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2015
“Juventude construindo uma nova sociedade”
“Estou no meio de vós como aquele que serve”.
(Lc 22,27)
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Dia Nacional da Juventude 2015
1ª Edição - 2015
Edições CNBB
SE/Sul Quadra 801 - Cj. B - CEP 70200-014
Fone: (61) 2193-3019 - Fax: (61) 2193-3001
E-mail: vendas@edicoescnbb.com.br
www.edicoescnbb.com.br
Diretor Editorial:
Mons. Jamil Alves de Souza
Revisão:
Leticia Figueiredo
Projeto Gráfico e Diagramação:
Henrique Billygran
Capa:
Sávio Gerardo
Organização:
Pe. Antonio Ramos do Prado, SDB.
Comissão Episcopal Pastoral
para a Juventude – CNBB
C748d Conferência Nacional dos Bispos do Brasil / DNJ: Dia Nacional da
Juventude 2015. Brasília, Edições CNBB. 2015.
48 p.: 11,5 x 16 cm
ISBN: 978-85-7972-390-2
1. Juventude – Momento – Celebração;
2. Juventude – Chamados;
3. Juventude – Sistema – Pecado – História;
4. Juventude – DNJ – Liberdade .
CDU: 3-053.7
Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma
e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou
arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão da CNBB.
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SUMÁRIO
Apresentação ....................................... 5
Introdução Geral .................................. 9
1º TEMA
“Construindo Uma Nova Sociedade” .......... 11
2º TEMA
“Juventude e Vida” ................................... 17
3º TEMA
“Juventude e Política”............................... 25
ANEXOS
História do DNJ......................................... 33
Roteiro e orientações ................................ 37
Visita Missionária ..................................... 41
Outubro, mês missionário! ......................... 41
Celebração de Bênção .............................. 41
5
APRESENTAÇÃO
“Estou no meio de vós como
aquele que serve”. (Lc 22,27)
Jovem, jovens! Dia Nacional da Juventude!
É jovem aquela, aquele que tem a força, o vigor
de Deus. Deus é bondade, misericórdia, cuidado,
fonte de todo o bem. É jovem a pessoa que imita
Deus na generosidade fontal!
Estamos celebrando 30º Dia Nacional da Ju-
ventude (DNJ). As reflexões propostas para ação
de graças dos 30 anos de DNJ partem do tema da
Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: Igreja
e sociedade”. O Concílio Ecumênico Vaticano II
nos ensinou a sermos ativos, criativos, construtores
da sociedade. Essa presença dos cristãos, jovens
cristãos, na sociedade recordam dois documentos
importantes do Concílio: Lumen gentium (Luz dos
povos) e Gaudium et spes (Alegria e esperança).
O lema do DNJ 2015: “Juventude cons-
truindo uma nova sociedade”, deseja recordar
a presença dos jovens cristãos na sociedade.
6
Mulheres e homens jovens são chamados a uma
participação esperançada e servidora. Os jovens
são chamados serem uma “Igreja em Saída”. “Pre-
firo uma Igreja acidentada, ferida e enlameada
por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma
pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às
próprias seguranças. Não quero uma Igreja preo-
cupada com ser o centro, e que acaba presa num
emaranhado de obsessões e procedimentos. Se al-
guma coisa nos deve santamente inquietar e preo-
cupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos
nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação
da amizade com Jesus Cristo, sem uma comuni-
dade de fé que os acolha, sem um horizonte de
sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar,
espero que nos mova o medo de nos encerrarmos
nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas
normas que nos transformam em juízes implacá-
veis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos,
enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus
repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de
comer’ (Mc 6,37)” (EG, n. 49).
O Santo Padre Francisco insiste em que os
jovens sejam construtores da paz, da vida nova,
superando a cultura do consumo e do descarte.
7
Os jovens, olhando para Jesus Cristo, responderão:
“Estou no meio de vós como aquele que serve”
(Lc 22,27). Servir! A graça de servir! Jovens servindo
e, no serviço, transformando.
O DNJ será bem celebrado, se bem prepara-
do! Os encontros de preparação são três: 1. Cons-
truindo uma nova sociedade; 2. Juventude e vida;
3. Juventude e política. Um aprofundamento dos
temas ajudará na celebração do Dia Nacional da
Juventude.
O Dia Nacional da Juventude será um dia
missionário! A missão é permanente; jovens mis-
sionários! Para o mês de outubro, mês missioná-
rio, os jovens encontrarão um roteiro para ação
missionária. Os missionários jovens anunciando,
testemunhando a vida que Jesus nos deixou com
sua vida, morte e ressurreição na Comunidade, na
Igreja local.
Como jovens, sigamos a Jesus que nos ensi-
na o caminho da realização: “O Filho do Homem
não veio para ser servido, mas para servir e dar a
vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).
Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, nos
acompanhe na preparação e na celebração do Dia
Nacional da Juventude. Nos conceda pelo seu
8
Filho Jesus perseverança para percorrer o caminho
do Evangelho: “Estou no meio de vós como aque-
le que serve”.
Brasília, 7 de março de 2015.
Memória facultativa de Santa Perpétua e
Santa Felicidade.
+ Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
9
INTRODUÇÃO GERAL
Nesses 30 anos de ação de graças a juventu-
de da Igreja do Brasil procurou apresentar à socie-
dade um caminho em que a dignidade humana é
parte fundamental para que haja uma vida plena.
Lembramos ainda o que o Papa Francisco nos
diz hoje: Os cristãos precisam conhecer profunda-
mente o contexto no qual eles vivem para pensar
linhas de ação que construam uma sociedade mais
fraterna, justa e digna para todos (cf. EG, n. 180).
Nesse ano em que celebramos os 30 anos do
DNJ, queremos partir da reflexão que a Campanha
da Fraternidade de 2015 nos propõe: Fraternidade:
Igreja e sociedade. Nessa perspectiva, os encon-
tros abaixo trazem algumas temáticas pertinentes
como: 1- Construindo uma nova sociedade; 2- Ju-
ventude e vida; e 3- Juventude e política. Também
trazemos nos anexos um roteiro para ação missio-
nária para que o mês de outubro seja todo missio-
nário junto à Igreja local.
A Pastoral Juvenil da CNBB, no Encontro Na-
cional de Revitalização em dezembro de 2013 após
10
a JMJ, optou por fazer um caminho de Evangeliza-
ção da juventude a partir de 3 eixos: Missão, Capa-
citação e Estrutura de Acompanhamento. Esses 3
eixos têm seus desdobramentos nas dioceses do
Brasil. Ao mesmo tempo, desenvolve-se o projeto
Rumo ao 300 anos de Aparecida em sintonia com a
Igreja no Brasil com o tema: “300 anos de bênçãos:
com a mãe Aparecida, juventude em missão”. É
nesse rico contexto que celebramos os 30 anos do
Dia Nacional da Juventude.
Propomos que todos os finais de semana do
mês de outubro sejam missionários, ou seja, que a
juventude faça missão nas casas, nas prisões, nos
lares de idosos, nas fazendas da esperança, nos
hospitais, nas casas de liberdade assistidas etc. E
na celebração do DNJ que haja espaço para o tes-
temunho dos jovens que fizeram essa experiência
missionária.
11
1º TEMA
“Construindo uma nova
sociedade”
ObjetivoObjetivo
Incentivar os jovens a refletir os desa-
fios da construção de uma nova sociedade,
na qual o jovem – a Luz do Evangelho –
assume seu protagonismo neste caminho de
serviço à vida, à justiça e à paz.
IntroduçãoIntrodução
“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as
angústias dos homens de hoje, sobretudo dos po-
bres e de todos aqueles que sofrem, são também
as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angús-
tias dos discípulos de Cristo” (GS, n. 1).
Os cristãos precisam conhecer profundamen-
te o contexto no qual vivem para pensar linhas de
ação que construam uma sociedade mais fraterna,
justa e digna para todos (cf. EG, n. 180).
A dignidade da sociedade depende da dig-
nidade de seus indivíduos, principalmente dos
que mais sofrem. Neste cenário, a Igreja faz uma
opção preferencial pelos pobres. Deste modo:
12
“O nosso compromisso não consiste exclusivamen-
te em ações ou em programas de promoção e as-
sistência; aquilo que o Espírito põe em movimento
não é um excesso de ativismo, mas primariamente
uma atenção prestada ao outro ‘considerando-o
como um só consigo mesmo’” (EG, n. 199).
Somos então convidados a refletir como po-
demos vivenciar esta transformação na prática sen-
do Jovens Cristãos.
A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS
Texto a ser lido em grupo: Lc 10,25-37
Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico
Nesta Parábola podemos observar diversas
posturas que caracterizam a sociedade do tem-
po de Jesus e a nossa. Observemos as palavras
usadas por Jesus para caracterizar as ações dos
personagens:
1. Assaltantes: despojaram; maltrataram; feri-
ram; deixaram. São todos verbos que indicam
agressão e desrespeito pela vida humana. Os
assaltantes pensaram apenas em si mesmos,
valorizando o “lucro” que teriam com o assal-
to. Pouco lhes importava aquele homem.
13
2. Sacerdote e Levita: viu; passou (adiante).
Estes verbos indicam indiferença. Os dois
homens “de fé” viram a situação daquele
homem. Sabiam o que acontecia, mas não
queriam se comprometer. Também a eles
pouco importava.
3. Samaritano: viu; compadeceu-se; aproximan-
do-se; atou as feridas; passou azeite e vinho;
colocou-o sobre a montaria; levou-o à hos-
pedaria; tratou; tirou dois denários; pagou o
hospedeiro. Os verbos indicam aproximação
e comprometimento. Assim como o sacerdo-
te e o levita, o samaritano viu. Mas, diferen-
temente, envolveu-se pessoalmente na situ-
ação e buscou soluções efetivas para ajudar
aquele homem.
A sociedade do tempo de Jesus não é tão
diferente da nossa. Estas atitudes também podem
ser vistas em nossos dias. Há os que agridem, há
os agredidos, há os indiferentes, mas há também
os que se fazem próximos. Se queremos construir
uma nova sociedade, precisaremos identificar qual
o nosso papel nas situações de sofrimento de
nossos dias, empenhando-nos decididamente a
aproximarmo-nos dos caídos à beira do caminho,
comprometendo-nos com eles.
14
Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos
Abaixo seguem alguns elementos que po-
dem ajudar você a elaborar este momento com os
jovens de seu grupo em sua expressão juvenil:
1. Relatos
1º Relato – http://reporterbrasil.org.br/2005/
09/quando-o-sonho-vira-pesadelo/.
2. Sugestões de aprofundamento
✕ Exortação Apostólica Pós-Sinodal Evangelii
Gaudium, do Papa Francisco. Capítulo IV: A
dimensão social da evangelização.
✕ Catecismo da Igreja Católica, n. 1928 – 1942
3. Perguntas para debate
Após a leitura do texto bíblico e a reflexão
sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens:
1. Em sua cidade, quem são aqueles que estão
“caídos à beira do caminho”, ou seja, estão
sofrendo por causa de injustiças?
2. Quem são os que causam sofrimento?
3. Como seu grupo pode aproximar-se dos
sofredores e injustiçados e comprometer-se
com a melhora de sua vida?
15
4. Filme
✕ Madre Tereza de Calcutá (Edições
Paulinas, 2012).
✕ Francisco de Assis (Edições Pauli-
nas, 2001).
5. Música
1. “Que santidade de vida” (Louvemos ao Se-
nhor, Associação do Senhor Jesus, 2000).
2. “Utopia” (quando o dia da paz renascer)
(Louvemos ao Senhor, 2000).
17
2º TEMA
“Juventude e vida”
ObjetivoObjetivo
Favorecer aos jovens uma reflexão sobre a
dignidade da vida e sua entrega pela causa
do Reino.
IntroduçãoIntrodução
Diante de um mundo individualista que visa
a falta de amor e a falta de valores cristãos somos
convidados/convocados a estar sempre vigilantes
aos sinais dos tempos.
“É preciso esclarecer o que pode ser fruto do
Reino e também o que atenta contra o projeto de
Deus” (EG, n. 51).
São muitas problemáticas que atingem a ju-
ventude de nosso país. Elas estão intrinsecamente
ligadas a “uma viragem histórica” da humanidade
“que podemos constatar nos progressos que se
verificam em vários campos” (EG, n. 52).
“O medo e o desespero apoderam-se do co-
ração de inúmeras pessoas (...) e a alegria de viver
frequentemente se desvanece; crescem a falta de
18
respeito e a violência, a desigualdade social tor-
na-se cada vez mais patente. É preciso lutar para
viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade”
(EG, n. 52)
O Papa Francisco elenca alguns desafios que
enfrentamos no mundo atual e que não geram vida:
economia da exclusão, idolatria do dinheiro, o di-
nheiro que governa ao invés de servir e a desigual-
dade social que gera violência. (cf. EG, n. 52-75).
Não deixemos que nos roubem a vida! “Nun-
ca nos demos por mortos, suceda o que suceder.
Que nada possa mais do que a sua vida [de Cristo]
que nos impele para diante” (EG, n. 3).
A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS
Texto a ser lido em grupo: Es 7,1-3
Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico
Ester é uma jovem hebreia bela e atraente
(Est 2,7) que foi apresentada ao Rei Assuero, um
imperador estrangeiro que dominou o Reino de Is-
rael. O Rei se encanta com a jovem e se casa com
ela. Por sua corajosa intervenção junto ao Rei, Es-
ter salva a vida de seu povo (Est 8-9). Modelo de
jovem que é fiel ao seu povo e se torna uma lide-
rança política, libertando-o da opressão e da dor.
19
A pergunta é: Por que entregar a vida por
causa do Reino?
Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, entre-
gou-se totalmente por nós. Sendo nós batizados e
seguidores de Jesus queremos entregar nossa vida
para que outros jovens tenham vida em abundân-
cia? Pensando nessa perspectiva, o Papa Francisco
nos provoca dizendo: “A história mostra-nos muitos
jovens que, através do dom generoso de si mesmos,
contribuíram grandemente para o Reino de Deus e
para o desenvolvimento deste mundo, anunciando
o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a
Boa-Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo,
com meios e possibilidades muito inferiores àqueles
de que dispomos hoje em dia” (Mensagem do Papa
Francisco para XXVIII JMJ, Rio 2013).
Ester, não possuindo bens para oferecer ao
Rei em troca da vida do seu povo, ofereceu aquilo
que era mais preciso: a própria vida. Esse exemplo
de Ester nos provoca olhar para a realidade que
nos cerca na Igreja e na Sociedade e entregar a
nossa própria vida pela causa do Reino. Podemos
perguntar ainda: Entregar a vida para quem? Aon-
de? Entregar a nossa vida amando mais o outro,
escutando mais o outro, ajudando o outro a ter dig-
nidade. Aonde? Em lugares diversos: no trabalho,
20
na escola, na prisão, na periferia existencial, nos
espaços culturais, no lazer, na família e na Igreja.
O que nos afasta dessas boas ações hoje é
a cultura do bem-estar. Essa cultura nos deixa ce-
gos, nos leva a viver numa profunda escuridão e
nos afasta do outro e de sua realidade. O exter-
mínio de jovens no Brasil é fruto de uma socieda-
de descrente, oportunista que vive na escuridão.
Uma sociedade que usa o jovem e depois o elimi-
na, porque não serve mais. Essa O Papa Francisco,
diante dessa realidade de escuridão, nos convida a
sermos missionários do Reino. Mas, “que significa
ser missionário do Reino? Significa acima de tudo
ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite
a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: ‘Aprendei
de mim, porque sou manso e humilde de coração’
(Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que
se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a
quem reconhece como o Mestre que nos amou até
o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um
de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra
de Deus: ela vos transformará em amigos do Se-
nhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar
nesta mesma amizade com Ele” (Mensagem do
Papa Francisco para XXVIII JMJ, Rio 2013).
21
Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos
Abaixo seguem alguns elementos que po-
dem ajudar você a elaborar este momento com os
jovens de seu grupo em sua expressão juvenil:
1. Relatos
Havia um jovem que morava numa grande
metrópole, uma cidade desumana, aonde as pes-
soas viviam correndo. Ele começou a perceber
várias situações de pessoas que viviam na margi-
nalidade, sofrimento e subemprego. Um certo dia,
no caminho do seu trabalho, resolveu ajudar um
cadeirante a subir a rua que era muito inclinada.
Ao lado do seu trabalho, numa barraquinha, havia
um adolescente que vendia pão com manteiga e
café com leite. Então ele resolveu perguntar para
o adolescente por que ele não tinha um emprego
melhor. O adolescente respondeu: “eu sou analfa-
beto e minha mãe é viúva com 3 crianças pequenas
para criar com um salário-mínimo, então eu ajudo
no orçamento da família”. O jovem sentiu-se co-
movido e convidou alguns colegas da fábrica a
comprarem todos os dias na barraquinha do ado-
lescente. Também se ofereceu para alfabetizar o
adolescente no intervalo do seu almoço.
22
Ao longo do ano os gestos do jovem chega-
ram aos ouvidos do gerente da empresa que no
final do ano premiou o jovem como cidadão do
bem. Esse testemunho levou outras tantas pessoas
a terem atitudes do bem e fazerem da cidade um
espaço de solidariedade.
2. Sugestões de ambientação
Colocar uma vela grande (para representar o
círio pascal) acesa no espaço de reunião juntamente
com fotos de jovens em atividades que geram vida.
3. Sugestões de aprofundamento
✕ Ler a Exortação apostólica do Sumo Pontífice
Francisco: Evangelii Gaudium – A alegria do
Evangelho (sobre o anúncio do Evangelho
no mundo atual).
✕ Mensagem do Papa Francisco para a JMJ Rio
2013 (Site www.jovensconectados.org.br).
4. Perguntas para debate
Após a leitura do texto bíblico e a reflexão
sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens:
1. Compartilhe fatos que impedem a promo-
ção da vida. Quais são as causas?
23
2. Você acha que a fé pode transformar o mun-
do? Por quê?
3. Que atitude você poderia ter diante de reali-
dades que geram mortes?
4. Que passos o seu grupo poderia dar para
melhorar a vida das pessoas onde você
mora?
5. Filme
✕ Sugerimos o filme “Corrente do bem”. Esse
filme apresenta um jovem que motiva os alu-
nos de sua escola e de outras realidades a
fazerem o bem em favor da vida e
da ética. Essa atitude desafia aque-
les que manipulam a vida dos seres
humanos.
25
3º TEMA
“Juventude e Política”
ObjetivoObjetivo
Refletir e dialogar sobre nosso papel como
jovens profetas, iluminados pela Palavra
de Deus, nos diferentes espaços de deci-
sões políticas e relações de poder, a fim
de pautarmos a construção de uma nova
sociedade.
IntroduçãoIntrodução
Durante o percurso dos 30 anos do Dia Nacio-
nal de Juventude, houve um processo de tomada
de consciência por parte dos jovens da necessidade
de trabalhar para o bem comum, como exigência
da construção do Reino de Deus proposta por Jesus
Cristo. Ao mesmo tempo, cresceu neles a consciên-
cia de que são cidadãos e, portanto, responsáveis
pela condução da sociedade como um todo.
Como fruto de muitos debates, surge a cons-
ciência da importância de leis que garantam uma
maior qualidade de vida dos jovens em termos
de segurança, lazer, educação e saúde pública de
26
qualidade, e que fortalecem a família e a comuni-
dade, ou seja, políticas públicas para a juventude.
Muitos foram os avanços como a Política Na-
cional de Juventude (PNJ), que facilitou uma maior
abertura para a criação de espaços de participação
social (Conselhos de Juventude, Estatuto da Ju-
ventude etc.), nos quais os(as) jovens podem estar
inseridos(as).
Apesar de alguns avanços, ainda precisamos
superar muitos desafios que estão relacionados
aos direitos e deveres da juventude. Há necessi-
dade de superar uma economia baseada no con-
sumo exagerado. São desafios presentes em várias
partes do mundo e são elementos essenciais que
apontam para um projeto de uma melhor vivência
social entre os(as) jovens, na família e na comunida-
de. Estas políticas públicas são importantes, por-
que são a garantia de continuidade entre as dife-
rentes administrações públicas.
Motivados pela história do Dia Nacional de
Juventude, somos chamados a assumir o compro-
misso de profetizar e despertar o desejo de melho-
rar a qualidade de vida dos jovens brasileiros. Este
é um desafio presente na nossa missão evangeli-
zadora. Na Vigília da JMJ do Rio, em 2013, o Papa
Francisco desafia os jovens:
27
“Jovens, por favor, não fiquem apenas na
fila da história. Sejam protagonistas! Joguem para
frente! Sigam em frente! Construam um mundo
melhor! Um mundo de irmãos, um mundo de jus-
tiça, de amor, de paz, de fraternidade, de so-
lidariedade” (www.jovensconectados.org.br).
A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS
Texto a ser lido em grupo: Jr 1,4-10
Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico
Jeremias é chamado por Deus para ser pro-
feta. O profeta, segundo Moisés, não se apresenta
ao povo com suas palavras, mas com as de Deus.
E quem anuncia a mensagem de Deus tem o de-
ver de percorrer o caminho antes dos outros, ainda
que seja perigoso.
Jeremias vive num tempo em que tudo pare-
cia ir muito bem. Mas Deus chamou-o para anun-
ciar que nem tudo estava bem, para apontar para
a injustiça social que deixava que muitos servissem
a poucos. Aponta para a hipocrisia de querer só
receber da comunidade sem se comprometer com
nada. Hoje também há pessoas que ignoram os
problemas sociais. A missão de Jeremias era ad-
vertir não só o povo de Israel, mas todas as nações
28
do juízo de Deus por causa do pecado. Sua mensa-
gem estava em total desalinhamento em relação às
políticas opressoras das nações do seu tempo. Ele
ficou com a razão, porque, poucos anos depois,
Judá foi destruída pela Babilônia e o povo levado
ao exílio.
A mensagem de Jeremias se conecta com
nossa realidade no Brasil. Durante o mês de junho
e julho de 2013 e antes da copa de 2014, milhões
de brasileiros foram às ruas para exigir melhores
condições de transporte, moradia, educação, saú-
de, reforma agrária, segurança contra a violência e
respeito pelos direitos sociais e políticos do povo.
Os jovens foram o primeiro grupo a protestar, sen-
do seguidos logo por outros seguimentos. Olhan-
do a forma como Deus chama Jeremias, fica claro
que o que Deus exige de nós, neste momento, é
que não sejamos permissivos com nenhum tipo de
corrupção e outros tipos de injustiça.
A fraqueza humana não é obstáculo para
Deus. O Senhor pede a Jeremias disponibilidade e
plena confiança, mas promete assistência contra as
adversidades e violências de seu ministério. Isto o
segura mesmo quando vêm contratempos, críticas
e adversidades. Cremos que Deus está conosco e
nos dá a vitória.
29
Mas muitos, como Jeremias, pensam em re-
cusar o chamado de Deus. Ao perceber a seriedade
do chamado, Jeremias buscou uma saída fácil, não
queria aceitar: “sou uma criança!”. Em outras pa-
lavras, ele estava dizendo: “não estou preparado;
não sou capaz; sou muito jovem; sou convertido há
pouco tempo e não posso me comprometer”.
A vocação de Jeremias propõe o desafio de
“nossa” vocação. A todos Deus oferece a possibili-
dade de serem, de diversas maneiras, “suas testemu-
nhas”, porque ele diz a cada um de nós: “Antes de te
formar no ventre materno, eu te conhecia” (v. 5).
Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos
Abaixo seguem alguns elementos que po-
dem ajudar você a elaborar este momento com os
jovens de seu grupo em sua expressão juvenil:
Sugestões para ambientaçãoSugestões para ambientação
Colocar um crucifixo feito de folhas, flores ou
ramos no chão e ao redor fotos ou recortes de jor-
nais de jovens participando em movimentos pasto-
rais e sociais.
Música: O Profeta: “antes que te formasse
dentro do ventre de tua mãe...” - CD: Comunidade
Recado.
30
1. Relatos
Segue o link da Oração do Menino de rua:
http://www.ccj.org.br/noticias.php?op=Abrir
Noticia&idNot=1256
2. Sugestões de aprofundamento
✕ O discurso do Papa Francisco na Favela de
Varginha, durante a Jornada Mundial da Ju-
ventude, no Rio de Janeiro em 2013.
✕ Estatuto da Juventude (www.planalto.gov.br).
3. Perguntas para debate
Após a leitura do texto bíblico e a reflexão
sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens:
1. O que seus amigos e conhecidos dizem
quando se fala em política? Você concorda?
2. A palavra política tem dois sentidos: política
como a promoção do bem comum e política
partidária. Quais as consequências da não
participação dos cristãos em ambos os espa-
ços?
3. Discutir a afirmação: “As políticas públi-
cas são importantes porque são a garantia
de continuidade entre as diferentes
administrações públicas”.
31
4. Como a vocação do profeta Jeremias pode
iluminar nossa vocação pessoal e como gru-
po de jovens da Igreja?
5. O que podemos fazer pessoalmente ou
como grupo para sair do discurso para a
ação?
Preces espontâneas
4. Filme
1. Vídeo-1: o vídeo fala dos sonhos das crian-
ças e também fala da opção pelos pobres.
Nos leva acreditar que outro mundo é possí-
vel. Legenda em português.
(http://www.ccj.org.br/noticias.
php?op=AbrirNoticia&idNot=1254)
2. Vídeo-2: Uma adolescente do Canadá
falando para os delegados de um encontro
das Nações Unidas no Rio de Janeiro sobre a
necessidade de preservar nosso planeta. Le-
genda em português.
( h t t p s : / / w w w . y o u t u b e . c o m /
watch?v=gTqRzg-lT44)
32
Oração de encerramentoOração de encerramento
Senhor, criador da paz e da justiça
abre nossos horizontes para uma visão
de um mundo de irmãos e irmãs.
Venha o Vosso Reino de amor.
Ajude-nos a construir um novo céu
e uma nova terra e proclamar a
libertação aos presos, e aos cegos a
recuperação da vista; para libertar os
oprimidos e para proclamar um ano
de graça do Senhor. Por Nosso Senhor
Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade
do Espírito Santo.
Amém!
33
ANEXOS
HISTÓRIA DO DNJ
No ano de 1985, a Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil criou o Dia Nacional da Juven-
tude a ser celebrado no quarto domingo do mês
de outubro. As pastorais da juventude eram as
únicas organizadas nacionalmente. Dessa forma,
a CNBB confiou-lhes serem protagonistas dessa
celebração.
Nas últimas décadas, têm crescido visivel-
mente outras expressões de juventude em nossa
Igreja. Assim, a partir do ano de 2011, com a cria-
ção de uma Coordenação Nacional de Jovens, o
DNJ passou a ser organizado por ela. Queremos
agradecer profundamente as pastorais da juventu-
de que, ao longo dos 25 anos, com muito brilho,
contribuem com a Evangelização e formação da
juventude do Brasil preparando o DNJ. Vejamos os
temas dos DNJs:
1985 - DNJ: Construindo uma Nova Sociedade.
1986 - DNJ: Juventude e Terra – Rumo à terra
prometida.
34
1987 - DNJ: Juventude e Participação – Juventude,
Presença e Participação.
1988 - DNJ: Juventude, Libertação na Luta do Povo
– Mulher, Negro, Índio e Eleições.
1989 - DNJ: Juventude e Educação – Juventude,
cadê a Educação?
1990 - DNJ: Juventude e Trabalho – Juventude: do
nosso suor, a riqueza de quem?
1991 - DNJ: Juventude e América Latina – Latino-
-americanos, por que não?
1992 - DNJ: Juventude e Ecologia – Ouça o
ECO(logia) da Vida.
1993 - DNJ: Juventude e AIDS – Um grito por
solidariedade.
1994 - DNJ: Juventude e Cultura – Nossa cara,
Nossa Cultura.
1995 - DNJ: Juventude e Cidadania – Construindo
a Vida.
1996 - DNJ: Juventude e Cidadania – Quero ver o
novo no poder.
1997 - DNJ: Juventude e Direitos Humanos – A
vida floresce quando a Liberdade Acontece.
1998 - DNJ: Juventude e Direitos Humanos – Nas
asas da Esperança gestamos a mudança.
1999 - DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Vida em
Plenitude, Trabalho pra Juventude.
35
2000 - DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Jubileu
da Terra, um Sopro de Vida.
2001 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude –
Paz, Dom de Deus! Direito da Juventude.
2002 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A
vida se tece de sonhos.
2003 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude –
Lancemos as redes em águas mais profundas.
2004 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A
gente quer fazer valer nosso suor... A gente
quer do bom e do melhor.
2005 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude –
Juventude vamos lutar! Chegou a hora do
nosso sonho realizar.
2006 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude –
Juventude que ousa sonhar constrói um Bra-
sil popular.
2007 - DNJ: Juventude e Meio Ambiente – É Mis-
são de todos nós. Deus chama: eu quero ou-
vir a tua voz.
2008 - DNJ: Juventude e os Meios de Comunica-
ção – Queremos pautar as razões de nosso
viver.
2009 - DNJ: Contra o extermínio da juventude, na
luta pela vida – Juventude em marcha contra
a violência.
36
2010 - Tema: DNJ 25 anos: celebrando a memória e
transformando a história – Juventude: muita
reza, muita luta, muita festa, em marcha con-
tra a violência.
2011 – DNJ: Juventude e Protagonismo Feminino
– Jovens mulheres tecendo relações de vida.
2012 – DNJ: Juventude e Vida – Que vida vale a
pena ser vivida?
2013 –DNJ: Tema: Juventude e Missão – Jovem:
levante-se, seja fermento!
2014 – DNJ: “Feitos para sermos livres, não escra-
vos” (CAPYM, 430)
37
ROTEIRO E ORIENTAÇÕES
ROTEIRO MISSIONÁRIO
O que é missão? Talvez não tenhamos uma
só compreensão, ou a plena certeza do autêntico
sentido da Missão. Vejamos: na visão empresarial,
a missão é o que irá definir a existência de uma
empresa. Sem ela não é possível traçar objetivos e
planos para alcançar o sucesso e, neste caso, sua
própria sobrevivência. Não a definir perfeitamen-
te a empresa pode cair na ineficácia e ineficiência.
Já na Igreja, podemos dizer que Missão é sermos
discípulos(as) missionários(as) de Jesus Cristo para
o mundo. Cabe a nós levarmos adiante o anúncio
da Palavra a todos os povos, e a transformarmos
realidades de dor, sofrimentos e desigualdades.
Todos e todas somos missionários(as) atra-
vés do Batismo e “cada um dos batizados, inde-
pendentemente da própria função na Igreja e do
grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de
evangelização”.1
1 EG, n. 120.
38
O Papa Francisco nos fala que é necessário
anunciar o Evangelho de um “jeito” mais informal:
“(...) a Igreja deseja viver uma profunda renovação
missionária, há uma forma de pregação que nos
compete a todos como tarefa diária: é cada um le-
var o Evangelho às pessoas com quem se encontra,
tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É
a pregação informal que se pode realizar durante
uma conversa, e é também a que realiza um mis-
sionário quando visita um lar. Ser discípulo significa
ter a disposição permanente de levar aos outros
o amor de Jesus; e isso sucede espontaneamente
em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho,
num caminho”.2
E logo na sequência o Papa nos dá algumas
“dicas” de como podemos anunciar o Evangelho
informalmente: “o primeiro momento é um diálogo
pessoal, no qual a outra pessoa se exprime e parti-
lha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocu-
pações com os seus entes queridos e muitas coisas
que enchem o coração. Só depois desta conversa
é que se pode apresentar-lhe a Palavra, seja pela
leitura de algum versículo ou de modo narrativo,
mas sempre recordando o anúncio fundamental:
2 EG, n. 127.
39
o amor pessoal de Deus que Se fez homem, en-
tregou-Se por nós e, vivo, oferece a sua salvação
e a sua amizade. É o anuncio que se partilha com
uma atitude humilde e testemunhal de quem sem-
pre sabe aprender, com a consciência de que esta
mensagem é tão rica e profunda que sempre nos
ultrapassa. Algumas vezes exprime-se de maneira
mais direita, outras por meio de um testemunho
pessoal, uma história, um gesto, ou outra forma
que o próprio Espírito Santo possa suscitar numa
circunstância concreta. Se parecer prudente e hou-
ver condições, é bom que este encontro fraterno e
missionário conclua com uma breve oração que se
relacione com as preocupações que a pessoa ma-
nifestou. Assim ela sentirá mais claramente que foi
ouvida e interpretada, que a sua situação foi posta
nas mãos de Deus, e reconhecerá que a Palavra de
Deus fala realmente à sua própria vida”.3
Diante destas “dicas” do Papa Francisco,
pensamos em uma proposta de roteiro para uma vi-
sita missionária, como uma das ações concretas do
processo do Dia Nacional da Juventude de 2015, e
para outubro, que é o mês missionário. Lembre-se
que essa é uma proposta apenas sugestiva, e que
3 EG, n. 128.
40
ela pode e deve ser adaptada às realidade locais,
pois “não se deve pensar que o anúncio evangéli-
co tenha de ser transmitido sempre com determi-
nadas fórmulas preestabelecidas ou com palavras
concretas... Transmite-se com formas tão diversas
que seria impossível descrevê-las ou catalogá-las,
e cujo sujeito coletivo é o povo de Deus, com seus
gestos e sinais inumeráveis” (EG, n. 129).
Esperamos que o roteiro os ajude na cami-
nhada missionária. Boa missão!
41
VISITA MISSIONÁRIA
Outubro, mês missionário!
Celebração de Bênção
1. Orientações
- A proposta é que a visita missionária seja
feita em dupla, assim como Jesus enviou os discí-
pulos, de dois em dois, e que seja feita em todas
as famílias do local da missão (independente da
religião. Para tanto, é necessário explicar isso ao
chegar às casas, dizer que se respeita o credo reli-
gioso professado e que a visita pode ser somente
para conversa e partilha). Talvez existam famílias
que, mesmo professando a fé católica, optarão em
não receber a visita. Sigam adiante!
OBS:Se a família de outra religião aceitar a
visita com a oração/bênção, é importante que se
observe a prática religiosa de cada família e de
cada credo, e guiar o momento orante de forma
ecumênica (não fazer o Sinal da Cruz, não rezar a
oração da Ave-Maria, evitar a invocação de santos,
acender velas, para que não haja momentos de
“conflito” ou “divergências” religiosas).
42
- Ao chegar, saudar a família, se apresentar
(nome, de onde é, objetivo da visita), manifestar a
alegria por ser acolhido(a), permitindo assim partilhar
a Vida. Pedir para que a família providencie um copo
com água (não tem problema se a família não tiver
água benta: haverá o momento de bênção da água),
ramo verde para aspergir, vela, Bíblia, e se possível
objetos que a família queira que sejam abençoados.
2. Início do rito de bênção
Seguindo o testemunho de Jesus, estamos
reunidos(as) para um momento de partilha de vida,
de oração e de benção. Invocamos a benção do
Senhor para que os membros desta família sejam
sempre mensageiros da Paz, da solidariedade, da
fraternidade e do amor.
A Paz esteja com vocês! Em nome do Pai, e
do Filho e do Espírito Santo. Amém!
3. Leitura da Palavra de Deus
A Palavra de Deus é fonte inspiradora de
nossa caminhada. Com alegria vamos acolher a
Palavra, cantando:
“Tua palavra é lâmpada para os meus pés,
Senhor. Lâmpada para os meus pés, Senhor, Luz
para o meu caminho!” (Ou outro canto à escolha).
43
Ler Jeremias 22,1-4.
(Tempo para reflexão do texto bíblico coor-
denado pelos(as) Missionários(as). Motivar que a
família a também fale).
4. Pistas para reflexão:
“Somos Povo de Deus em Missão”. Temos
a certeza de que Jesus nos motiva neste traba-
lho, pois “Ele está no meio de nós”, iluminando o
processo do Dia Nacional da Juventude, que está
acontecendo nos mais diversos cantos do Brasil.
Nesta oração, pedimos, de modo especial,
pelo povo deste local (falar qual é o local em que
estão acontecendo as visitas missionárias): as famí-
lias, as crianças, os jovens, os idosos e as mulhe-
res. Sabemos que a realidade das pessoas, muitas
vezes é marcada pela doença, depressão, pobre-
za, exclusão, desemprego, exploração e divisões.
Deus não quer que as pessoas sofram, e sim que
elas sejam felizes. Por isso caminha conosco como
sinal de esperança, alegria e justiça! Jesus está no
meio de nós na vida pessoal, na família e na socie-
dade. Ele não nos abandona! Envia-nos para evan-
gelizar e fazer discípulos em todos os lugares.
44
O profeta Jeremias viveu uma época perigo-
sa e turbulenta. Os governantes induziam o povo
a realizar práticas e ritos repugnantes que mistu-
ravam sacrifícios humanos a deuses demoníacos e
orgias. Ele tinha na sua frente uma tarefa não muito
fácil, que era anunciar a Palavra de Deus e denun-
ciar pressupostos que iam contra o povo e Deus.
Muitas vezes parece que vivemos ainda nos
tempos de Jeremias! As palavras que ele nos diz
são atuais e bem diretas. Anunciamos Deus no
mundo tendo uma visão crítica de tudo aquilo que
somos “induzidos” a fazer.
A prática da justiça dignifica a pessoa huma-
na e garante a legitimidade de seus direitos. É essa
justiça, baseada no amor de Deus, que Jeremias
anuncia e defende. Em nossa ação evangelizadora,
temos o compromisso do anúncio e da construção
da justiça. Não fazer isso é se omitir diante da dor,
da exploração e da exclusão dos irmãos e das ir-
mãs que sofrem.
“Nossa missão, para que nossos povos te-
nham vida n’Ele, manifesta nossa convicção de que
o sentido, a fecundidade e a dignidade da vida hu-
mana se encontram no Deus vivo revelado em Je-
sus. É urgente a tarefa de entregar a nossos povos
a vida plena e feliz que Jesus nos traz, para que
45
cada pessoa humana viva de acordo com a digni-
dade de Deus lhe deu” (DAp, n. 389).
Como missionários, anunciamos: Deus vive,
está presente em nossas vidas, em nossas famílias
e também em nossas igrejas! Que a força de Je-
sus Ressuscitado nos contagie para trabalhar com
o objetivo de fazer deste mundo o Reino de Deus.
Missionário(a) 1: Preparemo-nos, agora, para
o momento de bênção.
5. Bênção da Água
Missionário(a) 2: Apresenta a água já aben-
çoada pelo Diácono ou Padre. Dizendo: “Eis a
água abençoada que será aspergida sobre nós”.
Todos respondem: Amém!
6. Oração, bênção da casa e outros objetos
Missionário(a) 1: Ó Pai Santo, olhe para vos-
so povo em missão neste mundo e abençoe esta
família (pode-se citar o que mais está sendo aben-
çoado). Deus Pai de Misericórdia, Criador de to-
das as coisas, envie a luz de vosso Espírito sobre
este local, seus moradores, visitantes e proteja dos
perigos: incêndio, inundação, assaltos, temporais
e de todo e qualquer mal. Suplicamos a proteção
e a saúde e que afaste as divisões, a depressão, o
46
medo, os sofrimentos e a falta de fé. Que o alimen-
to, fruto da terra e do trabalho humano, nunca fal-
te, assim como as relações de fraternidade, parti-
lha, compromisso e de boa convivência com quem
os rodeiam. Vós que estás no meio do povo, ajude
para que aqui haja gosto pela vida e por vossa Pa-
lavra Salvadora.  Pedimos-te isto por Cristo nosso
Senhor, Amém!
(Missionário(a) pede que alguém da família
o(a) acompanhe para aspergir a casa e seus cômo-
dos. Os demais podem rezar o Pai-Nosso, a Ave-
-Maria – caso a família não seja de outra religião,
ou então, permanecer em silêncio).
7. Conclusão do rito se houver Padre ou Diácono
- Se houver Padre ou Diácono:
Padre ou Diácono: (Ficar um pouco em silên-
cio) O Senhor esteja conosco!
Todos(as): Ele está no meio de nós!
Padre ou Diácono: A bênção de Deus todo-
-poderoso desça sobre nós! Em nome do Pai, e do
Filho e do Espírito Santo. Amém!
- Canto final
Canto: Oração pela família (Pe. Zezinho).
Padre ou Diácono: Louvado seja nosso Se-
nhor Jesus Cristo!
47
Todos(a)s: Para sempre seja louvado!
- Se não houver padre
Missionário(a) 2: (Ficar um pouco em silên-
cio) O Senhor esteja conosco!
Todos(as): Ele está no meio de nós!
Missionário(a) 2: Continuamos reunidos em
nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
- Canto final
Canto: Oração pela família (Pe. Zezinho).
Missionário(a) 2: Louvado seja nosso Senhor
Jesus Cristo!
Todos(as): Para sempre seja louvado!
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Subsidio DNJ 2015

  • 1. 2015 “Juventude construindo uma nova sociedade” “Estou no meio de vós como aquele que serve”. (Lc 22,27) Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • 2. Dia Nacional da Juventude 2015 1ª Edição - 2015 Edições CNBB SE/Sul Quadra 801 - Cj. B - CEP 70200-014 Fone: (61) 2193-3019 - Fax: (61) 2193-3001 E-mail: vendas@edicoescnbb.com.br www.edicoescnbb.com.br Diretor Editorial: Mons. Jamil Alves de Souza Revisão: Leticia Figueiredo Projeto Gráfico e Diagramação: Henrique Billygran Capa: Sávio Gerardo Organização: Pe. Antonio Ramos do Prado, SDB. Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude – CNBB C748d Conferência Nacional dos Bispos do Brasil / DNJ: Dia Nacional da Juventude 2015. Brasília, Edições CNBB. 2015. 48 p.: 11,5 x 16 cm ISBN: 978-85-7972-390-2 1. Juventude – Momento – Celebração; 2. Juventude – Chamados; 3. Juventude – Sistema – Pecado – História; 4. Juventude – DNJ – Liberdade . CDU: 3-053.7 Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão da CNBB. Todos os direitos reservados ©
  • 3. SUMÁRIO Apresentação ....................................... 5 Introdução Geral .................................. 9 1º TEMA “Construindo Uma Nova Sociedade” .......... 11 2º TEMA “Juventude e Vida” ................................... 17 3º TEMA “Juventude e Política”............................... 25 ANEXOS História do DNJ......................................... 33 Roteiro e orientações ................................ 37 Visita Missionária ..................................... 41 Outubro, mês missionário! ......................... 41 Celebração de Bênção .............................. 41
  • 4.
  • 5. 5 APRESENTAÇÃO “Estou no meio de vós como aquele que serve”. (Lc 22,27) Jovem, jovens! Dia Nacional da Juventude! É jovem aquela, aquele que tem a força, o vigor de Deus. Deus é bondade, misericórdia, cuidado, fonte de todo o bem. É jovem a pessoa que imita Deus na generosidade fontal! Estamos celebrando 30º Dia Nacional da Ju- ventude (DNJ). As reflexões propostas para ação de graças dos 30 anos de DNJ partem do tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: Igreja e sociedade”. O Concílio Ecumênico Vaticano II nos ensinou a sermos ativos, criativos, construtores da sociedade. Essa presença dos cristãos, jovens cristãos, na sociedade recordam dois documentos importantes do Concílio: Lumen gentium (Luz dos povos) e Gaudium et spes (Alegria e esperança). O lema do DNJ 2015: “Juventude cons- truindo uma nova sociedade”, deseja recordar a presença dos jovens cristãos na sociedade.
  • 6. 6 Mulheres e homens jovens são chamados a uma participação esperançada e servidora. Os jovens são chamados serem uma “Igreja em Saída”. “Pre- firo uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preo- cupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se al- guma coisa nos deve santamente inquietar e preo- cupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comuni- dade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacá- veis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6,37)” (EG, n. 49). O Santo Padre Francisco insiste em que os jovens sejam construtores da paz, da vida nova, superando a cultura do consumo e do descarte.
  • 7. 7 Os jovens, olhando para Jesus Cristo, responderão: “Estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). Servir! A graça de servir! Jovens servindo e, no serviço, transformando. O DNJ será bem celebrado, se bem prepara- do! Os encontros de preparação são três: 1. Cons- truindo uma nova sociedade; 2. Juventude e vida; 3. Juventude e política. Um aprofundamento dos temas ajudará na celebração do Dia Nacional da Juventude. O Dia Nacional da Juventude será um dia missionário! A missão é permanente; jovens mis- sionários! Para o mês de outubro, mês missioná- rio, os jovens encontrarão um roteiro para ação missionária. Os missionários jovens anunciando, testemunhando a vida que Jesus nos deixou com sua vida, morte e ressurreição na Comunidade, na Igreja local. Como jovens, sigamos a Jesus que nos ensi- na o caminho da realização: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, nos acompanhe na preparação e na celebração do Dia Nacional da Juventude. Nos conceda pelo seu
  • 8. 8 Filho Jesus perseverança para percorrer o caminho do Evangelho: “Estou no meio de vós como aque- le que serve”. Brasília, 7 de março de 2015. Memória facultativa de Santa Perpétua e Santa Felicidade. + Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB
  • 9. 9 INTRODUÇÃO GERAL Nesses 30 anos de ação de graças a juventu- de da Igreja do Brasil procurou apresentar à socie- dade um caminho em que a dignidade humana é parte fundamental para que haja uma vida plena. Lembramos ainda o que o Papa Francisco nos diz hoje: Os cristãos precisam conhecer profunda- mente o contexto no qual eles vivem para pensar linhas de ação que construam uma sociedade mais fraterna, justa e digna para todos (cf. EG, n. 180). Nesse ano em que celebramos os 30 anos do DNJ, queremos partir da reflexão que a Campanha da Fraternidade de 2015 nos propõe: Fraternidade: Igreja e sociedade. Nessa perspectiva, os encon- tros abaixo trazem algumas temáticas pertinentes como: 1- Construindo uma nova sociedade; 2- Ju- ventude e vida; e 3- Juventude e política. Também trazemos nos anexos um roteiro para ação missio- nária para que o mês de outubro seja todo missio- nário junto à Igreja local. A Pastoral Juvenil da CNBB, no Encontro Na- cional de Revitalização em dezembro de 2013 após
  • 10. 10 a JMJ, optou por fazer um caminho de Evangeliza- ção da juventude a partir de 3 eixos: Missão, Capa- citação e Estrutura de Acompanhamento. Esses 3 eixos têm seus desdobramentos nas dioceses do Brasil. Ao mesmo tempo, desenvolve-se o projeto Rumo ao 300 anos de Aparecida em sintonia com a Igreja no Brasil com o tema: “300 anos de bênçãos: com a mãe Aparecida, juventude em missão”. É nesse rico contexto que celebramos os 30 anos do Dia Nacional da Juventude. Propomos que todos os finais de semana do mês de outubro sejam missionários, ou seja, que a juventude faça missão nas casas, nas prisões, nos lares de idosos, nas fazendas da esperança, nos hospitais, nas casas de liberdade assistidas etc. E na celebração do DNJ que haja espaço para o tes- temunho dos jovens que fizeram essa experiência missionária.
  • 11. 11 1º TEMA “Construindo uma nova sociedade” ObjetivoObjetivo Incentivar os jovens a refletir os desa- fios da construção de uma nova sociedade, na qual o jovem – a Luz do Evangelho – assume seu protagonismo neste caminho de serviço à vida, à justiça e à paz. IntroduçãoIntrodução “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos po- bres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angús- tias dos discípulos de Cristo” (GS, n. 1). Os cristãos precisam conhecer profundamen- te o contexto no qual vivem para pensar linhas de ação que construam uma sociedade mais fraterna, justa e digna para todos (cf. EG, n. 180). A dignidade da sociedade depende da dig- nidade de seus indivíduos, principalmente dos que mais sofrem. Neste cenário, a Igreja faz uma opção preferencial pelos pobres. Deste modo:
  • 12. 12 “O nosso compromisso não consiste exclusivamen- te em ações ou em programas de promoção e as- sistência; aquilo que o Espírito põe em movimento não é um excesso de ativismo, mas primariamente uma atenção prestada ao outro ‘considerando-o como um só consigo mesmo’” (EG, n. 199). Somos então convidados a refletir como po- demos vivenciar esta transformação na prática sen- do Jovens Cristãos. A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS Texto a ser lido em grupo: Lc 10,25-37 Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico Nesta Parábola podemos observar diversas posturas que caracterizam a sociedade do tem- po de Jesus e a nossa. Observemos as palavras usadas por Jesus para caracterizar as ações dos personagens: 1. Assaltantes: despojaram; maltrataram; feri- ram; deixaram. São todos verbos que indicam agressão e desrespeito pela vida humana. Os assaltantes pensaram apenas em si mesmos, valorizando o “lucro” que teriam com o assal- to. Pouco lhes importava aquele homem.
  • 13. 13 2. Sacerdote e Levita: viu; passou (adiante). Estes verbos indicam indiferença. Os dois homens “de fé” viram a situação daquele homem. Sabiam o que acontecia, mas não queriam se comprometer. Também a eles pouco importava. 3. Samaritano: viu; compadeceu-se; aproximan- do-se; atou as feridas; passou azeite e vinho; colocou-o sobre a montaria; levou-o à hos- pedaria; tratou; tirou dois denários; pagou o hospedeiro. Os verbos indicam aproximação e comprometimento. Assim como o sacerdo- te e o levita, o samaritano viu. Mas, diferen- temente, envolveu-se pessoalmente na situ- ação e buscou soluções efetivas para ajudar aquele homem. A sociedade do tempo de Jesus não é tão diferente da nossa. Estas atitudes também podem ser vistas em nossos dias. Há os que agridem, há os agredidos, há os indiferentes, mas há também os que se fazem próximos. Se queremos construir uma nova sociedade, precisaremos identificar qual o nosso papel nas situações de sofrimento de nossos dias, empenhando-nos decididamente a aproximarmo-nos dos caídos à beira do caminho, comprometendo-nos com eles.
  • 14. 14 Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos Abaixo seguem alguns elementos que po- dem ajudar você a elaborar este momento com os jovens de seu grupo em sua expressão juvenil: 1. Relatos 1º Relato – http://reporterbrasil.org.br/2005/ 09/quando-o-sonho-vira-pesadelo/. 2. Sugestões de aprofundamento ✕ Exortação Apostólica Pós-Sinodal Evangelii Gaudium, do Papa Francisco. Capítulo IV: A dimensão social da evangelização. ✕ Catecismo da Igreja Católica, n. 1928 – 1942 3. Perguntas para debate Após a leitura do texto bíblico e a reflexão sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens: 1. Em sua cidade, quem são aqueles que estão “caídos à beira do caminho”, ou seja, estão sofrendo por causa de injustiças? 2. Quem são os que causam sofrimento? 3. Como seu grupo pode aproximar-se dos sofredores e injustiçados e comprometer-se com a melhora de sua vida?
  • 15. 15 4. Filme ✕ Madre Tereza de Calcutá (Edições Paulinas, 2012). ✕ Francisco de Assis (Edições Pauli- nas, 2001). 5. Música 1. “Que santidade de vida” (Louvemos ao Se- nhor, Associação do Senhor Jesus, 2000). 2. “Utopia” (quando o dia da paz renascer) (Louvemos ao Senhor, 2000).
  • 16.
  • 17. 17 2º TEMA “Juventude e vida” ObjetivoObjetivo Favorecer aos jovens uma reflexão sobre a dignidade da vida e sua entrega pela causa do Reino. IntroduçãoIntrodução Diante de um mundo individualista que visa a falta de amor e a falta de valores cristãos somos convidados/convocados a estar sempre vigilantes aos sinais dos tempos. “É preciso esclarecer o que pode ser fruto do Reino e também o que atenta contra o projeto de Deus” (EG, n. 51). São muitas problemáticas que atingem a ju- ventude de nosso país. Elas estão intrinsecamente ligadas a “uma viragem histórica” da humanidade “que podemos constatar nos progressos que se verificam em vários campos” (EG, n. 52). “O medo e o desespero apoderam-se do co- ração de inúmeras pessoas (...) e a alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de
  • 18. 18 respeito e a violência, a desigualdade social tor- na-se cada vez mais patente. É preciso lutar para viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade” (EG, n. 52) O Papa Francisco elenca alguns desafios que enfrentamos no mundo atual e que não geram vida: economia da exclusão, idolatria do dinheiro, o di- nheiro que governa ao invés de servir e a desigual- dade social que gera violência. (cf. EG, n. 52-75). Não deixemos que nos roubem a vida! “Nun- ca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida [de Cristo] que nos impele para diante” (EG, n. 3). A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS Texto a ser lido em grupo: Es 7,1-3 Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico Ester é uma jovem hebreia bela e atraente (Est 2,7) que foi apresentada ao Rei Assuero, um imperador estrangeiro que dominou o Reino de Is- rael. O Rei se encanta com a jovem e se casa com ela. Por sua corajosa intervenção junto ao Rei, Es- ter salva a vida de seu povo (Est 8-9). Modelo de jovem que é fiel ao seu povo e se torna uma lide- rança política, libertando-o da opressão e da dor.
  • 19. 19 A pergunta é: Por que entregar a vida por causa do Reino? Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, entre- gou-se totalmente por nós. Sendo nós batizados e seguidores de Jesus queremos entregar nossa vida para que outros jovens tenham vida em abundân- cia? Pensando nessa perspectiva, o Papa Francisco nos provoca dizendo: “A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa-Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia” (Mensagem do Papa Francisco para XXVIII JMJ, Rio 2013). Ester, não possuindo bens para oferecer ao Rei em troca da vida do seu povo, ofereceu aquilo que era mais preciso: a própria vida. Esse exemplo de Ester nos provoca olhar para a realidade que nos cerca na Igreja e na Sociedade e entregar a nossa própria vida pela causa do Reino. Podemos perguntar ainda: Entregar a vida para quem? Aon- de? Entregar a nossa vida amando mais o outro, escutando mais o outro, ajudando o outro a ter dig- nidade. Aonde? Em lugares diversos: no trabalho,
  • 20. 20 na escola, na prisão, na periferia existencial, nos espaços culturais, no lazer, na família e na Igreja. O que nos afasta dessas boas ações hoje é a cultura do bem-estar. Essa cultura nos deixa ce- gos, nos leva a viver numa profunda escuridão e nos afasta do outro e de sua realidade. O exter- mínio de jovens no Brasil é fruto de uma socieda- de descrente, oportunista que vive na escuridão. Uma sociedade que usa o jovem e depois o elimi- na, porque não serve mais. Essa O Papa Francisco, diante dessa realidade de escuridão, nos convida a sermos missionários do Reino. Mas, “que significa ser missionário do Reino? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: ‘Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração’ (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Se- nhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele” (Mensagem do Papa Francisco para XXVIII JMJ, Rio 2013).
  • 21. 21 Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos Abaixo seguem alguns elementos que po- dem ajudar você a elaborar este momento com os jovens de seu grupo em sua expressão juvenil: 1. Relatos Havia um jovem que morava numa grande metrópole, uma cidade desumana, aonde as pes- soas viviam correndo. Ele começou a perceber várias situações de pessoas que viviam na margi- nalidade, sofrimento e subemprego. Um certo dia, no caminho do seu trabalho, resolveu ajudar um cadeirante a subir a rua que era muito inclinada. Ao lado do seu trabalho, numa barraquinha, havia um adolescente que vendia pão com manteiga e café com leite. Então ele resolveu perguntar para o adolescente por que ele não tinha um emprego melhor. O adolescente respondeu: “eu sou analfa- beto e minha mãe é viúva com 3 crianças pequenas para criar com um salário-mínimo, então eu ajudo no orçamento da família”. O jovem sentiu-se co- movido e convidou alguns colegas da fábrica a comprarem todos os dias na barraquinha do ado- lescente. Também se ofereceu para alfabetizar o adolescente no intervalo do seu almoço.
  • 22. 22 Ao longo do ano os gestos do jovem chega- ram aos ouvidos do gerente da empresa que no final do ano premiou o jovem como cidadão do bem. Esse testemunho levou outras tantas pessoas a terem atitudes do bem e fazerem da cidade um espaço de solidariedade. 2. Sugestões de ambientação Colocar uma vela grande (para representar o círio pascal) acesa no espaço de reunião juntamente com fotos de jovens em atividades que geram vida. 3. Sugestões de aprofundamento ✕ Ler a Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco: Evangelii Gaudium – A alegria do Evangelho (sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual). ✕ Mensagem do Papa Francisco para a JMJ Rio 2013 (Site www.jovensconectados.org.br). 4. Perguntas para debate Após a leitura do texto bíblico e a reflexão sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens: 1. Compartilhe fatos que impedem a promo- ção da vida. Quais são as causas?
  • 23. 23 2. Você acha que a fé pode transformar o mun- do? Por quê? 3. Que atitude você poderia ter diante de reali- dades que geram mortes? 4. Que passos o seu grupo poderia dar para melhorar a vida das pessoas onde você mora? 5. Filme ✕ Sugerimos o filme “Corrente do bem”. Esse filme apresenta um jovem que motiva os alu- nos de sua escola e de outras realidades a fazerem o bem em favor da vida e da ética. Essa atitude desafia aque- les que manipulam a vida dos seres humanos.
  • 24.
  • 25. 25 3º TEMA “Juventude e Política” ObjetivoObjetivo Refletir e dialogar sobre nosso papel como jovens profetas, iluminados pela Palavra de Deus, nos diferentes espaços de deci- sões políticas e relações de poder, a fim de pautarmos a construção de uma nova sociedade. IntroduçãoIntrodução Durante o percurso dos 30 anos do Dia Nacio- nal de Juventude, houve um processo de tomada de consciência por parte dos jovens da necessidade de trabalhar para o bem comum, como exigência da construção do Reino de Deus proposta por Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, cresceu neles a consciên- cia de que são cidadãos e, portanto, responsáveis pela condução da sociedade como um todo. Como fruto de muitos debates, surge a cons- ciência da importância de leis que garantam uma maior qualidade de vida dos jovens em termos de segurança, lazer, educação e saúde pública de
  • 26. 26 qualidade, e que fortalecem a família e a comuni- dade, ou seja, políticas públicas para a juventude. Muitos foram os avanços como a Política Na- cional de Juventude (PNJ), que facilitou uma maior abertura para a criação de espaços de participação social (Conselhos de Juventude, Estatuto da Ju- ventude etc.), nos quais os(as) jovens podem estar inseridos(as). Apesar de alguns avanços, ainda precisamos superar muitos desafios que estão relacionados aos direitos e deveres da juventude. Há necessi- dade de superar uma economia baseada no con- sumo exagerado. São desafios presentes em várias partes do mundo e são elementos essenciais que apontam para um projeto de uma melhor vivência social entre os(as) jovens, na família e na comunida- de. Estas políticas públicas são importantes, por- que são a garantia de continuidade entre as dife- rentes administrações públicas. Motivados pela história do Dia Nacional de Juventude, somos chamados a assumir o compro- misso de profetizar e despertar o desejo de melho- rar a qualidade de vida dos jovens brasileiros. Este é um desafio presente na nossa missão evangeli- zadora. Na Vigília da JMJ do Rio, em 2013, o Papa Francisco desafia os jovens:
  • 27. 27 “Jovens, por favor, não fiquem apenas na fila da história. Sejam protagonistas! Joguem para frente! Sigam em frente! Construam um mundo melhor! Um mundo de irmãos, um mundo de jus- tiça, de amor, de paz, de fraternidade, de so- lidariedade” (www.jovensconectados.org.br). A PALAVRA DE DEUSA PALAVRA DE DEUS Texto a ser lido em grupo: Jr 1,4-10 Reflexão sobre o texto bíblicoReflexão sobre o texto bíblico Jeremias é chamado por Deus para ser pro- feta. O profeta, segundo Moisés, não se apresenta ao povo com suas palavras, mas com as de Deus. E quem anuncia a mensagem de Deus tem o de- ver de percorrer o caminho antes dos outros, ainda que seja perigoso. Jeremias vive num tempo em que tudo pare- cia ir muito bem. Mas Deus chamou-o para anun- ciar que nem tudo estava bem, para apontar para a injustiça social que deixava que muitos servissem a poucos. Aponta para a hipocrisia de querer só receber da comunidade sem se comprometer com nada. Hoje também há pessoas que ignoram os problemas sociais. A missão de Jeremias era ad- vertir não só o povo de Israel, mas todas as nações
  • 28. 28 do juízo de Deus por causa do pecado. Sua mensa- gem estava em total desalinhamento em relação às políticas opressoras das nações do seu tempo. Ele ficou com a razão, porque, poucos anos depois, Judá foi destruída pela Babilônia e o povo levado ao exílio. A mensagem de Jeremias se conecta com nossa realidade no Brasil. Durante o mês de junho e julho de 2013 e antes da copa de 2014, milhões de brasileiros foram às ruas para exigir melhores condições de transporte, moradia, educação, saú- de, reforma agrária, segurança contra a violência e respeito pelos direitos sociais e políticos do povo. Os jovens foram o primeiro grupo a protestar, sen- do seguidos logo por outros seguimentos. Olhan- do a forma como Deus chama Jeremias, fica claro que o que Deus exige de nós, neste momento, é que não sejamos permissivos com nenhum tipo de corrupção e outros tipos de injustiça. A fraqueza humana não é obstáculo para Deus. O Senhor pede a Jeremias disponibilidade e plena confiança, mas promete assistência contra as adversidades e violências de seu ministério. Isto o segura mesmo quando vêm contratempos, críticas e adversidades. Cremos que Deus está conosco e nos dá a vitória.
  • 29. 29 Mas muitos, como Jeremias, pensam em re- cusar o chamado de Deus. Ao perceber a seriedade do chamado, Jeremias buscou uma saída fácil, não queria aceitar: “sou uma criança!”. Em outras pa- lavras, ele estava dizendo: “não estou preparado; não sou capaz; sou muito jovem; sou convertido há pouco tempo e não posso me comprometer”. A vocação de Jeremias propõe o desafio de “nossa” vocação. A todos Deus oferece a possibili- dade de serem, de diversas maneiras, “suas testemu- nhas”, porque ele diz a cada um de nós: “Antes de te formar no ventre materno, eu te conhecia” (v. 5). Elementos PedagógicosElementos Pedagógicos Abaixo seguem alguns elementos que po- dem ajudar você a elaborar este momento com os jovens de seu grupo em sua expressão juvenil: Sugestões para ambientaçãoSugestões para ambientação Colocar um crucifixo feito de folhas, flores ou ramos no chão e ao redor fotos ou recortes de jor- nais de jovens participando em movimentos pasto- rais e sociais. Música: O Profeta: “antes que te formasse dentro do ventre de tua mãe...” - CD: Comunidade Recado.
  • 30. 30 1. Relatos Segue o link da Oração do Menino de rua: http://www.ccj.org.br/noticias.php?op=Abrir Noticia&idNot=1256 2. Sugestões de aprofundamento ✕ O discurso do Papa Francisco na Favela de Varginha, durante a Jornada Mundial da Ju- ventude, no Rio de Janeiro em 2013. ✕ Estatuto da Juventude (www.planalto.gov.br). 3. Perguntas para debate Após a leitura do texto bíblico e a reflexão sobre o mesmo, debata com seu grupo de jovens: 1. O que seus amigos e conhecidos dizem quando se fala em política? Você concorda? 2. A palavra política tem dois sentidos: política como a promoção do bem comum e política partidária. Quais as consequências da não participação dos cristãos em ambos os espa- ços? 3. Discutir a afirmação: “As políticas públi- cas são importantes porque são a garantia de continuidade entre as diferentes administrações públicas”.
  • 31. 31 4. Como a vocação do profeta Jeremias pode iluminar nossa vocação pessoal e como gru- po de jovens da Igreja? 5. O que podemos fazer pessoalmente ou como grupo para sair do discurso para a ação? Preces espontâneas 4. Filme 1. Vídeo-1: o vídeo fala dos sonhos das crian- ças e também fala da opção pelos pobres. Nos leva acreditar que outro mundo é possí- vel. Legenda em português. (http://www.ccj.org.br/noticias. php?op=AbrirNoticia&idNot=1254) 2. Vídeo-2: Uma adolescente do Canadá falando para os delegados de um encontro das Nações Unidas no Rio de Janeiro sobre a necessidade de preservar nosso planeta. Le- genda em português. ( h t t p s : / / w w w . y o u t u b e . c o m / watch?v=gTqRzg-lT44)
  • 32. 32 Oração de encerramentoOração de encerramento Senhor, criador da paz e da justiça abre nossos horizontes para uma visão de um mundo de irmãos e irmãs. Venha o Vosso Reino de amor. Ajude-nos a construir um novo céu e uma nova terra e proclamar a libertação aos presos, e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
  • 33. 33 ANEXOS HISTÓRIA DO DNJ No ano de 1985, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil criou o Dia Nacional da Juven- tude a ser celebrado no quarto domingo do mês de outubro. As pastorais da juventude eram as únicas organizadas nacionalmente. Dessa forma, a CNBB confiou-lhes serem protagonistas dessa celebração. Nas últimas décadas, têm crescido visivel- mente outras expressões de juventude em nossa Igreja. Assim, a partir do ano de 2011, com a cria- ção de uma Coordenação Nacional de Jovens, o DNJ passou a ser organizado por ela. Queremos agradecer profundamente as pastorais da juventu- de que, ao longo dos 25 anos, com muito brilho, contribuem com a Evangelização e formação da juventude do Brasil preparando o DNJ. Vejamos os temas dos DNJs: 1985 - DNJ: Construindo uma Nova Sociedade. 1986 - DNJ: Juventude e Terra – Rumo à terra prometida.
  • 34. 34 1987 - DNJ: Juventude e Participação – Juventude, Presença e Participação. 1988 - DNJ: Juventude, Libertação na Luta do Povo – Mulher, Negro, Índio e Eleições. 1989 - DNJ: Juventude e Educação – Juventude, cadê a Educação? 1990 - DNJ: Juventude e Trabalho – Juventude: do nosso suor, a riqueza de quem? 1991 - DNJ: Juventude e América Latina – Latino- -americanos, por que não? 1992 - DNJ: Juventude e Ecologia – Ouça o ECO(logia) da Vida. 1993 - DNJ: Juventude e AIDS – Um grito por solidariedade. 1994 - DNJ: Juventude e Cultura – Nossa cara, Nossa Cultura. 1995 - DNJ: Juventude e Cidadania – Construindo a Vida. 1996 - DNJ: Juventude e Cidadania – Quero ver o novo no poder. 1997 - DNJ: Juventude e Direitos Humanos – A vida floresce quando a Liberdade Acontece. 1998 - DNJ: Juventude e Direitos Humanos – Nas asas da Esperança gestamos a mudança. 1999 - DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Vida em Plenitude, Trabalho pra Juventude.
  • 35. 35 2000 - DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Jubileu da Terra, um Sopro de Vida. 2001 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Paz, Dom de Deus! Direito da Juventude. 2002 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A vida se tece de sonhos. 2003 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Lancemos as redes em águas mais profundas. 2004 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A gente quer fazer valer nosso suor... A gente quer do bom e do melhor. 2005 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Juventude vamos lutar! Chegou a hora do nosso sonho realizar. 2006 - DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Juventude que ousa sonhar constrói um Bra- sil popular. 2007 - DNJ: Juventude e Meio Ambiente – É Mis- são de todos nós. Deus chama: eu quero ou- vir a tua voz. 2008 - DNJ: Juventude e os Meios de Comunica- ção – Queremos pautar as razões de nosso viver. 2009 - DNJ: Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida – Juventude em marcha contra a violência.
  • 36. 36 2010 - Tema: DNJ 25 anos: celebrando a memória e transformando a história – Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha con- tra a violência. 2011 – DNJ: Juventude e Protagonismo Feminino – Jovens mulheres tecendo relações de vida. 2012 – DNJ: Juventude e Vida – Que vida vale a pena ser vivida? 2013 –DNJ: Tema: Juventude e Missão – Jovem: levante-se, seja fermento! 2014 – DNJ: “Feitos para sermos livres, não escra- vos” (CAPYM, 430)
  • 37. 37 ROTEIRO E ORIENTAÇÕES ROTEIRO MISSIONÁRIO O que é missão? Talvez não tenhamos uma só compreensão, ou a plena certeza do autêntico sentido da Missão. Vejamos: na visão empresarial, a missão é o que irá definir a existência de uma empresa. Sem ela não é possível traçar objetivos e planos para alcançar o sucesso e, neste caso, sua própria sobrevivência. Não a definir perfeitamen- te a empresa pode cair na ineficácia e ineficiência. Já na Igreja, podemos dizer que Missão é sermos discípulos(as) missionários(as) de Jesus Cristo para o mundo. Cabe a nós levarmos adiante o anúncio da Palavra a todos os povos, e a transformarmos realidades de dor, sofrimentos e desigualdades. Todos e todas somos missionários(as) atra- vés do Batismo e “cada um dos batizados, inde- pendentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização”.1 1 EG, n. 120.
  • 38. 38 O Papa Francisco nos fala que é necessário anunciar o Evangelho de um “jeito” mais informal: “(...) a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um le- var o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um mis- sionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isso sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho”.2 E logo na sequência o Papa nos dá algumas “dicas” de como podemos anunciar o Evangelho informalmente: “o primeiro momento é um diálogo pessoal, no qual a outra pessoa se exprime e parti- lha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocu- pações com os seus entes queridos e muitas coisas que enchem o coração. Só depois desta conversa é que se pode apresentar-lhe a Palavra, seja pela leitura de algum versículo ou de modo narrativo, mas sempre recordando o anúncio fundamental: 2 EG, n. 127.
  • 39. 39 o amor pessoal de Deus que Se fez homem, en- tregou-Se por nós e, vivo, oferece a sua salvação e a sua amizade. É o anuncio que se partilha com uma atitude humilde e testemunhal de quem sem- pre sabe aprender, com a consciência de que esta mensagem é tão rica e profunda que sempre nos ultrapassa. Algumas vezes exprime-se de maneira mais direita, outras por meio de um testemunho pessoal, uma história, um gesto, ou outra forma que o próprio Espírito Santo possa suscitar numa circunstância concreta. Se parecer prudente e hou- ver condições, é bom que este encontro fraterno e missionário conclua com uma breve oração que se relacione com as preocupações que a pessoa ma- nifestou. Assim ela sentirá mais claramente que foi ouvida e interpretada, que a sua situação foi posta nas mãos de Deus, e reconhecerá que a Palavra de Deus fala realmente à sua própria vida”.3 Diante destas “dicas” do Papa Francisco, pensamos em uma proposta de roteiro para uma vi- sita missionária, como uma das ações concretas do processo do Dia Nacional da Juventude de 2015, e para outubro, que é o mês missionário. Lembre-se que essa é uma proposta apenas sugestiva, e que 3 EG, n. 128.
  • 40. 40 ela pode e deve ser adaptada às realidade locais, pois “não se deve pensar que o anúncio evangéli- co tenha de ser transmitido sempre com determi- nadas fórmulas preestabelecidas ou com palavras concretas... Transmite-se com formas tão diversas que seria impossível descrevê-las ou catalogá-las, e cujo sujeito coletivo é o povo de Deus, com seus gestos e sinais inumeráveis” (EG, n. 129). Esperamos que o roteiro os ajude na cami- nhada missionária. Boa missão!
  • 41. 41 VISITA MISSIONÁRIA Outubro, mês missionário! Celebração de Bênção 1. Orientações - A proposta é que a visita missionária seja feita em dupla, assim como Jesus enviou os discí- pulos, de dois em dois, e que seja feita em todas as famílias do local da missão (independente da religião. Para tanto, é necessário explicar isso ao chegar às casas, dizer que se respeita o credo reli- gioso professado e que a visita pode ser somente para conversa e partilha). Talvez existam famílias que, mesmo professando a fé católica, optarão em não receber a visita. Sigam adiante! OBS:Se a família de outra religião aceitar a visita com a oração/bênção, é importante que se observe a prática religiosa de cada família e de cada credo, e guiar o momento orante de forma ecumênica (não fazer o Sinal da Cruz, não rezar a oração da Ave-Maria, evitar a invocação de santos, acender velas, para que não haja momentos de “conflito” ou “divergências” religiosas).
  • 42. 42 - Ao chegar, saudar a família, se apresentar (nome, de onde é, objetivo da visita), manifestar a alegria por ser acolhido(a), permitindo assim partilhar a Vida. Pedir para que a família providencie um copo com água (não tem problema se a família não tiver água benta: haverá o momento de bênção da água), ramo verde para aspergir, vela, Bíblia, e se possível objetos que a família queira que sejam abençoados. 2. Início do rito de bênção Seguindo o testemunho de Jesus, estamos reunidos(as) para um momento de partilha de vida, de oração e de benção. Invocamos a benção do Senhor para que os membros desta família sejam sempre mensageiros da Paz, da solidariedade, da fraternidade e do amor. A Paz esteja com vocês! Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém! 3. Leitura da Palavra de Deus A Palavra de Deus é fonte inspiradora de nossa caminhada. Com alegria vamos acolher a Palavra, cantando: “Tua palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor. Lâmpada para os meus pés, Senhor, Luz para o meu caminho!” (Ou outro canto à escolha).
  • 43. 43 Ler Jeremias 22,1-4. (Tempo para reflexão do texto bíblico coor- denado pelos(as) Missionários(as). Motivar que a família a também fale). 4. Pistas para reflexão: “Somos Povo de Deus em Missão”. Temos a certeza de que Jesus nos motiva neste traba- lho, pois “Ele está no meio de nós”, iluminando o processo do Dia Nacional da Juventude, que está acontecendo nos mais diversos cantos do Brasil. Nesta oração, pedimos, de modo especial, pelo povo deste local (falar qual é o local em que estão acontecendo as visitas missionárias): as famí- lias, as crianças, os jovens, os idosos e as mulhe- res. Sabemos que a realidade das pessoas, muitas vezes é marcada pela doença, depressão, pobre- za, exclusão, desemprego, exploração e divisões. Deus não quer que as pessoas sofram, e sim que elas sejam felizes. Por isso caminha conosco como sinal de esperança, alegria e justiça! Jesus está no meio de nós na vida pessoal, na família e na socie- dade. Ele não nos abandona! Envia-nos para evan- gelizar e fazer discípulos em todos os lugares.
  • 44. 44 O profeta Jeremias viveu uma época perigo- sa e turbulenta. Os governantes induziam o povo a realizar práticas e ritos repugnantes que mistu- ravam sacrifícios humanos a deuses demoníacos e orgias. Ele tinha na sua frente uma tarefa não muito fácil, que era anunciar a Palavra de Deus e denun- ciar pressupostos que iam contra o povo e Deus. Muitas vezes parece que vivemos ainda nos tempos de Jeremias! As palavras que ele nos diz são atuais e bem diretas. Anunciamos Deus no mundo tendo uma visão crítica de tudo aquilo que somos “induzidos” a fazer. A prática da justiça dignifica a pessoa huma- na e garante a legitimidade de seus direitos. É essa justiça, baseada no amor de Deus, que Jeremias anuncia e defende. Em nossa ação evangelizadora, temos o compromisso do anúncio e da construção da justiça. Não fazer isso é se omitir diante da dor, da exploração e da exclusão dos irmãos e das ir- mãs que sofrem. “Nossa missão, para que nossos povos te- nham vida n’Ele, manifesta nossa convicção de que o sentido, a fecundidade e a dignidade da vida hu- mana se encontram no Deus vivo revelado em Je- sus. É urgente a tarefa de entregar a nossos povos a vida plena e feliz que Jesus nos traz, para que
  • 45. 45 cada pessoa humana viva de acordo com a digni- dade de Deus lhe deu” (DAp, n. 389). Como missionários, anunciamos: Deus vive, está presente em nossas vidas, em nossas famílias e também em nossas igrejas! Que a força de Je- sus Ressuscitado nos contagie para trabalhar com o objetivo de fazer deste mundo o Reino de Deus. Missionário(a) 1: Preparemo-nos, agora, para o momento de bênção. 5. Bênção da Água Missionário(a) 2: Apresenta a água já aben- çoada pelo Diácono ou Padre. Dizendo: “Eis a água abençoada que será aspergida sobre nós”. Todos respondem: Amém! 6. Oração, bênção da casa e outros objetos Missionário(a) 1: Ó Pai Santo, olhe para vos- so povo em missão neste mundo e abençoe esta família (pode-se citar o que mais está sendo aben- çoado). Deus Pai de Misericórdia, Criador de to- das as coisas, envie a luz de vosso Espírito sobre este local, seus moradores, visitantes e proteja dos perigos: incêndio, inundação, assaltos, temporais e de todo e qualquer mal. Suplicamos a proteção e a saúde e que afaste as divisões, a depressão, o
  • 46. 46 medo, os sofrimentos e a falta de fé. Que o alimen- to, fruto da terra e do trabalho humano, nunca fal- te, assim como as relações de fraternidade, parti- lha, compromisso e de boa convivência com quem os rodeiam. Vós que estás no meio do povo, ajude para que aqui haja gosto pela vida e por vossa Pa- lavra Salvadora.  Pedimos-te isto por Cristo nosso Senhor, Amém! (Missionário(a) pede que alguém da família o(a) acompanhe para aspergir a casa e seus cômo- dos. Os demais podem rezar o Pai-Nosso, a Ave- -Maria – caso a família não seja de outra religião, ou então, permanecer em silêncio). 7. Conclusão do rito se houver Padre ou Diácono - Se houver Padre ou Diácono: Padre ou Diácono: (Ficar um pouco em silên- cio) O Senhor esteja conosco! Todos(as): Ele está no meio de nós! Padre ou Diácono: A bênção de Deus todo- -poderoso desça sobre nós! Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém! - Canto final Canto: Oração pela família (Pe. Zezinho). Padre ou Diácono: Louvado seja nosso Se- nhor Jesus Cristo!
  • 47. 47 Todos(a)s: Para sempre seja louvado! - Se não houver padre Missionário(a) 2: (Ficar um pouco em silên- cio) O Senhor esteja conosco! Todos(as): Ele está no meio de nós! Missionário(a) 2: Continuamos reunidos em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém! - Canto final Canto: Oração pela família (Pe. Zezinho). Missionário(a) 2: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos(as): Para sempre seja louvado!