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"A felicidade consiste em preparar o futuro,
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Angelina estava sentada
na calçada com a
cabeça baixa e
choramingava.
Não sabia o que
fazer. Não podia
contar para ninguém o
que sentia. Tinha medo.
3
Autor
Luís Norberto Pascoal
Coordenação editorial
Sílnia N. Martins Prado
Maria Fernanda Moscheta
Revisão
Marília Mendes
Ilustração,
diagramação
e projeto gráfico
Pandora Design
Realização
Fundação
EDUCAR Dpaschoal
www.educardpaschoal.org.br
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Todos os livros da Fundação Educar são
distribuídos gratuitamente a escolas
públicas, organizações sociais e bibliotecas.
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2
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2
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fabricados pela Ripasa S/A Celulose e Papel
em harmonia com o meio ambiente, na Gráfica
Editora Modelo Ltda., no ano de 2005,
com tiragem de 20.000 exemplares,
para esta 1ª edição.
5
Sonhava que um dia apareceria alguém,
talvez uma fada, para levá-la para um lugar
onde houvesse gente carinhosa, com
vontade de ajudá-la e que respeitasse as
crianças, principalmente as meninas.
Começou a pensar nesse
lugar lindo e adormeceu.
4
O que Angelina
não sabia é que
havia borboletas
com o dom de ouvir os
pensamentos das crianças. Para
sua sorte, elas estavam por
perto, prestando atenção na
menina, e perceberam que
tinha chegado o momento
de ajudá-la.
Combinaram entre si:
Vamos esperar ela
dormir. Aí a gente
entra no seu sonho e
conta que esse lugar
onde as crianças são
respeitadas existe.
7
6
E assim fizeram. Entraram no
sonho e disseram-lhe que ela
deveria procurar uma casa que ajudava
meninas. Lá, ela poderia estudar e ter
muitas amigas.
Depois de explicar tudo, as
borboletinhas voaram para fora
do sonho de Angelina e ficaram
esperando que ela acordasse.
Não demorou muito e Angelina
começou a abrir os olhos.
Acordou alegre, já não tinha
vontade de chorar. O que
mais queria era ir logo
procurar aquele lugar
com que havia
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9
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Resolveu andar pelas ruas, tentando encontrar
uma casa que se parecesse com a do sonho.
Andou muito, muito mesmo, mas não
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11
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Demorou a ganhar segurança e ir até lá.
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perto resolveram dar uma
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E a moça respondeu:
— São meninas como você, que viviam na rua
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15
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17
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19
18
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mundo era feito só de coisas más e de gente sem
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21
20
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22
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nunca deixou de fazer parte daquela casa de amparo
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23
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As borboletas que mudaram a vida de Angelina

  • 1. 9 7 8 8 5 7 6 9 4 0 3 8 8 ISBN 85-7694-038-8 Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto "O Instituto WCF-Brasil trabalha para promover e defender os direitos das crianças e dos adolescentes” "A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente e esquecendo o passado se foi triste" John Ruskin
  • 2.
  • 3. Angelina estava sentada na calçada com a cabeça baixa e choramingava. Não sabia o que fazer. Não podia contar para ninguém o que sentia. Tinha medo. 3 Autor Luís Norberto Pascoal Coordenação editorial Sílnia N. Martins Prado Maria Fernanda Moscheta Revisão Marília Mendes Ilustração, diagramação e projeto gráfico Pandora Design Realização Fundação EDUCAR Dpaschoal www.educardpaschoal.org.br F: (19) 3728-8129 Todos os livros da Fundação Educar são distribuídos gratuitamente a escolas públicas, organizações sociais e bibliotecas. Esta obra foi impressa em impressa em 2 Papel cartão Art Premium Novo 250 g/m (capa) 2 e Papel Couché Image Mate 145 g/m (miolo), fabricados pela Ripasa S/A Celulose e Papel em harmonia com o meio ambiente, na Gráfica Editora Modelo Ltda., no ano de 2005, com tiragem de 20.000 exemplares, para esta 1ª edição.
  • 4. 5 Sonhava que um dia apareceria alguém, talvez uma fada, para levá-la para um lugar onde houvesse gente carinhosa, com vontade de ajudá-la e que respeitasse as crianças, principalmente as meninas. Começou a pensar nesse lugar lindo e adormeceu. 4
  • 5. O que Angelina não sabia é que havia borboletas com o dom de ouvir os pensamentos das crianças. Para sua sorte, elas estavam por perto, prestando atenção na menina, e perceberam que tinha chegado o momento de ajudá-la. Combinaram entre si: Vamos esperar ela dormir. Aí a gente entra no seu sonho e conta que esse lugar onde as crianças são respeitadas existe. 7 6
  • 6. E assim fizeram. Entraram no sonho e disseram-lhe que ela deveria procurar uma casa que ajudava meninas. Lá, ela poderia estudar e ter muitas amigas. Depois de explicar tudo, as borboletinhas voaram para fora do sonho de Angelina e ficaram esperando que ela acordasse. Não demorou muito e Angelina começou a abrir os olhos. Acordou alegre, já não tinha vontade de chorar. O que mais queria era ir logo procurar aquele lugar com que havia sonhado. 9 8
  • 7. Resolveu andar pelas ruas, tentando encontrar uma casa que se parecesse com a do sonho. Andou muito, muito mesmo, mas não viu nenhuma casa igual a que as borboletinhas tinham mostrado. Estava ficando cansada e triste quando, de repente, ela viu uma casa muito parecida com a do sonho. Ela parou e ficou olhando. 11 10
  • 8. Demorou a ganhar segurança e ir até lá. O medo da Angelina era que fosse como outros lugares com gente grande que a maltratava. As borboletas que estavam por perto resolveram dar uma ajuda. Começaram a voar na frente da menina como se fossem abrindo o caminho. Angelina sorriu e pensou: — Nossa! As borboletas são de verdade e estão me ajudando. 13 12
  • 9. Encheu-se, então, de coragem e aproximou-se da casa. Bateu à porta. Uma moça de olhar bondoso abriu convidou-a a entrar. O local era como uma pequena escola cheia de meninas alegres, que faziam mil coisas legais. — Quem são elas? — perguntou Angelina. E a moça respondeu: — São meninas como você, que viviam na rua e eram obrigadas a fazer coisas de que não gostavam. Agora, elas estudam, brincam e ajudam umas às outras. Você quer ficar conosco? 15 14
  • 10. Angelina ficou pensativa. Seria aquilo também um sonho? Mas decidiu-se, dizendo: — Se vocês me aceitarem, quero ficar, sim, e prometo ajudar. Logo Angelina conheceu uma garota da sua idade, que também tinha morado na rua. Perguntou-lhe: — Como você veio parar aqui? 17 16
  • 11. A menina respondeu: — Sabe, Angelina, eu não agüentava mais a minha vida na rua e na estrada. Sempre sonhava que uma fada viria me salvar. Até que um dia sonhei com umas borboletinhas coloridas, que me contaram sobre este lugar. Angelina não acreditava que a história das borboletas tinha sido igual à dela. As mesmas borboletinhas tinham levado a outra menina até aquela casa. 19 18
  • 12. O tempo passou e Angelina aprendeu bastante. Todos gostavam muito dela. Sempre que cuidava do jardim, dezenas de borboletinhas vinham esvoaçar em torno das flores. Ela sorria e agradecia àquelas lindas criaturinhas coloridas. Na época em que morava na rua, Angelina achava que o mundo era feito só de coisas más e de gente sem coração. Depois de ir para aquela casa, ela começou a perceber que havia um outro lado: os anjos e as fadas também existiam. 21 20
  • 13. Ela aprendeu que o mundo também tinha gente que olhava pelas crianças com carinho e atenção, com sorrisos de amor e esperança. 22 A partir daí, e durante toda a sua vida, Angelina nunca deixou de fazer parte daquela casa de amparo às meninas, e sempre contava a todo mundo que um sonho tinha virado realidade, graças ao amor que existia no coração das pessoas. 23
  • 14. Angelina cresceu e tornou-se uma moça muito especial. Ela nunca se esqueceu daquilo que aprendeu com as borboletas. Ajudava outras meninas a acreditar nos seus sonhos e a construir um mundo muito melhor para todos. 24