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reportagemO ANO DA FÉ. O QUE É E QUANDO               testemunho e um compromisso públi-           transformar com a força...
catequeseCOMO ABORDAR NA CATEQUESE A FÉ CRISTÃ NA RESSURREIÇÃO                                                            ...
atualidadeA CONCEPÇÃO SOBRE A MORTE NAS RELIGIÕES E DOUTRINAS NOS DIAS ATUAIS  “Porque sabemos que, se a nossa casa terres...
ponto de vista pastoralEXPERIÊNCIA DE NOVOS ROTEIROS DOS GRUPOS DE REFLEXÃO                         Por Pe. José Luiz Gonz...
comunicação                          COMEMORAÇÕES DE NOVEMBRO        NATALÍCIO                                            ...
saúdeNUTRINDO A VIDA, VIVE-SE MELHOR                                                                                      ...
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  1. 1. Impresso EspecialFECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT 9912259129/2005-DR/MG A SERVIÇO DAS COMUNIDADES COM NIDADES MITRA CORREIOS JORNAL DA DIOCESE DE GUAXUPÉ ANO XXIX - 276 NOVEMBRO DE 2012 Foto: Luiza O REINO DE DEUS ESTÁ NO MEIO DE VOCÊS! (Lc 17, 21) Encontro para animadores de Grupos de Reflexão contou com a participação de mais de 400 pessoas. Página 04 OPINIÃO ATUALIDADE Sobre o documento conciliar Lumen Gentium, padre Robervam Martins Discorre padre Dênis Nunes de Araújo sobre a morte vista pela diversidade escreve neste mês: “urge a consciência de que as diferenças eclesiais, ótica das religiões. Página 09 manifestadas nas mais variadas vocações, queiram promover a riqueza da comunidade cristã. Assim, mostra-nos que a diferença, pautada na PONTO DE VISTA PASTORAL mensagem evangélica, não deve soar como problema, mas como caminho Há algum tempo, sonha a equipe diocesana dos Grupos de Reflexão de enriquecimento missionário do corpo eclesial, no mundo.” Leia mais, confeccionar um roteiro próprio para a Diocese de Guaxupé, até então página 03 dirigido pela Diocese de Caratinga. Neste mês, padre José Luiz sugere aos grupos experimentar e avaliar um modelo de roteiro feito com outra REPORTAGEM metodologia. Página 10 O Ano da Fé é apresentado pelo padre Gladstone Miguel, a partir de alguns destaques de falas do papa Bento XVI. Páginas 06 e 07 DIOCESE DE GUAXUPÉ 1
  2. 2. editorial “Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.” (Do Poema Impressionista de Adélia Prado) O jornal COMUNHÃO de novembro resplandecer a fé, a coragem de seguir, a sofrer aqueles que querem viver numa apresenta vários tons: cinzas de reflexão ousadia de viver, a íntima busca de amar. casa constantemente amanhecendo, em sobre a morte; vermelhos das notícias de Batizados foram os cristãos para ilumi- outras palavras, numa casa de pessoas que gente amante das coisas do Reino de Deus; nar, para dar ao mundo a luz de Cristo, para abraçam causa comum, sonho comum, alaranjado brilhante de uma Igreja que amanhecer o mundo na luz da fé do amor... muito e muito além da busca de vantagens está constantemente amanhecendo, de- se não for assim, não será Igreja, Casa de pessoais. Jesus sabia muito bem que a co- pois do cinquentenário do Vaticano II. Tudo Jesus. No início do caminho cristão, ale- munidade de fé distinguia-se das realida- isso indica uma diocese que, embora toca- gravam-se todos aqueles que conviviam e des temporais: “Mas, entre vós, não deve da pela escuridão das incertezas e dúvidas deixavam-se cativar pelos primeiros evan- ser assim” (Mc 10,43). Não deve ser assim do tempo presente, não perde a visão do gelizadores. O cristianismo haverá sempre na Igreja... Ressuscitado que caminha a sua frente. de ser expressão de alegria e esperança, de Que constantemente amanhecendo É preciso pintar a casa... que casa? A vida plena, radiante, iluminada. estejam as comunidades, os trabalhos vida, se for ela mesma o espaço mais sagra- Não falta hoje quem reclame sentir-se pastorais de toda a diocese, pintados de do. A Igreja, morada de irmãos. O mundo, sozinho dentro de seus próprios sonhos, alaranjado brilhante como casas de gente se for ele mesmo o sonho de habitação morar em lugares não compartilhados por que tudo tem em comum, gente cristã... comum. O importante e urgente agora é falta de cumplicidade, de entusiasmo de iluminada. Boa leitura! pintar... de alaranjado brilhante. Cores mór- sonhar junto. A busca pelo sucesso pesso- bidas não entusiasmam a alma. Pintar a al, pelo trabalho em vista do dinheiro e a casa significa cintilar os espaços sagrados, evidência de relações competitivas fazem Dom José Lanza Neto voz do pastorVIDA PLENA“Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente.” De que maneira conciliar e propor “suposta morte digna”. o Estado parece interferir. Sou criador de Como falar da vida? Como propor evida humana plena e vida eterna numa O cenário é encantador. Aparente- mim mesmo, para que ouvir algo de fora? defender a vida? Como anunciar a vidasociedade pós-moderna que valoriza a mente tudo está bem articulado, orga- Na verdade, não quero frustrar a nin- em plenitude? Como apresentar a vidavida só como expressão de beleza, de nizado. Ninguém precisa preocupar-se. guém e nem apresentar algo novo, mas é nova trazida por Jesus Cristo? Como falarriqueza, de prazer, de bem estar, de liber- Temos espaço para todos; as pessoas necessário olharmos à nossa volta e nos de vida eterna e de ressurreição?dade e enquanto ela pode proporcionar estão felizes e realizadas, cada uma pode darmos conta de como a vida está sendo Parece que estamos fora do tempo,felicidade? pensar o que quiser, liberdade absoluta; maltratada. da realidade e deste mundo. Não será Parece existir uma seleção natural dos cada qual cria formas de viver da maneira Quatro situações são desafiadoras, exatamente esta mentalidade para con-privilegiados, dos excluídos, dos de sorte. que lhe convier. desumanas e horrendas: a violência, a trapor as verdades da fé? O nascer, o viver e o morrer estão Tudo vai bem? Ninguém tem que fome, a guerra e o aborto. São incalculá- Que o Cristo - Senhor da vida e derelacionados a estatísticas. Não podem ensinar a ninguém. Até parece que esta veis os resultados destas situações. tudo, nos inspire e nos fortaleça em nos-nascer mais pessoas do que está progra- vida é bem melhor que aquela inventada Só para termos ideia, 50 milhões de sa missão de batizados. Que sua luz, frutomado e apesar das prerrogativas: quali- pela Igreja e por Jesus Cristo. Ninguém vidas são retiradas por ano, pela prática da ressurreição, nos ilumine!dade e expectativa de vida, estou livre quer perguntar além do que cada pes- do aborto. As nações insistem nesta prá- Viver a vida é uma questão de fé.para minha retirada deste mundo com a soa quer construir para si. Nem mesmo tica. expediente Diretor geral Impressão Redação DOM JOSÉ LANZA NETO GRÁFICA SÃO SEBASTIÃO Praça Santa Rita, 02 - Centro Editor e Jornalista Responsável CEP. 37860-000, Nova Resende - MG PE. GILVAIR MESSIAS DA SILVA - MTB: MG 17.550 JP Ilustração Telefone Revisão MARCELO A. VENTURA (35) 3562.1347 MYRTHES BRANDÃO E-mail Projeto gráfico e editoração Conselho editorial PASCOM.GUAXUPE@GMAIL.COM AGÊNCIA TOM - www.agenciatom.com - (35) 3064-2380 PADRE JOSÉ AUGUSTO DA SILVA, PADRE FRANCISCO Os Artigos assinados não representam necessariamente a Tiragem CARLOS PEREIRA, IR. MÁRCIO DINIZ, MARIA INÊS opinião do Jornal. 3.950 EXEMPLARES MOREIRA E NEUZA MARIA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO. Uma Publicação da Diocese de Guaxupé www.guaxupe.org.br 2 JORNAL COMUNHÃO
  3. 3. opiniãoLUMEN GENTIUM: UMA LÂMPADA A SER SEMPRE REACENDIDA“De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros;e, no entanto, apesar de serem muitos,todos os membros do corpo formam um só corpo.” (1Cor, 12) Por Pe. Robervam Martins de Oliveira, pároco da paróquia São José de São José da Barra. Ao completar seus cinquenta anos, vocações, queiram promover a rique-o Concílio Vaticano II é um fenômeno za da comunidade cristã. Assim, mos-“novo” que nos remete a uma realida- tra-nos que a diferença, pautada nade “antiga”, uma vez que o sopro vi- mensagem evangélica, não deve soarvificador do Espírito, manifestado na como problema, mas como caminhoPalavra Eterna e Encarnada do Criador, de enriquecimento missionário doJesus Cristo, sempre impulsionou uma corpo eclesial no mundo.eclesialidade embasada na mensagemevangélica, cabendo aos discípulos do POVO DE DEUSMestre de Nazaré uma permanente Se partirmos da categoria “povoMetanóia. Somente se pode mudar a de Deus”, entenderemos que as maisrealidade, mudando-se a maneira de variadas funções eclesiais nos devempensar a vida. Sendo assim, a conver- mover para um mesmo norte. Pre-são deve sempre estar no itinerário cisamos buscar, permanentemente,daqueles e daquelas que se envolvem a convergência e não a divergência,na dinâmica do Evangelho que, mes- uma vez que o próprio Deus sempremo sendo “velho”, apresenta-se sem- sonhou para o ser humano a fraterni-pre “novo”. Caso contrário, deixaria dade, tendo como inspiração a comu-de ser aquilo que se propôs a ser: Boa nhão trinitária, que não faz da diferen-Notícia. Dentre os vários documentos ça um empecilho, mas um modelo aconciliares do Vaticano II, discorrere- ser vivenciado pela Igreja, peregrinamos, rapidamente, sobre a Constitui- no mundo, a caminho da casa pater-ção Dogmática Lumen Gentium, tendo na. Mesmo pelo fato de ainda sermosem vista despertar a consciência para embrionários na mentalidade do Vati-a importância de sempre voltarmos às cano II, faz-se necessária a constanteinspirações desta fonte conciliar. busca de harmonia entre o clero e o laicato, entendendo que um não se so-LUZ DOS POVOS brepõe ao outro, mas se complemen- “Luz dos Povos”, tradução de Lumen tam. Ambos pertencem a uma mesmaGentium, é estruturada nas seguintes realidade. Assim, já nos inspiravam ospartes: o Mistério da Igreja, o Povo de escritos paulinos: “Existem dons di-Deus, a constituição hierárquica da ferentes, mas o Espírito é o mesmo;Igreja e, em especial, o episcopado, os diferentes serviços, mas o Senhor é oleigos, a vocação de todos à santida- mesmo; diferentes modos de agir, masde na Igreja, os religiosos, a índole es- é o mesmo Deus que realiza tudo emcatológica da Igreja peregrina e a sua todos” (1Cor 12, 4-6).união com a Igreja celeste e a bem- Após este pequeno comentário,-aventurada Virgem Maria, Mãe de podemos apoiar-nos na fala do teólo-Deus, no mistério de Cristo e da Igreja. go padre Libanio, que considera a Lu-Esta última parte, segundo algumas men Gentium uma “mina inesgotável”.fontes, tornou-se objeto de polêmi- Para enfatizar sua expressão, ele citaca, decorrente da opinião de certos as palavras do padre Lima Vaz, eviden-padres conciliares desejarem elaborar ciando a atualidade da “Luz dos Povos”um documento que se dedicasse so- para a Igreja de hoje: “...a Constituiçãomente a Maria. Porém, tal ideia parece Em uma rápida análise das partes dogmática Lumen Gentium permanecenão ter obtido repercussão, cabendo à atual e contém novidades ainda nãoMãe de Deus apenas um capítulo nas componentes da Lumen Gentium, per- assimiladas pelo conjunto da Igrejaconclusões conciliares, comprovando cebemos a necessidade vital de a católica. Nada melhor que fazer umaque Maria deve ser entendida em co- rememoração no sentido profundo domunhão com a Igreja e não, como um Igreja buscar sempre uma comunhão termo. Captar-lhe as intuições funda-paralelo. Citemos como documento mentais na contingência de seu mo-papal, a Exortação Apostólica de Paulo com as “diferenças”. mento histórico e atualizá-las nas vi-VI, Marilialis Cultus, publicada no ano percebemos a necessidade vital de a dade, com evidência para o Sacerdó- cissitudes presentes. Processa-se umade 1979, pouco conhecida pelo clero Igreja buscar sempre uma comunhão cio Comum dos Fiéis, fonte dos demais operação hermenêutica que é umae pelos leigos, a qual disserta sobre a com as “diferenças”. Forma-se assim o ministérios. Foi, nas águas do Batismo, leitura eclesial de hoje, à luz dos en-necessidade do equilíbrio cristão no Povo de Deus, categoria esta tão res- o início do nosso “caso de amor” com sinamentos básicos dos padres conci-culto mariano. saltada nos bastidores conciliares, o Cristo e sua Igreja. Para isso, urge a liares” [Vida Pastoral 45 (2004), n. 236, Em uma rápida análise das par- que provocou o mundo católico a ter consciência de que as diferenças ecle- pp. 3-8].tes componentes da Lumen Gentium, uma visão mais aberta de sua eclesiali- siais, manifestadas nas mais variadas DIOCESE DE GUAXUPÉ 3
  4. 4. notíciasACONTECE 3 o ENCONTRO DIOCESANO DOS GRUPOS DE REFLEXÃO Por José Luiz Foto: Luíza Foi no CAIC, em Guaxupé, mais uma veis para se realizar a Igreja do Vaticanovez, o Encontro Diocesano dos Grupos II. Os novos cânticos que ele ensinou es-de Reflexão. Era o Dia da Bíblia, 30 de tarão em breve sendo cantados por todasetembro. O Encontro contou com 420 a diocese.participantes. Só o Setor Cássia não se Abriu o encontro a entrada solenefez representar. da Bíblia, cantada e dançada pelos par- O assessor foi o Irmão João Rezende ticipantes de Nova Resende. O encerra-SDN, que encantou os participantes com mento deu-se com a missa presidida porsuas fascinantes parábolas e compara- dom Lanza que, na homilia, incentivou ações e motivou a todos de entusiasmo todos a buscarem, através dos Grupos depela Palavra de Deus e pelos Grupos de Reflexão, a prática do jeito “antigo/novo”Reflexão, como ferramentas indispensá- Assessor motivou a todos de entusiasmo pela Palavra de Deus e pelos Grupos de Reflexão de ser Igreja.ADULTOS RECEBEM SACRAMENTOS NAPARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO, EM POÇOS DE CALDAS Por Julianne BatistaFoto: Julianne Batista A Catequese de Adultos é um traba- lho que foi solicitado e incentivado pela Diocese de Guaxupé. A Paróquia São Se- bastião, de Poços de Caldas, tem colhido frutos em abundância neste ano. No mês de outubro, dois adultos foram batiza- dos, 16 receberam a Primeira Eucaristia e 28, o sacramento da Crisma. No dia 14, realizou-se a Celebração da Crisma, ministrada pelo padre José Maria de Oliveira, com autorização do bispo, dom José Lanza Neto. Na ocasião, o pároco pediu aos crismados que procu- rassem engajar-se nos diversos trabalhos desenvolvidos na paróquia, através das pastorais e movimentos, Dessa forma, eles estarão, efetivamente, vivendo a fé que confirmaram através do sacramentoEm outubro, 02 adultos foram batizados, 16 receberam a Primeira Eucaristia e 28, o sacramento da Crisma recebido.PROVÍNCIA ECLESIÁTICA PROMOVE ASSEMBLEIA VOCACIONAL Por Hudson Ivan Teixeira Foto: SAV Diocese de Guaxupé Nos dias 28, 29 e 30 de setembro, mesma, bem como saber quais são osaconteceu em Poços de Caldas a IV As- objetivos a serem alcançados. Destacousembleia da Pastoral Vocacional e Servi- ainda que o amor do agente vocacionalço de Animação Vocacional (PV/SAV) da para com o SAV é essencial. Com bas-Província Eclesiástica de Pouso Alegre, tante didática e conhecimento bíblico,constituída pelas dioceses de Campanha refletiu ainda sobre vários personagense Guaxupé e pela arquidiocese de Pouso bíblicos, aplicando suas características àAlegre. Com a participação de mais de 80 vida e missão do animador vocacional.animadores vocacionais, sendo estes, re- Como João Batista, o animador vocacio-ligiosos, religiosas, padres, seminaristas, nal tem a missão de apontar aquele queleigos e leigas, o evento contou com a é o mestre: Jesus de Nazaré. Irmã Clotil-assessoria da Irmã Clotilde Prates de Aze- de ainda fez uma breve reflexão sobre asvedo que faz parte da congregação das novas comunidades de vida e ressaltou aIrmãs Apostolinas. Durante o encontro, importância de acolher e conhecer maisocorreu a visita de vários padres e a missa suas propostas e carismas, tendo em vis-de encerramento foi presidida por dom ta que muitos jovens se identificam comJosé Lanza Neto. as mesmas. Assembleia foi assessorada por irmã Clotilde Prates de Azevedo e teve como tema “As Equipes Vocacionais Paro- A assembleia teve como temática “As Para padre Alexandre José Gonçal- quiais - Constituição, Espiritualidade e Atuação”Equipes Vocacionais Paroquiais - Cons- ves, responsável pelo SAV da Diocese detituição, Espiritualidade e Atuação”. A Guaxupé e representante da província com isso, a troca de experiências; reani- gando”. Além disso, houve uma grandeassessora levou o grupo a refletir vários no regional Leste 2, “esta IV Assembleia mar aqueles que há tempos ‘pelejam’ no mobilização de voluntários que estão napontos acerca do tema. Destaca-se, em contribuiu de maneira excelente no sen- SAV e, às vezes, por vários motivos, sen- Igreja em diversos movimentos e pasto-sua fala, a importância de uma equipe tido de promover o encontro dos vários tem a necessidade de um novo fôlego rais e que poderão ser, nesses ambientes,bem estruturada, da vida espiritual da animadores vocacionais da província e, e entusiasmar àqueles que estão che- animadores vocacionais. 4 JORNAL COMUNHÃO
  5. 5. notíciasRCC REALIZA ‘SEMANAS MISSIONÁRIAS’ EM POÇOS DE CALDAS Por Julianne Batista Foto: João Paulo Ferreira O Grupo de Oração Parque de Cristo, das Missões, comemorado em 21 deda paróquia São Francisco de Assis e San- outubro. “Esperamos colher os frutos dota Clara, no bairro Parque Pinheiros, em trabalho dos missionários não somentePoços de Caldas, realizou desde o dia 17 para o Grupo de Oração, mas para toda ade outubro, as ‘Semanas Missionárias’. O paróquia, tendo em vista o levantamentoevento tem acontecido, a pedido da Re- que será feito sobre as necessidades dasnovação Carismática Católica do Brasil, famílias visitadas.”em dioceses espalhadas por todo o país. Foram duas semanas de atividades, FORMAÇÃOdurante as quais 20 missionários percor- Antes de iniciarem as missões, os ser-reram sete bairros da zona leste da cida- vos receberam orientações. Eles tiveramde. No sábado (13), os missionários rece- contato com o subsídio de planejamen-beram o envio do pároco padre Gledson to e formação, fornecido pela RCCBrasil.Antônio Domingos, durante a celebração Este conteúdo foi, anteriormente, anali-da missa. Na ocasião, o padre falou sobre sado e autorizado pelo pároco local.a importância de atividades como esta, O Grupo Parque de Cristo mapeoupromovida pela RCC. os locais e dividiu os setores por onde os Durante 02 semanas de atividades, 20 missionários percorreram a Paróquia São Francisco e Santa Clara Domingos também lembrou o Dia missionários passariam.SETOR POÇOS CELEBRA 10 ANOS DE FORMAÇÃO CRISTÃ Por Dora ScassiottiFoto: Dora Scassiotti Realizou-se no dia 22 de setembro, no de fé. Ela se encontra no evangelho, na salão paroquial da Paróquia São Sebas- pessoa de Jesus. Por isso, toca o coração tião, o primeiro encontro do setor Poços através do Espírito Santo. para celebração dos 10 anos de forma- A segunda palestra esteve a cargo do ção cristã na diocese, contando com a padre Henrique Neveston da Silva, da participação de 120 membros do curso Paróquia Nossa Senhora da Assunção de de iniciação teológica e dos grupos de Cabo Verde, com o tema “Tempo de ver, formação cristã. tempo de crer... e amar.” Discorreu que a Houve duas palestras, a primeira mi- Igreja precisa deixar de ser de manuten- nistrada pelo padre Reginaldo da Silva, ção e passar a ser uma Igreja missionária. da Paróquia Nossa Senhora das Dores Ver - assumir um compromisso de forma- de Guaxupé, com o tema “A mística na ção; Crer - estudar, racionalizar e transfor- formação - caminho para a santidade.” mar esta fé em vida; Amar esta Igreja, as- Segundo Reginaldo, a mística cristã é um sumindo a fé para não mais deixar Cristo.“A mística na formação” e “Tempo de ver, tempo de crer... e amar” foram temas ministrados para membros do curso conjunto de experiências amorosas, o O encontro foi avaliado como muitode iniciação teológica e dos grupos de formação cristã amor de Deus vivenciado na caminhada bem sucedido.FUNDADORA DAS IRMÃS CONCEPCIONISTAS É CANONIZADA Por Pe. Gilvair Messias Foto: www.anec.org.br No domingo, 21 de outubro, o papa ao contemplar o progresso da Congre-Bento XVI, em Santa Missa na Praça São gação das Religiosas ConcepcionistasPedro, em Roma, canonizou Jacques Missionárias do Ensino, pôde cantarBethieu, Maria del Monte Carmelo Sal- junto com a Mãe de Deus: ‘Seu amor,les y Barangueras, Marianna Cope, Ka- de geração em geração, chega a todosteri Tekakwitha e Anna Schäffer. que o respeitam’. Sua obra educativa, Maria del Monte Carmelo Salles y confiada à Virgem Imaculada, conti-Barangueras ou Madre Carmen Salles nua a dar frutos abundantes entre osé a fundadora das Irmãs Concepcionis- jovens e através da entrega generosatas Missionárias do Ensino. Ao referir- de suas filhas que, como ela, se con--se à santa, disse o papa Bento XVI “So- fiam ao Deus que pode tudo.”bre nós venha, Senhor, a vossa graça, A fundadora foi canonizada no anopois, em vós, nós esperamos!WW Com em que a Congregação completouestas palavras, a liturgia nos convida a cem anos de presença no Brasil e ofazermos nosso, este hino a Deus cria- milagre que levou a santa aos altaresdor e providente, aceitando seu plano ocorreu em terras brasileiras. Na Dio-em nossas vidas. Assim o fez Santa cese de Guaxupé, a congregação mar-Maria del Carmelo Salles y Barangue- ca significativa presença nas cidadesras, religiosa nascida em Vic, Espanha, de Machado e de Passos.em 1848. Quando viu sua esperançapreenchida, após muitas dificuldades, A fundadora foi canonizada no ano em que a Congregação completou cem anos de presença no Brasil DIOCESE DE GUAXUPÉ 5
  6. 6. reportagemFoto: caladamusica.blogspot.com A PORTA DA FÉ Por padre Gladstone Miguel da Fonseca Fé! uma pequenina palavra que carrega em si grande conteúdo e significado. Du- rante muito tempo, fé era ligada à razão. O que não podia ser comprovado pela razão era conteúdo da fé. Nas últimas décadas, a Igreja através de seu magistério, tem levantado a questão de modo um pouco diferenciado. O papa João Paulo II discur- sava sobre fé e ciência não mais como con- trárias, mas a razão, a ciência, auxiliando à fé. O inverso também acontece. No dia a dia, muitas vezes, ouvimos expressões como: sou uma pessoa de fé; ou, aque- la pessoa tem fé; aquela outra não tem fé... Agora perguntamos: o que é Fé? Fé é acreditar, confiar. No entanto, continua- mos a perguntar: em que e ou em quem você depositou sua fé? O Papa Bento XVI publicou recentemente a carta apostólica Porta Fidei (A Porta da Fé), com a qual se proclama o Ano da Fé. A partir da carta, o COMUNHÃO apresenta algumas pergun- tas respondidas com dizeres do pontífice. 6 JORNAL COMUNHÃO
  7. 7. reportagemO ANO DA FÉ. O QUE É E QUANDO testemunho e um compromisso públi- transformar com a força da sua ressur- am para acudir às necessidades dos ir-ACONTECERÁ? cos. O cristão não pode jamais pensar reição. mãos (cf. At 2, 42-47). Pela fé, os márti- que crer seja um fato privado. A fé é res deram sua vida para testemunhar a Decidi proclamar um Ano da Fé. decidir estar com o Senhor, para viver QUAIS EXEMPLOS DE FÉ MARCARAM verdade do Evangelho que os transfor-Este terá início a 11 de outubro de com ele. E esse estar com ele implica ESTES DOIS MIL ANOS DE NOSSA mara, tornando-os capazes de chegar2012, no cinquentenário da abertu- a compreensão das razões pelas quais HISTÓRIA DE SALVAÇÃO? ao dom maior do amor com o perdãora do Concílio Vaticano II e terminará se acredita. A fé, precisamente porque de seus próprios perseguidores. Pelana Solenidade de Nosso Senhor Jesus é um ato da liberdade, exige também Pela fé, Maria acolheu a palavra do fé, homens e mulheres consagraramCristo, Rei do Universo, a 24 de no- um assumir a responsabilidade social Anjo e acreditou no anúncio de que se- a própria vida a Cristo, deixando tudovembro de 2013. Desejamos que este daquilo em que se acredita. No dia de ria Mãe de Deus na obediência da sua para viver em simplicidade evangélicaAno suscite, em cada crente, o anseio dedicação (cf. Lc 1,38). Ao visitar Isabel, à obediência, à pobreza e à castidade.de confessar a fé plenamente e com elevou seu cântico de louvor ao Altíssi- Pela fé, muitos cristãos se fizeram pro-renovada convicção, com confiança e A fé é decidir es- mo pelas maravilhas que realizava em motores de uma ação em prol da jus-esperança. Será uma ocasião propícia quantos a ele se confiavam (cf. Lc 1, 46- tiça, para tornar palpável a palavra dotambém para intensificar a celebração tar com o Senhor, 55). Com a mesma fé, seguiu o Senhor Senhor, que veio anunciar a libertaçãoda fé na liturgia, particularmente na na sua pregação e permaneceu ao seu da opressão e um ano de graça paraEucaristia, que à meta para a qual se para viver com lado, mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25- todos (cf. Lc 4, 18-19). Pela fé, vivemosencaminha a ação da Igreja e fonte deonde emana toda sua força. ele. E esse estar 27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservan- também nós, reconhecendo o Senhor Jesus, vivo e presente na nossa vida e com ele implica a do no coração a memória de tudo (cf. na história.EM QUE SE FUNDAMENTA O ANO DA Lc 2,19.51), transmitiu aos Doze, reuni-FÉ? compreensão das dos com ela no Cenáculo, para recebe- CONSIDERAÇÕES FINAIS rem o Espírito Santo (cf. At 1,14; 2,1-4). Não podemos aceitar que o sal se razões pelas quais Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo Que venha o ano da fé! E junto comtorne insípido e a luz fique escondida para seguir o Mestre (cf. Mc 10,28). ele, a esperança renasça. A fé seja o ali-(cf. MT 5,13-16). Também o homem se acredita. Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obe- cerce de nossa caminhada e teremoscontemporâneo pode sentir de novo decendo ao mandato de levar o Evan- a força de, assim como Pedro, realizara necessidade de ir como a samari- Pentecostes, a Igreja manifesta, com gelho a toda criatura (cf. Mc 16,15) e, nossa confissão de fé: “Então, dissetana ao poço, para ouvir Jesus, que toda a clareza, essa dimensão pública sem temor algum, anunciaram a todos Jesus aos Doze: ‘Não quereis tambémconvida a crer nele e a beber na sua do crer e do anunciar sem temor a pró- a alegria da ressurreição, de que foram partir? ’Simão Pedro respondeu-lhe:fonte, donde jorra água viva (cf. Jo pria fé a toda gente. É o dom do Espíri- fiéis testemunhas. Pela fé, os discípulos ‘Senhor, a quem iremos? Só tu Tens4,14). Devemos readquirir o gosto de to Santo que prepara a missão e forta- formaram a primeira comunidade reu- palavras de vida eterna e nós cremos enos alimentarmos da Palavra de Deus, lece o nosso testemunho, tornando-o nida à volta do ensino dos Apóstolos, reconhecemos que és o Santo de Deus”transmitida fielmente pela Igreja e do franco e corajoso. A própria profissão na oração, na celebração da Eucaristia, (J0 6, 67-69).Pão da Vida, oferecidos como sustento da fé é um ato simultaneamente pes- pondo em comum aquilo que possuí-de quantos são seus discípulos (cf. Jo soal e comunitário. De fato, o primeiro6,51). De fato, em nossos dias, ressoa sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comu-ainda, com a mesma força, este ensi- nidade cristã que cada um recebe o Ba-namento de Jesus: “Trabalhai, não pelo tismo, sinal eficaz da entrada no povoalimento que desaparece, mas pelo ali- dos crentes, para obter a salvação.mento que perdura e dá a vida eterna”(Jo 6,27). E a questão, então posta por COMO DEVE SER VISTA A HISTÓRIAaqueles que o escutavam, é a mesma DE NOSSA FÉ DURANTE ESTE ANO?que colocamos também hoje: “Quehavemos nós de fazer para realizar as Será decisivo repassar, durante esteobras de Deus? (Jo 6,28). Conhecemos Ano, a história de nossa fé, que faz vera resposta de Jesus: “A obra de Deus é o mistério insondável da santidade,esta: crer naquele que ele enviou” (Jo, entrelaçado ao pecado. Enquanto a6,29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o primeira coloca em evidência a grandecaminho para se poder chegar definiti- contribuição que homens e mulheresvamente à salvação.” prestaram para o crescimento e o pro- gresso da comunidade com o testemu-QUE PERCURSO PODE AJUDAR A nho da sua vida, o segundo deve pro-COMPREENDER DE MANEIRA MAIS vocar em todos uma sincera e contínuaPROFUNDA OS CONTEÚDOS DA FÉ? obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao en- De fato, existe uma unidade pro- contro de todos. Ao longo deste tem-funda entre o ato com que se crê e os po, manteremos o olhar fixo em Jesusconteúdos aos quais damos nosso as- Cristo, “autor e consumador da fé” (Hbsentimento. O apóstolo Paulo permite 12,2): nele encontra plena realizaçãoentrar nessa realidade, quando escre- toda a ânsia e anélito do coração hu-ve: “Acredita-se com o coração e, com mano. A alegria do amor, a resposta aoa boca, faz-se a profissão de fé” (Rm drama da tribulação e do sofrimento,10,10). O coração indica que o primeiro a força do perdão diante da ofensa re-ato, pelo qual se chega à fé, é dom de cebida e a vitória da vida sobre o va-Deus e ação da graça que age e trans- zio da morte, tudo isso encontra plenaforma a pessoa até o mais íntimo dela realização no mistério de sua Encarna-mesma (...). Por sua vez, o professar, ção, de seu fazer-se homem e partilharcom a boca, indica que a fé implica um conosco a fragilidade humana para a DIOCESE DE GUAXUPÉ 7
  8. 8. catequeseCOMO ABORDAR NA CATEQUESE A FÉ CRISTÃ NA RESSURREIÇÃO Por Pe. Sandro Santos, pároco do Santuário de Santa Rita de Cássia, Cássia (MG) e assessor diocesano de catequese Neste mês, lembramos o dia e Homem numa só existência,dos finados. É oportuno apro- o Belo que se une ao Ilimitado,veitar esta data para dar uma para transformá-lo. Por isso,boa catequese, pois alguns as- a fé na Ressurreição de Cristosuntos são pertinentes não só muda a sorte da face da terrapara a catequese, mas também e impulsiona os cristãos a faze-para a vida cristã. rem a diferença. A Ressurreição é um misté-Entendendo o assunto: rio e, por isso, não tem como ser provado cientificamente, Ressurreição não é apenas mas pode sê-lo através dasum ato de fé, mas uma experi- realidades que vemos a partirência concreta com Jesus que da Ressurreição. É muito bomestá vivo. Esta é a certeza que falar que há coisas na vida quedevemos expressar em toda não se explicam, mas sabe-nossa catequese. É a experiên- -se que existem. O essencial écia vivida, naquela manhã, por ver a ressurreição como vidaalgumas mulheres e também transformada, vida renovada.a experiência vivida pelos dis-cípulos de Emaús, por Paulo e Missão da Catequesetantos outros que, após a ex-periência, foram tomados de A catequese tem uma mis-alegria por sentir a presença do são fundamental: orientar osRessuscitado. catequizandos e a própria co- Ressurreição é Deus inva- munidade cristã sobre o ver-dindo a vida de quem faz esta dadeiro sentido da vida, daexperiência: “Ele está no meio ressurreição e da eternidade.de nós.” Falar sobre a fé na Res- Quem não coloca em seu ho-surreição numa homilia é fácil, rizonte a ressurreição, perde-mas numa linguagem catequé- -se no cotidiano da vida e ficatica, respeitando as várias fases preso a situações constantesdo desenvolvimento humano é de morte.outra coisa. Temos que usar o Muitos autores falam sobrerecurso da linguagem e do grau ressurreição fazendo compa-de compreensão em que cada rações. O próprio Jesus nosinterlocutor se encontra. falava deste modo. Ele usou a Espero que esta matéria comparação da semente quecontribua para que nossos ca- jogada na terra, se ela mor-tequistas, espalhados por nos- re, transforma-se. O Apóstolosa diocese e, quem sabe, por Paulo também vai na mesmaoutros lugares, possa amenizar direção. E um autor muito per-a insegurança quando se veem to de nós, fala da relação dodiante deste assunto tão subli- milho de pipoca e a própriame, pois a ressurreição é o cen- pipoca, e de como no mistériotro de nossa fé é a certeza de do calor, um se transforma noque nossa vida não termina com a mor- do mal e do coração carregado de pessoas para com Jesus Cristo. outro.te. Aliás, isto nós professamos ao rezar maldade, a morte entrou no mun- O tema é sublime, mas não deixa de Sendo assim, estimados catequis-o “Creio em Deus Pai”, mas ao mesmo do. ser difícil de expressar, principalmente tas, não é preciso de palavras eloquen-tempo, um assunto tão complexo por- • Jesus Cristo passou pela morte numa realidade de sociedade em que tes e difíceis para falar da Fé na Res-que é mistério. No entanto, não se fala Apesar de não ter pecado. Mas não uma boa, para não dizer grande parte surreição de Cristo. É preciso sim, umde ressurreição sem se falar de morte. ficou na morte. Três dias após seu dela, tem a tendência a ver e a ter como conhecimento teórico, mas, acima de Dom Juventino Kestering, um gran- sepultamento, ele ressuscitou. É verdade algo que seja empírico, dificul- tudo, estar aberto à experiência de fé ede catequista, em uma de suas análises, na ressurreição de Jesus que nossa tando a compreensão ou, até mesmo, a ter um olhar de transformação da vida,diz que a morte deve ser entendida em vida adquire novo sentido. aceitação do Mistério. pois por vários momentos, passamostrês dimensões: Jesus de Nazaré foi um homem con- pela realidade de ressurreição. Nossa Como afirma São Paulo “Se Cristo creto que viveu num dado momento catequese deve ser anunciadora da es- • A morte é o fim da vida terrestre não ressuscitou, inútil é nossa fé” (1Cor da história humana. Sua vida foi tão perança e da vida. Nossa vida é medida pelo tempo, 15,14). Sabe-se que numa formação, marcante que muitas religiões fazem ao longo do qual passamos por seja ela religiosa ou não, deve-se ter menção a ela. E para nós, cristãos, ter Para refletir no grupo: mudanças, envelhecemos e, como como princípio, o respeito à fase de de- a certeza de que esse homem viveu, acontece com todos os seres vivos senvolvimento em que o ser humano sofreu e morreu, nada difere de outras • Quem, em sã consciência, já ex- da terra, a morte aparece como fim se encontra (se é criança, adolescente, religiões. No entanto, ter a certeza de perimentou uma sensação de normal da vida. jovem ou adulto), seu contexto sócio- que ele viveu, morreu e ressuscitou dos superação e transformação de si • A morte é consequência do pecado -econômico, cultural, político e religio- mortos, muda tudo. Fato que Jesus de mesmo? O pecado entrou no mundo e de- so e até, por que não dizer, educacio- Nazaré, para muitos, é apenas um ser sorganizou desígnios de Deus. nal. Agindo assim, pode-se alcançar especial, um homem perfeito. Para nós, Como consequência do pecado, com mais sucesso o encantamento das Ele é nosso Salvador e Redentor, Deus 8 JORNAL COMUNHÃO
  9. 9. atualidadeA CONCEPÇÃO SOBRE A MORTE NAS RELIGIÕES E DOUTRINAS NOS DIAS ATUAIS “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (II Cor 5,1). Pe. Dênis Nunes de Araújo, vigário paroquial na Paróquia São Sebastião de Poços de Caldas A morte é a cessação total da vida e libertar deste ciclo, é preciso levar uma lo: ‘o meu desejo é partir e ir estar com senta o fim do corpo, mas o espírito, quenão há possibilidade alguma de existên- vida sem contradições. A alma nunca Cristo’ (Fl 1, 23)”. Jesus Cristo transfor- não morre, toma nova forma e se reen-cia. Os seres humanos são dotados de morre, ela vai mudando de corpo. Após mou a maldição da morte em bênção carna. Após o desligamento do corpo,inteligência, através da qual, somente longas reencarnações, encontra-se com (2Tm1,11; Fl1,21). “Contudo, semeia-se o espírito parte para um longo proces-estes conseguem saber que morrerão. um grande santo (Sad-Guru) e ela se no túmulo um corpo corruptível, ele so de reencarnações e purificação. São,Desta forma, surgem os grandes ques- auto-desenvolve e vai ao encontro do ressuscita um corpo incorruptível, um nas várias reencarnações, que o espíritotionamentos: Como será a morte? Para transcendental em Deus. ‘corpo espiritual’ (I Cor 15, 44).” Porém, se purifica até atingir a perfeição. É umonde o ser humano vai após a morte? No budismo, com a morte, o espírito “na morte Deus chama o homem para si. processo que não é conhecido ao serO que existe após a morte? Muitos se abandona seu corpo físico que fica inu- É por isso que o cristão pode sentir, em humano, pode ser que sucedam váriasinquietam a responder sobre o assun- tilizado e retorna ao mundo espiritual. relação à morte, um desejo semelhante vidas ou não. O fato é que ao purificar-to; mas a resposta depende, em grande Neste, reinicia uma nova vida de purifi- ao de São Paulo: ‘o meu desejo é partir e -se plenamente, o espírito se torna bemparte, de valores culturais e religiosos cação. A morte significa “o que vai nas- ir estar com Cristo’ (Fl 1, 23)” (CIC 1011). aventurado, um espírito puro.pessoais. cer”. Morre-se para o mundo material e Jesus Cristo transformou a maldição A maioria das igrejas evangélicas O ser humano sente-se intrigado nasce para o mundo espiritual. Após um da morte em bênção (2Tm1,11; Fl1,21). acredita na eternidade da alma e que hádiante do fato da morte. O processo período, renasce no mundo físico, mas “Contudo, semeia-se no túmulo um cor- a salvação para os justos e a condena-civilizatório mostra que esta é uma das vai acumulando impurezas e máculas po corruptível, ele ressuscita um corpo ção para os injustos.preocupações de quase todos os povos durante a existência, tanto no corpo físi- incorruptível, um ‘corpo espiritual’ (I Cor A cultura afro-brasileira, em suaque habitaram o planeta Terra. Várias co quanto no espiritual. O corpo é nova- 15, 44)” (CIC 1017). grande parte, supõe que a vida e a mor-doutrinas e religiões que surgiram du- mente abandonado e o espírito volta a A revista Época, em sua edição de te são uma alternação de ciclos. Desterante a existência humana buscaram purificar-se no mundo espiritual em um nº 325, publicou um artigo de Caroli- modo, o morto volta ao mundo dos vi-satisfações para seus seguidores sobre ciclo. na Nascimento intitulado: “Saiba como vos que pode até mesmo se reencarnarseus entes que morreram. O cristianismo crê na ressurreição, a morte é vista em diferentes religiões na própria família. Para o candomblé, Nas religiões antigas, já se percebia assim como Jesus Cristo ressuscitou to- e doutrinas.” A autora explana que nos por exemplo, o morrer é passar paraque o tema é referente. dos ressuscitarão. A morte marca o fim pensadores da filosofia grega, entre uma dimensão diferente, a da existência No judaísmo, acredita-se em uma da existência terrena, porém início da eles, Pitágoras, Platão e Plotino, a ideia terrena e permanecer junto aos espíri-vida após a morte. Não se sabe como eterna. “O Cristão, que une a sua própria é de que há uma existência após a mor- tos daqueles que já morreram, junto aosé esta continuidade, pois enquanto se morte à de Jesus, vê a morte como um te e um julgamento. Na doutrina niilista orixás e guias.vive neste mundo, é impossível saber o caminhar ao seu encontro e uma entra- (nihil, nada), o ser possui toda sua es- Os mórmons acreditam que, apósque há após a morte. A alma se separa da na vida eterna (CIC 1020).” Também sência na matéria. Morrer significa o fim a morte, o espírito vai para um mundodo corpo e possui outras experiências no parágrafo 1005 diz o Catecismo da de qualquer possibilidade, não há nada espiritual, no qual aqueles que não re-até voltar na ressurreição dos mortos. Igreja Católica: “Para ressuscitar com além de sua existência. Na doutrina ceberam o evangelho em vida poderão No islamismo, o muçulmano é sub- Cristo é preciso morrer com Cristo, é panteísta (o universo, a natureza e Deus ouvi-lo e aceitá-lo através de missioná-misso a Deus (Alah). A morte não é ani- preciso ‘deixar a mansão deste corpo têm o mesmo valor), ao iniciar a vida, o rios. Nesse lugar, esperam a segundaquilação do indivíduo, é a passagem de para ir morar junto do Senhor’ (2 Cor espírito e o corpo são reunidos em todo vinda de Jesus Cristo.uma vida para outra. Esta vida é uma via 5,8). Nesta ‘partida’ que é a morte, a o universo e, ao morrer, os mesmos vol- Portanto, a morte é algo que impul-para a grande recompensa que há de alma é separada do corpo. Ela será reu- tam a ser uma massa comum para nova- siona várias religiões e doutrinas quereceber. “A Deus pertence tudo quanto nida a seu corpo no dia da ressurreição mente se reunir e voltar em outra vida buscam orientar seus seguidores a te-existe nos céus e na terra, para castigar dos mortos.” A morte é consequência do ou forma. rem um olhar para o estágio pós-morte.os malévolos, segundo o que tenham pecado. O homem, sendo mortal, não Os ateus são aqueles grupos que não Pode-se notar que apesar das diferençascometido, e recompensar os benfeitores foi criado por Deus para morrer. A morte acreditam na existência de um Deus. no pensar, há semelhança entre elas. Acom o melhor.” (Alcorão 53:31). foi contrária aos desígnios de Deus (cf. Não acreditam que exista alguma forma morte continuará ainda um grande mis- O hinduísmo concebe que, após a CIC 1008). Porém, “na morte Deus cha- de vida após a morte. Esta fundamenta- tério, mas a partir de princípios teológi-morte, há reencarnação. A vida na Ter- ma o homem para si. É por isso que o ção está na posição de que não há qual- cos da vida e da morte, é possível torná-ra é um eterno ciclo de nascimentos, cristão pode sentir, em relação à morte, quer comprovação desta existência. -la crível.mortes e reencarnações. Para alguém se um desejo semelhante ao de São Pau- Para o espiritismo, a morte repre- DIOCESE DE GUAXUPÉ 9
  10. 10. ponto de vista pastoralEXPERIÊNCIA DE NOVOS ROTEIROS DOS GRUPOS DE REFLEXÃO Por Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, professor de Teologia Bíblica no Centro de Estudos Superiores da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Reside em Nova Resende A diocese de Guaxupé pretende preparar seus próprios roteiros para os Grupos de Reflexão. A seguir, é apresentado um roteiro experimental, entre 25 de novembro a02 de dezembro. Outras semanas de novembro podem ser encontradas no site www.guaxupe.org.br. Pensou-se em mudar o estilo. Começa-se por um fato da vida, motivando, em seguida, a discussão sobre as causas e consequências daquele fato. É o VER. Em seguida,vem o JULGAR. Primeiro, descobrir coisas boas e ruins que se encontram no fato, nas suas raízes e nos seus resultados, depois iluminar tudo com a Palavra de Deus, oEvangelho do domingo seguinte. Não fica de fora o AGIR, que é fazer alguma coisa para melhorar a situação que o fato com suas causas e consequências revelou. Pede-se aos grupos que, após utilizarem este roteiro, digam à coordenação dos Grupos de Reflexão se o novo roteiro conseguiu motivar mais os participantes, se asreuniões ficaram mais animadas, ou se houve dificuldades grandes, desânimo e/ou abandono. Semana entre 25 de novembro a 2 de dezembroCanto: (a escolher) são uma oportunidade para a verdadeiraOração inicial mensagem de Jesus ir mais longe? A genteL. 1: Nosso mundo carece de fé, a força que pode fazer alguma coisa?vem de dentro e nasce de Deus, Deus que (Tempo para pensar e cada qual ver o queestá dentro e me enche de forças, busca de poderá fazer)Deus que não me deixa errar.Todos: Que eu nunca seja sal sem sabor nem ORARluz apagada! - Pelos grupos de reflexão e comunidades cristãs do mundo inteiro, para que sejamL. 2: Nosso mundo carece de amor, que sempre um caminho seguro para enten-vence a guerra e a violência nascidas den- dermos a mensagem de Jesus e irmos aotro de casa. Nosso mundo carece de solida- seu encontro, rezemos ao Senhor!riedade, que vence a competição e une os com o fim do mundo, pode ser a qualquer L. 5: Neste Evangelho, Jesus comenta arivais. momento e sem avisar. Conhecem fatos destruição de Jerusalém, bem próxima de - Pelos dirigentes da nossa Igreja, para queTodos: Que eu nunca seja sal sem sabor nem semelhantes? acontecer. Foi o fim da antiga religião judai- nos ajudem a ver em todos os aconteci-luz apagada! (Tempo para pensar e conversar) ca – os cristãos ainda estavam presos a ela mentos um chamado de Deus para sermos – e a abertura de um novo horizonte para o mais fiéis ao seu projeto de vida, de justiça,L 3: Nosso mundo carece de caminho para Os porquês, a raiz cristianismo. O Evangelho usa uma lingua- de amor e de igualdade, rezemos ao Se-sair da dor, do sofrimento, da incompreen- L. 2: Será que a pessoa pensa mesmo que gem apocalíptica como “caí das nuvens” e nhor!são, da imoralidade, da vingança e do ódio. pode, a qualquer momento, ser arrebatada “o céu veio abaixo”. Precisamos estar prepa-Todos: Que eu nunca seja sal sem sabor nem para ir ao encontro do Cristo que “vem nas rados, é a chegada de Jesus. - Pelos que têm nas mãos os poderes des-luz apagada! nuvens”, como diziam no tempo de Jesus? Canto de Aclamação: (a escolher) te mundo, para que coloquem sua autori- Por que só ela será arrebatada ou outros dade e poder a serviço não dos própriosL. 4: Nosso mundo carece do perdão, que não? Que vinda de Jesus será essa, será o EVANGELHO SEGUNDO LUCAS: Lc 21, 25- interesses passageiros, mas do povo quetransforma as armas da luta, da compe- fim do mundo? Por que será que tanta gen- 28. 34-36 permanece, rezemos ao Senhor!tição e da rivalidade em ferramentas de te pensa uma coisa dessas?trabalho para construirmos um mundo de (Tempo para pensar e conversar) - Depois de falar da destruição de Jerusa- - Por todos os que sofrem como vítimasirmãos. O resultado, os frutos lém (ler vv. 20-24) em linguagem apocalíp- das desigualdades do nosso mundo, paraTodos: Que eu nunca seja sal sem sabor nem L. 3: O dono desse carro acha que não vai tica (vv. 25-26), o Evangelho fala da vinda que não coloquem sua esperança apenasluz apagada! morrer e será arrebatado. E os outros? Esse “do Filho do Homem nas nuvens” (ler Dn numa próxima vinda de Cristo, mas lutem pensamento de vinda próxima de Jesus 7,13-14) e da libertação do povo das comu- eles mesmos para ter seus direitos respei-L. 5: Nosso grupo procura em Jesus Cris- como juiz da humanidade tem influência nidades (v. 28). Que sentido tinha isso para tados e para que seja vencido, ainda nesteto a força que vem de Deus para iluminar nas pessoas? Quais os resultados de as pes- o tempo quando o Evangelho foi escrito e mundo, todo tipo de desigualdade, reze-e transformar, para ser modelo e força de soas ficarem pensando muito nisso aí? que sentido tem para hoje? mos ao Senhor!mudança em um mundo perdido em con- (Tempo para pensar e conversar) - Por que motivo o Evangelho manda os (espontâneas)tínuas discórdias. cristãos ficarem vigiando sobre si mesmosTodos: Que o nosso grupo jamais seja sal JULGAR na oração, sem pensar que a vida é só co- - Nas intenções de nosso Gruposem sabor ou luz apagada! O pecado e a graça mer, beber e ganhar dinheiro? (vv. 34-36) L. 4: É bom a gente pensar no próprio fim - Que sentido tinha isso para as comunida- - de nossa ComunidadeL. 6: Nossas comunidades estão precisan- e no encontro final com Cristo. Isso faz as des cristãs onde este Evangelho foi escritodo de mais animação e coragem. Seu in- pessoas serem mais honestas, viverem e que sentido tem para nós hoje? - de nossa cidade.centivo e força dependem da força da Pala- mais de acordo com a própria consciência,vra de Deus, que nos alimenta nos Grupos não é verdade? AGIR Pai Nossode Reflexão. Insistir demais numa imaginária próxima L. 6: Quando ouvimos falar que o fim doTodos: Que o nosso grupo jamais seja sal vinda do Cristo pode parecer um pouco mundo está próximo, a gente pode dizer Oração Finalsem sabor, luz apagada ou fermento derran- doentio até. Pode, talvez, ser um meio de alguma coisa, deixar uma orientação se- Ó Deus poderoso, só fazendo o que deve-cado! amedrontar as pessoas e trazê-las para sua gura? E quando citam passagens da Bíblia mos é que vamos ao encontro de Jesus, que religião. Pode dar a ideia de um Deus que para confirmar isso? esperamos. Ajudai-nos a servi-lo em nossos VER só pensa em castigar, com sede de sangue Se o fim do mundo não acontece tão logo, irmãos, para sermos os benditos que eleFato da vida e destruição. isso não quer dizer que nossa vida pesso- chamará para o reino de seu Pai. Pelo mes-Leitor 1: No vidro traseiro de um carro, es- Esse que diz esperar “ser arrebatado”, não al não esteja com os dias contados. Esse mo Nosso Senhor Jesus Cristo, que convos-tava escrito: EM CASO DE ARREBATAMEN- estará se achando um privilegiado? pensamento não deve fazer a gente pres- co vive na unidade do Espírito Santo.TO, ESTE CARRO FICARÁ DESGOVERNADO. Que mais do lado bom e ruim, você encon- tar mais atenção no que está fazendo para Combinar a casa onde será a próximaQuem colocou isso no carro está pensando tra nesse fato? ver se está se preparando para a vinda do reunião.certamente na palavra de Paulo (1Ts 4,17): (Tempo para pensar e conversar) Cristo? Bênção final: Que o Senhor nos abençoe e“nós os vivos, os que tivermos ficado, sere- As grandes mudanças que acontecem no nos guarde e nos conduza pelos caminhosmos arrebatados nas nuvens ao encontro A PALAVRA DE DEUS mundo são motivo para a gente pensar do seu Reino. Amém.do Senhor.” Pensa que a “vinda de Jesus”, Antes de ler o Evangelho em castigo de Deus ou fim do mundo, ou Canto final: (a escolher) 10 JORNAL COMUNHÃO
  11. 11. comunicação COMEMORAÇÕES DE NOVEMBRO NATALÍCIO ORDENAÇÃO2 02 Pe. Bruce Éder Nascimento 5 05 Mons. Benedito José da Silva3 O3 Mons. José dos Reis 9 09 Pe.André Aparecido da Silva4 04 Pe. Luiz Gonzaga Lemos 09 Pe. Fernando Alves da Silva5 05 Pe. Darci Donizetti da Silva 09 Pe. João Batista da Silva6 06 Pe. Paulo Sérgio Barbosa 14 14 Pe. Maurício Marques da Silva7 07 Pe. Norival Sardinha Filho 21 21 Pe. Claudionor de Barros13 13 Pe. Jorge Eugênio da Silva 25 25 Pe. Antônio Carlos Maia20 20 Pe. Henrique Neveston da Silva 31 31 Pe. Moisés Campos Gonçalves23 23 Pe. Antônio Garcia30 30 Pe. Álvaro Alves da Silva AGENDA PASTORAL DE NOVEMBRO4 Setor Areado: Encontro de MECEs 14 Setor Passos: Reunião dos Presbíteros8 Diocese: Reunião do Conselho de Presbíteros em Guaxupé 18 Reunião dos agentes do SAV9 Setor Poços: Reunião dos Presbíteros Setor Alfenas: Encontro de MECEs9-11 Encontro Vocacional no Seminário São José em Guaxupé 21 Setor Guaxupé: Reunião dos Presbíteros em Muzambinho10 Diocese: Reunião da Coord. Diocesana da Formação de Leigos em 22 Diocese: Reunião do Setor Famílias em Guaxupé Guaxupé 23 Diocese: Assembleia Diocesana da Pastoral da Criança em Paraguaçu Reunião da Coord. Diocesana da RCC em Guaxupé Setores Cássia e Paraíso: Reunião dos Presbíteros Reunião Diocesana do Serviço de Animação Litúrgica em Guaxupé 24 Diocese: Encontro Diocesano para Animadores da CF 2013 em Reunião do Setor Juventude em Guaxupé Guaxupé Reunião da Coord. Diocesana dos Grupos de Reflexão em Guaxupé Assembleia Diocesana da Pastoral da Criança em Paraguaçu Setores (Cássia, Paraíso, Passos e Guaxupé): Reunião dos Coord. Reunião do Conselho Diocesano do ECC (Setor Guaxupé) Paroquiais da Catequese Oficinas de Comunicação em Guaxupé11 Setores (Alfenas, Areado e Poços): Reunião dos Coord. Paroquiais da 25 Diocese: Assembleia Diocesana da Pastoral da Criança em Paraguaçu Catequese Cenáculo Diocesano da RCC12 Setores Alfenas e Areado: Reunião dos Presbíteros Setor Cássia: Encontro de MECEs IN MEMORIAN Faleceu no dia 03 de outubro padre Nossa Senhora de Sion. Seu corpo foi velado na paróquia Nossa Mário estava com 41 anos, era párocoMaguinaldo Vicente da Silva e no dia 12 Natural de Sabará (MG), padre Ma- Senhora de Sion, em São Sebastião do na Paróquia Senhor Bom Jesus de Arujáde outubro padre Mário Faleiros, mem- guinaldo estava com 51 anos e foi orde- Paraíso. (SP).bros da congregação dos padres de nado no dia 15 de novembro de 2008. Natural de Capetinga (MG), padre sugestões de leitura Consolo para quem está de luto - Renold J. Blank, Editora Paulinas Este livro é dirigido aos que passam pela dor da perda de um ente querido e também aos que se encontram com a perspectiva da própria morte. Ele busca responder, entre outras, a questões como estas: Como lidar com a tristeza que enche o nosso coração, quando somos confrontados com a morte de um ente querido? Será que ele, agora, está bem? Como nossa tristeza encontrará alento? O que dizer a nós mesmos e aos nossos amigos quando ficamos emudecidos e abalados pela dor diante do inevitável que não queremos aceitar? E, por fim, o que acontecerá a nós mesmos? Por quais experiências passaremos depois de nossa morte? O autor quer, com este inspirado livro, acompanhar a tristeza e o medo daqueles que estão chorando para que, na sua depressão, não estejam sozinhos e abandonados e para que, na sua dor, não se apague a esperança dentro deles. DIOCESE DE GUAXUPÉ 11
  12. 12. saúdeNUTRINDO A VIDA, VIVE-SE MELHOR Por Mônica Cirilo Magalhães, nutricionista com clínica em Poços de Caldas No processo evolutivo do homem,ao longo da história, a alimentaçãodemarcou etapas importantes. O serhumano, no início, sobrevivia da caça,pesca e coletas de vegetais. Com odesenvolvimento cultural, houve umagrande mudança adaptativa em re-lação aos animais e plantas. Surgiu aagropecuária que possibilitou o plane-jamento e produção de alimentos quese destinavam não somente às neces-sidades das comunidades como tam-bém para comercialização. Daí parafrente, com a modernização e o cres-cimento industrial, houve um aumen-to na disponibilidade de alimentos e,junto a este desenvolvimento, mudan-ça no padrão dietético. Assim, houveum declínio nas taxas de mortalidadepor doenças infecciosas e um aumen-to de mortalidade pelas doenças crô-nicas não transmissíveis (obesidade,hipertensão arterial, diabetes melli-tus, doenças cardiovasculares, cânceretc.) devido a mudanças na composi-ção dos alimentos que passaram a teralto teor de gorduras totais, colesterol,açúcares, conservantes etc e passaram • Aumentar o consumo de água • Evitar frituras, empanados, em- ças;a ser mais refinados, isto é, menos nu- entre as refeições; butidos; • Procurar variar os alimentos etritivos e reduzidos de fibras e gordu- • Consumir grãos, vegetais e frutas • Substituir manteiga e banha por comer de tudo, um pouco. Nãoras boas e devido também à ingestão frescas todos os dias; margarinas light, óleos vegetais e encarar as refeições como uma idaaumentada desses alimentos. Diante • Consumir fibras na forma de cere- azeite extravirgem; à farmácia, mas procurar um equi-destes fatos, a necessidade de buscar ais integrais cozidos ou em flocos, • Substituir leite e derivados inte- líbrio tentando incluir alimentoso conhecimento da ciência da nutri- frutas cruas, vegetais com casca e grais por leite desnatado e queijos saudáveis;ção, alimentação e mudanças de hábi- feijões em geral; magros; • A manutenção da saúde deve sertos saudáveis vem aumentando e tem • Substituir pães e farinhas brancas • Reduzir o sal e, em seu lugar, uma consequência, e não o úni-sido um dos fatores mais importantes por farinhas e pães integrais de tri- temperar os vegetais e legumes co objetivo do ato de comer bempara a manutenção da saúde e o equi- go, centeio, aveia, milho, bolinhos com ervas, especiarias e gotas de e lembre-se de que o principallíbrio entre o corpo e a mente. de fibra, mingau de grãos etc.; limão, reduzindo assim o risco de tempero para o sucesso da reedu- • Evitar gorduras saturadas e trans. pressão alta; cação alimentar é o bom senso e Algumas dicas práticas: Esta é a melhor prevenção contra • Reduzir o uso de açúcar e evitar a moderação aliados à prática de • Fracionar as refeições em 5 ou 6, o aumento de peso, problemas bebidas alcoolicas; atividade física. ao dia, em volumes menores, evi- cardiovasculares e certos tipos de • Manter o peso corporal adequa- tando o jejum prolongado; câncer; do, reduzindo os riscos de doen- sugestão de filme Cartas para Deus, 2010 Tyler Doherty tem 8 anos e sofre de câncer, os médicos estão desacreditados sobre suas chances de vida. Ape- sar da situação difícil, Tyler coloca sua fé em Deus acima de tudo, por meio de cartas diárias começa a escrever um diário sobre suas esperanças de que algum anjo possa salvá-lo. “Inspirado em uma história verdadeira, ‘Cartas a Deus’ é uma íntima, tocante e muitas vezes engraçada história sobre o efeito da crença que uma criança pode ter em sua família, amigos e comunidade”, diz um dos promotores do filme. 12 JORNAL COMUNHÃO

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