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CEBs - Informação e Formação para animadores                                                     1


                                       Lá vem o Trem das CEBs...
                                      Formação e Informação para animadores
                               Diocese de São José dos Campos - SP - Informativo das CEBs - Ano VI - Agosto de 2010 - Nº 59




                                                                                                                                        Vocação Familiar
 Foto: Sergio Fujiki                                                                  Vocação Sacerdotal




                             AGOSTOes
                             ês das Vocaçõ
                        M
                       “Somos chamados à Santidade, eis a nossa primeira vocação.”
                                                                                                                                        Vocação Religiosa




                                            Vocação Missionária                                                Vocação Leiga


Índice
2 Palavra do Assessor                    4 A Bíblia nos Interpela                      7 Notícias da CNBB

            3 Encerramento 1º Sínodo Diocesano           6 Formação para Animadores                       8 Aconteceu / Irá Acontecer
2                                                                        CEBs - Informação e Formação para animadores

                                                      PALAVRA DO ASSESSOR                                                                           IDENTIDADE DAS CEBs

                                     Vida em plenitude... (Jo 10,10)
                                                                                                                          Foto: Madalena Mota
                                                                                                                                                      Família
    Estimados(as) Animadores(as) de                                                             traremos para esta manifestação pública
                                                                                                                                                 Espaço da Vocação
Pequenas Comunidades, olá!                                                                      pelos que nem força, às vezes, tem para
    Não há maior riqueza que a vida. Sem                                                        gritar. Sairemos em caminhada rumo à
ela, nada teria sentido de existir. Tudo                                                        Catedral São Dimas, coroando este even-
começa com Deus, vivente para sempre                                                            to com a Renovação da Aliança de Jesus




                                                                                                                                                                                             Foto: Bernadete Mota
e criador dos seres... Entre os seres esta-                                                     Cristo pela Humanidade, celebrando a
mos nós, seres humanos. Jesus Cristo, a                                                         Eucaristia (Santa Missa) às 17h30.
segunda pessoa da Santíssima Trindade,                                                              Vamos lá! Leve sua família, seu gru-
além de participar na nossa criação, quis                                                       po, seus amigos, sua paróquia. Marque-
fazer-se um de nós. Deus quis ser gente                                                         mos presença diante da sociedade, como
humana... Sua atitude solidária resgatou          Pe. Ronildo                      Pe. França   Igreja, para dizermos que queremos que
toda a humanidade e com ela toda a na-           da, anunciada... Não cai bem dizermos          todos tenham vida abundante...
tureza, o universo, o cosmos... Seu pro-         ser cristãos e não promovermos uma so-              Um abraço!                                     A família é e sempre será a base es-
jeto de Libertação realizou uma Aliança          ciedade mais justa e solidária. “Os pobres                                   Pe. Ronildo,      trutural da sociedade e célula básica da
que não pode ser quebrada, selada não            são nosso senhores”, dizia São Vicente de                   assessor diocesano das CEBs        Igreja. Não há possibilidade de haver ca-
apenas com sangue, mas com vida.                 Paulo. Façamo-nos escravos e servidores                                                        tequese, evangelização e vocação sem
    Na vida humana Deus é fiel em sim            dos mais pobres de dentro da sociedade                                                         passar pela família. É nela que deve es-
mesmo no amor aos seres humanos...               e da Igreja. Ouçamos seus gritos e grite-                                                      tar a primeira noção de fé e sua vivência.
Então, pergunto: por que nós, seres hu-          mos com eles por vida digna respeitada e                                                       Mas muitas vezes não tem sido assim!
manos, não deixamos o Reino de justi-            promovida.                                                                                     Por isso temos de nos empenhar, hoje
ça, de amizade, de harmonia, de equi-                Digamos não ao assistencialismo,                                                           mais que em outras épocas, para que a
líbrio... acontecer? Por que há gente                                                                                                           família seja este espaço onde se transmi-
                                                 tanto de poderes públicos, políticos,
que mata gente? Morte, aqui, não só no                                                                                                          tem os valores humanos e cristãos.
                                                 privados, quanto da própria Igreja. As-
sentido físico, mas na realidade essen-                                                                                                             O Sacramento do Matrimônio deve
                                                 sistencialismo nada resolve. Atender às                                                        ser uma vocação, não uma escolha que
cial da vida: a dignidade. Sabemos que,          necessidades imediatas sim, mas com
mesmo que queiramos, ninguém tira a                                                                                                             tenha outros interesses que não seja a
                                                 perspectivas de levar todos os excluídos                                                       construção de uma família voltada para
dignidade da pessoa humana. Ela é dig-           a serem “atores principais” de suas his-
na por criação e por redenção realizadas                                                                                                        dar continuidade a obra do Criador. .A
                                                 torias.                                                                                        Vocação é um convite à vida e todo ser
por Deus.                                            O Grito dos Excluídos está aí. Dia 07
    A Igreja não pode ficar alheia às re-                                                                                                       humano é chamado a vivê-la. Há manei-
                                                 de setembro, às 15h30, na Pça. Pe. João          Vida em Primeiro Lugar! Onde es-              ras diferentes de viver a vocação cristã:
alidades e necessidades de cada pessoa           Marcondes (Matriz de São José, no cen-          tão nossos direitos? Vamos às ruas             vida religiosa, sacerdotal e vida matrimo-
humana e de todos os seres humanos. A            tro da cidade de São José dos Campos, ao        para construir um projeto popular”             nial. Todos nós, na condição de batizados,
libertação deve ser vivida, testemunha-          lado da Rodoviária Velha), nos concen-                                                         somos chamados a viver os valores do
                                                                                                                                                Reino de Deus entre nós, o amor, perdão
                                                                                                                                                justiça e paz.
                                                                FIQUE LIGADO!                                                                       A família tem que ser referencial para
                                                                                                                                                a sociedade. Sem ela não se constrói dias
                                                  1 Vidas pela Vida, Vidas pelo Reino – Tema das Romarias dos Mártires da Caminhada             melhores para a pessoa ou para a nação.
    SIMBOLOGIA DA CAPA                        da Prelazia de São Felix do Araguaia, MT. São gritos de esperança e de vida. São lemas que        O cristão bem esclarecido cuida não ape-

    DO LIVRETO DAS CEBs
                                              animam a caminhada do povo de Deus e une a Testemunha Fiel, Jesus Cristo.                         nas de sua família, mas procura construir
                                                  2 Dom Oscar Romero – Arcebispo de San Salvador, em El Salvador, assassinado cruel-            sua casa sobre a rocha. (Mt 7,24-27).
                                              mente durante a Celebração da Eucaristia em 24 de março de 1980. Profeticamente de-               Como cidadão, apóia, defende e promo-
                                              nunciou as torturas da ditadura militar ao povo salvadorenho. Lutou pela dignidade de seu         ve os direitos da família, é solidário com
                                                                                                                                                as famílias fragilizadas em seus relacio-
                                              povo e foi calado a balas, misturando seu sangue ao do Ressuscitado.
                                                                                                                                                namentos ou em suas condições de vida.
                                                  3 Oliveira: O galho de oliveira é largamente reconhecido como um símbolo da paz.              Preocupa-se com as políticas de habita-
                                              Na história do Dilúvio é relatado que uma pomba retornou para Noé com um galho de                 ção, de saúde, de agricultura familiar, de
                                              oliveira. Assim Noé ficou sabendo que as águas haviam abaixado, e que o episódio do               trabalho, de educação para que as famí-
                                              julgamento de Deus havia passado. A oliveira produz grande quantidade de óleo o que faz           lias possam existir e bem formar seus fi-
                                              dela um símbolo do Espírito Santo e da sua unção, bem como da consagração ao Senhor.              lhos para uma sociedade melhor.
                                              Gen. 8.10,11: Lv. 8.10-12                                                                             Vamos testemunhar e anunciar a mis-
                                                  4 Palmas: As folhas da palmeira são usadas como símbolo da entrada triunfal de Je-            são própria da família “guardar, revelar e
                                              sus em Jerusalém, evento que proclamou a crucificação e morte de Jesus. Desta forma,              comunicar o amor de Deus para o mun-
                                              as palmas poderiam ser usadas para representar a leviandade da aclamação humana. Os               do”, amor que forma e educa as novas
                                              romanos as usavam como símbolo da vitória. A igreja as tem usado como um símbolo da               gerações para que todos tenham vida e
                                                                                                                                                vida plena.
                                              vitória de Cristo sobre o pecado e da vitória dos santos sobre a morte. Neste sentido, mui-
                                              tos mártires são mostrados segurando folhas de palmeiras. (Jo 12.12,13)                                                 Maria José “Zezé”
                                                                                                                                                           Equipe de Subsídios das CEBs
                                                                                                              Luiz Antonio de Oliveira                 Comunidade Sta.Clara - Paróquia
                                                                             Animador das CEBs - setor 13 - Paróquia Coração de Jesus
                                                                                                                                                   Nossa Senhora de Guadalupe - Jacareí
CEBs - Informação e Formação para animadores                                                                          3

            Diocese de São José dos Campos encerra seu 1º Sínodo
                                                                                                                      Foto: Ana Lucia Zombardi
     “Novos Tempos. Novos Caminhos.                                                                                                              denador diocesano de Pastoral e mode-
Mesma Missão!” Com este lema a Dioce-                                                                                                            rador do Sínodo.
se de São José dos Campos (SP) iniciou,                                                                                                              Para envolver todos os fiéis, num “Sí-
no dia 5 de setembro de 2008, o seu                                                                                                              nodo Orante”, Dom Moacir Silva publicou
primeiro Sínodo Diocesano. Convocado                                                                                                             uma oração especialmente feita para o
pelo bispo diocesano, Dom Moacir Silva                                                                                                           Sínodo da Diocese de São José dos Cam-
(foto), o objetivo desta realização foi re-                                                                                                      pos. Um símbolo foi criado para identifi-
fletir profundamente sobre o desempe-                                                                                                            car as atividades deste período da vida
nho atual da missão evangelizadora na                                                                                                            eclesial da diocese.
diocese, focalizando o que há de bom                                                                                                                 O Sínodo foi composto por 142 dele-
para incentivar sua continuidade. À luz                                                                                                          gados, entre nomeados e eleitos, sendo
da Palavra de Deus e da Palavra da Igre-                                                                                                         54 % leigos e aconteceu em três fases, o
ja, o Sínodo procurou traçar novos rumos                                                                                                         Marco da Realidade, o Marco Doutrinal e
para a caminhada diocesana em face dos                                                                                                           o Marco Operacional. Nos dois anos de
desafios atuais.                                                                                                                                 trabalho, os delegados sinodais puderam
     Celebração de encerramento                                                                                                                  diagnosticar a realidade (ver), analisar os
     Na sexta-feira, dia 16 de julho, a Dio-                                                                                                     erros e acertos (julgar) e firmar posições
cese de São José dos Campos realizou o         conquistas, nos valores, na tecnologia,      de intenso trabalho. Agora Dom Moacir                e posturas pastorais nos diversos campos
encerramento de seu primeiro Sínodo            assim como nos desafios para a nossa         Silva entrega o Documento Conclusivo do              de atuação desta Igreja Particular (Agir).
Diocesano. A Solene Celebração Euca-           missão evangelizadora. E a perspectiva       Sínodo, que vai orientar todos os proje-             “O Sínodo nos dará mais eficácia no go-
rística foi na Catedral Diocesana de São       de crescimento e desenvolvimento au-         tos de ação evangelizadora e pastoral da             verno pastoral por parte do bispo e mais
Dimas, presidida por Dom Raymundo Da-          menta sempre mais,” explica Dom Moa-         Diocese.                                             segurança na ação pastoral”, afirma pa-
masceno Assis.                                 cir Silva, bispo diocesano de São José dos       “Como nos pede Aparecida, temos                  dre Paulo Renato.
     “A grande motivação para a convoca-       Campos.                                      que nos preparar para o futuro! Nosso
ção do Sínodo foi a constatação de que             Durante dois anos, o Sínodo percor-      tempo não tolera mais improviso!”, frisa                    Fonte: Assessoria de Imprensa da
nossa Diocese está numa região que cres-       reu um caminho de reflexão, de oração e      padre Paulo Renato F. G. Campos, coor-                           Diocese de S. J. dos Campos
ce diariamente em todos os sentidos: nas


                                                  ESPAÇO DA JUVENTUDE

        A 16º Romaria da Pastoral da Juventude do Estado de São Paulo
                                                                                                            Foto: Pedro Henrique Luvizoto
     A 16º Romaria da Pastoral da Juven-       cultura.
 tude do Estado de São Paulo, está che-            Em comunhão com as ativida-
 gando, aproxima-se o momento de en-           des permanentes (Semanada Cida-
 contrarmos os rostos, culturas, sorrisos      dania, Semana do Estudante e Dia
 e mãos que ajudam a construir a PJ do         Nacional da Juventude) das Pasto-
 Sul I.                                        rais da Juventude e o III Congresso
     São Jovens que virão das diferentes       Latino Americano de Jovens, que-
 cidades e dioceses, trazendo seu dina-        remos olhar a realidade juvenil,
 mismo, alegria e suas marcas, para que        em um movimento de escuta,                                                                          “ABENÇOA SENHOR O NOSSO
 em Romaria fazermos a história e eco-         discernimento e intervenção,
                                                                                                                                                    PASTOR, ABENÇOA SENHOR
 armos o grito: “A juventude quer viver”,      propondo que cada jovem conte
 nesse espaço que também será nossa            sua história de vida.
                                                                                                                                                      ESTE HOMEM DE PAZ”
 “Marcha Estadual Contra a Violência e             Na certeza de que nossa Mãe                                                                        Feliz Aniversário Dom Moacir , que o
 Extermínio de Jovens”.                        Cidinha e Frei Galvão, nos acompa-                                                                 Deus da Vida derrame suas bênçãos e suas
     Com o Tema: “Jovens em construção         nharão neste processo, aguardamos                                                                  graças para que governando nossa Diocese
 de políticas pela vida” e com o Lema:         nosso encontro, e desejamos que                                                                    com seu jeito simples e generoso o senhor
 “Das águas que nos trazem Maria resga-        este material possa gerar frutos em                                                                não se canse jamais.
 tando nosso jeito de ser e fazer”, vamos      nossas bases.                                                                                          Conte com nosso engajamento no pro-
                                                                                                                                                  jeto de evangelização e ação pastoral das
 nos encontrar no Santuário do Frei Gal-
                                                                                                                                                  diretrizes do Sínodo Diocesano.
 vão em Guaratinguetá, para trilharmos                            Fonte: Site da PJ                                                                   O nosso carinho e admiração.
 um caminho que passará pelo estudo                      Coordenação Estadual da
 deste material, que chama a atenção                        Pastoral da Juventude                                                                                   Equipe de Comunicação
 para o ano eleitoral, violência e nossa                  Equipe da Romaria 2010                                                                                       Diocesana das CEBs
4                                                                 CEBs - Informação e Formação para animadores


                                                                              FORMAÇÃO


                          A Bíblia nos Interpela
                                                          Sobre a Leitura Popular da Bíblia
      Carlos Mesters                       dinâmica que não termina nunca. Estes          política mais intensa dos últimos anos      no Comunitário, no místico, no caris-
      Francisco Orofino                    três aspectos: um nasce do outro, su-          está pedindo, agora, um conhecimen-         mático, e recusam a abertura para o
                                           põe o outro e leva ao outro.                   to mais aprofundado do texto bíblico e      social e o político. Eles se abrem para
      3ª PARTE                                Não importa tanto a partir de qual          do contexto social, onde este texto foi     o serviço aos pobres (e muito!), mas
                                           dos três aspectos se inicia o processo         produzido, e uma vivência comunitária       não numa linha de transformação e de
    A DINÂMICA INTERNA DO PRO-             da interpretação. Isto depende da situ-        mais intensa da espiritualidade da li-      libertação. Deixam tranqüila a consci-
      CESSO DA INTERPRETAÇÃO               ação, da história, da cultura e dos inte-      bertação. Em outros lugares, a vivência     ência dos opressores e não incomodam
                                           resses da comunidade ou do grupo. O            comunitária chegou no seu limite e está     o sistema em que vivemos.
    Na leitura que as Comunidades fa-      que importa é perceber que um aspec-           pedindo uma ação mais engajada nos              3. Existe também o
zem da Bíblia, apesar das diferenças                                                            movimentos populares. Com ou-         fechamento do lado
próprias de cada país ou região, existe                                                         tras palavras, as tensões ajudam      oposto, embora
um método, cujas características bási-                                                          a criar um equilíbrio que favorece    com menor fre-
cas são comuns a todos. Um método é                                                             a interpretação da Bíblia, e impe-    qüência. Às ve-
muito mais do que só umas técnicas e                                                            dem que ela se torne unilateral.      zes, acontece o
dinâmicas. É uma atitude que se toma                                                                Às vezes, porém, estas ten-       seguinte. Uma
frente à Bíblia e frente à própria vida.                                                        sões são negativas e podem levar      comunidade
O método dos pobres se caracteriza                                                              cada um dos três aspectos a se fe-    ao alcançar um
por estes três critérios:                                                                       char sobre si mesmo e a excluir os    alto grau de
    1. Os pobres levam consigo, para                                                            outros dois. O itinerário da inter-   c o n s c i e n t i za -
dentro da Bíblia, os problemas da sua                                                           pretação popular, muitas vezes,       ção e de com-
vida.                                                                                           é tenso e conflitivo, com risco de    prometimento
    Lêem a Bíblia a partir da sua luta e                                                        fechamento e de retrocesso.           político come-
da sua Realidade.                                                                                   Quando a comunidade alcan-        ça a dar menos
    2. A leitura é feita em Comunida-                                                           ça o objetivo de um destes três       importância             à
de. É, antes de tudo, uma leitura co-                                                           aspectos (conhecer, conviver ou       vivência comu-
munitária, uma prática orante, um ato                                                           transformar), alguns membros,         nitária, às devo-
de fé.                                                                                          por fidelidade à palavra, querem      ções pessoais, às
    3. Eles fazem uma leitura obedien-                                                          avançar e dar um passo adiante,       romarias e pro-
te: respeitam o Texto e se colocam à                                                            e outros, em nome desta mesma         cissões. Tudo isso,
escuta do que Deus tem a dizer, dis-                                    Foto: Bernadete Mota    fidelidade, recusam a abertura. É     para eles, pode
postos a mudar se Ele o exigir.                                                                 o momento da crise e também da
    Estes três critérios (Texto, Comuni-   to fica incompleto sem os outros dois.         graça. Nem sempre vence o grupo que
dade, Realidade) articulam-se entre si         Geralmente, em todas as comuni- quer avançar.
em vista do mesmo objetivo: escutar        dades, há pessoas que se identificam              1. Todos os movimentos pastorais
Deus hoje. Eles atualizam a seu modo       com um destes três aspectos:                   usam a Bíblia e nela se apóiam. Em
o mesmo método que transparece no              1. pessoas que querem conhecer a nome da Bíblia, os fundamentalistas
episódio de Emaús (Lc 24,13-35). São       Bíblia e que se interessam mais pelo recusam a interpretação e a abertura
como três aspectos ou etapas de uma        estudo;                                        para a realidade. Em alguns lugares, os
e mesma atitude interpretativa frente          2. pessoas que insistem mais na Co- grupos bíblicos que se fecharam em
à Bíblia. Entre os três existe uma di-     munidade e nas suas funções internas;          torno de si mesmos e em torno da le-
nâmica interna que marca o processo            3. pessoas mais preocupadas em tra da Bíblia, tornaram-se os grupos
da interpretação popular: conhecer a       transformar a Realidade, servindo ao mais conservadores da paróquia. O
Bíblia leva a conviver em comunidade;      povo na política e nos movimentos po- próprio exegeta pode correr o risco
conviver em comunidade leva a servir       pulares.                                       de fechar-se dentro do estudo liberal
ao povo; servir ao povo, por sua vez,          Tudo isto produz tensões entre os e até progressista do texto bíblico, mas
leva a desejar um conhecimento mais        vários grupos e interesses. Estas ten- colocando-se a serviço das forças con-
aprofundado do contexto de origem          sões são saudáveis e fecundas. Por servadoras da opressão.
da Bíblia, e assim por diante. É uma       exemplo, em alguns lugares, a prática             2. Muitos movimentos se fecham
CEBs - Informação e Formação para animadores                                                                    5



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ser manipulados com relativa facilidade                    1. O objetivo da interpretação já       ra em defesa da vida, neces-
pela ideologia dominante, e concluem,                  não é buscar informações sobre o pas-       sariamente, deve ser liberta-
apressadamente, que tais práticas não                  sado, mas sim clarear o presente com a      dora. Por isso mesmo, ela é
contribuem tanto para a transforma-                    luz da presença do Deus-conosco, Deus       conflitiva. Tornou-se sinal de
ção. Por isso, eles correm o perigo de                 Libertador; é interpretar a vida com a      contradição. Por ser ecumê-
fechar-se no social, no político, no ser-              ajuda da Bíblia. Redescobre-se na prá-      nica e libertadora, extrapolou
viço ao povo, esquecendo-se da dimen-                  tica a nova visão da Revelação, de que      as fronteiras das instituições e
são espiritual e mística da convivência                falamos acima.                              agora é lida a partir dos dife-
comunitária.                                               2. O sujeito da interpretação já não    rentes grupos marginalizados:
    Embora compreensíveis, fechamen-                   é o exegeta. Interpretar é uma ativida-     negros, índios, mulheres, ho-
tos assim são trágicos, pois nenhum dos                de comunitária em que todos partici-        mossexuais. O critério básico
         três alcança o sentido sozinho.               pam, cada um a seu modo e conforme          não é mais a igreja, mas sim a
         Para superar este perigo, é im-               a sua capacidade, inclusive o exegeta       vida, lida através dos olhos da
        portante manter um ambiente                    que nela exerce um papel especial. Por      raça, do gênero, da cultura, da
       de diálogo. Pois onde a palavra                 isso, é importante ter nos olhos não só     classe. Ou seja, o critério é ex-
      humana circula com liberdade                     a fé da comunidade, mas também fazer        plicitar o mistério da igreja tal
           e sem censura, a palavra de                 parte efetiva de uma comunidade viva        como foi definido por Paulo:
              Deus gera liberdade.                     e buscar o sentido comum aceito por         “Todos vocês que foram bati-
                                                       esta comunidade. Esta pertença efeti-       zados em Cristo, se revestiram
                          NOVIDADE E                   va exerce uma influência crítica sobre      de Cristo. Não há judeu nem
                          ALCANCE DA                   a função da exegese científica que, as-     grego, não há escravo nem li-
                       INTERPRETAÇÃO                   sim, se coloca mais a serviço. O mesmo      vre, não há homem nem mu-
                             POPULAR                   vale para a teologia. Por causa das mu-     lher, pois todos vocês são um
                                                       danças ocorridas no mundo a teologia        em Cristo!” (Gl 3,27-28).
                         Dentro da inter-              da libertação entrou em crise e está em         5. Aqui aparece a caracte-              rações. A linguagem popular funciona
                    pretação que os po-                fase de revisão. Por outro lado, é bom      rística própria da exegese popular. O       por associação de idéias.
                    bres fazem da Bíblia               constatar que a leitura popular não         problema maior entre nós não é, como            Sua preocupação primeira não é
                    existe uma novidade                está em crise, mas cresce em todo can-      na Europa, a fé que corre perigo por        fazer saber, mas sim fazer descobrir.
                    de grande alcance                  to. Pois, como dissemos, o seu sujeito      causa da secularização.                     Muito ajudou em tudo isto o método
                   para a vida das igre-               não é o exegeta, mas o povo das comu-           Mas é a vida que corre o sério pe-      da pedagogia do oprimido de Paulo
                   jas. Novidade antiga                nidades eclesiais de base.                  rigo de ser eliminada e desumanizada        Freire.
                  que vem de longe e                       3. O lugar social de onde se faz a      por um sistema econômico injusto e              7. Aparecem com maior clareza a
                  que retoma alguns va-                interpretação é a partir dos pobres,        excludente. E o que é pior, a própria Bí-   função e os limites da Bíblia. Os limites
                 lores básicos da Tradi-               dos excluídos e dos marginalizados.         blia corre perigo de ser usada para legi-   são estes: a Bíblia não é fim em si mes-
                 ção comum! Seguem                     Isto modifica o olhar. Muitas vezes, por    timar esta situação em nome de Deus.        ma, mas está a serviço da interpreta-
                 aqui sete pontos que,                 falta de uma consciência social mais        Como no tempo dos reis de Judá e de         ção da vida.
                  de uma ou de outra                   crítica, o intérprete é vítima de precon-   Israel, usa-se a Tradição do povo de            Sozinha ela não funciona e não
                    maneira, sinalizam o               ceitos ideológicos e, sem se dar conta,     Deus para legitimar os ídolos. A Bíblia     consegue abrir os olhos, pois o que
                     itinerário:                       usa a Bíblia para legitimar o sistema de    foi usada para legitimar a conquista das    abre os olhos é a partilha do pão, o
                                                       opressão que desumaniza.                    Américas, a política da Apartheid, as di-   gesto comunitário. A Bíblia deve ser
                                                           4. A leitura que relaciona a Bíblia     taduras militares e a repressão. Um dos     interpretada dentro de um proces-
                                                       com a vida é ecumênica e libertadora.       maiores repressores e torturadores di-      so mais amplo, que leva em conta a
                                                       Leitura ecumênica não quer dizer que        zia: “Meu livro de cabeceira é o Evange-    comunidade e a realidade. A Bíblia é
                                                       católicos e protestantes discutem as        lho de São Mateus!” E Pinochet sempre       como o coração: quando é arrancado
                                                       suas divergências para chegar a uma         se comparou com Moisés, libertador          fora do corpo da comunidade e da
                                                       conclusão comum. Isto pode ser uma          do seu povo. A interpretação popular        vida do povo, morre e faz morrer!
                                                       conseqüência.                               descobre, revela e denuncia esta mani-
                                                           O mais ecumênico que temos é a          pulação.                                        Fonte: Centro de Estudos Bíblicos
                                                       vida que Deus nos deu. Aqui na Amé-             6. O método e a dinâmica, usados
                                                       rica Latina, a vida de grande parte da      pelos pobres nas suas reuniões, são
                                                       população corre perigo, pois já não é       muito simples.
                                                       vida. Leitura ecumênica é interpretar           Eles não costumam usar uma lin-                   Continua no
                                Foto: Bernadete Mota




                                                       a Bíblia em defesa da vida e não em         guagem intelectual discursiva, feita de                  próximo
                                                       defesa das nossas instituições e confis-    argumentos e raciocínios. Como a pró-                  Informativo
                                                       sões. Na atual situação em que vivem        pria Bíblia, preferem a sua maneira pró-             com a 4ª Parte.
                                                       os povos da América Latina, uma leitu-      pria que é contar fatos e usar compa-
6                                                                       CEBs - Informação e Formação para animadores

                                                                      FORMAÇÃO PARA ANIMADORES
                                                                                                                                                                       Figura: Divulgação

                                “A política é a forma mais perfeita de caridade”                                                             Paulo VI

        ORIENTAÇÕES PARA UM VOTO CONSCIENTE: CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS CANDIDATOS

    A partir dos princípios e valores da Éti-   operativas, programas para combater a             11. Devem também estar
ca e da Doutrina Social da Igreja podem         exclusão digital, etc.                        comprometidos com a luta
ser estabelecidas algumas orientações:              6. 0 compromisso dos candidatos           contra todas as formas de
    1. Para escolhermos um/a candidato/a        com a questão ecológica é fundamental,        corrupção e de mau uso do
devemos examinar suas ideias, os valores        e deve traduzir-se no apoio a formulação      dinheiro público, promoven-
que ele/ela defende e também sua vida.          de políticas de desenvolvimento susten-       do uma campanha eleitoral
Devemos conhecê-los para saber se são           tável que respeitem a natureza, fonte de      que não envolva tanto o uso
pessoas decentes, que tem uma historia          vida para nós e para as gerações futuras,     de verbas indevidas como o
passada de compromisso com os princí-           assim como no respeito a biodiversidade;      uso da máquina administrati-
pios que diz defender;                              7. As propostas que se colocam em         va. Devem em suas propostas
    2. Devemos também examinar seus             defesa da vida e a favor do estabeleci-       administrativas e legislativas
projetos, e se estes se encontram de            mento de uma Cultura da Paz devem             apoiar formas de administra-
acordo com o partido ao qual o candi-           também incluir o cuidado da infância e da     ção transparente, que con-
dato esta filiado. Ao votarmos em um            adolescência e o combate a prostituição,      templem o reforço dos meca-
candidato estamos votando não só em             a pornografia e a exploração do trabalho      nismos de controle social dos
uma pessoa, mas também em um parti-             infantil, deve também promover uma            gastos públicos e do estabelecimento das     de alguns valores importantes pode ser
do e, no caso das eleições proporcionais,       educação escolar de qualidade, assim          prioridades no emprego dos recursos dis-     feita por estes candidatos para iludir e
ajudando a eleger outros candidatos do          como programas que ajudem a evitar o          poníveis,                                    esconder compromissos e práticas que
mesmo partido;                                  abandono escolar;                                     Este conjunto de 11 pontos supra-    estão, na verdade, a serviço da cultura da
    3. Devemos procurar votar em candi-             8. Do mesmo modo devem incluir a          apresentados, embora fundamentais,           morte. A defesa da cultura da vida exige
datos (tanto para o Executivo como para         defesa da dignidade e dos direitos dos ido-   naturalmente não esgotam os critérios        que os valores da bioética não sejam se-
o Legislativo) cujas propostas defendam         sos, bem como facilitar para todos o aten-    éticos. As Comunidades locais podem          parados dos valores da ética social. Afi-
a dignidade da pessoa e da vida, desde          dimento à saúde e o acesso a remédios;        complementar esta lista de acordo com        nal, está na totalidade destes valores a
a concepção até a morte, sobretudo dos              9. Os candidatos devem também es-         a realidade em que vivem e as lutas em       expressão clara de pessoa, comunidade e
mais pobres;                                    tar comprometidos com o respeito ao           que se encontram envolvidas.                 bem comum, eixo da Doutrina Social da
    4. A defesa da vida deve traduzir-se        principio de subsidiariedade, incentivan-            Uma observação deve ser feita em      Igreja.
em projetos que ajudem a construir a            do, respeitando e estabelecendo parce-        tomo a um ponto que exige muita aten-
Cultura da Paz, através da inclusão social      rias com as organizações não-estatais         ção. Alguns/algumas candidatos/as fa-            Fonte: Eleições 2010: O chão e o ho-
e da proteção das pessoas contra as di-         que promovam o bem público, a inclusão        zem sua campanha enfocando questões          rizonte - Conselho Nacional dos/as Lei-
versas formas de violência;                     social e a luta contra todas as formas de     de bioética de modo quase exclusivo.         gos/as do Brasil – CNLB - Comissão Bra-
    5. Muitos projetos podem ajudar a di-       discriminação;                                Embora os valores que estes candidatos       sileira de Justiça e Paz – CBJP - Centro
minuir o desemprego e a exclusão social.            10. Do mesmo modo devem também            defendam neste campo sejam importan-         Nacional de Fé e Política “Dom Helder
O Estado deve conduzir uma política eco-        estar comprometidos com a construção          tes, encontram-se muitas vezes em con-       Câmara” – CEFEP - Instituto Brasileiro de
nômica que favoreça o desenvolvimento           de uma sociedade plural, onde os direitos     tradição com as opções e compromissos        Desenvolvimento – IBRADES - Pastorais
e gere emprego e distribuição de renda.         humanos sejam respeitados, o que inclui a     que estes mesmos candidatos tem em re-       Sociais – CNBB
Deve também criar e manter programas            defesa da liberdade de educação e a pro-      lação aos direitos humanos, à economia,
para apoiar as famílias de baixa renda,         moção da formação integral do ser huma-       à vida social e política, de modo especial           Colaboração: Maria Matsutacke
promover atividades comunitárias e co-          no, inclusive em sua dimensão religiosa;      às necessidades dos pobres. A defesa                Equipe de Comunicação das CEBs

                                                                       DOCUMENTO DA CNBB – 92                                                  livrarias
                                                                                                                                   Adquira nas 3,00
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Mensagem ao povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base
    Apresentação: A sociedade contemporânea, cada vez mais globalizada, tornou-se ambiente propício ao anonimato das pessoas, perdidas
dentro dos mecanismos das macro-organizações, das burocracias e da conseqüente uniformização de comportamentos. O processo de globa-
lização aproximou os povos, mas criou também grande padronização nos modos de ser, pondo em risco as diferenças culturais. Apesar dessa
forte tendência à homogeneidade cultural, articula-se, lenta e intensamente, uma reação, no sentido de criar comunidades nas quais as pes-
soas se conheçam e sejam reconhecidas, podendo ser elas mesmas em suas biografias, dizer sua palavra, ser acolhidas e acolher, atendendo
pelo nome próprio. Assim, vão surgindo grupos e pequenas comunidades por toda parte. Nas Cartas Paulinas, aparecem diversas referências
à igreja que se reúne nas casas (cf. 1Cor 16,19; Rm 16,5; Fl 2; Cl 4,15). Para esses primeiros cristãos, o lar com seu ambiente familiar era a
igreja. A partir daqueles lares, surgiram ministérios e estruturas que moldariam a Igreja, através dos séculos. As Comunidades Eclesiais de
Base (CEBs) representam, hoje, a continuidade deste mesmo fenômeno, no seio da Igreja. Elas representam uma maneira de ser Igreja, de
ser comunidade, de fraternidade, inspirada na mais legítima e antiga tradição eclesial. Teologicamente são, hoje, uma experiência eclesial
amadurecida, uma ação do Espírito no horizonte das urgências de nosso tempo. Nesta perspectiva, a 48ª Assembléia Geral da CNBB quis contemplar
as CEBs, acolhendo-as e acompanhando-as como quem procura discernir, no hoje da história, o que o Espírito diz à Igreja. Certamente, isso não nos dispensa, enquanto pastores,
da diligência necessária para a busca de lucidez e de melhores caminhos, com todo o esforço de compreensão que deve instaurar-se no interior dessa contemplação teológica
sobre o valor eclesial das CEBs. Que Maria, mãe de Deus e da Igreja, abençoe todas as CEBs de nosso Brasil, para que elas floresçam ainda mais, em nossas paróquias e Igrejas
Particulares, com sua riqueza carismática, educadora e evangelizadora (cf. DAp, n. 99e, 178).
                                                                                                                                                                 Fonte: CNBB
CEBs - Informação e Formação para animadores                                                                 7
                                                                                    NOTÍCIAS DA CNBB DO SETOR CEBs

                                     Carta do 20º Seminário                                                         Carta da 1° Ampliada Nacional das
                                     Estadual das CEBs Sul 1                                                          CEBs rumo ao 13° Intereclesial
                        Os representantes do Setor CEBs (Co-    dias, quando rezamos juntos iluminados             Movidos pelo espírito missionário de      e as reflexões maturadas nos regionais,
                    munidades Eclesiais de Base), do estado     pela Palavra de Deus; estudamos e refle-       Pe Ibiapina, Pe. Cicero e os Beatos, Zé       assim as propostas foram socializadas
                    de São Paulo, estiveram reunidos, nos       timos sobre nossa identidade de discípu-       Lourenço e Maria Araujo no seguimen-          pelos regionais simultâneas às reflexões
                    dias 24 e 25, para a realização do 20º      los e o papel missionário das Cebs à luz       to a Jesus Cristo, nós representantes de      em torno da temática. Dentro deste pro-
                    Seminário Estadual das CEBs, que teve       da palavra de nossos bispos: o Documen-        quinze regionais da CNBB, D. Adriano          cesso de construção em meio a reações e
                    como tema “CEBs: justiça e profecia na      to 92 da CNBB muito nos alegrou, trazen-       Ciocca Vasino, bispo referencial das CEBs     sugestões, compreendemos que a vida é
                    cidade”.                                    do a manifestação de nossos pastores a         na CNBB, D. Ângelo Pignoli, bispo refe-       uma romaria que se transforma em mis-
                        Ao final, os participantes escreveram   nosso respeito!                                rencial das CEBs no NE 1, D. Fernando         são a serviço da comunidade. Iluminados
                    uma carta ao qual dizem se preparar para        Atentos aos sinais dos tempos, nos-        Panico, bispo da diocese de Crato, esti-      pelo Espírito, escolhemos:
                    o 13º Intereclesial, que acontecerá, em     sos olhares se voltaram para as cidades        vemos reunidos nos dias 17
                    Crato (CE), em 2013.                        de nosso Estado, e buscamos entender           a 20 de julho na cidade do
                        “Em comunhão com toda a Igreja,         melhor o lugar e o contexto onde nosso         Crato ao pé da chapada do
                    queremos integrar o mutirão das CEBs        povo constrói sua esperança de um mun-         Araripe vislumbrando o gran-
                    em direção ao 13º. Intereclesial, no Cra-   do para todos; vimos como nossas Cebs          de vale do Cariri, nesse am-
                    to, colocando-nos como romeiros e ro-       são desafiadas a estabelecer, profetica-       biente fomos calorosamente
                    meiras do Reino de Deus sob a proteção      mente, a justiça no mundo urbano pelo          acolhidos com alegria e festa,
                                                                                    testemunho de sua          típico do povo cearense. Sen-
                                                                                    fé.                        timos a ausência dos Regio-
                                                                                        Movidos         pelo   nais Norte 1 e Nordeste 3
                                                                                    Espírito que nos faz           Foram três dias fecundos




                                                                                                                                                                                                        Foto: Divulgação
                                                                                    irmãos, fizemos me-        de oração, reflexão, estu-
                                                                                    mória de nossa histó-      do e encaminhamentos de
                                                                                    ria, lembrando como        questões especificas da nos-
Foto: Karla Maria




                                                                                    a identidade das Cebs      sa caminhada de CEBs para
                                                                                    se afirma na união en-     conhecer o chão e horizonte
                                                                                    tre fé e vida, nos com-    onde nossas comunidades vivem, cele-              Tema: JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO
                                                                                    promissos concretos        bram e tecem os fios da vida. Analisamos      DA VIDA
                                                                                    de estabelecimento         a realidade sócio-política e cultural do          Lema: CEBs ROMEIRAS DO REINO NO
                                                                                    de justiça e solidarie-    nosso país. Acolhemos com muita alegria       CAMPO E NA CIDADE.
                                                                                    dade nas estruturas        a mensagem ao povo de Deus sobre as               A diocese de Crato compartilhou com
                                                                                    de nossas cidades          CEBs, documento 92 da CNBB, fruto da          a ampliada os passos que já foram da-
                                                                                    para que nelas não         48ª assembléia da CNBB, na qual os bis-       dos na organização do 13° Intereclesial,
                                                                                    haja exclusão. Nos-        pos do Brasil reafirmam que as ”CEBs são      deixando para a mesma o sentimento e
                                                                                    so “novo jeito de ser      sinais de vitalidade da Igreja”.              a certeza de que o processo já feito nos
                    amorosa de José e Maria”, diz um trecho     Igreja” nos impulsiona a um novo jeito de          Como romeiros e romeiras do Reino         impulsiona ao grande mutirão em que
                    da carta.                                   convivência no espaço urbano.                  fizemos a experiência da espacialidade        todas as CEBs do Brasil devem, de forma
                        Leia abaixo a íntegra da carta.             Na esperança, reassumimos nossos           do romeiro de padre Cícero levando à          comprometida, envolver-se, experien-
                        Carta do 20º Seminário Estadual das     compromissos batismais de serviço aos          nossa frente a certeza de que “onde o         ciando no chão das nossas vidas e comu-
                    CEBs do estado de São Paulo                 pobres, nossos ministérios eclesiais e         povo vai as CEBs tem que estar” nos dei-      nidades, a dimensão profética de uma
                        Reunidos pelo Espírito do Ressuscita-   nossa vocação cristã de sermos agentes         xando mover pela fé esperança e solida-       espiritualidade Reinocentrica
                    do como seus discípulos e missionários,     da transformação da Igreja e da socie-         riedade. Nesse percurso conhecemos os             Nós enquanto Ampliada Nacional das
                    estivemos reunidos, em 24 e 25 de julho,    dade, fazendo crescer nossas redes de          espaços físicos de realização, do nosso       CEBs nos comprometemos a reafirmar a
                    delegados das Comunidades Eclesiais de      comunidades, ajudando a formar o Povo          13° Intereclesial de CEBs a se realizar nos   opção preferencial pelos pobres, firman-
                    Base do Estado de São Paulo, para a re-     de Deus e sendo missionários da instau-        dias 23 a 27 de julho de 2013, na cidade      do a identidade das CEBs, sendo escolas
                    alização do 20º Seminário Estadual das      ração do Reino.                                do Juazeiro do Norte, diocese de Crato.       que formam discípulos (as) missionários
                    Cebs com o tema: “Cebs: justiça e pro-          Em comunhão com toda a Igreja, que-        Diocese esta que no ano de 2014 celebra-      (as) de Jesus e que os regionais estejam
                    fecia na cidade”. Fomos acolhidos pelo      remos integrar o mutirão das Cebs em           rá o seu centenário de criação. Conhece-      em estado de missão permanente.
                    Arcebispo de São Paulo, D. Odilo, pelo      direção ao 13º. Intereclesial, no Crato,       mos a riqueza desta igreja particular que         Como romeiros (as) do Reino a inter-
                    bispo da Região Episcopal Brasilândia, D.   colocando-nos como romeiros e romeiras         compreende uma área de 17.000km²              cessão da Mãe das Dores e as bênçãos do
                    Milton, e pelos irmãos e irmãs das Comu-    do Reino de Deus sob a proteção amoro-         com 920 mil habitantes, organizada em         “Padim Ciço”, trilhemos juntos os cami-
                    nidades de Perus, terra dos Queixadas e     sa de José e Maria.                            49 paróquias e 914 comunidades ecle-          nhos 13º Intereclesial
                    de cristãos em testemunho permanente                                                       siais de base.
                    de fé na periferia da cidade.                                       Perus, São Paulo,          A escolha do tema e lema do próximo                     Crato, 20 de julho de 2010
                        Queremos compartilhar com nossos                             25 de julho de 2010.      Intereclesial se deu a partir dos encami-                                  Fonte:CNBB
                    irmãos e irmãs nossa vivência nesses                                      Fonte:CNBB       nhamentos feitos pela ampliada anterior
8                                                                        CEBs - Informação e Formação para animadores

                               IRÁ ACONTECER!                                                                                              ACONTECEU
         FORMAÇÃO                                      FORMAÇÃO DAS                                           20º Seminário Estadual das CEBs
     PAROQUIAL DAS CEBs                                 CEBs - RP I E II                                Mais de 200 representantes das Co-
                                                                                                    munidades Eclesiais de Base (CEBs), das
15.08                                         29.08                                                 47 dioceses do estado de São Paulo ,
Paróquia Maria Auxiliadora dos Cristãos       Tema: Paróquia como Rede
                                                                                                    estiveram reunidos e reunidas, no 20°
Local: Comunidade São José Operário           de Comunidades
                                                                                                    Seminário das CEBs, discutindo o tema
Horário: 7h30 às 12h                          Local: Comunidade N. Sra. Auxiliadora Te-
                                                                                                    “Justiça e Profecia na Cidade”. O objeti-
                                              lespark - Horário: 7h às 12h
                                                                                                    vo do encontro, que aconteceu na Paró-
21.08                                                 EVENTO CULTURAL                               quia São José, Perus - SP, no sábado (24)
Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro                                                                e domingo (25), foi avaliar e articular os
Local: Comunidade Dom Bosco
Horário: 14h às 18h                           28.08                                                 desafios da evangelização em todo o es-
                                              Paróquia São José Operário - Jacareí                  tado. Nossa diocese, São José dos Cam-                                          Foto: Bernadete Mota
                                                                                                    pos, participou com 16 delegados (as).
22.08                                         CEBs - Celebrando as Culturas
                                                                                                         O tema do encontro está interliga-            realidade e desafios da cidade. Já dom
Paróquia Coração Eucarístico de Jesus         Local: Comunidade São José Operário
                                              Horário: a partir das 16h                             do com o tema do 13° Intereclesial das             Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo
Assessor: Pe. Martin
                                                                                                    CEBs que acontecerá em 2013, na dio-               de São Paulo, ressaltou sobre a impor-
Local: Obra Social Frei Dionísio
Pq. Novo Horizonte                                  JUNTOS PELA VIDA                                cese de Crato no Ceará, que é “Justiça
                                                                                                    e Profecia a serviço da vida” e lema,
                                                                                                                                                       tância das CEBs e seu contexto dentro
                                                                                                                                                       da cidade. E o teólogo padre Antonio
São José dos Campos
Horário: 7h30 às 12h30                        “Caminhada, adoração, palestra, missa e               “CEBs: Romeiras do Reino no campo e                Manzzato, contribuiu afirmando que as
                                               show: Catequistas e Defensores da vida               na cidade”.                                        ‘CEBs são um modo de Deus passar hoje
29.08                                                         se unem”                                  Uma das participações foi a da ex-             na sociedade’, a vivência na prática da
Paróquia São Bento                                   Dia 22 de agosto (domingo)                     prefeita da cidade de São Paulo, Luiza             justiça, na Palavra de Deus, na Eucaristia
Local: Comunidade Nossa Senhora das                   Horário: a partir das 14h.                    Erundina que ajudou a refletir sobre a             e no papel de Igreja Missionária.
Graças                                        Concentração para a caminhada: Paró-
Horário: dia todo                             quia Coração de Jesus - Rua Ipatinga, 05,                Avivamento Sócio Político em nossa diocese, na Casa de Retiro Betsaida, de 25
Assessora: Ir. Helena Corazza                 Bosque dos Eucaliptos                                             a 27 de junho, tendo como assessor Pe. Savio Corinaldesi
                                              Adoração, palestra com Dra. Elizabeth,
05.09                                         Missa e Show com Cantores de Deus
Paróquia São Benedito e                       Paróquia Espírito Santo: Av. Cassiopéia,




                                                                                                                                                                                                           Fotos: Maria Matsutacke
Paróquia Imaculada Conceição                  461 – Jardim Satélite.
Local: Colégio Luis Leite                              Levar 1 kg de alimento
Horário: 7h às 12h                                          não perecível



    Mãos na Massa!                                             BOLO DE MILHO
                                                                 CREMOSO
                                                                  LIQUIDIFICADOR
                                                                                                            Participante do III AVISO                          Presença do pessoal das CEBs
                                 INGREDIENTES
                                 - 3 ovos inteiros
                                                                                                                                        MÍDIAS SOCIAIS
                                 - 1 lata de milho verde (Escorrida a água)
                                 - 1 lata de leite condensado                                                                                                    Baixe músicas
                                                                                                               Blog:                                            do subsidio da
                                 - 100g. de coco ralado                                                        http://tremdascebs.blogspot.com/                CEBs e aprend s
                                 - 1 colher de sopa de manteiga                                                                                                cantar os canta a
                                                                                                                                                                             os
                                 - 1 colher de sopa de fermento                                                                                                 dos encontros.
    MODO DE FAZER                                                                                                            Siga nos no Twitter:
    Bater todos os ingredientes no liquidificador por aproximadamente 4 minutos.                                             https://twitter.com/tremdascebs
    Dispor em uma forma média de bolo inglês previamente untada e enfarinhada.
    Assar em forno médio (180°c/356°f) preaquecido por 30 minutos.
    Dicas: Este bolo fica úmido porque não leva farinha. Usar 2 formas de bolo inglês                                     You Tube: http://www.youtube.com/user/bernadetecebs
                                                                                                                          Assista aos videos dos principais acontecimentos das CEBs, dos
    descartáveis de tamanho e profundidade Médias.                                                                        encontros de comunidades nas paróquias, das Regiões Pastorais...

                                          Expediente: Publicação Mensal das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Diocese de São José dos Campos – Diretor: Dom Moacir Silva – Diretor Técnico:
                                          Pe.Ronildo Aparecido da Rosa - Jornalista Responsável: Ana Lúcia Zombardi - Mtb 28496 – Equipe de Comunicação: Coordenador: Luis Mario Marinho - Integrantes:
                                          Celso Corrêa e Maria Aparecida Matsutacke - Colaboradora: Madalena das Graças Mota - Diagramação: Maria Bernadete de Paula Mota Oliveira - Correção: Sandra
                                          Memari Trava - Revisão: Pe. Ronildo - Arte Final, Editoração e Impressão: Katú Editora Gráfica - Tiragem: 6.200 Exemplares

                                                                                                            Sugestões, críticas, artigos, envie para Bernadete.
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                                                                 Esperamos seu contato!                     E-mail do informativo: tremdascebs@diocesesjc.org.br

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  • 1. CEBs - Informação e Formação para animadores 1 Lá vem o Trem das CEBs... Formação e Informação para animadores Diocese de São José dos Campos - SP - Informativo das CEBs - Ano VI - Agosto de 2010 - Nº 59 Vocação Familiar Foto: Sergio Fujiki Vocação Sacerdotal AGOSTOes ês das Vocaçõ M “Somos chamados à Santidade, eis a nossa primeira vocação.” Vocação Religiosa Vocação Missionária Vocação Leiga Índice 2 Palavra do Assessor 4 A Bíblia nos Interpela 7 Notícias da CNBB 3 Encerramento 1º Sínodo Diocesano 6 Formação para Animadores 8 Aconteceu / Irá Acontecer
  • 2. 2 CEBs - Informação e Formação para animadores PALAVRA DO ASSESSOR IDENTIDADE DAS CEBs Vida em plenitude... (Jo 10,10) Foto: Madalena Mota Família Estimados(as) Animadores(as) de traremos para esta manifestação pública Espaço da Vocação Pequenas Comunidades, olá! pelos que nem força, às vezes, tem para Não há maior riqueza que a vida. Sem gritar. Sairemos em caminhada rumo à ela, nada teria sentido de existir. Tudo Catedral São Dimas, coroando este even- começa com Deus, vivente para sempre to com a Renovação da Aliança de Jesus Foto: Bernadete Mota e criador dos seres... Entre os seres esta- Cristo pela Humanidade, celebrando a mos nós, seres humanos. Jesus Cristo, a Eucaristia (Santa Missa) às 17h30. segunda pessoa da Santíssima Trindade, Vamos lá! Leve sua família, seu gru- além de participar na nossa criação, quis po, seus amigos, sua paróquia. Marque- fazer-se um de nós. Deus quis ser gente mos presença diante da sociedade, como humana... Sua atitude solidária resgatou Pe. Ronildo Pe. França Igreja, para dizermos que queremos que toda a humanidade e com ela toda a na- da, anunciada... Não cai bem dizermos todos tenham vida abundante... tureza, o universo, o cosmos... Seu pro- ser cristãos e não promovermos uma so- Um abraço! A família é e sempre será a base es- jeto de Libertação realizou uma Aliança ciedade mais justa e solidária. “Os pobres Pe. Ronildo, trutural da sociedade e célula básica da que não pode ser quebrada, selada não são nosso senhores”, dizia São Vicente de assessor diocesano das CEBs Igreja. Não há possibilidade de haver ca- apenas com sangue, mas com vida. Paulo. Façamo-nos escravos e servidores tequese, evangelização e vocação sem Na vida humana Deus é fiel em sim dos mais pobres de dentro da sociedade passar pela família. É nela que deve es- mesmo no amor aos seres humanos... e da Igreja. Ouçamos seus gritos e grite- tar a primeira noção de fé e sua vivência. Então, pergunto: por que nós, seres hu- mos com eles por vida digna respeitada e Mas muitas vezes não tem sido assim! manos, não deixamos o Reino de justi- promovida. Por isso temos de nos empenhar, hoje ça, de amizade, de harmonia, de equi- Digamos não ao assistencialismo, mais que em outras épocas, para que a líbrio... acontecer? Por que há gente família seja este espaço onde se transmi- tanto de poderes públicos, políticos, que mata gente? Morte, aqui, não só no tem os valores humanos e cristãos. privados, quanto da própria Igreja. As- sentido físico, mas na realidade essen- O Sacramento do Matrimônio deve sistencialismo nada resolve. Atender às ser uma vocação, não uma escolha que cial da vida: a dignidade. Sabemos que, necessidades imediatas sim, mas com mesmo que queiramos, ninguém tira a tenha outros interesses que não seja a perspectivas de levar todos os excluídos construção de uma família voltada para dignidade da pessoa humana. Ela é dig- a serem “atores principais” de suas his- na por criação e por redenção realizadas dar continuidade a obra do Criador. .A torias. Vocação é um convite à vida e todo ser por Deus. O Grito dos Excluídos está aí. Dia 07 A Igreja não pode ficar alheia às re- humano é chamado a vivê-la. Há manei- de setembro, às 15h30, na Pça. Pe. João Vida em Primeiro Lugar! Onde es- ras diferentes de viver a vocação cristã: alidades e necessidades de cada pessoa Marcondes (Matriz de São José, no cen- tão nossos direitos? Vamos às ruas vida religiosa, sacerdotal e vida matrimo- humana e de todos os seres humanos. A tro da cidade de São José dos Campos, ao para construir um projeto popular” nial. Todos nós, na condição de batizados, libertação deve ser vivida, testemunha- lado da Rodoviária Velha), nos concen- somos chamados a viver os valores do Reino de Deus entre nós, o amor, perdão justiça e paz. FIQUE LIGADO! A família tem que ser referencial para a sociedade. Sem ela não se constrói dias 1 Vidas pela Vida, Vidas pelo Reino – Tema das Romarias dos Mártires da Caminhada melhores para a pessoa ou para a nação. SIMBOLOGIA DA CAPA da Prelazia de São Felix do Araguaia, MT. São gritos de esperança e de vida. São lemas que O cristão bem esclarecido cuida não ape- DO LIVRETO DAS CEBs animam a caminhada do povo de Deus e une a Testemunha Fiel, Jesus Cristo. nas de sua família, mas procura construir 2 Dom Oscar Romero – Arcebispo de San Salvador, em El Salvador, assassinado cruel- sua casa sobre a rocha. (Mt 7,24-27). mente durante a Celebração da Eucaristia em 24 de março de 1980. Profeticamente de- Como cidadão, apóia, defende e promo- nunciou as torturas da ditadura militar ao povo salvadorenho. Lutou pela dignidade de seu ve os direitos da família, é solidário com as famílias fragilizadas em seus relacio- povo e foi calado a balas, misturando seu sangue ao do Ressuscitado. namentos ou em suas condições de vida. 3 Oliveira: O galho de oliveira é largamente reconhecido como um símbolo da paz. Preocupa-se com as políticas de habita- Na história do Dilúvio é relatado que uma pomba retornou para Noé com um galho de ção, de saúde, de agricultura familiar, de oliveira. Assim Noé ficou sabendo que as águas haviam abaixado, e que o episódio do trabalho, de educação para que as famí- julgamento de Deus havia passado. A oliveira produz grande quantidade de óleo o que faz lias possam existir e bem formar seus fi- dela um símbolo do Espírito Santo e da sua unção, bem como da consagração ao Senhor. lhos para uma sociedade melhor. Gen. 8.10,11: Lv. 8.10-12 Vamos testemunhar e anunciar a mis- 4 Palmas: As folhas da palmeira são usadas como símbolo da entrada triunfal de Je- são própria da família “guardar, revelar e sus em Jerusalém, evento que proclamou a crucificação e morte de Jesus. Desta forma, comunicar o amor de Deus para o mun- as palmas poderiam ser usadas para representar a leviandade da aclamação humana. Os do”, amor que forma e educa as novas romanos as usavam como símbolo da vitória. A igreja as tem usado como um símbolo da gerações para que todos tenham vida e vida plena. vitória de Cristo sobre o pecado e da vitória dos santos sobre a morte. Neste sentido, mui- tos mártires são mostrados segurando folhas de palmeiras. (Jo 12.12,13) Maria José “Zezé” Equipe de Subsídios das CEBs Luiz Antonio de Oliveira Comunidade Sta.Clara - Paróquia Animador das CEBs - setor 13 - Paróquia Coração de Jesus Nossa Senhora de Guadalupe - Jacareí
  • 3. CEBs - Informação e Formação para animadores 3 Diocese de São José dos Campos encerra seu 1º Sínodo Foto: Ana Lucia Zombardi “Novos Tempos. Novos Caminhos. denador diocesano de Pastoral e mode- Mesma Missão!” Com este lema a Dioce- rador do Sínodo. se de São José dos Campos (SP) iniciou, Para envolver todos os fiéis, num “Sí- no dia 5 de setembro de 2008, o seu nodo Orante”, Dom Moacir Silva publicou primeiro Sínodo Diocesano. Convocado uma oração especialmente feita para o pelo bispo diocesano, Dom Moacir Silva Sínodo da Diocese de São José dos Cam- (foto), o objetivo desta realização foi re- pos. Um símbolo foi criado para identifi- fletir profundamente sobre o desempe- car as atividades deste período da vida nho atual da missão evangelizadora na eclesial da diocese. diocese, focalizando o que há de bom O Sínodo foi composto por 142 dele- para incentivar sua continuidade. À luz gados, entre nomeados e eleitos, sendo da Palavra de Deus e da Palavra da Igre- 54 % leigos e aconteceu em três fases, o ja, o Sínodo procurou traçar novos rumos Marco da Realidade, o Marco Doutrinal e para a caminhada diocesana em face dos o Marco Operacional. Nos dois anos de desafios atuais. trabalho, os delegados sinodais puderam Celebração de encerramento diagnosticar a realidade (ver), analisar os Na sexta-feira, dia 16 de julho, a Dio- erros e acertos (julgar) e firmar posições cese de São José dos Campos realizou o conquistas, nos valores, na tecnologia, de intenso trabalho. Agora Dom Moacir e posturas pastorais nos diversos campos encerramento de seu primeiro Sínodo assim como nos desafios para a nossa Silva entrega o Documento Conclusivo do de atuação desta Igreja Particular (Agir). Diocesano. A Solene Celebração Euca- missão evangelizadora. E a perspectiva Sínodo, que vai orientar todos os proje- “O Sínodo nos dará mais eficácia no go- rística foi na Catedral Diocesana de São de crescimento e desenvolvimento au- tos de ação evangelizadora e pastoral da verno pastoral por parte do bispo e mais Dimas, presidida por Dom Raymundo Da- menta sempre mais,” explica Dom Moa- Diocese. segurança na ação pastoral”, afirma pa- masceno Assis. cir Silva, bispo diocesano de São José dos “Como nos pede Aparecida, temos dre Paulo Renato. “A grande motivação para a convoca- Campos. que nos preparar para o futuro! Nosso ção do Sínodo foi a constatação de que Durante dois anos, o Sínodo percor- tempo não tolera mais improviso!”, frisa Fonte: Assessoria de Imprensa da nossa Diocese está numa região que cres- reu um caminho de reflexão, de oração e padre Paulo Renato F. G. Campos, coor- Diocese de S. J. dos Campos ce diariamente em todos os sentidos: nas ESPAÇO DA JUVENTUDE A 16º Romaria da Pastoral da Juventude do Estado de São Paulo Foto: Pedro Henrique Luvizoto A 16º Romaria da Pastoral da Juven- cultura. tude do Estado de São Paulo, está che- Em comunhão com as ativida- gando, aproxima-se o momento de en- des permanentes (Semanada Cida- contrarmos os rostos, culturas, sorrisos dania, Semana do Estudante e Dia e mãos que ajudam a construir a PJ do Nacional da Juventude) das Pasto- Sul I. rais da Juventude e o III Congresso São Jovens que virão das diferentes Latino Americano de Jovens, que- cidades e dioceses, trazendo seu dina- remos olhar a realidade juvenil, mismo, alegria e suas marcas, para que em um movimento de escuta, “ABENÇOA SENHOR O NOSSO em Romaria fazermos a história e eco- discernimento e intervenção, PASTOR, ABENÇOA SENHOR armos o grito: “A juventude quer viver”, propondo que cada jovem conte nesse espaço que também será nossa sua história de vida. ESTE HOMEM DE PAZ” “Marcha Estadual Contra a Violência e Na certeza de que nossa Mãe Feliz Aniversário Dom Moacir , que o Extermínio de Jovens”. Cidinha e Frei Galvão, nos acompa- Deus da Vida derrame suas bênçãos e suas Com o Tema: “Jovens em construção nharão neste processo, aguardamos graças para que governando nossa Diocese de políticas pela vida” e com o Lema: nosso encontro, e desejamos que com seu jeito simples e generoso o senhor “Das águas que nos trazem Maria resga- este material possa gerar frutos em não se canse jamais. tando nosso jeito de ser e fazer”, vamos nossas bases. Conte com nosso engajamento no pro- jeto de evangelização e ação pastoral das nos encontrar no Santuário do Frei Gal- diretrizes do Sínodo Diocesano. vão em Guaratinguetá, para trilharmos Fonte: Site da PJ O nosso carinho e admiração. um caminho que passará pelo estudo Coordenação Estadual da deste material, que chama a atenção Pastoral da Juventude Equipe de Comunicação para o ano eleitoral, violência e nossa Equipe da Romaria 2010 Diocesana das CEBs
  • 4. 4 CEBs - Informação e Formação para animadores FORMAÇÃO A Bíblia nos Interpela Sobre a Leitura Popular da Bíblia Carlos Mesters dinâmica que não termina nunca. Estes política mais intensa dos últimos anos no Comunitário, no místico, no caris- Francisco Orofino três aspectos: um nasce do outro, su- está pedindo, agora, um conhecimen- mático, e recusam a abertura para o põe o outro e leva ao outro. to mais aprofundado do texto bíblico e social e o político. Eles se abrem para 3ª PARTE Não importa tanto a partir de qual do contexto social, onde este texto foi o serviço aos pobres (e muito!), mas dos três aspectos se inicia o processo produzido, e uma vivência comunitária não numa linha de transformação e de A DINÂMICA INTERNA DO PRO- da interpretação. Isto depende da situ- mais intensa da espiritualidade da li- libertação. Deixam tranqüila a consci- CESSO DA INTERPRETAÇÃO ação, da história, da cultura e dos inte- bertação. Em outros lugares, a vivência ência dos opressores e não incomodam resses da comunidade ou do grupo. O comunitária chegou no seu limite e está o sistema em que vivemos. Na leitura que as Comunidades fa- que importa é perceber que um aspec- pedindo uma ação mais engajada nos 3. Existe também o zem da Bíblia, apesar das diferenças movimentos populares. Com ou- fechamento do lado próprias de cada país ou região, existe tras palavras, as tensões ajudam oposto, embora um método, cujas características bási- a criar um equilíbrio que favorece com menor fre- cas são comuns a todos. Um método é a interpretação da Bíblia, e impe- qüência. Às ve- muito mais do que só umas técnicas e dem que ela se torne unilateral. zes, acontece o dinâmicas. É uma atitude que se toma Às vezes, porém, estas ten- seguinte. Uma frente à Bíblia e frente à própria vida. sões são negativas e podem levar comunidade O método dos pobres se caracteriza cada um dos três aspectos a se fe- ao alcançar um por estes três critérios: char sobre si mesmo e a excluir os alto grau de 1. Os pobres levam consigo, para outros dois. O itinerário da inter- c o n s c i e n t i za - dentro da Bíblia, os problemas da sua pretação popular, muitas vezes, ção e de com- vida. é tenso e conflitivo, com risco de prometimento Lêem a Bíblia a partir da sua luta e fechamento e de retrocesso. político come- da sua Realidade. Quando a comunidade alcan- ça a dar menos 2. A leitura é feita em Comunida- ça o objetivo de um destes três importância à de. É, antes de tudo, uma leitura co- aspectos (conhecer, conviver ou vivência comu- munitária, uma prática orante, um ato transformar), alguns membros, nitária, às devo- de fé. por fidelidade à palavra, querem ções pessoais, às 3. Eles fazem uma leitura obedien- avançar e dar um passo adiante, romarias e pro- te: respeitam o Texto e se colocam à e outros, em nome desta mesma cissões. Tudo isso, escuta do que Deus tem a dizer, dis- Foto: Bernadete Mota fidelidade, recusam a abertura. É para eles, pode postos a mudar se Ele o exigir. o momento da crise e também da Estes três critérios (Texto, Comuni- to fica incompleto sem os outros dois. graça. Nem sempre vence o grupo que dade, Realidade) articulam-se entre si Geralmente, em todas as comuni- quer avançar. em vista do mesmo objetivo: escutar dades, há pessoas que se identificam 1. Todos os movimentos pastorais Deus hoje. Eles atualizam a seu modo com um destes três aspectos: usam a Bíblia e nela se apóiam. Em o mesmo método que transparece no 1. pessoas que querem conhecer a nome da Bíblia, os fundamentalistas episódio de Emaús (Lc 24,13-35). São Bíblia e que se interessam mais pelo recusam a interpretação e a abertura como três aspectos ou etapas de uma estudo; para a realidade. Em alguns lugares, os e mesma atitude interpretativa frente 2. pessoas que insistem mais na Co- grupos bíblicos que se fecharam em à Bíblia. Entre os três existe uma di- munidade e nas suas funções internas; torno de si mesmos e em torno da le- nâmica interna que marca o processo 3. pessoas mais preocupadas em tra da Bíblia, tornaram-se os grupos da interpretação popular: conhecer a transformar a Realidade, servindo ao mais conservadores da paróquia. O Bíblia leva a conviver em comunidade; povo na política e nos movimentos po- próprio exegeta pode correr o risco conviver em comunidade leva a servir pulares. de fechar-se dentro do estudo liberal ao povo; servir ao povo, por sua vez, Tudo isto produz tensões entre os e até progressista do texto bíblico, mas leva a desejar um conhecimento mais vários grupos e interesses. Estas ten- colocando-se a serviço das forças con- aprofundado do contexto de origem sões são saudáveis e fecundas. Por servadoras da opressão. da Bíblia, e assim por diante. É uma exemplo, em alguns lugares, a prática 2. Muitos movimentos se fecham
  • 5. CEBs - Informação e Formação para animadores 5 Fotos: Maria Matsutacke ser manipulados com relativa facilidade 1. O objetivo da interpretação já ra em defesa da vida, neces- pela ideologia dominante, e concluem, não é buscar informações sobre o pas- sariamente, deve ser liberta- apressadamente, que tais práticas não sado, mas sim clarear o presente com a dora. Por isso mesmo, ela é contribuem tanto para a transforma- luz da presença do Deus-conosco, Deus conflitiva. Tornou-se sinal de ção. Por isso, eles correm o perigo de Libertador; é interpretar a vida com a contradição. Por ser ecumê- fechar-se no social, no político, no ser- ajuda da Bíblia. Redescobre-se na prá- nica e libertadora, extrapolou viço ao povo, esquecendo-se da dimen- tica a nova visão da Revelação, de que as fronteiras das instituições e são espiritual e mística da convivência falamos acima. agora é lida a partir dos dife- comunitária. 2. O sujeito da interpretação já não rentes grupos marginalizados: Embora compreensíveis, fechamen- é o exegeta. Interpretar é uma ativida- negros, índios, mulheres, ho- tos assim são trágicos, pois nenhum dos de comunitária em que todos partici- mossexuais. O critério básico três alcança o sentido sozinho. pam, cada um a seu modo e conforme não é mais a igreja, mas sim a Para superar este perigo, é im- a sua capacidade, inclusive o exegeta vida, lida através dos olhos da portante manter um ambiente que nela exerce um papel especial. Por raça, do gênero, da cultura, da de diálogo. Pois onde a palavra isso, é importante ter nos olhos não só classe. Ou seja, o critério é ex- humana circula com liberdade a fé da comunidade, mas também fazer plicitar o mistério da igreja tal e sem censura, a palavra de parte efetiva de uma comunidade viva como foi definido por Paulo: Deus gera liberdade. e buscar o sentido comum aceito por “Todos vocês que foram bati- esta comunidade. Esta pertença efeti- zados em Cristo, se revestiram NOVIDADE E va exerce uma influência crítica sobre de Cristo. Não há judeu nem ALCANCE DA a função da exegese científica que, as- grego, não há escravo nem li- INTERPRETAÇÃO sim, se coloca mais a serviço. O mesmo vre, não há homem nem mu- POPULAR vale para a teologia. Por causa das mu- lher, pois todos vocês são um danças ocorridas no mundo a teologia em Cristo!” (Gl 3,27-28). Dentro da inter- da libertação entrou em crise e está em 5. Aqui aparece a caracte- rações. A linguagem popular funciona pretação que os po- fase de revisão. Por outro lado, é bom rística própria da exegese popular. O por associação de idéias. bres fazem da Bíblia constatar que a leitura popular não problema maior entre nós não é, como Sua preocupação primeira não é existe uma novidade está em crise, mas cresce em todo can- na Europa, a fé que corre perigo por fazer saber, mas sim fazer descobrir. de grande alcance to. Pois, como dissemos, o seu sujeito causa da secularização. Muito ajudou em tudo isto o método para a vida das igre- não é o exegeta, mas o povo das comu- Mas é a vida que corre o sério pe- da pedagogia do oprimido de Paulo jas. Novidade antiga nidades eclesiais de base. rigo de ser eliminada e desumanizada Freire. que vem de longe e 3. O lugar social de onde se faz a por um sistema econômico injusto e 7. Aparecem com maior clareza a que retoma alguns va- interpretação é a partir dos pobres, excludente. E o que é pior, a própria Bí- função e os limites da Bíblia. Os limites lores básicos da Tradi- dos excluídos e dos marginalizados. blia corre perigo de ser usada para legi- são estes: a Bíblia não é fim em si mes- ção comum! Seguem Isto modifica o olhar. Muitas vezes, por timar esta situação em nome de Deus. ma, mas está a serviço da interpreta- aqui sete pontos que, falta de uma consciência social mais Como no tempo dos reis de Judá e de ção da vida. de uma ou de outra crítica, o intérprete é vítima de precon- Israel, usa-se a Tradição do povo de Sozinha ela não funciona e não maneira, sinalizam o ceitos ideológicos e, sem se dar conta, Deus para legitimar os ídolos. A Bíblia consegue abrir os olhos, pois o que itinerário: usa a Bíblia para legitimar o sistema de foi usada para legitimar a conquista das abre os olhos é a partilha do pão, o opressão que desumaniza. Américas, a política da Apartheid, as di- gesto comunitário. A Bíblia deve ser 4. A leitura que relaciona a Bíblia taduras militares e a repressão. Um dos interpretada dentro de um proces- com a vida é ecumênica e libertadora. maiores repressores e torturadores di- so mais amplo, que leva em conta a Leitura ecumênica não quer dizer que zia: “Meu livro de cabeceira é o Evange- comunidade e a realidade. A Bíblia é católicos e protestantes discutem as lho de São Mateus!” E Pinochet sempre como o coração: quando é arrancado suas divergências para chegar a uma se comparou com Moisés, libertador fora do corpo da comunidade e da conclusão comum. Isto pode ser uma do seu povo. A interpretação popular vida do povo, morre e faz morrer! conseqüência. descobre, revela e denuncia esta mani- O mais ecumênico que temos é a pulação. Fonte: Centro de Estudos Bíblicos vida que Deus nos deu. Aqui na Amé- 6. O método e a dinâmica, usados rica Latina, a vida de grande parte da pelos pobres nas suas reuniões, são população corre perigo, pois já não é muito simples. vida. Leitura ecumênica é interpretar Eles não costumam usar uma lin- Continua no Foto: Bernadete Mota a Bíblia em defesa da vida e não em guagem intelectual discursiva, feita de próximo defesa das nossas instituições e confis- argumentos e raciocínios. Como a pró- Informativo sões. Na atual situação em que vivem pria Bíblia, preferem a sua maneira pró- com a 4ª Parte. os povos da América Latina, uma leitu- pria que é contar fatos e usar compa-
  • 6. 6 CEBs - Informação e Formação para animadores FORMAÇÃO PARA ANIMADORES Figura: Divulgação “A política é a forma mais perfeita de caridade” Paulo VI ORIENTAÇÕES PARA UM VOTO CONSCIENTE: CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS CANDIDATOS A partir dos princípios e valores da Éti- operativas, programas para combater a 11. Devem também estar ca e da Doutrina Social da Igreja podem exclusão digital, etc. comprometidos com a luta ser estabelecidas algumas orientações: 6. 0 compromisso dos candidatos contra todas as formas de 1. Para escolhermos um/a candidato/a com a questão ecológica é fundamental, corrupção e de mau uso do devemos examinar suas ideias, os valores e deve traduzir-se no apoio a formulação dinheiro público, promoven- que ele/ela defende e também sua vida. de políticas de desenvolvimento susten- do uma campanha eleitoral Devemos conhecê-los para saber se são tável que respeitem a natureza, fonte de que não envolva tanto o uso pessoas decentes, que tem uma historia vida para nós e para as gerações futuras, de verbas indevidas como o passada de compromisso com os princí- assim como no respeito a biodiversidade; uso da máquina administrati- pios que diz defender; 7. As propostas que se colocam em va. Devem em suas propostas 2. Devemos também examinar seus defesa da vida e a favor do estabeleci- administrativas e legislativas projetos, e se estes se encontram de mento de uma Cultura da Paz devem apoiar formas de administra- acordo com o partido ao qual o candi- também incluir o cuidado da infância e da ção transparente, que con- dato esta filiado. Ao votarmos em um adolescência e o combate a prostituição, templem o reforço dos meca- candidato estamos votando não só em a pornografia e a exploração do trabalho nismos de controle social dos uma pessoa, mas também em um parti- infantil, deve também promover uma gastos públicos e do estabelecimento das de alguns valores importantes pode ser do e, no caso das eleições proporcionais, educação escolar de qualidade, assim prioridades no emprego dos recursos dis- feita por estes candidatos para iludir e ajudando a eleger outros candidatos do como programas que ajudem a evitar o poníveis, esconder compromissos e práticas que mesmo partido; abandono escolar; Este conjunto de 11 pontos supra- estão, na verdade, a serviço da cultura da 3. Devemos procurar votar em candi- 8. Do mesmo modo devem incluir a apresentados, embora fundamentais, morte. A defesa da cultura da vida exige datos (tanto para o Executivo como para defesa da dignidade e dos direitos dos ido- naturalmente não esgotam os critérios que os valores da bioética não sejam se- o Legislativo) cujas propostas defendam sos, bem como facilitar para todos o aten- éticos. As Comunidades locais podem parados dos valores da ética social. Afi- a dignidade da pessoa e da vida, desde dimento à saúde e o acesso a remédios; complementar esta lista de acordo com nal, está na totalidade destes valores a a concepção até a morte, sobretudo dos 9. Os candidatos devem também es- a realidade em que vivem e as lutas em expressão clara de pessoa, comunidade e mais pobres; tar comprometidos com o respeito ao que se encontram envolvidas. bem comum, eixo da Doutrina Social da 4. A defesa da vida deve traduzir-se principio de subsidiariedade, incentivan- Uma observação deve ser feita em Igreja. em projetos que ajudem a construir a do, respeitando e estabelecendo parce- tomo a um ponto que exige muita aten- Cultura da Paz, através da inclusão social rias com as organizações não-estatais ção. Alguns/algumas candidatos/as fa- Fonte: Eleições 2010: O chão e o ho- e da proteção das pessoas contra as di- que promovam o bem público, a inclusão zem sua campanha enfocando questões rizonte - Conselho Nacional dos/as Lei- versas formas de violência; social e a luta contra todas as formas de de bioética de modo quase exclusivo. gos/as do Brasil – CNLB - Comissão Bra- 5. Muitos projetos podem ajudar a di- discriminação; Embora os valores que estes candidatos sileira de Justiça e Paz – CBJP - Centro minuir o desemprego e a exclusão social. 10. Do mesmo modo devem também defendam neste campo sejam importan- Nacional de Fé e Política “Dom Helder O Estado deve conduzir uma política eco- estar comprometidos com a construção tes, encontram-se muitas vezes em con- Câmara” – CEFEP - Instituto Brasileiro de nômica que favoreça o desenvolvimento de uma sociedade plural, onde os direitos tradição com as opções e compromissos Desenvolvimento – IBRADES - Pastorais e gere emprego e distribuição de renda. humanos sejam respeitados, o que inclui a que estes mesmos candidatos tem em re- Sociais – CNBB Deve também criar e manter programas defesa da liberdade de educação e a pro- lação aos direitos humanos, à economia, para apoiar as famílias de baixa renda, moção da formação integral do ser huma- à vida social e política, de modo especial Colaboração: Maria Matsutacke promover atividades comunitárias e co- no, inclusive em sua dimensão religiosa; às necessidades dos pobres. A defesa Equipe de Comunicação das CEBs DOCUMENTO DA CNBB – 92 livrarias Adquira nas 3,00 $ Católica – R Mensagem ao povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base Apresentação: A sociedade contemporânea, cada vez mais globalizada, tornou-se ambiente propício ao anonimato das pessoas, perdidas dentro dos mecanismos das macro-organizações, das burocracias e da conseqüente uniformização de comportamentos. O processo de globa- lização aproximou os povos, mas criou também grande padronização nos modos de ser, pondo em risco as diferenças culturais. Apesar dessa forte tendência à homogeneidade cultural, articula-se, lenta e intensamente, uma reação, no sentido de criar comunidades nas quais as pes- soas se conheçam e sejam reconhecidas, podendo ser elas mesmas em suas biografias, dizer sua palavra, ser acolhidas e acolher, atendendo pelo nome próprio. Assim, vão surgindo grupos e pequenas comunidades por toda parte. Nas Cartas Paulinas, aparecem diversas referências à igreja que se reúne nas casas (cf. 1Cor 16,19; Rm 16,5; Fl 2; Cl 4,15). Para esses primeiros cristãos, o lar com seu ambiente familiar era a igreja. A partir daqueles lares, surgiram ministérios e estruturas que moldariam a Igreja, através dos séculos. As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) representam, hoje, a continuidade deste mesmo fenômeno, no seio da Igreja. Elas representam uma maneira de ser Igreja, de ser comunidade, de fraternidade, inspirada na mais legítima e antiga tradição eclesial. Teologicamente são, hoje, uma experiência eclesial amadurecida, uma ação do Espírito no horizonte das urgências de nosso tempo. Nesta perspectiva, a 48ª Assembléia Geral da CNBB quis contemplar as CEBs, acolhendo-as e acompanhando-as como quem procura discernir, no hoje da história, o que o Espírito diz à Igreja. Certamente, isso não nos dispensa, enquanto pastores, da diligência necessária para a busca de lucidez e de melhores caminhos, com todo o esforço de compreensão que deve instaurar-se no interior dessa contemplação teológica sobre o valor eclesial das CEBs. Que Maria, mãe de Deus e da Igreja, abençoe todas as CEBs de nosso Brasil, para que elas floresçam ainda mais, em nossas paróquias e Igrejas Particulares, com sua riqueza carismática, educadora e evangelizadora (cf. DAp, n. 99e, 178). Fonte: CNBB
  • 7. CEBs - Informação e Formação para animadores 7 NOTÍCIAS DA CNBB DO SETOR CEBs Carta do 20º Seminário Carta da 1° Ampliada Nacional das Estadual das CEBs Sul 1 CEBs rumo ao 13° Intereclesial Os representantes do Setor CEBs (Co- dias, quando rezamos juntos iluminados Movidos pelo espírito missionário de e as reflexões maturadas nos regionais, munidades Eclesiais de Base), do estado pela Palavra de Deus; estudamos e refle- Pe Ibiapina, Pe. Cicero e os Beatos, Zé assim as propostas foram socializadas de São Paulo, estiveram reunidos, nos timos sobre nossa identidade de discípu- Lourenço e Maria Araujo no seguimen- pelos regionais simultâneas às reflexões dias 24 e 25, para a realização do 20º los e o papel missionário das Cebs à luz to a Jesus Cristo, nós representantes de em torno da temática. Dentro deste pro- Seminário Estadual das CEBs, que teve da palavra de nossos bispos: o Documen- quinze regionais da CNBB, D. Adriano cesso de construção em meio a reações e como tema “CEBs: justiça e profecia na to 92 da CNBB muito nos alegrou, trazen- Ciocca Vasino, bispo referencial das CEBs sugestões, compreendemos que a vida é cidade”. do a manifestação de nossos pastores a na CNBB, D. Ângelo Pignoli, bispo refe- uma romaria que se transforma em mis- Ao final, os participantes escreveram nosso respeito! rencial das CEBs no NE 1, D. Fernando são a serviço da comunidade. Iluminados uma carta ao qual dizem se preparar para Atentos aos sinais dos tempos, nos- Panico, bispo da diocese de Crato, esti- pelo Espírito, escolhemos: o 13º Intereclesial, que acontecerá, em sos olhares se voltaram para as cidades vemos reunidos nos dias 17 Crato (CE), em 2013. de nosso Estado, e buscamos entender a 20 de julho na cidade do “Em comunhão com toda a Igreja, melhor o lugar e o contexto onde nosso Crato ao pé da chapada do queremos integrar o mutirão das CEBs povo constrói sua esperança de um mun- Araripe vislumbrando o gran- em direção ao 13º. Intereclesial, no Cra- do para todos; vimos como nossas Cebs de vale do Cariri, nesse am- to, colocando-nos como romeiros e ro- são desafiadas a estabelecer, profetica- biente fomos calorosamente meiras do Reino de Deus sob a proteção mente, a justiça no mundo urbano pelo acolhidos com alegria e festa, testemunho de sua típico do povo cearense. Sen- fé. timos a ausência dos Regio- Movidos pelo nais Norte 1 e Nordeste 3 Espírito que nos faz Foram três dias fecundos Foto: Divulgação irmãos, fizemos me- de oração, reflexão, estu- mória de nossa histó- do e encaminhamentos de ria, lembrando como questões especificas da nos- Foto: Karla Maria a identidade das Cebs sa caminhada de CEBs para se afirma na união en- conhecer o chão e horizonte tre fé e vida, nos com- onde nossas comunidades vivem, cele- Tema: JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO promissos concretos bram e tecem os fios da vida. Analisamos DA VIDA de estabelecimento a realidade sócio-política e cultural do Lema: CEBs ROMEIRAS DO REINO NO de justiça e solidarie- nosso país. Acolhemos com muita alegria CAMPO E NA CIDADE. dade nas estruturas a mensagem ao povo de Deus sobre as A diocese de Crato compartilhou com de nossas cidades CEBs, documento 92 da CNBB, fruto da a ampliada os passos que já foram da- para que nelas não 48ª assembléia da CNBB, na qual os bis- dos na organização do 13° Intereclesial, haja exclusão. Nos- pos do Brasil reafirmam que as ”CEBs são deixando para a mesma o sentimento e so “novo jeito de ser sinais de vitalidade da Igreja”. a certeza de que o processo já feito nos amorosa de José e Maria”, diz um trecho Igreja” nos impulsiona a um novo jeito de Como romeiros e romeiras do Reino impulsiona ao grande mutirão em que da carta. convivência no espaço urbano. fizemos a experiência da espacialidade todas as CEBs do Brasil devem, de forma Leia abaixo a íntegra da carta. Na esperança, reassumimos nossos do romeiro de padre Cícero levando à comprometida, envolver-se, experien- Carta do 20º Seminário Estadual das compromissos batismais de serviço aos nossa frente a certeza de que “onde o ciando no chão das nossas vidas e comu- CEBs do estado de São Paulo pobres, nossos ministérios eclesiais e povo vai as CEBs tem que estar” nos dei- nidades, a dimensão profética de uma Reunidos pelo Espírito do Ressuscita- nossa vocação cristã de sermos agentes xando mover pela fé esperança e solida- espiritualidade Reinocentrica do como seus discípulos e missionários, da transformação da Igreja e da socie- riedade. Nesse percurso conhecemos os Nós enquanto Ampliada Nacional das estivemos reunidos, em 24 e 25 de julho, dade, fazendo crescer nossas redes de espaços físicos de realização, do nosso CEBs nos comprometemos a reafirmar a delegados das Comunidades Eclesiais de comunidades, ajudando a formar o Povo 13° Intereclesial de CEBs a se realizar nos opção preferencial pelos pobres, firman- Base do Estado de São Paulo, para a re- de Deus e sendo missionários da instau- dias 23 a 27 de julho de 2013, na cidade do a identidade das CEBs, sendo escolas alização do 20º Seminário Estadual das ração do Reino. do Juazeiro do Norte, diocese de Crato. que formam discípulos (as) missionários Cebs com o tema: “Cebs: justiça e pro- Em comunhão com toda a Igreja, que- Diocese esta que no ano de 2014 celebra- (as) de Jesus e que os regionais estejam fecia na cidade”. Fomos acolhidos pelo remos integrar o mutirão das Cebs em rá o seu centenário de criação. Conhece- em estado de missão permanente. Arcebispo de São Paulo, D. Odilo, pelo direção ao 13º. Intereclesial, no Crato, mos a riqueza desta igreja particular que Como romeiros (as) do Reino a inter- bispo da Região Episcopal Brasilândia, D. colocando-nos como romeiros e romeiras compreende uma área de 17.000km² cessão da Mãe das Dores e as bênçãos do Milton, e pelos irmãos e irmãs das Comu- do Reino de Deus sob a proteção amoro- com 920 mil habitantes, organizada em “Padim Ciço”, trilhemos juntos os cami- nidades de Perus, terra dos Queixadas e sa de José e Maria. 49 paróquias e 914 comunidades ecle- nhos 13º Intereclesial de cristãos em testemunho permanente siais de base. de fé na periferia da cidade. Perus, São Paulo, A escolha do tema e lema do próximo Crato, 20 de julho de 2010 Queremos compartilhar com nossos 25 de julho de 2010. Intereclesial se deu a partir dos encami- Fonte:CNBB irmãos e irmãs nossa vivência nesses Fonte:CNBB nhamentos feitos pela ampliada anterior
  • 8. 8 CEBs - Informação e Formação para animadores IRÁ ACONTECER! ACONTECEU FORMAÇÃO FORMAÇÃO DAS 20º Seminário Estadual das CEBs PAROQUIAL DAS CEBs CEBs - RP I E II Mais de 200 representantes das Co- munidades Eclesiais de Base (CEBs), das 15.08 29.08 47 dioceses do estado de São Paulo , Paróquia Maria Auxiliadora dos Cristãos Tema: Paróquia como Rede estiveram reunidos e reunidas, no 20° Local: Comunidade São José Operário de Comunidades Seminário das CEBs, discutindo o tema Horário: 7h30 às 12h Local: Comunidade N. Sra. Auxiliadora Te- “Justiça e Profecia na Cidade”. O objeti- lespark - Horário: 7h às 12h vo do encontro, que aconteceu na Paró- 21.08 EVENTO CULTURAL quia São José, Perus - SP, no sábado (24) Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro e domingo (25), foi avaliar e articular os Local: Comunidade Dom Bosco Horário: 14h às 18h 28.08 desafios da evangelização em todo o es- Paróquia São José Operário - Jacareí tado. Nossa diocese, São José dos Cam- Foto: Bernadete Mota pos, participou com 16 delegados (as). 22.08 CEBs - Celebrando as Culturas O tema do encontro está interliga- realidade e desafios da cidade. Já dom Paróquia Coração Eucarístico de Jesus Local: Comunidade São José Operário Horário: a partir das 16h do com o tema do 13° Intereclesial das Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo Assessor: Pe. Martin CEBs que acontecerá em 2013, na dio- de São Paulo, ressaltou sobre a impor- Local: Obra Social Frei Dionísio Pq. Novo Horizonte JUNTOS PELA VIDA cese de Crato no Ceará, que é “Justiça e Profecia a serviço da vida” e lema, tância das CEBs e seu contexto dentro da cidade. E o teólogo padre Antonio São José dos Campos Horário: 7h30 às 12h30 “Caminhada, adoração, palestra, missa e “CEBs: Romeiras do Reino no campo e Manzzato, contribuiu afirmando que as show: Catequistas e Defensores da vida na cidade”. ‘CEBs são um modo de Deus passar hoje 29.08 se unem” Uma das participações foi a da ex- na sociedade’, a vivência na prática da Paróquia São Bento Dia 22 de agosto (domingo) prefeita da cidade de São Paulo, Luiza justiça, na Palavra de Deus, na Eucaristia Local: Comunidade Nossa Senhora das Horário: a partir das 14h. Erundina que ajudou a refletir sobre a e no papel de Igreja Missionária. Graças Concentração para a caminhada: Paró- Horário: dia todo quia Coração de Jesus - Rua Ipatinga, 05, Avivamento Sócio Político em nossa diocese, na Casa de Retiro Betsaida, de 25 Assessora: Ir. Helena Corazza Bosque dos Eucaliptos a 27 de junho, tendo como assessor Pe. Savio Corinaldesi Adoração, palestra com Dra. Elizabeth, 05.09 Missa e Show com Cantores de Deus Paróquia São Benedito e Paróquia Espírito Santo: Av. Cassiopéia, Fotos: Maria Matsutacke Paróquia Imaculada Conceição 461 – Jardim Satélite. Local: Colégio Luis Leite Levar 1 kg de alimento Horário: 7h às 12h não perecível Mãos na Massa! BOLO DE MILHO CREMOSO LIQUIDIFICADOR Participante do III AVISO Presença do pessoal das CEBs INGREDIENTES - 3 ovos inteiros MÍDIAS SOCIAIS - 1 lata de milho verde (Escorrida a água) - 1 lata de leite condensado Baixe músicas Blog: do subsidio da - 100g. de coco ralado http://tremdascebs.blogspot.com/ CEBs e aprend s - 1 colher de sopa de manteiga cantar os canta a os - 1 colher de sopa de fermento dos encontros. MODO DE FAZER Siga nos no Twitter: Bater todos os ingredientes no liquidificador por aproximadamente 4 minutos. https://twitter.com/tremdascebs Dispor em uma forma média de bolo inglês previamente untada e enfarinhada. Assar em forno médio (180°c/356°f) preaquecido por 30 minutos. Dicas: Este bolo fica úmido porque não leva farinha. Usar 2 formas de bolo inglês You Tube: http://www.youtube.com/user/bernadetecebs Assista aos videos dos principais acontecimentos das CEBs, dos descartáveis de tamanho e profundidade Médias. encontros de comunidades nas paróquias, das Regiões Pastorais... Expediente: Publicação Mensal das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Diocese de São José dos Campos – Diretor: Dom Moacir Silva – Diretor Técnico: Pe.Ronildo Aparecido da Rosa - Jornalista Responsável: Ana Lúcia Zombardi - Mtb 28496 – Equipe de Comunicação: Coordenador: Luis Mario Marinho - Integrantes: Celso Corrêa e Maria Aparecida Matsutacke - Colaboradora: Madalena das Graças Mota - Diagramação: Maria Bernadete de Paula Mota Oliveira - Correção: Sandra Memari Trava - Revisão: Pe. Ronildo - Arte Final, Editoração e Impressão: Katú Editora Gráfica - Tiragem: 6.200 Exemplares Sugestões, críticas, artigos, envie para Bernadete. Fale com a Redação... Av. Ouro Fino, 1.840 - Bosque dos Eucalíptos CEP 12.233-401 - S. J. Campos - SP Esperamos seu contato! E-mail do informativo: tremdascebs@diocesesjc.org.br