Relatório Final - Biblioteca Digital Paulo Freire

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Relatório final de conclusão de bolsa de pesquisa na Biblioteca Digital Paulo Freire em 2004.

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Relatório Final - Biblioteca Digital Paulo Freire

  1. 1. Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Humanas Letras e Artes Departamento de Comunicação Social RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO PROJETO DE PESQUISA:CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL PAULO FREIRE (PIBIC/CNPq/UFPB) MAURÍCIO LINHARES DE ARAGÃO JUNIOR Matrícula: 10013148 Bolsista PIBIC/CNPq/UFPB JOÃO PESSOA - PB AGOSTO/2004
  2. 2. Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Humanas Letras e Artes Departamento de Comunicação Social RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO PROJETO DE PESQUISA:CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL PAULO FREIRE (PIBIC/CNPq/UFPB) MAURÍCIO LINHARES DE ARAGÃO JUNIOR Matrícula: 10213480 Bolsista PIBIC/CNPq/UFPB PROFª. DRª. EDNA GUSMÃO DE GÓES BRENNAND (ORIENTADORA) JOÃO PESSOA - PB AGOSTO/2004
  3. 3. CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL PAULO FREIRE _________________________________________ MAURÍCIO LINHARES DE ARAGÃO JUNIOR (BOLSISTA PIBIC / CNPq / UFPB)___________________________________________________ PROFª DRª EDNA GUSMÃO DE GÓES BRENNAND (ORIENTADORA)
  4. 4. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBACENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Relatório final das atividades do Projeto “Concepção e Implementação da Biblioteca Digital Paulo Freire” apresentado no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq/UFPB), correspondente ao período de Agosto/ 2003 a Agosto/2004. Orientadora: Profª. Drª Edna Gusmão de Góes Brennand. JOÃO PESSOA – PB AGOSTO/2004
  5. 5. SumárioDEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL.......................................................................44.3 Produção acadêmica e encontros:....................................................................................33O bolsista em questão não participou de encontros nem publicou artigos por ter iniciado aparticipação no projeto depois dos eventos nos quais os outros bolsistas do projetoapresentaram seus trabalhos. Entretanto ele já conta com um artigo pronto parapublicação e está a procura de oportunidades para apresentar o trabalho da biblioteca. ...33
  6. 6. 1. IntroduçãoA Biblioteca Digital Paulo Freire (BDPF) está se tornando um referencial para implementaçãodo sistema de bibliotecas digitais, devido, além do esforço das pessoas que nela trabalham, ainterdisciplinaridade deste grupo. Surgida inicialmente em 2000, como um projeto deiniciação a pesquisa apresentado pela professora Edna Gusmão de Góes Brennand, abiblioteca chega a seu quarto ano de existência com a maturidade e segurança adquiridanestes anos de esforço e pesquisa, sempre em busca da melhora e facilidade para que omaterial possa ser acessado e utilizado, independente do lugar, sistema operacional utilizado epoder econômico.Seu papel como difusora do conhecimento gerado por Paulo Freire e das pessoasinfluenciadas por este conhecimento tem como um de seus objetivos um dos mais importantesideais de Freire, que era o de levar as pessoas a fazer uma leitura crítica do que lêem, nãoapenas decorando palavras e conceitos, segundo ele1: “A leitura crítica implica, para mim, basicamente, que o leitor se assume como sujeito inteligente e desvelador do texto. Nesse sentido, o leitor crítico é aquele que até certo ponto “reescreve” o que lê, "recria” o assunto da leitura em função dos seus próprios critérios. Já o leitor não-crítico funciona como uma espécie de instrumento do autor, um repetidor paciente e dócil do que 1ê. Não há nesse caso uma real apreensão do significado do texto, mas uma espécie de justaposição, de colagem, de aderência. Assim, pode-se ter um texto crítico com uma leitura ingênua e um texto ingênuo1 Pedagogia: Diálogo e conflito / Moacir Gadotti, Paulo Freire e Sérgio Guimarães. 4 Ed. – São Paulo: Cortez,1995
  7. 7. com uma leitura crítica, que reescreve e supera a ingenuidade do texto. Essa superação só é possível pela leitura crítica, que, como já disse em outros momentos, é aquela que fundamentalmente sabe situar num contexto o que está sendo lido. Uma boa educação crítica estabelece permanentemente esse movimento dinâmico entre a palavra e o mundo e vice-versa.”É este tipo de leitor que a Biblioteca Digital deseja formar com a disponibilização dos textos edas idéias de uma personalidade como Paulo Freire, para que todos tenham a oportunidade deentrar em contato com seu conhecimento e suas idéias. A formação de uma consciênciapolítico-pedagógica, que ele tanto pregou em sua vida, nas pessoas que tem acesso a omaterial da Biblioteca, é uma de nossas vontades e uma das principais motivações do nossotrabalho, pois é esta consciência que vai nos dar força e conhecimento para lutar por umamanhã melhor, como ele fez até os últimos momentos de sua vida.Somando-se a isto, nosso principal objetivo é “disponibilizar pressupostos filosóficos,sociológicos e pedagógicos do pensamento freireano, para suportar ações educativascoletivas facilitadoras da inclusão dos sujeitos educacionais na sociedade da informação”2.2 BRENANND, Edna G.Góes et al. Concepção e Implementação da Biblioteca Digital Paulo Freire, JoãoPessoa, 2000.
  8. 8. 2. Fundamentação teórica2.1 Paulo Freire e sua obraPaulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco,uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades desobrevivência das classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social daIndústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. Ele foi quase tudo oque deve ser como educador, de professor de escola a criador de idéias e métodos.Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente na tese de concurso escrita para auniversidade de Belas Artes em Recife, Pernambuco. Seu desenvolvimento continuou quandofoi titulado professor de História e Filosofia da Educação, além dos primeiros envolvimentoscom alfabetizações, como a que aconteceu em Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.Seu método de alfabetização que tinha como características além de ensinar o alfabetizando aler e escrever, ensiná-lo a desenvolver uma consciência crítica do mundo ao seu redor. Estemétodo tinha por objetivo libertar o oprimido de seu estado de inocência, fato que fez dePaulo um dos primeiros brasileiros a serem exilados após o golpe militar de 1964, sob o crimede “subverter a ordem instituída” com este tipo de ensino.Exilado, ele seguiu para o Chile, onde encontrou um momento social favorável para aaplicação de seu método de alfabetização de adultos, com os camponeses incluídos doprograma de reforma agrária chileno. Paulo passou 5 anos desenvolvendo este trabalho noChile e suas experiências tornaram-se o livro “Pedagogia do Oprimido”, uma das maisimportantes obras de sua carreira.
  9. 9. Após esta experiência ele torna-se professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos,participando ativamente de diversas novas experiências em educação tanto em áreas urbanasquanto no campo. Foi Consultor Especial do Departamento de Educação do ConselhoMundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional junto avários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anosde exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. Lecionou na Universidade Estadualde Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil.Durante seu mandato, fez um grande esforço na implementação de movimentos dealfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: "PrêmioRei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação paraa Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos, comoEducador do Continentes (1992). No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro,intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freirefaleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio.2.2 O método freireanoSegundo Moacir Gadotti o "Método Paulo Freire" consiste de três momentos dialética einterdisciplinarmente entrelaçados:
  10. 10. “a) a investigação temática pela qual aluno e professor buscam, no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive, as palavras e temas centrais de sua biografia; b) a tematização pela qual eles codificam e decodificam esses temas; ambos buscam o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido; e c) a problematização na qual eles buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido.”Dada essa interdisciplinaridade, a obra de Paulo Freire pode ser vista tomando-o seja comocientista, seja como educador. Contudo, essas duas dimensões supõem uma outra: PauloFreire não as separa da política. Paulo Freire deve ser considerado também como político.Esta é a dimensão mais importante da sua obra. Ele não pensa a realidade como um sociólogoque procura apenas entendê-la. Ele busca, nas ciências (sociais e naturais), elementos para,compreendendo mais cientificamente a realidade e poder intervir de forma mais eficaz nela.Por isso ele pensa a educação ao mesmo tempo como ato político, como ato de conhecimentoe como ato criador.Todo o seu pensamento tem uma ligação direta com o mundo ao seu redor. Seucomprometimento maior foi sempre com a realidade a ser transformada. Para ele, a pedagogiadeveria ter outra face, onde os educadores estivessem sempre aprendendo com os alunos eonde não houvesse uma pessoa completamente educada ou definitivamente formada. Aeducação não é apenas uma transmissão de conteúdos entre professor e aluno, mas sim umdiálogo entre estas partes, onde todos estivessem em um círculo de constante aprendizado.
  11. 11. A liberdade também é um tema recorrente na metodologia e no pensamento de Freire. Aeducação, na sua concepção, é um passaporte para a liberdade, para uma vida melhor, longedos grilhões da opressão. Eu seus textos, Freire sempre deixou claro que o sistema opressornão é uma característica apenas dos países subdesenvolvidos, é uma característica do sistemaeconômico capitalista em geral, mesmo que se apresente em um menor grau a opressãocontinua exercendo seu poder. A educação visa à libertação, à transformação radical darealidade, para melhorá-la, para torná-la mais humana, para permitir que os homens e asmulheres sejam reconhecidos como sujeitos da sua história e não como objetos.As palavras conscientização e diálogo também fazem um papel importante nodesenvolvimento do método. A conscientização não é apenas perceber a realidade ao seuredor, mas vislumbrá-la a distancia, pois seu objetivo é ultrapassar o pensamento crítico epartir para uma ação transformadora da realidade. Segundo Freire "ninguém educa ninguém.Ninguém se educa sozinho. Os homens se educam juntos, na transformação do mundo", eessa educação em conjunto é conseguida com o diálogo entre os envolvidos no processo daeducação. O conhecimento de todos os envolvidos é levado em consideração, mas o dever doprofessor não é confundido com o do aluno porque ele tem que estar apto a transcender oconhecimento do aluno, de forma que possa trabalhar como um guia para o conhecimento queainda esta por se formar na mente de seus educandos.Diferentemente dos métodos positivistas que o precederam, o método de Paulo Freire baseia-se principalmente na vivência prática que desenvolvida durante os trabalhos que realizou,principalmente nos vários projetos de educação de adultos, nos quais ele trabalhou até mesmocomo um orientador a distância, como foi o caso das cartas contidas no livro “Cartas a Guiné-Bissau”. Em sua obra, teoria, método e prática formam um todo, guiado pelo princípio da
  12. 12. relação entre o conhecimento e o conhecedor, constituindo portanto uma teoria doconhecimento e uma antropologia nas quais o saber tem um papel emancipador.A teoria de Freire sempre se contrapôs ao método educacional burguês, que é visto como ummétodo bancário, onde o aluno é simplesmente um depósito de informação, ele não agecriticamente sobre o que está sendo ouvido nem participa ativamente da recepção desseconhecimento, ele apenas deposita o que está sendo ouvido em sua mente. Segundo MoacirGadotti: “Na concepção bancária (burguesa), o educador é o que sabe e os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa e os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra e os educandos, os que escutam docilmente; o educador é o que opta e prescreve sua opção e os educandos, os que seguem a prescrição; o educador escolhe o conteúdo programático e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador identifica a autoridade funcional, que lhe compete, com a autoridade do saber, que se antagoniza com a liberdade dos educandos, pois os educandos devem se adaptar às determinações do educador; e, finalmente, o educador é o sujeito do processo, enquanto os educandos são meros objetos.Para Freire o fim maior da educação deve ser sempre o de libertar os oprimidos, de levar aeles o conhecimento que a sociedade burguesa capitalista tanto deseja esconder. Pois é apenascom este conhecimento, desenvolvido a partir do diálogo e da consciência, que as pessoaspodem lutar por sua liberdade, frente a máquina opressora do capitalismo e de sua nova face,o imperialismo.
  13. 13. 2.3 As bibliotecasUma biblioteca é definida, de modo geral, como sendo um local de armazenamento dedocumentos escritos. Como a sua existência de documentos ecrtitos remonta as primeirascivilizações orientais, ainda antes da imprensa ter sido criada na Europa, estes documentosescritos poderiam estar em diversas formas, desde pedaços de argila contendo escritacuneiforme, papiros, pergaminhos de fibra celulósica (precursora do nosso atual papel), vasosadornados da China antiga, os livros copiados pelos monges cristãos e os livros impressos.As primeiras bibliotecas foram os locais onde este material foi sistematizado, onde foramcriados os primeiros catálogos bibliográficos.Podemos elencar algumas características comuns a todos os tipos de bibliotecas:  Arquivo de conhecimento;  Preservação e manutenção da cultura;  Disseminação do conhecimento;  Recuperação da informação;  Educação;  Interação social;Estas características se repetem, em maior ou menor grau, nos diversos tipos de bibliotecas,pois elas formam um pilar comum sobre a manutenção e distribuição do conhecimento, arazão de ser das bibliotecas. Com o avanço das tecnologias de comunicação as bibliotecastradicionais também sofreram mudanças. A informatização de seus sistemas foi a primeiraparte da revolução.
  14. 14. O uso de computadores e bancos de dados especializados para o armazenamento de catálogosde documentos de diferentes tipos aumentou significativamente a velocidade de acesso ainformação contida nas bibliotecas, pois não é mais necessário procurar por montesintermináveis de fichas. Apenas um acesso ao banco de dados pode mostrar os resultadosesperados e direcionar o usuário da biblioteca diretamente para o seu interesse.Meios digitais são assim chamados porque eles armazenam as informações em forma dedígitos. Os nossos sistemas computacionais armazenam todos os tipos de informação naforma de seqüências de números “um” e “zero”. Tudo que está presente nos discos rígidos ouCompact Discs (CDs) é formado por seqüências destes dois números, como por exemplo onúmero dois, que em binário (seqüências de uns e zeros) é demonstrado por 10. O sistemadigital se diferencia dos sistemas analógicos, como as fitas cassete, pela facilidade com a quala informação pode ser acessada e pela qualidade e fidelidade que a informação transpostapode alcançar.Após a transposição dos índices para o formato digital foi a vez do acervo ser levado para omundo da informação digital. Esta transposição só foi possível graças a busca da informáticade fazer com que os computadores pudessem reunir e processar cada vez mais informações,de uma forma organizada e segura. O aumento da capacidade de armazenamento doscomputadores e a facilidade dos meios de transposição da informação impressa em digitaltornaram possível a criação das bibliotecas digitais.Deste conceito de transposição do material físico para um formato digital surgiram trêsvariações:
  15. 15.  Biblioteca digital: é aquela onde os materiais são armazenados apenas em meios digitais, não existindo nenhum outro tipo de material em seu acervo. Este acervo pode ser localizado e visualizado tanto dentro da própria biblioteca quanto por redes internas ou a Internet, de forma que uma consulta possa ser feita por um outro computador que esteja na mesma rede que a biblioteca esteja. Biblioteca virtual: ela se diferencia da biblioteca simplesmente digital porque sua apresentação para o usuário final não é apenas formada por formulários de busca ou tabelas de índices, mas sim por uma representação em realidade virtual do conteúdo oferecido pela biblioteca. A maioria das bibliotecas virtuais são temáticas, abordando assuntos específicos e tendem a existirem apenas em redes fechadas de alta velocidade, devido os altos custos de criação e a gigantesca movimentação de informações necessárias para a demonstração de ambientes em três dimensões nos computadores, que também demandam uma extrema capacidade de processamento da máquina do usuário final, que normalmente não foi construída no intuito de funcionar processando informações tão complexas. Biblioteca híbrida: se define como sendo uma biblioteca digital que também contém material em formas de armazenamento não digital, como livros, fitas de áudio ou de vídeo. Este tipo de biblioteca que alia sistemas antigos com novos normalmente é composto por antigas bibliotecas tradicionais que estão se transformando em bibliotecas digitais. Este tipo de biblioteca é extremamente importante porque seu conteúdo não fica restrito apenas aqueles que tem acesso a o universo digital, já que a inclusão digital ainda não é uma realidade palpável para a maioria da população tanto do Brasil como de diversos países subdesenvolvidos.
  16. 16. 2.4 Como surgiu a internet?A rede mundial de computadores que conhecemos hoje surgiu da reunião de vários esforços,as vezes separados, as vezes unidos, e o mais importante deles foi a ARPAnet, um projetofinanciado pela Agencia de Projetos de Pesquisa Avançada dos Estados Unidos (ARPA –Advanced Research Projects Agency), que foi a primeira rede de computadores porcomutação de pacotes (troca de mensagens) e ancestral da Internet que conhecemos hoje. Seuprojeto foi desenvolvido em 1967 e foi finalmente posto em prática em 1969, na Universidadeda Califórnia (Ucla).De 1969 até o inicio dos anos 90 a rede mundial de computadores tinha um apelo meramenteacadêmico. Apenas Institutos de pesquisa e universidades tinha acesso a informação quecirculava na rede que viria a ser conhecida como Internet. Mas neste início de década veio averdadeira revolução que esta rede mundial vinha preparando, o surgimento da World WideWeb, uma rede mundial de computadores que reuniria não apenas institutos relacionados aeducação, pesquisa e exercito, mas as empresas e pessoas de todo o mundo. Essa revoluçãonasceu, em parte, no Centro Europeu para Física Nuclear (Cern – European Center forNuclear Physics), sob a tutela de Tim-Berners Lee, entre 1989 e 1991. Ele e seuscompanheiros desenvolveram a linguagem de marcação Hyper-Text Makup Laguage(HTML), o protocolo de comunicação de computadores Hyper-Text Transfer Protocol(HTTP), o primeiro servidor de páginas Web e o primeiro Browser.A partir de então a Internet começou a dar seus primeiros passos para fazer a revolução dainformação que ela está causando até hoje. Pois esteja onde você estiver, pode conseguirinformações sobre quase tudo o que desejar, bastando apenas ter um aparelho que se conecte a
  17. 17. internet, não necessariamente um computador, pois vídeo-games, aparelhos celulares,televisores e ainda outros aparelhos não tão comuns (como geladeiras) também estão seconectando a rede de mundial de computadores para trocar informações.E é esta facilidade para se obter as informações que transforma a Internet em uma das maisimportantes criações do ser humano, mas também traz novos e gigantescos problemas porcausa da falta de controle que existe sobre o que é publicado na rede. Os maiores exemplosdisso são as redes Peer-to-Peer (P2P), onde pessoas trocam arquivos de diversos tipos, comomúsica, vídeos, documentos, de modo gratuito, muitas vezes infringindo as leis depropriedade intelectual sobre aqueles arquivos ou informações que estão sendo trocadas.2.5 Liberdade de acesso a informaçãoTeoricamente, a informação é um bem de todos e o direito a informação é inalienável, mas opoder sobre a informação e o conhecimento de certa forma, está se tornando mais importanteaté que o poder econômico, que sempre foi a base do sistema capitalista. A informação está setornando um novo meio de se gerar dividendo para as empresas, tanto no âmbito doconhecimento científico, como na disseminação de acontecimentos. O controle sobre os meiosde comunicação é mais importante do que o poder econômico que uma empresa pode exercer,pois a grande mídia é uma formadora de opinião e exerce um certo controle sobre apopulação.A liberdade de acesso a informação torna-se importante porque a cada momento mais e maisda informação é escondida daqueles que não fazem parte da elite dominante. O poder daselites está hoje na quantidade de informação que eles conseguem esconder da grande massa
  18. 18. de dominados, pois só o conhecimento tem o poder de libertar a consciência de um povo. Adominação exercida hoje sobre as massas tem como sustentáculo o mascaramento darealidade em uma ilusão de bem estar, onde as pessoas tem a impressão de que são iguais eque podem chegar a mesma posição daqueles que estão no poder, que eles também podemtornar-se parte da elite se houver esforço e trabalho suficiente.Esta realidade mascarada pode ser percebida, na maioria das vezes, através das novelas,principalmente aqui no Brasil, da mídia televisiva. Que pintam a periferia das grandes cidadescomo uma área alegre, onde as pessoas vivem em paz, e onde estas mesmas pessoas podemchegar a riqueza apenas com seu trabalho esforçado e honesto. Diferente da realidade violentae opressiva da periferia e até mesmo dos bairros nobres, tanto em cidades grandes com nointerior.A informação tornou-se mais uma moeda do capitalismo, pois apenas com poder econômicovocê pode ter direito a ela, quando na verdade ela deveria ser levada para todos, independentede sua classe social ou de seu papel de oprimido na sociedade atual. Querer a liberdade deacesso a informação é apenas querer justiça, já que todos nós temos o direito de saber, deconhecer, e é neste conceito que inserimos a Biblioteca Digital, pois ela está lá para difundir ainformação, socializar o conhecimento, mesmo que seja apenas uma pequena parte dele. Esteé o nosso papel.2.6 Segurança, proteção da informação e dos direitos autorais na InternetA maior preocupação das empresas que trabalham com a Internet hoje em dia é com relação asegurança de seus sistemas. Além dos vírus, que são um problema constante para quem acessa
  19. 19. a Rede, os ataques e o roubo de informações são um assunto recorrente em discussões sobreos rumos da Internet. Programas anti-vírus e firewalls (barreiras contra acessos indevidos arede) são uma das maiores fontes de gastos para organizações que precisam conectar suasredes locais a Internet.O tráfego seguro de informações nas redes normalmente é feito a partir do uso de protocolosde comunicação seguros como Secure Sockets Layer (SSL), que usa a criptografia de chavesprivadas e públicas para fazer uma autenticação entre o usuário (quem requisita a informação)e o servidor (quem envia a informação). O transporte de dados é feito por meio de dadoscriptografados3 através do método e das chaves selecionadas previamente entre as duas partesda comunicação, de modo que mesmo que alguém intercepte a informação não vai ser capazde entende-la a menos que esteja de posse das duas chaves negociadas entre as duas partesinicialmente relacionadas a comunicação. Todo esse relacionamento é normalmentetransparente para o usuário, o próprio sistema operacional e os programas navegadores daInternet fazem toda essa comunicação sem afetar o modo como as informações são repassadaspara o usuário final. Na maioria das vezes o navegador avisa que está entrando em umaconecção segura em sua barra de ferramentas, com símbolos como cadeados ou chaves.O envio de arquivos seguro também segue a mesma teoria. O remetente e o receptornegociam métodos e chaves criptográficas para que os arquivos só possam ser visualizadospor eles. Além da criptografia também existe um sistema de assinaturas digitais funcionandopara evitar que um arquivo seja mudado no caminho que ele segue entre o remetente e odestinatário, tornando a entrega condicionada a validade da assinatura digital relacionada.3 Em uma forma que não pode ser entendia se vista de modo literal. Dados criptografados parecem comseqüências desordenadas de números letras e símbolos, até que o método criptográfico que o criou seja utilizadopara decriptografar a informação.
  20. 20. Os vírus de computadores atuais refletem a importância da informação, porque eles não maiscausam falhas de funcionamento dos sistemas ou de seus periféricos, mas se utilizam pararoubar ou guardar informações sobre as pessoas que fazem o uso daquela máquina infectada.Vermes como os key-loggers, que gravam todas as teclas digitadas em um computador edepois enviam os arquivos para os seus criadores, vermes trojans que liberam o acessoremoto (a distância) a máquinas infectadas para seus criadores, são todos métodos que sãoutilizados tanto para obtenção de informações pessoais (números de cartão de crédito) comopara espionagem industrial.As leis para proteção da informação que circula na Internet ainda são pouco eficazes e difíceisde serem aplicadas, porque a própria arquitetura da Rede tem como uma de suas principaiscaracterísticas “a descentralização do controle, onde não haveria um controle global sobre asvárias redes interligadas”4 . Tornando assim ações de controle difíceis de serem mantidas,graças a volatilidade e velocidade com a qual o conteúdo é adicionado e pode desaparecerdentro da rede.Em sua maioria, os maiores problemas jurídicos contra a disseminação de informação pelaInternet é quando o material é propriedade intelectual. Partindo da definição de(OPPENHEIM, 1999): “A propriedade intelectual representa o fruto dos esforços e dacriatividade de um individuo”, a Internet não aliena exatamente a propriedade intelectual, massim o seu caráter capitalista, seu objetivo de gerar lucro, pois até hoje ainda não foi definidauma política de distribuição de propriedade cultural, como a música. Fato este que vemfortalecendo cada vez mais os programas de compartilhamento de arquivos como o Kazaa eE-Mule, que tem na disseminação de música e vídeo o maior tráfego dentro de suas redes.4 Kurose, James F. / Redes de computadores e a Internet: Uma nova abordagem / James F. Kurose, Keith W.Ross. 1 Ed. – São Paulo : Addison Wesley, 2003.
  21. 21. Nos Estados Unidos, com a pressão das associações de donos de gravadoras de música e dasprodutoras de cinema de Hollywood, as leis estão surgindo, algumas até já estão em vigor,como as que proíbem que sites da Internet disponibilizem produção cultural sem oconsentimento de seu autor(es).No nosso caso, de biblioteca digital, ainda não existe uma legislação específica sobre ofuncionamento e nem mesmo sobre o que define uma biblioteca digital constitucionalmente.Algumas bibliotecas digitais, como por exemplo a Biblioteca Digital Paulo Freire, objetodeste relatório, funcionam como grupos de transposição do material físico para formatodigital de uma biblioteca maior, que neste caso é a Biblioteca Central da Universidade Federalda Paraíba. Além de lidar com materiais digitais que possam fazer parte do acervo dabiblioteca tradicional e de seus meios de acesso a novas fontes de informação.2.7 Novas tecnologias da informação e o futuro da InternetA Internet forçou a criação de novos padrões na disseminação do conhecimento de no modocomo ele deve ser tratado. Os sistemas de computação eram vistos de uma forma quasemágica, pois apenas seus criadores e pessoas especializadas sabiam utilizar, deram lugar ainterfaces gráficas para o usuário, as chamadas GUI (Graphic User Interface), que tornam asua operação cada vez mais intuitiva e fazem com que se exija cada vez menos das pessoaspara que elas operem um computador de forma satisfatória.Com essa facilidade e a socialização dos computadores (mais em alguns países do quem emoutros), os meios para a distribuição da informação estão tendo que se adequar tanto a
  22. 22. facilidade de uso como a velocidade de acesso. As bibliotecas devem sempre contar com umsistema informatizado de indexação para facilitar suas buscas, as lojas estão migrando para ocomércio eletrônico, a educação a distância está se desenvolvendo a uma velocidade nuncaantes imaginada.O futuro da Internet já está sendo apontado, ela está se dirigindo para uma convergência entretodas as outras formas de mídia, para criar um algo novo e que mesmo que não leve os outrosmeios a extinção vai diminuir cada vez mais o seu peso sobre a informação e formação deopinião, porque uma pessoa que tenha acesso a Rede não vai precisar sair dela para ouvir umarádio, assistir um programa de televisão, ler o seu jornal preferido, fazer uma pesquisa paraum trabalho acadêmico, conhecer novas pessoas ou se divertir jogando alguma coisa.Não há nada de ficção científica nisso, a tendência de que o computador se torne o centro deentretenimento e pesquisa nos lares é real e já está acontecendo nos grandes centros, comoEUA, Europa e Japão, mas até que esta nova mídia chegue a os países mais pobres vaidemorar um pouco, e pode até mesmo nem tornar-se realidade tão cedo, se depender docontrole que as elites desejam manter sobre seus dominados.A Internet caminha para ser a mais importante fonte de informação da humanidade (se não jáfor), mas também é a que mais exclui, por seu alto custo econômico, proibitivo para a maioriados lares dos países subdesenvolvidos, como o Brasil.2.8 A Biblioteca Digital Paulo Freire
  23. 23. O Projeto da Biblioteca Digital Paulo Freire (BDPF) (www.paulofreire.ufpb.br),coordenado pela Profª Drª Edna Gusmão de Góes Brennand (Programa de Pós-Graduação emEducação – PPGE/CEAD/UFPB (ebrenna2@uol.com.br) e pelo Profº Drº Ed Porto Bezerra(Departamento de Informática – DI (ed_porto@uol.com.br), teve origem no ano 2000 emparceria com o Centro Paulo Freire – Estudos e Pesquisas, contando, inicialmente, com oapoio da Coordenação Institucional de Educação a Distância (CEAD) e Coordenação deInformática – CODEINFO/PROPLAN/UFPB e posteriormente do CNPq.A BDPF tem por objetivo principal “disponibilizar pressupostos filosóficos, sociológicos epedagógicos do pensamento freireano, para suportar ações educativas coletivas facilitadorasda inclusão dos sujeitos educacionais na sociedade da informação”. E por específicos:1. “Disponibilizar na Internet um grande volume de dados, armazenados de forma ordenada eem ambiente centralizado, a respeito do educador Paulo Freire;2. Ampliar o envolvimento de pesquisadores em um trabalho interinstitucional emultidisciplinar na pesquisa e aplicação das tecnologias da informação e comunicação;3. Fortalecer a experiência para novos empreendimentos educacionais sob o formato digital;4. Exercitar habilidades multidisciplinares de uma equipe interinstitucional, através daexperiência na concepção e implantação de uma ferramenta, envolvendo pedagogos,bibliotecários, historiadores, educadores, psicólogos, webdesigners, projetistas de bancos dedados, especialistas em rede de computadores e em inteface humano computador etc;5. Habilitar profissionais para o uso das novas tecnologias de informação (PORTO EBRENNAND, 2002, p. 4)”.2.9 Papel da Biblioteca Digital Paulo Freire
  24. 24. Uma biblioteca digital tem como seu principal diferencial de uma biblioteca “formal” o fatode não depender de um acesso físico a seus conteúdos. Uma pessoa que necessite de umarquivo que esteja em nosso acervo não vai precisar sair da frente de seu computador paraacessá-lo, já que ele está disponível em um formato que permite o compartilhamento daquelamesma informação sem que a fonte ou o usuário-final sofra qualquer perda, já que o que foienviado é uma cópia daquele arquivo e não sua versão original.As editoras que trabalham com fotolitos seriam uma analogia possível a o funcionamento deuma biblioteca digital. Quando um livro vai ser prensado, ele é originalmente uma seqüênciade fotolitos (folhas de plástico, parecidas com filmes fotográficos), que vão ser “revelados”diversas vezes, em folhas de papel, gerando várias cópias idênticas do mesmo livro (oufotolito). Em uma biblioteca digital o conceito é o mesmo, cada usuário que precisa de umdeterminado arquivo recebe uma cópia idêntica (e não o arquivo original, que continua nabiblioteca digital), do arquivo em questão. Mas o custo para a impressão e distribuição dolivro é muito maior do que o mesmo para um arquivo digital.A biblioteca digital faz com que os custos sejam diminuídos e que pessoas que poderiam nãoter acesso a aquela informação, por causa de seu preço, impossibilidade de entrega, ou outrosmotivos afins, possa ter acesso a informação em questão.Partindo da definição de Clara López Guzmán: “As bibliotecas digitais são organizações que provêem os recursos, incluindo pessoal especializado, para selecionar, estruturar, distribuir,
  25. 25. controlar o acesso, conservar a integridade e assegurar a persistência, através do tempo, de coleções de trabalhos digitais que estejam fáceis e economicamente disponíveis para serem usados por uma comunidade definida ou para um conjunto de comunidades.”A BDPF pode ser definida como uma fonte de conhecimento de fácil acesso sobre PauloFreire, não apenas para uma comunidade, mas para todas as pessoas que desejarem conhecermais sobre este, que foi um dos mais importantes pedagogos da história, não apenas peloconhecimento que ele gerou, mas também por sua postura combativa, contra as desigualdadesque assolam o nosso país.
  26. 26. 3. Materiais e métodos3.1 IntroduçãoO conteúdo da BDPF é selecionado a partir, das obras pertencentes a Biblioteca Central daUniversidade Federal da Paraíba, das doações que a biblioteca recebe e de buscas feitas naInternet ou outras fontes de documentos, que podem ser jornais, revistas, televisão ou rádio. Aseleção dos documentos é simples, e leva em conta o relacionamento que o documento emquestão tem com Paulo Freire e suas teorias.Partindo do pressuposto de que o documento foi aceito para fazer parte do material aBiblioteca, primeiro é definido se ele precisa de uma autorização de seu criador (para osmateriais não pertencentes ao acervo da Biblioteca Central), que deve seguir um modelo jádefinido de declaração. Depois deste passo o conteúdo é separado pelo formato do qual fazparte e para onde vai ser encaminhado dentro da biblioteca, que no momento trabalha com osseguintes formatos: impressos, áudios, vídeos e fotos. Após esta analise segue-se adigitalização do material.3.2 Tipos de documentos para digitalizaçãoA. ImpressosOs materiais impressos não-caligráficos (que sofreram editoração e foram impressos em letrasnão-cursivas) são digitalizados (transformados em imagens digitais) com o uso dos scannersCanon CanoScan N656U e Epson Expression 1640 XL. Após a digitalização o programa
  27. 27. Cuneiform Pro OCR 6.0 reconhece os caracteres (letras) da imagem através do método deReconhecimento Óptico de Caracteres (OCR – Optical Character Recognition). Os caracteresem forma de texto são passados então para o Microsoft Office Word, que foi utilizado em suasversões 2000 e 2003, onde todo o texto é diagramado para ficar o mais parecido possível comsua fonte original. Neste processo tornou-se padrão que a folha de destino é do tamanho A4( 21 x 29.7 cm) e a fonte padrão para corpo de texto é a Times New Roman.Os materiais impressos caligráficos (escritos a mão ou que utilizem fontes cursivas nãoreconhecíveis através do OCR) são digitalizados (transformados em imagens digitais) com ouso dos scanners Canon CanoScan N656U e Epson Expression 1640 XL. Como não épossível o reconhecimento automatizado dos caracteres é feita uma avaliação do material paraver se é possível mantê-lo como imagem ou se ele deve ser digitado manualmente para quepossa seguir para o próximo passo.O último passo da digitalização de materiais impressos é a transformação em um formatomais genérico e que demonstre certo nível de proteção contra modificação do documento, oqual foi escolhido o .PDF, da Adobe Systems, que apresenta a maior confiabilidade contramodificações e pode ter um controle de cópia e impressão maior que os outros tipos dedocumentos que poderiam ter sido utilizados.B. ÁudiosOs materiais de áudio em fita cassete selecionados são digitalizados através da interligação deum aparelho reprodutor e gravador de áudio da Aiwa com a entrada de áudio RCA presente naplaca de som Creative Sound Blaster 16 bits, por um cabo P2 Estéreo. Com a conecção
  28. 28. funcionando é inicializada a utilização do programa Sony Sound Forge 7.0 para captura doáudio, inicialmente no formato Wave (sem compactação) para fazer com que o som mantenhaa sua máxima qualidade.Após a captura de todo o áudio é iniciado o tratamento do som. O plug-in5 Sony NoiseReduction 2.0 é utilizado nesta fase da operação com o objetivo de retirar ruídos e fazer comque o som digitalizado tenha o mínimo de interferências possível, tornando sua qualidademaior que a do arquivo de áudio original em fita cassete. O objetivo principal deste processo éfazer uma remasterização do áudio, fazendo com que ele fique com a melhor qualidadepossível.Mesmo com este processo existem casos extremos onde a fita teve seu áudio deteriorado deforma irremediável até mesmo para os métodos mais avançados de redução de ruídos etratamento de áudio. Nestes casos específicos, quando nem ao menos pode ser feita umatranscrição do áudio, a fita é descartada.Materiais de áudio que já foram digitalizados no processo anterior, ou materiais que jáchegam a biblioteca em formato digital ou em Compact Disks (CDs), são comprimidos para oformato MP3 (ainda com o uso do Sony Sound Forge), que mesmo não sendo o que apresentaa melhor compressão é o mais utilizado e é tomado como um padrão “de facto” dentro daindustria multimídia e computação.C. Vídeos5 Plug-in: módulo ou adendo que adiciona novas funcionalidades a um programa específico ou que facilita o usode rotinas complexas ou seqüenciais, com o objetivo de automatizá-las.
  29. 29. O material em formato de vídeo em fitas VHS é digitalizado através de uma conecção de alta-velocidade Fire Wire com um aparelho de reprodução de fitas VHS. O material é entãotransformado tanto nos formatos MPG como em AVI compactado com o codec6 DIVx. Essatransposição é feita com a ajuda do programa Adobe Premiere 6.5, que além do trabalho dedigitalização também faz a edição do material, podendo até mesmo dividi-lo em diversosarquivos se o tamanho dele em um arquivo só for muito grande.D. FotosO material em formato de fotos é digitalizado (transformado em imagens digitais) com o usodos scanners Canon CanoScan N656U e Epson Expression 1640 XL, com a ajuda doprograma Adobe Photoshop 7.0 que também é o programa utilizado para fazer a restauraçãode imagens quando isto se mostra necessário. O formato final para este tipo de mídia é oJPEG, padrão da industria fotográfica e também um padrão para imagens da Internet, juntocom o GIF e o PSD.3.3 Indexação e Inserção na páginaQuando o arquivo já está digitalizado é enviado para a equipe de indexação, que reúne todasas informações disponíveis sobre aquele documento e as prepara para o preenchimento doformulário específico para cada tipo e subtipo de arquivo presente na implementação daBDPF. Após a definição das informações que vão constar nos diversos campos a serempreenchidos parte para a utilização do programa de acesso ao banco de dados da BDPF, quefoi desenvolvido com o objetivo de fazer as inserções das referências dos arquivos ao banco6 Codec: algoritmo ou método de compressão utilizado para diminuir o tamanho final de um arquivo digitalqualquer.
  30. 30. de dados que vai ser utilizado pelo sistema de busca e de geração dinâmica de páginas. Oprograma foi escrito na linguagem de programação Delphi, utilizando o programa de mesmonome em sua versão 6.0.O sistema de banco de dados em questão é o PostGreSQL, gerenciado pelo programa DBTools Manager. Todo o sistema da página é montado em um servidor Apache em conjuntocom o módulo Jakarta Tomcat, que dá suporte ao sistema de páginas dinâmicas baseados natecnologia Java, utilizando o Java Server Pages (JSP) como meio de acesso ao banco dedados.A tecnologia JSP foi escolhida porque ela é uma forma de se desenvolver páginas Webdinânicas separando o design gráfico do acesso ao banco de dados, oferecendo uma liberdademaior ao programador que está desenvolvendo o site. Para a geração do código JSP sãoutilizados as plataformas de desenvolvimento Java, Sun NetBeans 3 e Eclipse Platform 2, emconjunto com o Java 2 Enterprise Edition Software Development Kit, que é o ambiente dedesenvolvimento da linguagem de programação Java, criada pela Sun Microsystems.Na definição e criação do design do site da biblioteca digital foram utilizados os programasMacromedia Dreamweaver MX para a codificação do HTML, Macromedia Flash MX para asanimações, e os programas de computação gráfica Adobe Photoshop 7.0 e Corel Draw para acriação e edição das imagens utilizadas na página.3.4 Política de indexação da Biblioteca Digital Paulo Freire
  31. 31. A Política de Indexação da Biblioteca Digital Paulo Freire foi elaborada pelo grupo deindexação formada pelas professoras: Elizabete Baltar, Francisca Arruda e Marynice Autran,todas pertencentes ao Departamento de Biblioteconomia e Documentação (DBD) em seguidapela bolsista Patrícia Morais (PIBIC/CNPq/UFPB). Aprovada a Política pela Coordenadorada BDPF Profª Dra. Edna Gusmão de Góes Brennand, começou-se a utilizá-la na BDPF. Afalta de uma política de indexação e a inexistência de um vocabulário controlado naBiblioteca Digital Paulo Freire, justificou a necessidade de elaborar um novo instrumento derecuperação da informação. Esta Política tem como principal objetivo recuperar conteúdosatravés da identificação de termos que resultará na elaboração de uma lista de cabeçalhos deassunto, seguidos de uma descrição breve de seu significado, em consonância com as idéiasde Paulo Freire. Para que assim o usuário recupere a informação desejada com maior precisãoe eficiência.
  32. 32. 4. Atividades desenvolvidas4.1 Reuniões:  Reunião coma a equipe de indexação, Professora Dra. Edna Brennand e os bolsistas: Patrícia Morais, Fabiana Franca e Mauricio Linhares. Teve como pauta definição da coordenação do grupo no possível afastamento da Profª Edna Brennand para fazer Pós doutorado e firmar parceria com o Centro Paulo Freire Recife (PE);  Reunião com a orientadora para definição dos estudos sobre digitalização de vídeos;  Reunião coma a orientadora para definição do no cronograma de atividades para pedido de renovação da bolsa;4.2 Digitalização de materiais  Digitalização, correção e formatação do livro “Conscientização”;  Digitalização, correção e formatação do livro “Cartas à Guiné Bissau”;  Digitalização, correção e formatação do livro “Pedagogia: diálogo e conflito”;  Digitalização, correção e formatação do livro “Professora sim, Tia não. Cartas a quem ousa ensinar”;  Digitalização e tratamento do arquivo de áudio “Paulo Freire fala sobre socialismo, autoritarismo, alfabetização, alfabetização de adultos”;  Digitalização e tratamento do arquivo de áudio “Paulo Freire fala sobre seu método de ensino”;  Digitalização e tratamento do arquivo de áudio “Paulo Freire fala sobre seu método de ensino (A,B,E e F)”;
  33. 33. 4.3 Produção acadêmica e encontros:O bolsista em questão não participou de encontros nem publicou artigos por ter iniciado aparticipação no projeto depois dos eventos nos quais os outros bolsistas do projetoapresentaram seus trabalhos. Entretanto ele já conta com um artigo pronto para publicação eestá a procura de oportunidades para apresentar o trabalho da biblioteca.4.4 Outras atividades  Busca na web por possíveis eventos para o envio de trabalhos;  Reorganização dos arquivos e pastas da Biblioteca;  Busca constante de novos conteúdos para a página da BDPF;  Entregue as fitas cassetes digitalizadas em CD para a equipe de indexação;  Atualização de documentos e livros;  Capacitação para atualização do novo banco de dados;  Instalação dos programas necessários ao funcionamento da biblioteca nos computadores pertencentes ao projeto;  Manutenção, atualização e configuração dos computadores pertencentes ao projeto;  Estudo sobre a utilização do programa Sony Sound Forge 7.0;  Estudo sobre a utilização do Plug-in Noise Reduction do programa Sony Sound Forge 7.0;  Estudo sobre a utilização do programa Adobe Premiere 7.0;
  34. 34. 5. ConclusãoA Biblioteca Digital Paulo Freire está montada sobre uma base sólida de pesquisa eimplementação de novas tecnologias. Todo o seu desenvolvimento, desde a política deindexação quando os projetos do banco de dados, layout do site e formatos utilizados nadigitalização de documentos, foram discutidos exaustivamente, seguindo principalmente aportabilidade. A busca por utilizar padrões “de fato”, como o formato .PDF e a programaçãona plataforma Java 2, e os padrões reconhecidos internacionalmente como os formatos .JPEGpara imagens e .MPEG para vídeos demonstra toda esta preocupação com a portabilidade.Seu objetivo como laboratório para a implementação de um sistema de bibliotecas digitaisestá se tornando uma experiência de grande valor para todos os seus envolvidos, tanto aquelesque trabalham diretamente com o projeto quando as pessoas beneficiadas com o material queestá disponível para acesso.Mesmo utilizando a mais alta tecnologia, com tudo o que existe de mais recente emdigitalização, sistemas de bancos de dados, servidores de páginas Web e programaçãoorientada a objetos, o mérito do sucesso do projeto deve-se principalmente a sua equipeinterdisciplinar.Como o próprio Paulo Freire definiu, a educação é um diálogo onde todos aprendem de todos,ninguém sabe tudo e a construção desta biblioteca digital é uma prova de que este é realmenteo caminho. Cada um dos grupos relacionados com o desenvolvimento do projeto da bibliotecacompartilhou aquilo que mais sabia, cada pessoa participante do projeto deu a sua
  35. 35. contribuição para que opiniões tão heterogenias resultassem no sistema organizado efuncional que utilizamos hoje.Todo o sistema pode, finalmente, ser tido como um modelo para futuras incursões tanto daUFPB quanto de qualquer outra universidade ou instituição que deseje ter uma bibliotecadigital, porque nosso objetivo também era desenvolver um sistema que pudesse ser aplicadoem outras bibliotecas, fora da nossa realidade.Todos estes anos de esforço para chegar a este resultado mostram o quanto a pesquisa podeser importante e o quanto os seus resultados podem ajudar no desenvolvimento de novosmétodos de fazer a informação chegar a quem realmente precisa dela. Ainda parafraseandoFreire, o conhecimento parte da observação do mundo, da consciência da realidade e estaconsciência se dá através da educação, do diálogo, da troca de conhecimentos. E é desta trocade conhecimentos que surge a liberdade, o saber verdadeiro, não o saber bancário, onde aspessoas apenas armazenam a informação, mas o saber libertário, onde o conhecimento libertaaté mesmo as almas presas pela opressão.Nosso trabalho agora, depois que tudo já está construído, é ensinar as pessoas como construirum sistema parecido que se adeque as suas características e melhorar ainda mais o modeloque criamos, pois sempre existem mais coisas para serem aprendidas e sempre vai haver umcaminho para que as coisas sejam melhoradas.O desenvolvimento vai continuar seguindo o seu curso natural, junto com o avanço dastecnologias da informação e comunicação e onde Tudo deve ser tratado como uma soma de
  36. 36. experiências, onde estaremos sempre aprendendo, sempre reconstruindo nossas idéias juntocom as idéias de outras pessoas que tenham o nosso mesmo objetivo, libertar.Minha experiência na Biblioteca Digital Paulo Freire foi de grande importância não apenaspelo conhecimento adquirido sobre o pedagogo Paulo Freire, mas também pelo modo detrabalho desenvolvido no projeto. Não existe uma competição pra ver quem vai ser mais que ooutro, as pessoas não lutam umas contra as outras, todos trabalham juntos, discutem juntos eresolvem os problemas juntos.A oportunidade de trabalhar neste projeto também me trouxe novos conhecimentos na área dedigitalização de materiais, principalmente no que diz respeito a áudio, pois foi na duração doprojeto que aprendi a utilizar um dos programas mais utilizados para edição de áudio nomundo, o Sony Sound Forge. Um conhecimento de alta valia para mim, principalmenteporque ele é muito utilizado no meu futuro meio de trabalho, o jornalismo, na edição deprogramas e na preparação de falas gravadas previamente.Os conhecimentos de utilização de bancos de dados e acesso a servidores web também forammais um ponto importante da minha participação deste projeto, pois pude entender ofuncionamento e a utilização de sistemas de bancos de dados e o desenvolvimento de páginasweb dinâmicas.Mas por último, e o mais importante de todos, está o conhecimento adquirido sobre Freire.Sua obra, sua metodologia, sua ideologia, são fatos que vão estar marcados na minha vivênciapelo resto de minha vida, principalmente por sua orientação socialista e dialética, onde euencontro uma influência em comum para nós, Karl Marx. A luta entre classes tem se mostrado
  37. 37. como o maior motor da história e os teóricos que fingem não enxergar este fato nos estudosda sociedade, especialmente nas áreas de economia e educação, passam ao largo da realidade.Hoje, depois deste contato com sua obra, tenho mais fé na possibilidade de mudança. Tenhoesperança de que ainda existem modos de nos livramos dos grilhões do capitalismoimperialista, e dentro destes modos está a educação libertária que Freire tanto pregou. LerPaulo Freire é se libertar das amarras dos teóricos virtuais, que imaginavam uma realidadeque nunca existiu, criando métodos falhos que mesmo assim continuam a ser repetidos até osnossos dias, como a alfabetização da “decoreba”.Entrar em contato com a obra de Freire me reavivou um antigo desejo, um desejo que hámuito estava esquecido porque para muitos parecia ser loucura, ser professor. Ouvir ele nasfitas digitalizadas, ler suas palavras nos livros nos quais trabalhei, trouxeram-me outra vez avontade de seguir a vida acadêmica, seguindo o seu exemplo. Um acadêmico politizado, quesaiba mostrar a realidade para seus companheiros de diálogo, pois a aula é de todos, não só doprofessor.
  38. 38. 6. Referências BibliográficasBEZERRA, E. P.; BRENNAND, E. G. de G. A Biblioteca Digital Paulo Freire. In: XXICONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO, 2001, Fortaleza.Anais... Fortaleza: Sociedade Brasileira de Computação, 2001.BEZERRA, E. P.; BRENNAND, Edna; FALCÃO JR, ª de F. A Biblioteca Digital comoSuporte à Educação Mediada por Tecnologias da Informação e Comunicação. In:WORKSHOP BRASILEIRO DE INFORMÁTICA, 2002, Florianópolis. Worshop...Florianópolis, 2002.BEZERRA, E. P.; BRENNAND, E. G. de G. Implementação do Pólo de produção e deCapacitação em Conteúdos Digitais Multimídia no Estado da Paraíba. In: SIMPOSIOLATINOAMERICANO Y DEL CARIBE: LA EDUCACIÓN, LA CIENCIA Y LACULTURA EN LA SOCIEDAD DE LA INFORMACIÓN, 2002, Cuba. Anais... Cuba:Simposio Latinoamericano y del Caribe, 2002.BEZERRA, Ed Porto e BRENNAND, Edna G. Góes. Projeto Implementação do PóloProdutor de Capacitação em Conteúdos Digitais Multimídia no Estado da Paraíba. JoãoPessoa, 2002. (Projeto de Iniciação à Pesquisa)BEZERRA, E. P.; BRENNAND, E. G. de G. The Paulo Freire’s Digital Library Project.In: 1ST INTERNACIONAL WORKSHOP ON NEW DEVELOPMNENTS IN DIGITALLIBRARIES, 2001, Portugal. Proceedings…Portugal: 1st Internacional Workshop on NewDevelopments in Digital Libraries, 2001.BIBLIOTECA Digital Paulo Freire. João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, 2003.Apresenta mídias inéditas sobre a vida e obra de Paulo Freire. Disponível em:<http://www.paulofreire.ufpb.br>. Acesso em 26 fev. 2004.BRENNAND, E. G. de G. Ciberespaço e educação: navegando na construção da inteligênciacoletiva. Revista Informação & Sociedade, João Pessoa: 2000.
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