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PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL
              PROINFO INTEGRADO
   CURSO DE INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO DIGITAL




         JOSÉ RAIMUNDO ANDRADE DOS SANTOS
                LIOMAR VIEIRA SANTOS
                 MARIA JOSÉ OLIVEIRA
           MARIA LENILZA SANTOS CORREIA
               MÔNICA ANDRADE SANTOS
            RENATA ANDRADE DOS SANTOS
              ROSE GLÉCIA VIEIRA SANTOS
               ZÉLIA MARIA DE ANDRADE




   ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DIGITAL NO
CONTEXTO EDUCACIONAL DO PÓLO EDUCACIONAL DE
        RASINHO, SÍTIO DO QUINTO – BA




                         Projeto apresentado ao Curso do Proinfo em
                         Sítio do Quinto – BA como um dos pré-
                         requisitos avaliativos, sob orientação da
                         formadora Mery da Silva.




                  Sítio do Quinto - BA
                    Setembro de 2010
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                      Aprendizagem

José Raimundo, o corajoso, pois com o curso se entusiasmou tanto
que comprou até um computador...

Liomar, o herói da digitação, o curso proporcionou depois de
muitos anos de vida que ele conseguisse depois de muita caça de
palavras no teclado digitar um grande e pequeno texto...

Maria José, a grávida mais barriguda que já vimos... Sempre era a
última a chegar ao curso, pois Joana era muito pesada... Nesse
percurso, nasceu mais uma estrela, para iluminar o mundo
tecnológico e virtual...

Maria Lenilza, Professora/Coordenadora fascinada pelo mundo
tecnológico... Adora pesquisas, ela até já consegue abrir a caixa de
email... Outro dia ela tinha mais de 100 mensagens não lidas...

Mônica uma eterna apaixonada pela virtualidade... O curso instigou
ser uma especialista nessa área...

Renata, a reboladeira do curso... Comia todo o lanche da escola no
intervalo do curso, detona as comidas como os vírus nos
computadores...

Rose Glécia a especialista em software e hardware... Sempre
sanando nossas dúvidas, és uma verdadeira raker do bem...

Zélia se encantou tanto pela virtualidade que abriu até um orkut,
trocou o computador e instalou também internet em casa...
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                                                 SUMÁRIO



APRESENTAÇÃO............................................................................................04

OBJETIVOS......................................................................................................05

JUSTIFICATIVA..............................................................................................06

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................07

METODOLOGIA..............................................................................................10

CRONOGRAMA...............................................................................................11

RECURSOS.......................................................................................................12

AVALIAÇÃO....................................................................................................13

REFERÊNCIAS................................................................................................14

ANEXOS............................................................................................................15
4



                                   APRESENTAÇÃO



            As mudanças sociais ocorrem inevitavelmente e em ritmo acelerado, o que exige
da educação maneiras de se reinventar para captar essas mudanças e preparar o individuo para
agir diante e com elas. Dentre as inúmeras e sutis mudanças ocorridas de forma cumulativa na
sociedade, talvez por isso, quase imperceptíveis, tem uma que se reinventa e modifica a si
mesma a todo instante, que é a informática e com ela a internet, trazendo um caráter digital
para as informações e seus meios de circulação, exigindo da educação um olhar diferenciado
para a sua existência e presença no ambiente escolar.
           O projeto “Alfabetização e Letramento Digital no contexto educacional do Pólo
Educacional do Rasinho, Sítio do Quinto –BA”, tem como objetivo maior potencializar toda
comunidade escolar no que se refere as novas TICs, se apropriando dos aparatos tecnológicos
para transformarem a realidade local e consequentemente global. Assim, alunos e professores
permanecem engajados para uma utilização consciente do mundo digital/virtual.
           A mera instrumentalização, ou seja, apenas a existência dos aparatos tecnológicos
no ambiente das escolas não é relevante para atender as novas formas de relação do sujeito
com o conhecimento. Por isso o ciberespaço deve invadir os espaços de aprendizagem de
maneira a se tornar um meio de ensino, ou pelo menos um espaço em que o ensino possa se
processar com tanta mobilidade e agilidade quanto às próprias redes nas quais ele está
interconectado.
           A educação, sendo uma utilidade social e servindo aos propósitos de estruturação
dos novos padrões sociais de formação do indivíduo, não pode manter-se alheia à presença e
célere evolução tecnológica, devendo inserir no cotidiano de suas práticas pedagógicas o
ensino pautado e/ou respaldado no uso adequado das tecnologias informacionais.
5



                                          OBJETIVOS



Geral:


    •Apropriar-se da função social dos aparatos tecnológicos como base para ampliar a
    percepção de mundo, desenvolvendo competências e habilidades que conduzam o
    aprimoramento da capacidade de expressão oral e escrita. Fornecendo assim subsídios
    para a formação global do educador/educando, oportunizando a sua interação com as
    outras pessoas, conduzindo-os a compreensão da função social da Informática e a
    construção da cidadania.


Específicos:


•   Promover a alfabetização e consequentemente o letramento de todos inseridos no contexto
    educacional.


•   Apresentar a importância das novas TICs em toda comunidade local, revelando assim a
    valor das mesmas no contexto atual.


•Proporcionar a socialização harmoniosa com o mundo das novas TICs, incentivando a
independência, a confiança em si, a adaptabilidade e a construção da identidade;


•Despertar o espírito questionador, incentivando a atuação crítica e criativa existentes nos
diversos tipos de textos e hipertextos vinculados pelo mundo virtual;


•Refletir sobre o dinamismo do contexto atual e perceber da necessidade de se permitir cidadão
participativo, consciente e atuante;


•Arquitetar uma aprendizagem significativa, onde o aprendizado de conhecimentos e valores
resulte numa educação real para a vida;
6



                                     JUSTIFICATIVA




              Na sociedade do conhecimento que está em célere evolução tecnológica, é
inegável a urgência de que a educação sirva ao propósito magno de preparar o sujeito para
interagir diante da mobilidade, rapidez e fugacidade das informações que são veiculadas no
ciberespaço.
              Apenas a orientação para se interconectar ao ciberespaço não é suficiente se vista
sob o prisma da manipulação e da técnica, mas tornar-se-á eficaz se houver uma preparação
para o uso adequado das tecnologias informacionais. Nesse caso, a educação digital exerce
papel fundamental ao instituir uma prática pedagógica condizente com as conjunturas atuais,
pois ao estudar a aplicabilidade da tecnologia no cotidiano escolar, os estudos revelarão o
verdadeiro intento e finalidade de adaptar a educação à práxis pedagógica embasada pela
tecnologia.
              Por isso este projeto se justifica, uma vez que, as tecnologias surgiram para
facilitar a nossa vida, pois com o acesso corrido as informações e as atividades diárias, as
TICs tem um papel crucial para agilizar o processo de ensino aprendizagem. Partindo desse
pressuposto é perceptível que muitos dos professores e alunos da Escola Municipal Padre
Palmeira também não tem domínio ou acesso ao computador, o que os torna imobil para usar
metodologia inovadora usufruindo das TICs para dinamizar suas aulas, com isso se faz
necessário capacita-los e conscientiza-los das formas de inserir-se e usufruir dos aparatos
tecnológicos, tencionando capacitar professores para uma pratica que valorize o uso das TICs
nas disciplinas escolares de forma interdisciplinar.
7




                          FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



               Os seres humanos, a cada dia, se tornam mais submergidos em um ambiente
tecnológico, e de certa maneira, o que se observa é uma adulteração nas suas formas de
pensar, sentir e de agir no mundo. Surge um novo paradigma informacional, e com ele,
surgem também impactos na sociedade como um todo, no indivíduo e nas interações destes.
Pode-se notar que as mudanças significativas associadas à disseminação desse novo
paradigma, têm repercussão direta nos processos de geração e difusão das inovações.
               Vivemos em um tempo que também passou a ser conhecido como aquele
marcado pela “complexidade” (Morin, 2001), repleto de intolerâncias e divergências que
separam as pessoas e apontam novos caminhos desconhecidos. A sociedade da informação
emerge a convivência explosiva do computador com as telecomunicações. Ressaltam-se
aspectos da sociedade não mais vinculados a mecanização industrial, mas envolvidos agora
com um novo modo de produção baseado no fluxo de informação via computador.
               Nas últimas décadas, com a popularização do microcomputador pessoal e o
advento da Internet, a digitalização da linguagem escrita inaugurou uma nova modalidade de
processamento da informação, cujos novos mecanismos as (TIC) Tecnologias da Informação
e Comunicação não somente produziram a migração da linguagem escrita (da página impressa
para a tela do computador) como também possibilitaram a sua transmissão instantânea na rede
mundial de computadores. O homem se torna cada vez mais dependente das máquinas e com
isso facilita a sua vida, à medida que constrói e reconstrói seus espaços que são ilimitados.


                                   Maquinomem

                                   O homem esposou a máquina
                                   e gerou um híbrido estranho:
                                   um cronômetro no peito
                                   e um dínamo no crânio.
                                   As hemácias do seu sangue
                                   são redondos algarismos.
                                   Crescem cactos estatísticos
                                   em seus abstratos jardins.
                                   Exato planejamento
                                   a vida do maquinomem.
                                   Trepidam as engrenagens
                                   no esforço das realizações.
                                   Em seu ínfimo ignorado,
                                   há uma estranha prisioneira,
                                   cujos gritos estremece
                                   a metálica estrutura.
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                                     E há reflexos planejantes
                                     de uma luz imponderável,
                                     que perturbam a frieza
                                     do blindado maquinomem.



                A relação homem e máquina é tão intima que é como se ela tivesse uma vida
própria e independente, mas o que na verdade pode-se evidenciar é que ambos são
interdependentes no contexto atual, pois estariam estagnados se não se aliassem.
                 Esses poderosos mecanismos de produção, reprodução e difusão dos
hipertextos eletrônicos instauraram o princípio da convergência digital que caracteriza a nova
Sociedade da Informação deste terceiro milênio, cuja essência não é física e tão pouco
abstrata, mas virtual, isto é, real-digital. Assim é que o conceito de letramento, que no início
referia-se tão somente à leitura e à escrita convencional, foi estendida para outras esferas da
construção do conhecimento, a esfera virtual, originando a expressão tão em moda
atualmente: letramento digital.
                O letramento digital é um grande desafio para a sociedade contemporânea
porque a luta pela inclusão social via letramento impresso, ou seja, forma comum de
alfabetização ainda está muito longe de uma definição de sucesso absoluto. Por isso, que esse
novo advento veio dificultar ainda mais o já conturbado processo socioeducacional, ao criar e
inserir, nas práticas sociais letradas, a metáfora pós-moderna das novas e revolucionárias
modalidades do letramento digital.
                É admissível a existência de vários alfabetizados que, no entanto, podem ser
considerados como analfabetos digitais. É também provável que eles até tenham notícia
dessas novas tecnologias, mas não sabem como operá-las na prática, o que os inclui na legião
dos excluídos digitais em nossa sociedade. Mesmo porque as tecnologias digitais inovaram e
continuarão inovando, independente da relação das pessoas com elas e, nesse sentido, Ianni
enfatiza que:


                                  Cabe observar, no entanto, que na base da aldeia global seja qual for sua
                                  realidade ou idéia, está a informatização, estão as técnicas eletrônicas
                                  compondo uma vasta e labiríntica máquina universal que opera múltiplas
                                  mensagens e está presente em todos os lugares. Trata-se das tecnologias
                                  da inteligência e imaginação, caracterizando a informática e permitindo
                                  desenhar, tecer, colorir, sonorizar e movimentar a aldeia global.
                                  Produzem um mundo digital, digitalizado, virtual, instantâneo, ubíquo,
                                  plenamente esférico ou totalmente plano, unidimensional e
                                  multidimensional, sem cronologia, história ou biografia. Um mundo
                                  concebido como um texto emaranhado de interfaces, um hipertexto
                                  somente inteligível pelas tecnologias da eletrônica informática cibernética
                                  universal. Esta é a mágica: o caos transfigura-se em um sistema de signos,
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                                símbolos, linguagens, metáforas, emblemas, alegorias: simultaneamente,
                                este sistema transfigura-se em um texto complexo, um hipertexto; um
                                hipertexto que pode ser lido, traduzido, parafraseado, transliteralizado.
                                (IANNI, 2006, p. 127)


                As tecnologias da informação e comunicação caracterizam a realidade
contemporânea e de alguma maneira influenciam a vida de todos. No entanto, não é
interessante que estes sujeitos apenas aprendam a usar os meios tecnológicos, mas que
possam pensá-los através da reflexão coletiva, sustentando posicionamentos, iniciativas e
novas construções, deixando assim de serem meros alfabetizados e se posicionem como
letrados digitais.
        Para que ocorra o letramento e a inclusão digital, entretanto, é necessário que ambos
estejam submetidos a um rigoroso processo crítico, ou seja, que o digital seja, evidentemente,
valorizado, mas que, acima de tudo, esse saber seja colocado a serviço dos sujeitos. Por um
lado, a tecnologia digital tornou-se parte integrante da construção do sujeito histórico deste
milênio. A realidade moderna exige a competência de se lidar com esses artefatos, uma vez
que a convergência digital está mudando todas as práticas, em todos os setores da vida.
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                                   METODOLOGIA



       Na exposição desse trabalho serão adotadas as seguintes estratégicas metodológicas:
Intervenção:
   1. Palestra com professores conscientizando-os sobre a importância das TICs em sala de
       aula e auxílio em sua disciplina;
   2. Oficina Sugestiva: os professores deverão dar sugestões de como trabalhar com as
       TICs contextualizando cada disciplina, sendo que cada um deverá sugerir algo que
       seja de uma disciplina para qual não leciona (sortear no grupo).
   3. Inscrição dos professores no curso EAD do Senai – Tecnologias da Informação e
       Comunicação e outros (Formação continuada); (A Coordenação e a Direção da
       Escola acompanhará esse curso)
Culminância:
   1. Fórum de Debates com professores, funcionários e alunos da Instituição.
   2. Dinâmicas – para promover momentos de descontração e entrosamento entre os
       participantes do evento e relacionar a mensagem da dinâmica com a temática debatida.
   3. Vídeos – com discussões relacionadas ao tema em questão.
   4. Slides - com mensagens reflexivas;
   5. Leituras - de diversos tipos de textos para identificar o que há de comum entre eles;
   6. Painel Interativo das TICs: imagens que as representem...
        Tais procedimentos não se encerram por aqui porque eles por si desencadeiam outras
atividades posteriores que desenvolvidas só vem acrescentar novas contribuições para
garantir o desenvolvimento dos trabalhos será através da criação de situações aderentes a
realidade em que os alunos possam operar sobre a linguagem escrita, oral e digital.
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                                         RECURSOS




       Computadores, painel ilustrado, fita adesiva, textos xerocopiados, vídeos, CDs,
pirulitos, papel branco - cartaz, pilotos, data show, folha sulfite, pirulitos, lápis de cor, giz de
cera, ficha de lista de freqüência e avaliação do curso, varal informativo.
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                            CRONOGRAMA




   AÇÕES        JULHO   AGOSTO   SETEMBRO   OUTUBRO   NOVEMBRO   DEZEMBRO
  Início do
    Curso        X
 Escolha do
tema a partir            X
   de uma
problemática
  na escola
 Elaboração
 do Projeto              X         X
Apresentação
 do Projeto
   para os
 colegas do
 PROINFO                           X
Culminância
 do Projeto                                             X
Execução de
 Atividades                                             X          X
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                                     AVALIAÇÃO



       A avaliação desse projeto prima pelo caráter qualitativo e quantitativo, enfatizando a
participação dos membros envolvidos nas atividades, suas possíveis leituras, opiniões e
inferências e pelas mudanças significativas no cotidiano escolar através dos aparatos
tecnológicos.
       Ela ocorrerá ao final de cada etapa do projeto e permeará ao longo do processo de
intervenção com a finalidade de conferir se os objetivos foram alcançados. Promovendo assim
uma possível mudança nessa unidade escolar.
        A avaliação implica uma reflexão sobre a prática, no sentido de captar seus avanços,
suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer
para superar obstáculos.
        Quando realizamos um trabalho estamos nos propondo a ser avaliados por quem está
presente participando do processo para identificarmos os acertos a fim de aperfeiçoá-los e
identificar os possíveis erros para que não venham a se repetir posteriormente. Também é
fundamental avaliar o desempenho de quem participa para verificar o grau de conhecimento
adquiridos e as habilidades desenvolvidas.
       Dessa maneira, é importante realizar a avaliação porque nesse processo o sistema de
ensino no geral recebe interferências, a unidade escolar que recebe o projeto, o grupo que
elaborou e os discentes. Avaliar o trabalho é fundamental para perceber os resultados da
intervenção. Para tal os métodos serão: dinâmicas, momentos de debates sobre os diversos
textos trabalhados, produção textual abordando o que fora discutido e ficha avaliativa a ser
preenchida pelos participantes. Assim, pode-se adquirir uma visão geral de como foi o
trabalho realizado.
14



                                   REFERÊNCIAS


IANNI, Octavio. Teorias da globalização. – 13ª ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2006.

KOLODY, Helena. Maquinomem. Rio de Janeiro: Luz da Cidade Promoções Artísticas
Ltda, Coleção Poesia Falada, 2000.

LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. – Tradução:
Luiz Paulo Rounet. – São Paulo: Edições Loyola, 1998.

____________. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. – São Paulo: Ed. 34,
1999.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez;
Brasília, DF: UNESCO, 2006.
15




ANEXOS
16



             Uso das novas TICs no contexto escolar


(...) Leila – Como os alunos se envolvem nas aulas?
Aurélia – Esse é o nosso grande problema aqui na escola, esses meninos de hoje
não querem nada, são preguiçosos e baderneiros, é uma consegui que eles
fiquem em silêncio para que eu possa dar a minha aula.
Leila _Aqui na escola, além da sala de aula, que outros espaços a srª utiliza, por
exemplo, nas aulas de ciências, e como esses espaços são utilizados?
Aurélia_ Bem, aqui nós temos sala de vídeo, laboratório de informática, de
química e física, mas é impossível trabalhar com esses alunos nesses ambientes,
eles mexem em tudo e não param de falar um minuto se quer, para que eu posso
dar a minha aula, por isso prefiro ficar na sala mesmo, mas quando eu levo os
alunos para o laboratório de informática por exemplo, eu planejo antes o que
eles vão pesquisar e já passo o endereço que eles vão acessar.
(...) Naquele mesmo dia, na sala dos professores, encontra uma colega da escola,
profª Danuta:
Aurélia _ Danuta, acho que vem chumbo grosso por ai, uma tal de Leila me
entrevisto hoje e parece que a direção irá avaliar todos os professores, os que
não se encaixarem na nova proposta da escola estarão com os dias contados
aqui.
Danuta_ Mas que nova proposta é essa? O que q escola quer agora? Já não
chega agente ter de ficar mofando nessas formações pedagógicas que não levam
a nada?
Aurélia__Parece que a escola quer que agente mude a metodologia e inclua as
novas tecnologias nas nossas aulas, ouvi a coordenação dizer que precisamos
inserir os novos recursos como meios didáticos, recursos pedagógicos e
ferramentas convivenciais.
Danuta__Pra mim é tudo balela, a direção deveria era arrumar um jeito desses
alunos prestarem atenção nas aulas e respeitarem mais os professores, a escola é
lugar de aprender e não de ficar brincando com computador e aquelas
parafernálias dos laboratórios.
Neste momento chega na sala a professora Anita que escuta parte da conversa e
se intromete.
Anita __Pois é amigas, eu mesma já me dei mal com essas tais novas
tecnologias, resolvi fazer minhas aulas utilizando esses novos recursos, achando
que eles iriam facilitar a minha vida, mas dei com os burros nágua, os alunos se
entreteram por algum tempo e depois não quiseram saber mais dos
computadores.


                                                            Rogério Reis
17



          Admirável Chip Novo

     Pane no sistema, alguém me desconfigurou
         Aonde estão meus olhos de robô?
        Eu não sabia, eu não tinha percebido
           Eu sempre achei que era vivo
      Parafuso e fluído em lugar de articulação
       Até achava que aqui batia um coração
        Nada é orgânico, é tudo programado
        E eu achando que tinha me libertado
            Mas lá vem eles novamente
              E eu sei o que vão fazer:
                 Reinstalar o sistema
             Pense, fale, compre, beba
             Leia, vote, não se esqueça
                Use, seja, ouça, diga
             Tenha, more, gaste e viva
             Pense, fale, compre, beba
             Leia, vote, não se esqueça
               Use, seja, ouça, diga...
              Não senhor, Sim senhor
            Mas lá vem eles novamente
              E eu sei o que vão fazer:
                Reinstalar o sistema.

                   Quando

               Quando você me clica,
         quando você me conecta, me liga,
quando entra nos meus programas, nas minhas janelas,
 quando você me acende, me printa, me encompassa,
          me sublinha, me funde e me tria:
             Meus caracteres esvoaçam,
            meus parágrafos se acendem,
            meus capítulos se reagrupam,
         meus títulos se põem maiúsculos,
               e meu coração troveja.
            (CAPPARELLI, 1996, p. 18)
18



                                   Cérebro Eletrônico
Composição: Gilberto Gil

                                   O cérebro eletrônico faz tudo
                                          Faz quase tudo
                                          Faz quase tudo
                                         Mas ele é mudo
                                  O cérebro eletrônico comanda
                                        Manda e desmanda
                                        Ele é quem manda
                                         Mas ele não anda
                                       Só eu posso pensar
                                          Se Deus existe
                                              Só eu
                                       Só eu posso chorar
                                       Quando estou triste
                                              Só eu
                                     Eu cá com meus botões
                                          De carne e osso
                                          Eu falo e ouço.
                                         Eu penso e posso
                                         Eu posso decidir
                                    Se vivo ou morro por que
                                         Porque sou vivo
                                      Vivo pra cachorro e sei
                           Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
                             No meu caminho inevitável para a morte
                                         Porque sou vivo
                                       Sou muito vivo e sei
                            Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
                           Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
                           Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro

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Alfabetização digital na educação

  • 1. PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PROINFO INTEGRADO CURSO DE INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO DIGITAL JOSÉ RAIMUNDO ANDRADE DOS SANTOS LIOMAR VIEIRA SANTOS MARIA JOSÉ OLIVEIRA MARIA LENILZA SANTOS CORREIA MÔNICA ANDRADE SANTOS RENATA ANDRADE DOS SANTOS ROSE GLÉCIA VIEIRA SANTOS ZÉLIA MARIA DE ANDRADE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DIGITAL NO CONTEXTO EDUCACIONAL DO PÓLO EDUCACIONAL DE RASINHO, SÍTIO DO QUINTO – BA Projeto apresentado ao Curso do Proinfo em Sítio do Quinto – BA como um dos pré- requisitos avaliativos, sob orientação da formadora Mery da Silva. Sítio do Quinto - BA Setembro de 2010
  • 2. 2 Aprendizagem José Raimundo, o corajoso, pois com o curso se entusiasmou tanto que comprou até um computador... Liomar, o herói da digitação, o curso proporcionou depois de muitos anos de vida que ele conseguisse depois de muita caça de palavras no teclado digitar um grande e pequeno texto... Maria José, a grávida mais barriguda que já vimos... Sempre era a última a chegar ao curso, pois Joana era muito pesada... Nesse percurso, nasceu mais uma estrela, para iluminar o mundo tecnológico e virtual... Maria Lenilza, Professora/Coordenadora fascinada pelo mundo tecnológico... Adora pesquisas, ela até já consegue abrir a caixa de email... Outro dia ela tinha mais de 100 mensagens não lidas... Mônica uma eterna apaixonada pela virtualidade... O curso instigou ser uma especialista nessa área... Renata, a reboladeira do curso... Comia todo o lanche da escola no intervalo do curso, detona as comidas como os vírus nos computadores... Rose Glécia a especialista em software e hardware... Sempre sanando nossas dúvidas, és uma verdadeira raker do bem... Zélia se encantou tanto pela virtualidade que abriu até um orkut, trocou o computador e instalou também internet em casa...
  • 3. 3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO............................................................................................04 OBJETIVOS......................................................................................................05 JUSTIFICATIVA..............................................................................................06 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................07 METODOLOGIA..............................................................................................10 CRONOGRAMA...............................................................................................11 RECURSOS.......................................................................................................12 AVALIAÇÃO....................................................................................................13 REFERÊNCIAS................................................................................................14 ANEXOS............................................................................................................15
  • 4. 4 APRESENTAÇÃO As mudanças sociais ocorrem inevitavelmente e em ritmo acelerado, o que exige da educação maneiras de se reinventar para captar essas mudanças e preparar o individuo para agir diante e com elas. Dentre as inúmeras e sutis mudanças ocorridas de forma cumulativa na sociedade, talvez por isso, quase imperceptíveis, tem uma que se reinventa e modifica a si mesma a todo instante, que é a informática e com ela a internet, trazendo um caráter digital para as informações e seus meios de circulação, exigindo da educação um olhar diferenciado para a sua existência e presença no ambiente escolar. O projeto “Alfabetização e Letramento Digital no contexto educacional do Pólo Educacional do Rasinho, Sítio do Quinto –BA”, tem como objetivo maior potencializar toda comunidade escolar no que se refere as novas TICs, se apropriando dos aparatos tecnológicos para transformarem a realidade local e consequentemente global. Assim, alunos e professores permanecem engajados para uma utilização consciente do mundo digital/virtual. A mera instrumentalização, ou seja, apenas a existência dos aparatos tecnológicos no ambiente das escolas não é relevante para atender as novas formas de relação do sujeito com o conhecimento. Por isso o ciberespaço deve invadir os espaços de aprendizagem de maneira a se tornar um meio de ensino, ou pelo menos um espaço em que o ensino possa se processar com tanta mobilidade e agilidade quanto às próprias redes nas quais ele está interconectado. A educação, sendo uma utilidade social e servindo aos propósitos de estruturação dos novos padrões sociais de formação do indivíduo, não pode manter-se alheia à presença e célere evolução tecnológica, devendo inserir no cotidiano de suas práticas pedagógicas o ensino pautado e/ou respaldado no uso adequado das tecnologias informacionais.
  • 5. 5 OBJETIVOS Geral: •Apropriar-se da função social dos aparatos tecnológicos como base para ampliar a percepção de mundo, desenvolvendo competências e habilidades que conduzam o aprimoramento da capacidade de expressão oral e escrita. Fornecendo assim subsídios para a formação global do educador/educando, oportunizando a sua interação com as outras pessoas, conduzindo-os a compreensão da função social da Informática e a construção da cidadania. Específicos: • Promover a alfabetização e consequentemente o letramento de todos inseridos no contexto educacional. • Apresentar a importância das novas TICs em toda comunidade local, revelando assim a valor das mesmas no contexto atual. •Proporcionar a socialização harmoniosa com o mundo das novas TICs, incentivando a independência, a confiança em si, a adaptabilidade e a construção da identidade; •Despertar o espírito questionador, incentivando a atuação crítica e criativa existentes nos diversos tipos de textos e hipertextos vinculados pelo mundo virtual; •Refletir sobre o dinamismo do contexto atual e perceber da necessidade de se permitir cidadão participativo, consciente e atuante; •Arquitetar uma aprendizagem significativa, onde o aprendizado de conhecimentos e valores resulte numa educação real para a vida;
  • 6. 6 JUSTIFICATIVA Na sociedade do conhecimento que está em célere evolução tecnológica, é inegável a urgência de que a educação sirva ao propósito magno de preparar o sujeito para interagir diante da mobilidade, rapidez e fugacidade das informações que são veiculadas no ciberespaço. Apenas a orientação para se interconectar ao ciberespaço não é suficiente se vista sob o prisma da manipulação e da técnica, mas tornar-se-á eficaz se houver uma preparação para o uso adequado das tecnologias informacionais. Nesse caso, a educação digital exerce papel fundamental ao instituir uma prática pedagógica condizente com as conjunturas atuais, pois ao estudar a aplicabilidade da tecnologia no cotidiano escolar, os estudos revelarão o verdadeiro intento e finalidade de adaptar a educação à práxis pedagógica embasada pela tecnologia. Por isso este projeto se justifica, uma vez que, as tecnologias surgiram para facilitar a nossa vida, pois com o acesso corrido as informações e as atividades diárias, as TICs tem um papel crucial para agilizar o processo de ensino aprendizagem. Partindo desse pressuposto é perceptível que muitos dos professores e alunos da Escola Municipal Padre Palmeira também não tem domínio ou acesso ao computador, o que os torna imobil para usar metodologia inovadora usufruindo das TICs para dinamizar suas aulas, com isso se faz necessário capacita-los e conscientiza-los das formas de inserir-se e usufruir dos aparatos tecnológicos, tencionando capacitar professores para uma pratica que valorize o uso das TICs nas disciplinas escolares de forma interdisciplinar.
  • 7. 7 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Os seres humanos, a cada dia, se tornam mais submergidos em um ambiente tecnológico, e de certa maneira, o que se observa é uma adulteração nas suas formas de pensar, sentir e de agir no mundo. Surge um novo paradigma informacional, e com ele, surgem também impactos na sociedade como um todo, no indivíduo e nas interações destes. Pode-se notar que as mudanças significativas associadas à disseminação desse novo paradigma, têm repercussão direta nos processos de geração e difusão das inovações. Vivemos em um tempo que também passou a ser conhecido como aquele marcado pela “complexidade” (Morin, 2001), repleto de intolerâncias e divergências que separam as pessoas e apontam novos caminhos desconhecidos. A sociedade da informação emerge a convivência explosiva do computador com as telecomunicações. Ressaltam-se aspectos da sociedade não mais vinculados a mecanização industrial, mas envolvidos agora com um novo modo de produção baseado no fluxo de informação via computador. Nas últimas décadas, com a popularização do microcomputador pessoal e o advento da Internet, a digitalização da linguagem escrita inaugurou uma nova modalidade de processamento da informação, cujos novos mecanismos as (TIC) Tecnologias da Informação e Comunicação não somente produziram a migração da linguagem escrita (da página impressa para a tela do computador) como também possibilitaram a sua transmissão instantânea na rede mundial de computadores. O homem se torna cada vez mais dependente das máquinas e com isso facilita a sua vida, à medida que constrói e reconstrói seus espaços que são ilimitados. Maquinomem O homem esposou a máquina e gerou um híbrido estranho: um cronômetro no peito e um dínamo no crânio. As hemácias do seu sangue são redondos algarismos. Crescem cactos estatísticos em seus abstratos jardins. Exato planejamento a vida do maquinomem. Trepidam as engrenagens no esforço das realizações. Em seu ínfimo ignorado, há uma estranha prisioneira, cujos gritos estremece a metálica estrutura.
  • 8. 8 E há reflexos planejantes de uma luz imponderável, que perturbam a frieza do blindado maquinomem. A relação homem e máquina é tão intima que é como se ela tivesse uma vida própria e independente, mas o que na verdade pode-se evidenciar é que ambos são interdependentes no contexto atual, pois estariam estagnados se não se aliassem. Esses poderosos mecanismos de produção, reprodução e difusão dos hipertextos eletrônicos instauraram o princípio da convergência digital que caracteriza a nova Sociedade da Informação deste terceiro milênio, cuja essência não é física e tão pouco abstrata, mas virtual, isto é, real-digital. Assim é que o conceito de letramento, que no início referia-se tão somente à leitura e à escrita convencional, foi estendida para outras esferas da construção do conhecimento, a esfera virtual, originando a expressão tão em moda atualmente: letramento digital. O letramento digital é um grande desafio para a sociedade contemporânea porque a luta pela inclusão social via letramento impresso, ou seja, forma comum de alfabetização ainda está muito longe de uma definição de sucesso absoluto. Por isso, que esse novo advento veio dificultar ainda mais o já conturbado processo socioeducacional, ao criar e inserir, nas práticas sociais letradas, a metáfora pós-moderna das novas e revolucionárias modalidades do letramento digital. É admissível a existência de vários alfabetizados que, no entanto, podem ser considerados como analfabetos digitais. É também provável que eles até tenham notícia dessas novas tecnologias, mas não sabem como operá-las na prática, o que os inclui na legião dos excluídos digitais em nossa sociedade. Mesmo porque as tecnologias digitais inovaram e continuarão inovando, independente da relação das pessoas com elas e, nesse sentido, Ianni enfatiza que: Cabe observar, no entanto, que na base da aldeia global seja qual for sua realidade ou idéia, está a informatização, estão as técnicas eletrônicas compondo uma vasta e labiríntica máquina universal que opera múltiplas mensagens e está presente em todos os lugares. Trata-se das tecnologias da inteligência e imaginação, caracterizando a informática e permitindo desenhar, tecer, colorir, sonorizar e movimentar a aldeia global. Produzem um mundo digital, digitalizado, virtual, instantâneo, ubíquo, plenamente esférico ou totalmente plano, unidimensional e multidimensional, sem cronologia, história ou biografia. Um mundo concebido como um texto emaranhado de interfaces, um hipertexto somente inteligível pelas tecnologias da eletrônica informática cibernética universal. Esta é a mágica: o caos transfigura-se em um sistema de signos,
  • 9. 9 símbolos, linguagens, metáforas, emblemas, alegorias: simultaneamente, este sistema transfigura-se em um texto complexo, um hipertexto; um hipertexto que pode ser lido, traduzido, parafraseado, transliteralizado. (IANNI, 2006, p. 127) As tecnologias da informação e comunicação caracterizam a realidade contemporânea e de alguma maneira influenciam a vida de todos. No entanto, não é interessante que estes sujeitos apenas aprendam a usar os meios tecnológicos, mas que possam pensá-los através da reflexão coletiva, sustentando posicionamentos, iniciativas e novas construções, deixando assim de serem meros alfabetizados e se posicionem como letrados digitais. Para que ocorra o letramento e a inclusão digital, entretanto, é necessário que ambos estejam submetidos a um rigoroso processo crítico, ou seja, que o digital seja, evidentemente, valorizado, mas que, acima de tudo, esse saber seja colocado a serviço dos sujeitos. Por um lado, a tecnologia digital tornou-se parte integrante da construção do sujeito histórico deste milênio. A realidade moderna exige a competência de se lidar com esses artefatos, uma vez que a convergência digital está mudando todas as práticas, em todos os setores da vida.
  • 10. 10 METODOLOGIA Na exposição desse trabalho serão adotadas as seguintes estratégicas metodológicas: Intervenção: 1. Palestra com professores conscientizando-os sobre a importância das TICs em sala de aula e auxílio em sua disciplina; 2. Oficina Sugestiva: os professores deverão dar sugestões de como trabalhar com as TICs contextualizando cada disciplina, sendo que cada um deverá sugerir algo que seja de uma disciplina para qual não leciona (sortear no grupo). 3. Inscrição dos professores no curso EAD do Senai – Tecnologias da Informação e Comunicação e outros (Formação continuada); (A Coordenação e a Direção da Escola acompanhará esse curso) Culminância: 1. Fórum de Debates com professores, funcionários e alunos da Instituição. 2. Dinâmicas – para promover momentos de descontração e entrosamento entre os participantes do evento e relacionar a mensagem da dinâmica com a temática debatida. 3. Vídeos – com discussões relacionadas ao tema em questão. 4. Slides - com mensagens reflexivas; 5. Leituras - de diversos tipos de textos para identificar o que há de comum entre eles; 6. Painel Interativo das TICs: imagens que as representem... Tais procedimentos não se encerram por aqui porque eles por si desencadeiam outras atividades posteriores que desenvolvidas só vem acrescentar novas contribuições para garantir o desenvolvimento dos trabalhos será através da criação de situações aderentes a realidade em que os alunos possam operar sobre a linguagem escrita, oral e digital.
  • 11. 11 RECURSOS Computadores, painel ilustrado, fita adesiva, textos xerocopiados, vídeos, CDs, pirulitos, papel branco - cartaz, pilotos, data show, folha sulfite, pirulitos, lápis de cor, giz de cera, ficha de lista de freqüência e avaliação do curso, varal informativo.
  • 12. 12 CRONOGRAMA AÇÕES JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO Início do Curso X Escolha do tema a partir X de uma problemática na escola Elaboração do Projeto X X Apresentação do Projeto para os colegas do PROINFO X Culminância do Projeto X Execução de Atividades X X
  • 13. 13 AVALIAÇÃO A avaliação desse projeto prima pelo caráter qualitativo e quantitativo, enfatizando a participação dos membros envolvidos nas atividades, suas possíveis leituras, opiniões e inferências e pelas mudanças significativas no cotidiano escolar através dos aparatos tecnológicos. Ela ocorrerá ao final de cada etapa do projeto e permeará ao longo do processo de intervenção com a finalidade de conferir se os objetivos foram alcançados. Promovendo assim uma possível mudança nessa unidade escolar. A avaliação implica uma reflexão sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar obstáculos. Quando realizamos um trabalho estamos nos propondo a ser avaliados por quem está presente participando do processo para identificarmos os acertos a fim de aperfeiçoá-los e identificar os possíveis erros para que não venham a se repetir posteriormente. Também é fundamental avaliar o desempenho de quem participa para verificar o grau de conhecimento adquiridos e as habilidades desenvolvidas. Dessa maneira, é importante realizar a avaliação porque nesse processo o sistema de ensino no geral recebe interferências, a unidade escolar que recebe o projeto, o grupo que elaborou e os discentes. Avaliar o trabalho é fundamental para perceber os resultados da intervenção. Para tal os métodos serão: dinâmicas, momentos de debates sobre os diversos textos trabalhados, produção textual abordando o que fora discutido e ficha avaliativa a ser preenchida pelos participantes. Assim, pode-se adquirir uma visão geral de como foi o trabalho realizado.
  • 14. 14 REFERÊNCIAS IANNI, Octavio. Teorias da globalização. – 13ª ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. KOLODY, Helena. Maquinomem. Rio de Janeiro: Luz da Cidade Promoções Artísticas Ltda, Coleção Poesia Falada, 2000. LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. – Tradução: Luiz Paulo Rounet. – São Paulo: Edições Loyola, 1998. ____________. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. – São Paulo: Ed. 34, 1999. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2006.
  • 16. 16 Uso das novas TICs no contexto escolar (...) Leila – Como os alunos se envolvem nas aulas? Aurélia – Esse é o nosso grande problema aqui na escola, esses meninos de hoje não querem nada, são preguiçosos e baderneiros, é uma consegui que eles fiquem em silêncio para que eu possa dar a minha aula. Leila _Aqui na escola, além da sala de aula, que outros espaços a srª utiliza, por exemplo, nas aulas de ciências, e como esses espaços são utilizados? Aurélia_ Bem, aqui nós temos sala de vídeo, laboratório de informática, de química e física, mas é impossível trabalhar com esses alunos nesses ambientes, eles mexem em tudo e não param de falar um minuto se quer, para que eu posso dar a minha aula, por isso prefiro ficar na sala mesmo, mas quando eu levo os alunos para o laboratório de informática por exemplo, eu planejo antes o que eles vão pesquisar e já passo o endereço que eles vão acessar. (...) Naquele mesmo dia, na sala dos professores, encontra uma colega da escola, profª Danuta: Aurélia _ Danuta, acho que vem chumbo grosso por ai, uma tal de Leila me entrevisto hoje e parece que a direção irá avaliar todos os professores, os que não se encaixarem na nova proposta da escola estarão com os dias contados aqui. Danuta_ Mas que nova proposta é essa? O que q escola quer agora? Já não chega agente ter de ficar mofando nessas formações pedagógicas que não levam a nada? Aurélia__Parece que a escola quer que agente mude a metodologia e inclua as novas tecnologias nas nossas aulas, ouvi a coordenação dizer que precisamos inserir os novos recursos como meios didáticos, recursos pedagógicos e ferramentas convivenciais. Danuta__Pra mim é tudo balela, a direção deveria era arrumar um jeito desses alunos prestarem atenção nas aulas e respeitarem mais os professores, a escola é lugar de aprender e não de ficar brincando com computador e aquelas parafernálias dos laboratórios. Neste momento chega na sala a professora Anita que escuta parte da conversa e se intromete. Anita __Pois é amigas, eu mesma já me dei mal com essas tais novas tecnologias, resolvi fazer minhas aulas utilizando esses novos recursos, achando que eles iriam facilitar a minha vida, mas dei com os burros nágua, os alunos se entreteram por algum tempo e depois não quiseram saber mais dos computadores. Rogério Reis
  • 17. 17 Admirável Chip Novo Pane no sistema, alguém me desconfigurou Aonde estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido Eu sempre achei que era vivo Parafuso e fluído em lugar de articulação Até achava que aqui batia um coração Nada é orgânico, é tudo programado E eu achando que tinha me libertado Mas lá vem eles novamente E eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema Pense, fale, compre, beba Leia, vote, não se esqueça Use, seja, ouça, diga Tenha, more, gaste e viva Pense, fale, compre, beba Leia, vote, não se esqueça Use, seja, ouça, diga... Não senhor, Sim senhor Mas lá vem eles novamente E eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema. Quando Quando você me clica, quando você me conecta, me liga, quando entra nos meus programas, nas minhas janelas, quando você me acende, me printa, me encompassa, me sublinha, me funde e me tria: Meus caracteres esvoaçam, meus parágrafos se acendem, meus capítulos se reagrupam, meus títulos se põem maiúsculos, e meu coração troveja. (CAPPARELLI, 1996, p. 18)
  • 18. 18 Cérebro Eletrônico Composição: Gilberto Gil O cérebro eletrônico faz tudo Faz quase tudo Faz quase tudo Mas ele é mudo O cérebro eletrônico comanda Manda e desmanda Ele é quem manda Mas ele não anda Só eu posso pensar Se Deus existe Só eu Só eu posso chorar Quando estou triste Só eu Eu cá com meus botões De carne e osso Eu falo e ouço. Eu penso e posso Eu posso decidir Se vivo ou morro por que Porque sou vivo Vivo pra cachorro e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro No meu caminho inevitável para a morte Porque sou vivo Sou muito vivo e sei Que a morte é nosso impulso primitivo e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro