Web2.0

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Web2.0

  1. 1.  Web 2.0
  2. 2.  Web 2.0 é um termo popularizado a partir de 2004 pela empresa americana O'Reilly Media1 para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais, blogs e Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma  mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações.  Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web (WWW), alegam que o termo carece de sentido, pois a Web 2.0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados antes mesmo do surgimento da Web.2Alguns críticos do termo afirmam também que este é apenas uma jogada de marketing (buzzword).3  A web 2.0 é alvo de discussão entre alguns entusiastas, tecnófilos e tecnófobos. George Gilder, em seu livro Life after television, traz afirmações acerca dos benefícios da tecnologia, além de apostar que a televisão não irá sobreviver, uma vez que não há espaço para competir com a Internet. Segundo ele, a informática da comunicação tem um sentido libertador para o indivíduo, vivemos uma nova era, em que não haverá mais lugar para a tirania da comunicação de cima para baixo, uma época menos padronizada e mais democrática. Para ele, a revolução da microinformática liquidou com o problema da falta de informação. Em contraponto, Andrew Keen, através de seu livro Culto do amador, fala da questão do jornalismo colaborativo, que é capaz de prejudicar a atividade profissional do jornalista.
  3. 3.  O termo Web 2.0 refere-se a mudança para uma Internet  como plataforma e  um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Estas regras já  foram amplamente discutidas antes do surgimento do termo, sob outros nomes como  infoware, the internet operating system e the open source paradigm shift e são produto  de um consenso entre empresas de grande sucesso (como Google, Amazon, Yahoo e  Microsoft) e estudiosos da Web (como Tim O'Reilly, Vicent Cerf e Tim Berners-Lee) e  da consolidação do que realmente traz resultado na Internet.
  4. 4. As principais características da web 2.0 (Figura 1): Compartilhar: a cada dia surgem novas ferramentas de colaboração baseadas no trinômio simples-rápido-web; Publicar: recebe, transforma e publica num ciclo infinito de geração de informação; Disponibilidade rápida: as informação são  atualizadas de forma muito mais ágil e chegam aos usuários com maior rapidez; Edição do usuário/Participação: o usuário se torna um ser ativo, participativo, que atua sobre aquilo que vê e consome da internet; Opinião: possibilidade democrática e sem barreiras de exercer sua liberdade de opinar; Comunidade: através da enxurrada de comunidades digitais e aplicações que nos fazem mais falantes, se torna possível a troca rápida de informações.
  5. 5. Além de não ser possível delimitar suas fronteiras nem estabelecer precisamente o momento exato em que a Web 1.0 evolui para Web 2.0, pode-se afirmar que essa evolução  não revela um progresso na estrutura tecnológica da internet. Na verdade, evidencia apenas alterações no modo de execução das páginas web e na maneira pela qual a rede é utilizada pelo usuário, ou seja, de espectador o usuário passa a ser ator; de um conteúdo meramente estanque, migra-se para o conteúdo dinâmico, com alto grau de interatividade com o usuário. As diferenças mais acentuadas entre a Web 1.0 e a Web 2.0 talvez sejam a
  6. 6. democratização da engenharia da informação e da comunicação e a socialização do conhecimento pela web.  A Web 2.0 oferece ao usuário a possibilidade de interagir com a  internet, inserindo,  alterando, acrescentando, excluindo, construindo e reconstruindo uma página inédita, com  um novo sentido e alcance social. Dentro desse contexto desenvolvem-se redes virtuais  interativas com grande potencial de agregar informação e conhecimento em um ciclo  incalculável de alterações e atualizações simultâneas que alimentam a Web 2.0. Dessa  estrutura, emergem ambientes propícios tanto para a criação quanto para a manutenção  das redes sociais que se tornaram a chancela da segunda geração da internet.
  7. 7. Principais ferramentas da Web 2.0 As ferramentas que surgem com o advento da Web 2.0 podem ser classificadas em quatro grupos principais: ferramentas de criação de redes sociais, de produção colaborativa, de comunicação eletrônica e de acesso a vídeos: São variadas as ferramentas disponíveis na Web que usam o novo paradigma 2.0, das quais destacamos as seguintes: a) Blogs, o Hi5, Messenger: que permitem a criação de redes sociais; b) Wikis, Google Docs escrita colaborativa; c) Skype, Messenger Voip,  e Spreadsheets: ferramenta de Google Talk: ferramenta de comunicação on-line; d) YouTube, GoogleVideos, YahooVideos: ferramentas de acesso a vídeos; e e) Blogs, Podcast e Wikis: ferramenta de edição on-line (BARROSO; COUTINHO, 2009, p. 12). Publicar uma página na web e hospedar seu conteúdo em um servidor deixa de ser uma tarefa exclusiva de profissionais especializados em linguagem de programação. A Web 2.0 disponibiliza esses serviços com um simples clique com o mouse. Todos podem postar e comentar; todos podem ler e compartilhar conteúdo; todos podem produzir e consumir informação e conhecimento na rede. Também fazem parte desse cenário as ferramentas de discussão coletiva como os blogs e os aplicativos de escrita colaborativa como as wikis. A popularização das wikis ensejou o surgimento de diversos serviços de edição de páginas e artigos na web como o Wikcionário (um dicionário poliglota livre em português), o Knol (lançado pelo Google, tem como finalidade permitir que os usuários editem páginas sobre as mais variadas áreas do
  8. 8. Para dar conta do tema: Tecnologias de Informação e Comunicação: as potencialidades da Web 2.0 para a educação, cuja problemática é: Como os pósgraduandos utilizam as potencialidades da Web 2.0 no curso, de Educação a Distância oferecido, pela UNEB, no Pólo da UAB da  cidade de Vitória da Conquista/BA, foi feito inicialmente um levantamento bibliográfico com autores que tratam do assunto. O objetivo desta pesquisa é investigar como são exploradas as potencialidades da Web 2.0 pelos cursistas da Pós-Graduação em Educação a Distância, no Pólo UAB (UNEB) na cidade de Vitória da Conquista/Ba, e mais especificamente: a) identificar as características da Web 2.0; b) Verificar como as potencialidades da Web 2.0 são utilizadas no curso de Especialização em Educação a Distância da UNEB, no Pólo/UAB, na cidade de Vitória da Conquista/Ba; c) Investigar quais ferramentas da Web 2.0 são mais utilizadas na organização das disciplinas do curso; d) Analisar a interação dos estudantes, com as interfaces oferecidas pela Web 2.0, enquanto sujeitos do processo ensino-aprendizagem, e desta pesquisa; Inicialmente, levantou-se, como hipóteses ao tema em questão: a) o aprimoramento da comunicação através da internet tem contribuído para uma mudança significativa nos processos de ensino-aprendizagem, como nunca visto antes; b) o advento da Web 2.0, e suas interfaces oferecem inúmeras possibilidades para o Revista Pandora Brasil – Número 34, Setembro de 2011 – ISSN 2175-3318 trabalho colaborativo; c) A Web 2.0, através de suas interfaces potencializa a interação: aluno e professor; aluno e aluno e aluno e o meio técnico. Teoricamente, este trabalho está embasado em autores como Castells (1999), afirmando que a revolução tecnológica que vivenciamos começou nos últimos vinte e cinco anos do
  9. 9. O surgimento de uma cultura virtual, na educação, teve um grande desenvolvimento nos anos 80, com o aparecimento dos computadores pessoais, mais acessíveis, e com o aperfeiçoamento das redes de telecomunicações. Atualmente, com o advento da segunda geração de serviços da Internet (Web 2.0), observa-se a emergência de sistemas de auto-aprendizagem, mais dinâmica e interativa na educação a distância. De acordo com os autores, Valente e Mattar (2007, p. 22), “o uso da tecnologia gera melhores resultados de aprendizagem, quando um curso é redesenhado para se adaptar à tecnologia”. Ainda de acordo com esses autores, “*...+ a tecnologia não traria, por si só, nenhum admitem que se considerarmos o aspecto dos ‘‘espaços  benefício implícito para a educação”. No entanto, educacionais” e das ferramentas tecnológicas disponíveis na Web 2.0, as tecnologias tem muito a contribuir para o ensino enquanto recurso comunicacional e pedagógico. Podemos concluir que o potencial das ferramentas Web 2.0 decorre da possibilidade de maximizar as capacidades cognitivas dos sujeitos nos processos de ensino-aprendizagem, além é claro de superarem as barreiras geográficas, redimensionando a noção de educação com tempos e espaços delimitados. Interfaces da web 2.0 As interfaces da Web 2.0 são as ferramentas desta nova geração de serviços da Internet, que permitem ao usuário comum, sem muitos conhecimentos de html publicar suas produções, ou seja, fazer não apenas download, mas também upload, e Revista Pandora Brasil – Número 34, Setembro de 2011 – ISSN 2175-3318 assim contribuir com a construção de conhecimentos em rede. Na educação, o potencial destas ferramentas é enorme, pois permitem a construção cooperativa e colaborativa do conhecimento, bem como a intensificação do diálogo entre professores e alunos e conseqüentemente a superação da distância geográfica. As ferramentas Web 2.0 podem, ser síncronas ou assíncronas, ou seja, nas primeiras a comunicação se dá em tempo real, a exemplo do Chat e da Web conferência, ao contrário das assíncronas. Além das ferramentas citadas acima, pode se destacar o diário, os fóruns de discussão e o wiki, dentre outras com grande potencial nos ambientes virtuais de aprendizagem. O Chat é uma ferramenta, na qual a comunicação se dá em tempo real e permite o envio de mensagens instantaneamente a todos os participantes ao mesmo tempo, e pode favorecer aos cursistas a vivência e experiência do “estarem juntos virtualmente” (VALENTE, 2003, pg. 105), criando vínculos afetivos, facilitando a interação do grupo e consequentemente a aprendizagem. Na Web Conferência, assim como no Chat, alunos e professores precisam estar conectados em tempo real para participarem de uma discussão. O diário é uma ferramenta utilizada para registrar as atividades individuais dos alunos, cujo acesso é restrito ao aluno/autor e ao professor. Já os fóruns de discussão, ferramenta assíncrona, assim, como o diário é um espaço no qual os comentários dos professores e dos alunos sobre determinado tema ficam publicados, permitindo acesso a todos, sendo a ferramenta mais utilizada nos cursos de ensino a distância. O wiki, é uma ferramenta assíncrona colaborativa que possibilita a construção coletiva de textos por várias pessoas. Assim, pode-se afirmar que o potencial destas ferramentas está no trabalho colaborativo, e na possibilidade de os usuários passarem de consumidores de informações a produtores de conhecimentos em rede. características das ferramentas da web 2.0
  10. 10. Segundo os autores Valente e Mattar (2007) o termo Web 2.0 é de autoria de O’Reilly, e uma das suas características, é desenvolver aplicativos que utilizem a rede Revista Pandora Brasil – Número 34, Setembro de 2011 – ISSN 2175-3318 como uma plataforma, e que estes se tornem cada vez melhores à medida que mais e mais pessoas usem, promovendo consequentemente, coletiva, cuja característica principal é a interatividade,  a formação de uma inteligência a contribuição crítica e ativa dos usuários na produção, publicação, de conteúdos em rede. Santana (2008), afirma que o conceito de Web 2.0 começou com uma conferência de brainstorming entre a O’Reily e a Media Live International quando Dale Doughherty, pioneiro da Web e vicepresidente da O’Reily notou o “boom” na Web, a partir das novas aplicações e dos sites que surgiam regularmente. Assim, segundo Panissi (s/d, apud SANTANA, 2008, p. 2) uma das características dessa nova geração de serviços da Internet (Web 2.0) dentre outras, “*...+ é a possibilidade de maior interação e navegação não linear mediante hiperlinks e hipermídias, e colaboração na manipulação e/ou na receptação e compartilhamento de informações nos mais variados formatos: textos vídeos, imagens, animações etc.” (SANTANA, 2008, p. 2). Outro aspecto apontado por Santana (Cf. 2008, p. 2) é que os novos serviços on-line são mais dinâmicos, com interfaces intuitivas, constituindo-se em novas experiências para os usuários que de consumidores passivos de informações através da comunicação unidirecional de meios como a TV e o rádio passam a colaboradores em um sistema de comunicação bidirecional e lúdico.

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