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IntroduçãoCom este ensaio pretende-se provar que arte possui valor intrínseco, que temvalor autónomo visto que está indepe...
A tese defendida neste ensaio – a arte tem valor intrínseco – afirma que artenão visa satisfazer quaisquer necessidades pr...
Contra-argumentos:o conteúdo de algumas obras de arte prejudica seriamente o seu valor;o resposta: a mensagem possivelment...
o objeção: muita arte não tem como objetivo agradar. O prazerpode atribuir valor à arte, contudo não o justifica.moralismo...
ConclusãoNeste ensaio abordou-se o problema: Terá a arte valor intrínseco? No sentido dejustificar a atenção atribuída à a...
BibliografiaALMEIDA, Aires (2005), O Valor Cognitivo da Arte, LisboaALMEIDA, Aires (2012),Estética e Filosofia da Arte, Li...
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Ensaio arte

  1. 1. Escola Secundária Infanta D. MariaFilosofiaEnsaio filosóficoTERÁ A ARTE VALOR INTRÍNSECO?Prof.ª Maria Fátima CabralCOIMBRA, 1 DE JUNHO DE 2013Francisco Martins FerreiraJoão Pedro MartinsJoão Pedro MendesJoão Pedro RochaOleksandrYakovlyev10ºA
  2. 2. IntroduçãoCom este ensaio pretende-se provar que arte possui valor intrínseco, que temvalor autónomo visto que está independente de quaisquer fins. Perspetiva tambémconhecida por “esteticismo” que está inspirada na estética kantiana. Também é umateoria formalista visto que valoriza unicamente as propriedades formais da arte –unidade, intensidade e complexidade.Defenderemos esta tese suportando-nos nos pontos de vistadeMalcolmBudd,EduardHanslick e Clive Bell ou seja, validar os argumentos da teserespondendo da melhor maneira possível às objeções que lhes foram atribuídas.Recusar-se-á, portanto, o valor instrumental – hedonismo, moralismo,instrumentalismo estético ou cognitivismo – apesar de arte ter sido, ser e continuar a serimensamente utilizada como meio para atingir certo fim.Mas qual é a importância de tratar este problema? É puramente justificar ovalor artístico da arte e não o económico, isto é, responderao porquê de arte serdigna de atenção.
  3. 3. A tese defendida neste ensaio – a arte tem valor intrínseco – afirma que artenão visa satisfazer quaisquer necessidades práticas ou teóricas. Foi defendida por CliveBell (1914) no âmbito da pintura e por EduardHanslick (1854) na obra Do Belo Musicalrelativamente à música. O que aqui se defende é que se arte não possuísse valorintrínseco não teria valor com a arte mas sim com qualquer outra coisa, sendo assimestá em causa explicar o valor artístico da arte e não o económico.Na obra de Hanslick argumenta-se sobretudo a favor de uma tese negativa.Esta afirma a não instrumentalidade da música dada a sua incapacidade derepresentar algo de extramusical, raciocinando-se do seguinte modo:Se a música tem valor instrumental, representa algo extramusical e se talacontecerepresenta objetos físicos ou emoções. Ora a música não representa objetosfísicos - éevidente que os ouvintes são capazes de identificar o som do cuco daSinfonia Pastoral de Beethoven, o tiro dos canhões da Abertura 1812 de Tchaikovsky ouas buzinas dos automóveis em Um Americano em Paris de Gershwin. Mas isso não é,segundo Hanslick, suficiente para estabelecer a representacionalidade da música, Arepresentação musical reduz-se, assim, à semelhança entre os sons musicais e os sonsproduzidos pelos objectos físicos.A música também não representa emoções e por conseguinte não representaalgo extramusical. Conclui-se, portanto, que a música não tem valor instrumental.Já Bell argumenta a favor do valor intrínseco. Apesar de a pintura representaralgo frequentemente e estar ao serviço de vários fins isso é esteticamente irrisório. Belldefende a forma significante da arte – a arte apenas desperta em nós emoçõesestéticas se apenas tiver forma significante sendo irrelevante se uma obra representaalguma coisa e qual aintenção do artista que a criou–apenas as característicasformais de uma obra fazem dela uma obra de arte e que as obras de arte devem seravaliadas apenas em função de tais características.
  4. 4. Contra-argumentos:o conteúdo de algumas obras de arte prejudica seriamente o seu valor;o resposta: a mensagem possivelmente transmitida pelas obras dearte pode não ser de todo dispensável para a sua apreciação,contudo, aquilo que é de facto valioso é a experiência para aqual a mensagem contribui.ao situar o valor nos efeitos da arte – nas experiências por elaproporcionadas – acaba por se chamar intrínseco – ao que seria maiscorreto chamar extrínseco.o resposta: Segundo Budd a experiência proporcionada pela arte,ao contrário dos formalistas, não deve ser reduzida à apreciaçãodas suas propriedades formais. A arte não se pode apreciar a siprópria. Desperta emoções no espetador dado isso ser inevitável.A perspetiva de Budd enfrenta outra objeção: há parâmetros que tornam a artevaliosa (originalidade, inovação, etc.) que só se podem esclarecer se tiverem emconsideração mais alguma coisa do que a experiência proporcionada pelas obras dearte. Em resposta a esta objeção pode dizer-se que a uma obra de arte não nasce donada. Inevitavelmente, o artista está sujeito ao contexto em que vive, e visto issotemde se ter em conta este contra-argumento como algo à parte.No entanto, teorias como hedonismo,moralismo ou o cognitivismo, são tambémobjetadas:hedonismo – a arte tem valor pelo prazer que proporciona;
  5. 5. o objeção: muita arte não tem como objetivo agradar. O prazerpode atribuir valor à arte, contudo não o justifica.moralismo – a arte tem de contribuir para o crescimento moral;o objeção: grande parte das obras existentes não possuem qualquerensinamento moral e sendo assim há que excluir grandes obras dearte o que constitui um contra-argumento ao moralismo.cognitivismo – a arte tem de transmitir conhecimento.o como podem alguns tipos de arte transmitir conhecimento? (e.g.pintura abstrata).
  6. 6. ConclusãoNeste ensaio abordou-se o problema: Terá a arte valor intrínseco? No sentido dejustificar a atenção atribuída à arte. A resposta é: sim.Tentámos, da melhor forma possível, defender os argumentos que nospermitiram responder afirmativamente e recusar as perspetivas instrumentalistas de vera arte, respondendo às objeções que lhes foram apontadas. Estas são bastanteplausíveis mas os seus pontos fracos são também evidentes.Consideramos, portanto, que a arte é um fim em si mesma e não um meio paraatingir determinado fim. Mas este problema encontra-se longe de ser solucionadotodavia ao longo do tempo têm sido apresentadas várias respostas incluindo acontida neste ensaio em ordem a solucioná-lo.
  7. 7. BibliografiaALMEIDA, Aires (2005), O Valor Cognitivo da Arte, LisboaALMEIDA, Aires (2012),Estética e Filosofia da Arte, Lisboa, Edições 70PAIVA, Marta, TAVARES, Orlanda, & BORGES, José Ferreira (2012),Contextos 10, Porto,Porto Editora

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