A Importância dos Serviços para a Economia
Brasileira no Século XXI
Jorge Arbache
UnB
MDIC, 9 de setembro de 2015
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Os serviços se tornaram elemento central da
economia do sec. XXI - tendências
 Aumento da relação entre PIB per capita e ...
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economia do sec. XXI – tendências (cont.)
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...que a produtividade é baixa...
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Indicador de competitividade nos deixa em situação
desfavorável com relação a outros países
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...e a baixa produtividade do setor
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Fonte: Arbache e Moreira 2015
Serviços pouco competitivos também
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O perfil do mercado, das firmas e dos trabalhadores
sugere que há muito a se fazer
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Radiografia do setor
1998 2011
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Muitas perguntas e dilemas
• Que reformas precisamos?
• Qual timing e sequência de reformas?
• Qual papel do Estado, do ID...
Muitas perguntas e dilemas (cont.)
• Que setores devemos priorizar? Serviços de consumo ou
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Um último comentário
• Quaisquer que sejam as respostas, é preciso uma estratégia
que leve em conta que:
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Um último comentário (cont.)
• Os serviços têm que ser incorporados ao centro da agenda
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• É preciso tratame...
Muito obrigado
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Palestra de Jorge Arbache em Seminário sobre Indústria

  1. 1. A Importância dos Serviços para a Economia Brasileira no Século XXI Jorge Arbache UnB MDIC, 9 de setembro de 2015 1
  2. 2. Os serviços se tornaram elemento central da economia do sec. XXI - tendências  Aumento da relação entre PIB per capita e participação dos serviços na economia (Eichengreen e Gupta 2013)  Queda prematura da participação da indústria no PIB nos países em desenvolvimento (Rodrik 2015)  Relação sinergética e simbiótica entre bens e serviços para criar valor (Arbache 2015) 2
  3. 3. Os serviços se tornaram elemento central da economia do sec. XXI – tendências (cont.)  Servitificação da indústria (EC 2014; OCDE 2014)  Outsourcing da produção (François e Woerz 2007)  Predominância dos serviços no IDE e no comércio mundial (OCDE 2012; UNCTAD 2014) 3
  4. 4. Os serviços se tornaram elemento central da economia do sec. XXI – tendências (cont.)  Principal fonte de crescimento econômico (Rodrik 2014)  Principal causa do aumento do hiato de renda entre países (Arbache 2015) 4
  5. 5. O setor de serviços é anormalmente grande no Brasil... 5 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000 45000 50000 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Serviços (% PIB) - eixo da esquerda PIB per capita ($ de 2005) - eixo da direita Fonte: Arbache 2014
  6. 6. ...e emprega muito 6
  7. 7. Mas a produtividade cresceu pouco 7
  8. 8. Os segmentos de serviços que empregam mais têm produtividade mais baixa 8
  9. 9. Comparação internacional mostra que a qualidade dos serviços deixa a desejar... Indicadores de competitividade - posição no ranking internacional de 148 países Qualidade da infraestrutura 114 Qualidade das rodovias 120 Qualidade das ferrovias 103 Qualidade dos portos 131 Qualidade dos aeroportos 123 Qualidade do suprimento de energia 76 Assinatura de telefone celular/100 pop. 45 Infraestrutura geral de transportes 75 Fonte: World Competitiveness Report 2013-2014 9
  10. 10. ...que a produtividade é baixa... 10
  11. 11. ...e que os preços relativos são elevados 11
  12. 12. Indicador de competitividade nos deixa em situação desfavorável com relação a outros países 12
  13. 13. A baixa competitividade dos serviços compromete a competitividade da indústria... 13 17,6 25,7 64,4 39,6 0 10 20 30 40 50 60 70 Indústria Commodity Valor bruto da produçao Valor adicionado Fonte: Arbache (2015)
  14. 14. ...ajuda a explicar a modesta densidade industrial... 14 AUS AUT BRA DNK FIN FRA DEU HUN IND IDN ITA JPN KOR MEX NLD POL PRT SWE TUR GBR USA 0 2000400060008000 Industrialdensity(constant2005US$) .1 .2 .3 .4 Business services (% GDP) Fonte: Arbache 2012
  15. 15. ...e a baixa produtividade do setor 15 Fonte: Arbache e Moreira 2015
  16. 16. Serviços pouco competitivos também comprometem o bem estar das famílias 16
  17. 17. O perfil do mercado, das firmas e dos trabalhadores sugere que há muito a se fazer 17 Radiografia do setor 1998 2011 Produtividade do trabalho - mës (R$ de 2013) 4526 4511 Tamanho das firmas (número de trabalhadores) 5,2 Distribuiçao - tamanho - 0 a 2 trabalhadores 53% - 2 a 10 trabalhadores 36% - 11 ou mais trabalhadores 11% Poucas firmas exportam Poucas firmas multinacionais Fonte - microdados da PAS - IBGE Fonte: Arbache 2015
  18. 18. Muitas perguntas e dilemas • Que reformas precisamos? • Qual timing e sequência de reformas? • Qual papel do Estado, do IDE, das multinacionais, do setor privado e das importações? 18
  19. 19. Muitas perguntas e dilemas (cont.) • Que setores devemos priorizar? Serviços de consumo ou intermediários? Tradicionais ou modernos? De custos ou de agregação de valor? • Que cuidados devemos ter? 19
  20. 20. Um último comentário • Quaisquer que sejam as respostas, é preciso uma estratégia que leve em conta que: – Os serviços serão a principal fonte de competitividade, geração de riquezas e bons empregos e de melhoria da inserção internacional do país – Investimentos em serviços intermediários e de agregação de valor e diferenciação de produtos são altamente promissores para o crescimento sustentado 20
  21. 21. Um último comentário (cont.) • Os serviços têm que ser incorporados ao centro da agenda de crescimento • É preciso tratamento sistêmico e coordenação de políticas 21
  22. 22. Muito obrigado jarbache@gmail.com 22

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