DO MITO À ANÁLISE DOCUMENTÁRIA Aline F. Carvalho  RA 405078 Barbara P. Baltieri  RA 405086 Elis G. C. Santos  RA 405230 He...
<ul><li>Análise Documentária (AD): conjunto de procedimentos para expressar o conteúdo de documentos - REPRESENTAÇÃO;  </l...
<ul><li>AD: influência do sistema em que está inserida a disseminação desse produto-informação e a variável produtor-tradu...
<ul><li>Três Linguagens: </li></ul><ul><ul><li>Linguagem natural (LN); </li></ul></ul><ul><ul><li>Linguagens especializada...
ANÁLISE DE CONTEÚDO <ul><ul><li>É um conjunto de técnicas destinadas a ressaltar o conteúdo de diversas categorias de docu...
ANÁLISE LITERÁRIA <ul><li>Dois tipos praticados: </li></ul><ul><ul><li>O primeiro tipo de análise oscila em função das esc...
ANÁLISE SEMIÓTICA <ul><li>A preocupação pela formulação de modelos e pela simbolização da linguagem é semelhante à análise...
<ul><li>A análise documentária diverge da semiótica na medida em que à primeira interessa um fazer pragmático, tendo como ...
LINGUÍSTICA  DA ANÁLISE DOCUMENTÁRIA  <ul><li>Definição de linguística:  Ciência que estuda as línguas naturais. </li></ul...
<ul><li>Pilares da língua: </li></ul><ul><ul><li>Sintagmático: agrupamentos de diferentes signos. </li></ul></ul><ul><ul><...
<ul><li>Estruturalismo:  Método utilizado para analisar a língua. </li></ul><ul><ul><li>Permite à análise documentária faz...
ANÁLISE   AUTOMÁTICA <ul><li>É um procedimento aplicável a qualquer análise anteriormente descrita. </li></ul><ul><li>Ela ...
A LÓGICA NA A.D. <ul><li>Bom Senso -> Procedimentos Lógicos </li></ul><ul><ul><li>Identificação e estruturação das “inform...
O “DISCURSO CIÊNTÍFICO” NA A.D. <ul><li>Identificar a cientificidade do discurso através dos procedimentos de análise: </l...
IDEOLOGIA E LINGUAGEM – IDEOLOGIA <ul><li>Surgimento de novas problemáticas: </li></ul><ul><ul><li>1ª) A questão da lingua...
<ul><li>Discussão sobre o pré conceito bibliotecário de “leitura única e absoluta” e a existência de bibliotecários/analis...
<ul><li>Ideologia representa a relação imaginária do indivíduo com as suas condições de existências; </li></ul><ul><li>Ide...
METODOLOGIA E ANÁLISE: <ul><li>Identificar os objetivos do autor/produtor; </li></ul><ul><li>Identificar o método de análi...
<ul><li>Transformação por reformulação : </li></ul><ul><li>Transformação por assimilação : </li></ul>Fonte:  adaptado de C...
REFERÊNCIAS <ul><li>CUNHA, Isabel Maria Ribeiro Ferin.  Do mito à análise documentária . São Paulo: Edusp, 1990. p. 59-77....
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Do mito à análise documentária

1.189 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.189
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
20
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Do mito à análise documentária

  1. 1. DO MITO À ANÁLISE DOCUMENTÁRIA Aline F. Carvalho RA 405078 Barbara P. Baltieri RA 405086 Elis G. C. Santos RA 405230 Helena C. Assumpção RA 405337 Lucas R. Pessota RA 405019 Michelle C. Ditomaso RA 405108 UFSCar: Universidade Federal de São Carlos CECH – Centro de Estudos em Ciências Humanas Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação Disciplina: Análise Documentária Profa. Raquel Prado
  2. 2. <ul><li>Análise Documentária (AD): conjunto de procedimentos para expressar o conteúdo de documentos - REPRESENTAÇÃO; </li></ul><ul><li>Finalidade: facilitar a recuperação da informação </li></ul><ul><li>Operação empírica de “bom senso”; palavras – chave; </li></ul><ul><li>Leitura única, fechada e universal. </li></ul><ul><li>Operação semântica, mesmo não obedecendo a nenhuma regra precisa (GARDIN, 1974), e variando em função de cada organismo e do analista. Este seleciona palavras-chave, normalmente, de forma intuitiva em função da sua ocorrência e do seu interesse para a instituição. </li></ul>INTRODUÇÃO
  3. 3. <ul><li>AD: influência do sistema em que está inserida a disseminação desse produto-informação e a variável produtor-tradutor-consumidor. </li></ul><ul><li>Automação: </li></ul><ul><ul><li>grandes vantagens no isolamento de conceitos por ocorrências e frequências; </li></ul></ul><ul><ul><li>ineficiente quando aplicada em textos de Ciências Humanas; </li></ul></ul>
  4. 4. <ul><li>Três Linguagens: </li></ul><ul><ul><li>Linguagem natural (LN); </li></ul></ul><ul><ul><li>Linguagens especializadas (LE); </li></ul></ul><ul><ul><li>Linguagens documentárias (LD) </li></ul></ul><ul><li>Ciências exatas ≠ Ciências humanas </li></ul><ul><li>“ Estado primitivo” das CH: (GARDIN, et al. 1981) </li></ul><ul><ul><li>No caminho de uma simbolização dos fatos que estudam; </li></ul></ul><ul><ul><li>É na capacidade de formular um sistema próprio à captação dos fenômenos em CH que está a viabilidade de um discurso científico. </li></ul></ul><ul><ul><li>Sem ele: sistemas simbólicos já estabelecidos; critério único o estilo e erudição do autor, distanciando – se das exigências epistemológicas. </li></ul></ul><ul><li>Nova atribuição à AD em Ciências Humanas para além da descrição do sentido (conteúdo) dos textos, mas também como são montados os discursos em CH e de que forma eles contribuem para a ciência em estudo. </li></ul>
  5. 5. ANÁLISE DE CONTEÚDO <ul><ul><li>É um conjunto de técnicas destinadas a ressaltar o conteúdo de diversas categorias de documentos escritos. </li></ul></ul><ul><li>Análise de Conteúdo – Análise Documentária </li></ul><ul><ul><li>As duas análises têm como exigência de procedimento a obtenção de uma metalinguagem tradutora, ou seja, palavras representativas de todo o texto/documento. </li></ul></ul>
  6. 6. ANÁLISE LITERÁRIA <ul><li>Dois tipos praticados: </li></ul><ul><ul><li>O primeiro tipo de análise oscila em função das escolas e dos modelos de pensamento, e, dado este fato, a sua contribuição para a análise documentária apenas interessa como experiências adquiridas e resultados obtidos. </li></ul></ul><ul><ul><li>O segundo tipo de análise, interessa à análise documentária na medida em que propõe um tipo de raciocínio hipotético-dedutivo muito usado na atividade documentária enquanto “bom senso”. </li></ul></ul>
  7. 7. ANÁLISE SEMIÓTICA <ul><li>A preocupação pela formulação de modelos e pela simbolização da linguagem é semelhante à análise documentária. </li></ul><ul><li>Proposta de Greimas : encontram-se possibilidades não só para a organização lógico-semântica do texto, mas também para a determinação das funções e/ou categorias dentro de um vocabulário controlado. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A análise documentária diverge da semiótica na medida em que à primeira interessa um fazer pragmático, tendo como objetivo tanto o sentido do texto, como a sua tradução em linguagens documentárias e não somente a apreensão de linguagens em sistemas de modelos universais. </li></ul>
  9. 9. LINGUÍSTICA DA ANÁLISE DOCUMENTÁRIA <ul><li>Definição de linguística: Ciência que estuda as línguas naturais. </li></ul><ul><li>Objetos de estudo: </li></ul><ul><ul><li>Modalidade Oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Teoria das línguas </li></ul></ul>
  10. 10. <ul><li>Pilares da língua: </li></ul><ul><ul><li>Sintagmático: agrupamentos de diferentes signos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Paradigmático: relações entre signos com a mesma função. </li></ul></ul><ul><li>A relação entre esses dois pilares permite: </li></ul><ul><ul><li>A formação de um campo semântico; </li></ul></ul><ul><ul><li>A estruturação e elaboração das linguagens tradutoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>A passagem de uma LN-LD; </li></ul></ul>
  11. 11. <ul><li>Estruturalismo: Método utilizado para analisar a língua. </li></ul><ul><ul><li>Permite à análise documentária fazer estudos distribucionais e de ocorrência. </li></ul></ul><ul><ul><li>Afasta-se da análise documentária quando pretende-se fazer estudos mais detalhados da língua. </li></ul></ul><ul><li>Proposta de Chomsky </li></ul><ul><ul><li>A proposta transformacionalista (gerar um aspecto criativo e abordar os processos de transformações) dá à gramática a função de gerar infinitas frases, sendo que ela possui um conjunto finito de regras. </li></ul></ul>
  12. 12. ANÁLISE AUTOMÁTICA <ul><li>É um procedimento aplicável a qualquer análise anteriormente descrita. </li></ul><ul><li>Ela aproxima-se da documentária quando ambas pretendem assumir o papel de explicar as organizações lógico-semânticas de certos textos. </li></ul><ul><li>Difere-se da análise documentária, pois a análise documentária leva em consideração os seus objetivos específicos. </li></ul>
  13. 13. A LÓGICA NA A.D. <ul><li>Bom Senso -> Procedimentos Lógicos </li></ul><ul><ul><li>Identificação e estruturação das “informações relevantes” </li></ul></ul><ul><li>Lógicas: </li></ul><ul><ul><li>Lógica Geral </li></ul></ul><ul><ul><li>Lógica Formal </li></ul></ul><ul><li>Recortar o Conhecimento: </li></ul><ul><ul><li>Macroproposições/ Traços Descritivos -> Palavras-chave/Conceitos </li></ul></ul>
  14. 14. O “DISCURSO CIÊNTÍFICO” NA A.D. <ul><li>Identificar a cientificidade do discurso através dos procedimentos de análise: </li></ul><ul><ul><li>Análise do texto; </li></ul></ul><ul><ul><li>Análise documentária. </li></ul></ul><ul><li>Objetivos: </li></ul><ul><ul><li>De produção/ do produtor; </li></ul></ul><ul><ul><li>De análise/ do analista. </li></ul></ul>
  15. 15. IDEOLOGIA E LINGUAGEM – IDEOLOGIA <ul><li>Surgimento de novas problemáticas: </li></ul><ul><ul><li>1ª) A questão da linguagem – ideologia: que pretende convencer o leitor da tese que se defende; </li></ul></ul><ul><ul><li>2ª) A ideologia do analista da documentação: um ser humano que faz parte de um sistema social. </li></ul></ul>
  16. 16. <ul><li>Discussão sobre o pré conceito bibliotecário de “leitura única e absoluta” e a existência de bibliotecários/analistas da documentação “neutros”. </li></ul><ul><li>Negar o fator ideológico na análise documentária é retirar o papel que exerce o indivíduo na produção, consumo e tradução da análise documentária. </li></ul><ul><li>É também negar que a linguagem (autor, texto e linguagem documentária) é construída e elaborada pela sociedade e para a sociedade, e refletem o pensamento e os interesses das classes dominantes. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Ideologia representa a relação imaginária do indivíduo com as suas condições de existências; </li></ul><ul><li>Ideologia tem uma existência material; </li></ul><ul><li>Só existe prática através e sob uma ideologia, e só existe ideologia através de sujeitos e para sujeitos. </li></ul><ul><li>(Althusser, 3ª ed., 1980) </li></ul>“ A análise documentária e seu produto são resultados da ideologia do autor, do analista e do sistema em que se encontram inseridos”.
  18. 18. METODOLOGIA E ANÁLISE: <ul><li>Identificar os objetivos do autor/produtor; </li></ul><ul><li>Identificar o método de análise do autor/produtor; </li></ul><ul><li>Fazer uma representação descritiva; </li></ul><ul><li>Organizar esses traços descritivos e desconstruí-los para permitir uma interpretação subjetiva; </li></ul><ul><li>Selecionar os conceitos/palavras-chave adequados; </li></ul><ul><li>Transformação dos conceitos por reformulação ou assimilação; </li></ul><ul><li>Validação dos resultados tanto pelo autor quanto pelo analista. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Transformação por reformulação : </li></ul><ul><li>Transformação por assimilação : </li></ul>Fonte: adaptado de CUNHA (1990).
  20. 20. REFERÊNCIAS <ul><li>CUNHA, Isabel Maria Ribeiro Ferin. Do mito à análise documentária . São Paulo: Edusp, 1990. p. 59-77. </li></ul>

×