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novembro de 1826, quando se transferiu para novo imóvel, à altura daTravessa do Sacramento (atual Avenida Passos).O objeti...
Teatro São João (atual João Caetano) e realizou trabalhos deornamentação da cidade do Rio de Janeiro, para festas públicas...
No campo da arquitetura, a Missão Francesa desenvolveu aqui o estiloneoclássico,abandonando os princípios barrocos. O prin...
LebretonComeçou suas atividades como professor de retórica no Collége deTulle. Sobre o Diretório, foi nomeado administrado...
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Missão artística francesa apostila

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Missão artística francesa apostila

  1. 1. Missão Artística Francesa É denominada Missão Artística Francesa ao conjunto deartistas e artífices que, deslocando-se para o Brasil no início do séculoXIX, revolucionou o panorama das Belas-Artes no país. A partir de 1815, diante da queda definitiva de NapoleãoBonaparte, a França conheceu grandes mudanças políticas, abrindo-se o período conhecido como Restauração. No ano seguinte, emcondições não plenamente esclarecidas pela historiografia, chegou aoBrasil um grupo de artistas e artífices ligados aquele estadista, queintroduziu o estilo neoclássico no país. O grupo, que viria a ser chamado Colônia Lebreton,revolucionaria as artes na corte tropical do Rio de Janeiro. A Missãointroduziu um sistema de ensino de arte em academia, inexistente naprópria metrópole portuguesa, que se desenvolvia na Europa desde oséculo XVII mas não penetrara em Portugal. Foram escoltados até oBrasil por navios ingleses. Como líder do grupo, assumiu as negociações JoachimLebreton (1760-1819), secretário recém-destituído do Institut deFrance, responsável pela organização do projeto. A partir dasinformações de Humboldt, que visitara a região amazônica em 1810,Lebreton planejou criar uma escola de formação de artistas nocontinente sul-americano. O grupo aportou ao Rio de Janeiro, então capital, a 26 demarço de 1816. D. João VI (1816-1826), desejoso de impulsionaras Artes e os Ofícios no Brasil, onde se encontrava a Família Real eparte expressiva da nobreza portuguesa em torno da Corte, assinou oDecreto para a criação da Escola Real das Ciências e Ofícios(antigo nome da atual Escola de Belas Artes, hoje unidade dauniversidade Federal do Rio de Janeiro) ,a 12 de agosto desse mesmo ano. Este nome vigeu desde a fundaçãoda escola por um decreto de D. João VI, até o fim do período colonialbrasileiro, com a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822,quando a escola passou a ser conhecida como Academia Imperial deBelas Artes.Esteve instalada na Travessa das Belas-Artes até 5 de
  2. 2. novembro de 1826, quando se transferiu para novo imóvel, à altura daTravessa do Sacramento (atual Avenida Passos).O objetivo da escola era a implantação do ensino das artes no Brasilsegundo o paradigma acadêmico, o neoclassicismo francês, vigentena Europa até o advento do Impressionismo e da Arte ModernaIntegraram a missão, os nomes de: • Joachim Lebreton - líder e responsável; • Jean Batiptista Debret (1768-1848) - pintor histórico; • Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) – pintor de paisagens e de batalhas; • Auguste Henri Victor Grandjen de Montagny (1776-1850) – arquiteto; • Charles de Lavasseur – arquiteto; • Louis Uier – arquiteto; • August Marie-Taunay (1768-1824) – escultor; • François Bonrepos – escultor; • Charles-Simon Pradier (1783-1847) – gravador; • François Ovide – mecânico; • Jean Batiste Leve – ferreiro; • Nicolas Magliori Enout – serralheiro; • Pelite – peleteiro; • Fabre – peleteiro; • Louis Jean Roy – carpinteiro; • Hypolite Roy – carpinteiro.Seis meses mais tarde, uniram-se ao grupo; • Marc Ferrez – escultor; • Zéphyrin Ferrez – gravador de medalhas. DebretDebret realizou no Brasil uma imensa obra. Fez vários retratos dafamília real, aquarelas e desenhos sobre o cotidiano da cidade,retratando as atividades dos escravos, dos grupos indígenas e,também, sobre os fatos da vida da Corte. Pintou cenários para o
  3. 3. Teatro São João (atual João Caetano) e realizou trabalhos deornamentação da cidade do Rio de Janeiro, para festas públicas eoficiais, como a aclamação do rei D. João VI. Além disso, foi professorde pintura histórica na Academia de Belas-Artes criada por D. João,tendo permanecido no Brasil durante quinze anos. Um de seustrabalhos mais conhecidos é o livro " Viagem Pitoresca e Histórica aoBrasil," publicado em três volumes. Nele Debret assim retrata o mulatobrasileiro:"É o mulato no Rio de Janeiro, o homem cuja organização pode serconsiderada mais robusta: esse indígena, semi-africano, dono de umtemperamento em harmonia com o clima, resiste ao grande calor. Eletem mais energia que o negro e a parcela de inteligência que lhe vemda raça branca serve-lhe para orientar mais racionalmente asvantagens físicas e morais que o colocam acima do negro. Énaturalmente presunçoso e libidinoso, e também é irascível erancoroso, oprimido, por causa da cor, pela raça branca que odespreza e pela negra que detesta a superioridade de que ele seprevalece." Grandjen de Montagny
  4. 4. No campo da arquitetura, a Missão Francesa desenvolveu aqui o estiloneoclássico,abandonando os princípios barrocos. O principalresponsável por essa mudança foi o arquiteto Grandjean de Montigny,autor do projeto do prédio da Academia de Belas-Artes, construído em1826, da Casa da Moeda (atual Casa França - Brasil) e do Solar daBaronesa, situado onde é hoje o campus da Pontifícia UniversidadeCatólica do Rio de Janeiro, entre outros. Taunay É considerado uma das figuras mais importantes da MissãoArtística Francesa. Na Europa, participou de várias exposições e nacorte de Napoleão Bonaparte foi muito requisitado para pintar cenasde batalha. No Brasil, as pinturas de paisagens foram suas criaçõesmais famosas. Durante os cinco anos que permaneceu aqui, produziucerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas. Entreelas está Morro de Santo Antonio, em 1816.
  5. 5. LebretonComeçou suas atividades como professor de retórica no Collége deTulle. Sobre o Diretório, foi nomeado administrador das Belas Artes doMinistério do Interior. Participou do golpe de estado de brumário,tornando-se, no ano VIII, membro do Tribunat, e, no ano XI, membrodo Institute de France; desde o ano XII, era ainda membro da Légiondhonneur. Com a Restauração, porém, foi afastado de seus cargos eobrigado a se exilar, vindo a conseguir refúgio no Brasil, sob aproteção da família real portuguesa, aqui instalada desde 1808.Lebreton aportou no Rio de Janeiro em 1816, como encarregado dechefiar a Missão Artística Francesa.Joachim Lebreton, secretário perpétuo da seção de Belas-Artes doInstitut, formulou um julgamento aprofundado e engajado nasdiscussões artísticas de seu tempo. Morreu poucos anos depois desua chegada ao Brasil, sem que seus projetos de aqui implementar umensino artístico sistematizado tivessem sido de todo materializados.Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki( Com adaptaçoes)

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