A escola como sistema complexo e a gestão educacional

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A escola como sistema complexo e a gestão educacional

  1. 1. A ESCOLA COMO SISTEMA COMPLEXO – DESAFIOS DA GESTÃO Prof. Dr. Ricardo Tescarolo
  2. 2. Ao cair da tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir o aspecto do céu, e não podeis discernir os sinais dos tempos? Mateus, 16 1-4
  3. 3. SINAIS DOS TEMPOS
  4. 4. 1. A realidade é global, sendo que tudo está relacionado a tudo, direta ou indiretamente, estabelecendo uma rede de fatos, circunstâncias e situações, intimamente interligadas. 2. A realidade é dinâmica, sendo construída socialmente, pela forma como as pessoas pensam, agem e interagem. 3. O ambiente social e o comportamento humano são dinâmicos e, por isso imprevisíveis, podendo ser coordenados e orientados e não plenamente controlados. O controle cerceia, a orientação impulsiona. 4. Incerteza, ambiguidade, contradições, tensão, conflito e crise são vistos como elementos naturais de qualquer processo social e como condições e oportunidades de crescimento e transformação. 5. A busca de realização e sucesso corresponde a um processo e não a uma meta. Não tem limites e gera novos sucessos e realizações que devem, no entanto, ser continuamente buscados pela ação empreendedora.
  5. 5. 6. A responsabilidade maior do dirigente é a articulação sinérgica do talento, competência e energia humana, pela mobilização contínua para promover uma cultura organizacional orientada para resultados e desenvolvimento. 7. Boas experiências realizadas em outros contextos servem apenas como referência e não como modelos, não podendo ser transferidas, tendo em vista a peculiaridade de cada ambiente organizacional. 8. As organizações têm vida, desenvolvendo e realizando seus objetivos, apenas mediante a participação conjunta de seus profissionais e usuários, de modo sinérgico. 9. A melhor maneira de realizar a gestão de uma organização é a de estabelecer a sinergia, mediante a formação de equipe atuante, levando em consideração o seu ambiente cultural. 10. O talento e energia humanos associados são os melhores e mais poderosos recursos para mover uma organização e transformá-la.
  6. 6. Colapso de Tudo | John Casty • APAGÃO DIGITAL: Uma interrupção generalizada e duradoura da internet • QUANDO VAMOS COMER? O esgotamento do sistema global de abastecimento de alimentos • O DIA EM QUE OS ELETRÔNICOS PARARAM: Um pulso eletromagnético continental destrói todos os aparelhos eletrônicos • UMA NOVA DESORDEM MUNDIAL: O colapso da globalização • FÍSICA MORTÍFER: Destruição da Terra pela criação de partículas exóticas • A GRANDE EXPLOSÃO: A desestabilização do panorama nuclear • ESGOTAMENTO: O fim do suprimento global de petróleo • É DE DOER: Uma pandemia global • NO ESCURO E COM SEDE: Falta de energia elétrica e de água potável • TECNOLOGIA FORA DE CONTROLE: Robôs inteligentes sobrepujam a humanidade • A GRANDE CRISE: Deflação global e o colapso dos mercados financeiros mundiais
  7. 7. “Criamos uma civilização em que os elementos mais cruciais (...) dependem da ciência e da tecnologia; também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. Cedo ou tarde esta ‘mistura inflamável’ de poder e ignorância vai explodir em nossa cara.” Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demônios
  8. 8. “Há um clima de perplexidade no ar e a sensação de que se habita um intervalo do tempo, entre um presente quase terminado e um futuro ainda não nascido.” Boaventura de Souza Santos, Crítica da Razão Indolente.
  9. 9. “O grande desafio que se apresenta ao século XXI é o de promover a mudança do sistema de valores que atualmente determina a economia global e chegar-se a um sistema compatível com as exigências da dignidade humana e da sustentabilidade ecológica. Os seres humanos estão, de forma inextricável, ligados à teia da vida em nosso planeta e mostra quão imperiosa é a necessidade de reorganizarmos o mundo segundo um conjunto de crenças e valores diferente (que não tenha o acúmulo de dinheiro por único sustentáculo) e isso não só para o bem-estar das organizações humanas, mas para a sobrevivência e sustentabilidade da humanidade como um todo.” Fritjof Capra, As Conexões Ocultas
  10. 10. “A pura busca do lucro (outrora conhecida como o ‘pecado da avareza’) generalizou-se. E, de certo modo, esse falso ideal nos desviou da produtividade e da prosperidade, conduzindo-nos para um cinismo e uma vulgaridade sem limites.” Robert Solomon, Ética e Excelência
  11. 11. “A globalização... ...não é apenas a mundialização de produção e intercâmbios, mas uma forma extrema de capitalismo, como separação completa entre a economia e outras instituições, particularmente sociais e políticas, que não podem mais controlá-la.” Alain Touraine
  12. 12. “O progresso científico e tecnológico que vem sendo produzido afinal se transformou em refém do mercado e da exploração em um ímpeto obsessivo de inovação de utilidades supérfluas que nos transformou em predadores da natureza. E bem sabemos que a dominação da natureza envolve a dominação do homem e que a história dos esforços humanos para subjugar a natureza é também a história da subjugação do homem pelo homem.” Marx Horkheimer, Eclipse da Razão
  13. 13. “Não se pode conhecer a si mesmo como convém senão sob a condição que se tenha sobre a natureza um conhecimento, um saber amplo e detalhado. Conhecimento de si e conhecimento da natureza estão absolutamente ligados. A alma virtuosa é uma alma em comunicação com todo o universo e atenta em explorar todos os seus segredos”. Michel Foucault, Hermenêutica do Sujeito
  14. 14. “Aos humanos como um todo se aplicam as palavras de Einstein: ‘somente há dois infinitos: o universo e a estupidez; e não estou seguro do primeiro’. Vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez. É importante dizer que o aquecimento, mais do que uma crise, configura uma irreversibilidade. Apenas nos resta diminuir seus níveis, adaptarmo-nos à nova situação e mitigar seus efeitos perversos para que não sejam catastróficos”. Leonardo Boff
  15. 15. A sociedade individualizada “O avassalador sentimento de crise sentido de igual forma por filósofos, teóricos e educadores (...) tem pouco a ver com as faltas, os erros e a negligência dos pedagogos profissionais, tampouco com os fracassos da teoria educacional. Estão relacionados com a dissolução universal das identidades, com a desregulamentação e a privatização dos processos de formação da identidade”. Zygmunt Bauman
  16. 16. “A autoridade pública e política, em que se baseia a autoridade da escola e de seus agentes, ou perdeu quase todo o sentido, ou tem o seu papel contestado em razão da violência, da arbitrariedade, da impunidade ou da corrupção(...). A evidente conexão existente entre a perda de autoridade na vida pública e política e os domínios privados da escola indica que, quanto maior a desconfiança “face à autoridade na esfera pública, mais aumenta, naturalmente, a probabilidade de que a esfera privada não permaneça incólume”. Assim, a autoridade da escola e dos agentes formadores é contestada ou ignorada, como os adultos fazem com a autoridade política ou pública”. Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro
  17. 17. Entramos numa corrida entre educação e catástrofe. Herbert George Wells
  18. 18. A crise da autoridade O poder da co-ação versus o poder da dominação.
  19. 19. • O processo político: disputa de interesses – jogo cruzado de pressões. A metáfora do pato • Poder delegado + poder de perito • Formas de poder: • coercitivo; • co-ativo; • por metas; • por emissão de juízos; • por definição de políticas.
  20. 20. • Gestor: confiança dos superiores, autoridade política, obediência compulsória, disciplina do corpo. • Líder: credibilidade dos seguidores, autoridade moral, obediência consentida, adesão da mente. • Legitimidades: o tradicional= concessão, herança; o tradicional/legal= êxito/eleição; o carismática= revelação/vocação/saber. • Estratégias: o de consenso = colegiado + comissões (adhocracia) o de confronto = hierarquia + “panelinhas”
  21. 21. Objetivos fundamentais da Liderança Transformacional: 1. Identificar, construir um consenso e estabelecer metas claras. 2. Incentivar e desenvolver um clima de colegialidade. 3. Contribuir para o desenvolvimento profissional dos colaboradores. 4. Aumentar a capacidade da organização para resolver problemas. Construir uma visão coletiva e situar a equipe em torno de objetivos. Criar uma cultura de colaboração. 5. Incentivar expectativas de níveis de desempenho. 6. Fornecer apoio material e psicológico para a equipe.
  22. 22. “Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo as pessoas, não me é possível o diálogo”. Paulo Freire

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