Micaela rodrigues t1_900908

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Micaela rodrigues t1_900908

  1. 1. Micaela Rodrigues - 900908 2014/2015
  2. 2. Relação mãe - bebé A quantidade e a qualidade do contacto mãe/bebé nos primeiros dias depois do parto são de especial importância. No primeiro ano de vida, esta relação é primordial ao desenvolvimento futuro do bebé, a nível de:  Personalidade  Autoestima Confiança em si próprio nos outros Relacionamento interpessoal Capacidade de adaptação A mãe comunica poeticamente com o bebé. Transforma as inquietações em segurança, o desconforto em bem estar, torna tolerável a angústia, faz o bebé sentir-se amado, compreendido e protegido. Esta relação desde sempre é diferenciada dos outros relacionamentos. É a partir deste ponto de partida que se irá estabelecer o primeiro contacto com tudo o que o rodeia.
  3. 3. Figuras de vinculação Todas as pessoas que estabelecem um vínculo afetivo com o bebé, podendo este ser mais ou menos forte. São identificados dois tipos de figuras vinculadoras: Figuras de vinculação primária: todos aqueles que desenvolvem um vínculo afetivo mais forte com a criança; geralmente a mãe, o pai ou os irmãos, importantes agentes de segurança e de socialização para a criança. Figuras de vinculação subsidiária: todos aqueles que, apesar de desenvolverem também um vínculo afetivo com a criança, não o realizam com tanta intensidade como as figuras de vinculação primária. São geralmente os tios, avós ou primos. Estas figuras irão facilitar e permitir a realização do processo de vinculação/desvinculação.
  4. 4. Comportamento de vinculação É qualquer ato/ação que tem como resultado previsível estabelecer ou manter a proximidade da criança com a figura vinculadora. Segundo Bowlby, existem cinco comportamentos no bebé: 1. chupar 2. agarrar 3. seguir 4. chorar 5. sorrir •Estes comportamentos visam ligar a criança à mãe, sendo através deles que chama a atenção, por forma a obter resposta. •A partir de certa idade, entre os seis e oito meses de idade, o bebé começa a saber quem é a mãe; a partir de então, chora e inquieta-se quando a vê partir, torna-se dependente da mãe. •Estabelece com ela uma relação que vai ter um papel fundamental no seu desenvolvimento físico e social subsequente. •A proximidade com a mãe permite ao bebé responder às suas necessidades, proporcionando-lhe um sentimento de segurança.
  5. 5. Tipos de Vinculação: Vinculação Segura: • A criança utiliza a mãe como base de segurança a partir da qual explora o meio. • Chora com pouca frequência. No entanto, nos momentos de separação mostra-se perturbada. • Nos reencontros com a mãe, saúda-a ativamente, sinaliza-a e procura o contacto com ela. • Existe equilíbrio entre os comportamentos de vinculação e de exploração.
  6. 6. Tipos de Vinculação (cont.): Vinculação Insegura: •A criança permanece junto da mãe; aparenta alguma ansiedade e explora pouco o meio. •Nos momentos de separação, mostra-se muito perturbada. •Nos reencontros com a mãe o seu comportamento pode alternar entre tentativas de contacto e contacto com sinais de rejeição. •Após o reencontro com a mãe, a criança fica vigilante. •Os comportamentos de vinculação predominam face aos comportamentos exploratórios.
  7. 7. As crianças com uma vinculação segura parecem adaptar-se muito melhor à vida social. No que diz respeito a tarefas cognitivas: mais inseridas no jogo simbólico, mais entusiastas, mais fáceis de ensinar, com mais resistência à frustração, mais capazes de coordenar soluções de problemas, crianças mais populares no infantário, tomam mais vezes a iniciativa de estabelecer contactos sociais, são mais competentes a ajudar os outros. Estas características refletem a sua autoestima.
  8. 8. Individualização • Na primeira infância a vinculação tem um papel importantíssimo, dominando as relações que a criança mantém com os outros, designadamente com os progenitores. • Em articulação com o processo de vinculação, desenvolve-se o processo de individualização. • O conceito de individualização diz respeito à necessidade primária do ser humano de criar a sua própria identidade, a sua individualidade e de se distinguir daqueles com quem mantém laços de vinculação.
  9. 9. Bibliografia: • Bowlby, J. 1988 O comportamento de vinculação - Um modelo em dupla hélice do desenvolvimento psicológico: vinculação/separação ao longo do ciclo de vida (texto disponibilizado nesta UC). • João Gomes-Pedro (2004) O que é ser criança? Da genética ao comportamento, Análise Psicológica, 1 (XXII), pp. 33-42 (texto disponibilizado nesta UC). • Matta, I. (2001). Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Lisboa: Universidade Aberta. (Capítulo 4 - parcial, pp. 284-332). • Moraes, S. R. (1999). O desenvolvimento do processo cognitivo na criança segundo J. Piaget. Econonom. Pesquisa, 1 (1), pp. 98-110. • Tavares J., Pereira A, Gomes A., Monteiro S., Gomes A. (2007) Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.

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