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14.07.2015 - Discurso de Armando Monteiro no V Fórum Empresarial do MERCOSUL

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Discurso de Armando Monteiro durante abertura do V Fórum Empresarial do MERCOSUL realizada em Minas Gerais.

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14.07.2015 - Discurso de Armando Monteiro no V Fórum Empresarial do MERCOSUL

  1. 1. 1 Abertura do V Fórum Empresarial do Mercosul 14 de julho de 2015 Tenho grande satisfação em participar do V Fórum Empresarial do Mercosul, que precede a realização da 48ª Cúpula do Mercosul. A realização deste encontro na cidade de Belo Horizonte muito nos inspira, na medida em que o estado de Minas Gerais representa a confluência das diversidades regionais brasileiras, caracterizando-se, assim, como uma síntese da nossa integração nacional. Neste encontro, temos a oportunidade de estimular o envolvimento das comunidades empresariais dos países do bloco nas discussões sobre os desafios e rumos do Mercosul. Os bons resultados de uma agenda governamental sobre integração econômica e comercial dependem do engajamento e do diálogo permanente com os setores privados dos nossos países. Por meio deste importante mecanismo que é o Fórum Empresarial, pretende-se promover, discutir e formular propostas sobre comércio e investimentos que sejam capazes de conferir renovado impulso à integração regional e à inserção do Mercosul nas correntes de comércio internacionais e nas cadeias produtivas de valor. Trata-se de um bloco cujo PIB alcançou, em 2013, US$ 3,3 trilhões, representando 77% da economia da América do Sul, e que atraiu
  2. 2. 2 investimentos externos da ordem de US$ 72 bilhões em 2014. Para o Brasil, o Mercosul é estratégico em função da qualidade dos nossos fluxos comerciais. Em 2014, a participação de produtos manufaturados na composição da pauta brasileira de exportação para os parceiros do bloco alcançou 77%. No caso das importações, esse indicador alcançou 81%. Desde 2008, o Mercosul ressente-se dos efeitos da crise econômica mundial. Isso exige uma estratégia de revitalização da nossa política comercial. São inegáveis as vantagens e a relevância da dimensão regional que motivou a criação do Mercosul e que sustenta a manutenção do bloco. Nesse sentido, tenho dito que o casamento com o Mercosul é indissolúvel, mas também reconheço que é importante discutir essa relação sempre. E esse é o ambiente em que devemos iniciar esse debate. Senhoras e senhores, O Brasil está atravessando um período de transição em que vários ajustes macroeconômicos estão em curso. Esses ajustes darão maior previsibilidade à economia, aumentarão os níveis de confiança dos consumidores e investidores e serão a base para a retomada do crescimento econômico. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro vem tomando iniciativas para sustentar esse novo ciclo de desenvolvimento, cujos principais vetores de dinamismo serão os investimentos, as exportações e o incremento da produtividade.
  3. 3. 3 No eixo de investimentos, lembro aos senhores que foi lançada recentemente a nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), com objetivo de dar continuidade ao processo de modernização da infraestrutura de transportes do país, proporcionar ganhos de produtividade e estimular a retomada do crescimento da economia. O programa prevê investimentos da ordem de US$ 65 bilhões. São portos, aeroportos, ferrovias e rodovias que serão objeto de novas concessões e oferecem excelentes oportunidades de retorno em função da modelagem, que permite um grau de atratividade adequado à iniciativa privada. Já no eixo das exportações, foi lançado, no último dia 24 de junho, o Plano Nacional de Exportações. O Plano tem o propósito de conferir um novo status ao comércio exterior para o Brasil, colocando o tema no centro da agenda de desenvolvimento. O Plano – construído em estreita parceria com o setor privado brasileiro – é formado por cinco pilares: (1) Acesso a mercados; (2) Promoção comercial; (3) Facilitação de comércio; (4) Financiamento e garantia às exportações; e (5) Aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários de apoio às exportações. No que diz respeito, em especial, ao pilar de acesso a mercados, nosso objetivo é inserir o Brasil, cada vez mais, na rede internacional de acordos comerciais e de investimentos. Esse processo envolve a participação e a inserção do Mercosul nessas mesmas redes. A ideia de “mais Brasil no
  4. 4. 4 mundo” nos remete necessariamente à de “mais Mercosul no mundo”. Não podemos permitir uma posição de isolamento do bloco. É importante que tanto os governos quanto os setores produtivos dos nossos países Mercosul incorporem a compreensão de que não há nação desenvolvida e competitiva que não esteja integrada às correntes internacionais de comércio. Nesse contexto, devemos direcionar esforços coletivos prioritariamente em duas dimensões. Na dimensão intrabloco, devemos promover o aprofundamento da integração comercial, por meio tanto do aprimoramento dos instrumentos comuns de política comercial no sentido de aperfeiçoarmos progressivamente a aplicação da Tarifa Externa Comum e estabelecer acordos em temas como investimentos, serviços, compras governamentais e barreiras não tarifárias. Na dimensão extrabloco, por sua vez, identificamos dois vetores estratégicos com inegável potencial de conferir renovado dinamismo às economias de nossos países. O primeiro é o fortalecimento da inserção do Mercosul nas correntes de comércio internacionais, por meio da conclusão e assinatura de acordos de comércio com parceiros estratégicos do bloco. Nesse sentido, destaco como uma importante iniciativa, a troca de ofertas, ainda este ano, com a União Europeia. O segundo vetor diz respeito a políticas de atração de investimentos estratégicos visando o incremento da produtividade, a ampliação e a modernização da infraestrutura na região, e buscando reduzir custos
  5. 5. 5 sistêmicos, obter ganhos de eficiência na logística e fomentar a integração produtiva. Senhoras e senhores, Temos a compreensão da importância deste encontro e das oportunidades que aqui se apresentam para nós, como representantes de governos e da iniciativa privada de nossos países, mas, acima de tudo, do principal bloco de integração econômica e comercial da América do Sul. Estamos certos de que esses dias serão muito produtivos para a busca de convergências de posições que se traduzam num maior alinhamento de objetivos, metas, expectativas e estratégias. A relação entre os parceiros do Mercosul é norteada por valores e princípios compartilhados e constantes na história desse processo de integração, como o desenvolvimento econômico baseado em relações justas e de confiança recíproca. Temos, certamente, muito mais a ganhar juntos do que separados. Sejam todos muito bem vindos. Muito obrigado.

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