Tarefa1

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Tarefa1

  1. 1. Oficina de formação “A Biblioteca Escolar 2.0” Sessão 2 Tarefa 1 – Fórum 1Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de ummodelo de biblioteca 2.0? Hoje em dia, temos que perceber que as bibliotecas escolares para responder àsnecessidades atuais e futuras dos seus utilizadores têm de mudar. Apesar de um longocaminho já ter sido percorrido, os caminhos ainda a percorrer e que se nos deparam nãosão lineares, por isso mesmo bem mais estimulantes. Quando apareceram as estantes abertas e de livre acesso houve uma verdadeira“revolução” por contraponto a uma época em que, encerradas, eram acessíveis só paraalguns. O conhecimento era imutável e hierarquicamente transmitido e ao professorresponsável pela biblioteca cumpria a conservação e inventariação. A era Web 1.0 está ultrapassada, a Web 2.0 revela-nos um utilizador que passade um mero consumidor de informação (passivo), para se tornar em produtor (pró-ativo), uma vez que disponibiliza os seus próprios conteúdos e/ou acrescentainformação ao que encontra na rede. Há participação e interação entre os usuários e osbibliotecários, onde os usuários colaboram na criação dos serviços físicos e virtuais. Osserviços oferecidos pela biblioteca escolar terão assim de mudar, deixando esta de serencarada como um mero centro de recurso (CRE), mas sim como um serviço quepromove o conhecimento, facilitando e trabalhando transversalmente as diferentesliteracias e exigindo o seu alargamento associada ao currículo e às aprendizagens dosalunos. A biblioteca deve ser um espaço social que oferece serviços para todos e entretodos. Para David Lee King, a transformação de uma biblioteca tradicional numabiblioteca 2.0 opera-se segundo ondas, recordando num esquema, os círculosconcêntricos que uma pedra faz na água ao cair: da biblioteca “tradicional” às melhoriasintroduzidas com os motores de busca, as bases de dados online e do correio eletrónico. Dependendo dos contextos onde estão inseridas e das condições físicas ehumanas que as caraterizam, as bibliotecas escolares não fogem desta realidade e têmdado pequenos passos para se aproximarem deste novo conceito de biblioteca. A criaçãoe utilização dos blogues e das páginas wikis ao serviço da biblioteca escolar, comoforma de difundir a informação, aproximar utilizadores, encorajar a partilha e acolaboração, entre outros, são bons exemplos deste processo de mudança. Tal como refere Maness, citado nos documentos disponibilizados, a biblioteca2.0 é definida por quatro características fundamentais: é centrada no utilizador,disponibiliza uma experiência multimédia, é socialmente rica (interage com osutilizadores) e é inovadora ao serviço da comunidade (permite aos utilizadoresMarta Cristina Teixeira Cardoso Maia Medeiros (Sessão 2 – Tarefa 1) 1
  2. 2. Oficina de formação “A Biblioteca Escolar 2.0”procurar, encontrar e utilizar informação). É claro que este serviço não pode ser só desenvolvido por “máquinas”, “Asmáquinas somos nós”, portanto mais do que uma questão meramente tecnológica, pelolugar que ocupa e pelas tarefas que lhe compete desempenhar, a atitude e perfil doprofessor bibliotecário é fundamental neste processo, com a sua alfabetização econsciencialização acerca da importância da implementação da Web 2.0. Deste modo,deve ser capaz de se adequar/adaptar à realidade dos seus usuários e de evoluiracompanhando as sistemáticas alterações a que a sociedade é sujeita. Ser aventureiro,sem receio de correr riscos, experimentar para ver se funciona. Necessita também de tergosto pela investigação e de testar esta multiplicidade de ferramentas colocadas à suadisposição, pois só utilizando é capaz de avaliar continuamente o seu potencial para asua biblioteca. Atualmente a informação na minha biblioteca é divulgada online através de umblogue (http://befgc.blogspot.com) que se baseia na construção coletiva doconhecimento, utilizando um forte potencial de interatividade. É uma ferramentaindispensável para o processo de desenvolvimento das atividades que são desenvolvidasna biblioteca. Tentamos atualizar, autenticar e tornar o mesmo fidedigno, sendo paraisso necessário tempo e muita dedicação. Ainda não utilizamos o Facebook para apresentarmos aquilo que fazemos, éurgente a mudança de mentalidade no corpo docente para a utilização desta rede social,tão em voga e importante, para implementar mais ferramentas da Web 2.0, quepermitirão uma aproximação à BE 2.0. Uma das ferramentas que poderemos utilizarcom o Facebook são as mensagens síncronas, através do chat, que cada vez maispermitem não só escrever mas também ver e ouvir, permitindo aos usuários falarem emdireto com os bibliotecários, como se estivessem na biblioteca (espaço físico). A Wiki é igualmente uma ferramenta a poder aplicar, que pode fazer aproximaralunos com interesses comuns da biblioteca e que pode ser usada, por exemplo paradiscussão de obras lidas, para construção coletiva de trabalhos de turmas diferentes massobre a mesma temática, etc. Também se torna emergente criar um fórum de partilha e de discussão naplataforma moodle da minha escola. A política de gestão da coleção terá de ser alterada.A primazia do material livro, face à necessidade de uma experiência multimédia, deverádar lugar a novos formatos. Há que encarar um novo conceito de coleção que passarápela integração de um grande número de documentos online, agrupados em catálogosenriquecidos pela possibilidade de comentários dos utilizadores. É, finalmente, também necessário considerar que a Web continuará a mudarrapidamente por algum tempo. Web 2.0 é somente uma das muitas mudanças. Asbibliotecas devem-se adaptar a ela, assim como se adaptaram à Web originalmente, eMarta Cristina Teixeira Cardoso Maia Medeiros (Sessão 2 – Tarefa 1) 2
  3. 3. Oficina de formação “A Biblioteca Escolar 2.0”devem continuar adaptando-se às previsíveis mudanças futuras. Neste "Beta perpétuo"(O´REILLY, 2005), qualquer estabilidade além da aceitação de instabilidade éinsuficiente. Refletindo sobre este texto e analisando a realidade que se vive no meuagrupamento, tenho consciência que ainda há um longo caminho a percorrer, masconsidero a participação nesta formação um passo importante para a construção dabiblioteca 2.0.Marta Cristina Teixeira Cardoso Maia Medeiros (Sessão 2 – Tarefa 1) 3

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