SOBRE ENGENHARIA ELÉTRICA DA UFCG, ANTES UFPB
Pelo prof. Mário de Sousa Araújo Filho, do DEE
BREVE HISTÓRICO
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O DEE e o Curso de Graduação em Engenharia Elétrica tiveram sua evolução influenciada e
muito beneficiada pela cooperação ...
O DEE também conta com cerca de 12 professores bolsistas, pesquisadores do CNPq (Conselho
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RESUMO HISTÓRICO E ASPECTOS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA DA UFCG

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Nascimento, evolução, desenvolvimento e consolidação do Curso de Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, que chegou aos 50 anos no ano de 2013. Resumo histórico, dados sobre o Curso e o Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG.

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RESUMO HISTÓRICO E ASPECTOS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA DA UFCG

  1. 1. SOBRE ENGENHARIA ELÉTRICA DA UFCG, ANTES UFPB Pelo prof. Mário de Sousa Araújo Filho, do DEE BREVE HISTÓRICO Neste ano de 2013, comemoram-se 50 anos do Curso de Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG, antes UFPB. A lei de criação da UFCG data de 09/04/2002. As aulas do Curso de Engenharia Elétrica se iniciaram no dia 17 de junho de 1963. A proposta de criação do Curso - iniciativa do prof. Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, diretor da Escola Politénica - é do ano de 1961. O Curso de Engenharia Elétrica foi criado dentro da Escola Politécnica da Paraíba, que havia sido criada em 1952, e que contava apenas com o Curso de Engenharia Civil, em funcionamento desde março de 1954. No primeiro vestibular para o Curso de Eng. Elétrica, em 1963, foram aprovados 14 candidatos para o 1o. ano e mais dois candidatos para o 3o. ano (um desses, transferido de Eng. Civil). Em 1964, já foram oferecidas 40 vagas no vestibular para Eng. Elétrica. Nos primeiros anos a partir da sua instalação, o Curso de Eng. Elétrica enfrentou grandes dificuldades, de ordem infra-estrutural, financeira e para a contratação de professores. No entanto, houve grande apoio da comunidade ao Curso recém-instalado e, mais amplamente, à Escola Politécnica (POLI) de Campina Grande. Houve mobilização para dar sustentação à Escola e ao Curso, com doação de equipamentos por várias empresas e empresários. Houve cooperação de professores do Curso de Eng. Civil para lecionar disciplinas iniciais do Curso de Eng. Elétrica. Alguns engenheiros, militares do Batalhão de Engenharia sediado em Campina Grande, chegaram a dar aulas no curso. Um marco dos anos iniciais do Curso e do Departamento de Engenharia Elétrica foi o desenvolvimento do primeiro aparelho construído no âmbito da Escola Politécnica, dentro das instalações do DEE. Mais precisamente, a confecção de dois protótipos SSB-120, para telecomunicações. O trabalho foi encomendado à Escola no final de 1967 e, somente em junho de 1969, o SSB-Poli-100 foi aprovado pelo DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações). O trabalho foi desenvolvido pelos professores-engenheiros Evandro Emílio Mariano da Rocha, José Ivan Carnaúba Accioly, e pelo técnico Mirandolino Pontes. A trajetória do Curso foi fortemente marcada pela atuação de Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, seja como Diretor da Escola Politécnica, seja - posteriormente - como Reitor da UFPB. Lynaldo trabalhou e concretizou inúmeras ações de COOPERAÇÃO INTERNACIONAL e CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES NO SUL-SUDESTE, com destaque para engenheiros graduados pelo ITA - Instituto Tecnológico da Aeronáutica, sediado em São José dos Campos, São Paulo. Tal influência levou a que a própria estrutura curricular do Curso de Engenharia Elétrica, em seus primórdios, tenha tido como referência - muito positiva, aliás - a estrutura curricular adotada pelo ITA. Como resultado de várias das suas viagens, o prof. Lynaldo Cavalcanti trouxe vários formados pelo ITA para Campina Grande, contratando-os para ministrar aulas no Curso de Engenharia Elétrica. 1
  2. 2. O DEE e o Curso de Graduação em Engenharia Elétrica tiveram sua evolução influenciada e muito beneficiada pela cooperação internacional (CIDA - com o Canadá, GTZ - com a Alemanha, dentre outras), seja na doação de equipamentos, seja na vinda de professores oriundos do exterior. Nesse particular, muitos professores estrangeiros muito contribuíram para o êxito do Curso de Engenharia Elétrica da UFPB/UFCG, na graduação e na pós-graduação. No ano de 1970, depois de uma luta liderada pelo professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, então diretor da Escola Politécnica da UFPB (EPUP), é instalado o Curso de Mestrado em Engenharia Elétrica, na EPUP, em Campina Grande. Quase dez anos depois, em 1979, eram iniciadas as atividades do Doutorado em Engenharia Elétrica, já no Campus II da UFPB, em Campina Grande. Tanto em nível de graduação, quanto de pós-graduação (mestrado e doutorado), tais iniciativas foram pioneiras no Norte e Nordeste do Brasil, chamando as atenções nacionais para o dinâmico pólo de educação superior instalado no interior do Nordeste do País, mais precisamente em Campina Grande, na Paraíba. Um pólo a partir do qual foram criadas as condições para a instalação e crescimento do pólo de tecnologia e inovação da cidade de Campina Grande. DADOS IMPORTANTES O Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) conta hoje com 56 professores, sendo 47 doutores e nove mestres. Todos os professores atuam em regime de tempo integral e dedicação exclusiva (T-40, RETIDE). O DEE conta com 27 funcionários técnico-administrativos. Para o desenvolvimento das suas atividades, o DEE dispõe de mais 6.000 (seis mil) metros quadrados de área construída. Conta com 19 laboratórios voltados para o ensino de graduação e 14 laboratórios destinados a atividades de pós-graduação e pesquisa. Dispõe também de aproximadamente 400 computadores para apoio às suas diversas atividades. O DEE mantém convênios e cooperações com importantes entidades e instituições do setor público e do setor privado, a exemplo da ELETROBRÁS, PETROBRÁS-CENPES, CHESF, ENERGISA, dentre outras. Grande número de projetos está em andamento, envolvendo empresas e órgãos públicos, com a participação de docentes do DEE, com destaque para Redes Cooperativas formadas por várias instituições de ensino superior (IES), envolvidas em projetos de pesquisa e desenvolvimento. Tem sido destacada a presença da UFCG, através do DEE, em várias dessas redes cooperativas, que agregam IES do Norte e Nordeste, para o desenvolvimento de projetos integrados, voltados principalmente para automação, controle e instrumentação. 2
  3. 3. O DEE também conta com cerca de 12 professores bolsistas, pesquisadores do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Dentro do corpo docente do DEE, há 12 membros sênior (alta produção científica) do IEEE - Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos. O IEEE é uma instituição internacional que reúne a comunidade atuante em Engenharia Elétrica, em escala mundial. O IEEE conta, hoje, com mais de 400 mil associados. O DEE da UFCG conta também com um membro "fellow" do IEEE, posição de destaque superior na hierarquia da instituição. GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA O número de estudantes do Curso de Engenharia Elétrica é de aproximadamente 900 (novecentos) e, em breve, contará com mais de 1.000 (mil) estudantes matriculados. O Curso de Engenharia Elétrica forma engenheiros eletricistas com enfoques em eletrotécnica, eletrônica, telecomunicações e controle & automação. Há em funcionamento no curso um atuante grupo PET (Programa de Educação Tutorial), formado por estudantes de alto desempenho no curso. O grupo PET é coordenado por um professor-tutor, membro do corpo docente do DEE. Dentre os alunos de Engenharia Elétrica, mais de 140 são bolsistas de iniciação científica, e desenvolvem trabalhos acadêmicos de relevância para a sua formação acadêmica. Para os estudantes, em geral, há inúmeras oportunidades de atuação em atividades que vão além da chamada "grade curricular" do Curso. Um bom número de estudantes se engaja, seja como bolsistas, seja como voluntários, em projetos desenvolvidos no âmbito do DEE, sob a coordenação de professores do Departamento. Para o corpo discente de Engenharia Elétrica da UFCG, há oportunidades de realização de intercâmbio no exterior (mobilidade estudantil), em outras instituições de ensino superior, onde cursam disciplinas, com a expectativa de aproveitamento desses estudos quando do seu retorno à UFCG. Intercâmbios: Ciência sem Fronteiras (vários países, a exemplo de Canadá, Estados Unidos, França e Suécia), Brafitec (França), Marca (MERCOSUL), etc. Somente no ano de 2012, 64 estudantes de Eng. Elétrica da UFCG realizaram intercâmbio em 41 instituições, de nove países. O Curso de Engenharia Elétrica têm sido muito bem avaliado ao longo dos anos, seja por organismos oficiais (ligados ao MEC), seja através de processos organizados por publicações em nível nacional. De 1998 a 2003, o Curso de Engenharia Elétrica da UFCG obteve conceitos A e B (quatro conceitos "B" e dois conceitos "A") na avaliação promovida pelo INEP/MEC - o Exame Nacional de Cursos, o Provão. Posteriormente, o Curso receberia boas conceituações nas avaliações trienais do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). O Curso de Eng. Elétrica da UFCG também tem ficado muito bem posicionado na avaliação anual do Guia do Estudante, da Editora Abril, onde, já há vários anos, é considerado um curso CINCO ESTRELAS. 3
  4. 4. Na avaliação internacional realizada para ingresso no Programa MARCA/MERCOSUL o Curso de Engenharia Elétrica recebeu o "selo de qualidade MERCOSUL", que possibilitou a realização de mobilidade estudantil no âmbito dos países desse bloco econômico, estando prevista a realização da chamada "mobilidade docente", com intercâmbio de professores entre instituições desses países. PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA No que concerne à PÓS-GRADUAÇÃO, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG já contabiliza mais de 200 (duzentas) teses de doutorado defendidas, de 1970, quando o programa teve início, até o ano de 2012. Nesse mesmo período, foram defendidas mais de 500 dissertações de mestrado. Vinte professores do DEE integram o quadro docente permanente da pós-graduação em Eng. Elétrica da UFCG, e todos esses professores também atuam igualmente no Curso de Graduação. O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG vem mantendo, já há mais de 12 anos, um alto conceito (6), na avaliação realizada pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior), numa escala de hum (1) a sete (7), atingido por apenas um programa no país. Campina Grande, 16 de junho de 2013 Fontes: • Livro "Escola Politécnica de Campina Grande - uma experiência de desenvolvimento tecnológico no Nordeste", de Stênio Lopes; • Livro "A luz que não se apaga - Escola Politécnica da Paraíba e a formação de um campo científico-tecnológico", de Rômulo de Araújo Lima • Informações do DEE (prof. José Sérgio da Rocha Neto, Chefe do DEE/CEEI/UFCG) • Informações da Coordenação de Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG (prof. Damásio Fernandes Júnior) • Site do DEE <www.dee.ufcg.edu.br> 4

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