Ordem de Cister<br /> Mosteiro de S. João de Tarouca <br />
Mosteiro de S. João de Tarouca<br />Ordem de Cister<br />
MOSTEIRO DE S. JOÃO DE TAROUCA<br />O mosteiro de S. João de Tarouca ergue-se no vale do rio Varosa, na encosta da Serra d...
Os Cistercienses simplesmente ocuparam os mosteiros inobservantes ou pouco populosos ou então numa política de Claraval, d...
 <br />O ano de 1144 terá sido, talvez, a data de lançamento da primeira pedra da igreja conventual cisterciense de S. Joã...
A organização dos espaços era adaptada à funcionalidade da vida monástica cisterciense articulando a vida e as obrigações ...
A Igreja, edificada em pedra, pertencente ao período românico no entanto o exterior apresenta características de diversos ...
A planta é cruciforme de três naves com transepto saliente. A nave central é mais elevada e coberta por abóbada de berço q...
Além do altar em talha dourada do século XVII, e de um belo retábulo de São Bento e São Bernardo, tem nas suas paredes qua...
Em oposição ao aspecto austero e simples da arquitectura, o interior desta igreja é ricamente decorado. Além dos altares d...
Num altar da nave do lado direito, encontra-se a célebre tábua de São Pedro do século XVI, atribuída por alguns críticos a...
Na sacristia, que se encontra acoplada à parede Este do transepto, podem contemplar-se os azulejos do século XVII, todos d...
TRABALHO REALIZADO POR:<br />Maria do Céu F. S. Guerreiro<br />Julho 2009<br />
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Mosteiro de S João de Tarouca

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Mosteiro de S João de Tarouca

  1. 1. Ordem de Cister<br /> Mosteiro de S. João de Tarouca <br />
  2. 2. Mosteiro de S. João de Tarouca<br />Ordem de Cister<br />
  3. 3. MOSTEIRO DE S. JOÃO DE TAROUCA<br />O mosteiro de S. João de Tarouca ergue-se no vale do rio Varosa, na encosta da Serra de Leomil, na vila de S. João de Tarouca, concelho de Tarouca no distrito de Viseu. Está classificado Monumento Nacional, sendo a sua fundação dos meados do século XII. Este monumento conserva ainda o essencial da obra original, com características da construção cisterciense.<br />São Bernardo com um grupo de monges, fundaram dezenas de Mosteiros por toda a Europa, incluindo Portugal, sendo o mosteiro de S. João de Tarouca um dos primeiros, se não mesmo o primeiro. Na maior parte dos casos, foram as comunidades beneditinas ou eremíticas pré-existentes que deram origem aos mosteiros da Ordem de Cister. No entanto, em Portugal o seu aparecimento demonstra uma instalação sem qualquer conflito ou reacção perante os monges negros. <br />
  4. 4. Os Cistercienses simplesmente ocuparam os mosteiros inobservantes ou pouco populosos ou então numa política de Claraval, de povoamento de espaços e sua rentabilização patrimonial.<br />A Ordem de Cister instala-se em Portugal em 1140 (ano em que D. Afonso Henriques passou carta de couto a uma comunidade observante da regra de São Bento), acompanhando a formação do território e a afirmação política da primeira dinastia - os monges de Cister apoiaram as pretensões independentistas de Afonso Henriques em Roma. O nosso primeiro rei pagará esses “favores” auxiliando a expansão da Ordem no território nacional.<br />Todos os mosteiros cistercienses do século XII mudaram de observância, só Alcobaça foi fundado de novo. <br />
  5. 5.  <br />O ano de 1144 terá sido, talvez, a data de lançamento da primeira pedra da igreja conventual cisterciense de S. João de Tarouca. Uma inscrição de um tímpano de porta lateral diz-nos que a igreja foi fundada em 1152, logo terá começado a ser erguida nesse ano. As obras da igreja duraram até 1169, ano da sua Sagração. Podemos ver uma inscrição numa pedra junto à porta de entrada na qual consta que estiveram presentes o Arcebispo de Braga e os bispos de Lamego, Viseu e Porto.<br />
  6. 6. A organização dos espaços era adaptada à funcionalidade da vida monástica cisterciense articulando a vida e as obrigações distintas de monges, noviços e conversos. O seu aspecto era austero, com pouca ornamentação figurativa e onde os elementos cumprem apenas a sua função estrutural e funcional. Do mosteiro de São João de Tarouca, actualmente, por entre várias ruínas, apenas resta a Igreja, reconstruída no século XVII, a Torre Sineira e os Dormitórios. Apesar do estado de degradação destes edifícios, à excepção da Igreja, ainda se consegue ver a grandiosidade deste monumento. <br />Ruínas e igreja do mosteiro de S. João de Tarouca<br />
  7. 7. A Igreja, edificada em pedra, pertencente ao período românico no entanto o exterior apresenta características de diversos estilos, testemunhos das várias épocas e reformas que este monumento viveu principalmente nos séculos XVII e XVIII.<br />A fachada principal apresenta três corpos divididos por pilastras salientes com decoração na parte superior. A porta principal sofreu grandes alterações: tem forma rectangular, ladeada por pilastras caneladas que sustentam uma cornija com um friso onde estão gravadas as armas da Ordem de Cister. Entre o nicho com a estátua de São João Baptista e a rosácea encontra-se o brasão de Portugal com um escudo oval, ladeado por dois anjos que sustentam a coroa. As janelas, barrocas, são rectangulares com frontões de pedra esculpida. Apenas o pequeno portal à esquerda, que se encontra agora tapado, conserva algumas características do românico. A fachada é rematada por duas pilastras, coroadas por pináculos assentes em capitéis.<br />
  8. 8. A planta é cruciforme de três naves com transepto saliente. A nave central é mais elevada e coberta por abóbada de berço quebrado. <br />Interior da Igreja<br />Está dividida em cinco tramos, por arcos torais quebrados, que se apoiam em mísulas embebidas entre os arcos formeiros que também são quebrados. <br />
  9. 9. Além do altar em talha dourada do século XVII, e de um belo retábulo de São Bento e São Bernardo, tem nas suas paredes quatro painéis de azulejo do século XVIII, com a descrição da lenda da fundação do Mosteiro de S. João de Tarouca.<br />A Capela-Mor é rectangular coberta por uma abóbada de berço, com pinturas a fresco, que é um pouco mais baixa do que o conjunto central, o arco triunfal assenta em duas colunas laterais de decoração simples. <br />
  10. 10. Em oposição ao aspecto austero e simples da arquitectura, o interior desta igreja é ricamente decorado. Além dos altares das capelas laterais, do sumptuoso órgão de 1766, podemos admirar o magnífico cadeiral de 1730 que é composto por sessenta assentos, dispostos em duas filas de dois andares. São em madeira de pau-santo muito trabalhada, os espaldares superiores são em talha dourada com pinturas a óleo sobre tela de retratos de abades e papas. <br />Debaixo dos assentos há umas carrancas – as Misericórdias – que serviam de apoio para os monges quando estavam de pé.<br />
  11. 11. Num altar da nave do lado direito, encontra-se a célebre tábua de São Pedro do século XVI, atribuída por alguns críticos a Gaspar Vaz.<br />O túmulo monumental de D. Pedro Afonso, filho bastardo de D. Dinis, encontra-se no braço esquerdo do transepto. Sobre o túmulo, todo esculpido em granito, estende-se a estátua do conde. Nas paredes laterais do sarcófago estão esculpidas cenas de caça ao javali. <br />
  12. 12. Na sacristia, que se encontra acoplada à parede Este do transepto, podem contemplar-se os azulejos do século XVII, todos diferentes excepto nas cercaduras e o tecto com pinturas a fresco e brasão da ordem de Cister. Digno de referência é o paramenteiro, em pau-santo do século XVIII, encimado por oito painéis de pintura a óleo sobre tela, do século XVII, que representam várias fases da vida de S. Bernardo. Ainda na sacristia, destaca-se o relicário em pau-santo, talha dourada e embutidos de metal do século XVIII.<br />
  13. 13. TRABALHO REALIZADO POR:<br />Maria do Céu F. S. Guerreiro<br />Julho 2009<br />

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