Psicologia

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Slides preparados para aula de Enfermagem em Psicologia nível técnico.

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Psicologia

  1. 1. ENFERMAGEM EMENFERMAGEM EM PSICOLOGIAPSICOLOGIA •Professora Maria Nascimento
  2. 2. IntroduçãoIntrodução • A Psicologia é a ciência interessada em estudar o comportamento humano, bem como as relações subjetivas que o indivíduo estabelece no meio em que vive. • Assim por se tratar de uma ciência humana, ela lida com questões emocionais, afetivas e sociais.
  3. 3. • Por meio da psicologia é posivel mergulhar no aspecto subjetivo do ser humano, tornando conscientes atitudes e comportamentos que por vezes parecem desprovidos de um sentido. Ex: por que uma pessoa se sente tão perseguida? Etc... • Desse modo, o conhecimento da área de psicologia facilita o auto-conhecimento e a melhor compreensão do outro.
  4. 4. >>Sabemos que a nossa história de vida caracteriza-se por um longo desenvolvimento físico e mental que pode encontrar, em sua trajetória, fatores favoráveis e desfavoráveis. >>Ele recebe influências dos grupos sociais (familia, escola, igreja, etc) que nos envolvem em diferentes camadas e de diferentes modos. >>O desenvolvimento psicológico consiste na formação gradativa de sínteses mentais que expressam-se no nosso modo de ser e de agir que juntamente com nossas características herdadas, constituem a personalidade (conjunto de traços do carater).
  5. 5. A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PSICOLOGIA NAA IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PSICOLOGIA NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEMFORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM >>A diferença entre a dor e o prazer está na interpretação cerebral. Cabe ao cuidador motivar o paciente a buscar o prazer em detrimento da dor" Paulo Marques >>Uma amiga psicóloga hospitalar de um centro oncológico relatou-me que havia uma paciente idosa neste hospital. Quando esta chegou acompanhada de sua sobrinha, uma enfermeira desejando ser delicada disse em tom infantilizado: “bom dia vovó! Tá preparadinha pra cirurgia para ficar boazinha logo?” A mulher por sua vez respondeu de forma austera ficando profundamente magoada com a recepção. O câncer não reduziu as faculdades mentais nem as habilidades desta senhora, mas o ambiente a enclausurou em uma redoma chamada enfermidade. Segundo a OMS, saúde é o completo bem-estar físico social e emocional. A enfermidade naturalmente abala as três estruturas e os profissionais devem estar preparados para lidar com o comodismo, a falta de dinheiro, o medo, a cobrança, a angústia, a insatisfação, a falta de cooperação e a ira do paciente e de seus familiares. Principalmente os enfermeiros que trabalham na linha de frente necessitam de uma estrutura emocional e metodológica muito bem adaptada para lidar com as mais inusitadas e complexas situações.
  6. 6. continuação: >>Daí a importância de uma sólida preparação do futuro enfermeiro dando a este subsídios e recursos da inteligência emocional e modelação do comportamento para agir com profissionalismo e asserção no cotidiano profissional. Este artigo não propõe que o técnico de enfermagem transcenda sua função e vá atender psicoterapicamente o enfermo nem caia nas armadilhas do “psicologismo”. Mas sim desenvolver nestes habilidades assertivas humanas aprendendo a respeitar a subjetividade do indivíduo valorizando-o enquanto pessoa e fomentando a saúde. Enfim, o profissional da saúde preparado que tem consciência da dicotomia entre o indivíduo e a doença, capaz de lidar com o paciente enquanto pessoa com possibilidades de melhora, tem plenas condições de desenvolver no paciente fatores decisivos no processo de cura. Mesmo que esta não seja possível, ao menos o paciente pode experimentar o bem-estar no processo de tratamento.
  7. 7. continuação: • Quando se opta por trabalhar na área da Enfermagem devemos: – Saber o que nos motivou a fazer tal escolha; – Saber alguns requisitos fundamentais para o exercício da nossa profissão; – Nos lembrar que estamos lidando com vidas em seu aspecto físico e emocional nos preparando para prestar assistência adequada ao paciente,
  8. 8. CONTINUAÇAO • Considerarmos que o processo de adoecimento pode desencadear alterações psicológicas, podendo em alguns casos potencializar dificuldades que o paciente vivenciava antes de adoecer, agravando seu estado clínico devido o enfraquecimento do sistema imunológico. Ramo estudado pela psiconeuroimunologia.
  9. 9. continuação: • Concluindo, não basta o profissional de Enfermagem ter conhecimentos técnicos e saber executar brilhantemente os procedimentos mais difíceis se não tiver maturidade e sensibilidade para perceber as necessidades emocionais do paciente.
  10. 10. ALTERAÇÕES PSICOLOGICASALTERAÇÕES PSICOLOGICAS DECORRENTES DO PROCESSO DEDECORRENTES DO PROCESSO DE ADOECIMENTOADOECIMENTO • Em situações de ameaça é natural o ser humano reagir com ansiedade. • Ansiedade é um estado de alerta interno que avisa sobre situações de perigo, provocando sentimento de angústia e alterações corporais. • Afastado da família, ameaçado pelo risco de uma doença e com pouco controle sobre sua propria vida, o paciente sente-se fragilizado e impotente. • Essas reações são naturais e cabe à equipe de Enfermagem lidar com elas de modo a transmitir segurança ao paciente.
  11. 11. O Cuidado EmocionalO Cuidado Emocional • Importante lembrar: cada indivíduo é único, o cuidado emocional depende muito da nossa sensibilidade que é desenvolvida com a prática e interesse. • Importante interpretarmos a comunicação não-verbal do paciente (comportamentos, gestos, olhares)
  12. 12. Requisitos mínimos para manter o equilíbrio emocional do paciente: • Bata na porta antes de entrar; • Apresente-se ao paciente; • Trate o paciente pelo nome; • Estabeleça um vínculo de confiança; • Toque o paciente de forma solidária • Seja afetivo • Saiba ouvir de forma atenta, • Evite utilizar terminologia técnica e expressões que o paciente não entenda; • Explique os procedimentos antes de realiza-los; • Saiba olhar nos olhos e interpretar o comportamento nao-verbal do paciente • Não faça promessas que não poderá cumprir (seja sincero) • Transmita uma mensagem de fé e esperança.
  13. 13. ESTAGIOS PSICOLOGICOSESTAGIOS PSICOLOGICOS VIVENCIADOS PELO PACIENTEVIVENCIADOS PELO PACIENTE TERMINALTERMINAL • A noticia de uma doença grave e o risco de morte provocam alterações psicológicas no paciente, que são divididas em 5 estágios: • 1º Estágio: Negação e Isolamento – Mecanismo de defesa contra a dor psiquica diante do risco da morte.
  14. 14. Estágios Psicológicos vivenciados pelo paciente terminal • 2º Estágio: Raiva – A dor do enfrentamento se manifesta por atitudes agressivas e de revolta com questionamentos como: “Por que comigo, sempre fui honesto”... • 3º Estágio: Barganha – A maioria das barganhas é feita com Deus e normalmente mantidas em segredo. O paciente faz alguma promessa na tentativa de garantir o adiamento de sua morte.
  15. 15. Estágios Psicológicos vivenciados pelo paciente terminal • 4º Estágio: Depressão – Ocorre quando o paciente toma consciencia de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condiçoes de doente e quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Manifestam crises de choro, desinteresse, apatia e tristeza. Ele pode até tentar antecipar a morte. • 5º Estágio: Aceitação – Momento de repouso e serenidade antes da “longa viagem”. O paciente busca perdoar a si mesmo e refazer os laços afetivos com as pessoas que fazem parte se sua vida.
  16. 16. Reflexões sobre a vivência daReflexões sobre a vivência da morte na área da saúdemorte na área da saúde • A compreensão da morte deve fazer parte dos processos de reflexão e formação do profissional de enfermagem pois lidamos diariamente com ela no nosso ambiente de trabalho. • Pesquisas apontam que a equipe de enfermagem tem dificuldade em aceitar a perda de crianças e que tal acontecimento é vivenciado como um fracasso pessoal. • A morte deve ser encarada como um acontecimento natural. • A visão que cada indivíduo tem da morte é influenciada pela cultura em que vive, por experiências de perdas, educação familiar e crença religiosa. • Sendo assim, o luto não é igual para todos os indivíduos. • O profissional de Enfermagem deve estar atento ao cuidado emocional do paciente que se encontra próximo do estagio terminal. • O momento do morrer deve ser humanizado e permeado por um sentimento de fraternidade.
  17. 17. POEMA SOBRE A MORTE é preciso que se morra mas que se morra aos poucos devagar dentro do horário com cautela sem onerar o erário é preciso morrer na disciplina protocolar parar de respirar sem nenhum comentário morrer é muito particular (Luiz Antônio Solda)
  18. 18. 2ª PARTE
  19. 19. ESTRUTURA DA PERSONALIDADE SEGUNDO SIGMUND FREUD • Freud organizou a estrutura da personalidade em 3 componentes principais: id, ego e superego. Eles são distintos por suas funçoes peculiares e características diferentes. • ID: local das pulsões instintivas – o princípio do prazer que nas crianças está muito embitudo. Os comportamentos impulsionados pelo Id podem levar ao arrependimento pois são impulsivos e podem ser irracionais. • Ego: começa a se desenvolver entre os 4 e 6 meses de idade. Vivencia a realidade do mundo externo, se adapta e responde a ela. Principal função é de mediador entre o mundo externo, o Id e o superego. • Superego: designado como o princípio da perfeição. Desenvolve-se entre os 3 e 6 anos de idade.Importante para a socializaçãp do indivíduo, pois ajuda no controle dos impulsos. Problemas de auto-confiança e baixa auto-estima ocorrem quando o superego se torna rígido e punitivo.
  20. 20. Entendendo melhor a Estrutura da Personalidade: • EGO: – Equilíbrio: busca dados da realizade para resolver situações. – Qdo. uma criança é constantemente estimulada por bom comportamento, sua auto-estima aumenta e esse comportamento passa a fazer parte ideal do ego. – Quando uma pessoa tem foco excessivo no Ego, ela pode torna-se narcisista, ou seja, se acham perfeitas. • ID: impulsivos, cleptomaníacos, etc • SUPEREGO: – Estremamente repressor, é o “freio” que decide entre o certo e o errado. – Quando uma pessoa tem foco excessivo no superego ela pode se tornar extremamente autodepreciativas.
  21. 21. Exemplos Práticos: • Pessoas extremamente tímidas que fazem uso do etilismo ou da drogadição para se superarem. • O efeito da substância química no organismo faz com que haja uma desestrutura entre os componentes da personalidade e o Id fica mais explícito. • Qual o papel do Psicólogo? Ajudar seus pacientes a encontrarem seu EGO.
  22. 22. DINÂMICA DA PERSONALIDADE • CATEXIS: é o processo pelo qual o Id investe energia nun objeto na tentativa de obter gratificação. Ex: um individuo que se volta instimtivamente para o álcool para aliviar o estresse. • ANTICATEXIS: uso de energia psíquica pelo ego e o superego para controlar os impulsos do Id. Ex: na situação anterior o ego tentaria controlar o uso do álcool pelo pensamento racional, como “não vou beber”. O superego exerceria controle por “não devo beber, se eu beber minha familia vai ficar magoada e furiosa. Tenho de pensar em como isso os afeta. Sou uma pessoa muito fraca”
  23. 23. TOPOGRAFIA DA MENTE • Consciente: inclui todas as memórias que permanecem ao alcance do indivíduo, como números de telefone, datas, etc. Está sob o controle do ego. • Pré-consciente: inclui todas as memorias que podem ter sido esquecidas ou não no momento na consciencia, mas podem ser trazidos rapidamente à consciencia pela atenção. Ex: numeros de telefone pouco usados.Está parcialmente sob o controle do superego, que ajuda a suprimir pensamentos e comportamentos inaceitáveis. • Inconsciente: inclui todas as memórias que não se consegue trazer à percepção consciente. Consiste em memórias desagradáveis ou não essenciais que foram reprimidas e só podem ser recuperadas por terapia, hipnose e certas substancias que alteram a percepçao e têm a capacidade de reestruturas as memórias reprimidas. Psicanálise é a psicologia do inconsciente. Freud deu o nome por ter lançado a proposta dessa nova psicologia.
  24. 24. ETAPAS DA PERSONALIDADE • Não existe personalidades identicas, como não existe pessoas identicas. • Conhecer um pouco do processo de desenvolvimento da personalidade é fundamental para entender a evolução dos indivíduos e respeitar cada um na sua condição, com seus problemas. • As fases do desenvolvimento da personalidade são as seguintes: oral, anal, fálica, da latência, da adolescência, da maturidade e da velhice.
  25. 25. Fase oral • É o período que corresponde ao 1º ano de vida. • Maior parte das necessidades e interesses da cç está concentrada principalmente na boca, esôfago e estômago; a libido está ligada ao processo de alimentação.
  26. 26. Fase Anal • Período que corresponde ao 2º ou 3º ano de vida. • A satisfação anal passa a ser o destaque. • A valorização que os pais dão às funçoes anais reforça o prazer natural destas atividades. • É nessa fase que a cç passa a ter controle dos intestinos de acordo com as exigencias do meio em que vive. • Este aprendizado atinge-a emocionalmente mais que outros.
  27. 27. Fase fálica • Transcorre entre 3 a 5 anos de idade. • Concentração da libido está nos órgaos genitais. • Aumenta o interesse pelo proprio corpo, manifestando- se através da masturbação, do exibicionismo e pela tendencia ao maior contato físico com o sexo oposto. • O fenômeno conhecido como Complexo de Édipo está ligado ao conflito sexual desta fase, sendo comum a todas as pessoas. (amor do menino pela mãe e no ódio pelo pai)
  28. 28. Fase de latência • Vai dos 5 aos 10 anos de idade, caracterizada por uma interrupção aparente no desenvolvimento sexual. • É nesse período que a cç entra na escola e os interesses são transferidos aos estudos. • Nesta etapa, meninos e meninas tendem a ter atividades diferentes e formarem grupos separados.
  29. 29. Adolescência • Essa fase varia de aproximadamente dos 12 anos até 20 anos de idade. • Grandes e variados conflitos emocionais • Necessita ter um papel de adulto mas deseja manter-se cç. • Mudança corporal brusca, interesse pelo sexo oposto. • É nessa etapa que o jovem deve decidir-se por uma profissão e ter sua independência. • Os rapazes em geral têm uma urgência sexual maior do que as moças e a forma encontrada quase sempre é a masturbação, sendo que sua ausência pode ser um sinal de intensa repressão sexual. Por outro lado essa prática pode levar a sentimentos de culpa e baixa auto-estima devido à crenças culturais de reprovação.
  30. 30. Maturidade • Vai aproximadamente dos 20 aos 50 anos. • Problemas a serem enfrentados: ajustamento profissional, casamento e paternidade.
  31. 31. Velhice • Inicia-se aproximadamente aos 50 anos • Caracterizada por declínio funcional associado a acontecimentos psicofisicos. • A maneira como o idoso é tratado varia de acordo com o meio cultural.
  32. 32. MECANISMOS DE DEFESA • ADAPTAÇÃO PSICOLÓGICA AO ESTRESSE: – A ansiedade é um padrão de resposta psicológica primária ao estresse. É definida domo um sentimento de incerteza e impotência. Tipos de mecanismos adaptativos para aliviar a ansiedade em situações de estresse: dormir, comer, praticar exercicios fisicos, fumar, chorar, andar de um lado para o outro, balançar o pé, remexer-se, praguejar, roer as unhas, bater com os dedos na mesa, falar com alguem que se sente à vontade, etc.
  33. 33. – Quando o nível de ansiedade aumenta, alguns mecanismos de defesa do ego são empregados consciente ou incosncientemente como protetores. Esses mecanismos podem se tornar um fator de desajuste quando são usados em grau extremo que distorcem a realidade, interferem nas relações interpessoais e limitam a capacidade do indivíduo em trabalhar de maneira produtiva. – Freud afirmava que a nossa fala é contaminada de dicas a nosso próprio respeito, ou seja: • “O que João fala de Pedro, esse conteúdo é mais de João do que de Pedro”.
  34. 34. Tipos de Mecanismos de Defesa: • Projeção • Formação reativa • Regressão • Sublimação • Introjeção • Negação • Deslocamento • Racionalização • Fantasia • Compensação

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