Livro isaf 8 cn.compressed

670 visualizações

Publicada em

Livro ISAF 8CN.

Publicada em: Arte e fotografia
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Livro isaf 8 cn.compressed

  1. 1. PORTUGAL International Security Assistance Force 12 anos de participação na ISAF
  2. 2. PORTUGAL 12 anos de participação na ISAF
  3. 3. TÍTULO EDIÇÃO DIREÇÃO COORDENAÇÃO AUTORES COMPOSIÇÃO E PAGINAÇÃO REVISÃO IMPRESSÃO E ACABAMENTOS 1ª EDIÇÃO TIRAGEM InternaƟonal Security Assistance Force ‐ Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF 8º ConƟngente Nacional/ISAF Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos Tenente‐Coronel Luís Manuel Cardoso Relvas Marino Tenente‐Coronel Pedro Melo Vasconcelos de Almeida Major João Francisco da Costa Bernardino Major Óscar Manuel Verdelho Fontoura Major Carlos Miguel Cruto Roque Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares Sargento‐Chefe José Manuel Pássaro Quelincho Sargento‐Ajudante António José Rodrigues Primeiro Sargento Enfermeiro Édson Cardoso Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares Autores Tipografia Meneses ‐ CooperaƟva Gráfica de Espinho, Crl Dezembro de 2014 150 exemplares FICHA TÉCNICA
  4. 4. Prefácio Distribuição temporal das capacidades Fita do Tempo Afeganistão Caracterização Geográfica Enquadramento histórico A Sociedade Afegã InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF) Génese Evolução Transformação Capacidades Portuguesas parƟcipantes na missão ISAF Destacamento Sanitário Destacamento C‐130 Equipas da Força Aérea Portuguesa TacƟcal Air Control Party (TACP) Grupo de Comando de KAIA Quick ReacƟon Force (QRF) OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Guarnição (OMLT‐G) OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Divisão (OMLT‐D) Military Advisor Team (MAT) 2 3 4 7 8 10 16 18 18 20 20 21 22 24 28 29 30 32 50 52 62 Unidade/Módulo de Apoio Elemento de Segurança/Proteção da Força Destacamento Médico ROLE 2 Célula de Informações Militares (CIM) Guarda Nacional Republicana Pohantoon‐e‐Hawayee Staff Advisory Team (PeH SAT) KAIA APOD Force ProtecƟon Coy Crisis Establishment (CE) Comandantes do ConƟngente Nacional ISAF 8º ConƟngente Nacional ISAF Militares do 8º ConƟngente Nacional ISAF Seleção de arƟgos publicados pelo 8º ConƟngente Nacional ISAF Livro de Honra do ConƟngente Nacional ISAF Posfácio Lista de Acrónimos Referências Agradecimentos 76 80 83 84 86 88 90 91 93 96 107 111 135 136 137 140 141 ÍNDICE
  5. 5. 1
  6. 6. Prefácio Sinto um imenso orgulho em Comandar o 8º ConƟngente Nacional, integrado na InternaƟonal Security Assistance Force, ISAF no Teatro de Operações do Afeganistão. ConƟngente composto por homens e mulheres, que dão o melhor de si ao serviço de Portugal,honrandooscompromissosinternacionaisassumidospeloEstadoPortuguês. A presente publicação presta homenagem a todos os militares portugueses, que serviram Portugal através da sua presença e excelso desempenho, na missão da ISAF. Este tributo é extensivo às respecƟvas famílias, estrutura basilar da sociedade em que vivemos e que consƟtui de forma inquesƟonável, o suporte necessário à estabilidade emocionalepsíquicadosnossosmilitares. Doze anos e quase 3200 militares depois, encerra‐se um capítulo mais da parƟcipação de ConƟngentes Portugueses em missões internacionais. Várias foram as Ɵpologias de forças, capacidades eequipamentos portugueses,que foram projectados eoperaramna ISAF,sobaégideda NATO. A caracterização das capacidades militares e forças Nacionais, uƟlizando a informação disponível e aquela que para o efeito nos foi disponibilizada, é descrita de forma humilde e breve nas páginas que se seguem, percorrendo a ordem cronológica, da respeƟva projeção e aƟvação individual, ao longo dos doze anos de presença militar portuguesanoTeatrodeOperaçõesdoAfeganistão. Por úlƟmo, faz‐se uma pequena alusão ao 8º ConƟngente Nacional, diminuto em número mas sublime em senƟmento, verdadeiro na aƟtude e credível na qualidade do desempenho,apósseismesesnumambienteincomumenumaterraquenãoénossa. O soldado Português não fica indiferente, viu o mundo, foi‐lhe permiƟdo ver uma outra e dura realidade, a pobreza extrema versus o conflito que teima em não parar, a corrupção contrasta com a auto sustentação que não existe, toda a experiência vivida obrigaadarmaisvaloraoqueénosso,apazplenaeduradoura,osossegodolar. Portugal. “ ”COVIL, COVIL,chegadaa SADO O Comandante do 8º ConƟngente Nacional Nuno Domingos Marques Cardoso Cor Inf Pára 2 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  7. 7. Distribuição temporal das capacidades Equipa Sanitária Destacamento C‐130 Equipas da Força Aérea TACP Quick ReacƟon Force OMLT‐G OMLT‐D Unidade/Módulo de Apoio Dest. Médico Role 2 CIM GNR PeH SAT KAIA APOD FP MAT Cargos CE 2001 2002 2003 2004 2005 20072006 2008 2009 2010 2011 2012 20142013 Grupo de Comando KAIA 2015 3 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  8. 8. 2001 2002 2003 2004 Out01 ‐ EUA bombardeia Afeganistão (Operação Liberdade Duradoura). Dec01 ‐ Primeiros elementos d a I S A F c h e ga m a C a b u l . ‐ Conferência de Bonn,Dec01 n o m e i a H a m i d K a r z a i presidentedoAfeganistão. Jun02 ‐ Loya Jirga e l e g e c o m oK a r z a i presidentedoAfeganistão. N o v 0 2 ‐ Ta l i b a n s abandonam Cabul. Aliança doNorteentranaCapital. Mar02 ‐ Eleições legislaƟvas, ganhas pela coligação PSD/PP ‐ Durão BarrosoPrimeiroMinistro. Fev02 a Jun02 ‐ Portugal parƟcipa na ISAF com um Destacamento C‐130 e uma EquipaSanitária. Ago03 ‐ NATO assume a liderança da ISAF. O Plano de Operações contemplava 5 fases: 1‐ Avaliação e preparação das operações em Cabul; 2‐ Expansão geográfica do TO a todo o AFG; 3‐ Estabilização; 4‐ Transição; 5‐ ReƟrada Mês mais sangrento no AFG, desde a quedadoregimeTaliban. Set03 ‐ Karzai anuncia em Nova Iorque o esboço de uma nova consƟtuiçãoAfegã. Out03 ‐ UNSCR 1510 que permite à NATO a extensão das operações a todooterritóriodo AFG . 2005 J u n 0 4 a Jun05 ‐ Portugal p a r Ɵ c i p a , através da FAP, na I S A F com Destacamento C‐130, Equipa de Bombeiros e E q u i p a d e Controladores Aéreos. FAP 2004 ‐ NATO a s s u m e a responsabilidade do RC Norte. 2006 2005 ‐ NATO assume a responsabilidade do RC Oeste. F e v 0 5 ‐ E l e i ç õ e s legislaƟvas, ganhas pelo PS ‐ José Socrates Primeiro Ministro. Ago05 a Jul08‐ Portugal parƟcipa na ISAF com uma QRF (Unidade de Escalão Companhia)eum TACP. QRF - TACP Ago05 a Dec05 ‐ Portugal LeadNaƟon KAIA. 2008 2 0 0 6 ‐ NATO assume a responsabilidad e do RC Sul e Este e de todo o TO do AFG. FAP Gr Cmd KAIA 11Set01 ‐ Ataque terrorista aos EUA. Al Qaeda, liderada p o r O s a m a B i n Laden, destrói o WorldTradeCenter. Fita do Tempo 2001 ‐ 2008 Mar07 ‐ Forças Paquistanesas detêm em o 3º homemQueƩ a forte dos ,Taliban MullahAkhund. Legenda: Código de cores associados aos eventos: Evento relacionado com a ISAF ou com a Coligação. Evento relacionado com o Afeganistão e o Mundo. Evento relacionado com Portugal. 2007 4 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  9. 9. 2008 2009 2010 QRF - TACP Dec08 ‐ Presidente K a r z a i e h o m ó l o g o paquistanês Asif Ali Zardariacordamcombater elementos nasTaliban fronteiras. Mai08 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma OMLT‐G. Set08 a Dec08 ‐ Portugalcontribuicomum DestacamentoC‐130. C-130 OMLT-G 27Mar09 ‐ Barack Obama anuncia plano para o envio de mais 4000 militares para treino das forçasdesegurançaAfegãs. 20Jan09 ‐ Tomada de posse do novo presidente dos EUA .BarackObama 17Fev09 ‐ enviaBarack Obama mais 17000 militares, para travar a insurgência. 11Mai09 ‐ Troca de comando na NATO no Afeganistão. Sai Gen McKierman McChrystale entra Gen . Mudança de estratégia, agora mais direccionada para operações de combateaos .Taliban Jul09 ‐ Tropas norte‐americanas lançam pesada ofensiva no vale do rio Helmand. Forças britânicas terminam maior operação militar desde 2006, empreparaçãoparaaseleições. 15Ago09 ‐ reivindicamTalibans atentado em Cabul, que matou 7 pessoas e feriu cerca de 100, perto do quartel das forças da NATO e da embaixadados EUA. 20Ago09 ‐ é eleitoHamid Karzai PresidentedoAfeganistão. Out09 ‐ Estabelecimento dos comandos intermédios IJC e NTM‐A. Aprovaçãodoconceitoestratégico paraaFase4. Set09 ‐ Alteração da estratégia da ISAF. A iniciaƟva passou para o ladoda ISAF. Jul09 a Jun10 ‐ Portugal contribui para a ISAF com um DestacamentoSanitárioRole2E. Set09 ‐ Reeleição do Governo liderado pelo Primeiro Ministro JoséSocrates(PS). Mar09 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma OMLT‐D. Jul09 a Out09 ‐ Portugal contribui com um Destacamento C‐130. OMLT-G + OMLT-D Destacamento Médico Role 2E C-130 M ar1 0 a Set1 0 ‐ Portugal parƟcipa na I S A F com uma Q R F (Unidade de Escalão Companhia)eum TACP. J a n 1 0 a N o v 1 4 ‐ Portugal mantém no TO do AFG uma CIM oriunda dos3Ramosdas FFAA. 2011 QRF - TACP 01Dec09 ‐ emBarack Obama West Point anuncia o envio de mais 30000 militares americanos para o Afeganistão, totalizando destaforma130000. Nov10 ‐ Cimeira da NATO em Lisboa ‐ É a s s i n a d o c o m o P r e s i d e n t e d o Afeganistão, Hamid Karzai, o acordo de parceriaduradoura. Fita do Tempo 2008 ‐ 2011 02Mai11 ‐ Morte de Osama Bin Laden na O p e r a ç ã o Neptune Spear, n a c i d a d e paquistanesa de AbboƩ abad. 2 2 M a r 1 1 ‐ Presidente Hamid Karzai a n u n c i a a l i s t a d e províncias que iniciaram o processo de transição de responsabilidade da ISAF paraas ANSF. Mar11 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma equipa de formadoresparao ANPTC, oriundada GNR. O u t 1 1 a J u l 1 4 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma equipa de AdvisersPeH SAT. 05Jun14 ‐ Eleições legislaƟvas em Portugal. Governo PSD‐PP, liderado porPassosCoelho. CIM GNR 5 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  10. 10. 2011 2012 2013 2014 PeH SAT OMLT-G + OMLT-D MAT KAIA APOD FP Abr12 a Nov14‐ Portugal contribui para a ISAF com uma Military Adviser Team para a 111 CapDiv. Jul12 a Out13‐ Portugal contribui para a ISAF com uma Companhia de Force ProtecƟon parao KAIA APOD. GNR 0 6 N o v 1 2 ‐ Reeleição de Barack O b a m a c o m o presidentedos EUA. Jun13 ‐ Transferência de responsabilidade de segurança da ISAF paraas ANSF. Jun11 ‐ Início do processo d e t r a n s i ç ã o d a r e s p o n s a b i l i d a d e d e segurança da ISAF para as ANSF. 13 e 14Set11 ‐ Ataque c o m p l e x o d e g r a n d e envergadura na cidade de Cabul, contra a Embaixada dos EUA, ISAF HQ e Academia de PolíciaAfegã. 21Mai12 ‐ Cimeira da NATO em Chicago ‐ Os aliados anunciam plano de reƟrada de 130000 tropas do Afeganistão até ao final d o a n o d e 2 0 1 4 , ficando após esta data comamissãodetreinoeassessoriadas ANSF. 31Dec12 ‐ Presidente Afegão, i, anunciaHamid Karza que, de acordo com o processo de transição da ISAF para as ANSF, 87% da população já vive em zonas em que a segurança é asseguradapelas ANSF Jun13 ‐ EUA anunciam a reƟrada de 30000 militares do Afeganistão durante o ano de2013. Fita do Tempo 2011 ‐ 2015 27Mai14 ‐ Presidente Barack Obama anuncia que em 2015 os EUA irão manter no Afeganistão 9800militares 31Dec14 ‐ Final da Missão ISAF e início da Resolute Support Mission. 12Nov14 ‐ Portugal reƟra do TO todas as capacidades ao serviço da ISAF, mantendo militares em cargos CE, que se prolongam para a missão ResoluteSupportMission. 2015 6 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  11. 11. 7 Afeganistão Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  12. 12. Designaçãooficial:RepúblicaIslâmicadoAfeganistão; Localização:ÁsiaCentral; Capital:Cabul; Governo:RepúblicaPresidencialista; Presidente:AshrafGhani; Assembleia Nacional: Bicamaral ‐ (povo) eWolesi Jirga Meshrano Jirga (anciãos); Sistemalegal:“NenhumaleipodesercontráriaaoIslão”; Eleições:Acada5anos; Superİ cie:652.090Km2(similaràFrança;7,5xPortugal); Fronteiras: Irão‐936km, Turquemenistão ‐744Km, Uzbequistão‐ 137Km,Tajiquistão‐1206Km,China‐76KmePaquistão‐2430Km; Idioma:Dari Pashto‐50%, ‐35%,Turcofonas‐11%;Outros‐4%; Religião: ;Islamismo‐99%;outros‐1% PortomaríƟmomaispróximo:Carachi,Paquistãoa1.170Km. 8º Contingente Nacional Caracterização Geográfica Localização Geográfica do Afeganistão Regiões AdministraƟvas Divisão AdministraƟva do Afeganistão ‐ 34 Províncias 8 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  13. 13. O Afeganistão é um país interior, situado na Ásia Central, geograficamente localizado no hemisfério NORTE (N) entre os meridianos 63º30'W e 75ºW e entre os paralelos 29ºN e 38º30'N. Não tem acesso ao mar e faz fronteira com o Irão (936Km), Turquemenistão (744Km), Uzbequistão (137Km), Tajiquistão (1.206Km), China (76Km) e Paquistão (2.430Km –adenominadaLinhaDurand). O Afeganistão tem um clima conƟnental, com invernos muito frios e verões quentes nas depressões montanhosas, com temperaturas extremas, variando entre os ‐30ºC e os +40ºC (podendo mesmo aƟngir os +60º). O país é frequentementeabaladoporsismos. O clima varia muito ao longo do território, sendo sub‐ árido alpino nos picos mais elevados do nordeste (NE) e desérƟco nas bacias dos rios do SUL (S). Em Cabul, nos 1830 metros de alƟtude, podemos encontrar Invernos frios e Verões agradáveis enquanto que em (550m)Jalalabad encontramos um clima subtropical e em (1070m)Kandahar umclimatemperado. É um país de forma geral seco e com reduzida queda de precipitação e esta ocorre normalmente entre outubro e abril. São frequentes as tempestades de areia. A parƟr dos 3000 m a neve permanece cerca de 10 meses por ano e é a basedaredehidrográfica.Ahumidadevariaentreos68%no Invernoeos25%noVerão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Dimensões do Afeganistão Hidrografia Relevo diversificado no país Principais Cidades do Afeganistão 9 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  14. 14. Enquadramento Histórico “ ”Yagrozdididost,degarerozdidibridar “Noprimeirodiaemquenosencontramossomosamigos, nosegundodiaemquenosencontramossomosirmãos” Provérbio afegão Afirma uma velha oração hindu: “do veneno da cobra, do dente do Ɵgre e da vingança do afegão... livrai‐nos, Senhor!”. País agreste e simultaneamente belo, a República Islâmica do Afeganistão ( ),Dowlat‐e Eslami‐ye Afghanestan ou “Terra dos Afegãos”, termo provavelmente resultante do vocábulo que significa “uivante”, “insolente”,parsi “barulhento” e que, na AnƟguidade, foi conhecido primeiro porBactrianaedepoisporCusânia,consistenumcolossode montanhas e desertos dispostos à volta do esporão mais ocidental dos Himalaias: o , uma barreiraHindu Kush recortada com 960 km de extensão, que se estende desde o Dasht‐i‐Margo (deserto da morte), a sul, até aos gelados desfiladeiros do , um serrilhado labirintoPamir Knot consƟtuído por mais de 100 cumes, todos eles com mais de 6.000metrosdealtura,queentrapelaChinadentro. Hindu Kush significa “matador de hindus”, mas a verdade é que não faz discriminações desse Ɵpo: só oferece passagem e refúgio nos seus meandros aos mais duros e resistentes. Inóspito e isolado como hoje nos parece, este lugar foi uma das grandes encruzilhadas da História, um filtro cultural entre o Médio Oriente, a Ásia Central, o subconƟnente indiano e inclusivamente, através dos montes , o Extremo Oriente. Terá sido por aqui que oPamir budismo chegou à China, e mais tarde ao Japão, e terá sido poraquitambémqueMarcoPoloterápassado. Hoje, a cerca de 300 km de Cabul, gigantescos budas delapidados – penitentes do zelo iconoclasta de um fanaƟsmo anacrónico –, esculpidos nas falésias de calcário vermelho, guardam o vale de onde, há 19 séculos,Bamiyan milharesdemongesviviamnacontemplaçãodoPerfeito. A cidade de , no centro do país, tornou‐seBamiyan lamentavelmentemaisdoquenuncaconhecidadepoisque, em março de 2001, a insurgência decidiu destruir astaliban estátuas dos maiores budas de pé existentes no mundo, datadas do ano 500, esculpidas na rocha vermelha de uma escarpa abrupta, uma com aproximadamente 55 metros e a outra com 38 metros de altura, por alegadamente representarem um deus Hindu, “um deus dos infiéis”, conforme redigido na “ ” ou “decreto religioso”, entãofatwa aprovado pelos líderes religiosos e pela “suprema corte taliban”.Nos traços dessesbudas, o rigor da GréciacoexisƟa com a espiritualidade hindu, expressando aƟtudes diferentes perante a vida numa mescla caƟvante do encontro de culturas, de mundividências, de cosmogonias tão distantes como a greco‐bactriana, a , a budista,kuchana a dos guptas da Índia e a dos sassânidas persas. De comum, o Deus‐Sol que fundia três simbolismos: o do grego , oHelios do persa , o do indiano . A iconografiaMitra Surya perturbavaecomoviaoforasteiro. Apesar de terem sido invocados moƟvos de ordem religiosa,a verdade é que, quando o primeiro exército árabe atravessou a cordilheira do rumo à Índia eHindu Kush avançou para Oriente ao encontro dos chineses (que os vem a derrotar na batalha de Talas) ignorou a existência das estátuas de , obras primas do período tardio daBamiyan chamada “arte de ”, uma escola que nasceu noGandhara actualAfeganistãoenonortedaÍndia(hojePaquistão)que Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Vale de Bamiyan. Ao fundo vê‐se a sombra dos gigantescos budas dilapidados 10 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  15. 15. aƟngiu o apogeu nos dois primeiros séculos da nossa era, quando essas regiões estavam integradas no Império Kuchano, e que desempenhou na época o papel de intermediário no comércio entre a Roma dos Antoninos e a ChinadosHan. Foi idênƟca a aƟtude das sucessivas dinasƟas muçulmanas que dominaram a região, desde os samanidas aos turcos gahznividas, que sempre reputaram os budas gandharianos, uma maravilhosa adaptação da arte grega com uma conceção religiosa do mundo antagónica ao paganismo dionisíaco dos helenos. E até o mongol Gengis Khan, responsável pelos maiores genocídios da Idade Média, transcorridos cinco séculos, ordenou que todos os seres vivos (incluindo cães e gatos) fossem destruídos no vale apertado entre píncaros de Bamiyan. Mas os budas forampoupados. Sob o ponto de vista estratégico, o Afeganistão tem um valor vital de charneira na região centro‐oeste meridional do conƟnente asiáƟco, por consƟtuir um espaço de comunicação entre o vasto propugnáculo compreendido entre a Ásia Central e o oceano Índico, configurando‐se como uma zona de proximidade entre quatro grandes conjuntos geopolíƟcos: o subconƟnente indiano, o Médio Oriente, o bloco conơguo das ex‐repúblicas soviéƟcas e a China. Reflexo das rotas históricas de comércio e das invasões seculares que proliferavam desde a Ásia Central até ao Sul e Sudoeste do ConƟnente, a população afegã apresentava uma amálgama étnica e linguísƟca assaz aơpica, formada por dezenas de grupos étnicos, de onde se destacam os pashtun tadjikes farsiban, os , igualmente apelidados de (gente de língua persa), os ou osuzbekos turcomanos, hazara, kirghises, karakalpachis, brahui, baluchios os os os e os , que até final do século XIX eram chamadosnuristani kafiri (infiéis). VíƟmas de invesƟdas perpetradas pelo então emir de Cabul, (1880‐1909), converter‐se‐Abd' Ar‐Rahman iam posteriormente ao Islão, adoptando o nome de nuristani nuristanechamandoàsuaterra (terradeluz). A capital do país é (anƟga Ortospana), tambémKabul transliterada para Cabul, situada na encruzilhada dos remotos caminhos das caravanas que ligavam o Mediterrâneo com a Índia e a China. A cidade santa de Mazar‐e‐Sharif, onde supostamente se encontrará sepultado , o quarto califa do Islão e genro'Ali Ibn Abi Talib do profeta Maomé. É o primeiro lugar de peregrinação no Afeganistão, país de maioria muçulmana de cariz sunnita. A variedade de idiomas comporta mais de setenta dialectos e o panorama linguísƟco no Afeganistão está circunscrito a doisidiomasoficiais:o eoPashtu Dari. A bandeira afegã é, desde inícios de 2002 – período que coincidiu com o derrube no país do poder políƟco taliban (basicamente a palavra é o plural de quetaliban talib derivou na corruptela persa e que se traduzem portelebeh, “estudante” ou “aquele que procura o conhecimento clerical, religioso”) –, composta por três faixas verƟcais, de igualtamanho,decorverde,vermelhaepreta. Ao centro, o brasão de armas representa um emihrab uma mesquita envoltos numa coroa formada por espigas de milho entrelaçadas (sinal de prosperidade). No topo, emerge a expressão Allahu akbar Muhammad rassul Allah (Deus é Maior e Maomé é o Seu Profeta). A parte mais decorada da mesquita, o é o ponto de orientação,mihrab um nicho, que indica a direcção ( ) da cidade de Meca,qiblah Makkah al‐mukarrama 'umm al‐kura(Meca a Bendita, ou , “amãedascidades”).Estenichonãoésagrado,comooaltar das igrejas cristãs, à direcção que ele indica é dada uma importância tal, que os muçulmanos mais devotos têm como precaução alinhar os seus quartos de dormir, os túmulos e até as instalações sanitárias, por forma a evitar a possibilidadedequalquerdesrespeito. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Localização do Afeganistão 11 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  16. 16. Meia década depois do derrube do regime radical islâmico dos , a paz, a liberdade e a prosperidadetaliban promeƟdas ainda são um sonho distante. Apenas em alguns bairros das maiores cidades há água corrente e energia eléctrica, e o sistema de esgotos resume‐se a valetas a céu aberto. São poucas as estradas pavimentadas. Construções pálidas e achatadas, forradas a terra baƟda, que se confundem com a paisagem, solo parco em pastagens, montanhas calvas, de arestas rigorosas e vales muito planos, cáfilas de camelos bactrianos, guedelhudos e com pescoço de cisne, belos jardins espontâneos, conjuntos de vultos que quebram o mimeƟsmo das ruas alternadas por muros, onde até o verde seco das escassas árvores confirma uma aridez endémica, muita poeira, imenso e caóƟco trânsito,éoquadropintalgadodestaanƟga“RotadaSeda”. As pessoas são simples, rurais, mas com uma fé indestruơvel e, francamente, perturbadora. Algumas crianças pedem esmola, ou vendem jornais de duas semanas atrás, postais corroídos, mapas dos anos 60 ou qualquer outra bugiganga a estrangeiros. Febres, catarros e infecçõesoŌálmicassãoasmaleitasmaiscomuns. O país conƟnua um cenário de guerra, com carcaças de carrosdecombateearƟlhariapesadaaserviremdepanode fundoaumamadrastapaisagemmiscigenada. Nas cidades é raro encontrar uma parede que não esteja marcada por projécteis das armas. A surrada azul,burqa vista no Ocidente como símbolo da opressão imposta às mulheres afegãs pelo regime , conƟnua a ser umataliban tradição viva, e não é muito comum encontrar uma afegã com o rosto descoberto, anos depois da queda do Mullah Omar burqase dos seus seguidores. As que escondem o corpo e o rosto das mulheres, as famosas quekalashnikov armam os milhares de guerrilheiros do país e a miséria, convivem hoje com soldados da NATO, funcionários das Nações Unidas e com os modernos membros das centenas de organizações não‐governamentais ocidentais instaladas no país. Para alguns afegãos, pouca coisa se alterou nos úlƟmos anos e, outras, mudaram para pior. Às tensões existentes entre os próprios afegãos, o pós‐guerra acrescentouoembateentreoscostumesafegãosea liberdade hedonista dos milhares de estrangeiros que se instalaramnopaís.Depoisdameia‐noite,quandoasúlƟmas luzes são apagadas e os soldados das forças internacionais retornam aos seus quartéis,a capitalafegã vira uma terra de ninguém. Assim que pela aurora os revérberos do sol despontaram no horizonte, logo se ouve neste basƟão cercado de muralhas, a desfraldar e a adensar o ar chamando as pessoas para o centro desta maravilha, a candente e harmoniosa musicalidade do , no topo dasmu'addin soberbas mesquitas que se erguem aos céus, severamente elegantes, para deleite dos olhos da alma retemperada. Ashhadu an la ilaha ill Allah! (Não há outra divindade senão Deus!),ressoanosminaretes. Nos mercados ao ar livre, é possível encontrar‐se jacarandás à beira da estrada, entre uma convulsão de carros,camiõesecamionetasaossolavancos,aabarrotarde gente, peƟzes travessos a correrem sem direcção certa, nos trilhos de terra baƟda para os carros, alguns descalços nas pedras e no gelo, anciãos de longas barbas brancas com bebés ao colo, buganvílias, ceiƟs, anƟguidades dos lados de lá das fronteiras, despojos de outras guerras, aromas adocicados,rolosdetapetesesacasabertasdeespeciarias, lojistas indolentemente recostados a pilhas de almofadas bordadas, que acenam, regateiam preços, levantam o canto das mantas exibindo o intrincado trabalho manual e convidam a entrar nos seus bazares. Há mulheres de idade a lavar roupa nos páƟos. A garotada atravessa as ruas ziguezagueando, com pilhas de grandes pães ( )nan espalmados debaixo do braço. Frenesim, constantes idas e vindas, transportes e trocas, carga, lã, metais, açafrão, tâmaras, panos, pregões, ruídos, exoƟsmo, cestos de laranjas, incenso, ar húmido, eflúvios a cardamomo, sedas, adargas, cobres, frutas, bijutarias e oiro, lírios, açucenas e perfumes inebriantes e parƟculares a jasmim e a menta, cabras, ovelhas, cavalos, vacas escanzeladas, galinhas e patos, afundados na lama onde vão ter as águas das lavagensquecorrem,emregos,nomeiodarua. Não é dificil deixarmo‐nos enlear na poesia facơvel deste país. Deste palmar perdido. É preciso pisar o ancestral solo desta nação, afagar as pedras e contemplar essas muralhas de terracota, espessas como o tempo, arcadas de terra cozida, voltadas a sul, muros encimados por ameias em dentes de serra, feitos de areia granulada, estrume, barro, escorpiões mortos e do suor de gerações, eternos murmúrios do passado, testemunhos de tamanhos Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Bandeira Nacional Afegã 12 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  17. 17. sofrimentos e tantos actos de abnegação e heroísmo, para nos senƟrmos pequenos ao recordar a grandeza dos que a conquistaram, construíram e defenderam. Guerreiros, mísƟcos e eruditos, de quem se recria e inventa mentalmente os seus passos de descoberta, percorrendo o paísdeladoalado,emlaƟtudeelongitude. Não há dúvida que é um país estranho e complexo este, quedespertaaatenção,emocionaeenamoraacuriosidade, e onde felizmente se pode, ainda hoje, ver um mundo de ontem pois que raros domínios possuirão uma tão forte originalidade, genuinidade, erudição e tanta riqueza de raças, mulƟplicidade e contrastes na história, nos ecos, nos costumes, nas fácies, nos trajes, nas glórias, nas lágrimas verƟdas, na paisagem e na textura. Aqui, até as árvores falamumalínguadiferente. É com natural simplicidade que a maioria dos afegãos acreditaqueoseupaísiráalcançarocapítuloondeavidaeo futuro estão escritos com um final propício e feliz. E gostam de explicar, com orgulho, como os persas incorporaram o Afeganistão no seu império, de como depois Alexandre “o Grande”subjugouaregiãoque,apósasuamorte,caiusobo domíniodeumgeneraldenome ,maistardedoreiSeleucusI indiano (fundador do império e,Chadragupta Maurya) posteriormente, de uma dinasƟa grega que se estabeleceu em , ao norte do Afeganistão e que fundou umBactria estado greco‐bactriano que se rendeu aos nómadas iranianos, apelidados de (de , , neto deSakas Açoka Asoca Chandragupta),queadoptaramobudismocomoreligião. Eevocam,gesƟculandoentusiasƟcamente,ossassânidas, os safávidas, os zoroastrianos, (país de leste),Khorassan Mahmud Ghazna, o auge da cultura islâmica, poetas, filósofos, , , (o fundador daGengis Khan Tamerlão Babur dinasƟa mogol da Índia), , o rei ,Dost Mohammad Khan Zahir Sher Ali Khan Shah Massud, , a ocupação soviéƟca, o legendário e o seu “homem‐cão” (umaZardad Khan estranha figura, louca e sempre dopada, que imaginava ser um cão, era tratado como se, de facto, o fosse e que atacava com os dentes a jugular das suas víƟmas), e essa lendária heroína chamada que, em 1880, juntamente comMalala outras mulheres afegãs, entre Ɵros de espingarda, arremessos de pedras, flechas e lanças, ajudou os noghazis campo de batalha de , contra os inglesesMaiwand comandados pelo brigadeiro‐general , estripando eBurrows degolando os inimigos caídos agonizantes. Cantando odes patrióƟcas tradicionais, infundiu coragem eMalala perseverança nos cansados guerreiros tribais (uma das célebres estrofes, proferidas em , dizia: “se falharesPashtun em alcançar o marơrio em , por Deus, meu amor,Maiwand viverás apenas uma vida de vergonha”). Hoje, o túmulo de Malala é ponto de passagem e santuário, na sua terra‐natal, Khik. E as suas vozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes quando lembram o único sobrevivente desse massacre. Atrás dele, nas aberturas das rochas de Khoord‐Khobul, Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cidade de Cabul. Pessoas a dirigirem‐se para um dos seus mercados Loja tradicional Afegã 13 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  18. 18. E as suas vozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes quando lembram o único sobrevivente desse massacre. Atrás dele, nas aberturas das rochas de ,Khoord‐Khobul ficaram, desmembrados e pilhados, milhares de cadáveres, naquela que é Ɵda como a maior derrota militar do império britânico na Ásia. Sobre aquele episódio, escreveria Rudyard Kippling‐Kim em 1901: “Se foste ferido e deixado nas planícies do Afeganistão, e as mulheres se aproximarem para cortar as tuas partes, rola em direcção à espingarda e explode os teus miolos, e vai para o Além, como um soldado”. Em Jalalabad, cidade da fronteira, dominada pelos ingleses, a guarnição deixou durante dias uma fogueira acesa sobre o portão de Cabul, para orientar à distância os possíveis sobreviventes da carnificina. A lenha ardeu toda. A chama exƟnguiu‐se. E ninguém mais voltou vivo dos altos do Hindu Kush. Outrora símbolo de irreverência e tenacidade, o Afeganistão – apelidado um dia de “Polónia do Oriente” –, é hoje visto e apresentado como um espaço despido de encantos, consƟtuído por povos bárbaros, incivilizados e incultos. Nesse imenso e, por vezes, deliberado desconhecimento,tomandoanuvemporJuno,pretende‐se confundir este ou aquele bando de fanáƟcos, que inspiram repulsa universal, com um povo genƟo e hospitaleiro, que acalentou gerações de pintores, poetas, mísƟcos e eruditos e com um país que encerra tesouros arqueológicos considerados património mundial, que foi berço de grandes civilizações e terra de implantação de outras (persa, grega, árabe, indianos).mauryas Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Vendedores à chegada a um mercado local Meio de transporte público Bairro periférico na cidade de Cabul Ruínas do palácio do rei Amanullah Khan em Cabul. 14 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  19. 19. 15 Buz kashi ‐ Jogo tradicional Afegão, que consisteemagarrardochãoacarcaçadeuma cabra sem cabeça, enquanto montado num cavalo, e arremessando‐a para lá da linha de meta. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  20. 20. A Sociedade Afegã População Cerca de 80% da população Afegã é essencialmente agrícola. A sua distribuição no território é irregular sendo mais densa na parte oriental do território (nas montanhas e cidades) e muito deserta a SW e nos pontos mais elevados das montanhas de NE. Sendo um povo de caracterísƟcas nómadas (2 a 3 milhões) é diİ cil estabelecer um censo populacional. A densidade demográfica do Afeganistão é de 47 habitantes por Km². A esƟmaƟva em 2008 é de aproximadamente 32 milhões de habitantes. O número de homens é sensivelmente superior às mulheres sendo uma população jovem (média de idade é de 17,6 anos) com uma esperança de vida média de 44 anos. Cada mulher tem, em média 6 filhos, sendo a taxa de crescimento da população em2008de2,62%. Durante as conflituosidades dos úlƟmos 25 anos, o país sofreu uma erradicação da elite educada, muitos emigraram, formando uma vasta diáspora no estrangeiro, que não mostra uma forte intenção de regressar ao seu país natal. Por outro lado, alguns dos retornados pertencentes a esta eliteestãoempreguadosemorganizaçõesinternacionaisou no governo, recebendo elevados salários, pagos pelos países doadores. Os refugiados mais modestos são responsáveis por um movimento de retornados dos países vizinhos. De acordo com dados da UNHCR, mais de 3.5 milhões de refugiados regressaram ao Afeganistão desde 2002. Internamente há milhares de pessoas deslocadas no país,devidoalimpezaétnicasdascomunidades porPashtun parte da Aliança do Norte em 2001 e 2002 e que estão alojados em campos de deslocados na área de Kandahar. Contudo, no passado tem havido disputas étnicas entre Pashtuns e não‐Pashtuns, bem como violência pela posse de terra entre várias tribos em diversas províncias, sendo estesconflitosmuitasvezesassociadosaperíodosdeguerra civil, com moƟvações políƟcas e não somente étnicas. Atualmente, o regresso dos refugiados e deslocados conƟnua a gerar muitas disputas pela posse da terra e da água, reforçando a permanência do conflito inter‐étnico. Ainda existe um número significaƟvo de refugiados (cerca de 2 milhões, distribuídos principalmente entre o Paquistão eoIrão). Os níveis de educação e de saúde são atualmente muito frágeis, pela destruição das respeƟvas infra‐estruturas, escassez de recursos humanos qualificados, falta de fundos, faltadesegurançanasinsƟtuiçõesenormasculturais.Ataxa de analfabeƟsmo é de 49% para os homens e 79% para as mulheres. OAfeganistãoécaracterizadoporumamiscelâneaétnico‐ linguísƟcadivididadaseguinteforma: Os Pashtuns (sunitas) ocupam a área mais extensa, ao sul de Kandahar, possuindo uma língua própria, existem tantos Pashtuns no lado paquistanês da fronteira, como no Afeganistão. São bastante tradicionais e tribais, com códigos de conduta muito rígidos com as estruturas locais (Jirgas)parƟcularmentevisíveis. Os (sunitas), os , os e osTadjikes Aimaks Uzebeques Turcomenos, ocupam uma ampla faixa no norte junto das fronteirasdasrepúblicascentroasiáƟcas. Os (xiitas) ocupam o centro do país e acentuam aHazaras complexidade do quadro afegão, quer pelas suas caracterísƟcasİ sicas,querpelofactodeseremumaminoria xiita num país maioritariamente sunita, tendo sido, por isso marginalizado, políƟca e economicamente ao longo da história. Este grupo é bastante conservador, embora com códigos de conduta menos rígidos que os . GruposPashtuns menores, ou populações nómadas, como os , osBaloches Kirghizes Nuristanis Pamiris, os , os , espraiam‐se pelas fronteiras internacionais, testemunhos da arbitrariedade do anƟgo poder colonial. As diferentes etnias convivem em Cabul, na qual tradicionalmente os controlavam oPashtuns poder, sendo os a elite intelectual e os osTadjikes Hazaras decondiçãomaishumilde. A língua mais falada é um dialeto persa chamado Darí/FarsídeAfegãoPersa(50%),seguidodoPashtun(35%), a língua de raiz turca (11%) e outros dialetos num total de mais de setenta diferentes. A língua oficial é o Pashtun e Darí. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Rua em Cabul Mulheres na zona do bazar vesƟndo a tradicional Burqa 16 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  21. 21. Os Afegãos são de religião muçulmana, dos quais 84% Sunita (também chamados Ortodoxos) e 15% Xiita, além de um reminiscente de outras religiões (Ismaelitas, Hinduístas, Sijs,etc.). Feriados e FesƟvidades Nacionais Calendário: 12 meses lunares (Ramadão é o 9º mês), com 29/30 dias, média355dias. FeriadosNacionais: Now‐Roz(AnoNovo)–21demarço; Vitóriadasnaçõesmuçulmanas–28abril; AniversáriodaRevolução–29deabril; DiadoTrabalhador–01demaio; DiadaIndependência–19deagosto. FesƟvaisReligiosos EidAl‐Fitr‐pós‐Ramadão,dura3dias; Eid Al‐Adha – preparaƟvo para peregrinação a Meca, 12º mês; Now‐Roz (Ano Novo) ‐ 1º dia do calendário afegão remonta àépocadoZoroastrianismo; Mawlud‐UnNabi‐nascimentodeMaomé; Lailat‐UlQadr–revelaçãodoCorão(Alcorão); Muharram – marơrio de Hazrat Imam Hussain, neto de Maomé. Cultura Cultura: Interessesconjunturaisetraiçõesconstantes; Honra,família,clã(tornadiİ cilresolverconflitos); Respeitopelaidade,honradamulher; CódigodehonraPashtunwali; Hospitalidade, bravura, lealdade (tribo), persistência, reƟdão,senƟdodejusƟça,tradição; Roupaơpica:Chitrali,chadoriouburka. Literacia e Religião Literacia: 28,1%(homens‐43%,mulheres‐12,6%) Religião: Islamismo(99%)–84%Sunitase15%Xiitas Surgiunoséc. VII,comMaomé,naPenínsulaArábica; Viverempaz,submissãoaocriador,queéuno(Al‐Islam); Umadasreligiõesmonoteísta‐escriturasagrada–Alcorão; Profetas:Adão,Abraão,Moisés,JesuseMaomé. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Distribuição da população por etnias Preparação para as fesƟvidades do Now‐Roz 17 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  22. 22. InternaƟonal Security Assistance Force ‐ ISAF Génese Evocando o arƟgo 5.º do Tratado do AtlânƟco Norte, face a um ataque armado contra os EUA (11Set01), Washington assegurou o apoio dos aliados da NATO, mas faltavanegociarqueƟposdeforçasiriamserempregues. Os objeƟvos para a intervenção apresentados pelo Presidente , como líder do país que assumia o comando da Coligação naGeorge W. Bush OperaƟon Enduring Freedom InternaƟonalSecurityAfghanistanForce(OEF)edepoisda (ISAF),nãopoderiamsermaisclaros:umAfeganistãopróspero,democráƟcoepacificado. De acordo com a resolução 1386 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 20Dec01, compete à Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF) apoiar a manutenção da segurança em Cabul e áreas circundantes, com vista a permiƟr à Administração Interina Afegã o estabelecimento de um governo representaƟvo, mulƟétnico e estável no Afeganistão. Em complemento, deverá garanƟr um clima de segurança de modo a permiƟr a atuação das organizações governamentaisenão‐governamentaisempenhadasemtarefasdereconstruçãoedeapoiohumanitárionoAfeganistão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 18 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  23. 23. 19 KAIA Flags Square
  24. 24. Evolução Um recomeço incerto Os Estados Unidos rapidamente alcançaram os seus objeƟvos estratégicos iniciais. O regime foiTaliban derrubado, e uma nova coligação mulƟétnica foi colocada no poder. Era uma boa base de parƟda, mas seria necessário assegurar condições para uma boa governação, com vista a promover o desenvolvimento, a segurança e o bem‐estar daspopulações. Para tal, foi seguido um conceito de , comlight footprint vista a evitar um empenhamento quanƟtaƟvo. No entanto, desde cedo se verificou que essa estratégia não reunia as condições mínimas para assegurar o sucesso da segunda fase da intervenção: a ocupação territorial e o alargar da segurança a todo o Afeganistão. Com meios muitos limitados, quer humanos quer materiais, a Coligação concentrou unidades na região de Cabul, o que foi rapidamente aproveitado pelas forças insurgentes, que se apressaram a ocupar as regiões a sul e a leste do país. As Provincial ReconstrucƟon Teams (PRT), que a par das Organizações Não‐Governamentais (ONG) Ɵnham a missão de iniciar a reconstrução e desenvolvimento do país, senƟram muitas dificuldades pela falta de segurança e quase não conseguiam sair das suas bases, apresentando porissoresultadoslimitados. Foi dentro deste contexto que a insurgência se desenvolveu,emparƟcularaparƟrde2005. Operacionalmente a ISAF definiu cinco fases para a intervenção: avaliação e preparação (incluindo operações em Cabul), expansão geográfica, estabilização, transição e retração. Dentro da segunda (expansão geográfica) estavam também programadas cinco etapas; Começar em Cabul, e evoluir no senƟdo norte, oeste, sul e finalmente este. As etapas indiciavam um progressivo controlo territorial, parƟndo de áreas mais facilmente controláveis e terminando nas que poderiam apresentar maiores dificuldades. Contudo, a porosidade das fronteiras, o incremento da iniciaƟva das forças insurgentes e as dificuldades táƟcas no terreno, condicionaram o sucesso da missão. A consciencialização internacional do agravar da situação no terreno e a progressiva desmobilização de forças do teatro de operações do Iraque levou a um maior empenhamento dos países integrantes da ISAF. Em termos de efeƟvo a ISAF passou de 22 mil homens para mais de 130 mil, o que ainda foi referido como insuficiente para o adequado cumprimento da missão. Os países contribuintes aumentaram também para um total de 49, o que por si só demonstraaabrangênciadesteempenhamento. Todavia, encontra‐se perfeitamente idenƟficado que a geração de forças apresentava algumas limitações operacionais graves, nomeadamente no que concerne à dificuldade em desenvolver um adequado canal de apoio logísƟco, às limitações em meios aéreos disponíveis como aviões de transporte e helicópteros, e às restrições operacionais impostas às forças no terreno, que condicionam em muito o adequado empenhamento das unidadesmilitaresnoterreno. Transformação A alteração de estratégia, definida pelo General McChrystal boots on the ground, para um conceito de , permiƟu uma maior aproximação à população afegã e um alargamentoterritorialdasoperações. A ISAF modificou as suas prioridades, desenvolvendo tarefas de treino, e condução de operaçõesmentoring combinadas com o ANA, o ANP e o NDS (exército, polícia e serviços de informações afegãos), das quais resultou uma maiorcoordenaçãoecapacidadedeintervenção. AiniciaƟvaƟnhapassadoparaoladoda ISAF. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 20 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  25. 25. Capacidades Portuguesas que integraram a missão ISAF Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 21 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  26. 26. Destacamento Sanitário 1.Missão Apoio ao regimento médico do Reino Unido em Cabul. 2.Organização a.EfeƟvo 8militaresdos3RamosdasForçasArmadas b.Estrutura 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade Este Destacamento parƟu de Portugal, da Base Aérea nº6 no MonƟjo, em 26 de fevereiro 2002, uƟlizando dois C‐ 212 Aviocar da Esquadra 502, em direção a Saragoça (Espanha). Daí o destacamento português, uƟlizando capacidade aérea disponibilizada por Espanha, rumou ao teatrodeoperaçõesdoAfeganistão. A 1 de março os portugueses chegaram a Cabul, transportando consigo 1,5 toneladas de material sanitário e nodomingodia3iniciaramasuaaƟvidade. O destacamento, composto por oito militares dos três ramos das Forças Armadas, sendo dois médicos, três enfermeiros e três socorristas, integraram‐se num Regimento Sanitário do Reino Unido (16th Close Support MedicalRegiment). O destacamento português instalou‐se na zona este de Cabul, tendo como principal missão, prestar apoio de saúde aosmilitaresdaForçaInternacionalaoperarnacidadeenos arredores. Neste Ɵpo de aƟvidade, os militares portugueses acompanhavam normalmente as forças britânicas em missões de patrulhamento, enquanto que militares de outras nacionalidades, apoiavam as operações de inaƟvaçãodeexplosivosemunições. Os militares portugueses prestaram ainda serviço em três Centros de Saúde da cidade, onde fizeram atendimento à população civil e cumpriram serviço de emergência médica,duranteoperíododerecolherobrigatório. No âmbito do novo Exército do Afeganistão, em processo de formação, com o apoio da coligação internacional, os nossos militares asseguraram a assistência médicaao1ºBatalhãodaGuardaNacionalAfegã. Além da aƟvidade operacional e como representantes de Portugal naquele país, os nossos militares parƟciparam nosseguinteseventos: A comandante do destacamento, juntamente com a Tenente Isabel Guerreiro do Exército (também médica do destacamento), parƟciparam em 8 de março, em Cabul, na comemoração do Dia Internacional da Mulher, cerimónia organizada pelo Governo Interino do Afeganistão e à qual estevepresenteoPresidente .HamidKarzai Também em representação do nosso país, no dia 9 de março, a comandante do destacamento e dois sargentos, parƟciparam nas cerimónias fúnebres de repatriamento de cinco militares, três dinamarqueses e dois alemães, da ISAF, falecidos num acidente, com o manuseamento de um míssil abandonadoeocorridoem6demarço.Éoportunoexplicar Página 14 de 120 Destacam. (Equipa) Sanitária 08 3 FAP(inclui CmdtDest) 3 EXE 2 MAR Base do MonƟjo, 26Fev02, o Destacamento Sanitário Português da ISAF, momentos antes da parƟda para o Afeganistão. 22 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  27. 27. que a ISAF não deve ser confundida com a Coligação Internacional, esta úlƟma liderada pelos EUA, ainda conduz operações militares contra a Al‐Qaeda. Nesta coligação internacional, Portugal parƟcipou com dois oficiais de ligaçãoemTampa(EUA). A ISAF era composta nesta altura (2002), por militares de 18 países, sob o comando britânico que fornecia o maior conƟngente, e Ɵnha como missão geral dar assistência ao novo Governo Afegão, contribuindo com a sua presença e atuação para a segurança e estabilidade de Cabul, nos termos de um Acordo Técnico‐Militar, estabelecido em 4 de janeiro2002. A capital afegã, onde se encontrava o comando desta força, estava dividida em três setores, estando um à responsabilidade do conƟngente inglês, outro do alemão e oterceirodo francês. 4.Diversos Em 2002 Portugal enviou para este país, inicialmente um Destacamento (Equipa) Sanitária (entre fevereiro e abril) e posteriormente um Destacamento Aéreo (entre abril e julho),comumaaeronaveC‐130. No total, 53 militares portugueses prestaram serviço nestas unidades, sendo 48 da Força Aérea, três do Exército e doisdaMarinha. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional C‐212 Aviocar da Esquadra 502, asseguraram o transporte do Destacamento Português entre a BA 6 e Saragoça (Espanha). Apoio médico ao Destacamento Apoio em terra ao C‐130Distância Cabul ‐ Lisboa 23 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  28. 28. Destacamento C‐130 1.Missão Destacamento aéreo, consƟtuído por uma aeronave C‐ 130 com respeƟva equipa de apoio em terra, integraram inicialmente as forças da Coligação (2002) e posteriormente a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (2004,2008e2009). Inicialmente por um período de 4 meses (2002), posteriormente por dois de seis meses (2004/2005) e novamentepor4mesesem2008e2009. 2.Organização a.EfeƟvo Verquadro. b.Estrutura ‐Períodomissão(4meses)‐Abr/Jul de2002 ‐Período missão (1ano)‐ 21Jul04 a 30Jun05 (+ de 500 h de voo) ‐Períodomissão(4meses)–4Set/13Decde2008 ‐Períodomissão(4meses)–25Jul/24Outde2009 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades Face à grande distância do Afeganistão e decorrente do enorme esforço logísƟco necessário para a sustentação das operações, foram desenvolvidos contatos com as Forças Armadas Belgas (FAB) no senƟdo de encontrar uma solução de apoio mútuo, em virtude de a Bélgica também contribuir comummeioaéreoequivalenteparaasforçasda ISAF. Em 2002, o Destacamento Aéreo foi composto por um C‐130 com tripulação reforçada incluindo pessoal de manutenção. ParƟciparam ainda, um conjunto de aeronavesdomesmoƟpodeoutrospaíses(Bélgica,Gréciae Roménia) que chegaram mais tarde ao teatro de operações. Este conjunto de aeronaves ficou inicialmente sediado, em Carachi (PAQ), um dos países limítrofes do Afeganistão, de Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 2002‐Dest Aeronave C‐130 15 PAX x 3 Rotaç. durante4 meses Operaram desde Carachi, no Paquistão 2004‐ Dest Aeronave C‐130 43(TBC) (6meses) Tripulação + Eq.Ap.em Terra (Eq. Manut. e célula Ops/Inf); Base em Cabul. 2008‐ Dest Aeronave C‐130 40 PAX x 3 Rotaç. durante4 meses Cmdt+ Tripulação (7PAX)+ Eq.Ap.em Terra (Manut 12PAX; Ap Ops 4PAX; CSI 3PAX; Log 3PAX; FP 7PAX; Ap.Med. 2PAX e PIO 1PAX) 2009‐ Dest Aeronave C‐130 41 (TBC)PAX x 3 Rotaç. durante 4meses Cmdt + Tripulação + Eq.Ap.em Terra C‐130 Português em missão no Afeganistão 24 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  29. 29. onde foram efetuados os voos de sustentação, para o interiordoterritórioafegão. Em 2004, a aƟvidade operacional dentro do teatro teve início em 25Jul04, sendo de salientar que o C‐130 da FAP foi o primeiro meio aéreo com capacidade de transporte aéreo táƟco,cedidoà ISAF. Ummêsdepois,juntou‐seumC‐130daBélgica,iniciando‐ se assim o destacamento aéreo conjunto, baseado no Aeroporto Internacional de Cabul e com a missão de fornecer apoio logísƟco através do transporte de carga, passageiros e eventuais evacuações sanitárias, aos, na altura designados (PRP),Provincial ReconstrucƟon Team localizadosnonortedoAfeganistão. Nesta área do país estavam já implantados quatro PRP, nas localidades de , , eKonduz Mazar‐i‐Sharif Faizabad Maimana. As localidades eram servidas por pequenos aeródromos, que não possuíam quaisquer serviços (meteorologia, combusơvel, serviço de assistência e socorro), para além de pistas de piso não preparado ou em mau estado de conservação, a que não são alheios os 30 anosdeguerraqueoAfeganistãoviveu. A estrutura do espaço aéreo no Afeganistão era exclusivamente baseada em regras de voo visual, por inexistência de ajudas rádio ou controlo radar, sendo os pilotos responsáveis pela separação de tráfego, através de reportes de posição. Para além dos voos militares, e das linhas aéreas internas do Afeganistão, exisƟa também bastante tráfego aéreo relacionado com o transporte de pessoal e carga, em aeronaves fretadas pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e Organizações Não‐ Governamentais(ONG's). Refira‐se que a conjugação de todos estes fatores representava um acréscimo de dificuldade para o planeamentoeexecuçãodasmissõesaéreas. O planeamento das missões de C‐130 era realizado semanalmente pela Célula de Coordenação de Transporte Aéreo (ALCC) e pelo Comandante de Destacamento, de acordocomasnecessidadesedisponibilidadesdashorasde voo das aeronaves PRT/BEL. De uma forma geral, eram realizados voos diários que compreendiam vários troços Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Força de proteção e tripulação do C‐130 no Afeganistão Bandeira Nacional em terras do Afeganistão 25 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  30. 30. entreos PRP eemmédiaasmissõesƟnhamumaduraçãode 4horasdevoo. Desde o início do Destacamento (25Jul), até ao final de setembro de 2004, o C‐130 realizou no teatro de operações 95 horas de voo, transportou 1557 passageiros e cerca de 100toneladasdecarga. Para além da simples análise dos números, que por si só refletem a importância do apoio logísƟco prestado por um meio aéreo desta natureza num teatro de operações com as caracterísƟcas do Afeganistão, salienta‐se ainda que o mesmo foi imprescindível no contributo à ISAF durante os atoseleitoraisrealizadosem09Out04. 4.Diversos OSistemaIntegradodeComunicações(CIS) PRT a.Em2004,umaferramentafundamentalparaoexercício da função de Comando e Controlo, foi colocada ao dispor do destacamento. Trata‐se do sistema de informação e comunicação, resultado da colaboração entre a Força Aérea, por meio do Comando Operacional e da Direção de InformáƟca, e o Estado‐maior General das Forças Armadas (EMGFA), representado pela Divisão de Comunicações e Sistemas de Informação (DICSI) e pelo respeƟvo Serviço de Cifra. Foi assim, estabelecido uma ligação de satélite permanente entre o destacamento em KAIA, o EMGFA e a Força Aérea. A uƟlização desta capacidade permiƟu a comunicação telefónica cifrada e em claro, a troca de correio eletrónico não–classificado, e ainda a ligação ao sistemanacionaldemensagensmilitares(MMHS). b. Em 8 de abril de 2004, o Conselho Superior de Defesa Nacional deliberou, por unanimidade, retomar a parƟcipação nacional na ISAF a parƟr de maio de 2004. O conƟngentedaíresultante,éconsƟtuídopor: a) Uma aeronave C‐130 e um destacamento aéreo, até junhode2005; b)Elementosaintegraroquartel‐generalda ISAF; c)Umacompanhiadeinfantaria,aparƟrdejulhode2005; d) Um grupo de comando do Aeroporto de Cabul, a parƟr dejulhode2005. Posteriormente por deliberação do CSDN de 05Dec07, o Governo Português determinou a parƟcipação na ISAF, entre Ago/Dec08, de uma força composta por uma aeronave C‐130 com a sua respeƟva tripulação e uma equipadeapoioemterra. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional C‐130 Português numa missão de transporte intra teatro Militares Afegãos, a bordo do C‐130 português. 26 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  31. 31. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Destacamento C‐130 ‐ Foto de grupo Manutenção da aeronave em terra Acondicionamento de cargas na aeronave Chegada de mais uma missão 27 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  32. 32. Equipas da Força Aérea Portuguesa 1.Missão Em 2004, as diversas equipas da Força Aérea que contribuíram para a ISAF eram consƟtuídas por: uma equipa de bombeiros, uma equipa de controladores de trafegoaéreoeumaequipademeteorologistas. EsƟveram no TO em períodos de seis meses, estendidos porperíodosrenováveisdeigualduração. 2.Organização a.EfeƟvo 10militares b.Estrutura Duraçãoseismeses,podendoserprolongada. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades ParƟram em 27 de maio de 2004 para o Afeganistão, oito militares da Força Aérea Portuguesa que integraram a InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF). No total quatro sargentos e quatro cabos, controladores aéreos e operadores de sistemas de assistência e socorro, aos quais se juntaram dois meteorologistas, que prestaram serviço no AeroportodeCabul. Controladoresdetráfegoaéreo Portugal assumiu, entre outros, o compromisso de colaborar na prestação de Serviços de Tráfego Aéreo (controlo de aeródromo) no Kabul Afghanistan InternaƟonal Airport (KAIA), com a parƟcipação de três controladores militares. A primeira missão teve início em 01JUN04 e nela esƟveram envolvidos os 1Sar OPCART Carlos Eira, Rogério Nunes e João Pacheco até 17Nov04, data em que foram subsƟtuídos pelos 1Sar OPCART Fernando Gonçalves, Joaquim Fernandes e Carlos MarƟns, comconclusãodemissãoprevistaparaFev05. A alƟtude em KAIA é de 1780 metros e encontra‐se rodeado de montanhas, o que consƟtuí um óbice natural à operação das aeronaves, designadamente em condições meteorológicasadversas. Durante o período em que decorreu a primeira missão, esƟveram envolvidos controladores civis e militares oriundos de vários países com graus de preparação e experiências diferentes. Além dos portugueses, parƟciparam também canadianos, dinamarqueses, estónios, húngaros, islandeses, ingleses, lituanos, polacos, romenoseturcos. Onúmerodemovimentosdiáriosem2004erajábastante expressivo, voos civis (a grande maioria) e voos militares. Emtermosgerais,atéiníciodenovembrode2004onúmero de movimentos foi de, aproximadamente 32.000 o que significa uma média diária de cerca de 100. A Control Zone (CZ) de Cabul, delimitada por um circulo de 10 NM de raio, do solo até 12.000 pés (exclusive) e o espaço aéreo inserido nos limites laterais da (CA) de (BaseControl Area Bagram militaramericana). Sem rádio ajudas, que permiƟssem voos por Instrument Flight Rules (IFR), as aeronaves em aproximação eram encaminhadas para o circuito do aeródromo, contrariamente ao que geralmente acontece nos aeroportos em que o tráfego aparece já estabilizado e sequenciado na final, o controlo era efetuado, exclusivamente, com base no reporte de posição das aeronaves. Todos os controladores portugueses desempenharam funções de supervisão nas equipas de controlo em que esƟveram integrados em funções de instrução aos novos elementos, que foram entretanto colocadosnaTorredeControlodoaeroportodeCabul. Equipadebombeiros Prestando serviço de assistência e socorro, a ação desta equipa, caraterizou‐se principalmente pelas diversas intervenções realizadas e nas ações de treino efetuadas, após integração de elementos, nas equipas de assistência e socorrointernacionais,queforamconsƟtuídasem KAIA. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Equipas da Força Aérea 10 Eq. Bombeiros– 05 Eq. Contr.Aéreos. – 03 Eq.Meteorol.-02 Equipa da Força Aérea no Afeganistão Viatura uƟlizada pelos especialistas de operações de socorro 28 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  33. 33. TacƟcal Air Controller Party (TACP) Unidade de control aéreo avançadoo 1.Missão O (TACP) da Força AéreaTacƟcal Air Controller Party Portuguesa, fez parte da Força Nacional Destacada no Afeganistão em 2005 e tendo como missão principal, controlarmeiosaéreosatribuídos,emapoioaéreopróximo. 2.Organização a.EfeƟvo 7militares b.Estrutura Duraçãoseismeses,podendoserprolongada. Período‐10AGO05 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades A unidade foi atribuída à ISAF em 10AGO05, comandada pelo Major Machoqueiro, sendo composta por sete militares e incluía viaturas e equipamentos de guiamento, idenƟficaçãoecontrolo. O TACP apoiava inicialmente a Companhia de Comandos da FND que operava no Setor do RC‐C, as QRF dos Regional Area Coordinator (RAC) dos Setores Norte e Oeste e outras unidades ISAF, sem Controladores Aéreos Avançados Terrestres ( – GFAC), aGround Forward Air Controllers designarpeloComandoda ISAF. Posteriormente o TACP, passou a ter definida a prioridade deapoioà QRF/FND/ISAF. 4.Diversos A atribuição, com prioridade para a força do ConƟngente Português, foi definida após deliberação do CSDN, este orgão determinou a parƟcipação nas forças da ISAF, de uma equipa de controladores Aéreos Avançados ‐ TAC (entre outras) ‐, a atuar com prioridade de apoio à QRF/FND/ISAF aparƟrde AGO05. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional TACP 7 TACP em operação no Afeganistão Teste dos equipamentos rádio 29 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  34. 34. Grupo de Comando KAIA 1.Missão “As Forças Armadas planeiam, aprontam e sustentam um Grupo de Comando do Aeroporto de Cabul (...) a fim de integrarem a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão.” 2.Organização a.EfeƟvo 37militares b.Estrutura Períodode4meses‐01AGO a01DEC05 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades Portugal foi a de uma equipa mulƟnacionallead naƟon que operava o aeroporto de Cabul, tendo com tarefas principais controlar as operações no aeródromo, a fim de possibilitar o movimento de pessoal e material da ISAF e apoiar o Ministério de Transportes Afegão, na operação do aeroportocivil. O Comando de KAIA teve a seu cargo nesta fase: formação de Controladores de Tráfego Aéreo e de operadores na área da meteorologia, a elaboração de procedimentos (SOP) para as operações, logísƟca, de apoio eproteçãodaforça. Durante 4 meses, o Coronel Piloto‐Aviador Luís Ruivo, comandou, no Aeroporto da capital do Afeganistão, um destacamento composto por 37 militares portugueses, sendo 34 da Força Aérea, dois do Exército e um da Marinha. No dia 1 de dezembro de 2005 este comando foi entregue a umoficialdaForçaAéreaGrega. KAIA ( ), como éKabul Afghanistan InternaƟonal Airport conhecido na NATO, esteve sob gestão portuguesa desde agosto 2005 tendo nesse período sido criadas as condições para a operação noturna do aeroporto, elaborados e implementados documentos normaƟvos nas áreas de operações,logísƟca,apoioeproteçãodaforça. As capacidades locais foram desenvolvidas através da formação de cidadãos afegãos na área do controlo de tráfego aéreo e meteorologia e segundo os padrões da aviaçãointernacional. Foram ainda introduzidas novas valências em KAIA as quais se traduziram num melhor apoio às Forças da NATO no terreno, e à população afegã em geral, nomeadamente nasevacuaçõesaero‐médicas,24horaspordia. Para se ter uma ideia do movimento deste aeroporto, à época, o mesmo era semelhante ao do aeroporto Sá Carneiro, no Porto, ou seja, desde 01 de agosto até ao 01 de dezembro de 2005, a torre de controlo KAIA controlou 14.132 aeronaves militares e civis e o terminal despachou 34.536passageirose13.464toneladasdecarga. Após o regresso a Portugal, este destacamento foi recebido no AT 1 em Lisboa a 2 de dezembro de 2005, permaneceram ainda em KAIA, 10 militares da Força Aérea, das especialidades de Controlo de Tráfego Aéreo, Meteorologia,ManutençãodeAeronaveseManutençãode Material Terrestre, e Controlo Aéreo TácƟco (TACP) ficando com 7 elementos destacados junto da Companhia de Manobra em “ ” que prosseguiu a missãoCamp Warehouse decoordenaroapoioaéreodecombate. 4.Diversos Em dezembro de 2004, a Aliança aprovou uma solução para assegurar o comando do Aeroporto de Cabul até 2007. A Turquia, Portugal, Grécia, Roménia, Bulgária e República Checa exercerão as funções de comando do aeroporto de fevereiro de 2005 a abril de 2007, cabendo a Portugal o períododeagostoadezembrode2005. A parƟr de 19NOV05 e a fim de assegurar a conƟnuidade da formação dos elementos de controlo de tráfego aéreo, Portugal manteve em KAIA 10 militares, na Área de Operações. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Grupo CMDKAIA 34 FAP 2 EXE 1 MAR Placa com medidas de segurança vigentes Cerimónia do Içar da Bandeira Nacional em KAIA 30 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  35. 35. 31 Patrulhamentos no Distrito de Surobi, RC‐C.
  36. 36. Quick ReacƟon Force QRF 1.Missão(2005a2008) Conduzir operações como (QRF) doQuick ReacƟon Force COMISAF, no apoio ao Governo do Afeganistão (GOA) e Autoridades Afegãs (Forças de Segurança Afegãs), no estabelecimento e manutenção de um ambiente seguro, facilitando a reconstrução do Afeganistão e contribuindo paraaestabilidaderegional. 2.Organização A parƟr de Julho de 2005 a QRF era consƟtuída por uma Secção de Comando, uma Companhia de Manobra, um Centro de Operações TáƟco, um Destacamento de Apoio de Serviços, todos do Exército e uma Equipa de Controladores AéreosAvançados(TACP)daForçaAérea. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade a.Anode2005 A primeira QRF a ser projetada para o Teatro de Operações (TO) do Afeganistão (AFG), foi comandada pelo Tenente‐CoroneldeInfantariaComandoLuísFilipeCarvalho das Dores Moreira, permaneceu em TO desde 03AGO05 a 18FEV06. O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 44 Sargentos e99Praças. A unidade de manobra era consƟtuída pela 2ª Companhia de Comandos (2ªCCMDS) e efectuou o aprontamento no RegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira. A QRF encontrava‐sesediadaemCamp Warehouse (CW), Cabul. DasuaacƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação TUBARÃO, de 23AGO05 a 16SET05, com a finalidade de intensificar a presença na AO da Kabul MulƟnaƟonal Brigade (KMNB). Para a 2ª CCMDS, a missão atribuída, contemplava a realização de patrulhas motorizadas, patrulhas apeadas, montar VCP (Vehicle Check‐Point) e manter um Grupo de Combate (GrComb) em QRF a15minutosde (NTM);NoƟcetoMove • Operação SUPPORT NAPCE, de 01SET05 a 19DEC05, dentro da AO do KMNB, por forma a garanƟr a segurança durante as eleições da Assembleias Nacional eprocessopolíƟcoinerente; • Operação SCREEN III, em 09SET05, com a finalidade de apoiar o (ASP) na segurança aoAfghan Security Partners OlympicStadiumenocontrolodeacessosàcidade; • Operação OCTOPUS II, de 17SET05 a 13OUT05, com a finalidade de efectuar vigilância em possíveis áreas de lançamento de , detectar e deter qualquerrockets Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Viaturas em patrulha no Kabul Military Training Center 32 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  37. 37. suspeito de acƟvidade das Opposing Military Forces (OMF). As missões foram atribuídas através da matriz Intelligence, Surveillance, Target AcquisiƟon & Reconnaissance(ISTAR); • Operação SPIDER, de 24SET05 a 06OUT05, operação de vigilância ao longo do iƟnerário CRIMSON, com o objecƟvodedetectarelementosda OMF; • Operação PASS GUARD II, para estabelecimento de segurançaaospaióisda KMNB; • Operação DOCTOR NO, de 04OUT05 a 06OUT05, visitadoSecretário‐Geralda NATO aCabul; • Operação EXPANSION II, de 07OUT05 a 11OUT05, visita de uma delegação do Joint Force Commander – Brunssum (JFC‐B) ao AFG; A QRF portuguesa (PRT) escoltou a delegação do JFC‐B em 06OUT05 até Bagram Airfield (BAF) e em 07OUT05, de regresso ao Quartel‐ General da (ISAFInternaƟonal Security Assistance Force HQ); • Operação KABUL SHIELD, de 12OUT05 a 14OUT05 com a finalidade de aumentar a vigilância em toda a AO, por forma a evitar o lançamento de porrockets elementosda OMF; • Operação RUBICON, de 17OUT05 a 18OUT05, escolta a um grupo de 20 elementos do ISAF HQ de Cabul para o túnelde em17OUT05;Salang • Operação CALAMARI I, II e III, de 29OUT05 a 01NOV05, incremento da segurança nas instalações da UNAMA, das Organizações Internacionais e da ISAF, para deter, detetar e/ou prevenir qualquer ataque contraestasinstalações; • Operação SWORDFISH, de 02DEC05 a 06DEC05, aumento da vigilância no centro de Cabul, para detectar e deter qualquer ataque contra as localizações do Regional Economic CooperaƟon Conference (RECC). A KMNB esteve pronta para responder a qualquer incidente em apoio às Afghan NaƟonal Security Forces (ANSF); • Operação AFGHAN VENTURE, de 08DEC05 a 15DEC05 e Operação AFGHAN COURAGE, de 16DEC05 a 20DEC05, coordenação com a ANSF para garanƟr um ambiente seguro na Cabul AO, no período que antecedeu à inauguração da Assembleia Nacional, assegurando que todos eventos decorressem sem distúrbiosouincidentes; • Operação BATs FLIGHT em 29DEC05, vigiar as passagens entre as montanhas da província de e oLogar distrito de , para prevenir as OMF de introduzirMusahi munições e explosivos na área de Cabul com o objecƟvo de privar os terroristas dos seus recursos para possíveis atentados; • Operação DETERMINED EFFORT, conduzir operações desegurançaeestabilizaçãonaCabul AO; • Operação NEW YEAR SHIELD de 30DEC05 até 01JAN06, incrementar a vigilância nos locais mais prováveis de lançamento de na Cabul AO, derockets forma a impedir ou deter ataques de contra asrockets instalaçõesda ISAF; • Operação HADES em 09JAN06, executar uma vigilância da área em , com a finalidade deBagrami impedir a execução de acções violentas por parte de elementos da OMF, durante o Dia do Sacriİ cio (AL‐ ADHA)egaranƟrassimasegurançanaregião; • Operação LONDON CALLING de 29JAN06 a 31JAN06, vigiar as áreas mais sensíveis dentro da AO por forma a dissuadir/impedir qualquer ataque contra a ISAF, Combined Forces Command Afghanistan (CFC‐A), GOA e ANSF, durante o período em que decorreu a ConferênciadeLondres; •Operação WASP NEST,aparƟrde23JAN06aumentara presença na parte Sul do distrito de , por formaBagrami a ganhar a confiança da população local e aumentar o conhecimentosobreasituaçãolocal; • Operação TUBARÃO II de 21FEV06 a 10MAR06, conduzir o treino de procedimentos aeromóveis e operações conjuntas com a PRT Coy (Central QRF) e as unidades de manobra da KMNB, por forma a qualificar a PRT Coy como ISAF Central QRF e Reserva da KMNB; Esta operação aplicou‐se à 1ª CCMDS que rendeu a 2ª CCMDS,enquanto ISAF CENTRAL QRF; • Operação ISAF SUPPORT TO EMBASSIES/IC, a ISAF preparou‐se para apoiar a evacuação de pessoal das embaixadas para local seguro, apoio a pedido das ANSF, assegurando a sua liberdade de movimentos e a protecçãodassuasforças; • Operação ISAF PROVIDE REINFORCEMENT TO N O RT H E R N A N D W ES T E R N R EG I O N S, com posicionamento da PRT Coy/CENTRAL QRF em KAIA de 072200LFEV06 até 120600LFEV06, por forma a ser projectada em qualquer parte da ISAF AO em caso de necessidade. Um facto muito relevante, foi o falecimento em 18NOV05, do 1º Sargento Comando João Paulo Roma Pereira, num acidente ocorrido, durante uma patrulha em BAGRAMI. O corpo do militar, foi transladado para Portugal em21NOV05. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Treino com meios aéros, CH47 Chinook Posto de Observação DOLPHIN 33 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  38. 38. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 1Sarg Inf Comando João Paulo Roma Pereira, falecido a 18NOV05. 34 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  39. 39. b.Anode2006‐1ºSemestre A segunda QRF a ser projetada para o TO do AFG foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando PedroMiguelAlvesGonçalvesSoares. Para cumprir a missão dispunha da mesma composição e arƟculação da QRF anterior, sendo o seu efeƟvo composto por 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 42 Sargentos e 101 Praças. A unidade de manobra era a 1ª CCMDS e o aprontamento foi efectuado noRegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira. Permaneceu em TO desde 18FEV06 a 29AGO06 e esteve sediadaem (CW),Cabul.CampWarehouse DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação TUBARÃO II, de 04FEV06 a 10MAR06, com a finalidade de conduzir de patrulhas conjuntas em toda a AO etreinoaeromóvelcom CH‐47; • Operação SACEUR VISIT, de 26 a 28FEV06, uƟlizando umGrCmdscomo QRF; •Operação GOA CONFERENCE,de27FEV06a01MAR06, durante a conferência dos governadores provinciais e membros dos concelhos em Cabul; Esteve de prevenção durante 3 dias em KAIA, um GrCmds como QRF para possívelprojecçãoporhelicóptero; •Operação BRUSSUM VISIT,de15a17MAR06,durantea visita do COMMANDER ALIED JFC‐B, com a 1ª CCMDS prontaeàordem; • Operação COCKROACH I, de 12 a 22MAR06, para evitar o lançamento de da parte mais críƟca da AO derockets Cabul ( ) a área foi patrulhada de dia e de noiteBagrami pela1ª CCMDS; • Operação AFGHAN HAPPY NEW YEAR, de 20 a 22MAR06, durante as comemorações do ano novo Afegão, com um GrCmds em QRF no QG/ISAF e dois GrCmdsem CW prontosparaprojecção; • Operação NATO MC VISIT, de 27 a 30MAR06, durante a visita do MILITARY COMMITTEE NATO com um GrCmdsem QRF a15minutosde NTM prontoaintervir. • Operação CHRISTMAS TREE EMBASSIES, em 31MAR06, para conter possíveis tumultos junto à embaixada italiana pela concessão de asilo políƟco a RAHMAN, que se converteu ao crisƟanismo, com a 1ª CCMDS prontaaintervir; • Operação KABUL FIND 06, em 10ABR06, para garanƟr a segurança à área onde ocorreu um exercício da ISAF de recuperaçãodepessoal,comumGrCmds; • Operação COCKROACH II, de 09 a 19ABR06, com o mesmo conceito da primeira operação, mas empregando o patrulhamento em toda a área da KMNB eincidindonasáreasmaiscriƟcas( e );Bagrami Pagman • Operação DSACEUR VISIT, de 21 a 23ABR06, durante a visita do DSACEUR ao JOC/KMNB, com um GrCmds em QRF a15minutosde NTM; • Operação BEGONIA, de 28 a 29ABR06, durante as comemorações do dia da independência do AFG, com GrCmds em QRF no ISAF HQ, no Estádio Olímpico e em CW; • Operação CHOC, em 04MAI06, durante a cerimónia de posse de Comando da ISAF IX, com um GrCmds a montar segurança (VCPs) com a KCP e a patrulhar a área Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Treino de embarque em meios aéreos 35 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  40. 40. Suldo ISAF HQ; • Operação CROW, de 06 a 21MAI06, conƟnuando a série COCKROACH com a 1ª CCMDS no patrulhamento de toda a AO da KMNB, incidindo na área mais críƟca ( ), mantendo um GrCmds em QRF a 15 minutosBagrami de NTM; • Operação CARRIER PIGEON CIS TEST, em 09MAI06, durante o deslocamento de uma coluna militar de Cabul para , com vista a fazerem‐se testes deSurobi comunicações, a 1ª CCMDS manteve um GrCmds em QRF a15minutosde NTM; • Operação PTS CONFERENCE, em 15MAI06, durante a realização de uma conferência do Governo do AFG num hotel de Cabul, com a 1ª CCMDS a patrulhar áreas críƟcasconƟdasnasboxes EAGLE e HAWK; •Operação SUPERMARKET I,de15a22MAI06,durantea construção de um perímetro de segurança a um depósito de munições e explosivos do exército Afegão, coma1ª CCMDS empatrulhamentoduranteanoite; • Operação SATURN NPA VISIT, de 17 a 20MAI06, durante uma visita a Cabul da NATO Parliamentary Assembly, com um GrCmds em QRF a 60 minutos de NTM; • Operação COMUSAFE COM VISIT, de 17 a 20MAI06, durante uma visita ao ISAF HQ pelo COMUSAFE/COM CC AIR RAMSTEIN, com um GrCmds em QRF a 60 minutosde NTM; • Operação SUPERMARKET II, de 25 a 27MAI06, com a intervenção semelhante à primeira desta série, pela 1ª CCMDS; • Operação SOPHIA PRT EXECUTIVE MEETING, em 25MAI06, durante um encontro com vários ministros Afegãos e embaixadores dos diversos países parƟcipantes na ISAF, com um GrCmds em CW, como QRF ea15minutosde NTM; • Operação KABUL TROUBLES, em 30MAI06, após distúrbios provocados por um acidente de viação com viaturas da Coligação, a 1ª CCMDS manteve‐se pronta a intervircomumGrCmdsa60minutosde NTM; • Operação CALAMAR KABUL CITY, em 02JUN06, no seguimentodaOperação KABUL TROUBLES eperantea possibilidade de mais distúrbios, com o empenhamento da1ª CCMDS; • Operação CRICKET GAME, em 04JUN06, durante um jogo de entre a selecção nacional Afegã e umacricket equipa do ISAF HQ, com um GrCmds em QRF a 15 minutosde NTM em CW; • Operação TURTLE, de 15JUN06 a 16JUL06, com projecção para desenvolver acções de patrulhamento na região de e garanƟr um GrCmds como QRF emFarah SHINDAND a60min NTM eem HERAT a120minutosde NTM; • Operação PASS GUARD, para estabelecimento de segurançaaospaióisda KMNB; •Operação TRIGGER IIRT,paraForceProtecƟonaequipas Mobil Medical Team Explosive Ordnance(MMT) e Disposal (EOD), em caso de tentaƟva de atentado ou ameaça (IED);ImprovisedExplosiveDevice • Operação WHITE SNOW, com a 1ª CCMDS a relatar a situaçãodoestadodosiƟnerários; •Operação RAT TRAP II,comvistaàcapturadepessoalna partecentraldeCabul. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Viatura em patrulha durante a Operação TURTLE 36 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  41. 41. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Patrulha no interior de uma Aldeia Afegã Contato com a população civil durante operação Cerimónia de atribuição da Medalha NATO Coluna de viaturas durante a Operação TURTLE 37 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  42. 42. Anode2006‐2ºSemestre A terceira QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedista Paulo José de Sousa Teles Serra Pedro. Permaneceuemmissãono TO desde29AGO06a28FEV07. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com o efecƟvo a 149 militares, 141 do Exército e 8 da Força Aérea, sendo 13 Oficiais, 36 Sargentos e 99 Praças.Aunidadedemanobraeraa11ªCompanhiadePára‐ quedistas, do 1º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista. Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento deInfantaria10. DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Segurança a (KAF), de 02SET06 aKandahar Airfield 03NOV06, no (RC‐S), a fim deRegional Command South efectuarsegurançaİ sica,emperímetrodaárea; • Operação WYCONDA OQAB III, de 07NOV06 a 05DEC06, na Província de noFarah Regional Command West (RC‐W), com a finalidade de efectuar uma vigilânciadeflanco; •Operação WYCONDA OQAB I,de16NOV06a30NOV06, na Província de no RC‐W, com a finalidade deFarah efectuar patrulhas de segurança e vigilância nos principaisiƟnerários; • Operação WYCONDA OQAB IV, de 01DEC06 a 05DEC06, na Província de no RC‐W, com aFarah finalidade de efectuar uma vigilância de flanco e monitorizaçãodepostosdecontroloemapoiodo ANA; • Operação CENTAURO FADO,de20DEC06a 23JAN07no RC‐C, com a finalidade de efectuar patrulhamentos dos iƟnerários; • Operação CARAVEL, de 27JAN07 a 13FEV07 no RC‐C, com a finalidade de efetuar patrulhamentos dos iƟnerários. OutrasaƟvidades: •Reconhecimentoao RC‐S,de28SET06a03OUT06; •Reconhecimentoao RC‐W,de10OUT06a13OUT06; • Ajuda humanitária em 06JAN07 no RC‐C, onde foram entregues arƟgos escolares, medicamentos e géneros alimentaresnumaescolaehospital; • na Operação VIKING (AjudaForce ProtecƟon Humanitária em Cabul) em 08FEV07 no RC‐C. A acƟvidade (CIMIC),Civil‐Military CooperaƟon finlandesa ao Centro de Refugiados no Police District (PD) 6, com 600 famílias; Esta acƟvidade humanitária em Cabul distribuiu 11 toneladas de alimentos e 400 cobertores. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Desembarque da força e meios em Herat, a oeste do Afeganistão. Reabastecimento aéreo de combusơvel 38 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  43. 43. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Apoio Sanitário à população civil Patrulhas em FARAH, Oeste do Afeganistão Manutenção de viatura Ação CIMIC em Cabul. 39 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  44. 44. Anode2007‐1ºSemestre A quarta QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedistaPauloJúlioLopesPipadeAmorim.Permaneceuem missãono TO desde28FEV07a28AGO07. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com um efeƟvo de 158 militares, 150 do Exército e 8 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 45 Sargentos e 98 Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS. Efectuou o seuaprontamentonoRegimentodeInfantaria3,emBeja. DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação OQAB MAGNET DECISIVE PHASE, de 04 a 09MAR07 no RC‐C, com a finalidade de conduzir reconhecimentos e operações conjuntas com o French (FR) BG, Task Force (TF) CARACAL e TF PANTERA, no interior da BOX FOXHOUND no distrito de , a fimSurobi desefamiliarizarcomaÁreadeOperaçõesdo RC‐C; • Operação OQAB MAGNET ENDURING PHASE, de 16MAR07 a 06ABR07, no RC‐C, com a finalidade de conduzir patrulhamentos diurnos e nocturnos nas boxes FOXHOUND, ALSATIAN e BOXER emapoiodo FR BG; • Operação ELYSIAN FIELDS, de 01 a 06ABR07 no RC‐C, com a finalidade de reportar permanentemente qualquer evento relacionado com a segurança nos iƟnerários principais de reabastecimento, especialmentenoIƟnerário CRIMSON; • Operação ELYSIAN FIELDS de 15ABR07 a 02MAI07 no RC C, com a finalidade de apoiar a rotação do FR BG, conduziu patrulhamentos a Noroeste de Cabul, desde Shakar Darreh Estalef Qareh Bagha e , exercendo o esforçonoIƟnerário HORSESHOE; • Operação DOGAN BARIS de 17ABR07 no RC‐C, com a finalidade de garanƟr a segurança em redor do complexo de durante a visita dosPol‐e Charkhi Embaixadores do a esteNorth AtlanƟc Council complexo; • Operação DOGAN DESTEK de 18ABR07 a 04MAI07 no RC‐C, como QRF (‐) a 30 minutos de NTM, reforçada com equipa EOD e MMT e reconhecimentos aéreos, para apoiar as ANSF na da Feira da Agricultura durante o períodocompreendidoentre18ABR07a04MAI07; • Operação NOW RUZ ADALAT de 06MAI07 a 20JUN07 nos RC‐C, RC‐Ee RC S.De06a13MAI07‐ daDeployment QRF Portuguesa para KAF na região Sul do Afeganistão. De17a20JUN07–RedeploymentdaForçaparaKabul; • Operação ILUSÃO em 17MAI07 no RC‐S, com a finalidade de executar uma manobra de diversão na regiãodeHowz‐e‐madad(41RQQ2193); • Operação HOOVER de 24 a 26MAI07 no RC‐S, com a finalidade de estabelecer uma posição de detenção a OESTE de , a fim de conter movimentos insurgentesAlizi (INS)eoacessoàregiãode (distritoda );Nalgham Zhari • Operação ESCORPIÃO de 02 a 05JUN07 no RC‐S, com a finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de Limpeza de Zona na Box DONINHA (distrito de Maywand), a fim de interditar e desorganizar a acƟvidade INS nessa região. Material apreendido e detenções: • Recuperados/apreendidos: um camião roubado ao Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Operação NOW RUZ ADALAT no RC S 40 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  45. 45. GIRoA,duaspick‐upequatroveículosligeiros; •DeƟdascatorzepessoas; • Apreendido o seguinte armamento e munições: 5 AK47, 4 Metralhadoras Ligeiras PKM, 2 RPG 7, 10 Granadas de RPG, 1 Espingarda de repeƟção, 1 Espingarda , 1 Máscara NBQ, diversasSimonov munições 7,62mm e material diverso para o fabrico de IED's. • Operação VÍBORA 02 de 10 a 14JUN07 no RC‐S, com a finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de Limpeza de Área nas Boxes LISBOA, PORTO, COIMBRA e BEJA (distrito de ), a fim de interditar eMaywand desorganizar a acƟvidade INS nessa região. Material apreendidoedetenções: • Recuperados/apreendidos: uma viatura 4x4 e um veículoligeiro; DeƟdastrêspessoas; • Apreendido o seguinte armamento e munições: 2 AK47, 3 Metralhadoras Ligeiras PKM, 1 Espingarda de repeƟção , diversas munições calibreLee Enfield 5,45mm, 5,56mm NATO e 7,62mm, 2 minas AP e materialdiversoparaofabricode IED's; • Foram apreendidos igualmente vários sacos com estupefacientes. • Operação SUKRAN de 25JUN07 a 02AGO07 no RC‐C, com a finalidade de se assumir como QRF do RC‐C a 6 horasde NTM. OutrasaƟvidades: • Sessões de Tiro Real em , no RC‐C, com aPol‐e Charkhi finalidade de verificar e adaptar o armamento ao TO e manter a proficiência necessária ao cumprimento da missão; • Segurança ao paiol de munições localizado na Área Militar do (ANA), de 12 aAfghan NaƟonal Army 14MAR07, 08 a 10ABR07, 09 a 11JUL07, 19 e 20JUL07, em naáreado RC‐C;Pol‐eCharkhi • Reconhecimento ao RC‐S de 26 a 29ABR07, com a finalidadedeCoordenaraOperação ADALAT;NowRuz • Entrega Ajuda Humanitária em 15JUN07 no RC‐S, efectuada na (PBW) com entrega aoPatrol Base Wilson Governador do Distrito de , de medicamentos eZhari génerosalimentares; • Apoio de 26 a 30JUN07 ao Reconhecimento do TO do AFG aos militares da futura Força Nacional a destacar no 2ºsemestrede2007; • Force ProtecƟon em 27JUN07 no RC‐C, a uma coluna duranteo ;AfghanInternaƟonalDrugTraffickingDay • Apoio ao Embaixador Português António Ramalho OrƟgão de 17 a 19JUL07 no RC‐C durante a apresentação de credenciais ao Presidente do Afeganistão; • Exéquias fúnebres do Rei de 24 a 26JUL07 noZahir Shah RC‐C,com NTM a30minutos; • JOINT PEACE JIRGA (JPJ) de 07 a 12AGO07 no RC‐C, parasegurançadoCentrodeControlodo JPJ. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Material apreendido na Operação ESCORPIÃO Material apreendido na Operação VÍBORA 02 Patrulhas de normalização no RC‐S. Auxílio às Forças Afegãs 41 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  46. 46. 42 Operações no RC‐S. Operações no RC‐C. Travessia de linha de água na região de Surobi. Shura com o governador de Zhari em PBW. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  47. 47. Anode2007‐2ºSemestre A quinta QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedistaDavidTeixeiraCorreia. O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do Exércitoe7daForçaAérea(EquipadeControladoresAéreos Avançados). A unidade de manobra era a 22ª Companhia de Pára‐quedistas, do 2º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista. Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento deInfantaria10. Encontrava‐sesediadaem CW,Cabul. DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se: • A contribuição para a segurança e o desenvolvimento da ProvínciadeCabul RC‐C; • A segurança na Província de (RC‐S) nos distritos deZabul Qalat ShaJoye ; Um facto relevante foi o falecimento, em 24NOV07, do Soldado Pára‐quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa num acidente de viação, que ocorreu durante o deslocamento de uma coluna de viaturas militares da FND, paraoSuldo AFG. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Patrulhas de segurança na região de Cabul Observação e vigilância Operação RING ROAD SOUTH, no RC S UXO encontrados 43 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  48. 48. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Soldado Pára‐Quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa, falecido a 24NOV07. 44 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  49. 49. Anode2008 A sexta QRF a ser projetada para o TO do AFG foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando CarlosAntónioMansoMendesBartolomeu. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com o efeƟvo de 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 46 Sargentos e 97 Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS e efetuou o seu aprontamento no Centro de Tropas Comandos, em Mafra. Encontrava‐se sediada em CW, Cabul; Executou acƟvidadeoperacionalde28FEV08a01JUL08. DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se: • Operação PAMIR ENDURING PHASE, de 29FEV08 a 11MAR08, no RC‐C, com um reconhecimento aéreo à AO do RC‐C e efetuar patrulhas conjuntas com os 3 BG do RC‐C,Italiano,FrancêseTurco; • Operação COBRA MOUTAIN II, em 19MAR08 no RC‐C, com um patrulhamento montado ao distrito de Surobi por forma a treinar o reforço à Forward OperaƟng Base TORA; •Operação CRAZY BUFFALO,de23MAR08a03ABR08no RC‐C, com um GrCmds a 15 minutos de NTM em apoio à operaçãodo BG Francês; • Operação ORANGE, de 23 a 29MAR08 no RC‐C, com um GrCmds com NTM de 15 minutos para efectuar Crowd Riot Control (CRC); Escolta a viaturas francesas com funcionáriosdaEmbaixadadaHolanda; • Operação SOHIL LARAM IV, de 18ABR08 a 09JUN08, nos RC‐C, RC‐E e RC‐S, com projecção para o RC‐S e actuação como força de Quadricula de 23ABR08 a 01JUN08 na Vila de ,Hutal Maywand District; Redeploymentparao RC‐Cem09JUN08; • Reforço de segurança à Prisão de , de 27 aPol‐e Charkhi 28JUN08no RC‐C,comumGrCmdsde QRF e NTM de15 minutos. OutrasaƟvidades: • ,de13a26FEV08no HQ ISAF e RC C,KeyLeaderTraining com a finalidade de familiarizar os quadros da 2ª CCMDS coma ISAF eos BG do RC‐C; • Sessões de Tiro Real no Kabul Military Training Centre (KMTC), para verificação e adaptação ao armamento no TO. Manutenção da proficiência necessária ao cumprimentodaMissão; • Reconhecimento a KAF de 20 a 22MAR08, com a finalidadedeprepararoempenhamentono RC‐S; • PASS GUARD, de 25 a 28MAR08, com a finalidade de efectuarsegurançaaopaioldemunições; •Retracçãoparao TN,de01a30JUL08. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Desembarque de helicóptero durante a Operação COBRA MOUNTAIN II Operação HUTAL no RC‐S. 45 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  50. 50. Anode2010 Em 2010 a QRF voltou ao TO com uma consƟtuição semelhante à dos anos anteriores. De acordo com DireƟva Operacional nº 035/CEMGFA/09; O seu local de emprego era agora a AO do RC‐C. A FND Ɵnha como missão consƟtuir‐se como do COM RC‐C eQuick ReacƟon Force preparar‐se para conduzir operações de segurança e estabilização em qualquer parte da AO do RC‐C, a fim de contribuir para o estabelecimento e manutenção de um ambienteseguro. Esta QRF foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando Ulisses Alves, tendo cumprido a sua missão entre 19ABR10 e 24SET10. O seu efeƟvo era composto por 162 militares do Exército e da Força Aérea, sendo a unidade de manobra a 2ª CCMDS. O seu aprontamento foi efectuado no Centro de Tropas Comando, SerradaCarregueira. A QRF ficousediadaem CW,Cabuleactuoucomoforçade reacção rápida do RC‐C, podendo ser empregue em qualquer parte da AO do RC‐C, com capacidade de cumprir asseguintesmissões: •Evacuaçãodepessoal; •Escoltas; •VigilânciaeReconhecimento; •ControlodeTumultos; •DefesadePontosSensíveis; •Patrulhas; •Operaçõesaeromóveis; •Protecçãoa VIP eapoioaeventosgovernamentais. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Patrulha de presença na Área de Operações Patrulha de Reconhecimento na Área de OperaçõesPatrulha de presença na Área de Operações 46 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  51. 51. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Operação TURTLE ‐ Deslocamento de viaturas. TACP em apoio à QRF. Preparação para operação. Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Patrulhas. 47 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  52. 52. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Deslocamento de viaturas. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil. Visita de Alta EnƟdade, Comandante Operacional do Exército, TGen António Palma. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil. 48 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  53. 53. 49 Estandarte heráldico das OMLT‐KCD. OMLT Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  54. 54. OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Garrison (OMLT‐G) 1.IntroduçãoeMissão O fator mais significaƟvo para a garanƟa de um Afghan NaƟonal Army (ANA) inteiramente eficaz e autossuficiente é o apoio prestado pelas NATO OperaƟonal Mentor and Liaison Teams (OMLT) e pelas Embedded Training Teams (ETT). O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), de 26 de Julho de 2007 deu parecer favorável à proposta do Governo Português para o envio, no 1º trimestre de 2008, de uma Equipa, com cerca de 15 elementos, para apoio à formação doExércitoAfegãoduranteumperíodode6meses. A OMLT seria empregue no âmbito do “serial” 9.01.3.9 da Combined Joint Statement Of Requirements (CJSOR) desenvolvendo a sua aƟvidade de assessoria no interior do aquartelamento de uma Unidade de Guarnição Afegã e respeƟvo campo de manobras em PeC, situado a Este de Cabuleacercade20KmdocentrodacapitalAfegã. Tendo sido consƟtuídas desde março de 2008 a abril de 2012, oito OperaƟonal Mentor and Liaison Teams de Guarnição (OMLT‐G), comandadas pelos seguintes militares: • OMLT‐G01: TCorInf CMD PedroSoares; • ;OMLT‐G02: TCorArtGreenD.Henriques • OMLT‐G03:TCorInfCostaSantos; • OMLT‐G04:TCorArtLuisMonsanto; • OMLT‐G05:TCorInf J.daSilvaPereira; • OMLT‐G06:TCorInf OE CunhaGodinho; •OMLT‐G07: TCorArtAntónioParadelo; •OMLT‐G08: TCorArtJoséConceiçã .o As primeiras OMLT‐G “serviram” na área da mentoria ao EM da Unidade de Guarnição nº3 ( )Garrison Support Unit do Corpo 201 situado em PeC, por forma a facilitar o desenvolvimento de um ANA competente, profissional e autossuficiente. Posteriormente, com a restruturação do ANA e a criação da (111CapDiv),passouaseraunidade111ªCapitalDivision de guarnição desta Divisão a ser mentorada pelos militares portugueses. As OMLT‐G, Ɵveram como missão genérica atribuída, treinar, ensinar e mentorar em todas as áreas funcionais de uma unidade de guarnição, para o conơnuo desenvolvimento das suas capacidades incluindo procedimentos de Estado‐Maior para operações, ao nível Batalhão. 2.Organização Foram consƟtuídas por militares dos 3 ramos das Forças Armadas, maioritariamente do Exército, mas variaram ao longo do tempo no seu número (11 a 30 militares), dependendo a sua consƟtuição da integração ou não de uma .ForceProtecƟon 3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdesenvolvidas Das principais aƟvidades desenvolvidas, na área da mentoria,oesforçoconcentrou‐seessencialmentenoapoio e na apresentação de soluções para os problemas e obstáculos que surgiam diariamente nas diversas áreas funcionais, tais como as de Pessoal, LogísƟca, Operações, ComunicaçõeseEngenharia. Segundo parecer da ISAF, as OMLT foram contributos significaƟvos que as nações deram para apoiar o desenvolvimento e profissionalização do ANA, no âmbito do processo de transição. Portugal garanƟu durante quatro anos o ensino, treino e mentoria da GSU do Campo Militar de PeC. Terminado este ciclo, à luz dos diversos elogios formulados por enƟdades da ISAF, considera‐se que o trabalho realizado pelas sucessivas equipas foi notável e sem dúvida dotou a GSU com as ferramentas e conhecimentos necessários que permiƟram enfrentar os desafios, a avaliar pela dimensão e quanƟdade de infraestruturasconstruídaseapoiosefetuados. Uma imagem de graƟdão foi permanentemente passada às equipas nacionais que transmiƟram as melhores práƟcas em uso nas Forças Armadas Portuguesas, tendo valorizado em ulƟma instância a imagem de Portugal quer perante os nossosAliadosda NATO edoEstadoAfegão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Transferência de Autoridade entre OMLT 50 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  55. 55. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional AƟvidade de mentoria com o Comandante da GSU Apoio a uma escola em Cabul Ação de formação Foto de grupo com Equipa de Inspeção 51 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  56. 56. OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Division (OMLT‐D) 1.IntroduçãoeMissão Em 26 de julho de 2007, o Conselho de Segurança da Defesa Nacional (CSDN), deu parecer favorável à proposta do Governo Português para o envio, no primeiro trimestre de 2008, de uma OperaƟonal Mentor and Liaison Team (OMLT). De acordo com a estratégia de transição da NATO no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão (AFG), era fundamental uma evolução sistemáƟca e consistente das Forças de Segurança Afegãs (Afghan NaƟonal Security Forces – ANSF) por forma a permiƟr ao governo do AFG o estabelecimentodeumclimadesegurançaalongoprazo. O objeƟvo final, era dotar as capacidades necessárias às A N S F para o cumprimento da sua missão. As responsabilidades foram transferidas gradualmente libertandoassim,asforçasaliadas. Todas as OMLT portuguesas, Ɵveram como missão principal treinar, orientar e ensinar os procedimentos de estado‐maior relaƟvos ao emprego operacional de uma grande unidade afegã (111 CapDiv), desenvolvendo as suas aƟvidadesdeassessoriano HQ/111CapDiv. 2.Organização O (CONOPS) de 08jun09 definiaConcept of OperaƟon quatroprincipaistarefasadesenvolverpelas OMLT.Nocaso em concreto da mentoria à 111CapDiv, (uma das grandes unidades do ANA responsável pela condução de operações desegurançanaprovínciadeCabul): 1. Treinar, ensinar e mentorar as áreas funcionais do estado‐maior da Divisão de Cabul, incluindo as tarefas e procedimentos de Comando e Controlo no processo de tomada de decisão militar para prossecução das MissionEssenƟalTaskList(METL); 2. Serem elementos facilitadores na cooperação e arƟculaçãocomoutrasunidades; 3. Apoiar no planeamento e execução de operações de combatedaDivisão; 4. Servir de elementos de ligação entre o Comando ISAF e oComandoda111CapDiv. O referido documento mencionava ainda as relações de ComandoeControloapresentadasemcima. Portugal destacou seis OMLT‐D para o TO do Afeganistão no período compreendido entre março de 2009 e abril de 2012 e cada equipa foi formada por 17 elementos do Exército (9 Oficiais e 8 Sargentos), apesar de o CONOPS anteriormente referido, mencionar uma consƟtuição de 20 militaresecorrespondenteàseguintearƟculação: Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Estrutura da relação de comando e controlo das OMLT‐D 52 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  57. 57. Marçode2009aoutubrode2010 As primeiras três OMLT‐D (OMLT‐D 01/01, OMLT‐D 01/02 e OMLT‐D 01/03), esƟveram no TO, no período compreendido entre março de 2009 e outubro de 2010 e por períodos de 6 meses, tendo sido comandadas respeƟvamentepor: • OMLT‐D01/01:CorInfParaDuartedaCosta; • OMLT‐D01/02:CorInfParaSantosCorreia; • OMLT‐D01/03:CorInf CMD MouraPinto. 3.Principaistarefas/aƟvidadesdesenvolvidas De referir que a OMLT‐D 01/02 teve de se adaptar a uma mudança no ambiente e condições pelo facto de ter migradode KAIA‐Sulpara KAIA‐Norte. Destacam‐secomoprincipaisaƟvidadesasseguintes: 1‐ Acompanhamento do Comando e Estado‐Maior da 111CapDiv em duas Operações de Cerco e Busca na região de e onde esƟveramMusahi Paghman, envolvidas as subunidades da Divisão, os Serviços de Informações e Segurança Afegãos (NDS), a Polícia de Cabul (KCP) e o (RC‐C). ARegional Command – Capital OMLT‐D 01‐02 organizou‐se em três grupos de mentores, sendo que o primeiro acompanhou o PC TáƟco da CapDiv, o segundo apoiou o PC Principal em KAIA Sul e o terceiro guarneceu o PC Nacional com o objecƟvo de garanƟr ligação à QRF e Portugal. No total das duas operações, foram capturados 10 insurgentes, diversomaterialearmamento; 2‐ Acompanhamento na criação e desenvolvimento dos Planos de Segurança, implementados pela Divisão quando da realização das eleições e tomada de posse do Presidente da República, , nas diversasHamid Karzai visitas efetuadas pelo mesmo e na receção de inúmerasAltasEnƟdadesestrangeiras; 3‐Reconhecimentosaéreoseterrestres; 4‐ Várias Operações Humanitárias, nomeadamente em escolas,acampamentosehospitais. Outubrode2010aabrilde2012 Na sequência de uma reorientação estratégica da NATO, Portugal reviu a sua parƟcipação na ISAF e consƟtui um ConƟngente Nacional (CN)/FND com um incremento de reforço de Equipas de Formadores/Instrutores, entre as quais da GNR, mantendo‐se a OMLT‐D e OMLT‐G. Os CN assumiram a seguinte consƟtuição, com a manutenção da estruturaemissãoda OMLT‐Datéabrilde2012: Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Musahi. Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Paghman. 53 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  58. 58. Durante este período, integraram o CN/FND/ISAF as OMLT‐D 01/04, OMLT‐D 01/05 e OMLT‐D 01/06, comandadaspelosseguintesmilitares: • OMLT‐D01/04:CorInfParaGuerreirodaSilva; • OMLT‐D01/05:CorInfParaCarlosPereira; • OMLT‐D01/06:CorInfJoséRebelo. À semelhança do que aconteceu com a OMLT‐D 01/02, a OMLT‐D 01/04 foi também confrontada com a necessidade de se deslocar de KAIA‐Norte para , paraCamp Warehouse maior proximidade à 111CapDiv, agora instalada em Pol‐e Charkhi(PeC). Além das aƟvidades de mentoria ao comando da 111CapDiv, outras aƟvidades foram igualmente desenvolvidas,nomeadamente: • Consolidação das relações de Comando dentro da 111CapDiv, através das reuniões periódicas (designadas por HUDDLE)comas OMLT/ ;Advisors • Elaboração de vários Planos de Treino e Formação Adicional, com o objeƟvo de responder às expetaƟvas doComandoda111CapDiv; • Ação de solidariedade, em nome da 111CapDiv, para incrementar o bom relacionamento com a população local através de melhoramentos em escolas e instalaçõesdesporƟvas,distribuiçãodematerialescolar, roupas,medicamentos,enlatados,etc. • Acompanhamento das operações conduzidas pela Divisãonasua AOR; • Visitas de trabalho e acompanhamento dos mentorados às subunidades da 111CapDiv e FOB (Forward OperaƟng Base). 4.Diversos As OperaƟonal Mentor and Liaison Team‐Division (OMLT‐D) cumpriram a sua missão com lustre e disƟnção juntoda111CapDiveforammoƟvodereconhecimentopela ISAF epelasChefiasAfegãs. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Estrutura do ConƟngente Nacional AƟvidades de mentoria 54 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF

×