Natureza<br />
A Poesia do Outono <br />Noitinha. O sol, qual brigue em chamas, morre Nos longes d‘ água... Ó tardes de novena! Tardes de...
Ao longe, os rios de águas prateadas Por entre os verdes canaviais, esguios, São como estradas liquidas, e as estradas Ao ...
Os choupos nus, tremendo, arrepiadinhos, O chalé pedem a quem vai passando... E nos seus leitos nupciais, os ninhos, As la...
O orvalho cai do céu, como um unguento. Abrem as bocas, aparando-o, os goivos... E a laranjeira, aos repelões do vento, De...
E o orvalho cai... E, há falta d‘água, rega O vale sem fruto, a terra árida e nua! E o Padre-Oceano, lá de longe, prega O ...
Tardes de Outono! ó tardes de novena! Outubro! Mês de Maio, na lareira! Tardes...     Lá vem a Lua, gratidão plena, Do con...
Poema de António Nobre,  SóTrabalho realizado por:Inês OliveiraRui RibeiroTurma: 8ºA<br />
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  1. 1. Natureza<br />
  2. 2. A Poesia do Outono <br />Noitinha. O sol, qual brigue em chamas, morre Nos longes d‘ água... Ó tardes de novena! Tardes de sonho em que a poesia escorre E os bardos, a sonhar, molham a pena!<br />
  3. 3. Ao longe, os rios de águas prateadas Por entre os verdes canaviais, esguios, São como estradas liquidas, e as estradas Ao luar, parecem verdadeiros rios! <br />
  4. 4. Os choupos nus, tremendo, arrepiadinhos, O chalé pedem a quem vai passando... E nos seus leitos nupciais, os ninhos, As lavandiscas noivam piando, piando!<br />
  5. 5. O orvalho cai do céu, como um unguento. Abrem as bocas, aparando-o, os goivos... E a laranjeira, aos repelões do vento, Deixa cair por terra a flor dos noivos. <br />
  6. 6. E o orvalho cai... E, há falta d‘água, rega O vale sem fruto, a terra árida e nua! E o Padre-Oceano, lá de longe, prega O seu Sermão de Lágrimas, à Lua! <br />
  7. 7. Tardes de Outono! ó tardes de novena! Outubro! Mês de Maio, na lareira! Tardes...     Lá vem a Lua, gratidão plena, Do convento dos céus, a eterna freira! <br />
  8. 8. Poema de António Nobre, SóTrabalho realizado por:Inês OliveiraRui RibeiroTurma: 8ºA<br />

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