem estruturaorganizada para os jogos da idade adulta.É, portanto, o período intermediário entre as duasfases importantes da existência terrena, que seencarrega de preparar o ser para as atividadesexistenciais mais profundas.
  2. 2. Elaboração de lutos Perda do corpo infantil Perda dos pais da infância Perda da identidade e do papel social infantis
  3. 3. Síndrome da Adolescência Normal Busca de si mesmo e da identidade adulta: tentativas de auto-afirmação, desvaloriza o conhecimento trazido pelos pais ou familiares. Tendência grupal: desloca os sentimentos de dependência dos pais para o grupo, o que lhes aumenta a autoestima e segurança Necessidade de intelectualizar e fantasiar: mecanismo de defesa, atitude de ajuste emocional Crises religiosas: religiosidade intensa ou ateísmo, procura de ideal próprio
  4. 4. Síndrome da Adolescência Normal Deslocação temporal: reelaboração das dimensões temporais do presente, passado e futuro. Urgências irracionais, dificuldade de lidar com frustrações Evolução da sexualidade do auto erotismo a heterossexualização: caráter lúdico da relação genital Atitude social reivindicatória: atitudes combativas com intenção de ser reconhecido pelo grupo social
  5. 5. Síndrome da Adolescência Normal Contradições sucessivas de conduta: personalidade permeável e instável. Não esperar condutas rígidas e permanentes. Separação progressiva dos pais Flutuações do humor: euforia a absoluta tristeza
  6. 6. Inseguro, quanto aos rumos do futuro, o jovemenfrenta o mundo que lhe parece hostil, refugiando-sena timidez ou expandindo o temperamento, conformesejam as circunstâncias nas quais se apresentem aspropostas de vida.
  7. 7. Não possuindo a maturidadedo discernimento, e fascinadopelas oportunidadesencantadoras que lhe surgemde um para outromomento, atira-se comsofreguidão aos prazeres novossem dar-se conta doscomprometimentos que passa afirmar, entregando-se àssensações que lhe tomam todoo corpo.
  8. 8. Os novos painéis apresentam-lhecores deslumbrantes, e nãoencontrando convenienteorientação, educaçãoconsistente, firmadas noentendimento das suasnecessidades, contesta e agride osvalores convencionais, elaborandoum quadro compatível com o seuconceito, no qual passa acomprazer-se, ignorando oscânones e paradigmas nos quais sebaseiam os grupos sociais, queperdem, paraele, momentaneamente, osignificado.
  9. 9. O culto do corpo, nos campeonatosde glorificação dasformas, agrada, elaborandoprogramas, às vezes de sacrifícioinútil, em razão da própriafragilidade de que se reveste amatéria na sua transitoriedadeorgânica e constitucional.A música alucinante e as danças deexalçamento da sensualidade levam-no à ardência sexual, sem que tenharesistência para os embates dogozo, que exige novas e diferentesformas de prazer em constanteexaltação dos sentidos.
  10. 10. Na adolescência, a conquista da identidade é muitorelevante e relativamente complexa. Fase de mudançassob todos os aspectos, ao jovem parece confusodistinguir qual, quem ou como é o verdadeiro eu.A identidade é o resultado dos valores que facultam apercepção do eu, separado e diferente de todos osdemais, que esteja em equilíbrio e continueintegrado, permanecendo, através dos tempos, comosendo o mesmo, podendo ser conhecido pelas demaispessoas e descobrindo como os outros são, o queconstitui senso global de caracterização do ego.
  11. 11. A sua escala de compreensão é deficiente e se estruturana maneira pela qual os outros o vêm, permitindo--seceder ante pressões, tornando-se assim pessoa-espelho, a refletir outras imagens que não o seu própriosi.
  12. 12. Outro fator que merece análise é o da identidadesexual. Há jovens que logo definem e aceitam a suanatureza essencial, masculina ou feminina.Nessa oportunidade surgem os conflitos mais fortes dotransexualismo e do homossexualismo, alguns delescomo resultado de fatores genéticos, trabalhados peloEspírito na constituição do corpo através dareencarnação, que se utilizou do perispírito para amodelagem da forma orgânica, outros como efeito daconduta familiar ou social, e, outros mais, ainda, pelanecessidade de ser trabalhada a sexualidade comodiretriz preponderante para a aquisição de recursosmais elevados e difíceis de serem conquistados.
  13. 13. Quando alguém convive com adolescente encontra-sesob a alça de mira da sua acurada observação.Ele compara as atitudes com as palavras, ocomportamento cotidiano com os conteúdosfilosóficos, não acreditando senão naquilo que édemonstrado, jamais no que é proposto pelo verbo.Em razão disso, surgem os conflitos domésticos, nosquais os genitores se dizem incompreendidos e nãoseguidos, olvidando-se que são os responsáveis, atécerto ponto, pelo insucesso das suas proposições.
  14. 14. Os pais e os educadores sãoconvidados, nessa fase da vidajuvenil, a caminharem ao lado doeducando, dialogando ecompreendendo-lhe asaspirações, porém exercendo umapostura moral que infunda respeitoe intimidade, ao mesmo tempofortalecendo a coragem e ajudandonos desafios que sãopropostos, para que o mesmo sesinta confiante para prosseguiravançando com segurança no rumodo futuro.
  15. 15. As licenças morais da atualidade e os veículos decomunicação pervertidos contribuem para umamadurecimento precoce, indevido, e a irrupção dalibido, em razão das provocações audio-visuais, dasconversações insanas, que têm sempre por base o sexoem detrimento da sexualidade, do conjunto de valoresque se expressam na personalidade, leva os jovensimaturos a relacionamentos inoportunos, porcuriosidade ou precipitação, impondo-lhes falsasnecessidades, que passam a atormentá-los, seviciando-os emocionalmente, ou empurrando-os para osmecanismos exaustivos da auto-satisfação, comdesajustes da função sexual em si mesma agredida ementalmente mal direcionada.
  16. 16. O amor, na adolescência, é um sentimento deposse, que se apresenta como necessidade de submetero outro à sua vontade, para que sejam atendidos oscaprichos da mais variada ordem. Por imaturidadeemocional, nessa fase, não se tem condições deexperimentar as delícias do respeito aos direitos dooutro a quem se diz amar, antes impondo sua forma deser; não há capacidade para renunciar em favordaquele a quem se direciona o afeto, mas se desejareceber sempre sem a preocupação da retribuiçãoiúevitável, que é o sustentáculo basilar do amor.
  17. 17. A paixão, na adolescência, quando cultivada nosilêncio da timidez, transforma-se em verdugocaprichoso que dilacera por dentro, conduzindo a suavítima a estados patológicos muito graves, de ondepodem nascer manifestações psicóticas portadoras detendências criminosas e perversas.
  18. 18. O amor, na sua abrangência total, será sempre o grandeeducador, que possui os melhores métodos para atender abusca do jovem, oferecendo-lhe os seguros mecanismosque facilitam o êxito nos empreendimentosencetados, assim como nos porvindouros.Continência moral, comedimento de atitudes constituempreparativos indispensáveis para a formação dapersonalidade e do caráter do jovem, nesse período declaro-escuro discernimento, para o triunfo sobre si mesmoe sobre as dificuldades que enfrentam todas ascriaturas, durante a marcha física na Terra.
  19. 19. Esse choque entre o velho e o novo constitui desafiopara ambos se afinarem, adaptando-se o jovem aocontexto social, sem abdicação dos seus valores, comotambém da inútil luta agressiva contra o quedepara, porém trabalhando para a mudança dosparadigmas; e ao adulto cabe a aceitação de que a vidaé uma constante renovação e ininterruptamudança, rica de transformação de conceitos queavançam para o sentido ético elevado e libertador, noqual as criaturas se encontrarão felizes e unidas.
  20. 20. O desabrochar da adolescência, àsemelhança do que ocorre com o botãode rosa que se abre ante a carícia doSol, desvela-lhe a intimidade que seencontra adormecida, edesperta, suavemente, aspirando avida, exteriorizando aroma eoferecendo pólen para a fertilização eressurgimento em novas emaravilhosas expressões.

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