Mogno - Swietenia Macrophylla King.

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Mogno - Swietenia Macrophylla King.

  1. 1. Universidade Federal da Bahia Disciplina: Botânica Econômica Profª: Mª Lenise Guedes Mariana Bonina Cardoso
  2. 2. <ul><li>TAXONOMIA E NOMENCLATURA: </li></ul><ul><ul><li>Ordem : Sapindales </li></ul></ul><ul><ul><li>Família : Meliaceae </li></ul></ul><ul><ul><li>Gênero : Swietenia </li></ul></ul><ul><ul><li>Espécie : Swietenia macrophylla King </li></ul></ul><ul><ul><li>Nomes vulgares : Mogno, aguano, caoba, acajou, araputanga, cedrorana e cedroí </li></ul></ul><ul><li>S. macrophylla é uma excelente produtora de madeira, considerada uma das mais valiosas do mercado (madeira nobre) </li></ul><ul><li>Pela excelente qualidade da madeira, é uma das espécies mais exploradas nas Américas, sendo ameaçada de extinção por não haver renovação dos estoques através de reflorestamento </li></ul>
  3. 3. <ul><li>DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA : </li></ul><ul><li>Costa Atlântica desde o México até o Panamá e a região amazônica do Peru, Bolívia e Brasil </li></ul><ul><li>Brasil: AM, AC, MA, MT, PA, RO, TO  Introduzida em GO, DF, RJ, SP, PR </li></ul><ul><li>Amazônia: Floresta Ombrófila Aberta e Floresta Ombrófila Densa </li></ul><ul><li>Mata Atlântica: Floresta Estacional decidual </li></ul><ul><li>ECOLOGIA: Espécie clímax, perenifólia a semidecídua, tolerante à sombra. Considerada heliófita </li></ul><ul><li>Ocupa posição de dossel superior ou emergente em florestas primárias ou em florestas secundárias avançadas, que se encontrem perto de uma fonte de semente </li></ul>
  4. 4. <ul><li>ALTURA : 25m a 70 m na idade adulta </li></ul><ul><li>TRONCO : Ereto, atinge até 3,5m de DAP e 20 - 27m de altura antes de formar galhos. Raízes tabulares ou sapopemas, podendo atingir até 5m na base do tronco. </li></ul><ul><li>RAMIFICAÇÃO : Dicotômica. Copa estreita com folhagem densa e fortemente verde. Râmulos cilíndricos, glabros e com lenticelas. </li></ul><ul><li>CASCA : Casca externa é áspera, castanho-clara a acinzentada, com escamas planas, separadas por fendas profundas. Casca interna é rosada ou avermelhada. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>FOLHAS : Compostas e paripinadas, com disposição alterna espiralada </li></ul><ul><li>Folíolos opostos ou subopostos, membranáceos ou subcoriáceos, glabros, peciolados e medem 5-18 cm de comprimento e 2-6 cm de largura. Formato oblongo, elíptico ou oblongo-ovado; base assimétrica; ápice acuminado ou agudo; e margem inteira; e sem estípulas </li></ul>
  6. 6. <ul><li>INFLORESCÊNCIA : Densas panículas terminais ou axilares </li></ul><ul><li>FLORES : Pouco vistosas, actinomorfas , medindo de 6 mm a 8 mm de diâmetro, com 5 sépalas esverdeadas e 5 pétalas brancas ou cremes. </li></ul><ul><li>U nissexuais, com flores de ambos os sexos na mesma inflorescência. Flores masculinas mais abundantes e femininas com anteras muito pequenas, indeiscentes e sem pólen. A espécie é monóica. </li></ul><ul><li>FLORAÇÃO : Varia em função da localização geográfica (Mar - Abr ou Ago - Out) </li></ul>Abelha polinizando flor do mogno ( S. Macrophylla )
  7. 7. <ul><li>FRUTO : Cápsula septicida, lenhosa e ovóide, de coloração marrom. Mede de 10-39 cm de comprimento e 6-12 cm de largura. Separa-se em 4-5 valvas. </li></ul><ul><li>FRUTIFICAÇÃO : Varia em função da localização geográfica ( Jun - Nov)  Eventos reprodutivos são anuais e os indivíduos começam a frutificar com regularidade a partir dos 12-15 anos de idade. </li></ul><ul><li>SEMENTES : Aladas e muito leves. Coloração marrom-clara </li></ul><ul><li>DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES: a queda de sementes ocorre durante o meio e o final da estação seca. A distância de dispersão pode ser maior, onde os ventos são comuns </li></ul>
  8. 8. <ul><li>COLHEITA E BENEFICIAMENTO: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida levá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. </li></ul><ul><li>A viabilidade é muito curta à temperatura e umidades ambientes, entretanto pode ultrapassar um ano em câmara seca (30% de U.R.) à 12 °C. </li></ul><ul><li>GERMINAÇÃO EM LABORATÓRIO: as sementes de mogno germinam melhor em temperatura alternada, 20 °C a 30 °C, independentemente do substrato. </li></ul>
  9. 9. <ul><ul><li>PRODUÇÃO DE MUDAS: </li></ul></ul><ul><ul><li>Semeadura: O mogno pode ser semeado de uma a duas sementes diretamente em saco de polietileno ou em tubetes de polipropileno grande. </li></ul></ul><ul><ul><li>Germinação: Hipógea ou cotiledonar. A emergência tem início entre 13 a 86 dias, após a semeadura. </li></ul></ul><ul><ul><li>Transferência de mudas para o campo: Devem ser transferidas a partir de 6 meses (50-60cm) </li></ul></ul><ul><ul><li>Propagação vegetativa: A auxina (ANA), nas concentrações de 2 mgL -1 e 5 mgL -1 , é eficiente para o enraizamento de ápices e brotações de mogno. </li></ul></ul><ul><ul><li>Cuidados especiais: Deve-se manter o solo muito úmido e protegido contra o sol nos primeiros 2 a 3 meses. </li></ul></ul>
  10. 10. <ul><ul><li>CRESCIMENTO E CARACTERÍSTICAS SILVICULTURAIS : </li></ul></ul><ul><ul><li>Apesar de considerada heliófita, o mogno é tolerante a moderados níveis de luz, podendo sobreviver sob o dossel por causa do baixo ponto de compensação de luz </li></ul></ul><ul><ul><li>Crescimento varia de lento a moderado - Mudas apresentam bom crescimento quando ocorrem em clareiras </li></ul></ul><ul><ul><li>Estima-se uma rotação entre 40 e 60 anos, mas as árvores podem ser aproveitadas a partir dos 25 anos (cerca de 22 m de altura e 60 cm a 70 cm de DAP) </li></ul></ul><ul><ul><li>A espécie não tolera baixas temperaturas </li></ul></ul>
  11. 11. <ul><ul><li>CRESCIMENTO E CARACTERÍSTICAS SILVICULTURAIS : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Métodos de regeneração: </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Plantio em consórcio com outras spp. para tentar minimizar a incidência de pragas (broca-do-cedro)  Mimosa caesalpiniifolia (sansão-do-campo), Dipteryx alata (baru), Tectona grandis (teca) </li></ul></ul><ul><ul><li>Para um desenvolvimento adequado, recomenda-se plantios mistos bem diversificados, onde o n° de árvores do mogno não ultrapasse 20 árvores/ha </li></ul></ul><ul><ul><li>Para produção madeireira, as melhores opções de plantio para essa espécie parecem ser os plantios mistos altamente diversificados ou em linhas de enriquecimento - em floresta primária ou secundária, com boas condições de luminosidade </li></ul></ul>
  12. 12. <ul><ul><li>MASSA ESPECÍFICA APARENTE (DENSIDADE): Madeira moderadamente densa (0,48 g.com - ³ a 0,85 g.com - ³) entre 12% a 15% de umidade </li></ul></ul><ul><ul><li>COR: recém-cortado, o cerne é castanho-claro, levemente amarelado, escurecendo do castanho uniforme para o castanho mais intenso. O alburno é estreito e bem contrastado, branco-amarelado. </li></ul></ul><ul><ul><li>Grã direita e ligeiramente irregular (Diagonal); textura média e uniforme; cheiro indistinto e gosto levemente amargo; superfície lustrosa e com reflexos dourados </li></ul></ul>Mogno ( Swietenia macrophyla ) <ul><ul><li>DURABILIDADE NATURAL: Grande resistência ao apodrecimento, ataque de cupins e umidade. Resistência ao fendilhamento e ao empenamento </li></ul></ul>
  13. 13. <ul><ul><li>TRABALHABILIDADE: Madeira fácil de trabalhar </li></ul></ul><ul><ul><li>Madeira apresenta variações consoante à natureza do habitat da árvore: </li></ul></ul><ul><ul><li>Em terrenos secos - Lenho mais duro e compacto </li></ul></ul><ul><ul><li>Locais permanentemente úmidos - Lenho macio e menos ornamentado </li></ul></ul><ul><ul><li>Nas capoeiras - Lenho mais avermelhado e duro </li></ul></ul><ul><ul><li>VALOR COMERCIAL: </li></ul></ul><ul><ul><li>Mercado externo: R$ 5 mil por m³ </li></ul></ul><ul><ul><li>Madeira extraída ilegalmente: R$ 125 por m³ </li></ul></ul><ul><ul><li>4 milhões de m³ de mogno foram exportados pelo Brasil nos últimos 10 anos, de acordo com entidades ambientalistas </li></ul></ul>
  14. 14. <ul><ul><ul><li>MADEIRA : </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Está entre as madeiras mais procuradas para exportação </li></ul></ul><ul><ul><li>Usada na construção civil em acabamentos internos como guarnições, venezianas, rodapés, molduras, assoalhos, esquadrias, lâminas e compensados, mobiliário de luxo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Construção naval (acabamentos e ornamentação, assoalhamento de iates luxuosos) </li></ul></ul><ul><ul><li>Instrumentos científicos de alta precisão e instrumentos musicais </li></ul></ul>
  15. 16. <ul><ul><li>SUBSTÂNCIAS TANANTES : No Acre, a casca do mogno é usada, como tintura de roupas e em curtume </li></ul></ul><ul><ul><li>PAISAGÍSTICO : Árvore muito ornamental - usada na arborização de parques e de grandes jardins (Brasília-DF e Manaus-AM). </li></ul></ul><ul><ul><li>PLANTIOS PARA RECUPERAÇÃO E RESTAURAÇÃO AMBIENTAL : Na América tropical, o mogno está entre as espécies pioneiras usadas para recuperar terras degradadas pela agricultura </li></ul></ul>Alinhamento duplo de mogno em uma faixa de emolduramento de superquadra de Brasília, SQN 407, via L2 Norte
  16. 17. <ul><ul><li>PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS : </li></ul></ul><ul><ul><li>Ataque das mudas pela “broca-do-cedro” ( Hypsipyla grandella ): Danifica o broto terminal, provocando quebra de dominância apical, induzindo ramificações e resultando em um fuste mal formado </li></ul></ul><ul><ul><li>Métodos silviculturais para minimizar a incidência de pragas: plantios em vegetação matricial com baixa densidade, plantios mistos </li></ul></ul>Hypsipyla grandella <ul><ul><li>Enxertia do mogno brasileiro sobre o mogno africano ( Khaya ivorensis ): Resistência total (100% dos mognos não foram atacados pelo broqueador) </li></ul></ul><ul><ul><li>(Pinheiro, 2000) </li></ul></ul><ul><ul><li>No Pará, foi detectada mancha-foliar causada pelo fungo Sclerotium coffeicolum em mudas de mogno com seis meses de idade, em viveiro. </li></ul></ul>
  17. 18. <ul><ul><li>MELHORAMENTO E CONSERVAÇÃO : </li></ul></ul><ul><ul><li>Swietenia macrophylla está na Lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção  Categoria: Em perigo </li></ul></ul><ul><ul><li>Por ser intensamente explorada, principalmente na região do sul do Pará, várias populações naturais estão desaparecendo da Amazônia  A prioridade de pesquisa está voltada para a conservação genética dessa espécie </li></ul></ul><ul><ul><li>Banco de germoplasma ex situ  abrigo seletivo e controle químico de Hypsipyla grandella </li></ul></ul><ul><ul><li>Para o combate mais efetivo da Hypsipyla  Seleção de plantas resistentes à praga como parte de um programa de melhoramento genético </li></ul></ul>
  18. 19. <ul><ul><li>ESPÉCIES AFINS : </li></ul></ul><ul><ul><li>O gênero Swietenia Jacq., compreende mais duas espécies: </li></ul></ul><ul><ul><li>Swietenia mahagoni Jacq. – Apresenta folíolos menores, com até 7 cm de comprimento, e frutos de até 10 cm de comprimento. Essa espécie é originária das Antilhas e da parte sul da Flórida. </li></ul></ul><ul><ul><li>Swietenia humilis Zucc – Apresenta folíolos maiores, medindo além de 7 cm, frutos acima de 10 cm de comprimento e folíolos sésseis. Essa espécie é difundida desde o México até a Costa Rica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Só em 1923 o mogno brasileiro foi descoberto no Acre. </li></ul></ul>
  19. 20. <ul><li>Carvalho, p. E. R. Mogno - swietenia macrophylla . Colombo, pr: embrapa, 2007. 12p. (Embrapa. Circular técnica, 140). </li></ul><ul><li>Pinheiro et. al. Enxertia do mogno ( Swietenia macrophylla king) em Khaya ivorensis para induzir resistência contra Hypsipyla grandella . In: Congresso e exposição internacional sobre florestas, 6., 2000, porto seguro. Resumos técnicos. Rio de janeiro: instituto ambiental biosfera, 2000. P. 126. </li></ul><ul><li><Http://www.Dalegria.Com/pt/products_woods_ipe.Html> - Acesso em 16/04/2009 </li></ul><ul><li><Http://www.Mognobrasileiro.Com.Br/> - Acesso em 18/04/2009 </li></ul><ul><li><Http://www.Mfn.Wur.Nl> - Acesso em 21/04/2009 </li></ul><ul><li>Http://www.Legalmogno.Com/?Page_id=9 - Acesso em 21/04/2009 </li></ul><ul><li>Http://www.Ambientaltiete.Com.Br/index.Php - Acesso em 21/04/2009 </li></ul><ul><li>Http://rsherbal.Wordpress.Com/ - Acesso em 21/04/2009 </li></ul><ul><li>Http://b-and-t-world-seeds.Com/images/2875.Jpg - Acesso em 22/04/2009 </li></ul><ul><li>Http://www.Uai.Com.Br/em.Html - Acesso em 22/04/2009 </li></ul>

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