Anna Karoline Gouveia | Elaine Guedes | 
Geraldo Neto Neres | Iasmin Machado | Jéssica Lima | 
Mariana Deininger | Thiago ...
É uma condição clínica incapacitante decorrente de inflamação crônica do pericárdio, com espessamento e fibrose; 
Result...
Pericardite constritiva Idiopática 
Tuberculose
Restrição ao enchimento das câmaras cardíacas 
Elevação e equilíbrio das pressões de enchimento
•Congestão hepática, ascite 
•Edema periférico, anasarca 
•Fadiga, fraqueza muscular e perda de peso 
•Protodiástole/ Meso...
Alta pressão venosa sistêmica e reduzido DC 
Inibição do peptídeo atrial natriurético 
Retenção renal de sódio e água
Fadiga; 
Mal-estar; 
Perda de musc.esquelética; 
Caquexia: casos mais avançados; 
Edema periférico; 
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Distensão venosa jugular: pode continuar mesmo depois do tratamento com diurético; 
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Sons cardíacos podem estar abafados; 
Ictus atenuado: pode retrair-se na sístole (sinal de Broadbent); 
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Alterações inespecíficas do segmento ST e onda T (inversão ou achatamento generalizado); 
Complexos QRS de baixa voltage...
Revista da SOCERJ, 2005; 18(1): 85-90. 
• Ritmo de fibrilação atrial 
• Baixa voltagem do complexo QRS difusamente (QRS<5m...
RODRIGUES. Santa Casa de BH, 2012. 
Calcificações pericárdicas 
Derrame pleural
Revista da SOCERJ, 2005; 18(1): 85-90. 
Espessamento pericárdico e calcificações (ausente em 20%); 
Abaulamento inspirat...
Calcificação pericárdica 
•TC é mais sensível, detecta porções mínimas; 
Espessamento pericárdico 
•Normal: até 2mm na T...
Calcificações 
Derrames pleurais
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Marta MJ, Oliveira A, Varela MG, Saavedra JA, Ravara L. Pericardite tuberculosa constritiva: caso clínico e revisão da lit...
Motilidade anormal do septo interventricular na protodiástole (cine-TC/RNM); 
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Principal indicação: coronariografia pré- operatória para excluir doença arterial coronariana insuspeita em pacientes > 5...
Equalização das pressões diastólicas (quatro câmaras): igualam-se num nível elevado, de 20mmHg 
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Sinal da raiz quadrada (VE e VD): depressão diastólica precoce acentuada seguida por platô 
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Linha X descendente preservada (AD); 
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Melhora progressiva após cirurgia 
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Melhora progressiva após cirurgia 
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O pericárdio não se encontra completamente rígido e inextensível, mas sim elástico, associada à presença de derrame peric...
Confirmação do diagnóstico: 
Cateterismo cardíaco antes e após a pericardiocentese; 
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Confirmação do diagnóstico: 
Cateterismo cardíaco antes e após a pericardiocentese; 
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Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P. Braunwald Tratado de Doenças Cardiovasculares. 9ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 201...
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Pericardite constritiva

  1. 1. Anna Karoline Gouveia | Elaine Guedes | Geraldo Neto Neres | Iasmin Machado | Jéssica Lima | Mariana Deininger | Thiago Sipriano UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS DEPARTAMENTO DE MEDICINA INTERNA MIV 31 – CARDIOLOGIA E ANGIOLOGIA PROFª CRISTIANA MARQUES DE ARAÚJO
  2. 2. É uma condição clínica incapacitante decorrente de inflamação crônica do pericárdio, com espessamento e fibrose; Resulta em insuficiência cardíaca por disfunção diastólica, ocorrendo: •Restrição do enchimento diastólico dos ventrículos; •Redução do volume sistólico; •Baixo débito cardíaco.
  3. 3. Pericardite constritiva Idiopática Tuberculose
  4. 4. Restrição ao enchimento das câmaras cardíacas Elevação e equilíbrio das pressões de enchimento
  5. 5. •Congestão hepática, ascite •Edema periférico, anasarca •Fadiga, fraqueza muscular e perda de peso •Protodiástole/ Mesodiástole •Pericárdio não complacente •Protodiástole Enchimento ventricular rápido Enchimento ventricular abruptamente detido Congestão venosa sistêmica Redução do débito cardíaco
  6. 6. Alta pressão venosa sistêmica e reduzido DC Inibição do peptídeo atrial natriurético Retenção renal de sódio e água
  7. 7. Fadiga; Mal-estar; Perda de musc.esquelética; Caquexia: casos mais avançados; Edema periférico; Náusea; Desconforto abdominal; Ascite: desproporcional ao edema de MMII; Anasarca: casos mais avançados; Ganho de peso; Dispneia de esforço; Ortopneia. Baixo débito Insuficiência cardíaca direita Insuficiência cardíaca esquerda
  8. 8. Distensão venosa jugular: pode continuar mesmo depois do tratamento com diurético; Sinal de Kussmaul: a pressão venosa não diminui ou aumenta durante a inspiração; Pulso arterial paradoxal: em 1/3 dos casos; Pressão de pulso normal ou reduzida; Hepatomegalia congestiva; Ascite;
  9. 9. Sons cardíacos podem estar abafados; Ictus atenuado: pode retrair-se na sístole (sinal de Broadbent); “knock pericárdico”: estalido pericárdico característico após B2 •Ocorre pela abrupta cessação do enchimento ventricular; Sopro sistólico de regurgitação tricúspide: pode estar presente.
  10. 10. Alterações inespecíficas do segmento ST e onda T (inversão ou achatamento generalizado); Complexos QRS de baixa voltagem; FA e BAV; Ondas Q patológicas; Sinais de sobrecarga atrial; Distúrbios da condução intraventricular; Padrão de pseudoinfarto (raramente).
  11. 11. Revista da SOCERJ, 2005; 18(1): 85-90. • Ritmo de fibrilação atrial • Baixa voltagem do complexo QRS difusamente (QRS<5mm) • Alterações inespecíficas de onda T difusamente
  12. 12. RODRIGUES. Santa Casa de BH, 2012. Calcificações pericárdicas Derrame pleural
  13. 13. Revista da SOCERJ, 2005; 18(1): 85-90. Espessamento pericárdico e calcificações (ausente em 20%); Abaulamento inspiratório do septo interventricular à esquerda; Achatamento da parede posterior do VE; Dilatação e ausência de colapso inspiratório da VCI; Variação respiratória dos fluxos mitral e tricúspide; Ondas E’ com velocidade normal ou aumentada. ECO transtorácico unidirecional demonstrando espessamento pericárdico.
  14. 14. Calcificação pericárdica •TC é mais sensível, detecta porções mínimas; Espessamento pericárdico •Normal: até 2mm na TC / até 4mm na RNM; •Focal ou globalmente espessado; •Sua ausência não exclui o diagnóstico! Contornos ventriculares distorcidos; Congestão venosa hepática; Dilatação da VCI, átrios, veia hepática e/ou seio coronariano; Ascite; Derrame pleural e/ou pericárdico;
  15. 15. Calcificações Derrames pleurais
  16. 16. Marta MJ, Oliveira A, Varela MG, Saavedra JA, Ravara L. Pericardite tuberculosa constritiva: caso clínico e revisão da literatura. Rev Port Cardiol 2003; 22(3): 391-405
  17. 17. Marta MJ, Oliveira A, Varela MG, Saavedra JA, Ravara L. Pericardite tuberculosa constritiva: caso clínico e revisão da literatura. Rev Port Cardiol 2003; 22(3): 391-405
  18. 18. Motilidade anormal do septo interventricular na protodiástole (cine-TC/RNM); Fixação aumentada de gadolínio: inflamação pericárdica. * Alterações de imagem + achados clínicos  virtualmente diagnóstico; * Descrição detalhada da localização e gravidade destes achados antes da pericardiectomia  Para estratificação de risco e planejamento cirúrgico; * RNM é útil para diagnóstico diferencial de miocardiopatias restritivas.
  19. 19. Principal indicação: coronariografia pré- operatória para excluir doença arterial coronariana insuspeita em pacientes > 50 anos; Fornece documentação hemodinâmica da fisiologia constritiva; Ajuda na diferenciação da cardiomiopatia restritiva; Achados mais característicos são nos registros pressóricos.
  20. 20. Equalização das pressões diastólicas (quatro câmaras): igualam-se num nível elevado, de 20mmHg •Devido à elevação da pressão pericárdica;
  21. 21. Sinal da raiz quadrada (VE e VD): depressão diastólica precoce acentuada seguida por platô •Na forma constritiva, o enchimento ventricular não é limitado na protodiástole, e sim na meso/telediástole;
  22. 22. Linha X descendente preservada (AD); Linha Y descendente proeminente (AD): representa a queda na pressão intra-atrial pelo rápido enchimento precoce dos ventrículos •Interrompida por rápida elevação da pressão atrial na diástole, quando o enchimento ventricular fica impedido pelo pericárdio; * Juntas resultam na configu- ração da onda atrial em forma de M ou W.
  23. 23. Exames solicitados para diferenciação: ECG, ECO Doppler, TC de tórax, RNM cardíaca, cateterismo cardíaco e até biópsia cardíaca. •Amiloidose •Sarcoidose •Endomiocardiofibrose •Síndrome hipereosinofílica •Desordens secundárias a quimioterapia e radioterapia Miocardiopatias restritivas
  24. 24. Constrição Restrição Pulso Paradoxal 1/3 dos casos Ausente Knok pericárdico Presente Ausente B3, B4, sopro regurgitativo Raro Comum ECG: baixa voltagem Comum Raro TC/RNM Calcificação, espessamento do pericárdio Parede ventricular espessada BNP Normal/pouco aumentado Aumentado Variação respiratória das pressões/fluxos esquerda-direita Aumentado Normal Desvio do septo interventricular Presente Ausente Doppler tecidual – velocidade da onda E’ Aumentado Reduzido Hipertensão pulmonar Ausente Presente Equalização das pressões de enchimento esquerda-direita Presente Esquerda > direita mais que 15 mmHg Pressões de enchimento > 25 mmHg Raro Comum Sinal da raiz quadrada Presente Variável
  25. 25. Tratamento clínico + cirúrgico Dieta com restrição de sódio + Diuréticos •Alívio sintomático •Não muda progressão/prognóstico •Refratário •Preparação para cirurgia Intervenção cirúrgica: PERICARDIECTOMIA •Definitivo •Melhora hemodinâmica e sintomática •5-15% de mortalidade: ↑doença avançada e pacientes debilitados Doença progressiva → tratamento precoce
  26. 26. Tratamento clínico + cirúrgico Dieta com restrição de sódio + Diuréticos •Alívio sintomático •Não muda progressão/prognóstico •Refratário •Preparação para cirurgia Intervenção cirúrgica: PERICARDIECTOMIA •Definitivo •Melhora hemodinâmica e sintomática •5-15% de mortalidade: ↑doença avançada e pacientes debilitados Doença progressiva → tratamento precoce PERICARDITE CONSTRITIVA TRANSITÓRIA: Recuperção espontânea Corticosteróides Cirurgia ARTERIOGRAFIA CORONARIANA: Deve ser feita no pré- operatório em pacientes acima de 50 anos PERICARDITE TUBERCULOSA: A cirurgia deve ser feita enquanto paciente faz terapia medicamentosa para tuberculose
  27. 27. Objetivo: liberar os ventrículos do pericárdio densamente aderido ↑Esternoto- mia mediana X toracotomia anterolateral Excisão radical do pericárdio parietal: de frênico a frênico Inspeção do pericárdio visceral Ressecção se envolvido no processo da doença Circulação extracor- pórea se necessário Debridamento ultrassônico/com laser Adjunto Pacientes mais graves: adesões extensas e calcificadas
  28. 28. Melhora progressiva após cirurgia Indicação precoce: remissão sintomática completa Indicação tardia: remissão sintomática pode ser incompleta •TRATAMENTO PRECOCE! Complicações: •Disfunção ventricular esquerda aguda •Sangramento •Ruptura de parede vascular Resultados a longo prazo piores: •Doença induzida por radiação •Função renal/hepática comprometida •Idade avançada •Fração de ejeção de VE reduzida •Cirurgia cardíaca prévia Respostas tardias ou inadequadas: •Doença de longa duração •Atrofia do miocárdio e fibrose •Ressecção inadequada •Compressão cardíaca recorrente
  29. 29. Melhora progressiva após cirurgia Indicação precoce: remissão sintomática completa Indicação tardia: remissão sintomática pode ser incompleta •TRATAMENTO PRECOCE! Complicações: •Disfunção ventricular esquerda aguda •Sangramento •Ruptura de parede vascular Resultados a longo prazo piores: •Doença induzida por radiação •Função renal/hepática comprometida •Idade avançada •Fração de ejeção de VE reduzida •Cirurgia cardíaca prévia Respostas tardias ou inadequadas: •Doença de longa duração •Atrofia do miocárdio e fibrose •Ressecção inadequada •Compressão cardíaca recorrente Sucesso e desafio cirúrgico dependem diretamente do: • Grau de atrofia e fibrose miocárdica, • Grau de calcificação e aderência entre os folhetos do pericárdio
  30. 30. O pericárdio não se encontra completamente rígido e inextensível, mas sim elástico, associada à presença de derrame pericárdico; Característica hemodinâmica: manutenção de pressão atrial direita elevada mesmo após aspiração do líquido pericárdico com retorno da pressão intrapericárdica a níveis normais. É uma síndrome clínico-hemodinâmica na qual a constrição do coração pelo pericárdio visceral ocorre na vigência de derrame tenso no espaço pericárdico.
  31. 31. Confirmação do diagnóstico: Cateterismo cardíaco antes e após a pericardiocentese; Persistência da pressão atrial direita elevada (queda < 50% ou nível > 10 mmHg), após a pressão intrapericárdica ser reduzida a níveis normais (aproximadamente 0 mmHg), pela remoção do líquido pericárdico. Ecocardiograma apresenta baixa acurácia diagnóstica.
  32. 32. Confirmação do diagnóstico: Cateterismo cardíaco antes e após a pericardiocentese; Persistência da pressão atrial direita elevada (queda < 50% ou nível > 10 mmHg), após a pressão intrapericárdica ser reduzida a níveis normais (aproximadamente 0 mmHg), pela remoção do líquido pericárdico. Ecocardiograma apresenta baixa acurácia diagnóstica. Tratamento: • Pericardiocentese leva a um alívio parcial e transitório dos sintomas • Tratamento definitivo: pericardiectomia total.
  33. 33. Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P. Braunwald Tratado de Doenças Cardiovasculares. 9ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Fauci AS et al. Harrison Medicina Interna. 17.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2008. Knobel E. Condutas em Terapia Intensiva Cardiológica. São Paulo: Editora Atheneu, 2008. Montera MW et al. I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites. Arq Bras Cardiol 2013; 100(4 suppl 1): 14-22. Santos ECL, Figuinha FCR, Lima AGS, Henares BB, Mastrocola F. Manual de Cardiologia Cardiopapers. São Paulo: Editora Atheneu, 2013.

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