Neoplasia de Glândulas Salivares

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Neoplasia de Glândulas Salivares

  1. 1. DOENÇAS PREVALENTES DA CABEÇA E PESCOÇO – MIV 29
  2. 2. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UFPB CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS – CCM DEPARTAMENTO DE CIRURGIA – DC DOENÇAS PREVALENTES DA CABEÇA E PESCOÇO – MIV 29 PROF. KLÉCIUS LEITE FERNANDES
  3. 3. O sistema das glândulas salivares é constituído por dois grupos: Glândulas salivares maiores: agregados de tecidos glandular exócrino; Glândulas salivares menores: pequenos agregados dispersos na mucosa da cavidade oral (palato, assoalho e língua).
  4. 4. O comportamento agressivo do tumor está relacionado com a origem da unidade ductal: Ducto intercalado e estriado  Tumores benignos e de baixo grau de malignidade; Ducto excretor  Tumores de alto grau de malignidade.
  5. 5. Radiação ionizante: RT da cabeça e pescoço, elementos radioativos Infecção crônica por Epstein-Barr vírus Fatores genéticos: p53 e MDM2, VEGF Tabagismo Exposição a sílica, borracha, nitrosaminas, pó de serra
  6. 6. A causa do câncer de glândulas salivares ainda não é conhecida; A melhor prevenção é evitar exposição aos fatores de risco; Profissionais que trabalham com substâncias radioativas, pó de sílica e pó de liga de níquel  Proteger-se contra a exposição a esses materiais. Ex: usar equipamentos de proteção individual; Estas precauções podem diminuir o risco de desenvolver câncer de glândulas salivares.
  7. 7. 95% dos nódulos palpáveis localizados na glândula parótida são de origem tumoral; Não é tão comum - 3% a 4% dos tumores da região de cabeça e pescoço; Predominância das formas benignas (54-79%); Maior incidência em adultos (95%) na 6ª e 7ª décadas de vida e no sexo feminino; Há poucos estudos relatando a distribuição destes casos no país.
  8. 8. Parótidas (64-80%): Maioria benigna e na porção inferior; 15% a 32% são malignos Geralmente 4ª e 5ª décadas, ligeira preferência pelo sexo feminino; Submandibulares (7-11%) e sublinguais (1%): ligeiro predomínio das formas malignas; Glândulas salivares menores (9-23%): malignos em 81%.
  9. 9. NEOPLASIAS EPITELIAIS Benignas Adenoma plemórfico Tumor de Warthin Adenoma de células basais Adenoma canalicular Outros Carcinomas Carcinoma mucoepidermoide Carcinoma adenoide cístico Adenocarcinoma SOE Adenocarcinoma de céls acinares Outros NEOPLASIAS MESENQUIMAIS Benignas Sarcomas LINFOMAS TUMORES METASTÁTICOS
  10. 10. Sinonímia: tumor misto; Mais comum neoplasia das glândulas salivares; Tumor benigno – 43 anos – sexo feminino; Diferenciação epitelial e mesenquimal; Crescimento lento, assintomático, podendo chegar a grandes proporções; Geralmente único, com nódulos irregulares compressivos; Parótida: móvel, no pólo inferior do lobo lateral; Normalmente encapsulado - exceto quando ocorre nas glândulas salivares menores.
  11. 11. Sinonímia: cistoadenoma linfomatoso papilífero; 2ª neoplasia benigna mais comum da parótida (ocorrência exclusiva); Sexo masculino – relação com o fumo – idade entre 50 e 79 anos; Espaços císticos revestidos por epitélio e com estroma de células linfoides; Massa indolor flutuante com inchaço; Pólo inferior da glândula; 2-4cm, podendo atingir tamanho considerável.
  12. 12. Tumor maligno mais frequente das glândulas salivares (15%), mais encontrado na parótida; Sexo feminino – pico de incidência aos 47 anos; Proporções variáveis de céls mucosas e epidermoides; Massa solitária, dolorosa, parcialmente encapsulada; Região pré-auricular ou submandibular; Evolução de 6 meses.
  13. 13. Parâmetros para Graduação Microscópica do Carcinoma Mucoepidermoide
  14. 14. Neoplasia maligna mais frequente das glândulas submandibulares, sublinguais e menores; Predominância feminina – entre a 4ª e 6ª décadas; Crescimento lento, porém invasivo e infiltrativo; Possui neurotropismo Disseminação para locais distantes; Dor e paralisia facial frequentemente relatadas; Metástase para pulmão; Mau prognóstico em longo prazo.
  15. 15. Malignos  Infiltração Paralisia do nervo facial (parótida); Paralisia do nervo hipoglosso (submandibular); Benignos  Compressão e efeito de massa Insuficiência respiratória; Alterações na voz; Compressão de órbita.
  16. 16. EXAME CLÍNICO EXAMES DE IMAGEM PAAF/ BIÓPSIA
  17. 17. Exame clínico: Fatores de risco; Histórico familiar; Condições clínicas; Sinais e sintomas: Nódulos - maioria assintomáticos; Paralisia facial; Linfoadenomegalia. ATENÇÃO: •PARALISIA FACIAL •FIXAÇÃO DO NÓDULO •ULCERAÇÃO •CRESCIMENTO RÁPIDO •INDEFINIÇÃO COM OUTRAS ESTRUTURAS OBS: GLÂNDULAS SALIVARES MENORES
  18. 18. •Extensão e limites da lesão •Orientação e planejamento cirúrgico USG/TC •Paralisia facial – comprometimento do nervo RNM •Complexo – diversidade histológica •Tipo histológico: benigno x maligno PAAF BIÓPSIA Exames complementares: •GSm •Parótida – cuidado em biópsia incisional! •Nervo facial, lesão e fibrose •Biópsia de congelação x PAAF
  19. 19. Exame clínico: Nódulo ou massa tumoral nas topografias das glândulas salivares; Paralisia facial: invasão do n. facial, em geral por tumor maligno de parótida; Exames de imagem (USG e TC): ajudam a definir extensão e limites da lesão Orientação no planejamento cirúrgico; PAAF e Biópsia: Benigno x maligno – tipo histológico; CUIDADO – biópsia incisional em tu profundos de parótida!!!
  20. 20. Aplicável apenas para os carcinomas das glând. maiores; Os originários das glândulas salivares menores classificam- se na da sua localização anatômica de origem; Deve haver confirmação histológica da doença. T TUMOR PRIMÁRIO TX O TUMOR PRIMÁRIO NÃO PODE SER AVALIADO T0 NÃO HÁ EVIDÊNCIA DE TUMOR PRIMÁRIO T1 TUMOR COM 2 CM OU MENOS EM SUA MAIOR DIMENSÃO, SEM EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA. T2 TUMOR COM MAIS DE 2 CM ATÉ 4 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO, SEM EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA T3 TUMOR COM MAIS DE 4 CM E/OU TUMOR COM EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA T4A TUMOR QUE INVADE PELE, MANDÍBULA, CANAL AUDITIVO OU NERVO FACIAL T4B TUMOR QUE INVADE BASE DO CRÂNIO, LÂMINAS PTERIGOIDES OU ADJACENTE À ARTÉRIA CARÓTIDA
  21. 21. N LINFONODOS REGIONAIS NX OS LINFONODOS REGIONAIS NÃO PODEM SER AVALIADOS. N0 AUSÊNCIA DE METÁSTASE EM LINFONODOS REGIONAIS. N1 METÁSTASE EM UM ÚNICO LINFONODO HOMOLATERAL, COM 3 CM OU MENOS EM SUA MAIOR DIMENSÃO. N2 METÁSTASE EM UM ÚNICO LINFONODO HOMOLATERAL, COM MAIS DE 3 CM ATÉ 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO, OU EM LINFONODOS HOMOLATERAIS MÚLTIPLOS, NENHUM DELES COM MAIS DE 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO, OU EM LINFONODOS BILATERAIS OU CONTRALATERAIS, NENHUM DELES COM MAIS DE 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO. N2A METÁSTASE EM UM ÚNICO LINFONODO HOMOLATERAL, COM MAIS DE 3 CM ATÉ 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO. N2B METÁSTASE EM LINFONODOS HOMOLATERAIS MÚLTIPLOS, NENHUM DELES COM MAIS DE 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO. N2C METÁSTASE EM LINFONODOS BILATERAIS OU CONTRALATERAIS, NENHUM DELES COM MAIS DE 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO. N3 N3 METÁSTASE EM LINFONODO COM MAIS DE 6 CM EM SUA MAIOR DIMENSÃO.
  22. 22. M METÁSTASE À DISTÂNCIA MX A PRESENÇA DE METÁSTASE À DISTÂNCIA NÃO PODE SER AVALIADA M0 AUSÊNCIA DE METÁSTASE À DISTÂNCIA M1 METÁSTASE À DISTÂNCIA ESTADIO T N M ESTÁDIO I T1 N0 M0 ESTÁDIO II T2 N0 M0 ESTÁDIO III T3 N0 M0 T1, T2, T3 N1 M0 ESTÁDIO IVA T1, T2, T3 N2 M0 T4A N0, N1, N2 M0 ESTÁDIO IVB T4B QUALQUER N M0 QUALQUER T N3 M0 ESTÁDIO IVC QUALQUER T QUALQUER N M1
  23. 23. T1 ≤ 2 CM, SEM EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA T2 > 2 CM ATÉ 4 CM, SEM EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA T3 > 4 CM E/OU EXTENSÃO EXTRAPARENQUIMATOSA T4A PELE, MANDÍBULA, CANAL AUDITIVO, NERVO FACIAL T4B BASE DO CRÂNIO, LÂMINAS PTERIGÓIDES, ARTÉRIA CARÓTIDA N1 HOMOLATERAL, ÚNICO ≤ 3 CM N2 (A) HOMOLATERAL, ÚNICO, > 3 CM ATÉ 6 CM (B) HOMOLATERAL, MÚLTIPLO, ≤ 6 CM (C) BILATERAL, CONTRALATERAL, ≤ 6 CM N3 > 6 CM
  24. 24. Localização; Tipo histológico; Grau de diferenciação; Estadio clínico do tumor. ESTADIO SOBREVIDA EM 10 ANOS I 90% II 65% III/IV 22% SOBREVIDA GLOBAL POR LOCALIZAÇÃO DE TU MALIGNO PARÓTIDA SUBMANDIBULAR GSM ANOS % % % 5 55 31 48 10 47 22 37 15 40 15 23 20 33 14 15
  25. 25. Tumores parotídeos: Parotidectomia; Tumores da submandibular: Submaxilarectomia; Esvaziamento setorizado do triângulo submentoniano e submandibular.
  26. 26. Diante do diagnóstico histopatológico e do estadiamento clínico dos tumores malignos, se aceita que o tratamento de eleição seja o cirúrgico; Radioterapia e quimioterapia em casos de: Linfomas; Irressecabilidade; Associação pós-operatória.
  27. 27. Parótidas Estadios I e II Cirurgia Radioterapia complementar* Radioterapia exclusiva* Estadio III Cirurgia Esvaziamento cervical Estadio IV Conduta depende da avaliação de operabilidade do tumor e do paciente Cirurgia + Radioterapia complementar
  28. 28. Submandibular Estadios I e II Submandibulectomia + esvaziamento da região submandibular Esvaziamento cervical supraomohióideo + Radioterapia Estadio III Esvaziamento cervical supraomohióideo + Radioterapia Estadio IV Conduta depende da avaliação de operabilidade do tumor e do paciente Cirurgia + Radioterapia complementar
  29. 29. Pré-operatória: para diminuir volume do tumor Raramente executada; Profilática: fatores de risco para recorrência Tumor com 4 cm ou mais de diâmetro; Alto grau histológico; Forma pós-operatória em tumores enquadrados nas duas primeiras categorias; Paliativa: Grandes massas irressecáveis; Disseminação regional ou a distância; Pacientes inoperáveis.
  30. 30. Pós-operatória: Lesões residuais comprovadas após a cirurgia; Após cirurgia para tumores recidivados; Alto grau de malignidade histológica, independente do subtipo; Invasão em músculo, osso, nervos ou linfáticos perineurais; Quando tumor de parótida invade o polo profundo; Preservação do nervo facial quando uma neoplasia de parótida aproxima-se muito do nervo; Metástase intraglandular, periglandular ou linfonodos positivos no esvaziamento cervical.
  31. 31. BARBOSA, R.P.S. et al. Neoplasias Malignas de Glândulas Salivares - Estudo Retrospectivo. Rev. Odont. Ciência – PUCRS. v.20, n.50, p.361-366, Out/dez 2005 . CARVALHO, M. B. Tratado de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia - vol 2. São Paulo: Editora Atheneu, 2001. INSTITUTO ONCOGUIA. Tipos de Câncer: Câncer de Glândulas Salivares. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/>. Acesso em: 16 mar 2014 . LOPES, A.; CHAMMAS, R.; IYEYASU, H. Oncologia para a Graduação. 3ª ed. São Paulo: Lemar, 2013 . MINISTERIO DA SAUDE. Falando Sobre o Câncer da Boca. Rio de Janeiro: INCA, 2002. 52 p. MINISTERIO DA SAUDE - INCA. Tumores das Glândulas Salivares. Rev. Bras. De Cancerologia, 2002. 9-12 p. MINISTERIO DA SAUDE. TNM: Classificação de Tumores Malignos. 6ª ed. Rio de Janeiro: INCA, 2004. 51-55 p.

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