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Colégio Darcy Ribeiro
1º ano
Disciplina : História
Professor: Damião
Equipe:Marcela Coelho, Vinicius Damásio, Valentin Baqueiro e Carlos Lima
Assunto : Roma : da comunidade à república.
ROMA: da comunidade à
República
Roma Antiga foi uma civilização que se desenvolveu a partir da
cidade-estado de Roma, fundada na península Itálica durante o
século VIII a.C. Durante os seus doze séculos de existência, a
civilização romana transitou da monarquia para uma república
oligárquica até se tornar um vasto império que dominou a Europa
Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da
conquista e assimilação cultural. A Roma Antiga conheceu 3 formas
de governo: Monarquia, República e Império.
A criação de Roma é conhecidamente marcada pela
lenda envolvendo os irmãos Rômulo e Remo. Segundo
a história descrita na obra Eneida, do poeta Virgilio, o
povo romano é descendente do herói troiano Eneias.
Sua fuga para a Península Itálica se deu em função da
destruição da cidade de Troia, invadida pelos gregos em
1400 a.C.. Após sua chegada, criou uma nova cidade
chamada Lavínio. Tempos depois, seu filho Ascânio
criou o reino de Alba Longa.
Origem de Roma
Neste reino ocorreu o enlace entre o deus Marte e a princesa Reia Sílvia, filha do rei Numitor. O
envolvimento da princesa com a divindade deu origem aos gêmeos Rômulo e Remo, que deveriam ter direito
de reinar sobre Alba Longa. No entanto, o ambicioso Amúlio arquitetou um plano para tomar o governo e,
decidiu lançar as duas crianças às margens do rio Tibre. Rômulo e Remo sobreviveram graças aos cuidados de
uma loba que os amamentou e os entregou à proteção de uma família camponesa.
Quando chegaram à idade adulta, os irmãos retornaram para Alba Longa e destituíram Amúlio, logo em
seguida decidiram criar a cidade de Roma. Rômulo, que tinha o favor dos deuses, traçou o local onde seriam
feitas as primeiras obras da cidade. Inconformado com a decisão do irmão, Remo saltou sobre a marca feita
por Rômulo. Em resposta, Rômulo acabou assassinando Remo, tornando-se o primeiro monarca da história de
Roma.
Essa explicação mítica é contraposta às pesquisas históricas e arqueológicas que apontam uma hipótese
menos heroica sobre as origens de Roma. Segundo especialistas, a fundação de Roma ocorreu a partir da
construção de uma fortificação criada pelos latinos e sabinos. Esses dois povos tomaram tal iniciativa, pois
resistiam às incursões militares feitas pelos etruscos. No entanto, os mesmos etruscos vieram a dominar a
região no século VII a.C.. A partir da fixação desses povos, compreende-se historicamente o início da
civilização romana.
A loba Capitolina, estrusca do século V a.C., que se encontra no
palácio dos Conservadores, na praça do Capitólio, Roma.
Primeiros povos itálicos
Roma cresceu com a sedentarização dos povos
no monte Palatino até outras colinas a oito milhas
do mar Tirreno, na margem Sul do rio Tibre.
Outra destas colinas, o Quirinal, terá sido,
provavelmente, um entreposto para outro povo
itálico, os Sabinos. Nesta zona, o Tibre esboça uma
curva em forma de "Z" contendo uma ilha que
permite a sua travessia. Assim, Roma estava no
cruzamento entre o vale do rio e os comerciantes
que viajavam de Norte a Sul pelo lado ocidental da
península.
A data tradicional da fundação (21 de abril de 753 a.C.1 )foi convencionada bem
mais tarde, no final da República por Público Terêncio Varrão2 , atribuindo uma
duração de 35 anos a cada uma das sete gerações correspondentes aos sete
mitológicos reis. Foram, no entanto, descobertas peças arqueológicas que indicam
que a área de Roma poderá já ter estado habitada tão cedo quanto 1 400 a.C. Estas
descobertas arqueológicas também confirmaram que no século VIII a.C., na área
da futura Roma, houve duas povoações fortificadas, os Rumi, no monte Palatino, e
os Titientes, no Quirinal, e, mais a Norte, os Luceres, que viviam nos bosques.
Principais povos da Itália primitiva
Eram estas apenas três das numerosas comunidades itálicas que existiram no
primeiro milênio a.C. na região do Lácio, uma planície na península Itálica. No
entanto, desconhecem-se as origens destes povos, embora se admita que
possam descender dos indo-europeus que migraram do Norte dos Alpes na
segunda metade do segundo milênio a.C., ou de uma eventual mistura destes
povos com outros povos mediterrânicos, talvez do Norte de África.
No século VIII a.C., os itálicos — Latinos (a Oeste), Sabinos (no vale superior
do Tibre), Úmbrios (no nordeste), Samnitas (no Sul), Oscos e outros —
partilhavam a península com outros grandes grupos étnicos: os Etruscos do
Norte e os Gregos do Sul.
Os Etruscos estavam estabelecidos a Norte de Roma, na Etrúria (uma zona
correspondente ao atual Norte do Lácio e Toscana). Teriam sido eles uma
grande influência na cultura romana, como claramente demonstrado pela
origem etrusca dos sete reis mitológicos.
Entre 750 a.C. e 550 a.C., os Gregos teriam já fundado várias colônias a Sul da
península (que os romanos mais tarde designariam por Magna Grécia),
como Cumas, Neápolis e Tarento,bem com o nos dois terço sorientais da
Sicília.
Domínio etrusco
Após 650 a.C., os Etruscos tornaram-se
dominantes na península Itálica, expandindo-se
para o centro-norte da região. Alguns historiadores
modernos consideram que a este movimento
estava associado o desejo de dominar Roma e
talvez toda a região do Lácio, embora o assunto
seja controverso. A tradição romana apenas nos
informa que a cidade foi governada por sete
reis de 753 a.C. a 509 a.C., iniciando-se com o
mítico Rômulo que, juntamente com o seu
irmão, Remo, teriam fundado Roma. Sobre os
últimos três reis, especialmente Tarquínio
Prisco e Tarquínio, o Soberbo, informa-nos ainda
que estes fossem de origem etrusca — segundo
fontes literárias antigas, Prisco seria filho de um
refugiado grego e de uma mãe etrusca — e cujos
nomes se referem a Tarquinia.
A Muralha Serviana herdou o nome
do rei Sérvio Túlio e são as verdadeiras
primeiras muralhas de Roma.
O valor historiográfico da lista de reis é, contudo, dúbio, embora os últimos reis pareçam ter
sido figuras históricas. Crê-se, também — embora contestado em controvérsia — que Roma
teria estado sob influência etrusca durante quase um século, durante este período. Sabe-se,
porém, que nestes anos foi construída uma ponte designada Ponte Sublícia3 , que viria a
substituir um baixio do Tibre utilizado para a sua travessia, e a Cloaca Máxima, o sistema
romano de esgotos, obras de engenharia com um traçado típico da civilização etrusca. Do
ponto de vista técnico e cultural, os Etruscos são considerados como o segundo maior
impacto no desenvolvimento romano, apenas suplantado pelos Gregos.
Contudo, o legado etrusco mostrou-se duradouro: os Romanos aprenderam a
construir templos, e pensa-se que os primeiros tenham sido os responsáveis pela introdução
da adoração a uma tríade divina — Juno, Minerva, e Júpiter — possivelmente
correspondentes aos deuses etruscos Uni, Minerva e Tinia. Em suma, os etruscos
transformaram Roma, uma comunidade pastoral, numa verdadeira cidade, imprimindo-lhe
alguns aspectos culturais da cultura grega, que teriam adotado, como a versão
ocidental do alfabeto grego.
Pintura etrusca do
século V a.C.,
representando um
banquete aristocrático.
Monarquia romana
A Monarquia Romana foi a primeira forma política de
governo da Roma Antiga. Este período teve início com
a fundação lendária da cidade em 21 de abril de 753
a.C. e durou até a queda do último rei, Tarquinio o
Soberbo, em 509 a.C. Após este período teve início a
República Romana.
Reis Romanos da época da monarquia
Os nomes e fatos deste período são baseados em
lendas e textos do historiador romano Tito Lívio.
Porém, não são considerados como dados históricos
pela historiografia moderna que estuda este tema.
- 753 a. C. - 716 a. C. - Rômulo (fundador de Roma
junto com o irmão Remo)
- 716 a. C. - 674 a. C. - Numa Pompilio
- 674 a. C. - 642 a. C. - Túlio Hostilio
- 642 a. C. - 617 a. C. - Anco Marcio
- 617 a. C. - 579 a. C. - Lúcio Tarquinio Prisco
- 579 a. C. - 535 a. C. - Servio Tulio
-535 a. C. - 509 a. C. - Tarquinio, o Soberbo
Coliseu Anfiteatro em Roma, Itália
Características principais da monarquia romana:
- Escolha dos reis de acordo com suas virtudes;
- Governo vitalício;
- O rei era considerado pelo povo como uma espécie de
mediador dos deuses. Portanto, possuía autoridade religiosa;
- O rei também era o chefe judicial, possuindo poderes
absolutos sobre as leis;
- Na monarquia romana havia também a Assembleia e a Cúria,
porém com poucos poderes políticos em comparação aos
poderes reais;
- O monarca possuía poderes militares e também de escolher
cargos públicos.
República romana
No início da República, a sociedade romana estava dividida em 4
classes: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos.
A decadência política, social e econômica, fez com que a plebe entrasse em conflito com os patrícios,
essa luta durou cerca de 200 anos. Apesar disso, os romanos conseguiram conquistar quase toda a
Península Itálica e logo em seguida partiram para o Mediterrâneo.
Lutaram mais de 100 anos contra Cartago nas chamadas Guerras Púnicas e em seguida, ocuparam
a Península Ibérica(conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental.
Os territórios ocupados foram transformados em províncias. Essas províncias pagavam impostos ao
governo de Roma (em sinal de submissão).
A comunidade militar era formada por:
- Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania
romana
- Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser
votados)
- Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)
Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para
explicar as conquistas romanas.
Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a técnica de
montar acampamentos e construir fortificações.
A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e
decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o
general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados
nas prisões.
As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações
sociais, econômicas e políticas.
No plano social, o desemprego aumentou por causa do aproveitamento dos
prisioneiros de guerra como escravos. A mão de obra escrava provocou a
concentração das terras nas mãos da aristocracia (provocando a ruína
dos pequenos proprietários de terras que foram forçados a migrar para as
cidades).
Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares
(homens novos ou cavaleiros) que enriqueceram com as novas atividades
surgidas com as conquistas (cobrança de impostos, fornecimento de
alimentos para o exército, construção de pontes e estradas, etc.)
Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência da cultura grega e
helenística:
- A alimentação ganhou requintes orientais
- A roupa ganhou enfeites
- Homens e mulheres começaram a usar cosméticos
- Influência da religião grega
- Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas religiosas
- Influência grega na arte e na arquitetura
- Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam para as famílias
ricas a língua e a literatura grega
Essas influências geraram graves consequências sobre a moral: multiplicou-se a
desunião entre casais e as famílias ricas evitavam ter muitos filhos.
Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder e
esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade romana dividiu-
se em dois partidos: o partido popular (formado pelos homens novos e
desempregados) e o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários
rurais). Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República Romana.
REFERÊNCIA
http://www.infoescola.com/historia/roma-antiga-monarquia-republica-e-
imperio/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Roma
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/monarquia_romana.htm
http://www.brasilescola.com/historiag/roma-antiga.htm

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Roma Antiga: da Comunidade à República

  • 1. Colégio Darcy Ribeiro 1º ano Disciplina : História Professor: Damião Equipe:Marcela Coelho, Vinicius Damásio, Valentin Baqueiro e Carlos Lima Assunto : Roma : da comunidade à república.
  • 2. ROMA: da comunidade à República Roma Antiga foi uma civilização que se desenvolveu a partir da cidade-estado de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII a.C. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar um vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural. A Roma Antiga conheceu 3 formas de governo: Monarquia, República e Império.
  • 3. A criação de Roma é conhecidamente marcada pela lenda envolvendo os irmãos Rômulo e Remo. Segundo a história descrita na obra Eneida, do poeta Virgilio, o povo romano é descendente do herói troiano Eneias. Sua fuga para a Península Itálica se deu em função da destruição da cidade de Troia, invadida pelos gregos em 1400 a.C.. Após sua chegada, criou uma nova cidade chamada Lavínio. Tempos depois, seu filho Ascânio criou o reino de Alba Longa. Origem de Roma Neste reino ocorreu o enlace entre o deus Marte e a princesa Reia Sílvia, filha do rei Numitor. O envolvimento da princesa com a divindade deu origem aos gêmeos Rômulo e Remo, que deveriam ter direito de reinar sobre Alba Longa. No entanto, o ambicioso Amúlio arquitetou um plano para tomar o governo e, decidiu lançar as duas crianças às margens do rio Tibre. Rômulo e Remo sobreviveram graças aos cuidados de uma loba que os amamentou e os entregou à proteção de uma família camponesa. Quando chegaram à idade adulta, os irmãos retornaram para Alba Longa e destituíram Amúlio, logo em seguida decidiram criar a cidade de Roma. Rômulo, que tinha o favor dos deuses, traçou o local onde seriam feitas as primeiras obras da cidade. Inconformado com a decisão do irmão, Remo saltou sobre a marca feita por Rômulo. Em resposta, Rômulo acabou assassinando Remo, tornando-se o primeiro monarca da história de Roma. Essa explicação mítica é contraposta às pesquisas históricas e arqueológicas que apontam uma hipótese menos heroica sobre as origens de Roma. Segundo especialistas, a fundação de Roma ocorreu a partir da construção de uma fortificação criada pelos latinos e sabinos. Esses dois povos tomaram tal iniciativa, pois resistiam às incursões militares feitas pelos etruscos. No entanto, os mesmos etruscos vieram a dominar a região no século VII a.C.. A partir da fixação desses povos, compreende-se historicamente o início da civilização romana. A loba Capitolina, estrusca do século V a.C., que se encontra no palácio dos Conservadores, na praça do Capitólio, Roma.
  • 4. Primeiros povos itálicos Roma cresceu com a sedentarização dos povos no monte Palatino até outras colinas a oito milhas do mar Tirreno, na margem Sul do rio Tibre. Outra destas colinas, o Quirinal, terá sido, provavelmente, um entreposto para outro povo itálico, os Sabinos. Nesta zona, o Tibre esboça uma curva em forma de "Z" contendo uma ilha que permite a sua travessia. Assim, Roma estava no cruzamento entre o vale do rio e os comerciantes que viajavam de Norte a Sul pelo lado ocidental da península. A data tradicional da fundação (21 de abril de 753 a.C.1 )foi convencionada bem mais tarde, no final da República por Público Terêncio Varrão2 , atribuindo uma duração de 35 anos a cada uma das sete gerações correspondentes aos sete mitológicos reis. Foram, no entanto, descobertas peças arqueológicas que indicam que a área de Roma poderá já ter estado habitada tão cedo quanto 1 400 a.C. Estas descobertas arqueológicas também confirmaram que no século VIII a.C., na área da futura Roma, houve duas povoações fortificadas, os Rumi, no monte Palatino, e os Titientes, no Quirinal, e, mais a Norte, os Luceres, que viviam nos bosques. Principais povos da Itália primitiva
  • 5. Eram estas apenas três das numerosas comunidades itálicas que existiram no primeiro milênio a.C. na região do Lácio, uma planície na península Itálica. No entanto, desconhecem-se as origens destes povos, embora se admita que possam descender dos indo-europeus que migraram do Norte dos Alpes na segunda metade do segundo milênio a.C., ou de uma eventual mistura destes povos com outros povos mediterrânicos, talvez do Norte de África. No século VIII a.C., os itálicos — Latinos (a Oeste), Sabinos (no vale superior do Tibre), Úmbrios (no nordeste), Samnitas (no Sul), Oscos e outros — partilhavam a península com outros grandes grupos étnicos: os Etruscos do Norte e os Gregos do Sul. Os Etruscos estavam estabelecidos a Norte de Roma, na Etrúria (uma zona correspondente ao atual Norte do Lácio e Toscana). Teriam sido eles uma grande influência na cultura romana, como claramente demonstrado pela origem etrusca dos sete reis mitológicos. Entre 750 a.C. e 550 a.C., os Gregos teriam já fundado várias colônias a Sul da península (que os romanos mais tarde designariam por Magna Grécia), como Cumas, Neápolis e Tarento,bem com o nos dois terço sorientais da Sicília.
  • 6. Domínio etrusco Após 650 a.C., os Etruscos tornaram-se dominantes na península Itálica, expandindo-se para o centro-norte da região. Alguns historiadores modernos consideram que a este movimento estava associado o desejo de dominar Roma e talvez toda a região do Lácio, embora o assunto seja controverso. A tradição romana apenas nos informa que a cidade foi governada por sete reis de 753 a.C. a 509 a.C., iniciando-se com o mítico Rômulo que, juntamente com o seu irmão, Remo, teriam fundado Roma. Sobre os últimos três reis, especialmente Tarquínio Prisco e Tarquínio, o Soberbo, informa-nos ainda que estes fossem de origem etrusca — segundo fontes literárias antigas, Prisco seria filho de um refugiado grego e de uma mãe etrusca — e cujos nomes se referem a Tarquinia. A Muralha Serviana herdou o nome do rei Sérvio Túlio e são as verdadeiras primeiras muralhas de Roma.
  • 7. O valor historiográfico da lista de reis é, contudo, dúbio, embora os últimos reis pareçam ter sido figuras históricas. Crê-se, também — embora contestado em controvérsia — que Roma teria estado sob influência etrusca durante quase um século, durante este período. Sabe-se, porém, que nestes anos foi construída uma ponte designada Ponte Sublícia3 , que viria a substituir um baixio do Tibre utilizado para a sua travessia, e a Cloaca Máxima, o sistema romano de esgotos, obras de engenharia com um traçado típico da civilização etrusca. Do ponto de vista técnico e cultural, os Etruscos são considerados como o segundo maior impacto no desenvolvimento romano, apenas suplantado pelos Gregos. Contudo, o legado etrusco mostrou-se duradouro: os Romanos aprenderam a construir templos, e pensa-se que os primeiros tenham sido os responsáveis pela introdução da adoração a uma tríade divina — Juno, Minerva, e Júpiter — possivelmente correspondentes aos deuses etruscos Uni, Minerva e Tinia. Em suma, os etruscos transformaram Roma, uma comunidade pastoral, numa verdadeira cidade, imprimindo-lhe alguns aspectos culturais da cultura grega, que teriam adotado, como a versão ocidental do alfabeto grego. Pintura etrusca do século V a.C., representando um banquete aristocrático.
  • 8. Monarquia romana A Monarquia Romana foi a primeira forma política de governo da Roma Antiga. Este período teve início com a fundação lendária da cidade em 21 de abril de 753 a.C. e durou até a queda do último rei, Tarquinio o Soberbo, em 509 a.C. Após este período teve início a República Romana. Reis Romanos da época da monarquia Os nomes e fatos deste período são baseados em lendas e textos do historiador romano Tito Lívio. Porém, não são considerados como dados históricos pela historiografia moderna que estuda este tema. - 753 a. C. - 716 a. C. - Rômulo (fundador de Roma junto com o irmão Remo) - 716 a. C. - 674 a. C. - Numa Pompilio - 674 a. C. - 642 a. C. - Túlio Hostilio - 642 a. C. - 617 a. C. - Anco Marcio - 617 a. C. - 579 a. C. - Lúcio Tarquinio Prisco - 579 a. C. - 535 a. C. - Servio Tulio -535 a. C. - 509 a. C. - Tarquinio, o Soberbo Coliseu Anfiteatro em Roma, Itália
  • 9. Características principais da monarquia romana: - Escolha dos reis de acordo com suas virtudes; - Governo vitalício; - O rei era considerado pelo povo como uma espécie de mediador dos deuses. Portanto, possuía autoridade religiosa; - O rei também era o chefe judicial, possuindo poderes absolutos sobre as leis; - Na monarquia romana havia também a Assembleia e a Cúria, porém com poucos poderes políticos em comparação aos poderes reais; - O monarca possuía poderes militares e também de escolher cargos públicos.
  • 10. República romana No início da República, a sociedade romana estava dividida em 4 classes: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos. A decadência política, social e econômica, fez com que a plebe entrasse em conflito com os patrícios, essa luta durou cerca de 200 anos. Apesar disso, os romanos conseguiram conquistar quase toda a Península Itálica e logo em seguida partiram para o Mediterrâneo. Lutaram mais de 100 anos contra Cartago nas chamadas Guerras Púnicas e em seguida, ocuparam a Península Ibérica(conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental. Os territórios ocupados foram transformados em províncias. Essas províncias pagavam impostos ao governo de Roma (em sinal de submissão). A comunidade militar era formada por: - Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana - Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados) - Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma) Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas.
  • 11. Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a técnica de montar acampamentos e construir fortificações. A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões. As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas. No plano social, o desemprego aumentou por causa do aproveitamento dos prisioneiros de guerra como escravos. A mão de obra escrava provocou a concentração das terras nas mãos da aristocracia (provocando a ruína dos pequenos proprietários de terras que foram forçados a migrar para as cidades). Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares (homens novos ou cavaleiros) que enriqueceram com as novas atividades surgidas com as conquistas (cobrança de impostos, fornecimento de alimentos para o exército, construção de pontes e estradas, etc.)
  • 12. Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência da cultura grega e helenística: - A alimentação ganhou requintes orientais - A roupa ganhou enfeites - Homens e mulheres começaram a usar cosméticos - Influência da religião grega - Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas religiosas - Influência grega na arte e na arquitetura - Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam para as famílias ricas a língua e a literatura grega Essas influências geraram graves consequências sobre a moral: multiplicou-se a desunião entre casais e as famílias ricas evitavam ter muitos filhos. Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder e esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade romana dividiu- se em dois partidos: o partido popular (formado pelos homens novos e desempregados) e o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários rurais). Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República Romana.