No baú da memória revirando a história

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No baú da memória revirando a história

  1. 1. LUZIADEMAR~I~A Ilustrações de Cláudio Martins «(4 no São Paulo - 2006
  2. 2. Para Samille. que emprestou o nome e Liz-Í¡ aquela Força.
  3. 3. .Samllle era do contra. Em nenhum momento suas idéias ou seu desejo combinaoam com as idéias ou desejos da maioria. Ainda no berço, _já aprontaoa. Deixando de lado as bonecas, queria os carrinhos, mas se lhe entregauam os carrinhos do irmão, queria também as bonecas. I o¡ crescendo assim. Quando a família inteira estava tomando café, ela se recusaoa a acordar: Seu café era na hora em que todos almoçavam. E enquanto tanta gente briga por* um bife, ela não gostava de carne. preferia salada.
  4. 4. ._ " *~ " / ' x. L o , _Lã l ç ~ «jr para a cama era mais uma briga. I_ - ' V Quando todos _já estavam roncando, ' ' '“”<"””X Samille ainda estava às voltas com um livrinho qualquer: Achava a noite muito melhor para ficar acordada. e depois, quando dormia, sonhava fácil com as aventuras lidas. . .se a Família queria rer le-levísãio, para ela o Fantástico era ouvir vnúsicza. Aí também era um problema. A irmã queria ouvir rock, as amigas da irmã queriam ouvir rock, a moda era ouvir rock. Sarnille parecia mesmo ser do contra. Só queria ! Vlilton Nascimento ou Chico Buarque, Fagner ou Elomar; Xangai ou qualquer coisa assim. !Vlúsica americana lhe dava náuseas, mas babava por música brasileira.
  5. 5. g . 'I-, c 5 u n . - 9". _c o : ¡ ' . - ~ 3 * s u' s' u (Era uma devoradora de histórias, mas nunca ficava satisfeita com o final. Seu prazer era virar a história pelo avesso e pensar tudo ao contrario. 'J Jivia se perguntando: "7 “V Por que “isso” e não “aqullo”? Jirando tudo de pernas pro ar; entrava na história e armava uma confusão danada. ' me história de Chapeuzinho Vermelho ela queria um lobo bonzinho. Um lobo que chegasse à casa da vovó e vir-asse cachorro de porta de entrada, tornando conta da casa. a Que Farejando reconhecesse Chapeuzinho l' e lhe fizesse agrados. um caçador que ao chegar fosse barrado pelo cachorro. Urna vovó protegida pelo lobo, _já pensou? i. . .
  6. 6. t/ lDorquc. no fundo, Samille ora louca por animais c. acheivza que o caçador; sempre armado com aquclu espingarda. Lzspalhc-¡ndo tiros pela florcslu. d: que &TPH o mau. Ela linha lido nos livros de I-lisiçõriu que os reis faziam grnndcrs cuçudus como UIT) belo divertimento. Entüo. quem chic: : pelo prazer* de caçar é que deve ser mau foi a sua (TOFICÍLIHÍÃO. g ( É . - ' r' . . . . g, . (Ítambém nao concordava com Lnquclziu bruxas - . f que: em tzanizas histórias sc vcstinm COVYVO vvlhinhus: í c ficuvunn à bcirn riu loniç'. pedindo nau: : I I c distribuindo ›'-_-«: o›n¡n. ;ns. .› f , l SL. ” gnnhuxunn . r . nu . .1_ tornavunw u Sc não ganhuvnnw . w -, -«, Ju. :. faziam o principe virur Sup-n. vhocinív. l›'i'; '7L”-. "4 . . i a 4_ , /'¡ 4 i m* l 'K ; - f t›)_; ›¡'- ' Í ' “ I' “ P' j ' . .f v', x l i m; *. l/ I 'i
  7. 7. * L __ › Samille aí virava advogada de defesa. ' _ Se o príncipe não deu água à velhinha, "A ; r devia ter seus rnotivos. Quem sabe não estava com pressa, o pa¡ esperando, nào podia se atrasar: E talvez a menina tivesse apanhado a água, não por ser boazinha, _ -. - mas porque teve medo da velha. Q; 17 E ai, merecia virar princesa? mm dia ela estava lendo a história de Branca de Neve. Ficou tão animada, que nem percebeu quando entrou na história.
  8. 8. maquele trecho em que a rainha pergunta ao espelho: - Espelho, espelho meu, existe @alguém mais bela do que eu? - houve uma baita confusão. (É/ nquanto o espelho (afirmava, como todo mundo salve, que a Branca de Neve eva a mais bela. Sarnille gritava junto: - Oh, rainha, você também é linda! Ninguém ganha de você. Isso de competir' é bobagem.
  9. 9. (E o espelho: - Branca de Neve e' agora a mais bela. (E Samille, sufocando a voz do espelho, desnorteando a rainha: <( - Que nad, rainha. Ela é uma lambisgóia, branca que nem manjar: No Brasil não faria nenhum sucesso. Perto das garotas de Ipanema seria um desastre. E só beleza não é o mais importante. ,t1 (E o espelho roxo de raiva, z a ponto de espatifar-se: d* - Branca de Neve é agora a mais bela, a mais bela, a mais bela!
  10. 10. «Samille berrando e zombando: Qué, qua, qua, a rainha vai acreditar ! “I: '›;3;' _já pensou Branca de Neve na praial Uai virar pimentão, pimentão maduro. Was a rainha, que há tantos anos vinha fazendo aquela história do mesmo Jeito, não se deixou confundir pela menina. A/ leio na dúvida, mas acostumada ao hábito, não deixou por menos: chamou o criado e mandou que ele desse um sumiço em Branca de Neve.
  11. 11. .-_ . L . as. - 'N . bamille ficou na dúvida se saia do livro e ia depressa contar pra um delegado ou se vigíava o criado. Se saísse da história, perdia de vista o criado e ia ser muito mais difícil encontrar o culpado. Era melhor não perde-lo de vista. _Acompanhou o criado em sua missão e Foi parar na floresta. Quando ele enganou Branca de Neve, abandonando-a lá no meio da mata fechada, Sanmille tentou fazer amizade com a chorosa princesa. › Jgf" “ . o _' "A , ' . ~' l. g __, . , . -' _ 'e-cx_ ¡. »g - ~ J z- s” - Ç! t¡ _l x_ L* ' . x _ l . . . Li, m). .. , _ 2g. . __ 5_ i __, .,, -~ A" 'T 1 'v ~ x” . _~ A , a N . «fl 'l h . Ç ma'. '_
  12. 12. Was não conseguiu. !se . . . _ _ _x * ' A outra chorava tanto, que nem cum_ ¡ _ 7 "' a Joz de Samille tentando confortéula. " , . C7 @na anõezinhos encontraram as duas. » _ E ficaram logo fascinados com a Breu-vcs. : -: ' , V, i Começaram a fazer tudo para ela. Samille acompanhando a cena. Chegaram em casa e foram os sete preparar comida para a pr' v: : Foram os sete cuidar da limpeza da casa. Os sete ajeitar sete caminhas unidas para Branca de Neve dormir:
  13. 13. (fl_; › Sarnílle f¡ 1 _ Ficando incomodada com aquela mordomia toda. Branca de Neve que nem princesa. -A Não lavou um garfo. Não pôs a mão no pano de limpar móveis. ' Nem ajudou a fazer a cama. É, 47' . ÍDamille chamou um dos anões e disse a ele: - Ei, você ai, não acha que trabalhou à_ demais hoje. cortando lenha na floresta, para agora dar uma de lacaio de princesa? VÃ/ las o anàozínho estava cego . . ' . pela beleza branca da menina de neve c disse: q x7 u, -_ ' Ah, mas ela merece. Trouxe vida “ a esta casa, trouxe beleza ao meu coração. v jk" V 77'¡ ( _ Ç* “' t: z "V l 'g 7 ¡ j*
  14. 14. › 1 ~ É quando ela for embora com o ¡prmcnnr como está escrito, você não acha que xvaí 5 Você se apaga a ela e ela não vai nem UoHC-r pra te fazer uma visitinha. -kmào importa. A alegria de tê-la agarra va¡ ser uma saudade boa, quando e| a partir. Was Samille não ficou convencida e não embarcou neste papo. Resolveu ajudar' os anõezinhos. : já que Branca de Neve se alojou tão sem-cerimônia na casa deles e _já que eles eram felizes com a presença dela, por que não mudar a história? "x N, w C 4,4.. -
  15. 15. c, , ¡ . _ . V. . . . . v . A' ›' p ' . r ' "'~- , . . _; t' @usando a rainha passou por' al¡ com a tal meaçà enveneníada para Branca de Neve corner: dormir; ser acordada pelo príncipe . e acabar a história Casando com ele, ' Sarhílle resolveu estragar' tudo. ¡ _› 4' ¡t! / q rainha, maldosamente, r' , A ' veio toda Fingída pro lado de Branca de Neve: J°' _Ni - Bom dia. bela meninal o ~ r Trouxe paira você esta maçã. Branca de Neve, muito bolsinha, p. . _ foi logo aceitando.
  16. 16. í** l'"'”'ã'3-o “- -. Samille não perdeu tempo. . Arranjou uma maçã igual e, aproveitando l * um momento de distração da Branca de Neve, trocou a maçã por uma comum, sem veneno algum. k/ Assim, não havendo envenenamento, também não haveria sono, nem príncipe, nem beijo, nem casamento. @s anõezlnhos teriam sempre ali a companheira. r Ela estaria respirando o ar puro da floresta e continuariam todos felizes. was os dias Foram passando e os anõezinhos ' A _ começaram a ficar com saudade das suas camas; . A vida começou a virr rotina e a perder a graçaa- Branca de Neve começou a achar enjoada a vida naquela caban e a história parecia não ter fim.
  17. 17. › @s anõezinhos sempre tirando lenha na floresta e na volta ainda cuidando dos afazeres da casa. A princesa sempre princesa, não arredando um dedo para ajudar: Samllle achando uma exploração aquilo de os anões, pequeninos, terem que fazer tudo. à¡ E resolveu interferir: : .47 Ç *eombinou com os anões um teatro. v"" Colocou ern cena uma rnenlna preguiçosa, vestida de princesa - que era a própria Samille - e sete anõezinhos fazendo tudo para ela. (Deixou Branca de Neve assistindo. A¡ fo¡ o maior barato! Branca de Neve entendeu tudo. Viu-se retratada na peça pela Samille (NJ --. e resolveu mudar.
  18. 18. A_ (Desse dia em diante, a', quando os anõezínhos iarn para a floresta. ¡ ~ “ - Branca de Neve preparava uma connidinha “ gostosa para eles, ajeitava a casa, chegou até a lavar as suas roupas. (o _n Era uma Festa quando eles chegavam. f? 1 c' ) . í ' . - x l arecia que tudo estava bem. _ u , v2 w. . mv 1», ¡' v . f_ _ _ “fx É g_›, %”í as Sarnille fo¡ quem nao gostou. y' É É. . Porque aí os anõezinhos " w r passaram a querer comida pronta e roupa lavrada todo dia. Chegavam e se alojavam em suas poltronas. I . . . r uam ler Jornal ou ver televisão 'l _ _ ~ t, e Branca de Neve ficava sozinha , . queimando os dedos nas pemelas. ›,
  19. 19. Samille ficou com a cabeça cheia de grilos. Que negócio é este! pensava ela. N Estes anões são uns espertalhões. Agora querem que Branca de Neve vire Gata Borralheira sempre à beira do fogão, z fazendo comida para os sete. ¡' l l ("T _ . L . o pior e que ela começou a ficar preocupada, porque se sentia a responsável pela mudança. k ljôs a cabeça para funcionar: k Lenho que livrar Branca de Neve m_ desta vida doméstica, desse ramerrào o av_ de arroz com feijão 4' " e roupa pra lavar e casa pra limpar “à, "T. q. , todo santo dia . 7 - ' 5; , e . /1755. 'se s s. , e Mu u. ..? É »lr = ° . . ç_ Tits: j) 4 -
  20. 20. à. , l › ' / “ehamou os anões K e contou para eles a história verdadeira. a original, da Branca de Neve. Contou da maçã, contou da troca. O contou do príncipe, e contou também ci: : ssiudade N que eles iriam ter da princesa, 515-3# se ela não tivesse mexido na história. u' Os anões entenderam então qual era a participação deles. Resolveram voltar a agir como antes e aceitar apenas uma ajuda de Branca de Neve. que, afinal, estaria ali por pouco tempo. , Foi quando um deles, mais astuto, lembrou de perguntar: Senhorita Samille, queremos saber agora: como vai terminar esta história? . -1. . ..gwz , Samille coçou a cabeça, sem saber c que tjizcn
  21. 21. ( LÚranca de Neve estava furiosa. Para ela, a vida na Floresta já estava chata corno domingo com chuva. E se nào houve o envenenamento, corno é que o príncipe ia aparecer? E ela en: : Luna _jovem casadoira, corn saudades da vida no palácio, nào ia Ficar' naquele firn de rnunclo pra virar titia. . Sarnille achando um porre aquela the-nina branca chorando pelo príncipe. Não conseguia entender por' que toda história tinha que ter um príncipe e urn casamento no final.
  22. 22. 3%? ) qjensou em “fazer a cabeca" de Branca de Neve, pensou que ela devia voltar para a cidade, agir como uma ; pessoa qualquer; corno uma das suas vizinhas. que estudam, trabalham, vào ao cínevârs. . narnorarn e, às vezes, até caselnñ. 6:' . Lsnquanto na andando pela floresta. tentando descobrir uma soluçao. encontrou um grupo de rapazes e nñocos que ali estavam em busca de plantas Cr-. OT . e insetos raros para uma pesquisa da universidade. --. _<
  23. 23. (voltou correndo e trouxe Branca de Neve. Deu um jeito de se aproximarem. Ela queria que Branca de Neve fizesse amizade com os rapazes e moças universitários. _Was eles nem se cJev-'arn conta da presença daquela FFlOÇC-l-[DPÍHCESEI ali no meio da Floresta, perdida no tempo porque a história da Branca de Neve é mais velha que nossa avó. Ver; todos viram, mas cada um pensou estar sonhando e ficou na sua. Ninguém disse nada para o outro, corn medo de tudo não passar de fantasia da própria cabeça.
  24. 24. (Branca de Neve. por sua vez. _ _ nâo conseguia nem entender o que eles diziam. Wa” Í Falavam nomes estranhos. . Botânica, Aracnídeos, Flor-ação, e pareciam só ter olhos para as plantzns ou insetos que iam descobrindo pelo curni-w-wc. (íjrojeto fracassado s pensou Samille. Jiu que eram dois mundos totalmente ciir*e-'. ~à~= t:ss. 7 Branca de Neve é muito boboca para entrar no mundo de verdade. Ela só pode ficar mesmo no mundo do faz-de-conta.
  25. 25. jogar a semente do ideal Saamille convpreendeu, então, que algumas coisas ela podia e devia mudar. !Vias corhpreendeu também que algumas outras parecem fíncar pé no estabelecido. ¡Vludar nào é só questao de pensam: É preparar o terreno, e dar tenàpo ao tempo pra gernwinar o real. Fazer uma princesa lavar pratos leva tempo. "Curar a Gata Borralheira da cozinha, sem interferência da Fada A/ lzadrinha, tannbém leva um tempo enorme.
  26. 26. (Ég/ stava assim distraída. bem no meio da floresta. rumínando estes pensamentos e teve a maior surpresa. Lá no Final de uma clanreira, no melo das árvores, vinha vindo : _-'”' _um_ 'Unha urnas roupas tão bonitas e um porte tão elegante. que por' yDOL--Jç ai? , Samille nào resolve ficar para senwpr-. E m: v' : tdi-v (Branca de Neve Leve um sor-riso feliz de exclamação: - (Vleu príncipe! Só pode ser o príncipc que estava reservado para mim nesta hí5:; ~~ ;
  27. 27. IU . ll n. - . ,__ . Samílle, não querendo atrapalhar; nem Ficar "segurando vela", pulou fora da história e _já caiu dormindo sobre o travesseiro. Deixou os dois namorando. se era mesmo o príncipe, ela não tem certeza. Se casaram ou não, ela não sabe. ! Vlas que os dois se olharam, encantados, isso ela viu.
  28. 28. wm. ¡.'. i"›iiv_y'l'-ii *V "Í "i ' "l 77 "[11 Quem é Íguzia de Warm --w- _ “muy-r” ' " › ---'›'. . J' "T-r ': fr. _ _5 Sou caçula temporà numa Família N” ' de oito irmaos. Assim. quando eu era ' 'w' criança. sempre havia à minha volta algum adulto para ler e contar histórias. Por volta dos nove anos me apaixonei definitivamente pela literatura: l¡ uma Coleçao de 12 volumes inteirinha e me diverti "entrando" nas mais belas histórias populares e em alguns contos das mil e uma noites. Coste¡ tanto que. desde ali. quis ser escritora. Tenho vários livros publicados e alguns. como Bruxabela. Bruxofred e os segredos de Vô Tetra e León de Almodáçar no reino de Dom Roquetâo. sao para crianças. Mas quando saiu o primeiro deles. O que é conto. minha Filha Samille tinha 6 anos e. como esse livro e' para adultos. ela me intimou: "Você tem que escrever um livro para crianças! izsse nem dá para minhas amigas lerem"! Nasceu assim esta história brincalhona. A cada criança que a ier. quero dizer o que sempre disse às minhas Filhas. que sào hoje grandes leitoras: Nao se intimide diante das páginas dos livros! Entre você também nas histórias. conviva com os personagens. dialogue com os autores. interfira. altere os Finais. crie outras soluções! Por onde passar. deixe sua marca. suas pegadas! A literatura é essa deliciosa brincadeira! Voce está convidado a participar!
  29. 29. Quem é “eláudio &Wartins eláudio Martins nasceu em Juiz de Fora. Minas Gerais. em I948. Estudou desenho industrial e. em 1986. passou a dedicar~se aos livros para crianças c : a ilusu ou aproximadamente 300 livros de autores Famosos. A partir de 1992. publicou livros inFantis de sua autoria. como Bicho na estrada! , Que trânsito ma/ ucol. Vamos _para a pra/ al. Tem fantasma na rua! e A/ le livro do terror. Recebeu prêmios internacionais. entre eles o Premio Octoqone. na categoria Literatura de Transgressão, na França. em [seu Ainda em 1990, entrou na lista de honra do lBB - / nterncnt/ ona/ Board on Boo/ es for young People. No Brasil, recebeu dois Prêmios Jabuti na categoria de ireínor ilustração da Câmara Brasileira do Livro. em |99| e 1992. e o Prêmio APCA e Associação Paulista de Críticos de Arte - também em 1992. Ganhou da Uniao Brasileira de Escritores o Prêmio Adolfo Aizen na categoria ilustração. em 1993. _Samurai : essczil
  30. 30. 'àllg ñ; ral? u* mai* - v1. 'na 'n j : Wan-Wir nf-a» Ni; a "Ç4:1[I%Í'ÉÊ: V -"i. -. "t: *-. i~ *l ; r . Ia i3 'Flv-raul “na Wife-eli_ 'nr 'raça . g : ser u, wc. 1 »gut-"banv t* I ipú' raw fa», [râoçüWal ; rante ÉraIf^víIIH= 'devil' m; ;gr f: :"'rarf7- ¡Nrau-"Ie = f"'§Ç:1-fIÃ-I= _- 0174-32# 11:" , _"°3,I4 "Ísñ rrâj' 'rn' Ii' "na 'Far Wan: - 'E, '-›= ¡-i: :'-a› ' : g1 f~fuç+~i «Ínrwfra e ? em iran- . amr 'I' i- aura¡ _fugia ; Jltllê srcralíra "Ta-»W " nã¡- mw-m ¡llvf ? nata . um 't I' aja! , Varia: i1: , ur-gi "Jung. :: i lisa fa! 'az ? azgícaf v z 71'_ pç¡ 'Ír at: IÉSÍÉN BB-À . I 34h93 *J l; w Il ll i 9 788532 256928 |133o7151

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