Aula7

2.690 visualizações

Publicada em

Teoria Geral da Administração

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.690
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
70
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula7

  1. 1. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO – AULA 7 A ADMINISTRAÇÃO é uma matéria fascinante. Sua evolução nunca termina. Vimos como todo o processo Administrativo estava voltado para as tarefas e para as estruturas. Uma louca corrida para produzir mais e em menos tempo. Em algum momento o Ser Humano foi lembrado, mas de forma distorcida, mecânica e que só era movido principalmente por dinheiro e mesmo assim sob a vigilância implacável dos capatazes e gerentes. Mas o tempo se encarregou de trazer novas ciências que colocou o SER HUMANO em outro patamar. Para o aperfeiçoamento das relações administrativas os sociólogos e psicólogos trouxeram novos conceitos. Calma... Vamos passo a passo... Com a ajuda de STONER , MAXIMIANO , CHIAVENATTO e outros
  2. 2. 1. ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO A ÊNFASE SE DESLOCA Da Máquina e da Produção para O Homem e seu Grupo Social Dos aspectos técnicos Para os Psicológicos e Sociológicos para
  3. 3. Tentativa pioneira de aplicação de princípios da Psicologia e Sociologia na Teoria Administrativa. (MAXIMIANO, 2002) 2 TEORIAS TRANSITIVAS DA ADMINISTRAÇÃO 2. 1 OS PRINCIPAIS NOMES DAS TEORIAS TRANSITIVAS Ordway Tead (1891-1973) Mary Parker Follett (1868-1933) Chester Barnard (1886-1961 )
  4. 4. Tead resgatou o conceito de que Administrar é uma arte, exige dons especiais e conhecimento da natureza humana (década de 20). Esta arte já era aplicada desde a antiguidade, a diferença é que agora ela estava apoiada nas ciências que explicavam a tal natureza humana... Abordou a questão da liderança na administração e da formulação de objetivos da organização. 3. ORDWAY TEAD No conceito de Tead, cada CHEFE deve ser um LÍDER , um agente moral e símbolo da Democracia dentro da Organização. (RODRIGUES, 1999) A Administração Democrática é a direção e visão global de uma organização onde: 3.1 LIDERANÇA EM ADMINISTRAÇÃO <ul><li>A escolha dos objetivos seja compartilhada; </li></ul><ul><li>Exista o sentimento de liberdade e vontade de colaborar; </li></ul><ul><li>Haja liderança pessoal estimulante; e </li></ul><ul><li>O resultado total engrandeça as finalidades da organização </li></ul>
  5. 5. 3.2 OBJETIVOS DA ORGANIZAÇÃO No entendimento de Ordway Tead , o sucesso da organização depende da aceitação dos objetivos a serem alcançados pelos subordinados. E essa aceitação depende da maneira como são apresentados e explicados (processo de influenciar). Os OBJETIVOS geralmente são: <ul><li>Legais  Aqueles que buscam seguir as leis estabelecidas pelos poderes públicos; </li></ul><ul><li>Estatutários ou Regulamentais  Visam cumprir os estatutos e/ou regulamentos da empresa ou categoria a qual a organização pertence; </li></ul><ul><li>Funcionais  Como fornecimento de produto ou serviço ao consumidor; </li></ul><ul><li>Técnicos  Relacionados com os processos e equipamentos; </li></ul><ul><li>Lucrativos  O objetivo de uma organização é gerar lucro; </li></ul><ul><li>Pessoais  Ligados à realização e ao sucesso de indivíduos ou grupos; </li></ul><ul><li>Públicos  Atender à demanda da sociedade satisfazendo o usuário do bem ou serviço </li></ul>Fonte: Adaptado de Maximiano, 2000
  6. 6. A FORMULAÇÃO DOS OBJETIVOS pode ser feita de três maneiras típicas: <ul><li>O objetivo é formulado pelo GRUPO e o CHEFE é escolhido como sendo a pessoa que dirigirá a sua realização; </li></ul><ul><li>O objetivo é formulado parcialmente pelo GRUPO e o CHEFE tem oportunidade de aumentá-lo e enriquecê-lo; e </li></ul><ul><li>CHEFE formula e dirige o objetivo em virtude de sua capacidade em direcionar outras pessoas para a consecução do mesmo. </li></ul>ATIVIDADE: Pare e pense: como são formulados os objetivos da empresa em que trabalha ou como você acha que são definidos nas empresas em que você conhece. Na sua opinião qual a maneira mais utilizada de formulação de objetivos? E qual o motivo de ser assim? Justifique.
  7. 7. 4. PSICÓLOGOS DA ORGANIZAÇÃO (maior importância às relações individuais) 4.1 ABORDAGENS DOS PSICÓLOGOS DA ORGANIZAÇÃO • Organização como sistema de controle baseado no reconhecimento das motivações dos indivíduos. • Encaram a Organização como algo dinâmico , em contraste com o conceito estático dos engenheiros americanos (como Taylor) e dos anatomistas (como Fayol). • Preocupam-se com a “ coisa em processamento ”, e não com os seus aspectos meramente estruturais ou formais. • Todos os problemas de uma organização, onde quer que ocorram, constituem fundamentalmente problemas de relações humanas.
  8. 8. 4.2 MARY PARKER FOLLETT Follett , foi mais uma mulher a frente de seu tempo, graduada em Havard em filosofia, história e ciências políticas deu grande importância às relações humanas . Follett defendia a aplicação da psicologia na administração , argumentando que era preciso compreender as pessoas, os grupos humanos e a comunidade na qual está situada a empresa. Foi uma das pioneiras na abordagem da motivação humana, contrariando as teses clássicas vigentes. Tratou do problema da liderança de forma diferente dos conceitos aceitos (liderança em função do grupo).
  9. 9. <ul><li>Sua principal abordagem foi a chamada LEI DA SITUAÇÃO que resumidamente trás estes dois aspectos fundamentais: </li></ul><ul><li>Rejeita qualquer fórmula universal ou única para a solução dos problemas; </li></ul><ul><li>A situação é que deve determinar o que é certo e o que é errado </li></ul>Follett preocupou-se também com os Princípios Gerais de Administração que podem ser considerados e aplicados a qualquer forma de atividade humana que vise a obtenção de objetivos comuns , como escolas, hospitais, empresas, indústrias, etc. A sua filosofia da organização pode ser resumida em dois aspectos básicos: <ul><li>Interpenetração de autoridade em vez de super-autoridade. (a autoridade exercida na medida certa para a obtenção de resultado respeitando os limites emocionais do elemento humano) </li></ul><ul><li>Controle sobre fatos mais do que sobre pessoas. Poder Com ≠ Poder Sobre </li></ul>Fontes: Adaptado de Maximiano, 2002; Chiavenato, 2006 e Stoner&Freeman, 1999
  10. 10. 5. SOCIÓLOGOS DA ORGANIZAÇÃO (maior importância ao comportamento de grupos sociais). 5.1 Chester Barnard (MAXIMIANO, 2002) Barnard abordou amplamente dois princípios dos grupos sociais nas organizações: <ul><li>Organização como um sistema social </li></ul><ul><li>Participação e a cooperação </li></ul>Destaca a capacidade dos seres humanos de se ajustar ao meio, com base em suas experiências anteriores. Os seres humanos não atuam isoladamente e sim por interações onde as partes envolvem-se mutuamente (“relações sociais”). Cada pessoa tem características individuais próprias que resultam de seu comportamento, do seu passado, do presente, de sua capacidade de determinação e poder de escolha. Tanto os indivíduos como as organizações possuem propósitos (objetivos) resultantes da escolha entre as alternativas possíveis.
  11. 11. As pessoas tem limitações pessoais (biológicas, físicas, psicológicas, etc.) que as impedem alcançar sozinha certos objetivos. Além dessas limitações pessoais existem limitações físicas do ambiente. A necessidade de sobrepujar as limitações leva as pessoas constituírem GRUPOS SOCIAIS. <ul><li>A interação entre dois ou mais indivíduos; </li></ul><ul><li>O desejo e a disposição para cooperar; </li></ul><ul><li>A existência de objetivos comuns entre eles. </li></ul>O grupo social somente existe quando três aspectos são reunidos: Fica fácil entender os conceitos acima se você pensar no seu próprio grupo social, seus colegas de escola, seus amigos do clube, seus “chegados” para as “baladas”...
  12. 12. Do conceito de grupo social decorre o de organização, como um sistema cooperativo racional. A cooperação é essencial para a organização . 5.2 SISTEMA COOPERATIVO RACIONAL Organização somente existe quando: • há pessoas capazes de se comunicarem entre si (interação); • elas estão dispostas a contribuir com ação (cooperação); e • elas cumprem um propósito comum (objetivos). A racionalidade reside nos fins visados pela cooperação: os objetivos.
  13. 13. Clique na imagem para ver um filme que ilustra a o “Sistema Cooperativo” das formigas. O filme mostra bem o que é a capacidade de trabalhar eficazmente com os outros em busca de um objetivo comum. Para Barnard, o Sistema Cooperativo Racional também implica na disposição de contribuir para organização : Com as organizações a limitação final para alcançar muitos objetivos não é mais a capacidade individual, mas a HABILIDADE DE TRABALHAR EFICAZMENTE COM OS OUTROS. <ul><li>Implica em sacrificar a liberdade de conduta pessoal em benefício da coordenação; </li></ul><ul><li>Varia de indivíduo para indivíduo (em função da sua percepção em termos de satisfações e insatisfações), tendo inclusive os indiferentes; </li></ul><ul><li>Depende também de variáveis relacionadas com o ambiente físico da organização, ambiente social, etc.) . </li></ul><ul><li>As organizações utilizam induções como incentivos materiais, prestígio, poder pessoal, orgulho e satisfação pessoal (desafios), sentimento de importância, etc. </li></ul>
  14. 14. Na próxima aula abordaremos mais um pouco de Chester Barnard, seus conceitos de EFICIÊNCIA e EFICÁCIA e a TEORIA DA ACEITAÇÃO DA AUTORIDADE. Iniciaremos a TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS, com o seu principal pensador: ELTON MAYO Bons estudos e até lá!
  15. 15. CHIAVENATO, Idalberto – Princípios da Administração . 1ª Ed. São Paulo: Ed. Campus, 2006 MAXIMIANO , Antonio C. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade em Economia Globalizada . 3ª edição - São Paulo. Atlas. 2002 MAXIMIANO , A. C. A. Teoria Geral da Administração . 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 2000. RODRIGUES , M. V. C. A Organização: Lideranças e comandos. Rio de Janeiro: Vozes, 1999. STONER , J. A. F, FREEMAN , R. E. Administração . 5ª Ed. São Paulo: Editora Afiliada (PHB), 1999.

×