Infância e violência doméstica

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Infância e violência doméstica

  1. 1. INFÂNCIA E MAUS TRATOS
  2. 2. • Em 1990 o Brasil teve uma mudança significativa no cenário dos direitos das crianças e dos adolescentes através da Lei Federal n. 8069, 1990, ECA. • Em 2014 a Lei 2.654/03 (Lei da Palmada) faz alterações da Lei 8069, de 13/07/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e da Lei 10406, de 10/01/2002, o Código Civil Brasileiro. A medida tem como objetivo garantir que uma criança ou adolescente seja criado sem o uso de castigos corporais sob pena de advertências, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica. • As formas de abuso de autoridade e ferimento a integridade física, moral e psicológica de crianças e jovens se apresentam de diversas formas partindo desde a agressão física propriamente dita, bem como humilhação no ambiente familiar ou não, situações constrangedoras, abuso sexual entre outras.
  3. 3. INFÂNCIA E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: SUAS MÚLTIPLAS FACES • Existem várias formas de vitimizar uma criança, em geral divide-se este fenômeno em quatro categorias: abuso físico, sexual, psicológico e negligência. • A negligência configura-se quando os pais ou cuidadores cometem falhas em termos de prover as necessidades físicas, de saúde, educacionais, higiênicas de crianças e/ou de supervisionar suas atividades, de modo a evitar riscos e quando tal falha não é o resultado das condições de vida além do seu controle.
  4. 4. Médica Educacional Negligência higiênica Abandono
  5. 5. MAUS TRATOS FÍSICOS • Se caracterizam pelo uso da força física, praticado de forma intencional, pelos pais ou cuidadores da criança, com o objetivo de ferir, lesar ou danificar a vítima.
  6. 6. INDICADORES ORGÂNICOS • Contusões corporais que sejam indicativas do uso de cintos, fivelas de cintos, escova para cabelo, fios elétricos etc. • Manchas roxas em diversas regiões do corpo, Fraturas e lacerações sem explicação plausível. • Contusões inexplicadas ou que aparecem em partes do corpo que geralmente não sofrem com as quedas e golpes habituais enfrentados pelas crianças em seu cotidiano. É normal que uma criança tenha manchas roxas nos cotovelos, nos joelhos, nos calcanhares. É estranho que as apresente nos olhos, na boca, nas nádegas, nas regiões genitais, nos músculos, nas panturrilhas, no peito. • Pequenas marcas circulares de queimaduras que aparecem no rosto, nos braços, nas mãos, nas nádegas, nas plantas dos pés que podem ter sido causadas por cigarro. • Feridas em diferentes estágios de cicatrização que apareçam de modo uniforme ou em grupos.
  7. 7. VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA • Se dá quando alguém é submetido a ameaças, humilhações e privação emocional.
  8. 8. CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA • Prejuízos nas áreas de pensamentos intrapessoais • Interferência na saúde emocional gerando instabilidade emocional. • Dificuldade em controlar impulso e raiva, transtorno alimentar e abuso de substâncias • Prejuízo nas habilidades sociais onde a criança pode apresentar desde comportamentos antissocial, problemas de apego, baixa competência social, baixa simpatia e empatia pelos outros, até os mais severos e preocupante como a delinquência e criminalidade. • Dificuldade no aprendizado refletindo também em algum estágio do desenvolvimento da criança.
  9. 9. IDENTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA • Desconfiança dos contatos com adultos, • Estado constante de alerta • Mudanças frequentes e severas de humor • Demonstra preocupação quando outras crianças começam a chorar • Além de apresentar comportamentos que poderiam ser considerados como extremos como a agressividade • Mudanças súbitas no desempenho escolar ou no comportamento,
  10. 10. VIOLÊNCIA SEXUAL • Configura-se como todo ato ou jogo sexual, relação hétero ou homossexual, entre um ou mais e uma criança ou adolescente, tendo como objetivo estimular sexualmente uma criança ou adolescente ou utilizá-los para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou outra pessoa.
  11. 11. CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA SEXUAL • Em curto prazo as crianças podem apresentar comportamento sexualizado, ansiedade, depressão, queixas somáticas, agressão, comportamentos regressivos, comportamentos auto lesivos, problemas escolares, entre outros. • Em longo prazo há risco de desenvolverem depressão, ansiedade, prostituição, problemas com relacionamento sexual, promiscuidade, abuso de substâncias, ideação suicida entre outros.
  12. 12. DESENCADEADORES E INDÍCIOS DE VIOLÊNCIA DOMESTICA ASSOCIADA AOS PAIS • A disfunção familiar e baixa autoestima associada aos pais são fatores de risco para desencadear a violência. • Os pais que em algum momento comentem abuso físico encontram dificuldade no manejo de emoções como a raiva e outras características como baixa tolerância à frustração, baixa autoestima, rigidez, ausência de empatia, abuso ou dependência de substâncias, depressão e problemas físicos de saúde
  13. 13. INDICADORES NA CONDUTA DOS PAIS • Mostra pouca preocupação com a criança • culpam o filho por problemas existentes no lar ou eventualmente na escola, • Pedem ao professor que puna de forma física severa o comportamento da criança na escola • veem a criança como má, preguiçosa, causadora de problemas • Exigem perfeição ou um nível de desempenho físico e/ou intelectual superior às possibilidades do filho • oferecem explicações contraditórias, não convincentes ou, não as oferecem, quando existem ferimentos na criança ou no adolescente, • Apresentam uma história pregressa de violência física doméstica entre outras.
  14. 14. FATORES DE RISCO AO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • O Ministério da Saúde (2002) identificou fatores de risco ao desenvolvimento infantil referentes à família e à criança dos quais pode-se destacar: • a) famílias baseadas em uma distribuição desigual de autoridade e poder; • b) famílias nas quais não há uma diferenciação de papéis, levando ao apagamento de limites entre os membros; • c) famílias com nível de tensão permanente, manifestado por dificuldades de diálogo e descontrole da agressividade; • d) famílias nas quais não há abertura para contatos externos; • e) famílias nas quais há ausência ou pouca manifestação positiva de afeto entre pai/mãe/filho; • f) famílias que se encontram em situação de crise, perdas (separação do casal, desemprego, morte, etc).
  15. 15. Como fatores de risco referentes à criança: • Crianças que não possuem vínculo parental nos primeiros anos de vida, distúrbios evolutivos, crianças separadas da mãe ao nascer por doença ou prematuridade, crianças nascidas com más formações congênitas ou doenças crônicas (retardo mental, anormalidades físicas, hiperatividade), baixo desempenho escolar e evasão (Ministério da Saúde, 2002). • Ao atingir a adolescência, estudos apontam para pode haver presença do fumo, abuso de álcool e/ou drogas, relações sexuais que podem levar à gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, evasão escolar, uso de armas, violência sexual, brigas etc.

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