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Panorama do teatro brasileiro

O documento descreve a história do teatro brasileiro desde os jesuítas no século XVI até dramaturgos da segunda metade do século XX. Apresenta informações sobre Luis Carlos de Martins Pena, Nelson Rodrigues e características do gênero dramático como tempo, espaço e personagens em comparação à narrativa.

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PANORAMA DO TEATRO
BRASILEIRO
História do teatro no Brasil
O teatro brasileiro surgiu
quando Portugal começou a
fazer do Brasil sua colônia
(Século XVI).
Os Jesuítas, com o intuito de
catequizar os índios, trouxeram
não só a nova religião católica,
mas também uma cultura
diferente, em que se incluía a
literatura e o teatro.
Aliada aos rituais festivos e
danças indígenas, a primeira
forma de teatro que os
brasileiros conheceram foi a
dos portugueses, que tinha um
caráter pedagógico baseado na
Bíblia.
Nessa época, o maior
responsável pelo ensinamento
do teatro, bem como pela
autoria das peças, foi Padre
Anchieta.
Teatro dos jesuítas - Século XVI
Eles encontraram nas tribos brasileiras uma inclinação natural para a
música, à dança e a oratória, o que era considerado como tendências
positivas para o desenvolvimento do teatro.
As primeiras peças foram escritas pelos Jesuítas. Utilizavam-se de
elementos da cultura indígena (a começar pelo caráter de "sagrado"
que o índio já tinha absorvido em sua cultura) até porque era preciso
"tocar" o índio. Misturados a esses elementos, estavam os dogmas da
Igreja Católica.
As peças eram escritas em tupi, português ou espanhol (isso se deu
até 1584, quando então "chegou" o latim). Nelas, os personagens
eram santos, demônios, imperadores e, pôr vezes, representavam
apenas simbolismos, como o Amor ou o Temor a Deus, conforme a
imagem a seguir:
Panorama do teatro brasileiro
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Panorama do teatro brasileiro

  • 2. História do teatro no Brasil O teatro brasileiro surgiu quando Portugal começou a fazer do Brasil sua colônia (Século XVI). Os Jesuítas, com o intuito de catequizar os índios, trouxeram não só a nova religião católica, mas também uma cultura diferente, em que se incluía a literatura e o teatro. Aliada aos rituais festivos e danças indígenas, a primeira forma de teatro que os brasileiros conheceram foi a dos portugueses, que tinha um caráter pedagógico baseado na Bíblia. Nessa época, o maior responsável pelo ensinamento do teatro, bem como pela autoria das peças, foi Padre Anchieta.
  • 3. Teatro dos jesuítas - Século XVI Eles encontraram nas tribos brasileiras uma inclinação natural para a música, à dança e a oratória, o que era considerado como tendências positivas para o desenvolvimento do teatro.
  • 4. As primeiras peças foram escritas pelos Jesuítas. Utilizavam-se de elementos da cultura indígena (a começar pelo caráter de "sagrado" que o índio já tinha absorvido em sua cultura) até porque era preciso "tocar" o índio. Misturados a esses elementos, estavam os dogmas da Igreja Católica. As peças eram escritas em tupi, português ou espanhol (isso se deu até 1584, quando então "chegou" o latim). Nelas, os personagens eram santos, demônios, imperadores e, pôr vezes, representavam apenas simbolismos, como o Amor ou o Temor a Deus, conforme a imagem a seguir:
  • 6. Luis Carlos de Martins Pena
  • 7.  Classe baixa, órfão de pai e mãe aos 10 anos  Sem acesso a cultura da época  Foi estudar, a mando de seus tutores, aulas de comércio, onde conclui o curso, porém não se agradava da profissão.  Foi estudar na Academia de Belas Artes, onde obteve conhecimentos de pintura e arquitetura, também estudou música e canto. Paralelo a isso, estudava literatura e inglês, francês e italiano.
  • 8.  Suas obras tem o foco no social , como em Os dois ou O inglês maquinista, que estreou em 1845.  Peça que logo foi censurada pela Câmara dos deputados por seu conteúdo fazer alusão ao tráfico negreiro.  Suas obras representavam uma denúncia social.
  • 9.  Negreiro — Boas noutes.  Clemência — Oh, pois voltou? O que traz com este preto?  Negreiro— Um presente que lhe ofereço.  Clemência — Vejamos o que é.  Negreiro — Uma insignificância...Arreia, pai! (Negreiro ajuda o preto a botar o cesto no chão. Clemência, Mariquinha chegam-se para junto do cesto, de modo porém que este fica à vista dos espectadores.)  Clemência — Descubra. (Negreiro descobre o cesto e dele levanta-se um moleque de tanga e carapuça encarnada, o qual fica em pé dentro do cesto.) Ó gentes!  Negreiro — Então, hem? (Para o moleque) Quenda! Quenda! (puxa o moleque para fora.)  Clemência — Como é bonitinho!  Negreiro — Ah, ah!  Clemência — Por que o trouxe no cesto?  Negreiro — Por causa dos malsins...  Clemência — Boa lembrança. (Examinando o moleque.) Está gordinho...bons dentes...  Negreiro, à parte, para Clemência — É dos desembarcados ontem no Botafogo.
  • 11.  Com 13 anos de idade já trabalhava, como repórter policial, no jornal “A Manhã”, um dos jornais fundado por seu pai, Mário Rodrigues.  Escritor, jornalista e dramaturgo brasileiro  Peças: Vestido de Noiva, Boca de Ouro, A Falecida, Toda Nudez Será Castigada, entre outras  Teve a carreira marcada pela crítica, ao explorar a vida cotidiana do subúrbio carioca, com crimes, incestos e diálogos carregados de tragédia e humor.  Revolucionou a literatura dramática brasileira  Escreveu um total de 17 peças teatrais, entre os anos de 1941 e 1978
  • 12.  Primeira peça “Mulher Sem Pecado” (1942), apresentada no Teatro Carlos Gomes.  Em 1943, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro torna-se o palco do surgimento do teatro brasileiro moderno, com a montagem de sua segunda peça, “Vestido de Noiva”, com o grupo Os Comediantes, e direção de Ziembinski .
  • 13. O nascimento do TEATRO BRASILEIRO MODERNO 1943: Encenação de “Vestido de noiva”, de Nelson Rodrigues, dirigida pelo polonês Z. Ziembinski, com o grupo amador Os comediantes e cenário de Tomás Santa Rosa.
  • 14.  A peça “Vestido de Noiva” representou para o teatro um divisor de águas.
  • 15.  Em 1973, “Toda Nudez Será Castigada” é levada ao cinema, com direção de Arnaldo Jabor, ganha o Urso de Prata no Festival de Berlim e é premiada no primeiro Festival de Gramado.  No ano seguinte, estreia a peça “Anti-Nelson Rodrigues”.  Em 1978, “A Dama do Lotação”, uma crônica de A Vida Como Ela É, estreia no cinema, com a atriz Sonia Braga.
  • 16. DRAMATURGOS DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XX Após Nelson Rodrigues, diversos dramaturgos passam a ocupar espaço de destaque no cenário teatral brasileiro: Gianfrancesco Guarnieri Jorge Andrade Plínio Marcos Chico Buarque Paulo Pontes Ariano Suassuna Dias Gomes Augusto Boal Alcione Araújo Oduvaldo Vianna Filho (Vianninha) Abdias do Nascimento Millôr Fernandes (entre outros)
  • 17. DRAMATURGOS DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XX - RS Carlos Carvalho Ivo Bender Caio Fernando Abreu Vera Karam (nascida em Pelotas)
  • 18. CARACTERÍSTICAS DO DRAMA NA LITERATURA TEMPO, ESPAÇO, PERSONAGENS
  • 19.  Bem ao contrário, no drama o futuro é desconhecido; brota do evolver atual da ação que, em cada apresentação, se origina por assim dizer pela primeira vez. Quanto ao passado, o drama puro não pode retornar a ele, a não ser através da evocação dialogada dos personagens; o flash back (recurso antiquíssimo (sic) no gênero épico e muito típico do cinema que é uma arte narrativa), que implica não só a evocação dialogada e sim o pleno retrocesso cênico ao passado, é impossível no avanço ininterrupto da ação dramática, cujo tempo é linear e sucessivo como o tempo empírico da realidade; qualquer interrupção ou retorno cênico a tempos passados revelariam a intervenção de um narrador manipulando a estória. (1985, p. 31)
  • 20.  No romance, a personagem é um elemento entre vários outros, ainda que seja o principal. [...] No teatro, ao contrário, as personagens constituem praticamente a totalidade da obra: nada existe a não ser através delas.(2009, p. 84)
  • 21.  No teatro o enredo acontece sempre no tempo presente, jamais é uma recontagem e sim uma ação primária. A história nunca será recontada da mesma maneira, mesmo tratando-se de uma trama histórica, porém é algo totalmente novo a cada apresentação, trazendo à tona a originalidade do teatro.
  • 22. Narrativa Drama ENREDO Permite multiplicidade de núcleos narrativos. Pode se desenvolver e se desenrolar em muitos episódios. Concentrado em uma ação nuclear. Circunscrito a poucos episódios.
  • 23. PERSONAGENS Podem ser inumeráveis e apresentar múltiplas dimensões, sendo possível descrevê- las em pormenores e analisar seu íntimo cuidadosamente. Em número reduzido e retratadas com pinceladas precisas. Traços essenciais, valores e formas de pensar são revelados por atitudes e pelo diálogo. Narrativa Drama
  • 24. TEMPO Pode ser distendido indefinidamente, acolhendo antecipações ou flashback. Possibilita grandes transformações das personagens. Reduzido ao necessário para o desenlace do conflito, focalizando as personagens numa situação bastante específica. Narrativa Drama
  • 25. ESPAÇO Múltiplo e variado. Pode ser descrito minunciosamente. Limitado ao essencial. Organizado em função das necessidades do desenrolar da ação. Geralmente reduzido a um ou dois ambientes. Narrativa Drama
  • 26. RECEPÇÃO Ritmo da leitura solitária. A leitura das indicações cênicas possibilita a construção imaginária de espaços, movimentos e caracteres. Prevê a recepção coletiva pelo público no teatro. Narrativa Drama
  • 27. Referências:  http://www.e-biografias.net/nelson_rodrigues/ Acessado em 07/04/2015  -- BERTHOLD, Margot. História Mundial do Teatro. São Paulo. Editora Perspectiva, 2001.   -BROSE, Elisabeth R. Z. O auto da compadecida transtextualidade do sério-cómico. In_______. Texto dramático/Organização [de] André Luis Mitidieri, Denise Almeida Silva. Frederico Westphalen: URI/FW, 2010.   - PRADO, Décio de Almeida. A personagem no teatro. In______. A personagem de ficção/Antonio Candido...[et.al.]. São Paulo: Perspectiva, 2009. (Coleção debates; 1/dirigida por J. Guinsburg)   - ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo. Editora perspectiva, 1985.