Manual do Missionario

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  1. 1. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 1 Venha a nós o vosso Reino! MANUAL DO MISSIONÁRIO
  2. 2. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 2 © COPY RIGHT Todos os direitos reservados Voluntários em Ação www.demissoes.com
  3. 3. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 3 ÍNDICE ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO 7 Carta do Papa João Paulo II a Juventude e Família Missionária 8 CAPÍTULO I GENERALIDADES DE UMA MISSÃO 1. O que são as missões? 9 2. Quais são os objetivos de uma missão 9 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) 10 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária 11 2. A mística de Juventude e Família Missionária 12 3. Carta a um missionário 12 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização 13 5. O chamado de Sua Santidade João Paulo II nas Jornadas Mundiais das Missões 14 6. Questionário introdutório 22 7. Normas de comportamento para os missionários 23 CAPÍTULO III A VIDA ESPIRITUAL DO MISSIONÁRIO 1. Orações da manhã 25 2. A meditação 26 3. Ângelus 28 4. O terço 29 - Mistérios do Rosário 30 - Ladainhas 31 5. Orações da noite 33 6. Preparação para a confissão 36 a) Antes do exame de consciência 36 b) Exame de consciência 37 c) Depois do exame de consciência 39 7. Adoração diante do Santíssimo 40 8. Passagens para as reflexões evangélicas durante as missões 40 - Guia de Passagens Evangélicas 41 9. Via Sacra 47
  4. 4. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 4 CAPÍTULO IV METOLOGIA DAS MISSÕES 1. Horário ordinário para as missões 60 2. Metodologia das visitas casa a casa 61 a. A chegada 61 b. A conversa 62 c. Conclusão e despedida 63 CAPÍTULO V O CATECISMO MISSIONÁRIO Apresentação 64 1. Porque sou católico 65 2. A verdadeira Igreja de Cristo 65 3. A palavra de Deus 66 4. Os meios de Salvação 67 5. A Santíssima Virgem Mãe de Deus 69 6. Os Santos 69 7. O Dia do Senhor 70 8. O fim do mundo 71 9. O Papa, o Vigário de Cristo na terra 71 10. Reflexões Práticas 71 CAPÍTULOVI ÉTICA E MORAL O pecado e sua maldade 73 1. O que é o pecado? 73 2. Quais são as conseqüências do pecado 73 3. Santo, eu? 74 4. Sem caridade, nada podemos 74 5. Os pecados de omissão 74 6. O pecado do ódio 74 7. A inveja 74 8. O pecado do escândalo 74 9. O pecado da crítica 74 10. O pecado da mentira 74 11. Porque adorar e dar culto a Deus? 75 12. A magia e a superstição... idolatria, adivinhação, espiritismo... 75 13. A falta irreligiosidade 76 14. O matrimônio: O amor entre os esposos 76 15. Como os pais devem tratar seus filhos? 77 16. Como tratar os pais? 77
  5. 5. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 5 17. O que é a sexualidade? 77 18. Os fins da sexualidade? 77 19. Os pensamentos impuros 78 20. Falar indignamente do sexo 78 21. A formação 78 22. O adultério 78 23. A violação sexual 78 24. O incesto 78 25. A masturbação 78 26. O onanismo ou a interrupção do coito 78 27. Os atos sexuais entre homossexuais 78 28. A bestialidade 78 29. Os métodos artificiais de controle a natalidade 78 30. A pornografia 79 31. Os bens materiais 79 32. O roubo 79 33. Não dar o justo aos demais 79 34. Quando ferimos o próximo 79 35. Os atentados contra a própria vida 79 36. O excesso de álcool 79 37. Consumo de drogas 79 38. Tudo o que põe em risco a saúde 79 39. Os atentados contra a vida dos demais 79 CAPÍTULO VII LITURGIA E SACRAMENTOS 1. A vivência litúrgica e sacramental 80 2. As posturas, os gestos, os objetos e as cores 81 3. Os Sacramentos 83 Trâmites e requisitos para a recepção de Sacramentos 85 4. A Santa Missa: O Rito 87 CAPÍTULO VIII AS SEITAS 1. Oração da fé 94 2. Súplica pelos que se afastaram da Igreja Católica 94 3. Defender a fé 94 4. Conhecer os argumentos e os preconceitos contra a Igreja 95 5. Dialogar, não discutir 96 6. O que dizem os Testemunhas de Jeová 98 7. O que dizem os Mórmons 101 8. O que dizem os Evangélicos 104 9. O que dizem os Pentecostais 107 10. O que dizem os Adventistas do Sétimo dia 110
  6. 6. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 6 11. O que dizem os Batistas 113 12. O que diz a ―A Luz do Mundo‖ 117 13. O que diz a New Age 121 CAPÍTULO IX ORAÇÕES 1. Invocação ao Espírito Santo 122 2. Oração de ação de graças ao terminar uma atividade 122 3. Oração pelo Papa 122 4. Oração para abençoar os alimentos 123 5. Oração pelas vocações 123 6. Consagração a Nossa Senhora 124 7. À vossa proteção 124 PROMESSA MISSIONÁRIA 125 AGENDA TELEFÔNICA 126
  7. 7. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 7 ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO “Chamou-me, Pai, para continuar a obra de anunciar o Reino que inaugurou teu Filho, Jesus. Com os profetas quero gritar-te: Olha Senhor, não sou mais que uma criança que não sabe falar. Aqui estou para cumprir tua vontade e anunciar para todos que Tu és o Deus do amor. Tu, Senhor, conheces bem toda minha vida, minhas dúvidas, minhas fragilidades e meus passos vacilantes. Não posso me gabar de nada. Só quero contar aos demais tuas maravilhas que fez desde sempre, por nós, os homens. Senhor faz que em minha comunidade cristã teu nome seja proclamado e invocado; que os pais exerçam sua responsabilidade de educadores na fé; que os evangelizadores confirmem na fé nossos irmãos que Tu, Senhor, coloca em nosso caminho. Que o façamos com profundidade e com vivências evangélicas. Senhor, que teu Santo Espírito faça com que escutem minhas palavras e fecundem em seus corações com a simplicidade de Maria”.
  8. 8. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 8 CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II À JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA Queridos filhos e filhas, membros da Juventude e Família Missionária do Regnum Christi: Ao reunir-mos depois de ter realizado uma ampla missão nas periferias das grandes cidades e entre as comunidades indígenas da montanha dessa querida terra mexicana, vos saúdo cordialmente com a paz «paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor» (1 Tim. 1, 2). Com vossa ação os hábeis propósitos de levar o Evangelho a todos os homens, anunciando a salvação com a proclamação gozosa da Palavra, a alegria da solidariedade fraterna própria dos discípulos de Jesus e o testemunho fiel de vossa fé. Tivessem querido imitar assim o Mestre recorrendo às cidades, as aldeias, ensinando, proclamando a Boa Nova do Reino, levando consolo e esperança à debilidade humana (cf. Mt. 9, 35). Vossa terra mexicana foi abençoada com uma rica e profunda tradição cristã que especialmente aos vossos jovens correspondem continuar, consolidar, difundir e também defender com valentia ante as sombras ameaçadoras que pairam contra a fé e os valores evangélicos. Este foi o convite que os fazia na primeira visita ao México em 1979 e que os repito de novo: ―Jovens, comprometei-vos cristã e humanamente em coisas que mereçam esforço, desprendimento e generosidade! A Igreja espera de vós e confia em vós!” (discurso aos estudantes, 30/01/79). Hoje o mundo necessita de uma Nova Evangelização que espera muito de vosso legado espiritual e da vossa generosidade como jovens, para que nenhuma porta se feche a Cristo e para que todos possam reconhecê-lo como a verdadeira alegria, a fonte de toda esperança e a causa de toda salvação. De Cristo, mais que nada, tem necessidade os homens e as mulheres, as famílias, as crianças, os idosos, os enfermos, os fortes e os fracos. Como sucedeu ao Mestre, tão pouco vosso caminho é fácil. Mas de novo vos digo: “Não tenhais medo! Seguindo os passos de Cristo que se fez Caminho, vossos pés não vacilarão na vereda (Sal. 17/16, 3). Não decaia vosso ânimo! Ele nunca nos abandona e sabemos bem em Quem colocamos nossa confiança (2 Tim. 1, 12). Sede fiéis! Não vos deixeis seduzir por falazes propagandas que prometem o que não tem e o que não podem dar. Tenha os olhos postos no Senhor que não deixará de reconhecer a quem o segue com fidelidade e prudência (Mt. 25, 23)‖. Unidos a Cristo e sob a materna proteção da Virgem, nossa Senhora de Guadalupe, prossiga em vosso testemunho cristão, em vosso serviço à Igreja e em vosso compromisso missionário. Com estes sentimentos os envio com afeto a Benção Apostólica. Vaticano, 8 de abril de 1998.
  9. 9. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 9 Capítulo I Generalidades de uma missão 1. O que são as missões? As missões são atividades de Evangelização que se realizam em uma comunidade urbana ou rural de maneira periódica e sistemática, conforme uma metodologia específica, sob a dependência do pároco do lugar e com a aprovação do respectivo Bispo. 2. Quais são os objetivos de uma missão? a. Busca-se levar a mensagem de Cristo a cada casa, família e pessoa que vive na comunidade que receberá a missão. b. Promover, em colaboração com os párocos e os demais agentes da pastoral diocesana, a ação missionária da Igreja, promovendo a fé católica e prevenindo-a dos inimigos que atentam contra essa mesma fé. c. Tem como finalidade a Evangelização, a busca de uma vivência autêntica do cristianismo, que se concretize na vida de graça, em obras e compromisso com a paróquia. d. Criar um clima adequado onde possam nascer, desenvolver e concretizar inquietudes vocacionais e também a maior entrega ao apostolado na Igreja. e. Imprimir no mundo católico um estilo militante de viver o compromisso batismal através do trabalho missionário. f. A promoção de catequistas, evangelizadores e agentes de pastoral de tempo completo e parcial. As missões de Família Missionária têm, além disso, o seguinte objetivo: g. Promover os valores próprios da família e do matrimônio, e criar um clima em que se propicie o conhecimento e o diálogo entre os membros da família.
  10. 10. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 10 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) Depois de uma breve exortação (pode ser depois da homilia quando este rito seja realizado dentro da Celebração Eucarística), o celebrante ou o diretor dirige a seguinte oração: V. Senhor Jesus, que quiseste chamar para colaborar na obra da extensão do teu Reino a inumeráveis filhos e filhas de tua Igreja, para que fossem mensageiros do teu amor entre os homens e testemunho vivo de tua caridade, concede a estes missionários teus que hoje se consagram a teu Coração, a graça de ser apóstolos incansáveis ao serviço do teu Reino. Fortaleça sua fé, para que possam confirmá-la a seus irmãos. Robustece sua esperança, para que saibam contagiar com sua alegria. Inflama sua caridade, para que possam consolar aos que sofrem e ajudá-los com eficácia. Concede-lhes teu Espírito Santo e fazei-os dóceis as suas inspirações. Faz com que saibam imitar a pureza, a humildade, a alegria e a entrega de tua Mãe. Que Ela lhes sustente e anime durante esta missão e durante o resto de suas vidas. Amém. Em seguida os missionários passam a frente para recolher seu crucifixo. Voltam a seus lugares, o sustentam com a mão e todos dizem a seguinte oração: R. Jesus Cristo: Te entrego minhas mãos a Ti Senhor, para trabalhar com amor; Te entrego meus pés, para seguir teu caminho com decisão. Te entrego meus olhos, para ver Senhor, as necessidades do mundo. Te entrego minha língua para falar, tuas palavras de caridade. Minha alma é tua, habita-a, que nela cresça sempre teu amor; com confiança e fé em Ti, vive e ora sempre em mim.
  11. 11. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 11 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMILIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária Os missionários põem o fundamento de todo seu empenho e trabalho apostólico em cinco grandes amores: Jesus Cristo, Maria, a Igreja, o Papa e Pastores e as almas. Estes grandes amores, vividos com autenticidade, constituem as linhas fundamentais da pregação e do apostolado dos missionários de Juventude e Família Missionária. Os missionários fazem de Jesus Cristo o centro e o ideal de suas vidas, o modelo em que tem que se transformar e a meta de sua realização humana e cristã. Para os missionários o amor a Cristo consiste fundamentalmente na amizade com Ele, no cumprimento de seus mandatos e na vivência fiel do Evangelho, muito especialmente em tudo o que faz referência à caridade fraterna e ao mandato missionário «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho» (Mc. 16,15). Os missionários amam a Santíssima Virgem com um amor terno e filial, imitando-a em suas virtudes, especialmente na caridade, na humildade, na pureza e na obediência, encomendando-lhe todos os assuntos e necessidades, e muito especialmente a propagação da mensagem evangélica. Os missionários amam com devoção e respeito filial o Papa, prestando com fé, total acatamento e obediência amorosa a suas disposições e mandatos, como vindos do mesmo Jesus Cristo. Veneram com espírito de fé os Bispos que ensinam a comunhão com o Romano Pontífice, como aos sucessores dos Apóstolos. Os missionários amam apaixonadamente a Igreja, seguidora da missão de Cristo e principio de seu Reino na terra. Por isso, dedicam o melhor de si mesmos e fazem render seus talentos com eficácia, de modo que através de seu apostolado Jesus Cristo seja conhecido e amado pelo maior número possível de almas. Os missionários, valorizando o amor que Cristo tem por cada alma, não poupam nenhum esforço nem sacrifício com o propósito de ganhá-las para o Reino, estando dispostos a dar a vida pela salvação de uma só alma. Os missionários de Família Missionária cultivam, além disso, um alto apreço pela vida matrimonial e familiar. Os missionários que são esposos são autênticos testemunhos de vida cristã pelo amor e respeito mútuo, pela responsabilidade e seriedade com que vivem seu compromisso matrimonial, pela busca em comum da vontade de Deus, pelo carinho e ternura recíproca e pela ajuda que mutuamente se prestam. Os esposos
  12. 12. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 12 missionários se unem em oração, cultivam a vida sacramental, penetram sua vida com o espírito e as virtudes do Evangelho, e fazem da vida familiar uma escola doméstica de cristãos íntegros. Os missionários que são filhos compreendem e ajudam seus pais, os respeitam, compreendem e os amam. 2. A mística de Juventude e Família Missionária a. O missionário busca conhecer cada dia mais a Cristo e sua fé. b. O missionário é um homem apaixonado pela salvação das almas. c. O missionário é portador da mensagem de Cristo. d. O missionário é apóstolo copado e polarizado pela missão. e. O missionário é o homem líder, guia de seus irmãos na fé. f. O missionário atua com urgência na missão. g. O missionário é zeloso promotor de novos apóstolos para a Evangelização. h. O missionário é um homem de oração que busca crescer em santidade. i. O missionário se entrega sem cálculo nem medida, com audácia e intrepidez. j. O missionário trabalha com método, disciplina e desejo de superação constante. k. O missionário fundamenta sua fé na ressurreição de Cristo. l. O missionário é testemunho de alegria que convence. m. O missionário cuida da fé católica de seus irmãos e luta por incrementá-la em sua própria vida. 3. Carta a um missionário Amado missionário: Chamei-te e escutaste no silêncio este chamado que meu Coração te faz. São tão poucas as almas que desejam caminhar com meu chamado e levar aos demais minhas palavras de amor e misericórdia. São tantos os que perdem a pureza pela influência do ambiente, pela ignorância, pelos meios de comunicação...! Antes de conhecer-me e saber o que sou capaz de fazer por eles! Compreende o porquê que os missionários são tão perseguidos pelo inimigo. Em teu coração disposto a evangelizar está a solução de muitos lares e de muitas almas. Terás que te abrir para que o Espírito Santo te ilumine por meio da oração; terás que trabalhar na preparação dos temas para ser um melhor instrumento em minhas mãos. Faze tudo com amor: sofre o possível cansaço, contratempos... por amor. Trabalha por amor, quero valer-me de ti durante estes dias para ajudar e salvar muitas almas. Tem presente que Eu estou contigo sempre que desejar. Esforça-te e conta-me o que sentes: tuas alegrias, tuas tristezas, teus triunfos,... Eu te compreendo porque sofri e sigo padecendo. Vem ao Sacrário contar-me e verás como encontrar consolo em teu coração. Te amo intensamente, Jesus Cristo
  13. 13. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 13 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização Para ir e pregar o Evangelho é necessário antes de tudo formar um coração apostólico. E recordar que se é apóstolo desde dentro. Se for apóstolo, como foi São Paulo, por vocação, por que Cristo nos chamou a estender seu Reino, porque a vocação cristã é essencialmente vocação ao apostolado, porque quem renasceu como homem novo em Cristo pelo batismo, se compromete a dar testemunho Dele ante os demais. Se é apóstolo na medida em que o homem está unido a Cristo pela graça, e se identifica com sua missão redentora. A urgência do apostolado vem de dentro, do amor que cada um de vocês professe a Cristo em seu coração. Ser apóstolo é, pois, um componente essencial do ser cristão. Por isso, pregar o Evangelho não é uma tarefa mais ao lado de outras muitas. É a missão em torno ao qual o cristão deve polarizar sua vida. Não se é apóstolo por horas ou por dias. Ou é apóstolo ou não é. Ou tem mensagem ou não tem. Para formar um coração de apóstolo, lhes aconselho que passem longos momentos aos pés de Cristo Eucarístico. Só o amor a Cristo dá força para ―sair de si mesmo‖. Sair de si: esta é a condição indispensável para ―pregar‖. O melhor apóstolo é aquele que consegue ser um imitador de Cristo. Então a vida é pregação e a evangelização é o testemunho de uma vida plenamente evangélica. Movido pelo amor a Cristo, o apóstolo é lutador, é militante. O apóstolo concebe sua missão como uma luta constante contra as forças do mal que existem tanto dentro como fora dele. É o Senhor quem dá a força para enfrentar este combate. E é Ele também quem dá a vitória e a recompensa. O apóstolo é magnânimo. Sabe que foi chamado por Cristo para coisas grandes e que não tem tempo para deter-se em lamentações ou pequenez, nem pode distrair- se no que seja essencial. O apóstolo deve ter antes de tudo um grande coração onde caiba todo o mundo, pois ao mundo foi enviado para pregar. Seu espírito tem de estar sempre à altura da missão encomendada. Grandes devem ser suas aspirações, grandes seus desejos de luta, grande sua capacidade de amar e de se doar. O apóstolo é tenaz, forte e perseverante. O apóstolo tem que ser tenaz para não desistir do esforço; forte para combater sem esmorecer até o final, até o ―tudo está consumado‖; perseverante para não deixar-se vencer pelo capricho ou pela inconstância. Só uma vontade firme e bem disciplinada, fundada no senhorio dos sentimentos e emoções, poderá perseverar até conseguir o objetivo.
  14. 14. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 14 A luta será continua. Terá sempre que combater. Por isso, necessita de apóstolos convencidos da necessidade da laboriosidade e da paciência como componentes intrínsecos de sua missão; homens habituados na tenacidade esforçada. O apóstolo é realista. O apóstolo não pode deixar de ver com clareza qual é a situação real do campo a evangelizar, nem a de sua própria vida, nem as circunstâncias concretas em que deve trabalhar. Trabalhar com realismo é trabalhar com inteligência, apoiando-se no conhecimento das dificuldades que entra na consecução dos objetivos e dos elementos positivos com que conta para consegui- los. O apóstolo é eficaz em seu trabalho. A eficácia do apóstolo vem do fato que se compromete a fazer todo o possível, humanamente falando, para cumprir com a missão que Cristo lhe confia. Não se detém nas dificuldades nem sacrifícios. Para ele não existem obstáculos infranqueáveis. Sabe que se deve colocar ao serviço do Reino seus melhores talentos e que a causa do Evangelho não lhe permite trabalhos nem rendimentos pela metade. O apóstolo é organizado. Trabalha sempre de maneira sistemática, adaptando-se a um programa que ele mesmo traçou. A organização permite ao apóstolo render ao máximo em seu trabalho, pois trabalhar é a arte da eficácia. Tudo isto requer reflexão antes de atuar, traçar objetivos, analisar dificuldades, planejar estratégias, propor soluções, colocá-las em ação e avaliar os resultados. O apóstolo está atento às oportunidades. Não perde a mínima oportunidade que prepara a providência para fazer o bem e difundir a mensagem de Cristo. O apóstolo é sobrenatural em suas aspirações. Ao apóstolo não basta a visão humana da realidade. Deve saber perceber a presença misteriosa de Deus que o convida continuamente a lançar-se além do que pareceria humanamente aconselhável. Empreende obras de envergadura baseado na convicção de que Deus lhe dará as graças para realizá-las. As aspirações e os critérios do apóstolo não são os deste mundo. São os do Evangelho. Quem vive assim assegura o triunfo e contagia aos demais com sua convicção. 5. O chamado de Sua Santidade João Paulo II nas Jornadas Mundiais das Missões a. Resumo da Carta Encíclica, Redemptoris Missio, nn. 1,2 e 3: ―A missão de Cristo Redentor, confiada na Igreja, está ainda longe de se cumprir. No final do segundo milênio depois de sua vinda, uma olhada global para a humanidade demonstra que esta missão se acha ainda no principio e que devemos comprometer-nos com todas nossas energias em seu serviço.
  15. 15. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 15 É o Espírito Santo quem impulsiona a anunciar as grandes obras de Deus: «Pregar o Evangelho não é para mim nenhum motivo de glória; é muito mais um dever que me incumbe: E ai de mim se não pregar o Evangelho!» (1 Cor. 9,16). Em nome de toda a igreja, sinto imperioso o dever de repetir este grito de São Paulo... A missão renova a Igreja, reforça a fé e a identidade cristã, dá novo entusiasmo e novas motivações. A fé se fortalece dando-a! Nenhum crente em Cristo, nenhuma instituição da Igreja pode iludir este dever supremo: anunciar Cristo a todos os povos... Não podemos permanecer tranqüilos se pensamos nos milhões de irmãos e irmãs nossos, redimidos também pelo sangue de Cristo, que vivem sem conhecer o amor de Deus. ―Para o crente, em singular, o mesmo que para toda a Igreja, a causa missionária deve ser a primeira, porque concerne ao destino eterno dos homens e responde ao designo misterioso e misericordioso de Deus.‖ b. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano de 1997: ―... Em certa medida, cada um é responsável em primeira pessoa ante Deus da «fé malograda» de milhões de homens.‖ Se é missionário antes de tudo pelo que se é, antes de ser pelo que se diz ou faz (Redemptoris missio, 23). O determinante não é o «onde», mas «como». Podemos ser autênticos apóstolos, e do modo mais fecundo, também entre as paredes domésticas, no posto de trabalho, em uma cama de hospital, na clausura de um convento...: o que conta é que o coração arda dessa caridade divina como a única que pode transformar em luz, fogo e nova vida para todo o Corpo Místico, até os confins da terra, não só os sofrimentos fisicos e morais, mas também cansaço das coisas de cada dia. ... ―Desejo de coração que, no umbral do Novo Milênio, a Igreja inteira experimente um novo impulso de empenho missionário...‖ c. Resumo da mensagem do Papa para a jornada Mundial das Missões do ano de 1998: ―... O Espírito Santo está presente na Igreja e a guia na missão ‗ad gentes‘. É consolador saber que não somos nós, mas que é Ele mesmo o protagonista da missão. Isto dá serenidade, alegria, esperança, intrepidez.
  16. 16. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 16 Não são os resultados que devem preocupar o missionário, porque estes estão nas mãos de Deus: Ele deve empenhar-se com todos os recursos, confiando que seja o Senhor quem atue na profundidade. O Espírito alarga além das perspectivas da missão eclesial aos confins do mundo inteiro. A Jornada Mundial das Missões nos recorda isto cada ano, sublinhando a necessidade de nunca circunscrever os horizontes da evangelização, mas tê-los sempre abertos às dimensões da humanidade inteira. ... Convido por tanto a reafirmar, contra todo pessimismo, a fé na ação do Espírito Santo, que chama todos os crentes a santidade e ao empenho missionário. Aproveito, pois, para renovar meu chamado a todos os que, especialmente jovens, estão empenhados na Igreja: ―A missão... está ainda longe de se cumprir‖, sublinhou na Redemptoris missio (n.1), e por isso, tem que escutar a voz de Cristo que chama também hoje; «Vem após mim e os farei pescadores de homens» (cf. Mt 4, 19). Não tenhais medo! Abre as portas do vosso coração e de vossa vida a Cristo! Deixai-os envolver na missão do anúncio do Reino de Deus; para isto o Senhor ―foi enviado‖ (cf. Lc 4, 43), e transmitiu a mesma missão a seus discípulos de todos os tempos. Deus, que não se deixa vencer em generosidade, os dará os cem por cento, e a vida eterna (cf. Mt 19, 29)...‖ d. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano de 1999: ―... A Jornada Missionária oferece a cada um a oportunidade de evidenciar melhor esta comum vocação missionária, que impulsiona os discípulos de Cristo a fazer-se apóstolos de seu Evangelho de reconciliação e de paz. A missão de salvação é universal: para cada homem e para todo o homem. É cometido de todo o povo de Deus, de todos os fiéis. A missão deve, portanto, construir a paixão de cada cristão; paixão pela salvação do mundo e o ardente empenho por instaurar o Reino do Pai. Para que isto se verifique é necessário uma oração incessante que alimente o desejo de levar Cristo a todos os homens. É necessário o oferecimento do próprio sofrimento, em união com o Salvador. Necessita também do empenho pessoal em sustentar os organismos de cooperação missionária. ―Seu testemunho generoso em cada ângulo da terra anuncia que, ―na proximidade do terceiro milênio da Redenção, Deus está preparando uma grande primavera cristã, da qual já se vislumbra seu começo‖ (Redemptoris Missio, n. 86)...‖
  17. 17. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 17 e. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano 2000: ―...Dirijo um especial e premente chamado a todos os batizados para que, com humilde valentia, respondendo ao chamado do Senhor e às necessidades dos homens e mulheres de nossa época, sejam heraldos do Evangelho. Todos são convidados a continuar na Igreja a missão de Jesus... Todos estão chamados a colaborar partindo de sua própria situação de vida. Neste tempo, tempo de graça e de misericórdia, advirto de modo especial que é necessário dedicar às forças eclesiais para a nova evangelização e para a missão «ad gente». Nenhum crente, nenhuma instituição da Igreja pode subtrair-se ao supremo dever de anunciar Cristo a todos os povos (cf. Redemptoris missio, 3). Ninguém pode sentir-se dispensado de prestar sua colaboração ao desenvolvimento da missão de Cristo, que continua na Igreja. Mais ainda, o convite de Cristo é mais atual que nunca: «Ide também vós para a vinha» (Mt 20, 7). Toda a missão da Igreja necessita de apóstolos dispostos a perseverar até o fim, fiéis a missão recebida, seguindo o mesmo caminho percorrido por Cristo. Quem conheceu a alegria do encontro com Cristo não pode mantê-la encerrada dentro de si; deve irradiá-la...‖ f. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2002: ―... A missão constitui nossa resposta ao supremo mandato de Jesus: «Ide, pois, e fazei discípulos a todas as gentes (...), ensinando-lhes a guardar tudo o que eu os mandei» (Mt 28, 19). ...No inicio do terceiro milênio se impõe com maior urgência o dever da missão, porque, como já recordei na encíclica Redemptoris Missio, «o número dos que ainda não conhece Cristo e nem formam parte da Igreja aumenta constantemente; mais ainda, desde o final do Concílio, quase se duplicou. Para esta humanidade imensa, tão amada pelo Pai que por ele enviou seu Filho, é patente a urgência da missão» (n. 3). ...Nesta celebração anual nos convida a orar assiduamente pelas missões e a colaborar com todos os meios nas atividades que a Igreja realiza em todo o mundo para construir o Reino de Deus, «Reino eterno e universal: Reino de verdade e de vida, Reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz» (Prefácio da festa de Cristo, Rei do universo). Se nos chama antes de tudo para testemunhar com a vida nossa adesão total a Cristo e seu Evangelho.
  18. 18. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 18 Sim, nunca tem que se envergonhar do Evangelho e nunca ter medo de proclamarem-se cristãos, silenciando a própria fé. Ao contrário, é necessário seguir falando, alargando os espaços do anúncio da salvação, porque Jesus prometeu permanecer sempre e em toda circunstância presente em meio de seus discípulos...‖ g. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2003: ―... Voltam com freqüência a minha mente estas palavras: contemplar o «rosto» de Cristo com Maria. Quando falamos do rosto de Cristo nos referimos aos seus traços humanos, que resplandece a glória eterna do Filho unigênito do Pai (cf. Jo 1, 14): «A glória da divindade resplandece no rosto de Cristo» (ib., 21). Contemplar o rosto de Cristo leva a um conhecimento profundo e comprometedor de seu mistério. Contemplar Jesus com os olhos da fé impulsiona a penetrar no mistério de Deus Trino. Disse Jesus: «Aquele que me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9). Com o Rosário encaminhamos por este itinerário místico «em companhia e a exemplo de sua santíssima Mãe» (Rosarium Virginis Mariae, 3). Mais ainda que, Maria mesma se converte em nossa mestra e guia. Sob a ação do Espírito Santo, nos ajuda a adquirir a «tranqüila audácia» que capacita para transmitir aos demais a experiência de Jesus e a esperança que sustenta os crentes (cf. Redemptoris Missio, 24). Contemplemos sempre Maria, modelo insuperável! Em seu espírito todas as palavras do Evangelho encontram um eco extraordinário. Maria é a «memória» contemplativa da Igreja, que vive com o desejo de unir-se mais profundamente a seu Esposo para influir ainda mais em nossa sociedade. Como reagir aos grandes problemas, a dor inocente e as injustiças perpetradas com arrogância e insolência? Seguindo docilmente o exemplo de Maria, que é nossa Mãe, os crentes aprendem a reconhecer no aparente «silêncio de Deus» a Palavra que ressoa no silêncio por nossa salvação. Todos os crentes estão chamados, pelo batismo, a santidade. O Concílio Vaticano II, na constituição dogmática Lúmen gentium, sublinha que a vocação universal a santidade consiste na chamada de todos a perfeição da caridade. Santidade e missão são aspectos inseparáveis da vocação de todo batizado. O esforço por levar a ser mais santo está estritamente vinculado ao de difundir a mensagem da salvação. «Todo fiel – recordei da Redemptoris missio – está chamado a santidade e a missão» (n. 90). Contemplando os mistérios do Rosário, o crente se sente impulsionado a seguir Cristo e a compartilhar sua vida até poder dizer como são Paulo: «Já não vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
  19. 19. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 19 Se todos os mistérios do Rosário constituem uma significativa escola de santidade e de evangelização, os mistérios da luz põem de distintos aspectos singulares de nosso «seguimento» evangélico. O Batismo de Jesus no Jordão recorda que todo batizado é eleito para levar a ser em Cristo «filho no Filho» (Ef. 1,5;cf. Gaudium te spes,22). Nas bodas de Caná, Maria convida a escutar obediente a palavra do Senhor: «Faça o que ele vos disser» (Jo 2, 5). O anúncio do Reino e o convite à conversão são uma clara ordem para todos a empreender o caminho da santidade. Na Transfiguração de Jesus, o batizado experimenta a alegria que lhe espera. Ao meditar a instituição da Eucaristia, volta repetidamente ao cenáculo, onde o Mestre divino deixou aos seus discípulos o tesouro mais precioso: ele mesmo no Sacramento do altar. As palavras que a Virgem pronuncia em Cana constituem, em certo modo, o fundo mariano de todos os mistérios de luz. Com efeito, o anúncio do Reino que se aproxima, o chamado a conversão e a misericórdia, a Transfiguração no Tabor e a instituição da Eucaristia, encontram no coração de Maria um eco singular. Maria mantém seus olhos fixos em Cristo, conserva como um tesouro cada uma de suas palavras e nos indica como ser autênticos discípulos de seu Filho. Em nenhuma época a Igreja teve tantas possibilidades de anunciar Jesus como hoje, graças ao desenvolvimento dos meios de comunicação social. Precisamente por isso, a Igreja está chamada a refletir o Rosto de seu Esposo com uma santidade mais resplandecente. Neste esforço, nada fácil, sabe quem a sustenta é Maria. Dela «aprende» a ser «virgem», totalmente dedicada a seu Esposo, Jesus Cristo, e «mãe» de muitos filhos que se formam para a vida imortal. Sob o olhar vigilante da Mãe, a comunidade eclesial cresce como uma família renovada pela forte efusão do Espírito e, disposta a aceitar os desafios da nova evangelização, contempla o rosto misericordioso de Jesus nos irmãos, especialmente nos pobres e necessitados, nos aleijados da fé e do Evangelho. Em particular, a Igreja não teme proclamar para o mundo que Cristo é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6); não teme anunciar com alegria que a «boa notícia tem seu centro ou, melhor dizendo, seu conteúdo mesmo, na pessoa de Cristo, o Verbo se fez carne, único Salvador do mundo» (Rosarium Virginis Mariae, 20). Urge preparar evangelizadores competentes e santos; é necessário que não decaia o fervor nos apóstolos, especialmente para a missão «ad gentes». O Rosário, sim se redescobre e valoriza plenamente, presta uma ajuda espiritual e pedagógica ordinária e fecunda para formar ao povo de Deus a trabalhar neste vasto campo da ação apostólica. A tarefa da animação missionária deve seguir sendo um compromisso sério e coerente de todo batizado e de toda comunidade eclesial. A todos quisera sugerir que intensifiquem a reza do santo Rosário, de forma individual e comunitária, para obter do Senhor as graças que a Igreja e a humanidade mais necessitam. Meu convite se dirige a todos: crianças e adultos, jovens e anciãos, famílias, paróquias e comunidades religiosas.
  20. 20. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 20 ...Com Maria podemos obtê-lo todo de seu Filho Jesus. Sustentados por Maria, não duvidaremos em nos dedicar com generosidade a difusão do anúncio evangélico até os confins da terra‖. h. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2004: O compromisso missionário da Igreja constitui, também neste começo do terceiro milênio, uma urgência que em várias ocasiões queria recordar. A missão, como recordou na Encíclica Redemptoris Missio, está ainda longe de se cumprir e por isso devemos comprometer-nos com todas nossas energias em seu serviço na história, está chamado a compartilhar a ―sede‖ do Redentor (cfr Jo 19,28). Os desafios sociais e religiosos que a humanidade faz frente em nossos tempos motivam os crentes a renovarem o fervor missionário. Sim! É necessário promover com valentia a missão ―ad gentes”, partindo do anúncio de Cristo, Redentor de cada criatura humana. O Congresso Eucarístico internacional, que será celebrado em Guadalajara, no México, no próximo mês de outubro, mês missionário, será uma ocasião extraordinária para esta unânime tomada de consciência missionária ao redor da Mesa do Corpo e Sangue de Cristo. Reunida ao redor do altar, a Igreja compreende melhor sua origem e seu mandato missionário. ―Eucaristia e Missão”, como bem falava o tema da Jornada Missionária Mundial desde ano, formam um binômio inseparável. A reflexão sobre os laços que existem entre o mistério eucarístico e o mistério da Igreja, se ume este ano uma eloqüente referência a Virgem Santa, graças à celebração dos 150º aniversário da definição da Imaculada Conceição (1854-2004). Contemplamos a Eucaristia com os olhos de Maria. Contando com a interseção da Virgem, a Igreja oferece a Cristo, pão da salvação, a todas as gentes, para que o conheçam e o acolham como único salvador. Voltando idealmente ao Cenáculo, o ano passado, precisamente na Quinta-feira Santa, firmou a Encíclica Ecclesia de Eucharistia, da que quisera tomar algumas passagens que nos podem ajudar, queridos Irmãos e Irmãs, a viver com espírito eucarístico a próxima Jornada Missionária Mundial. «A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia» (n.26): assim escrevia observando com a missão da Igreja que se encontra em continuidade com a de Cristo (Cf.Jo 20,21), e obtém força espiritual da comunhão com seu Corpo e com seu Sangue. Fim da Eucaristia é precisamente «a comunhão dos homens com Cristo e, Nele, com o Pai e com o Espírito Santo» (Ecclesia de Eucharistia, 22). Quando se participa do Sacrifício Eucarístico se percebe mais a fundo a universidade da redenção, e consequentemente, a urgência da missão da Igreja, cujo programa «se centra, em definitivo, no mesmo Cristo, que temos que conhecer, amar e imitar, para viver Nele a vida trinitária e transformar com Ele a história até sua perfeição na Jerusalém Celeste» (Ibid., 60).
  21. 21. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 21 Ao redor de Cristo eucarístico, a Igreja cresce como comunidade, templo e família de Deus: una, santa católica e apostólica. Ao mesmo tempo, compreende melhor seu caráter de sacramento universal de salvação e de realidade visível hierarquicamente estruturada. Certamente «não se constrói nenhuma comunidade cristã se esta não tem como raiz e centro a celebração da sagrada Eucaristia» (Ibid., 33; cfr Presbyterorum Ordinis, 6). Ao término de cada Missa, quando o celebrante despede da assembléia com as palavras ―Ite, misa est”, todos devem se sentir enviados como ―missionários da Eucaristia‖ a difundir em todos os ambientes o grande dom recebido. De fato, quem encontra Cristo na Eucaristia não pode não proclamar com a vida o amor misericordioso do Redentor. Para viver a Eucaristia é necessário, além disso, ficar um longo tempo em oração ante ao Santíssimo Sacramento, experiência que eu mesmo faço cada dia encontrando nele força, consolo e apoio (cfr Ecclesia de Eucharistia, 25). A Eucaristia, sublinha o Concílio Vaticano II, «é fonte e cume de toda a vida cristã» (Lumem gentium, 11), «fonte e culminação de toda a pregação evangélica» (Presbyterorum Ordinis, 5). O pão e o vinho, fruto do trabalho do homem, transformados pela força do Espírito Santo no corpo e sangue de Cristo, são a prova de ―um novo céu e uma nova terra‖ (Ap 21, 1), que a Igreja anuncia em sua missão cotidiana. Poderia realizar a Igreja sua própria vocação sem cultivar uma constante relação com a Eucaristia, sem nutrir deste alimento que santifica, sem colocar-se sobre este apoio indispensável para sua ação missionária? Para evangelizar o mundo são necessários apóstolos “especialistas” na celebração, adoração e contemplação da Eucaristia. Na Eucaristia voltamos a viver o mistério da Redenção culminante no sacrifício do Senhor, como nos assinalam as palavras da consagração: ―meu corpo que é entregue por vós... meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22, 19-20). Cristo morreu por todos; o dom da salvação é para todos, dom que a Eucaristia faz presente sacramentalmente ao longo da história: ―fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). Este mandato está confiado aos ministros ordenados mediante o sacramento da Ordem. A este banquete e sacrifício estão convidados todos os homens, para poder, assim, participar da mesma vida de Cristo: ―Aquele que come a minha carne e bebe meu sangue, permanece em mim e eu nele. O mesmo que o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que comer viverá por mim” (Jo 6, 56-57). Alimentados Dele, os crentes compreendem que o trabalho missionário consiste em ser ―uma oblação agradável, santificada pelo Espírito Santo” (Rm 15, 16), para formar cada vez mais ―um só coração e uma só alma” (At 4, 32) e ser assim testemunhos do seu amor até os extremos confins da terra. A Igreja, Povo de Deus e caminho ao longo dos séculos, renovando cada dia o sacrifício do altar, espera a volta glorioso de Cristo. É quando proclama, depois da consagração, a assembléia eucarística reunida ao redor do altar. Com fé cada vez renovada, confirma o desejo do encontro final com Aquele que virá a levar ao cumprimento seu desígnio de salvação universal.
  22. 22. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 22 O Espírito Santo, com sua ação invisível, mas eficaz, conduz ao povo cristão neste seu diário caminho espiritual, que conhece inevitáveis momentos de dificuldade e experimenta o mistério da Cruz. A Eucaristia é o consolo e a prova da vitória definitiva para quem luta contra o mal e o pecado; é o ―pão da vida‖ que sustenta a todos quanto, a sua vez, se faz ―pão repartido‖ para os irmãos, pagando ás vezes com seu martírio e sua fidelidade ao Evangelho. Comemora-se este ano, como recordou o 150º aniversário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Maria foi ―redimida‖ ―de modo eminente em previsão dos méritos de seu Filho‖ (Lumem gentium, 53). Considerada na Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia: «Olhando-a conhecemos a força transformadora que tem a Eucaristia. Nela vemos o mundo renovado pelo amor» (n. 62). Maria, «o primeiro tabernáculo da história» (Ibid., 55), nos mostra e nos oferece a Cristo, nosso Caminho, Verdade e Vida (cfr Jo 14, 6). «Assim como Igreja e Eucaristia são um binômio inseparável, o mesmo se pode dizer do binômio Maria e Eucaristia» (Ecclesia de Eucharistia, 57). É meu desejo que a feliz coincidência do Congresso Internacional Eucarístico com o 150º aniversário da definição da Imaculada ofereça aos fiéis, às paróquias e aos Institutos missionários a oportunidade de consolidar-se no ardor missionário, para que se mantenha viva em cada comunidade «uma verdadeira fome da Eucaristia» (Ibid., n. 33). 6. Questionário introdutório a) Quais são minhas atitudes ante esta missão? Em que plano venho? b) Alguma vez, ser católico me custou algo? Tive que defender minha fé em algumas circunstâncias? c) Até onde sou capaz de chegar por Jesus Cristo? Que seria capaz de fazer por Ele? d) Dou-me conta de que o que eu não fizer neste dia, ninguém poderá fazê-lo? Pensei alguma vez que existem almas que dependem do meu sacrifício, oração e entrega nesta missão? e) O que há no meu coração agora: covardia, comodidade, preguiça, medo, generosidade, desejo de fazer algo por Cristo, pela Igreja, por defender minha fé, por ajudar o meu próximo? f) Estou disponível em aceitar os demais como são? Tenho a disposição de compartilhar tudo com os demais? g) Algo que ajuda a organização geral é: a pontualidade, o serviço, o trabalho em equipe. Estou disposto a vivê-lo? h) Quais são minhas metas nestas missões?
  23. 23. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 23 7. Normas de comportamento para os missionários a) Quanto ao vestir: Todos os missionários deverão portar diariamente o uniforme de Juventude de Família Missionária: camiseta, boné, jeans e crucifixo. Podem-se utilizar blusas e jaquetas. Está proibido cortar e/ou alterar a camiseta de Juventude e Família Missionária. As mulheres não deverão utilizar jeans justos, maquiagem com exagero nem usar jóias. Fica estritamente proibido o uso de calças, bermudas, shorts, e camisetas sem mangas. Com tudo os missionários deverão vestir dignamente. Evitar o uso de óculos escuros. b) Quanto ao comportamento em geral: Os missionários deverão cuidar da distinção em posturas e vocabulário. Fica estritamente proibido fumar na frente das pessoas. Fica estritamente proibido ingerir bebidas alcoólicas durante as missões. Evitar o uso excessivo de câmeras fotográficas. Evitar o uso de celulares na frente das pessoas. Os missionários deverão respeitar o horário e as atividades estabelecidas. Os missionários devem evitar todo tipo de conversas superficiais na frente das pessoas. Os missionários não devem comentar coisas negativas de outros missionários entre si. c) Quanto ao testemunho: Os missionários devem dar autêntico testemunho cristão: de caridade, de serviço, de generosidade, de mansidão, de benedicência, de esquecer de si mesmos, de humildade, de sacrifício, de espírito sobrenatural, etc.
  24. 24. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 24 d) A dimensão das missões: Sendo a caridade cristã a alma de Juventude e Família Missionária e de todo o Evangelho, os Responsáveis (com prévia autorização) podem demitir das missões aquelas pessoas que fomentem a murmuração, a crítica, dêem mau exemplo para seus companheiros, que conste com certeza que agem com olhares de interesses pessoais ou alheios aos fins da organização ou que não respeitam a metodologia e os princípios próprios.
  25. 25. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 25 CAPÍTULO III A VIDA ESPIRITUAL DE UM MISSIONÁRIO 1. Orações da manhã O missionário, ao se despertar, santifica os primeiros momentos do dia dando graças a Deus e confiando-lhe a jornada com seus trabalhos, ocupações, preocupações, penas e alegrias. V. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Oferecimento de obras Meu Senhor e meu Pai, Deus do céu e da terra, Pai Criador, Filho Redentor, Espírito Santo Santificador. Eu vos adoro e vos amo com todo o coração. Dou-vos graças porque me criastes, redimistes, chamastes à fé católica e me conservastes durante esta noite. Ofereço-vos hoje a minha oração, meu trabalho e meu cansaço, meus sofrimentos e minhas alegrias; fazei que eu tudo faça por amor a vós e segundo a vossa vontade. Dai-me firmeza na vivência da minha vocação cristã, paciência no sofrimento, audácia na confissão da minha fé, sabedoria no caminho da vida e caridade na minha relação com os homens. Livrai-me do pecado e de todo mal. Que a vossa graça esteja sempre comigo e com todos a quem amo. Amém. Pai Nosso Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a que nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
  26. 26. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 26 Ave Maria Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Glória Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém. Consagração do dia Te entrego minhas mãos a Ti Senhor, para trabalhar com amor; Te entrego meus pés, para seguir teu caminho com decisão. Te entrego meus olhos, para ver Senhor, a necessidade do mundo Te entrego minha língua para falar, tuas palavras de caridade. Minha alma é tua, habita-a, e faz crescer sempre teu amor; Em confiança e fé em Ti, vive e ora sempre em mim. 2. A meditação A oração é um diálogo pessoal e íntimo com Deus, que ilumina e robustece, na alma e no coração, a decisão de nos identificarmos com a razão de ser das nossas vidas: a vontade santíssima de Deus. É uma renovação à luz de Deus, que deve abranger os critérios, os afetos, as motivações e as decisões pessoais. Passos para fazer bem a meditação a) A noite anterior lê a meditação. Ao dia seguinte será mais fácil desenvolver os pontos da meditação. Provai e verás como é certo. b) No dia seguinte, preferentemente pela manhã, no início da meditação, invoca ao Espírito Santo. Depois, coloca-se na presença de Deus, fazendo os atos preparatórios; da forma mais pessoal e espontânea possível. Toma consciência de que Ele está aí, olha você, conhece você, penetra em ti com sua luz. Orar é
  27. 27. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 27 unir-se com Deus sabendo que está presente entre nós. Se não estabelece esta visão com Deus não existe verdadeira oração cristã. Peça ajuda a Santíssima Virgem. c) Leia o texto do Evangelho, ou a citação que propomos, devagar, reflexivamente. d) Leia as reflexões tratando de personalizá-las e aplicá-las em tua própria vida. Ajuda muito fazer perguntas como: O que dizem os pontos de meditação? O que dizem em concreto? O que devo mudar na minha vida, atitudes, critérios, costumes, maneira de atuar? Trata-se de descobrir na oração o que o Espírito Santo pede. e) Mantenha uma conversa íntima e pessoal com Cristo, com Deus Pai, o Espírito Santo ou a Virgem Maria. f) Faça um propósito concreto de vida. Pode ser algo para este dia ou algo que poderá durar a vida toda, como mudar uma atitude que não está de acordo com o Evangelho. Invocação ao Espírito Santo V. Vinde, Espírito Santo, R. Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R. E renovareis a face da terra. V. Senhor nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. Atos Preparatórios Ato de fé: Meu Deus, porque sois a verdade infalível, creio firmemente em tudo o que revelastes e no que a Santa Igreja nos propõe para crer. Creio em vós expressamente, único Deus verdadeiro em três pessoas iguais e distintas, Pai, Filho e Espírito Santo. E creio em Jesus Cristo, Filho de Deus, que se encarnou e morreu por nós, que dará a cada um de nós o prêmio ou castigo eterno, de acordo com os nossos méritos. Quero viver sempre de acordo com esta fé. Senhor aumentai a minha fé.
  28. 28. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 28 Ato de esperança: Meu Deus espero em vossa bondade, pelas vossas promessas e pelos merecimentos de Jesus Cristo, nosso salvador, a vida eterna e a graça necessária para merecê-la com as boas obras que devo e quero fazer. Senhor, que eu possa gozar da vossa presença para sempre. Ato de caridade: Meu Deus, eu vos amo de todo o coração, sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e sois nossa felicidade eterna: por amor a vós eu amo o meu próximo como a mim mesmo, e perdôo as ofensas que recebi. Senhor, fazei que eu vos ame cada vez mais. Ato de Agradecimento: Agradeço Senhor, por ter-me criado, por ter-me chamado a fé católica. Agradeço especialmente por me proteger e não deixar cair em pecado. Agradeço o fruto desta meditação. Ato de Humildade: Senhor sei que não sou nada. Sou o que sou diante de Ti. Não sou melhor porque os homens me elogiam, ou pior porque me repreendem. Ajudai-me a superar minha miséria física, moral e espiritual. Se produzo fruto é porque me dá a tua graça. Perdoai os meus pecados por trair Teu amor tantas vezes. 3. O Ângelus A saudação a Nossa Senhora se reza duas vezes: por volta do meio-dia e em torno das seis da tarde. O “Ângelus” é rezado durante todo o ano, com exceção do tempo pascal. O “Regina cœli”, por sua vez, do domingo de Páscoa até o meio-dia do sábado de Pentecostes, inclusive. V. O anjo do Senhor anunciou a Maria. R. E ela concebeu do Espírito Santo. V. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. R. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
  29. 29. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 29 V. Eis aqui a escrava do Senhor. R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra. V. Ave, Maria... V. E o verbo se fez carne. R. E habitou entre nós. V. Ave, Maria... V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. V. Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. (Três vezes) Oração ao Anjo da Guarda Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém. 4. O Terço Não deve faltar na vida do cristão a recordação de Maria: é Mãe de Jesus e nossa mãe. Rezar o terço significa continuar em nós a meditação feita por Maria, como nos recorda o Evangelho, sobre os acontecimentos da vida de Jesus e da sua própria. Ao mesmo tempo, é uma saudação e invocação. Procure contemplar e refletir, com amor e serenidade, nos principais eventos salvíficos da vida de Cristo, desde a concepção virginal até os momentos culminantes da sua paixão, morte e ressurreição, vendo-os através do coração d’Aquela que esteve mais perto Dele. Procure conjugar, ao rezar o terço, a contemplação dos mistérios com a atitude filial, o louvor nas ave-marias, a adoração nos glórias, a admiração e a contemplação na ladainha, para que todo ele transborde de confiança e amor a Maria. “O rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na sua humildade e profundidade. Nessa oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem ouviu do Anjo e de sua prima Isabel. E no profundo das Aves Marias,
  30. 30. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 30 passam ante os olhos da alma os episódios principais da vida de Jesus Cristo. O rosário em seu conjunto consta dos Mistérios Gozosos, Dolorosos, Gloriosos e Luminosos, e nos coloca em comunhão vital com Jesus Cristo através do Coração de sua Mãe”. João Paulo II Oração inicial Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meu Senhor, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, e porque vos amo sobre todas as coisas, arrependo-me de todo o coração por vos ter ofendido. Quero e proponho firmemente confessar-me no devido tempo. Ofereço minha vida, obras e sacrifícios em reparação pelos meus pecados. E confio em que, na vossa bondade e misericórdia infinita, me perdoareis e dareis a graça para não vos tornar a ofender. Amém. Enunciam-se os mistérios para a contemplação e coloca-se alguma intenção pessoal. MISTÉRIOS GOZOSOS (segundas e sábados) 1. A encarnação do Filho de Deus. 2. A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. 3. O nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. 4. A apresentação do Senhor no templo. 5. O Menino Jesus perdido e achado no templo. MISTÉRIOS DOLOROSOS (terças e sextas) 1. A oração de Jesus no horto. 2. A flagelação de nosso Senhor Jesus Cristo. 3. A coroação de espinhos. 4. Jesus carrega a cruz. 5. Jesus é crucificado. MISTÉRIOS GLORIOSOS (quartas e domingos)
  31. 31. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 31 1. A gloriosa ressurreição do Senhor. 2. A admirável ascensão do Senhor aos céus. 3. A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. 4. A assunção de Nossa Senhora aos céus. 5. A coroação de nossa Senhora, Mãe da Igreja. MISTÉRIOS LUMINOSOS (quintas-feiras) 1. O Batismo do Senhor no Jordão. 2. A auto-revelação de Jesus Cristo nas Bodas de Caná. 3. O anúncio do Reino de Deus e o chamado à conversão. 4. A Transfiguração do Senhor. 5. A instituição da Eucaristia. Em cada mistério reza-se um pai-nosso, dez ave-marias e um glória. Terminado o quinto mistério, reza-se um pai-nosso e três ave-marias pelas intenções do Papa. Terminada a oração, reza-se a Salve Rainha. Salve Rainha Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas! Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre! Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Ladainha de Nossa Senhora Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos céus. Tende piedade de nós. Deus Filho redentor do mundo. Deus Espírito Santo. Santíssima Trindade, que sois um só Deus. Santa Maria. Rogai por nós. Santa Mãe de Deus. Santa Virgem das virgens. Mãe de Cristo. Mãe da Igreja. Mãe da divina graça. Mãe puríssima. Mãe castíssima.
  32. 32. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 32 Mãe imaculada. Mãe intacta. Mãe amável. Mãe admirável. Mãe do bom conselho. Mãe do Criador. Mãe do Salvador. Mãe da Legião e do Regnum Christi. Virgem prudentíssima. Virgem venerável. Virgem louvável. Virgem poderosa. Virgem clemente. Virgem fiel. Espelho de justiça. Sede de sabedoria. Causa de nossa alegria. Vaso espiritual. Vaso honorífico. Vaso insigne de devoção. Rosa mística. Torre de Davi. Torre de marfim. Casa de ouro. Arca da aliança. Porta do céu. Estrela da manhã. Saúde dos enfermos. Refúgio dos pecadores. Consoladora dos aflitos. Auxílio dos cristãos. Rainha dos anjos. Rainha dos patriarcas. Rainha dos profetas. Rainha dos apóstolos. Rainha dos mártires. Rainha dos confessores. Rainha das virgens. Rainha de todos os santos. Rainha concebida sem pecado original. Rainha assunta ao céu. Rainha do santíssimo rosário. Rainha da família. Rainha da paz. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
  33. 33. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 33 Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Deus, cujo Filho Unigênito redimiu a humanidade por sua paixão, morte e ressurreição, concedei-nos que, ao meditar os mistérios do rosário da bem- aventurada Virgem Maria, imitemos o que contêm e alcancemos o que prometem. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. 5. Orações da noite V. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Pedido de luz Meu Deus e Senhor, que sois todo bondade e misericórdia infinita, eu vos dou graças com todo o meu coração pelos inumeráveis benefícios que me concedestes, muito especialmente por ter-me criado, redimido, chamado à fé católica e escolhido para ser apóstolo entre os meus irmãos, e por ter-me livrado de tantos perigos de alma e de corpo. Dignai-vos, Senhor, iluminar o meu entendimento para que eu conheça as minhas culpas, e concedei-me a graça de uma verdadeira dor e de uma sincera emenda. Exame de consciência 1. Vivo com a consciência de ser filho de Deus, de trazer impresso na alma o selo desta realidade? Procurei fazer a vontade de Deus nos vários atos deste dia? Dei a eles esta intenção? 2. Fiz com sinceridade, esforço e fervor os meus compromissos de vida espiritual? 3. Cumpri os meus deveres de estado - como filho(a), estudante, pai, mãe, esposo(a), etc.- com honestidade e responsabilidade, com espírito de serviço? Procurei a glória de Deus e o bem do próximo acima dos meus interesses pessoais? 4. Vivi a caridade cristã em pensamentos, palavras, atitudes e obras, fazendo o bem aos outros, contribuindo para a sua felicidade, especialmente dos mais próximos, sendo paciente, não falando mal deles, não guardando rancores, perdoando, ajudando quando pude e conforme pude? 5. Como vivi a minha condição de apóstolo? Apliquei os meios e aproveitei as ocasiões que surgiram para ganhar almas para Cristo? Tenho objetivos apostólicos claros e me esforcei para alcançá-los? Fui generoso na doação do meu tempo e dos meus bens para fazer avançar os interesses de Jesus Cristo?
  34. 34. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 34 6. Que omissões estiveram presentes na minha conduta hoje? 7. Cuidei da formação delicada da minha consciência? 8. Conheço o meu defeito dominante ( falta de piedade, orgulho, amor-próprio, vaidade, preguiça, crítica negativa, inveja, gula, falta de caridade, frivolidade e superficialidade, sensualidade, omissão, irresponsabilidade no trabalho, individualismo, indiferença diante do bem comum...)? O que fiz hoje para me superar? 9. O que foi mais positivo neste dia? 10. O que foi mais negativo neste dia? Pai Nosso Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a que nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Ave Maria Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vó entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Credo Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
  35. 35. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 35 gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: Todos se inclinam às palavras seguintes, até “e se fez homem”. e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém. Glória Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém.
  36. 36. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 36 6. Preparação para a confissão Não existe pecado que não possa ser perdoado, se nos aproximamos do trono da misericórdia com o coração contrito e humilhado. Nenhum mal é mais poderoso do que a misericórdia infinita de Deus. A confissão freqüente, recomendada pela Igreja, aumenta o justo conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, ajuda a desenraizar os maus costumes, aumenta a delicadeza de consciência, evitando que se caia na tibieza ou na indolência, fortalece a vontade e conduz a alma a um constante esforço para aperfeiçoar em si mesma a graça do batismo e a uma identificação mais íntima com Cristo. De igual modo, ajuda a aprofundar a experiência da própria impotência no que se refere ao sobrenatural, e a confiar plenamente na graça de Deus, nosso Senhor. Sabendo da necessidade permanente da conversão do coração para realizar plenamente a vontade de Deus sobre a sua vida, aproxime-se pelo menos duas vezes por mês do sacramento da reconciliação, fazendo dele um encontro vital e renovador com Cristo e com a Igreja. a. Antes do exame de consciência Faz o sinal da cruz, ponha-se na presença de Deus e peça luz. Deixe o coração falar e ouvirás palavras íntimas. Oração para pedir ajuda: Meu Senhor e meu Deus, que conheceis o coração de cada homem, dai-me a graça de examinar sinceramente e conhecer verdadeiramente o meu próprio, para descobrir todos os meus pecados, a fim de que, confessando-os bem e emendando- me deles, mereça o vosso perdão e a vossa graça na terra, e a vida eterna no céu. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. A continuação, busca lentamente teus pecados recorrendo ao questionário aqui proposto. Depois de cada interrogante, pergunta se tem sido negligente nesse ponto, porque e quantas vezes. Observações: Se tem pecados mortais deve dizer o número e as circunstâncias agravantes. É impossível declarar todos os pecados veniais e imperfeições. Basta acusar os três ou os quatro mais importantes para você e não preocupe se esquecer os outros. É recomendável que fale os cometidos em plena deliberação, os que indicam uma imprudência manifestada, os que são causa de outros pecados ou os que são mais difíceis de dizer. Não acostume repetir uma ladainha de pecados veniais, sem precisar mais. Por exemplo, não digas: fui preguiçoso, guloso, vaidoso, impaciente. É o mesmo que dizer, tenho um nariz, uma boca, dois olhos, porque todos nós
  37. 37. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 37 cometemos mais ou menos essas faltas. O principal é que identifique precisamente sua maneira de ser. Procura no possível encontrar a razão pela qual cometeu esses pecados. Isto exige realmente reflexão e esforço, mas indica sua preocupação em ser melhor e permita que o seu diretor espiritual ajuste suas tendências boas e más, o motivo de suas ações e desta forma poderá dar conselhos mais facilmente e ver contigo onde poderá dirigir seus esforços até a próxima confissão. b. Exame de consciência PRIMEIRO MANDAMENTO Amarás a Deus sobre todas as coisas. Tenho amor filial a Deus? Tenho confiança Nele? Abusei de sua misericórdia? Estou unido ardentemente a Deus? Senti vergonha de manifestar minha fé católica? Estudo a fundo minha religião? Evito tudo o que possa ferir minha fé (leituras, canções, filmes, espetáculos, etc.)? Falei mal da minha religião? Rezo todos os dias? Estou atento durante a oração? Tive uma postura digna? Não fiz as orações da manhã e da noite? Preparo-me bem para comungar e dou graças depois? Fiz confissões ou comunhões sacrílegas? Cumpri a penitência da última confissão? SEGUNDO MANDAMENTO Não falarás o nome de Deus em vão Pronuncio com respeito o nome de Deus? Fiz juramentos falsos ou inúteis? Prometi algo a Deus com pressa? Cumpri minhas promessas? TERCEIRO MANDAMENTO Santificarás as festas Fui à missa aos domingos? Completa? Cheguei tarde ou sai mais cedo? Participo da missa com devoção? Escolho distrações sanas durante o resto do dia? Dediquei o domingo a um trabalho manual ou fatigoso? Vivi os tempos litúrgicos (Quaresma, Semana Santa, Natal...) com o espírito e com as obras que recomenda e manda a Igreja, preparando meu coração para acompanhar Cristo em seus mistérios (Nascimento, Paixão, Ressurreição) e trabalhando com especial caridade e espírito de reparação?
  38. 38. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 38 QUARTO MANDAMENTO Honrarás pai e mãe Fui carinhoso com meus pais? Os obedeço? Com prontidão? Tenho ajudado com alegria? Respeitei com os sacerdotes? Respeitei com meus educadores? Obedeci? Mantive a cordialidade com meus irmãos? Respeitei meus pais ante eles e ante as demais pessoas, agradecido com o que me deram? QUINTO MANDAMENTO Não matarás Fui serviçal com todos os da casa e na rua? Dei sempre o bom exemplo? Aborreci-me? Provoquei discussões? Disse palavras que feriram? Machuquei alguém? Guardei rancor? Tive inveja, ódio? Desejei mal ao outro? Cuidei da saúde do meu corpo? E a dos demais? Coloquei em perigo, ingerindo álcool ou fumando em excesso, ingerindo drogas, dirigindo com imprudência ou depois de ingerir álcool? Incitei aos outros para fazê-lo? Feri os demais com minhas palavras ou obras? Matei fisicamente? Matei a reputação dos demais com minhas críticas? SEXTO E NONO MANDAMENTO Não cometerás atos impuros nem terás pensamentos nem desejos impuros. Fui puro em meus pensamentos e desejos? Evitei os maus pensamentos, procurando pensar em outra coisa? Fui puro em meus olhares? Em minhas leituras, diversões? Fui puro em meus diálogos? Escrevi ou divulguei algo impuro? Fui puro em minhas ações? Comigo mesmo? Com os demais? Evitei as ocasiões perigosas? Orei quando veio a tentação? Se estou casado(a), respeitei meu cônjuge, relacionando-me a ele(a) com sincero respeito? Fui fiel? SÉTIMO E DÉCIMO MANDAMENTOS Não roubarás nem cobiçarás os bens alheios Roubei? Dinheiro? Quanto? Roubei alguma coisa? Devolvi o que não me pertence? Desejei o que não me pertence: na casa ou na rua? Gastei mal o que tinha à disposição?
  39. 39. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 39 Gastei meu dinheiro ou bens em coisas desnecessárias, deixando minha família sem os bens necessários? OITAVO MANDAMENTO Não levantarás falsos testemunhos nem mentirás Menti? Falei mal dos outros sem necessidade? (maledicência, calúnia). Permiti que castigassem os outros por minha culpa? Fiz armadilhas? Sou honesto em meus exames na escola, na universidade, em meus exames de consciência? MANDAMENTOS DA IGREJA Comunhão na Páscoa Confessar ao menos uma vez ao ano, ou antes, se existir perigo de morte ou se for comungar. Jejuar e abster-se de comer carne nos dias que a Igreja manda. Participar da Missa aos domingo e festas de guarda. Ajudar às necessidades da Igreja PECADOS CAPITAIS Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça. Fui orgulhoso, invejoso, guloso, irado, preguiçoso, vaidoso, avarento? DEVERES E RESPONSABILIDADES Cumpri seriamente meus deveres, minhas tarefas? Atrapalhei aos demais quando trabalhavam? Procurei formar minha vontade? Fiz algo pelos demais? Sou egoísta? Cumpri com meus deveres de estado de vida (esposo(a), pai de família, filho, religioso...)? Aproveitei o tempo em meu trabalho? c. Depois do exame de consciência Lembra que sem contrição não há perdão. Poderá ajudar a dispor seu coração, meditar o ato de contrição que é rezado ao final da confissão: Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes vós quem sois e porque vos amo sobre todas as coisas, arrependo-me sinceramente de todo o mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer; porque, pecando, ofendi a vós, que sois o sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Ofereço minha vida, obras e sacrifícios em reparação pelos meus pecados. Proponho firmemente, com o auxílio da vossa graça, fazer penitência, não tornar a
  40. 40. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 40 pecar e fugir às ocasiões de pecado. Senhor, pelos méritos de vossa paixão e morte, tende piedade de mim e dai-me a vossa graça para não mais vos ofender. Amém. 7. Adoração ao Santíssimo A vocação ao sacerdócio ou a vida consagrada é um dom de Deus para a pessoa que Ele chama a segui-lo. É um chamado a estar com Ele e para pregar sua Palavra aos homens, a amar-lhe mais e a amar os irmãos. «Caminhando junto no mar da Galiléia viu dois irmãos: Simão, que se chama Pedro, e André, seu irmão, os quais jogaram a rede no mar, pois eram pescadores: e lhes disse: Vem após mim e os farei pescadores de homens. Eles deixaram no mesmo instante as redes e o seguiram». (Mateus 4, 18-20). Deus quis escolher homens dentre nós para transmitir sua Palavra aos demais; sacerdotes, religiosos e religiosas, almas consagradas que se faz presente entre os demais homens. Mas Ele nos disse que se pedíssemos enviaria obreiros para sua messe. A adoração diante o Santíssimo Sacramento é um momento especial de graça para pedir pelas vocações, para que Deus ilumine muitos homens com seu chamado, e que estes possuam a força e a generosidade para responder-lhe. A adoração é também um momento para pedir pela perseverança de nossos sacerdotes e almas consagradas, por sua santidade e a dos homens que lhes foram confiados. Procura deixar estabelecido o Programa de Adoração pelas Vocações em cada comunidade que trabalhe. Fale com o pároco ou com os catequistas disso. Que não fique nenhum lugar da terra onde não se eleve uma oração ao Senhor pelas vocações. 8. Passagens para as reflexões evangélicas durante as missões a. Oração Método Mt. 6, 5-13 Juízos Lc. 6, 37-42 Eficácia Lc. 11, 9-13 Mt. 7, 1-6 Viver para Deus Lc. 6, 19-23 Correção Mt. 18, 21 ss Pai Nosso Lc. 11, 1-4 Inimigos Lc. 6, 27-38 Providência Mt. 6, 25 ss Benevolência Lc. 6, 39-46 A videira Jo. 17, 1-26 B. Samaritano Lc. 10, 25-37 Ação de graças Mt. 11, 25 ss Oração a Cristo Jo. 17, 1-26 O. no Getsemani Mt. 26, 36-46 Mc. 14, 32-42 b. Fé Tempestade acalmada Mc. 4, 25-41 Lc. 8, 22-25
  41. 41. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 41 Confissão de Pedro Mt. 14, 13-20 Poder da fé Lc. 17, 5-6 Cego de Jericó Lc. 18, 35-42 c. Confiança Na Providência Lc. 12, 22-34 Multiplicação dos pães Mt. 14, 13-21 Caminha sobre água Mc. 6, 45-52 Multiplicação dos pães Mc. 8, 1-9 Jo. 6, 16-21 Mt. 14, 22-23 d. Caridade Primeiro mandamento Mt. 22, 34-40 Lei da c. Mt. 7, 12 ss Perdão das ofensas Mt. 6, 14-15 Lc. 17, 3-4 e. Eucaristia Pão da vida Jo. 6, 25-47 Instituição Jo. 22, 14-23 Jo. 6, 48-59 f. Verdades eternas Velar Mt. 25, 1-13 Juízo Mt. 25, 31-46 Talentos Mt. 25, 14-30 Vigilância Lc. 12, 35-48 g. Pureza de intenção e humildade Método Mt. 6, 2-4 Mãe de ap. Mt. 20, 20-28 O maior Lc. 19, 46-48 Zaqueu Lc. 19, 1-10 h. Sacrifício Renúncia Mt. 19, 27-30 A Cruz Lc. 14, 25-35 Renúncia Lc. 18, 18-28 GUIA DE PASSAGENS EVANGÉLICAS Vida de Nosso S. Mateus S. Marcos S. Lucas S. João Senhor Jesus Cristo 1 Prólogo 1, 1-14 Fatos preliminares 2 Visão de Zacarías 1, 5-25
  42. 42. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 42 3 Anunciação do Anjo 1, 26-38 4 A Encarnação do Verbo 1, 1-18 5 Visita de Maria a Isabel 1, 39-56 6 Nascimento de João Batista 1, 57-80 7 Genealogia de Cristo 1, 18-25 8 Revelação a José em sonhos 1, 18-25 Infância de Jesus Cristo 9 Nascimento de Jesus Cristo 2, 1-21 10 A Apresentação no Templo 2, 22-38 11 Adoração dos Reis Magos 2, 1-12 12 Fuga do Egito 2, 13-15 13 Matança dos Inocentes 2, 16-18 14 Regresso a Nazaré 2, 19-23 2, 39-40 15 Jesus em meio aos Doutores 2, 41-50 16 Sua vida Oculta 2, 51-52 Preparação para a Vida Pública 17 Pregação do precursor 3, 1-12 1, 1-8 3, 1-18 18 O Batismo de Jesus Cristo 3, 13-17 1, 9-11 3, 21-22 19 Jejum e tentações de Jesus 4, 1-11 1, 12-13 4, 1-13 20 João dá testemunho D'Ele 1, 19-34 21 Os primeiros discípulos 1, 35-51 22 As bodas de Caná 2, 1-11 23 Pregação em Cafarnaum 2, 12 Vida Pública Ano Primeiro 24 Expulsão dos mercadores 2, 13-25 25 Nicodemos 3, 1-21 26 Jesus prega na Judéia 3, 22 27 Último testemunho de Batista 3, 23-36 28 Prisão de Batista 14, 3-5 6, 17-20 3, 19-20 29 Jesus volta a Galiléia 4, 12 1, 14 4, 14 4, 1-3 30 A Samaritana 4, 4-42 31 De Samaria a Galiléia 1, 14b-15 1, 14b-15 32 Pregação em Galiléia 4, 15-30 4, 23-45 33 Cura do filho do funcionário do rei 4, 46-54 34 Foi para Cafarnaum 4, 13-17 4, 31 35 Chama os primeiros discípulos 4, 18-22 1, 16-20 Vida Pública Ano Primeiro 36 cura de um possesso 1, 21-28 4, 31-37 37 Cura da sogra de Pedro 8, 14-17 1, 29-34 4, 38-41 38 Pregação em Galiléia 4, 23 1, 35-39 4, 42-44 39 A pesca milagrosa 5, 1-11 40 Cura de um leproso 8, 1-4 1, 40-45 5, 12-16 41 Cura de um paralítico 9, 1-18 2, 1-12 5, 17-26 42 Vocação de São Mateus 9, 9 2, 14 5, 27-28 Vida Pública Ano Segundo 43 Segunda Páscoa 5, 1 44 Paralítico da piscina 5, 2-47
  43. 43. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 43 45 Recolhem espigas no sábado 12, 1-8 2, 23-28 6, 1-5 46 Cura do homem de mão seca 12, 9-14 3, 1-16 6, 6-11 47 Várias curas 4, 24-25 3, 7-12 6, 17-19 48 Eleição dos Apóstolos 10, 2-4 3, 13-19 6, 12-16 49 Sermão da Montanha 5, 1-7 6, 20-49 50 Generalidades 5, 1-7,29 6, 12-16 Os ministros de Jesus 5, 13-16 Jesus e a Lei Mosaica 5, 17-48 6, 27-36 Esmola, oração e jejum 6, 1-18 Cristãos e bens terrenos 6, 19-34 Do injusto julgar 7, 1-6 6, 37-42 Últimas lições: epílogo 7, 7-29 6, 43-49 51 Servo do Centurião 8, 5-13 7, 1-10 52 O filho da viúva de Naím 7, 11-17 53 Comitiva de João a Jesus 11, 2-19 7, 18-35 54 A Pecadora casa de Simão 7, 38-50 55 Segunda Pregação em Galiléia 8, 1-13 56 O possesso, cego e mudo 12, 22-37 3, 20-30 11, 14-16 57 A mãe e os irmãos de Jesus 12, 46-50 3, 31-35 8, 19-21 58 Parábolas do Reino 13, 1-58 4, 1-34 8, 4-18 O Semeador 13, 1-23 4, 1-23 8, 4-18 A semente que cresce 4, 26-29 Espontaneamente O joio 13, 24-30 O grão de mostarda e a 13, 31-35 4, 30-34 13, 18-21 Levedura O tesoura, a pérola e a rede 13, 44-52 59 A tempestade acalmada 8, 23-27 4, 35-40 8, 22-25 60 Os possessos de Gerasa 8, 28-34 5, 1-20 8, 26-39 61 A filha de Jairo e a Hemorroísa 9, 18-26 5, 21-43 8, 40-56 62 A cura de dois cegos 9, 27-31 63 Um possesso mudo 9, 32-34 64 Jesus outra vez rejeitado 13, 54-58 5, 1-6 em Nazaré 65 Terceira pregação na Galiléia 9, 35-58 6, 6 66 Missão dos Apóstolos 9, 39-10,1 6, 7 67 Instruções: Primeira parte 10, 5-158 6, 7-11 9, 3-5 Segunda parte 10, 16-23 Terceira parte 10, 24-42 68 Martírio de João Batista 14, 1-12 6, 17-29 9, 7-9 69 Primeira multiplicação dos 14, 13-21 6, 30-48 9, 10-17 6, 1-13 Pães 70 Jesus caminha sobre as águas 14, 24-36 6, 45-52 6, 14-24 71 Discurso do Pão da Vida 22, 72 Vida Pública Ano Terceiro 72 Os Fariseus e as tradições 15, 1-20 7, 1-23 73 A mulher Cananéia 15, 21-28 7, 24-30
  44. 44. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 44 74 Várias curas 15, 29-31 7, 31-37 75 Segunda multiplicação-pães 15, 32-39 8, 1-10 76 A levedura dos fariseus 16, 1-12 8, 11-21 77 O cego de Betsaida 8, 22-26 78 A confissão de Pedro 16, 13-20 8, 27-30 9, 18-21 79 Primeiro anúncio da Paixão 16, 21-28 8, 31-39 9, 22-27 80 A transfiguração 17, 1-13 9, 1-12 9, 28-36 81 A criança possessa 17, 14-20 9, 13-28 9, 37-44 82 Segundo anúncio da Paixão 17, 21-22 9, 29-31 9, 44-45 83 Jesus paga o tributo 17, 23-26 84 Diversas instruções Quem será o maior? 18, 1-15 9, 32-36 9, 46-48 Os filhos de Zebedeu 9, 37-40 9, 49-50 Evitar o escândalo 18, 6-9 9, 41-49 O preço das almas 18, 10-14 A correção fraterna 18, 15-20 o perdão da ofensas 18, 25-35 85 As cidades malditas 11, 20-24 10, 13-15 86 Ação de graças ao Pai 15, 25-30 10, 21-22 87 O Tabernáculo 7, 1-35 88 A mulher adúltera 8, 2-11 89 A missão divina de Jesus 8, 12-59 90 O cego de nascimento 9, 1-41 91 O Bom Pastor 10, 1-21 92 Má acolhida -samaritanos 9, 51-56 93 Várias vocações 8, 19-22 9, 57-62 94 Missão dos 70 discípulos 10, 1-24 95 O Bom Samaritano 10, 25-37 96 Marta e Maria 10, 38-42 97 Jesus uno com o Pai 10, 22-39 98 Fuga de Jesus para o Jordão 10, 40-42 99 Oração dominical 11, 1-4 100 Parábola do amigo inoportuno 11, 5-13 101 Origem do poder sobre os 11, 14-26 Demônios 102 Jesus louva sua Mãe 11, 27-28 103 Sinal de Jonas 12, 38-45 11, 29-36 104 A Luz de Cristo, Luz da alma 11, 33-36 105 Repressão dos fariseus 11, 38-54 106 Advertência aos discípulos 12, 1-12 107 Cuidado com a avareza 12, 13-21 108 Confiança na providência 12, 22-34 109 Vigilância 12, 35-48 110 Por Jesus ou contra Jesus 12, 49-53 111 Sinais do tempo 12, 54-59 112 Galileus mortos. Penitência 13, 1-9 113 Uma cura no sábado 13, 10-17 114 O grão de mostarda 13, 18-21
  45. 45. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 45 115 Segunda entrada em Jerusalém 13, 22 116 A porta estreita 13, 13-20 117 As insídias 13, 31-33 118 Ameaça contra Jerusalém 13, 34-35 119 Ressurreição de Lázaro 11, 1-53 120 Cura do hidrópico 14, 1-16 121 Convidados descorteses 14, 17-24 122 Necessidade da abnegação 14, 25-33 123 As parábolas da misericórdia A ovelha perdida 15, 1-7 A dracma perdida 15, 8-10 O filho pródigo 15, 11-32 O administrador infiel 16, 1-13 124 Repressão dos fariseus 16, 14-18 125 O rico e o pobre 16, 19-31 126 O escândalo 17, 1-4 127 Fé e humildade 17,5-10 128 Retirada para Efraim 11, 54 129 Terceira entrada a Jerusalém 19, 1-2 10, 1 17, 11 130 Os dez leprosos 17, 12-19 131 A vinda do Reino de Deus 17, 20-37 132 Parábola do juiz iníquo 18, 1-8 133 O fariseu e o publicano 18, 9-14 134 O divórcio 19, 3-12 10, 2-12 135 Jesus e as crianças 19, 13-15 10, 13-16 18, 15-17 136 O jovem rico 19, 16-30 10, 17-31 18, 18-30 137 Os obreiros enviados à vinha 20, 1-16 138 Terceiro núncio da Paixão 20, 17-19 10, 32-34 18, 31-34 139 A mãe dos filhos de Zebedeu 20, 20-28 10, 35-45 140 O cego de Jericó 20, 29-34 10, 46-52 18, 35-43 141 Zaqueu 19, 1-10 142 Parábola das minas 19, 11-28 143 A unção de Betânia 26, 6-13 14, 3-9 12, 1-11 Semana Santa 144 Entrada triunfal a Jerusalém 21, 1-11 11, 1-11 19, 29-44 12, 12-19 145 A maldição da figueira 21, 18-19 11, 12-14 146 Expulsão dos vendedores 21, 12-17 11, 15-19 19, 45-48 2, 14-25 147 Os poderes de Jesus 21, 23-27 11, 27-33 20, 1-8 148 Parábolas: Dos dois filhos 21, 28-32 Dos vinhadores infiéis 21, 33-46 12, 1-12 20, 9-19 Convite para as bodas 22, 1-14 149 O tributo a César 22, 15-22 12, 13-17 20, 20-26 150 Ressurreição dos mortos 22, 23-33 12, 18-27 20, 27-40 151 O 1º mandamento da Lei 22, 34-40 12, 28-34 152 A origem do Messias 22, 41-46 12, 35-37 20, 41-44 153 Os escribas julgados por Jesus 23, 1-36 12, 38-40 20, 45-47 154 O julgamento sobre Jerusalém 23, 37-39 13, 34-35
  46. 46. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 46 155 O óbulo da viúva 13, 41-44 21, 1-4 156 Fim do mundo 24, 1-41 13, 1-31 21, 34-36 157 Vigilância 24, 36-51 13, 32-37 21, 34-36 158 Parábolas sobre o final: As dez virgens 25, 1-13 Dos talentos 25, 14-30 159 O juízo final 25, 31-46 160 Grego desejo de ver Jesus 12, 20-36 161 Incredulidade judia 12, 37-50 162 Conspiração contra Jesus 26, 1-5 14, 1-2 22, 1-2 163 A traição de Judas 26, 14-16 14, 10--11 22, 3-6 164 Preparação da última ceia 26, 17-20 14, 12-16 22, 7-13 165 Lava pés 13, 1-20 166 A ceia Pascual 26, 20 14, 17 22, 14-18 167 Anúncio da traição 26, 21-25 14, 18-21 22, 21-23 13, 21-30 168 Instituição da Eucaristia 26, 26-29 14, 22-25 22, 19-20 169 Jesus Cristo será julgado 13, 31-33 170 Lei do amor 13, 34-35 171 Questão da primazia 22, 24-30 172 Anúncio à traição de Pedro 26, 30-35 14, 26-31 22, 31-34 13, 36-38 173 A grande prova que se aproxima 22, 34-38 174 Reencontro próximo do Pai 14, 1-11 175 Promessa aos discípulos 14, 12-26 176 Despedida de Jesus 14, 27-31 177 No caminho ao Horto: A alegoria da Vida 15, 1-8 Os discípulos elevados a amigos 15, 9-17 Ódio do mundo contra Jesus 15, 18-27 e os discípulos Anúncio da perseguição judia 16, 1-4 Promessa do Espírito Santo 16, 5-15 O gozo trás a tristeza 16, 16-24 Promessa de uma revelação 16, 25-33 Clara Oração sacerdotal de Cristo 17, 1-2 178 Jesus no Getsêmani 26, 36-46 14, 32-42 22, 39-46 18, 1 179 O beijo de Judas 26, 47-56 14, 43-52 22, 47-53 18, 2-11 180 A casa de Anás 18, 12-14 181 Jesus ante Caifás 26, 57-66 14, 53-64 22, 54 18, 19-24 182 Negação de Pedro 26, 69-75 14, 53-72 22, 55-62 18, 15-27 183 Jesus ante o Sinédrio 26, 57-68 14, 53-65 22, 63-65 184 Cristo ante Pilatos: Judas 27, 1-10 15, 1 22, 66-71 Desesperado 185 Acusações ante Pilatos e 27, 11-14 15, 2-5 23, 1-10 18,28-38 Herodes 186 Barrabás e Jesus 27, 15-23 15, 6-14 23, 13-23 18, 39-40 187 Flagelação . Expediente 27, 24-30 15, 15-19 23, 24-25 19, 1-16 para libertá-lo
  47. 47. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 47 188 Via Dolorosa e Crucificação 27, 31-38 15, 20-28 23, 26-34 19, 16-24 189 Injúrias e bom ladrão 27, 39-44 15, 29-32 23, 35-43 190 Maria e João 19, 25-27 191 Morte de Jesus 27, 45-53 15, 33-38 23, 44-45 19, 28-30 192 O Centurião 27, 54-56 15, 39-41 23, 47-49 193 Sepultura e guarda no 27, 57-61 14, 42-47 23, 50-56 19, 38-42 Sepulcro Vida Gloriosa de Cristo 194 Sepulcro vazio 28, 1-8 16, 1-8 24, 1-12 20, 1-10 195 Aparição a Maria Madalena 16, 9-11 20, 11-18 196 Aparição as mulheres, 28, 9-10 suborno aos guardas 197 Aparição Emaús e 10 16, 12-14 24, 13-43 20, 19-25 Apóstolos 198 Aparição aos 11 20, 26-29 199 Aparição na Galiléia e missão 28, 16-18 16, 15-18 24, 44-49 Universal 200 Aparição à margem do mar 21, 1-14 201 Mandatos a palavras de Pedro 21, 15-23 202 Primeira conclusão 20, 30-31 203 Segunda conclusão 21, 24-25 204 Ascensão 18, 19-20 24, 50-53 9. A Via Sacra A Via Sacra, pretende reavivar na mente e no coração a contemplação dos momentos supremos da entrega de Cristo por nossa Redenção, propiciando atitudes íntimas e cordiais de compunção de coração, confiança, gratidão, generosidade e identificação com Cristo. Guia: Oremos: O que preside: Pai Santo, dirigi-nos a um olhar benigno a nós que, junto a Jesus, nosso Redentor, nos dispomos a percorrer, passo a passo, o caminho luminoso da cruz. Por Cristo, nosso Senhor. Ou também: Ó Deus, olhai benignamente a nós que, junto a Jesus, nos dispomos a contemplar os mistérios da sua paixão; educai-nos na escola da dor redentora, para sabermos descobrir e aceitar a nossa cruz, abraçando-nos a ela por amor. Por Cristo, nosso Senhor. Todos:
  48. 48. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 48 Amém. I Guia: Primeira estação: Jesus é condenado à morte. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ―Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!‖. O povo todo respondeu: ―Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos‖. Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado. (Mt 27, 24-26) Leitor 2: Nada mais duro para o homem do que renunciar à própria liberdade. Cristo, porém, o Filho de Deus, renunciou à sua, submetido a seus pais em Nazaré e, depois, às autoridades judaicas e romanas na Paixão e Morte. Oferecer a liberdade voluntariamente ao serviço de Deus é o que de maior pode o homem fazer, e é unir-se ao sacrifício redentor de Cristo, por cuja obediência fomos salvos. (MM., Carta de 12 de maio de 1973) Guia: Oremos: O que preside: Nós vos pedimos, nosso Deus, que nos ensineis a agradecer e corresponder a tudo o que Jesus padeceu e sofreu por nosso amor, dando a vida por nós na cruz e derramando todo o seu sangue para que nós nos salvássemos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) II Guia: Segunda estação: Jesus carrega a sua cruz.
  49. 49. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 49 O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Os soldados levaram Jesus para dentro do pátio do pretório e chamaram todo o batalhão. Vestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram nele uma coroa trançada de espinhos. E começaram a saúda-lo: ―Salve, rei dos judeus!‖. Batiam na sua cabeça com uma vara, cuspiam nele e, dobrando os joelhos, se prostravam diante dele. Depois de zombarem dele, tiraram-lhe o manto de púrpura e o vestiram com suas próprias roupas. (Mc 15 16-20) Leitor 2: Quando falta o amor a Cristo, são muitos os temores, abundam os pretextos, surgem os sofismas; mas quando existe esse amor, que se adquire com humildade e generosidade, ―a carga é suave e a cruz é leve‖, porque o amor suporta tudo. (M.M., Carta de 23 de março de 1968) Guia: Oremos: O que preside: Concedei-nos, Senhor, ser fiéis a vós não apenas no momento da prosperidade, quando a fidelidade não é difícil, mas também nas horas amargas da vida, já que é então quando vale a pena sermos fiéis, seguindo os passos de Cristo no caminho da cruz. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) III Guia: Terceira estação: Jesus cai pela primeira vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão a vós também. E se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa. Eles farão tudo isso por causa do meu nome. (Jo 15, 20-21)
  50. 50. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 50 Leitor 2: Não importa cairmos mil vezes, se amamos a luta e não a queda. Por isso, o desespero não tem sentido, menos ainda para quem luta junto a Cristo. O esforço de uma luta contínua pode agradar mais a Cristo do que a posse pacífica e cômoda de uma vitória. (M.M., Carta de 18 de julho de 1975) Guia: Oremos: O que preside: Concedei-nos, ó Deus, não pensar em vidas sem cruzes, mas em cruzes com Cristo; porque a cruz é um instrumento co-natural à vida do homem, em especial para aqueles que, como nós, aceitaram seguir Cristo pelos caminhos do Calvário. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) IV Guia: Quarta estação: Jesus encontra a sua Mãe. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Quando o viram, seus pais ficaram comovidos, e sua mãe lhe disse: ―Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura!‖. Ele respondeu: ―Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?‖. (Lc 2, 48-49) Leitor 2: Os homens, de uma forma ou de outra, têm de sofrer o seu calvário, e vão trilhando este caminho em que o pecado original nos colocou. Lágrimas, sofrimentos, aninham-se no ser humano, no homem como homem, muito escondidos, e afloram quando ele não agüenta mais. Por isso, desse amor filial e do sentir-se criança perto de Maria, pode brotar um espírito de imensa confiança, porque estamos próximos da Mãe. (M.M., Homilia de 13 de maio de 1982) Guia: Oremos:
  51. 51. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 51 O que preside: Ao agradecer-vos, Senhor, pelo claro exemplo de fé que Maria nos deu, nós vos pedimos que, meditando e sofrendo com Ela, cresça em nós a compreensão dos mistérios de Cristo e que a fé seja a nossa fortaleza e segurança até o fim da nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) V Guia: Quinta estação: Jesus é ajudado pelo cireneu a carregar a cruz. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Então o levaram para crucificá-lo. Os soldados obrigaram alguém que lá passava voltando do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz. (Mc 15, 20-21) Leitor 2: Ninguém se iluda : Cristo é exigente ; o caminho de Cristo é estreito. O próprio Jesus não esconde esta verdade e a aspereza do seu seguimento e, por isso, convida a entrar pela porta estreita, porque larga e espaçosa é a porta que leva à perdição. Todo o seu ensinamento se resume neste convite: ―Quem quiser vir atrás de mim, tome sua cruz e me siga‖. (M.M., Carta de 1° de junho de 1980) Guia: Oremos: O que preside: Senhor Jesus, dai-nos a graça de carregar com entusiasmo e constância a cruz que vós, benignamente, nos entregastes para vos acompanharmos no caminho do Calvário, animados pelo amor às almas afastadas de vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.)
  52. 52. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 52 VI Guia: Sexta estação: A Verônica enxuga o rosto de Jesus. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me.‖ (Mt 25, 34-36) Leitor 2: Jesus não defraudou nenhum dos que pronunciaram o seu nome com a vida, e foi para todos como um poço profundo de onde cada um tirava uma experiência doce e ficava saciado, com a única fome de repeti-lo, sem desejos de encher as ânforas nos poços do mundo e da carne: ―A água que eu te darei será para ti uma fonte que jorrará até a vida eterna‖. (M.M., Carta de 20 de setembro de 1975) Guia: Oremos: O que preside: Perante o exemplo da Verônica, que honra Cristo e lhe rende a homenagem sincera do seu amor e da sua gratidão, dai-nos a vossa fortaleza, ó Senhor Onipotente, para sermos homens do Reino que não se intimidam frente a uma perspectiva de cruz e de sofrimento. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) VII Guia: Sétima estação: Jesus cai pela segunda vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
  53. 53. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 53 Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.‖ (Mt 5, 4-5. 10) Leitor 2: Cristo crucificado é a fonte de toda graça, a força da nossa fraqueza, a alegria da nossa vida. Ele é o artífice da nossa santidade, o impulsor do nosso apostolado. Que Cristo esteja sempre presente em nossa vida e seja o sustento para a nossa fragilidade. Nele somos fortes. Nele somos poderosos. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos: O que preside: Jesus Cristo, conscientes de que vós mereceis tudo de nós e que a nossa doação será sempre insignificante, olhai com agrado a nossa vontade de gastar a vida por vós sem cálculos e sem medidas, e sede a garantia do nosso triunfo final. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) VIII Guia: Oitava estação: Jesus consola as santas mulheres. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa.‖ (Mt 10, 40.42)
  54. 54. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 54 Leitor 2: Não temamos cair na angústia e no desgosto se levamos a sério o compromisso e a missão apostólica, já que poderemos participar da alegria de nos fatigar por Cristo, sofrendo pela causa do anúncio do Evangelho. Acreditem: este consumir- se pelo Evangelho será a nossa maior glória e satisfação. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos: O que preside: Pai de bondade, iluminai a nossa mente e o nosso coração, para que compreendamos tudo o que Cristo quer ser para nós; e dai-nos a graça de gozar do perdão e da paz que Ele nos obteve com a sua entrega generosa . Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) IX Guia: Nona estação: Jesus cai pela terceira vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.‖ Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: ―Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!‖. (Mt 26, 41-42) Leitor 2: A vida de um homem do Reino que não se instala na comodidade é uma vida dura. A cruz tem que estar presente e tem que nos dobrar sob o seu peso. Não pensem nunca numa vida fácil, longe do sofrimento e do sacrifício. A vida terrena é para lutar, para cair no pó mil vezes e para se levantar outras mil vezes. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos:
  55. 55. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 55 O que preside: Pai Santo, fazei-nos entender que não importa cair mil vezes quando se ama a luta e não a queda; dai-nos força para lutar continuamente, certos de que isto agrada mais a Cristo do que a posse pacífica e cômoda de uma vitória fácil. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) X Guia: Décima estação: Jesus é despojado das suas vestes. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber, Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E ficaram sentados, montando guarda. (Mt 27, 33-36) Leitor 2: Jesus é o homem militante por excelência. Não houve nada que pudesse interromper o cumprimento exato da vontade do Pai. Nem o cansaço, nem a sede, nem a nudez, nem os golpes da guarda, nem os cuspes, nem os açoites, nem os espinhos, nem as zombarias dos soldados o afastaram um só instante da missão. (M.M., Carta de 22 de novembro de 1981) Guia: Oremos: O que preside: Senhor nosso, gravai em nossa consciência a certeza de que, à medida que a vida avança e a eternidade se aproxima, somente o amor de Cristo permanece; fazei que este amor seja o nosso tesouro, pelo qual vendamos tudo, até chegarmos a sentir o gozo e a alegria de ser sementes apodrecidas no sulco, junto a Ele. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.)

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