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Contar histórias pode ser um ato mais forte que ler
histórias, isto porque, quando o contador narra as
histórias com suas próprias palavras, ele dá mais
confiabilidade a elas, mostra mais
comprometimento com seu conteúdo e isso
potencializa os benefícios que uma história
proporciona tanto par quem conta como para quem
escuta.
Portanto se faz necessário saber como fazer, ou por
onde começar. E o passo mais importante desta
primeira etapa é a escolha do livro.

 A arte de contar histórias depende, frequentemente,
do poder de sedução do contador por meio:
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
 Para quem conta (público-alvo)
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contar histórias?
Escolha de uma estratégia para chamar as
crianças para esse momento:
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Prepare-se para interrupções: use isso a seu
favor
Esta é uma forma de mantê-los atentos à
história, e mais do que isso, é uma forma de
ennriquecer a contação com experiências e
culturas vivenciadas pelos ouvintes
 Não decore, entenda os pontos mais marcantes
da história e sinta o que ela pode transmitir.
 Improvise
 Vivencie a história e faça o livro brilhar
Histórias são pra todo tipo de criança, de 0 a 199 anos,
afinal quem não gosta de uma boa história? Mas alguns
pontos precisam ser considerados em cada faixa etária:
 3 a 4 anos – idade do fascínio ( textos curtos e
atraentes
 5 a 6 anos – idade realista ( história real )
 7 a 9 anos - idade fantástica ( personagens com poder
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 10 a 12 anos – idade heróica (narrativas de viagens...)
 Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela
freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase
sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas. O
professor ficou penalizado com a situação da menina. "Como é que uma menina tão
bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?" Separou algum dinheiro do seu
salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou
linda no vestido azul. Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu
que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a
escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar
suas unhas. Quando acabou a semana, o pai falou: "Mulher, você não acha uma
vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar
como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou
dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim." Logo mais, a
casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o
cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em
barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar
pintura e criatividade.
O vestido azul

 Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que
acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem
mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e
saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os
melhoramentos que seriam necessários ao bairro. A rua de barro e lama foi
substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram
canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania. E tudo começou com um
vestido azul. Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem
criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua
parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas
se motivassem a lutar por melhorias. Será que cada um de nós está fazendo
a sua parte no lugar em que vive? Por acaso somos daqueles que somente
apontamos os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência
do trânsito? Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é
difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada. É difícil
reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul. Há moedas de
amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas
no momento próprio e com bondade.
O recurso utilizado irá depender do número
de ouvintes e do espaço físico que está
disponível. Para cada situação um recurso
que melhor se encaixe com o público ouvinte.
Recursos utilizados:
Uma caixa enfeitada na mão, uma história no coração.
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  • 2.  Ler histórias para as crianças amplia seus horizontes, traz novas perspectivas de vida, instaura o hábito de leitura. Contar histórias pode ser um ato mais forte que ler histórias, isto porque, quando o contador narra as histórias com suas próprias palavras, ele dá mais confiabilidade a elas, mostra mais comprometimento com seu conteúdo e isso potencializa os benefícios que uma história proporciona tanto par quem conta como para quem escuta. Portanto se faz necessário saber como fazer, ou por onde começar. E o passo mais importante desta primeira etapa é a escolha do livro.
  • 3.   A arte de contar histórias depende, frequentemente, do poder de sedução do contador por meio:  Emoção  Voz  Corpo  Olhar  Credibilidade  Recursos auxiliares Como posso cativar a atenção da criança
  • 4.   Para quem conta (público-alvo)  O que conta (escolha do livro)  Onde conta (cenário)  Como conta ( preparação corporal e vocal, figurino ideal e memorização) Como me preparar para contar histórias?
  • 5. Escolha de uma estratégia para chamar as crianças para esse momento: Música Parlendas ...
  • 6. Prepare-se para interrupções: use isso a seu favor
  • 7. Esta é uma forma de mantê-los atentos à história, e mais do que isso, é uma forma de ennriquecer a contação com experiências e culturas vivenciadas pelos ouvintes
  • 8.  Não decore, entenda os pontos mais marcantes da história e sinta o que ela pode transmitir.  Improvise  Vivencie a história e faça o livro brilhar
  • 9. Histórias são pra todo tipo de criança, de 0 a 199 anos, afinal quem não gosta de uma boa história? Mas alguns pontos precisam ser considerados em cada faixa etária:  3 a 4 anos – idade do fascínio ( textos curtos e atraentes  5 a 6 anos – idade realista ( história real )  7 a 9 anos - idade fantástica ( personagens com poder )  10 a 12 anos – idade heróica (narrativas de viagens...)
  • 10.  Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas. O professor ficou penalizado com a situação da menina. "Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?" Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul. Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas. Quando acabou a semana, o pai falou: "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim." Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade. O vestido azul
  • 11.   Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro. A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania. E tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias. Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive? Por acaso somos daqueles que somente apontamos os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito? Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada. É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul. Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.
  • 12. O recurso utilizado irá depender do número de ouvintes e do espaço físico que está disponível. Para cada situação um recurso que melhor se encaixe com o público ouvinte.
  • 13. Recursos utilizados: Uma caixa enfeitada na mão, uma história no coração. Vamos confeccionar uma caixa para contar a história de Talita e o seu vestido azul? Criação de Cristina Lazaretti