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 Logo após Ranchinho perdeu em um incêndio sua
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 Em 1974, ele realizou sua primeira exposição
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 Muitos achavam que Ranchinho, como falava
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 Com a ajuda da família por quem era muito
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 Ranchinho nunca parou de pintar. Ele
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Colégio Estadual Visconde de Itaboraí
Disciplina: Arte-Educação
Professora: Cris Rosa
Turma: cn.4002
Alunas: Adiane July d...
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Ranchinho.

  1. 1. Sebastião Theodoro Paulino da Silva, mais conhecido como Ranchinho, era uma pessoa muito especial. Nasceu no dia 7 de janeiro de 1923, às 4h da madrugada, em uma pequena fazenda em Assis interior de São Paulo. Seus pais Zé Paulino e Maria Flauzina, eram bóias frias.
  2. 2. Ranchinho era uma criança com muita dificuldade de locomoção, fala e audição. Mas sempre ajudava sua família. Ranchinho perdeu seu pai em um acidente de trabalho, aos 50 anos. Daí então sua mãe e seus irmão mais velhos tiveram que trabalhar para sustentar a família.. Nas horas livres que não eram muitas, ele rabiscava em pequenos cadernos seus primeiros desenhos, usando tocos de lápis.
  3. 3.  Anos mais tarde Sebastião aos 22 anos, conseguiu seu primeiro emprego fixo. Começou a trabalhar com o amigo João Romeiro, movimentando a manivela que moía a cana para fazer o caldo, bebida conhecida como garapa, vendida em frente aos cinemas de Assis. Sebastião ficou muito abalado com a morte de sua mãe. Sebastião então se muda para a residência de seu amigo, o responsável por sua primeira viagem de trem.  Seu amigo o levou para conhecer uma locomotiva em pleno funcionamento, uma das fontes de imaginação artística de Ranchinho.
  4. 4.  Anos mais tarde em 1954, sofreu uma nova perda marcante: João Romeiro, seu melhor amigo.  Depois de perder seu pai, sua mãe, seu irmão mais velho, e seu amigo, Ranchinho estava agora sozinho no mundo. Para se sustentar voltou então a fazer pequenos serviços, como tirar água de poço, limpar quintais e etc.  Sem moradia Sebastião passou a dormir em ranchos abandonados perto de Assis. Por isso ficou conhecido como Ranchinho.  Ranchinho passou então a ter um vizinho: José Alves da Silva, o ZUZA, que o ajudou muito.
  5. 5.  Logo após Ranchinho perdeu em um incêndio sua casinha que tanto gostava. E passou a morar de favor na casa do irmão Antônio e de sua esposa Isaura. Morar na casa do irmão foi ótimo para Ranchinho: começou a comer melhor e passou a freqüentar com regularidade igrejas, missas, rezas, velórios, casamentos e enterros, deixando de andar pelas ruas catando papéis, latas, garrafas e ferros velhos.  Como fazia desde criança, Ranchinho continuava a desenhando.
  6. 6.  Ranchinho andava pelas ruas de Assis com uma sacolinha no ombro com seus tocos de lápis, canetinhas, canetas esferográficas, etc.. Quando assistia um fato interessante, tirava do bolso algum papel surrado e registrava a cena.  Foi o corretor de imóveis José Nazareno Mimessi, que estudava artistas autodidatas que descobriu Ranchinho.  Quatro anos depois, incluiu trabalhos do pintor estreante na primeira exposição de Artes Plásticas de Assis.  Foi um sucesso, Ranchinho ganhou MENÇÃO HONROSA e estímulo para continuar pintando.
  7. 7.  Em 1974, ele realizou sua primeira exposição individual, com 71 quadros. Todos foram vendidos. Seus quadros mostravam modas de viola, imagens da roça e da cidade de Assis: Quintais, rodeios, carros de boi, caminhões com galinhas, etc..  Ranchinho ficou famoso por seus quadros e por suas manias, como a de freqüentar a missa duas vezes ao dia, na Catedral de Assis, e não perder nenhum casamento ou um velório. Ele se sentava sempre no mesmo lugar, na primeira fileira, à esquerda, em frente ao altar-mor.
  8. 8.  Muitos achavam que Ranchinho, como falava com dificuldade, não ouvia. Isso não era verdade. O que ocorreu foi que a maioria da população de Assis acreditava que ele era incapaz de diferenciar sons e deixou de falar com ele. Assim,ranchinho foi progressivamente se isolando e encontrou na pintura a sua forma de expressar uma rica individualidade.  Com o sucesso conquistado pelos quadros Ranchinho passou a ser um verdadeiro cidadão, embora não tivesse nenhum documento.
  9. 9.  Com a ajuda da família por quem era muito querido conseguiu tirar seus documentos. Mesmo assim continuou analfabeto. A família o ensinou a assinar “Sebastião”. Mas depois começou a assinar por Ranchinho.  Com seu talento, Ranchinho começou a ter reconhecimento da crítica de arte. Foi convidado para realizar exposições em diversos municípios. Oito anos depois, foi homenageado na SEMANART da Escola Estadual José Augusto Ribeiro. Participou daí então de vários prêmios importantes, como em 2000 teve trabalhos escolhidos para participarem da Mostra do Redescobrimento, evento que selecionou o que foi produzido de melhor na arte brasileira até então.
  10. 10.  Ranchinho nunca parou de pintar. Ele terminou seu último quadro pouco antes de seu falecimento, ocorrido em 2 de fevereiro de 2003, às 23h, no hospital Regional de Assis. Ele tinha 80 anos e estava internado desde o dia 16 de janeiro, a morte ocorreu após um acidente vascular cerebral. O velório não podia ser em outro lugar: a Catedral de Assis. Mas o nome Ranchinho jamais será esquecido, suas mais de 2mil obras estão no centro cultural Dona Pimpa de Assis, num agradável pátio chamado Ranchinho onde ele pode ser lembrado como o grande artista que foi.
  11. 11. Colégio Estadual Visconde de Itaboraí Disciplina: Arte-Educação Professora: Cris Rosa Turma: cn.4002 Alunas: Adiane July de Souza Letícia Marins Moura Natasha Fernandes da Silva Thairine Silva Coutinho

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