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INFORMAÇÃO
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CONTEXTO
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QUESTÃO
• Qual a importância das teorizações críticas de
currículo para a formação dos profissionais da
informação?
OBJETIVOS
• Geral: analisar as contribuições das teorias
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profissionais da inform...
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• Com base nos objetivos: Exploratória nos
temas do “Currículo”; “Teoria Crítica”;
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AGENDA DA PESQUISA
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Resultados Parciais
Contribuições das Teorias Críticas para repensar o currículo
Msc. Marielle Barros de Moraes
Bibliotecária CRB-3/1064
Mestre em Ciência da Informação (USP)
Doutoranda em Ciência da Inf...
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Teorias Críticas de Currículo: contribuições preliminares para repensar a formação nas ciências da informação

  1. 1. TEORIAS CRÍTICAS DE CURRÍCULO: CONTRIBUIÇÕES PRELIMINARES PARA REPENSAR A FORMAÇÃO NAS CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO Marielle Barros de Moraes Ariel Sánchez Espinoza
  2. 2. CONTEXTO Mudanças Educacionai s Mercado de trabalho Família Aluno Escola Sociedade Buscam dar conta do desenvolvimento técnico-científico Mudanças do Mundo Contemporâneo Novos perfis profissionais Novos perfis educacionais
  3. 3. CONTEXTO Tecnologias de Informação e de Comunicação Sociedade da Informação São Parte do cotidiano Brecha Digital Necessidade dos sujeitos saberem usar os equipamentos e as redes (WARSCHAUER, 2006: 11). Informação tem papel central Sociedade operando em redes de informação e de poder Seus equipamentos propiciam uma maior reaproximação entre os sujeitos e as culturas, fato que também deságua nas ciências
  4. 4. QUESTÃO • Qual a importância das teorizações críticas de currículo para a formação dos profissionais da informação?
  5. 5. OBJETIVOS • Geral: analisar as contribuições das teorias críticas de currículo para a formação dos profissionais da informação. • Específicos: a) estudar a história e o conceito de currículo; b) verificar em autores da teoria crítica de currículo, alguns conceitos-chave para uma nova formação dos profissionais da informação.
  6. 6. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • Com base nos objetivos: Exploratória nos temas do “Currículo”; “Teoria Crítica”; “História do Ensino de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia no Brasil”. • Com base nos procedimentos: Bibliográfica (uma vez que utilizamos basicamente livros disponíveis na Base de Dados da Biblioteca da Faculdade de Educação da USP e artigos buscados no Portal de Periódicos- CAPES).
  7. 7. AGENDA DA PESQUISA 1 Currículo: tecendo algumas discussões em torno da história e do conceito; 2 Teorias de Currículo; 3 Teorias Críticas e Formação em CI
  8. 8. Currículo- História Do latim Scurrere- correr, curso (ou carro de corrida) (Goodson, 2005). Cursus passa a ser utilizado, com variedade semântica, a partir dos séculos XIV e XV, nas línguas, como o português, o francês, o inglês e outras, como linguagem universitária (Goodson, 2005). Metáfora do atletismo clássico e o curso a pista onde os estudantes tinham que correr, ou seja, era uma ordem ou sistema de disciplinas (Burke, 2003). O termo foi empregado num contexto acadêmico pelo humanista espanhol Juan Luis Vives (Burke, 2003). Disciplinas científicas: consideradas invenção de fins do século XVIII e princípios do XIX. Novidade: não as disciplinas, mas a sua institucionalização em forma de departamentos acadêmicos (termo usado pela primeira vez em inglês em 1832, segundo o Oxford English Dictionary). A primeira menção ao termo currículo data de 1633, quando ele apareceu nos registros da Universidade de Glasgow referindo-se ao curso inteiro seguido pelos estudantes (Goodson, 2005).
  9. 9. Currículo- História Século XX- tendência nos currículos para a especialização, uma vez que novas disciplinas ganham autonomia apenas para fragmentar-se. Com o início da industrialização americana, a palavra curriculum migra da Europa para os Estados Unidos. O sistema de sala de aula introduziu uma série de horários e de aulas compartimentalizadas; a manifestação curricular dessa mudança sistemática foi a matéria escolar introduzida na década de 1850. Este sistema curricular só chegou à situação atual em 1904, com a definição dos Regulamentos Secundários que, em 1917, elencaram as matérias principais, aceitas como matérias básicas de um Certificado Escolar.
  10. 10. TEORIAS DE CURRÍCULO Tradicionais Críticas Pós-Críticas Ensino Ideologia Identidade, alteridade, diferença Aprendizagem Reprodução cultural e social Subjetividade Avaliação Poder Significação e discurso Metodologia Classe social Saber Didática Capitalismo Representação Organização Relações sociais de produção Cultura Planejamento Conscientização Gênero, raça, etnia Eficiência Emancipação e libertação Poder Objetivos Currículo oculto Sexualidade Resistência Multiculturalismo
  11. 11. MARCOS DA TEORIA CRÍTICA ANO AUTOR OBRA 1970 Paulo Freire A pedagogia do oprimido 1970 Althusser A ideologia e os aparelhos ideológicos de estado 1971 Baudelot e Establet L’école capitaliste en France 1971 Bernstein Class, codes and control 1971 Young Knowledge and control: new directions for the sociology of education 1976 Bowles e Gintis Schooling in capitalist America 1976 Pinar e Grumet Toward a poor curriculum 1979 Apple Ideologia e currículo
  12. 12. Young (2011)
  13. 13. Currículo por acatamento Disciplinas como parte de um cânone fixo definido pela tradição Conteúdos e métodos imutáveis Separações curriculares como se fossem naturais e imutáveis Biblioteconomia, Arquivologia, e Museologia possuem atualmente esta conformação curricular Currículo por engajamento Disciplinas possuem uma historicidade Disciplinas conferem identidade aos profissionais Disciplinas podem se articular, mas respeitando as diferentes histórias, tradições e modos de trabalhar Disciplinas possibilitam o acesso ao conhecimento mais confiável Young (2011)
  14. 14. BERNSTEIN (1988) 1) Classificação fraca: há um baixo nível de isolamento entre a Arquivologia, a Biblioteconomia e a Museologia 3) Conteúdos e métodos imutáveis Biblioteconomia possui a voz da Arquivologia e da Museologia, mas não possui a mensagem de cada disciplina e este fato é visível nos currículos. 2) As categorias que esclarecem onde começa e termina as diferenças entre essas disciplinas são bastante confusas 4) Necessidade de alteração nos códigos de organização curricular, visando alterar as relações de poder e controle dos currículos.
  15. 15. Bourdieu (2004, 2012) Objeto legítimo, legitimável e indigno É necessário que as ciências saiam desse purismo e deixe de lado a servidão sujeita a todas as demandas políticas e econômicas As áreas possuem uma história, uma tradição e o seu desenvolvimento se perpetua como uma espécie de partenogênese Surgimento de cursos com o nome de Ciência da Informação, ou Gestão da Informação como forma de a Biblioteconomia deixar de ser considerada objeto indigno para se tornar legítimo. A Arquivologia, a Biblioteconomia e a Museologia são campos científicos, haja vista possuir leis próprias, permanentes, duráveis e se transformam com o tempo.
  16. 16. Resultados Parciais Contribuições das Teorias Críticas para repensar o currículo
  17. 17. Msc. Marielle Barros de Moraes Bibliotecária CRB-3/1064 Mestre em Ciência da Informação (USP) Doutoranda em Ciência da Informação (USP) moraes.marielle@gmail.com (11)9-8397-0470 Dr. Ariel Sánchez Espinoza Licenciado em Bibliotecología por la UAEMéx Maestro en Ciéncias de la Información Documental Doutor em Ciência da Informação pela UNAM

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