SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 48
Curso de Capacitação para Tradutor/Intérprete
   da Língua Brasileira de Sinais 7ª Edição
                  2012/2013




   LINGUÍSTICA GERAL
    Prof.ª Esp. Mariana Correia




      marianacorreiail@yahoo.com.br
  http://profmarianacorreia.blogspot.com
PARTE 2: TEORIAS
LINGUÍSTICAS
GRAMÁTICA GERATIVA




 NOAN CHOMSKY
Gramática Gerativa


•teoria linguística que define a língua de uma
 maneira diferente da de Saussure;

•Iniciada por um linguista americano, chamado
 Noam Chomsky, no final dos anos 50;

•Conhecida como Gramática Gerativa.
Saussure X Chomsky


•Para Chomsky, a língua
 é um sistema de
 princípios radicados na
 mente humana. É esse
 sistema de princípios
 mentais que é o objeto
 de estudo da Gramática
 Gerativa.
Saussure X Chomsky

•Há uma diferença fundamental
 entre os dois modelos teóricos: na
 teoria saussuriana, a língua é
 considerada      um        objeto
 fundamentalmente social, na
 Gramática Gerativa, a língua é um
 objeto mental.
Saussure X Chomsky
• Gramática Gerativa é uma teoria mentalista.

• Não se interessa pela análise das expressões
  linguísticas    consideradas       em        si
  mesmas, separadas das propriedades mentais que
  estão envolvidas em sua produção e
  compreensão.

• Ela também não se interessa pelo aspecto social
  que a língua apresenta.

• Seu foco está no aspecto mental da língua.
A que teoria cada
figura se relaciona?
Faculdade da Linguagem

•Chomsky parte da hipótese de que existe um
 módulo         linguístico    em       nossa
 mente, constituído de princípios responsáveis
 pela formação e compreensão das expressões
 linguísticas, e especificamente dedicado à
 língua.
Faculdade da Linguagem


módulo linguístico da mente
                  =
  faculdade da linguagem.
Faculdade da Linguagem

•Essa faculdade da linguagem é inata, ou
 seja, todos os seres humanos nascem dotados
 dela.

•A faculdade da linguagem é parte da dotação
 genética da espécie humana.
Faculdade da Linguagem: Saussure X Chomsky
•Para Saussure, a faculdade da linguagem é
 algo que capacita os homens a produzirem e
 compreenderem todas as manifestações
 simbólicas, inclusive a língua.

•Para Chomsky, o que ele chama de faculdade
 da linguagem é um módulo cognitivo
 independente, especificamente associado à
 língua.
Faculdade da Linguagem: Saussure

•Não é muito específico a respeito do que é
 essa faculdade, que ele chama de linguagem.

•Seu objetivo é a análise da língua em seus
 aspectos convencionais ou sociais.
Faculdade da Linguagem: Saussure

•A capacidade que os homens têm de se
 manifestar linguisticamente não é de interesse
 para a teoria.

•Saussure não explicita a relação que essa
 faculdade que permite a linguagem apresenta
 com a cognição de maneira geral.
Faculdade da Linguagem: Chomsky

•Chama de faculdade da linguagem é um
 módulo da mente especificamente associado à
 língua, e não a outras linguagens (como a
 pintura, a música, a dança, etc.)

•É a faculdade da linguagem que deve ser o
 objeto central do estudo de uma teoria
 linguística.
Gramática Universal
• Na Gramática Gerativa, essa faculdade da
  linguagem, em seu estado inicial, ou seja, no estado
  em que ela está quando a criança nasce, é
  considerada uniforme em relação a toda a espécie
  humana.
Gramática Universal

• Todo ser humano é dotado da faculdade da
  linguagem, e toda criança parte do mesmo estado
  inicial em seu processo de aquisição de primeira
  língua.

• Esse estado inicial da faculdade da linguagem, que é
  parte    da    dotação      genética    da   espécie
  humana, e, portanto, inato, chama-se gramática
  universal.
Gramática Universal
•Vídeo disponível no blog:
http://profmarianacorreia.blospot.com

Ou no You tube:
http://www.youtube.com/watch?v=2VXJAaBW
mBU
Gramática Universal


•À medida que cada criança vai sendo
 exposta a um ambiente linguístico
 particular, esse estado inicial da
 faculdade    da  linguagem  vai  se
 modificando.
Gramática Universal
• Se a criança é ouvinte, e nasce e cresce em um
  ambiente em que se fala português, a interação da
  informação genética que ela traz (no estado inicial da
  faculdade da linguagem), com os dados linguísticos
  do português a que ela é exposta, vai resultar na
  aquisição da língua portuguesa, e não de uma outra
  língua.
Gramática Gerativa




• A língua pode ser comparada a um ser vivo: ao
  nascer, esse ser traz em seus genes a capacidade de
  crescer, de se desenvolver, de amadurecer. Se esse
  ser vivo recebe nutrientes, ele cresce e se
  desenvolve. Se não, ele não sobrevive.
Gramática Gerativa
• A informação genética da
  faculdade da linguagem: em
  seu estado inicial ela tem
  uma pré-disposição genética
  para     crescer    e     se
  desenvolver e se tornar uma
  gramática            estável
  (LP, LIBRAS, etc).
Gramática Gerativa
• Para isso, ela precisa receber nutrientes, ou seja, ela
  precisa ser exposta a um ambiente linguístico; se isso
  não acontecer, essa informação linguística inata não
  vai sobreviver.
Gramática Gerativa
• A noção de língua associada ao estado inicial da faculdade
  da linguagem e aos resultados do desenvolvimento desse
  estado inicial pelo contato com um determinado ambiente
  linguístico. Os objetivos mais importantes dessa teoria são:
1. descrever o conhecimento do falante de uma língua em
     particular, como, por exemplo, o português ou a língua
     de sinais brasileira;
2. caracterizar o tipo de conhecimento inato que a criança
     traz para o processo de aquisição de uma língua; e
3. explicar os processos que levam uma criança desse
     ponto inicial do conhecimento linguístico inato até o
     conhecimento de sua língua.
Competência X Performance

• Competência é o conhecimento mental que um
  falante tem de sua língua.

• Competência é o resultado do desenvolvimento do
  conhecimento linguístico inato, a partir de sua
  interação com dados de uma determinada língua.

• Competência se opõe a performance, que é o uso
  concreto da língua.
Competência X Performance
•Quando usamos a língua em nossa
 comunicação, lidamos com elementos de
 natureza social e psicológica que são externos
 à língua, e que se combinam de forma
 complexa com nossa competência.
Competência X Performance
• Começamos a dizer alguma coisa, e, de repente, esquecemos do
  que estávamos falando.

• É uma falha de nossa memória ou de nossa atenção, que influi na
  exteriorização de nossa língua.

• É uma questão de performance, não de competência.

• Não significa que não conhecemos nossa língua.

• Significa apenas que tivemos um problema de natureza psicológica
  no uso do conhecimento que temos de nossa língua.
Competência X Performance

•Um outro exemplo que podemos dar para
 esclarecer a diferença entre competência e
 performance diz respeito a questões sócio-
 culturais relacionadas ao uso da língua.
Competência X Performance
• Imagine dois brasileiros, falantes nativos de
  português, um aluno universitário, o outro, um
  trabalhador com baixo nível de escolarização.

• Os dois tiveram um problema relacionado a um
  buraco enorme que apareceu em uma rua da cidade.
  Os dois ficaram igualmente indignados com o pouco
  caso que a prefeitura está dando para o
  calçamento, e pensam que devem escrever uma carta
  para o jornal, fazendo uma reclamação pública.
Competência X Performance



•Qual dos dois vai ter mais facilidade para
 escrever essa carta da maneira
 apropriada para ser publicada em um
 jornal? Por quê?
Competência X Performance



• Uma pessoa com baixo nível de escolarização tem
  uma competência do português igual à de um
  estudante universitário. Entretanto, sua performance
  tende a ser bastante diferente, ou seja, sua
  habilidade de uso de sua competência em situações
  sociais de diversas naturezas é mais limitada.
Problema de Platão
• Apesar de todos começarmos com um mesmo
  conhecimento linguístico, que é a gramática
  universal, esse conhecimento vai se desenvolver de
  maneira diferente, caso vivamos em um ambiente em
  que se fale o português, o alemão, ou alguma língua de
  sinais. É da interação da gramática universal com o
  ambiente linguístico que se desenvolvem as gramáticas
  dos falantes do português, do alemão, ou de qualquer
  língua de sinais.
Problema de Platão




•    O problema central da aquisição é o que se chama
    problema de Platão: como é que um falante adulto
    tem um conhecimento tão complexo e rico sobre
    sua língua, se os dados a que ele é exposto em seu
    ambiente linguístico são tão pobres?
Problema de Platão

•Os dados linguísticos a que qualquer criança é
 exposta durante o período de aquisição são
 sempre pobres, independentemente do grupo
 social com o qual ela convive.
Problema de Platão
•Pessoas cultas e pessoas ignorantes, pessoas
 ricas e pessoas pobres, todas são expostas a
 dados linguísticos insuficientes para explicar
 todo o conhecimento linguístico que elas têm
 de sua língua.

•Todos nós sabemos muito mais sobre nossa
 língua, do que aquilo que podemos observar
 em nosso ambiente linguístico.
Problema de Platão
•Existem propriedades de nossas línguas que
 nós conhecemos, mas que, de maneira geral,
 podemos apostar que não fazem parte dos
 dados linguísticos a que somos expostos.

• Também, temos muito mais informações
 sobre nossa língua do que aprendemos na
 escola.
Problema de Platão

•Se o ambiente linguístico em que
 crescemos não nos fornece essas
 informações, e se a escola não nos
 ensina toda a gramática de nossa
 língua, como é que chegamos a ter
 esse conhecimento tão amplo e
 complexo dela?
Problema de Platão
•Essa gramática final ou adulta, que é o
 conhecimento linguístico de um
 falante    de     uma     determinada
 língua, não só envolve informações a
 respeito do que é possível nessa
 língua, mas também a respeito do que
 não é possível.
Problema de Platão
•A     criança   desenvolve,    também,     um
 conhecimento sobre o que não é aceitável em
 sua língua.
• A questão que se coloca, então, é: como é que
 a criança desenvolve esse conhecimento
 negativo (aquilo que não é possível), quando
 ela é exposta somente a dados positivos
 (aquilo que é possível)?
Problema de Platão

•Para Chomsky e seus seguidores, apenas um
 mecanismo inato, extremamente complexo e
 abstrato, como a gramática universal, pode
 explicar o desenvolvimento desse tipo de
 conhecimento linguístico.
•Alguma dúvida
Montagem de conceito




• Montagem de conceito: cada pessoa recebe um
  conceito ou um nome, devendo encontrar seus
  “parceiros” de grupo para montagem do nome +
  conceito.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Chomsky e sua teoria inatista
Chomsky e sua teoria inatistaChomsky e sua teoria inatista
Chomsky e sua teoria inatistaJuliana Soares
 
Linguística i saussure
Linguística i  saussureLinguística i  saussure
Linguística i saussureGuida Gava
 
Parte 1 linguística geral apresentação
Parte 1   linguística geral apresentaçãoParte 1   linguística geral apresentação
Parte 1 linguística geral apresentaçãoMariana Correia
 
Concepções de linguagem
Concepções de linguagemConcepções de linguagem
Concepções de linguagemKelly Moraes
 
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguísticaIntrodução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguísticaMaria Glalcy Fequetia Dalcim
 
Concepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática eConcepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática eThiago Soares
 
Linguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeLinguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeKaren Olivan
 

Mais procurados (20)

Noam chomsky
Noam chomskyNoam chomsky
Noam chomsky
 
Chomsky e sua teoria inatista
Chomsky e sua teoria inatistaChomsky e sua teoria inatista
Chomsky e sua teoria inatista
 
Concepões de língua, linguagem, norma e fala
Concepões de língua, linguagem, norma e falaConcepões de língua, linguagem, norma e fala
Concepões de língua, linguagem, norma e fala
 
Linguística i saussure
Linguística i  saussureLinguística i  saussure
Linguística i saussure
 
Linguística i gerativismo
Linguística i   gerativismoLinguística i   gerativismo
Linguística i gerativismo
 
Parte 1 linguística geral apresentação
Parte 1   linguística geral apresentaçãoParte 1   linguística geral apresentação
Parte 1 linguística geral apresentação
 
Estruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à LinguísticaEstruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à Linguística
 
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
 
Linguistica aplicada
Linguistica aplicadaLinguistica aplicada
Linguistica aplicada
 
HistóRia Dos Estudos LingüíSticos
HistóRia Dos Estudos LingüíSticosHistóRia Dos Estudos LingüíSticos
HistóRia Dos Estudos LingüíSticos
 
Bakhtin simone
Bakhtin simoneBakhtin simone
Bakhtin simone
 
Gerativismo
GerativismoGerativismo
Gerativismo
 
Sintaxe
SintaxeSintaxe
Sintaxe
 
Concepções de linguagem
Concepções de linguagemConcepções de linguagem
Concepções de linguagem
 
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguísticaIntrodução à linguística - linguagem, língua e linguística
Introdução à linguística - linguagem, língua e linguística
 
Semântica
SemânticaSemântica
Semântica
 
Concepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática eConcepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática e
 
Linguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeLinguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidade
 
Esquema Bakhtin
Esquema BakhtinEsquema Bakhtin
Esquema Bakhtin
 
Linguística textual
Linguística textualLinguística textual
Linguística textual
 

Semelhante a Curso Capacitação Tradutor Língua Brasileira Sinais

Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani Viotti
Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani ViottiParte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani Viotti
Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani ViottiMariana Correia
 
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptx
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptxSlide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptx
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptxlaianebispo148
 
Parte1 - O que é linguística? Ivani Viotti
Parte1 - O que é linguística? Ivani ViottiParte1 - O que é linguística? Ivani Viotti
Parte1 - O que é linguística? Ivani ViottiMariana Correia
 
Variedades linguisticas
Variedades linguisticasVariedades linguisticas
Variedades linguisticasuesleii
 
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdf
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdfAULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdf
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdffelixmeloeu
 
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
Parte 4   linguística geral apresentação 2012Parte 4   linguística geral apresentação 2012
Parte 4 linguística geral apresentação 2012Mariana Correia
 
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagem
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagemAs hipóteses do inatismo para explicação da linguagem
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagemLLAndrade
 
Resumo inesduarte
Resumo inesduarteResumo inesduarte
Resumo inesduarteanainesbg
 
O que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoO que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoRose Moraes
 
23-03-2020_16_33_51_.ppt
23-03-2020_16_33_51_.ppt23-03-2020_16_33_51_.ppt
23-03-2020_16_33_51_.pptAssisTeixeira2
 
Variacao linguistica
Variacao linguisticaVariacao linguistica
Variacao linguisticacaurysilva
 
Resumo modulo1 ines e ana
Resumo  modulo1 ines e anaResumo  modulo1 ines e ana
Resumo modulo1 ines e anaanainesbg
 

Semelhante a Curso Capacitação Tradutor Língua Brasileira Sinais (20)

Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani Viotti
Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani ViottiParte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani Viotti
Parte 2 a lingua_para_chomsky, Ivani Viotti
 
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptx
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptxSlide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptx
Slide_3_Aquisio_da_linguagem_leitura_e_escrita_ta_segunda_lingua.pptx
 
Apts
AptsApts
Apts
 
Eliane EducaçãO BilingüE
Eliane EducaçãO BilingüEEliane EducaçãO BilingüE
Eliane EducaçãO BilingüE
 
Parte1 - O que é linguística? Ivani Viotti
Parte1 - O que é linguística? Ivani ViottiParte1 - O que é linguística? Ivani Viotti
Parte1 - O que é linguística? Ivani Viotti
 
Semântica.PDF
Semântica.PDFSemântica.PDF
Semântica.PDF
 
Variedades linguisticas
Variedades linguisticasVariedades linguisticas
Variedades linguisticas
 
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdf
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdfAULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdf
AULA 6 - GERATIVISMO - Chomisky_Noam.pdf
 
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
Parte 4   linguística geral apresentação 2012Parte 4   linguística geral apresentação 2012
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
 
Tp1
Tp1Tp1
Tp1
 
Plnm seia-2
Plnm seia-2Plnm seia-2
Plnm seia-2
 
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagem
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagemAs hipóteses do inatismo para explicação da linguagem
As hipóteses do inatismo para explicação da linguagem
 
Resumo inesduarte
Resumo inesduarteResumo inesduarte
Resumo inesduarte
 
Noam chomsky
Noam chomskyNoam chomsky
Noam chomsky
 
Modelo de material.luc
Modelo de material.lucModelo de material.luc
Modelo de material.luc
 
Modelo de material.luc
Modelo de material.lucModelo de material.luc
Modelo de material.luc
 
O que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandãoO que é discurso helena brandão
O que é discurso helena brandão
 
23-03-2020_16_33_51_.ppt
23-03-2020_16_33_51_.ppt23-03-2020_16_33_51_.ppt
23-03-2020_16_33_51_.ppt
 
Variacao linguistica
Variacao linguisticaVariacao linguistica
Variacao linguistica
 
Resumo modulo1 ines e ana
Resumo  modulo1 ines e anaResumo  modulo1 ines e ana
Resumo modulo1 ines e ana
 

Mais de Mariana Correia

Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...
Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...
Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...Mariana Correia
 
Reportagem: "A leitura na era digital"
Reportagem: "A leitura na era digital"Reportagem: "A leitura na era digital"
Reportagem: "A leitura na era digital"Mariana Correia
 
O orfanato da srta peregrine pa ransom riggs
O orfanato da srta peregrine pa   ransom riggsO orfanato da srta peregrine pa   ransom riggs
O orfanato da srta peregrine pa ransom riggsMariana Correia
 
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)Mariana Correia
 
Questionário dados gerados
Questionário   dados geradosQuestionário   dados gerados
Questionário dados geradosMariana Correia
 
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"Testes de compreensão textual: "Le petit prince"
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"Mariana Correia
 
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)Mariana Correia
 
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende Brasil
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende BrasilEntrevista com José Pacheco, Revista Aprende Brasil
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende BrasilMariana Correia
 
Fallen i fallen (lauren kate)
Fallen i   fallen (lauren kate)Fallen i   fallen (lauren kate)
Fallen i fallen (lauren kate)Mariana Correia
 
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txt
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txtSérie Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txt
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txtMariana Correia
 
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mata
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mataHamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mata
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mataMariana Correia
 
Paradigma de avaliação de textos
Paradigma de avaliação de textosParadigma de avaliação de textos
Paradigma de avaliação de textosMariana Correia
 
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentos
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentosFormação 4 - Avaliação e construção de instrumentos
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentosMariana Correia
 
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradoresMariana Correia
 
Formação 3 - Escola Teresa Francescuti
Formação 3 - Escola Teresa FrancescutiFormação 3 - Escola Teresa Francescuti
Formação 3 - Escola Teresa FrancescutiMariana Correia
 
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinar
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinarFormação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinar
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinarMariana Correia
 

Mais de Mariana Correia (20)

Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...
Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...
Bruxos, vampiros, divergentes e zumbis a formação do leitor literário na esco...
 
Reportagem: "A leitura na era digital"
Reportagem: "A leitura na era digital"Reportagem: "A leitura na era digital"
Reportagem: "A leitura na era digital"
 
O orfanato da srta peregrine pa ransom riggs
O orfanato da srta peregrine pa   ransom riggsO orfanato da srta peregrine pa   ransom riggs
O orfanato da srta peregrine pa ransom riggs
 
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)
Lajolo. a moçada está lendo (e gostando de ler)
 
Questionário dados gerados
Questionário   dados geradosQuestionário   dados gerados
Questionário dados gerados
 
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"Testes de compreensão textual: "Le petit prince"
Testes de compreensão textual: "Le petit prince"
 
Questionário
QuestionárioQuestionário
Questionário
 
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)
Geraldi. portos de passagem (prefácio e introdução)
 
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende Brasil
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende BrasilEntrevista com José Pacheco, Revista Aprende Brasil
Entrevista com José Pacheco, Revista Aprende Brasil
 
Fallen i fallen (lauren kate)
Fallen i   fallen (lauren kate)Fallen i   fallen (lauren kate)
Fallen i fallen (lauren kate)
 
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txt
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txtSérie Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txt
Série Fallen 1- Fallen, Lauren Kate txt
 
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mata
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mataHamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mata
Hamilton werneck -_se_a_boa_escola_e_a_que_reprova,_o_bom_hospital_e_o_que_mata
 
Satisfaction
SatisfactionSatisfaction
Satisfaction
 
Formação 5
Formação 5Formação 5
Formação 5
 
Paradigma de avaliação de textos
Paradigma de avaliação de textosParadigma de avaliação de textos
Paradigma de avaliação de textos
 
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentos
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentosFormação 4 - Avaliação e construção de instrumentos
Formação 4 - Avaliação e construção de instrumentos
 
20265 87941-1-pb
20265 87941-1-pb20265 87941-1-pb
20265 87941-1-pb
 
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores
0.667326001366389749 paulo freire_e_os_temas_geradores
 
Formação 3 - Escola Teresa Francescuti
Formação 3 - Escola Teresa FrancescutiFormação 3 - Escola Teresa Francescuti
Formação 3 - Escola Teresa Francescuti
 
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinar
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinarFormação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinar
Formação Escola Tereza Francescutti - Níveis de Interação disicplinar
 

Curso Capacitação Tradutor Língua Brasileira Sinais

  • 1. Curso de Capacitação para Tradutor/Intérprete da Língua Brasileira de Sinais 7ª Edição 2012/2013 LINGUÍSTICA GERAL Prof.ª Esp. Mariana Correia marianacorreiail@yahoo.com.br http://profmarianacorreia.blogspot.com
  • 3.
  • 5. Gramática Gerativa •teoria linguística que define a língua de uma maneira diferente da de Saussure; •Iniciada por um linguista americano, chamado Noam Chomsky, no final dos anos 50; •Conhecida como Gramática Gerativa.
  • 6. Saussure X Chomsky •Para Chomsky, a língua é um sistema de princípios radicados na mente humana. É esse sistema de princípios mentais que é o objeto de estudo da Gramática Gerativa.
  • 7. Saussure X Chomsky •Há uma diferença fundamental entre os dois modelos teóricos: na teoria saussuriana, a língua é considerada um objeto fundamentalmente social, na Gramática Gerativa, a língua é um objeto mental.
  • 8. Saussure X Chomsky • Gramática Gerativa é uma teoria mentalista. • Não se interessa pela análise das expressões linguísticas consideradas em si mesmas, separadas das propriedades mentais que estão envolvidas em sua produção e compreensão. • Ela também não se interessa pelo aspecto social que a língua apresenta. • Seu foco está no aspecto mental da língua.
  • 9. A que teoria cada figura se relaciona?
  • 10.
  • 11. Faculdade da Linguagem •Chomsky parte da hipótese de que existe um módulo linguístico em nossa mente, constituído de princípios responsáveis pela formação e compreensão das expressões linguísticas, e especificamente dedicado à língua.
  • 12. Faculdade da Linguagem módulo linguístico da mente = faculdade da linguagem.
  • 13. Faculdade da Linguagem •Essa faculdade da linguagem é inata, ou seja, todos os seres humanos nascem dotados dela. •A faculdade da linguagem é parte da dotação genética da espécie humana.
  • 14. Faculdade da Linguagem: Saussure X Chomsky •Para Saussure, a faculdade da linguagem é algo que capacita os homens a produzirem e compreenderem todas as manifestações simbólicas, inclusive a língua. •Para Chomsky, o que ele chama de faculdade da linguagem é um módulo cognitivo independente, especificamente associado à língua.
  • 15. Faculdade da Linguagem: Saussure •Não é muito específico a respeito do que é essa faculdade, que ele chama de linguagem. •Seu objetivo é a análise da língua em seus aspectos convencionais ou sociais.
  • 16. Faculdade da Linguagem: Saussure •A capacidade que os homens têm de se manifestar linguisticamente não é de interesse para a teoria. •Saussure não explicita a relação que essa faculdade que permite a linguagem apresenta com a cognição de maneira geral.
  • 17. Faculdade da Linguagem: Chomsky •Chama de faculdade da linguagem é um módulo da mente especificamente associado à língua, e não a outras linguagens (como a pintura, a música, a dança, etc.) •É a faculdade da linguagem que deve ser o objeto central do estudo de uma teoria linguística.
  • 18.
  • 19. Gramática Universal • Na Gramática Gerativa, essa faculdade da linguagem, em seu estado inicial, ou seja, no estado em que ela está quando a criança nasce, é considerada uniforme em relação a toda a espécie humana.
  • 20. Gramática Universal • Todo ser humano é dotado da faculdade da linguagem, e toda criança parte do mesmo estado inicial em seu processo de aquisição de primeira língua. • Esse estado inicial da faculdade da linguagem, que é parte da dotação genética da espécie humana, e, portanto, inato, chama-se gramática universal.
  • 21. Gramática Universal •Vídeo disponível no blog: http://profmarianacorreia.blospot.com Ou no You tube: http://www.youtube.com/watch?v=2VXJAaBW mBU
  • 22. Gramática Universal •À medida que cada criança vai sendo exposta a um ambiente linguístico particular, esse estado inicial da faculdade da linguagem vai se modificando.
  • 23. Gramática Universal • Se a criança é ouvinte, e nasce e cresce em um ambiente em que se fala português, a interação da informação genética que ela traz (no estado inicial da faculdade da linguagem), com os dados linguísticos do português a que ela é exposta, vai resultar na aquisição da língua portuguesa, e não de uma outra língua.
  • 24.
  • 25. Gramática Gerativa • A língua pode ser comparada a um ser vivo: ao nascer, esse ser traz em seus genes a capacidade de crescer, de se desenvolver, de amadurecer. Se esse ser vivo recebe nutrientes, ele cresce e se desenvolve. Se não, ele não sobrevive.
  • 26. Gramática Gerativa • A informação genética da faculdade da linguagem: em seu estado inicial ela tem uma pré-disposição genética para crescer e se desenvolver e se tornar uma gramática estável (LP, LIBRAS, etc).
  • 27. Gramática Gerativa • Para isso, ela precisa receber nutrientes, ou seja, ela precisa ser exposta a um ambiente linguístico; se isso não acontecer, essa informação linguística inata não vai sobreviver.
  • 28. Gramática Gerativa • A noção de língua associada ao estado inicial da faculdade da linguagem e aos resultados do desenvolvimento desse estado inicial pelo contato com um determinado ambiente linguístico. Os objetivos mais importantes dessa teoria são: 1. descrever o conhecimento do falante de uma língua em particular, como, por exemplo, o português ou a língua de sinais brasileira; 2. caracterizar o tipo de conhecimento inato que a criança traz para o processo de aquisição de uma língua; e 3. explicar os processos que levam uma criança desse ponto inicial do conhecimento linguístico inato até o conhecimento de sua língua.
  • 29.
  • 30. Competência X Performance • Competência é o conhecimento mental que um falante tem de sua língua. • Competência é o resultado do desenvolvimento do conhecimento linguístico inato, a partir de sua interação com dados de uma determinada língua. • Competência se opõe a performance, que é o uso concreto da língua.
  • 31. Competência X Performance •Quando usamos a língua em nossa comunicação, lidamos com elementos de natureza social e psicológica que são externos à língua, e que se combinam de forma complexa com nossa competência.
  • 32. Competência X Performance • Começamos a dizer alguma coisa, e, de repente, esquecemos do que estávamos falando. • É uma falha de nossa memória ou de nossa atenção, que influi na exteriorização de nossa língua. • É uma questão de performance, não de competência. • Não significa que não conhecemos nossa língua. • Significa apenas que tivemos um problema de natureza psicológica no uso do conhecimento que temos de nossa língua.
  • 33. Competência X Performance •Um outro exemplo que podemos dar para esclarecer a diferença entre competência e performance diz respeito a questões sócio- culturais relacionadas ao uso da língua.
  • 34. Competência X Performance • Imagine dois brasileiros, falantes nativos de português, um aluno universitário, o outro, um trabalhador com baixo nível de escolarização. • Os dois tiveram um problema relacionado a um buraco enorme que apareceu em uma rua da cidade. Os dois ficaram igualmente indignados com o pouco caso que a prefeitura está dando para o calçamento, e pensam que devem escrever uma carta para o jornal, fazendo uma reclamação pública.
  • 35. Competência X Performance •Qual dos dois vai ter mais facilidade para escrever essa carta da maneira apropriada para ser publicada em um jornal? Por quê?
  • 36. Competência X Performance • Uma pessoa com baixo nível de escolarização tem uma competência do português igual à de um estudante universitário. Entretanto, sua performance tende a ser bastante diferente, ou seja, sua habilidade de uso de sua competência em situações sociais de diversas naturezas é mais limitada.
  • 37.
  • 38. Problema de Platão • Apesar de todos começarmos com um mesmo conhecimento linguístico, que é a gramática universal, esse conhecimento vai se desenvolver de maneira diferente, caso vivamos em um ambiente em que se fale o português, o alemão, ou alguma língua de sinais. É da interação da gramática universal com o ambiente linguístico que se desenvolvem as gramáticas dos falantes do português, do alemão, ou de qualquer língua de sinais.
  • 39. Problema de Platão • O problema central da aquisição é o que se chama problema de Platão: como é que um falante adulto tem um conhecimento tão complexo e rico sobre sua língua, se os dados a que ele é exposto em seu ambiente linguístico são tão pobres?
  • 40. Problema de Platão •Os dados linguísticos a que qualquer criança é exposta durante o período de aquisição são sempre pobres, independentemente do grupo social com o qual ela convive.
  • 41. Problema de Platão •Pessoas cultas e pessoas ignorantes, pessoas ricas e pessoas pobres, todas são expostas a dados linguísticos insuficientes para explicar todo o conhecimento linguístico que elas têm de sua língua. •Todos nós sabemos muito mais sobre nossa língua, do que aquilo que podemos observar em nosso ambiente linguístico.
  • 42. Problema de Platão •Existem propriedades de nossas línguas que nós conhecemos, mas que, de maneira geral, podemos apostar que não fazem parte dos dados linguísticos a que somos expostos. • Também, temos muito mais informações sobre nossa língua do que aprendemos na escola.
  • 43. Problema de Platão •Se o ambiente linguístico em que crescemos não nos fornece essas informações, e se a escola não nos ensina toda a gramática de nossa língua, como é que chegamos a ter esse conhecimento tão amplo e complexo dela?
  • 44. Problema de Platão •Essa gramática final ou adulta, que é o conhecimento linguístico de um falante de uma determinada língua, não só envolve informações a respeito do que é possível nessa língua, mas também a respeito do que não é possível.
  • 45. Problema de Platão •A criança desenvolve, também, um conhecimento sobre o que não é aceitável em sua língua. • A questão que se coloca, então, é: como é que a criança desenvolve esse conhecimento negativo (aquilo que não é possível), quando ela é exposta somente a dados positivos (aquilo que é possível)?
  • 46. Problema de Platão •Para Chomsky e seus seguidores, apenas um mecanismo inato, extremamente complexo e abstrato, como a gramática universal, pode explicar o desenvolvimento desse tipo de conhecimento linguístico.
  • 48. Montagem de conceito • Montagem de conceito: cada pessoa recebe um conceito ou um nome, devendo encontrar seus “parceiros” de grupo para montagem do nome + conceito.