Metodologia cientifica

904 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
904
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
58
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Metodologia cientifica

  1. 1. MetodologiaMetodologia CientíficaCientífica Andréa Roloff Lopes
  2. 2. Avaliação da DisciplinaAvaliação da Disciplina Nota Exercício da ABNT 2,0 Exercício do Texto Projeto de Pesquisa 3,0 5,0
  3. 3. Bibliografia RecomendadaBibliografia Recomendada BARRAL, Welber. Metodologia da pesquisa jurídica. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2003. BOOTH, Wayne C; COLOMB, Gregory G.; WILLIANS, Joseph M. A Arte da pesquisa. São Paulo: Martins Fontes, 2000. GIL,Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo:Atlas 1996. KOCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 19. ed. Petrópolis:Vozes, 2001. MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Claúdia Servilha. Manual de metodologia da pesquisa no Direito. 2. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2004. RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed. São Paulo:Atlas, 1996. SALOMON, DélcioVieira. Como fazer uma monografia. 9. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. SEVERINO,Antônio Joaquim. Metodologia científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 19. ed. São Paulo:Atlas, 2000. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Sistema de Bibliotecas. Normas para a apresentação de trabalhos. Curitiba: UFPR, 2000. 10 v.
  4. 4. O Estudo
  5. 5. Leitura: o bom leitorLeitura: o bom leitor • Lê com objetivo determinado; • Lê unidades de pensamento; • Avalia o que lê; • Possui bom vocabulário; • Sabe quando ler um livro até o fim ou quando interromper a leitura definitiva ou periodicamente; • Discute freqüentemente o que lê com os colegas; • Adquire livro com freqüência e cuida de sua biblioteca particular; • Lê vários assuntos. (SALOMON, 1999, p. 52-53.)
  6. 6. Ambiente ideal para estudo (RUIZ, 1996, p. 52-53.) Silêncio Interior Ambiente de EstudoAmbiente de Estudo Ambiente Arejado Iluminado Amplo Bloco de notas Lápis e borracha Dicionário Mat. Apoio
  7. 7. Para um estudo produtivo doPara um estudo produtivo do texto:texto: Faça uma leitura exploratória do texto; Não sublinhe na primeira leitura; Durante a leitura reflexiva sublinhar o que é realmente importante para o texto. (RUIZ, 1996. p. 39-44.)
  8. 8. Para esquematizar:Para esquematizar: O esquema é a distribuição gráfica do assunto, mediante divisões e subdivisões hierárquicas; Pode ser feito por chaves de separação, listagem ou classificação numérica; O esquema deve ser fiel ao texto original; A estrutura do esquema deve ser lógica e compreensível. (RUIZ, 1996, p. 39-44.)
  9. 9. Fases da LeituraFases da Leitura AnáliseTextual AnáliseTemática Análise Interpretativa Problematização Síntese Pessoal
  10. 10. AnáliseTextualAnáliseTextual Preparação do texto: • estabelecer unidade de leitura; • ler rapidamente o texto completo (marcando palavras desconhecidas e pontos que necessitam ser esclarecidos); • esclarecer as suas dúvidas; (vocabulário, doutrinas, fatos e autores). A partir da visão de conjunto do texto é possível fazer o ESQUEMA. (SEVERINO, 2000, p. 51-53.)
  11. 11. AnáliseTemáticaAnáliseTemática Compreensão da mensagem do autor: • Tema; • Problema; • Tese; • Raciocínio; • Idéias secundárias. (SEVERINO, 2000, p. 53-56.)
  12. 12. Análise InterpretativaAnálise Interpretativa Interpretação da mensagem do autor: • Situação filosófica e influências; • Pressupostos; • Associação de idéias; • Crítica: • coerência interna da argumentação; • validade dos argumentos empregados; • originalidade do tratamento dado ao problema; • profundidade de análise ao tema; • alcance de suas conclusões e conseqüências; • apreciação e juízo pessoal das idéias defendidas. É importante discutir o resultado obtido no estudo. (SEVERINO, 2000, p. 56-58.)
  13. 13. ProblematizaçãoProblematização Levantamento e discussão de problemas relacionados com a mensagem do autor. (SEVERINO, 2000, p. 58.)
  14. 14. Síntese PessoalSíntese Pessoal Reelaboração da mensagem com base na reflexão pessoal. (SEVERINO, 2000, p. 58.)
  15. 15. As Formas Básicas deTexto Científico SinopseSinopse ResumoResumo Resenha CríticaResenha Crítica
  16. 16. SinopseSinopse É um pequeno texto (25 a 50 linhas) geralmente redigido pelo autor ou editor de uma obra. É uma apresentação concisa dos traços gerais da obra. Geralmente vem inserido no início de textos e é essencial para o levantamento bibliográfico.
  17. 17. ResumoResumo É mais longo, (10 a 25% do texto original), levanta idéias essenciais do texto base, é feito por um terceiro mas deve manter o espírito do autor; o resumo deve se observar absoluta fidelidade ao texto original, sem juízo de valor.
  18. 18. Para um bom resumo:Para um bom resumo: Levante o esquema e as anotações de leitura; Redija o resumo em frases curtas, diretas, objetivas; Não esqueça as referências bibliográficas; Acrescente, se desejar, suas opiniões pessoais. (RUIZ, 1996, p. 39-44.)
  19. 19. Resenha CríticaResenha Crítica Exame e apresentação de obras prontas, acompanhado de avaliação crítica. É um exercício de autonomia intelectual, de compreensão e crítica. Constitui um passo importante para a produção científica. Pode ser resenha bibliográfica ou revisão de literatura, quando procura demonstrar o estágio de desenvolvimento de um tema.
  20. 20. Itens de uma ResenhaItens de uma Resenha Identificação da obra (notas bibliográficas) Credenciais do autor (formação, publicações, atividades) Conteúdo (idéias principais, pormenores, pressupostos para o entendimento do assunto) Conclusões (localização e explicação das conclusões do autor) Crítica (determinação histórica e metodológica, contribuições, estilo, forma, méritos, considerações éticas)
  21. 21. Trabalhos deTrabalhos de DivulgaçãoDivulgação CientíficaCientífica
  22. 22. NotaNota Traz novidades mas não permite que o leitor verifique tal informação. Informam o momento que o pesquisador esta no trabalho, são curtas.
  23. 23. Artigo CientíficoArtigo Científico Visa publicar os resultados de um estudo. O artigo tem formato reduzido mas deve ser sempre um trabalho completo e integral (notas, revisões, citações). São publicados em revistas especializadas para divulgar conhecimentos, comunicar resultados e novidades, contestar, refutar ou apresentar soluções para uma situação controvertida.
  24. 24. Itens de um ArtigoItens de um Artigo • Título (subtítulo) • Autor(es) • Crédito dos autores (formação, atividades relacionadas com o assunto) • Sinopse ou resumo • Introdução • Corpo de relatório (com subtítulos, não com capítulos) • Conclusão • Referências bibliográficas (normas de ABNT)
  25. 25. Itens de Artigo-relatórioItens de Artigo-relatório • Título (subtítulo) • Autor(es) • Crédito dos autores • Sinopse ou resumo • Introdução • Corpo do relatório (referencial teórico, metodologia e materiais, apresentação dos resultados, análise e interpretação dos resultados, recomendações e sugestões) • Conclusões • Referências bibliográficas
  26. 26. PaperPaper ou Comunicação Científicaou Comunicação Científica Destina-se a comunicação oral em cursos, simpósios, etc. Contém de 2 a 10 páginas, estruturadas no modelo do artigo científico ou artigo-relatório, para posterior publicação em atas e anais dos eventos. Podem ser publicados na íntegra ou nos resumos e sinopses. Não apresenta subdivisões, é um texto unitário
  27. 27. Itens de umItens de um PaperPaper Título (subtítulo) Autor (es) Sinopse Texto (sem subdivisões, embora tenha como conteúdo uma introdução, um corpo e uma conclusão) Referências bibliográficas
  28. 28. EnsaioEnsaio  É um texto científico que desenvolve uma proposta pessoal do autor a respeito de um assunto. É a expressão da visão do autor, que pode ser independente com relação ao pensamento científico comum a respeito do assunto.  Por ser um conjunto de impressões de um especialista, seu valor depende do respeito que a comunidade científica tem por seu autor.
  29. 29. MonografiaMonografia Relatório escrito de uma questão bem determinada e limitada, realizado com profundidade. É um trabalho sistemático e completo sobre um assunto particular, pormenorizado no tratamento e extenso no alcance. Exposição exaustiva de um problema ou assunto específico.
  30. 30. Itens de uma MonografiaItens de uma Monografia Introdução (relevância, menção de outros trabalhos, exposição dos objetivos); Corpo (capítulos, planejados e ordenados no projeto); Conclusão (síntese das idéias desenvolvidas nos capítulos, parágrafo conclusivo).
  31. 31. Tipos de MonografiaTipos de Monografia Monografia de Compilação Monografia de Pesquisa de Campo
  32. 32. Monografia de CompilaçãoMonografia de Compilação • Exposição do pensamento de vários autores sobre o assunto. É necessário examinar um número significativo de obras, organizar opiniões, apresentar um panorama de várias posições de maneira clara e didática. • O autor deve opinar sobre os pontos relevantes e apresentar uma conclusão pessoal
  33. 33. Monografia de Pesquisa de CampoMonografia de Pesquisa de Campo • Pesquisa empírica, investigação não restrita apenas aos aspectos teóricos.A ênfase dar-se-á na análise de dados concretos, extraídos de observações de fatos ou indagações das pessoas envolvidas. Não é possível ir ao campo buscando premissas aleatórias, mas elas podem ser mudadas com a realização da pesquisa concreta. • Entrevista, questionário e formulário
  34. 34. DissertaçãoDissertação É necessária para obtenção do grau de mestre. Apresenta-se na forma de relatório científico ou de monografia. Sua principal característica é o aprofundamento. O texto deve identificar, situar, tratar e fechar uma questão científica de maneira competente e profunda. Pode ser expositiva ou argumentativa.
  35. 35. Características daCaracterísticas da DissertaçãoDissertação • Deve estar veiculada a um programa de pós- graduação stricto senso; • situar-se numa área específica do conhecimento; • Desenvolver-se com a orientação de um doutor; • Revelar domínio e capacidade de síntese de conhecimentos específicos e aprofundados (dentro de sua área); • Ser apresentada e defendida publicamente (três doutores).
  36. 36. TeseTese Condição para o doutoramento, título de catedrático ou livre-docência. A tese assume o formato de uma monografia ou de um relatório; Uma boa tese identifica, situa, trata e fecha uma questão científica de maneira competente, profunda e inédita. O inédito pode ser algo totalmente novo ou aspectos novos de algo já conhecido.
  37. 37. Características daTeseCaracterísticas daTese Ser elaborada por pós-graduandos de doutorado; Restringir-se a uma área específica de concentração, definida pela instituição; Ser produzida sob a tutela de um doutor; Revelar o domínio e síntese de conhecimentos específicos e originais dentro da área de conhecimento/atuação em que é desenvolvida; Ter texto apresentado e defendido publicamente, avaliado por uma banca de doutores (seis).
  38. 38. Ciência e conhecimentoCiência e conhecimento Existem diferentes formas de conhecer e interpretar o mundo. São exemplos destas diferentes formas de conhecimento o senso comum, o conhecimento mítico, religioso, filosófico e científico;
  39. 39. Ciência e conhecimento Conhecimento científico (base real) # ficção (sem base real) Conhecimento científico (verificação/demonstração) # teologia (dogma/fé) Conhecimento científico (organiza a informação) # informação
  40. 40. O conhecimento míticoO conhecimento mítico O mito é uma história sagrada, ocorrida num tempo primordial, que explica como uma realidade, total ou parcial, passou a existir. Ele nasce do desejo de entender o mundo, para afugentar o medo e a insegurança. O mito situa o ser humano no mundo, na natureza. É uma verdade intuída, que não precisa de comprovação, onde a afetividade e a imaginação exercem um importante papel. O mito é sempre coletivo e dogmático.
  41. 41. Conhecimento teológicoConhecimento teológico •É o conjunto de verdades que os homens chegaram mediante a aceitação de dados da revelação divina, da fé. Não demonstra, nem experimenta, é absoluta. Explica tudo pela fé e pela ação divina. •O principal argumento é o da autoridade, encontrada nos livros sagrados. •Características: 1. É inspiracional 2. É infalível 3.É sistemático 4.Não é verificável
  42. 42. O senso comumO senso comum • Também chamado de conhecimento popular, empírico ou vulgar. É o conhecimento obtido ao acaso, na vivência do homem na sociedade (Tradicional). Ele esta veiculado a percepção e a ação. • Características: 1. Superficial (alheio quanto a causa dos fenômenos) 2. Sensitivo 3. Subjetivo (experiência/Tradição) 4. Assistemático/fragmentário 5. Não se preocupa com a validade da informação
  43. 43. Conhecimento técnico - Grau médio de sistematização - Pragmatismo/preocupação imediata em resolver problemas; - Caráter pouco crítico; - Geralmente preocupado com a capacitação profissional;
  44. 44. Conhecimento FilosóficoConhecimento Filosófico • A filosofia atualmente está ligada a uma postura crítica, de questionamento de si e da realidade. Busca-se constantemente o sentido, a justificação, as possibilidades de interpretação a respeito do homem. Na filosofia as perguntas importam mais do que as respostas. • Características: 1. Radicalismo; 2. Rigor no método; 3. Visão de Conjunto
  45. 45. Conhecimento científicoConhecimento científico Além do fenômeno, o conhecimento científico permite conhecer as causas e as leis que o regem. O método que garante a veracidade do conhecimento. Só saber do fenômeno, sem explicá-lo não é ciência.
  46. 46. Características do conhecimento científico (Welber Barral) a) Sistematização de produção e transmissão - deve ser utilizado um método aceito pela comunidade científica; b) Possibilidade de verificação - o enunciado afirmado deve se confirmar quando proposto para circunstâncias iguais; c) Contingência - é passível de mudanças - possui limitações espaciais e temporais
  47. 47. d) Antidogmatismo - questionamento contínuo; e) Racionalidade - coerência interna entre proposições e conclusões; f) Base fática - nem sempre será empírico ou será um estudo de caso; - todavia, deve poder ser demonstrável a partir da realidade (ainda que seja somente uma análise bibliográfica)
  48. 48. Projeto de PesquisaProjeto de Pesquisa
  49. 49. Caracterização das PesquisasCaracterização das Pesquisas Segundo os seus objetivos: Exploratórias; Descritivas; Explicativas.
  50. 50. Segundo os procedimentos de coletaSegundo os procedimentos de coleta Experimento; Levantamento; Estudo de caso; Pesquisa bibliográfica; Pesquisa documental;
  51. 51. Questões anteriores ao projetoQuestões anteriores ao projeto Escolha do Tema (gosto, preparo, tempo, utilidade, fontes); Revisão de literatura (duplicidade); problematização; Seleção/delimitação; geração das hipóteses.
  52. 52. Formulação de ProblemasFormulação de Problemas
  53. 53. Definição de ProblemaDefinição de Problema Questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento. É necessário inicialmente verificar se o problema levantado se enquadra na categoria de científico. (GIL, 1996, p. 26)
  54. 54. Problemas de “engenharia” (Kerlinger):Problemas de “engenharia” (Kerlinger): “Como fazer para melhorar os transportes urbanos?”, “O que pode ser feito para melhorar a distribuição de renda?” Não tem interesse em indagar a respeito de causas e conseqüências, mas sobre como fazer algo de forma eficiente. (GIL, 1996, p. 26-27)
  55. 55. Problemas de valorProblemas de valor São aqueles que indagam se se uma coisa é boa, má, indesejável, desejável, certa ou errada, melhor ou pior do que outra. Ex: “A mulher deve realizar estudos universitários?” (GIL, 1996, p. 26)
  56. 56. Problemas científicosProblemas científicos O problema é científico quando envolve variáveis que possam ser testadas. Ex:”A desnutrição determina o rebaixamento intelectual?” (GIL, 1996, p.27)
  57. 57. Por que formular um problema?Por que formular um problema? Os problemas podem ser de ordem prática ou intelectual. Razões de ordem prática podem determinar a criação de um problema cuja a resposta seja necessária para subsidiar uma ação. Ex: pesquisas eleitorais, propaganda, etc. (GIL, 1996, p. 27-28)
  58. 58. Também são inúmeras as razões de ordem intelectual que conduzem a formulação de problemas. Ex: interesse num objeto pouco conhecido;exploração ou nova perspectiva sobre o já conhecido, descrição de um fenômeno, etc. A escolha do problema sempre implica em algum tipo de comprometimento, de subjetividade. (GIL, 1996, p. 28-29)
  59. 59. Ex: “Qual a relação entre o vício em entorpecentes e a estrutura da personalidade dos viciados?” “Em que medida o vício em entorpecentes é influenciado pelo nível de frustração dos anseios sociais do indivíduo?
  60. 60. Importantes fatores que determinam a escolha do problema de pesquisa são os valores pessoais do pesquisador e os incentivos sociais que ele recebe. (GIL, 1996, p. 28-29)
  61. 61. Como formular um problema?Como formular um problema? Não existem procedimentos rígidos e sistemáticos, mas algumas condições tornam essa tarefa mais fácil: Imersão sistemática no objeto de estudo; Estudo da literatura existente; Discussão com pessoas que acumularam experiência prática no campo de estudo; (GIL, 1996, p. 29)
  62. 62. 1. O problema deve ser formulado como1. O problema deve ser formulado como perguntapergunta É a maneira mais fácil e direta de localizar e definir o problema; Ex: Se alguém disser que vai pesquisar o problema do divórcio, não estará dizendo muito. Mas se propuser: “Que fatores provocam o divórcio?” terá um problema para pesquisar; (GIL, 1996, p. 30)
  63. 63. 2. O problema deve ser claro e2. O problema deve ser claro e precisopreciso Se os problemas forem apresentados de maneira vaga ou desestruturada será impossível sua resolução. Ex:“Como funciona a mente?” Reformulando: “Que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização?” (GIL, 1996, p. 30-31)
  64. 64. Os termos não definidos de forma adequada tornam o problema carente de clareza. Ex:“Os animais possuem inteligência?” A resposta depende do conceito de inteligência. (GIL, 1996, p. 31)
  65. 65. 3. O problema deve ser empírico3. O problema deve ser empírico • Os problemas que conduzem a julgamentos morais devem ser evitados. As considerações subjetivas invalidam os propósitos da investigação científica e impedem a objetividade, uma das mais importantes características da ciência. • Os valores podem ser estudados, mas objetivamente, como fatos ou coisas. (GIL, 1996, p. 31-32)
  66. 66. Ex:“Por que existem maus professores?” Essa questão é possível ser estudada se definirmos mau como aquele que segue uma prática autoritária, não prepara aulas ou adota critérios arbitrários de avaliação.
  67. 67. 4. O problema deve ser limitado a4. O problema deve ser limitado a uma dimensão viáveluma dimensão viável Ex:“Em que pensam os jovens?” Necessário delimitar a população dos jovens (faixa etária, localidade) e também quais os aspectos do pensamento dos jovens se busca analisar. (GIL, 1996, p. 32)
  68. 68. Fontes de HipótesesFontes de Hipóteses Observação; Resultados de outras pesquisas; Teorias; Intuição.
  69. 69. Funções do projeto de pesquisaFunções do projeto de pesquisa • Define, planeja, disciplina e organiza a pesquisa; • Permite que os orientadores avaliem melhor a pesquisa; • Subsidia a discussão e a avaliação para a banca examinadora aprovar ou aceitar o aluno em cursos de mestrado ou doutorado; • Serve para solicitação de bolsas de estudo;
  70. 70. Roteiro do ProjetoRoteiro do Projeto • 1 APRESENTAÇÃO; • 2 OBJETIVOS; • 3 JUSTIFICATIVA; • 4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA; • 5 METODOLOGIA; • 6 CRONOGRAMA; • 7LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO INICIAL; • 8 INSTRUMENTOS DE PESQUISA;
  71. 71. 1 APRESENTAÇÃO1 APRESENTAÇÃO Momento fundamental, de explicitação detalhada do tema e da problemática a ser estudada. Pode ser composta por: gênese do problema; abordagem do problema; limites dentro dos quais a pesquisa irá se desenvolver;
  72. 72. 2 OBJETIVOS2 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL  Deve expressar claramente o que pesquisador quer com a investigação. É o objetivo geral que delimita e dirige os raciocínios a serem desenvolvidos. Estes objetivos podem ter diferentes graus de complexidade. São eles: conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação.
  73. 73. Construir o objetivo geral:Construir o objetivo geral: Na prática para montar o objetivo geral deve-se antepor à hipótese um verbo que expresse a ação intelectual escolhida pelo pesquisador.
  74. 74. Objetivos específicosObjetivos específicos O problema criado deve ser dividido em quantas partes forem necessárias para sua resolução satisfatória. Geralmente os objetivos específicos transformam-se em capítulos da monografia.
  75. 75. • Para fazer isso pode-se seguir quatro passos: • 1. Levantamento dos aspectos componentes importantes do problema; • 2. Transformação de cada um destes aspectos num objetivo; • 3.Verificar se eles são suficientes para resolver o objetivo geral; • 4. Decidir sobre a melhor seqüência lógica.
  76. 76. 3 JUSTIFICATIVA3 JUSTIFICATIVA São os motivos relevantes que levaram a abordagem do problema; As justificativas podem ser científicas ou sociais;
  77. 77. 4 REVISÃO4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICABIBLIOGRÁFICA Resgate das principais obras ou correntes que trataram do assunto estudado no projeto; É importante explicitar a relação dos autores com a resolução dos objetivos; Também é o momento de definição precisa de termos ou conceitos utilizados na pesquisa. O quadro teórico é uma diretriz, não deve aprisionar a pesquisa;
  78. 78. 5 METODOLOGIA5 METODOLOGIA Explicita o método, qual o “caminho” seguido pelo pesquisador na elaboração do trabalho; “Que devo fazer para obter as informações necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo específico?”
  79. 79. Métodos de abordagem (gerais)Métodos de abordagem (gerais) Dedutivo; Indutivo; Dialético;
  80. 80. Métodos de procedimentosMétodos de procedimentos (específicos)(específicos) Experimento; Levantamento; Pesquisa bibliográfica; Pesquisa documental; Histórico; Comparativo; Monográfico ou estudo de caso; Estatístico;
  81. 81. 6 CRONOGRAMA6 CRONOGRAMA É a elaboração de um cronograma onde as tarefas da pesquisa devem ser distribuídas durante o tempo existente para elaboração da pesquisa.
  82. 82. 7 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO7 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO INICIALINICIAL É a bibliográfica básica, dos textos fundamentais para problemática em questão e os que foram consultados para a elaboração do projeto.
  83. 83. 8 INSTRUMENTOS DE PESQUISA8 INSTRUMENTOS DE PESQUISA Questionário; Entrevista;
  84. 84. Etapas da monografia:Etapas da monografia: Delimitação do tema ; Primeira consulta bibliográfica; Escolha do orientador e redefinição do tema; Seleção das fontes; elaboração do projeto de pesquisa; Tratamento das fontes; Redação; Revisão; Entrega.
  85. 85. Pesquisa BibliográficaPesquisa Bibliográfica Uso da biblioteca: consulta inicial aos três fichários básicos (autores, títulos e assuntos); Usar as normas da ABNT para fazer referência dos textos;
  86. 86. Classificação das fontesClassificação das fontes livros de leitura corrente: literatura, obras de divulgação (científicos, técnicos ou de vulgarização); livros de referência; periódicos; impressos diversos (publicações do governo, boletins informativos, etc.); obras de estudo: monografias, teses, etc.
  87. 87. Fontes primárias e secundáriasFontes primárias e secundárias Fontes primárias: obras e textos originais e que são essenciais para o tema; Fontes secundárias: é a literatura necessária para esclarecer as fontes primárias; Dependendo da pesquisa é que se define o critério de primário e secundário;
  88. 88. Crítica das FontesCrítica das Fontes A compreensão do texto é necessária, mas esta fase também implica em juízo de valor, no julgamento das fontes.
  89. 89. Crítica externaCrítica externa a) crítica do texto: significa averiguar se o texto sofreu alterações ou não, interpretações ou falsificações. B) crítica de autenticidade: implica verificar a procedência do texto;
  90. 90. Crítica internaCrítica interna a) crítica de interpretação: quando analisa o sentido exato que o autor quis expressar. O conhecimento do vocabulário e da linguagem são essenciais para essa crítica; B) critica do valor interno do conteúdo: quando aprecia a obra e forma juízo de valor.
  91. 91. Roteiro para auxiliar a críticaRoteiro para auxiliar a crítica Quando? Onde? O quê? Quem? Por quê? Para quem?
  92. 92. FICHASFICHAS Fichas de indicações bibliográficas Geralmente de tamanho pequeno, são essenciais para o levantamento bibliográfico e auxiliam na organização da bibliografia.
  93. 93. Fichas de transcriçãoFichas de transcrição durante a leitura das fontes, convém selecionar trechos de autores que poderão ser usado como citações no trabalho ou servir para destacar idéias fundamentais de determinados autores. A transcrição deve ser feita entre aspas e com as indicações bibliográfica e o número da página.
  94. 94. Fichas de apreciaçãoFichas de apreciação Durante a pesquisa bibliográfica é de grande utilidade fazer anotações a respeito de algumas obras, no que se refere a seu conteúdo ou estabelecendo comparações com outras da mesma área. Anotam-se críticas, comentários e opiniões sobre o que se leu. Esse procedimento poupa tempo no exame das fontes bibliográficas.
  95. 95. Fichas de esquemasFichas de esquemas os esquemas das fichas podem ser de resumos de capítulos ou de obras.
  96. 96. Fichas de resumosFichas de resumos Podem ser de resumos descritivos ou informativos. Os resumos descritivos não dispensam a consulta do original, mas apontam as principais partes da obra, facilitando a seleção de bibliográfica. O resumo informativo dispensa a leitura do original é importante para ter acessível o conteúdo de obras consultadas em bibliotecas.
  97. 97. Fichas de idéias sugeridas pela leituraFichas de idéias sugeridas pela leitura As idéias que surgem no decorrer da pesquisa (para complementar a pesquisa, desenvolver raciocínio ou exemplificar) podem ser anotadas em fichas também.
  98. 98. O que é uma monografia? ◦ A terminologia é variável ◦ Monografia: "mono" + "graphos" (estudo de um único tema) ◦ Passou, também, a ser entendida, comumente, como o estudo por um único pesquisador a fim de demonstrar seu conhecimento Ex.: TCC - Trabalho de Conclusão de Curso Trabalho de conclusão de especialização (pós-graduação lato sensu)
  99. 99. ◦Visa a formação da consciência crítica e da honestidade acadêmica;
  100. 100. A postura do pesquisador 1) Organização e disciplina ◦ Não se faz ciência, em regra, com idéias súbitas e geniais (a ciência, neste aspecto, é contrária à arte) ◦ É necessário:  preparação  planejamento  demarcação de horários  rotina  dedicação
  101. 101. 2) Interesse pela prova ◦ Demonstração de como se produziu tal conhecimento e de como ele pode ser verificado ◦ Faticidade, senso de realidade ◦ Rompimento com o "achismo" (opinião sem fundamento ou explicação)
  102. 102. 3) Espírito Crítico Tudo pode ser questionado ◦ Autonomia intelectual ◦ Busca por novas idéias 4) Honestidade Intelectual - Reconhecimento dos próprios limites - Reconhecimento do trabalho alheio - Tratamento adequado das fontes
  103. 103. 5) Humildade Intelectual ◦ Reconhecimento dos limites do trabalho (embora relevante, não será suficiente ou completo) ◦ Não deve implicar "pena de si mesmo" ◦ Deve-se ter orgulho sem arrogância 6) Postura Ética - impedimento de divulgar dados confidenciais - respeito aos autores e às fontes
  104. 104. A construção de uma teoria pelo pesquisador Coerência + Espírito crítico Não há pesquisa vã. Não há necessidade de utilidade imediata.
  105. 105. Os registros da pesquisa  Desta forma, tornam-se importantes os registros de pesquisa: - Não se deve fazer a pesquisa somente para provar que consegue fazê-la. - Deve-se "escrever para lembrar"  O que não se escreve é esquecido  Ou pior, será lembrado errado - Deve-se "escrever para entender"  Ver com melhor clareza as nossas idéias  Organizar os argumentos
  106. 106. - Deve-se "escrever para ter perspectiva"  Aumento do espírito crítico  Alterar nossa personalidade  Ver nossas idéias como elas realmente são e não como queremos que elas sejam  Torna o pesquisador mais exigente com os outros
  107. 107. Análise e Crítica de Texto A análise de texto: Análise: estudo detalhado de qualquer coisa para dar conta dela. # Comentário: exame crítico do conteúdo e da forma de um texto (há maior liberdade pessoal) ◦ Um comentário só é digno de fé quando acompanhado de uma análise bem feita.
  108. 108. Características de uma análise de texto: • análise de conteúdo: – essência • análise de estilo: – retórica/argumentação/ encadeamento/figuras • análise do discurso – questão formal
  109. 109. Observações Práticas para Autocrítica ◦ a) Evite a repetição de palavras ◦ b) Os parágrafos devem ter mais de uma frase ◦ c) Evite a linguagem pessoal ◦ e) Evite a tautologia ◦ f) Preocupe-se com a lógica da frase ◦ g)Não use senso comum e evite as expressões vulgares
  110. 110. Outras Advertências Importantes - o sumário deve ser equilibrado; - o título do orientador não deve ser esquecido e deve ser colocado corretamente; - o título da monografia não deve ser muito longo, nem fugir do assunto; - não deixe faltar fontes (é melhor que sobrem);
  111. 111. a) Biblioteca: - não se restrinja, você deve ultrapassar a sua Instituição; - seja um pesquisador autônomo; b) Fichamentos: - use o método que melhor lhe convier - mantenha um sistema único - anote de imediato as referências - - não tenha preguiça c) Internet: - é muito útil e prática - é essencial na atualidade - tem problemas com a credibilidade
  112. 112. Bases de Dados: www.senado.gov.br www.usp.br www.cnpq.br www.capes.gov.br www.mec.gov.br
  113. 113. ◦ Identifique e separe as idéias de suas fontes ◦ Cuidado com o plágio consciente ou inconsciente ◦ Diferencie suas idéias das idéias dos outros autores ◦ Lembre-se que o tempo vinga-se daquilo que é feito sem a sua colaboração ◦ Fuja da tentação em permanecer nas idéias vagas e confusas
  114. 114. ◦ A redação de um texto científico deve seguir uma ordem de colocação dos argumentos: 1) a tese: seu sentido e extensão 2) as provas da tese 3) as conseqüências das tese 4) as objeções feitas à tese
  115. 115. Bom pesquisador: Sustenta suas razões através de vidências LEITORES questionam EVIDÊNCIAS VOCÊ deve explicar com ARGUMENTO VOCÊ deve dividir AFIRMAÇÕES SUBORDINADAS VOCÊ deve usar MICRO-EVIDÊNCIAS LEITORES vão fazer OBJEÇÕES LEITORES vão propor ALTERNATIVAS
  116. 116.  Você precisa sustentar seu discurso: ◦ Fazendo AFIRMAÇÕES e as FUNDAMENTANDO com EVIDÊNCIAS  AFIRMAÇÃO: aquilo em que você quer que os leitores acreditem  EVIDÊNCIA: razões pelas quais eles deveriam acreditar na afirmação ◦ Ex.: "Houve um acidente" (afirmação) "Há dois carros tombados na beira da estrada" (evidência)
  117. 117.  Além da Afirmação e da Evidência, o discurso científico, em regra, precisa de FUNDAMENTOS e RESSALVAS. Fundamentos:ponte de ligação entre a afirmação e a evidência Ressalvas: limitam a abrangência da afirmação ou do fundamento OBS: Em uma conversa casual, em regra, não precisamos de fundamento, mas são comuns as ressalvas.
  118. 118. ◦ Ex.: Objeção: Por que o simples fato de dois carros estarem tombados leva à conclusão de que realmente houve um acidente? Fundamento: "Os carros devem estar transitando na estrada e não parados. Ademais, sua posição invertida em relação ao solo oferece um indicativo de anormalidade que conduz à idéia de uma colisão como motivo do fato."
  119. 119. Objeção: "Mas porque o simples fato de haver dois carros em situação fisicamente anormal [o fundamento torna-se micro-evidência] indica que houve um acidente? Tal fato não poderia ter sido causado pelo homem propositalmente?" Fundamento: "O bom senso e a aspiração pela sobrevivência, típicos do ser humano, indicam que o homem não deseja tombar nem colidir seu veículo, pois pode causar prejuízo e danos físicos a ele mesmo e a seu semelhante. Em decorrência deste fundamento, parece lógico, ao menos em regra [ressalva], pressupor que não foi proposital [nova afirmação]."
  120. 120. Quanto mais complexo for o argumento, mas ressalvas terão que ser feitas. Bons fundamentos e ressalvas tornam o texto mais confiável.
  121. 121. As afirmações devem ser: • Substantivas: • interessantes, relevantes ao leitor, não meramente descritivas ou informativas de um conhecimento já pressuposto Ex.: "Os homens não são mulheres." "A sala da direita não fica à esquerda." • Contestáveis: • devem comportar algo que possa demandar oposição Ex.: "Há um grande número de leis constitucionais no Brasil." "No Brasil há uma Constituição Federal, que foi publicada em 1988."
  122. 122. ◦ Exatas e precisas:  deve-se evitar generalizações e erros por aproximações indevidas Ex.: "Nenhuma evidência demonstra que pode haver vida em um outro planeta, portanto, não deve haver vida fora da Terra". "Nenhuma evidência demonstra que não pode haver vida em um outro planeta, portanto, deve haver vida fora da Terra." "Muitos juristas contestam esta posição, já alguns discordam deles." "Os políticos do Brasil, na sua "imensa maioria", são corruptos".
  123. 123. A apresentação do texto Citações - são a transcrição de um dado - poder servir para: a) esclarecimento - clareamento das idéias b) confirmação - corroboração da afirmação
  124. 124. ◦ Ex.(a): "O Direito possui um caráter científico, isto é, ele segue o método lógico adequado às ciências sociais, como bem descreve João da SILVA." ◦ Ex. (b): "O Direito possui um caráter científico. Nesse sentido, pondera José de SOUZA que o Direito é uma ciência social, desde os primórdios da modernidade até a atualidade."
  125. 125. ◦ Cuidado com a utilização do argumento de autoridade: Ex.: "O Direito é uma ciência social, pois esta é a posição de João da SILVA e José de SOUZA." ◦ A citação somente prova que o autor afirma algo, não que este algo é verdadeiro.
  126. 126.  Observações: ◦ Nem toda citação é uma transcrição literal ◦ Deve-se evitar a citação por via de Apud ◦ A paráfrase deve indicar a fonte ao final das idéias (dispostas segundo suas palavras) ◦ Citações em língua estrangeira deve ser traduzidas no corpo do trabalho com a transcrição do original no rodapé (exceção: língua espanhola) Deve-se evitar citações extensas
  127. 127. Notas de Rodapé - Servem para: a) indicar fontes das citações b) inclusão de referências bibliográficas de reforço c) inclusão de versão original de texto estrangeiro d) indicação de explicações internas
  128. 128. Falácias na Apresentação de um Texto a) Falácia da Autoridade - já visto b) Falácia da Força - ocorre quando não é relevante a veracidade da informação, mas o poder do autor Ex.: "Penso que o Direito não é uma ciência, pois tenho bastante experiência no assunto" "Mude seu argumento, pois ele é contrário ao meu, que sou seu orientador."
  129. 129. c) Falácia da Popularidade - quando apela-se para a opinião popular Ex.: "A música sertaneja é ótima pois é a preferida do povo". d) Falácia do Argumento não-científico - quando apela-se para o senso comum Ex.: "A adoção da pena de morte deve ser deliberada por plebiscito, pois a voz do povo é a voz de Deus" "O abordo é inconstitucional, pois afronta os princípios básicos de qualquer moral humana."
  130. 130. c) Falácia da Piedade - quando apela-se para as emoções do interlocutor Ex.: "O réu desviou dinheiro do INSS pois estava falido e desesperado, portanto, não teve culpa". "Eu preciso de mais prazo para a entrega da monografia, pois minha avó ficou doente, minha mãe tem que cuidar dela, meu pai fugiu com a empregada, meu cachorro morreu e eu estou com asma."
  131. 131. c) Falácia da Causação - quando pretende-se que um fato seja conseqüência do outro, sem ser demonstrado o nexo Ex.: "Quando as mulheres não votavam, havia menos corrupção no Congresso". "Na época da ditadura, os brasileiros viviam melhor".
  132. 132. d) Falácia da Falsa Dicotomia ◦ Ocorre quando divide-se a realidade em duas alternativas antagônicas ◦ Ex.: "Ou você apóia a reforma política ou é a favor da corrupção.“ e) Utilização de Ataques à Fonte ◦ Ocorre quando a pertinência do argumento é menos importante que sua fonte Ex.: "O conceito de moralidade administrativa de Pedro da SILVA não pode ser considerado, pois ele, na realidade, sempre foi corrupto."
  133. 133. e) Falácia do Pragmatismo ◦ Ocorre quando toma-se por verdadeiro algo em razão de suas conseqüências Ex.: "A reforma da previdência é constitucional pois o governo não terá dinheiro para pagar as aposentadorias se o sistema continuar o mesmo."
  134. 134. Estilística - Cada um deve impor o seu BOM SENSO - Deve ser relevado quem é o público leitor - Os acadêmicos se comunicam com formalidade, em regra - A monografia deve ser um texto CLARO, OBJETIVO e DIDÁTICO - O texto deve ser escrito sempre no IMPESSOAL
  135. 135. - Deve-se ter cuidado com expressões vulgares ou impróprias - Deve-se evitar a contundência exagerada - É importante relevar o "politicamente correto" - Não se deve escrever de forma "romântica" ou "emocional" (não deve ser utilizado ponto de exclamação) - Deve-se evitar as ironias e o sarcasmo - Deve-se ter cuidado com os lugares-comuns e as expressões ideológicas
  136. 136. - Deve-se suprimir os elogios (saudoso, inolvidável, venerando, ilustríssimo) - Não deve ser usada terminologia técnica em sentido figurado, nem o inverso

×