ELETROTERAPIA NA PODOLOGIA

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Resumo sobre a ação da alta frequência e do vapor de ozônio no sistema fisiológico estimulando a cicatrização tecidual através do gás ozônio. Indicado na limpeza de pele, permeação de ativos, tratamentos podológicos, pós-depilação, terapias capilares, foliculite, e procedimentos que geram estresse e comprometimento a ação imunológica do tecido cutâneo. (FERREIRA, 2016). Na podologia atua como bactericida, fungicida e viruscida, além de sua ação hemostática. em onicocriptose, verrugas plantares, onicomicose.

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ELETROTERAPIA NA PODOLOGIA

  1. 1. ELETROTERAPIA NA PODOLOGIA Maria Elizabete de Lima Monteiro
  2. 2. AÇÃO DA ALTA FREQUÊNCIA E VAPOR DE OZÔNIO Maria Elizabete de Lima Monteiro
  3. 3. ELETROTERAPIA • A Eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas dentro da terapêutica. • Na Antiguidade seu uso já era empregado e os registros mais antigos datam de 2.750 a.C., quando eram utilizados peixes elétricos para produzir choques nos doentes e assim obter analgesia local.
  4. 4. ELETROTERAPIA • Os aparelhos de eletroterapia utilizam uma intensidade de corrente muito baixa, são miliampéres e microampéres. • Os eletrôdos são aplicados diretamente sobre a pele e o organismo será o condutor. • Na eletroterapia temos que considerar parâmetros como: resistência, intensidade, voltagem, potência e condutividade.
  5. 5. ELETROTERAPIA • Os equipamentos atuais empregam diferentes tipos de correntes, onde o aparelho emite a energia eletromagnética que é então conduzida através de cabos condutores até os eletrodos que ficam aderidos à pele do paciente. • Outras formas incluem a utilização de agulhas ao invés de eletrodos, sendo este emprego mais reservado ao uso para terapia estética ou para métodos diagnósticos.
  6. 6. O QUE É ALTA FREQUÊNCIA?
  7. 7. O QUE É A ALTA FREQUÊNCIA? • O faiscamento quando percorre o ar que separa o eletrôdo da pele, rompe a ligação covalente das moléculas de oxigênio (O2), liberando assim os seus átomos.
  8. 8. ALTA FREQUÊNCIA • Alta frequência é uma técnica em que se utilizam vários modelos de eletrodos de vidro com uma corrente alternada de frequência alta, que ao passar por esses eletrôdos, no seu interior existe um gás com propriedades físico-químicas que facilita a transmissão da alta voltagem para o outro extremo do eletrodo. • Os gases podem ser: árgon (violeta), neônio (alaranjado) ou xênon (azulada), o meio condutor entre a bobina e o cliente, ioniza as moléculas deste gás, produzindo um campo eletromagnético que produz ozônio, na parte externa do vidro. • Ozônio = O3 – gás instável composto por três átomos de oxigênio.
  9. 9. ALTA FREQUÊNCIA • A passagem de ondas eletromagnéticas pelo ar ou outros gases rarefeitos provoca a formação de ozônios, como acontece por exemplo na ozonosfera do nosso planeta( as ondas eletromagnéticas do sol passam pelo ar rarefeito da ozonosfera, gerando ozônio). • O ozônio é conhecido por suas propriendades bactericidas.
  10. 10. ALTA FREQUÊNCIA • Pesquisadores avaliaram dentre outros estudos a ação do ozônio como método alternativo na sanificação de 30 galões de água de 20 litros, verificando que o tratamento da água com ozônio reduziu significativamente o número de cloriformes fecais totais de Escherichia coli, Staphyloccocus aureus e Pseudomonas spp.
  11. 11. ALTA FREQUÊNCIA • O uso do aparelho de Alta Frequência na superfície da pele provoca formação de ozônio (O3), e este por ser uma substância instável se decompõe rapidamente em oxigênio molecular (O2) e em oxigênio atômico (O). • A ação desinfetante do ozônio reside na grande agressividade do oxigênio atômico nascente, liberado durante a decomposição do ozônio ( O3= O2+O).
  12. 12. ATA FREQUÊNCIA AÇÃO FISIOLÓGICA • Efeito Térmico: o principal efeito das correntes de alta frequência ao atravessar o organismo é a produção de calor. • Vasodilatação periférica local: devido ao calor gerado, consegue-se um aumento do fluxo sanquíneo aumentando assim o aporte de oxigênio por intermédio do sangue e portanto se produz melhora do trofismo, da oxigenação e do metabolismo celular. O efeito térmico é inversamente proporcional à superfície do eletrôdo. • Portanto, quando se usam eletrôdos de superfície (em forma de bico) podem ocorrer lesões por queimadura, já que concentram em um ponto os efeitos térmicos do aparelho de alta frequência.
  13. 13. PARÂMETROS • Hz ( Hertz ) = Frequência = Número de oscilações que acontecem em um evento/período de tempo. • 1 Hz = 1 oscilação em 1 segundo. • 1 MHz = 1 milhão de oscilações em 1 segundo / atinge tecido ósseo • 3 MHz = 3 Milhões de oscilações em 1 segundo / atinge a derme Quanto mais baixa a frequência (Hz), mais profundo atinge.
  14. 14. PARÂMETROS • Intensidade = Quantidade de energia oferecida para o corpo. • mA (miliamper) – Você consegue sentir a corrente (sensorial), trabalha a circulação, porém fora da célula. • µA (microamper) – Você não sente a corrente (subsensorial), trabalha dentro da célula.
  15. 15. PARÂMETROS ENCONTRADOS • Frequência variado entre 100 e 200KHz, com tensão que oscila entre 25.000 e 40.000V e uma intesidade de ordem de 100mA; • Frequência entre 150 e 200KHz, com tensão oscilando entre 30.000 a 40.000V; • Frequência entre 500KHz e 1KHz, com tensão entre 40.000 e 90.000V, e intensidade de cerca de 100mA; e ainda com tensão oscilando entre 100.000 e 150.000V.
  16. 16. ALTA FREQUÊNCIA • Tem efeito térmico: que atua no metabolismo celular, produzindo um aumento do mesmo, e melhora da oxigenação celular, isso se deve pela vasodilatação e consequentemente ao aumento do fluxo sanguíneo. • Vasodilatador: através do estímulo da circulação periférica, causando o efeito hiperemiante (vermelhidão). • Bactericida: elimina bactérias anaeróbias.
  17. 17. ALTA FREQUÊNCIA • Bacteriostática: diminui a proliferação de bactérias aeróbias. • Fungicida: eliminação de fungos. • Hemostático: interrompe sangramento
  18. 18. ALTA FREQUÊNCIA
  19. 19. ELETRÔDOS • Saturador (tem uma “mola” dentro): utilizado no faiscamento indireto é o único indicado para ser utilizado com cosméticos, pois aumenta a vascularização da pele. • Standart (cebolinha ou colher): usa-se em faiscamento direto ou fluxação. • Esférico (cebolão): seu formato anatômico facilita a passagem, usado em fluxação ou faiscamento direto.
  20. 20. ELETRÔDOS • Forquilha: utilizado no pescoço, mamas e braços em faiscamento direto ou fluxação. • Fulgurador ou cauterizador: usado para tratamento de pele acneica com faiscamento direto. • Poço: aplica-se nas lesões pápulo-pustulosas que não podem ser esvaziadas.
  21. 21. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO • Fluxação ou Efluviação: usa-se essa técnica com passagem lenta e por igual dos eletrodos, geralmente eletrodos com superfície plana, em contato direto sobre a pele. • Ação: descongestivo e calmante, diminuindo a hiperemia (vermelhidão). Indicada nos casos de: • pós depilação, • tratamentos capilares com o eletrodo pente, • pós limpeza de pele onde necessita-se da ação bactericida, fungicida e bacteriostática do ozônio.
  22. 22. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO • Faiscamento direto: Aplica-se com o eletrôdo um pouco afastado da pele provocando faíscas, nesse método de aplicação ocorre a formação de Ozônio. Indicado nos casos de: • Pós depilação, • Tratamentos capilares com o eletrodo pente, • Pós limpeza de pele como bactericida e fungicida.
  23. 23. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO • Faiscamento Indireto: o cliente segura o eletrôdo saturador em uma das mãos e a bobina na outra, (retirar objetos de metal que o cliente esteja usando). • O profissional atua na pele deste cliente realizando tamborilamento ou pinçamento. • Essa técnica permite tonificar e estimular as terminações nervosas da pele, além de permitir a permeação de ativos cosméticos.
  24. 24. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO • Fulguração: técnica que utiliza o eletrôdo fulgurador com o faiscamento direto. • Ação: hemostático ( estanca o sangramento); Indicação: • Pós esvaziamento de pústulas; • Pós limpeza de pele; • Região periungueal na podologia.
  25. 25. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO • Faíscamento direto (fulgurador) Luxação (standart) Efluviação ( cachimbo)
  26. 26. CONTRA INDICAÇÕES • Portadores de marca-passo, • Neoplasias (câncer), • Pessoas cardíacas, • Gestantes, • Pessoas com distúrbios de sensibilidade.
  27. 27. INDICAÇÕES DA ALTA FREQUÊNCIA • Pós limpeza de pele, complemento de • Hidratação e revitalização facial, • Desinfecção do couro cabeludo, • Pós-depilação, • Tratamento de foliculite, • Melhora da psoríase, • Tratamento de frieiras e micoses na podologia, • Após fazer as unhas na manicure, • Tratamento de pediculose (piolho).
  28. 28. CONTRA-INDICAÇÕES • Epiléticos, • Diabéticos descompensados, • Pele com cosméticos inflamáveis, • Portadores de pinos ou placas metálicas no local da aplicação. • (OBS: Tomar cuidado com pessoas portadoras de rosácea, ou que tenham extrema sensibilidade ao calor.)
  29. 29. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO • Higienizar os eletrôdos com um papel, ou pano limpo com álcool a 70% sempre que usar de um cliente ao outro. • Observe quando for higienizar se o aparelho não está ligado, pois se passar o álcool com ele funcionando pode gerar fogo e causar queimaduras. • Não utilize o alta frequência sobre a pele se estiver com algum produto inflamável.
  30. 30. TIPOS DE ELETRÔDOS
  31. 31. VAPOR DE OZÔNIO • O Ozônio é gerado através da combinação dos átomos de Oxigênio (O) extraídos das moléculas do vapor de água (H2O) por intermédio de um centelhamento elétrico. Estes átomos são então recombinados em moléculas de Ozônio (O3). • Promove dilatação dos poros e atua como bactericida e fungicida, prevenindo a pele de contaminação e posterior inflamação, principalmente no quadro acneico, em que o índice de microorganismos é mais alto. • Nos pés atua na desinfecção, antifúngico e bactericida.
  32. 32. INDICAÇÕES • Aquecimento e vasodilatação; • Aromaterapia; • Descontaminação; • Dilatação dos anexos da pele; • Emoliência; • Permeação de ativos; • Protocolos faciais, corporais e capilares; • Redução da resistência elétrica cutânea; • Umidificação e hidratação.
  33. 33. CONTRA-INDICAÇÕES • Áreas de anestesia ou hiposensibilidade. • Doenças vasculares • Estados de hemorragia • Inflamações muito agudas. • Peles muito sensíveis e com telangectasias. • Tumores malignos.
  34. 34. VAPOR DE OZÔNIO
  35. 35. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • STANDARD, Milady’s. Fundamentos da Estética. 10ª ed. Norte- americana. São Paulo: Cengage Learnig, 2011. • BORGES, Fábio dos Santos. Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. Editora Phorte, São Paulo, 2010. • SORIANO, M.C.D., PËREZ, S. C.; BAQUÉS, M. I. C. Eletroestética Profissional Aplicada Madrid: Sorisa,2002. • BORGES, FÁBIO DOS SANTOS. Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo: Phorte,2006.

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